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Enel SP tem lucro de R$ 349,3 milhões no 3º trimestre, alta de 49,1%

A Enel Distribuição São Paulo registrou lucro líquido de R$ 349,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 49,1% em relação aos R$ 234,4 milhões apurados no mesmo período de 2025. Os resultados foram divulgados na quarta-feira (28).

A receita líquida somou R$ 5,70 bilhões entre julho e setembro, queda de 2,6% na comparação com os R$ 5,86 bilhões registrados no terceiro trimestre do ano passado.

O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 1,24 bilhão, crescimento de 12,6% ante os R$ 1,10 bilhão do mesmo período de 2025.

Segundo a companhia, o avanço do resultado operacional foi favorecido pela redução das provisões para inadimplência e perdas de recebíveis, após uma revisão dos parâmetros usados para estimar essas perdas. O lucro também foi beneficiado por menores despesas de depreciação e amortização, decorrentes da revisão da vida útil regulatória de determinados ativos.

No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido chegou a R$ 818,4 milhões, aumento de 21,4% em relação aos R$ 674,2 milhões registrados nos primeiros nove meses de 2025.

A receita líquida acumulada alcançou R$ 17,17 bilhões, avanço de 5,4% ante os R$ 16,29 bilhões do mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda somou R$ 3,44 bilhões, alta de 12,6% em relação aos R$ 3,05 bilhões apurados entre janeiro e setembro de 2025.

Investimentos

Os investimentos da Enel São Paulo totalizaram R$ 916,1 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 20,6% em relação aos R$ 759,8 milhões aplicados no mesmo período de 2025. De janeiro a setembro, foram investidos R$ 2,41 bilhões, alta de 28,8% ante os R$ 1,87 bilhão dos primeiros nove meses do ano passado.

No trimestre, os investimentos classificados como crescimento somaram R$ 442,8 milhões, avanço de 20,1% na comparação com os R$ 368,7 milhões do mesmo período de 2025. Desse montante, R$ 193,1 milhões foram destinados ao programa de medidores inteligentes, ante R$ 164,7 milhões no terceiro trimestre do ano passado.

A manutenção recebeu R$ 272,5 milhões, aumento de 25,2% em relação aos R$ 217,7 milhões registrados um ano antes. Dentro dessa rubrica, as atividades relacionadas a emergências responderam por R$ 117,3 milhões, alta de 28% ante os R$ 91,6 milhões do terceiro trimestre de 2025.

Processo de caducidade

No relatório, a Enel também abordou o processo na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que pode levar ao encerramento antecipado de sua concessão. A companhia informou que a análise iniciada em 6 de outubro foi interrompida por um pedido de vista do diretor Gentil Nogueira Sá.

A distribuidora ressaltou que, até a divulgação dos resultados, a diretoria colegiada ainda não havia aprovado uma recomendação de caducidade ao governo federal. A empresa afirmou que vem apresentando elementos técnicos e operacionais que demonstrariam melhora dos indicadores e avanços no cumprimento das obrigações regulatórias.

O procedimento foi aberto em 7 de abril. Segundo a Aneel, a empresa não corrigiu definitivamente falhas no restabelecimento da energia após situações de emergência, incluindo demora no atendimento, interrupções prolongadas e problemas nos planos de contingência e na mobilização de equipes.

A análise do pedido de renovação da concessão por mais 30 anos está suspensa. O contrato atual termina em 2028. Uma eventual recomendação da Aneel não encerra automaticamente a concessão: a decisão final cabe ao MME (Ministério de Minas e Energia).

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Drones sobrevoam São Paulo e identificam problemas em redes de alta tensão

Drones com sensores estão sobrevoando São Paulo para ajudar a Enel à identificar pontos das redes de alta tensão que precisam de manutenção, além de identificar pontos que estão prejudicados e podem evoluir para falhas. Cerca de 759 voos de inspeção já foram realizados.

Segundo a Enel, a escolha de utilizar drones foi tomada pois eles ampliam a capacidade de inspeção nas áreas urbanas, regiões de vegetação densa, travessias, subestações e locais de difícil acesso.

A CNN Brasil teve acesso à informação em primeira mão.

Por ser um objeto que pode se aproximar dos equipamentos de eletricidade, o drone registra imagens de melhor qualidade, o que ajuda na identificação de problemas como aquecimento em conexões, trincas em isoladores, corrosão, perda de galvanização, parafusos frouxos, fios partidos, furtos de componentes e desgaste de acessórios.

Veja como é a visão do drone

A Enel também explica que a utilização dessa tecnologia diminuiu a necessidade de intervenções em campo, o que colabora para a segurança das equipes de manutenção, além de reduzir o tempo de mobilização para inspeções.

Em agosto deste ano, um dos planos de inspeção analisou cerca de 806 quilômetros de linhas e estruturas. Isso porque os drones possuem sensores LiDAR, que podem mapear vegetações e estruturas de rede com mais precisão, além de terem câmeras termográficas e RGB de alta resolução.

Helicópteros auxiliam as inspeções dos drones

Em casos de emergência, a Enel utiliza helicópteros durante essas inspeções, para ter uma visão mais ampla das linhas de transmissão e estruturas de rede. Segundo a companhia, os helicópteros atuam em casos de ocorrências ou eventos climáticos, para agilizar a avaliação e ter uma comunicação mais rápida com a equipe.

Veja como o helicóptero faz a inspeção com o drone:

Até o momento, os equipamentos conseguiram identificar 19 pontos de aquecimento, em cinco linhas de transmissão. Essas inspeções permitiram que equipes atuassem antes que a ocorrência ficasse grave.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Drones espiões: entenda tecnologia de monitoramento de territórios

 

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