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Meteorito de Marte encontrado no Deserto do Saara tem 4,1 bilhões de anos e evidências de água


Um meteorito encontrado no Deserto do Saara, no Mali, em 2022, foi identificado pelos pesquisadores como um dos fragmentos mais antigos de Marte já encontrados na Terra. Após ser estudado por um grupo de pesquisadores, estes financiados pela Nasa, foram identificadas marcas da ação da água ocorridas em seu planeta de origem. É estimado que esse material tenha 4,1 bilhões de anos. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Science, na quinta-feira (29). Registro raro: Peixe raro de cabeça transparente é filmado em 4K pela primeira vez Veja vídeo: Com a mordida mais forte entre os mamíferos, hipopótamos de zoológico americano devoram abóboras de Halloween inteiras O material analisado foi batizado de Teghaza 001 (Teg 001), um antigo meteorito ígneo marciano, encontrado no Deserto do Saara. Sua origem foi verificada por meio de medições de isótopos de oxigênio. Teg 001 consiste em oito pedras com uma massa total de 798,5 g, sendo a maior delas de 442 g. Foram usadas diversas técnicas para determinar textura, mineralogia, composição e idade. A partir da análise foi identificado que o meteorito pertencia a um estágio antigo de Marte, o que ainda revelou que a água já tinha um papel de modificar a crosta do planeta vermelho. Isso contrasta com o que se vê hoje, numa superfície seca e fria. Sua composição conta parte dessa história, apontando um resfriamento lento do magma em seu lugar de origem. Parte do meteorito Teghaza 001, encontrado no Deserto do Saara, no Mali, em 2022 Reprodução / Science O pesquisador Yang Liu, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, Estados Unidos, que integra o grupo de especialistas e autores do estudo, destaca que texturas e minerais encontrados no Teghaza 001 não são os mesmo observados em meteoritos marcianos observados em estudos anteriores. Para analisar o material, a equipe utilizou uma técnica de datação por rubídio-estrôncio (Rb-Sr), método desenvolvido na Caltech para determinar a idade absoluta de rochas e minerais antigos. Isso permitiu analisar grãos minerais individuais usando um fragmento menor que uma unha, sem destruir uma parte significativa do material. Algumas dúvidas ainda não puderam ser respondidas, como a duração da jornada desse meteorito até a Terra. Para os pesquisadores, esse fragmento de Marte caiu no Deserto do Saara depois que um impacto massivo arrancou parte da crosta marciana e a ejetou para o espaço. A partir da comparação com outros dados analisados anteriormente, os resultados apontam para as antigas terras altas do hemisfério sul de Marte, onde foram identificadas 13 regiões com características semelhantes às do meteorito, lembra o site Gizmodo. As informações coletadas do Teghaza 001 foram comparadas aos dados da sonda Mars Reconnaissance Orbiter obtidos anteriormente.
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Maricá reúne literatura, música e cultura geek em três eventos simultâneos e gratuitos; veja a programação


Literatura, música e cultura geek ocupam a Orla do Parque Nanci, em Maricá, até o próximo domingo, em três eventos gratuitos que acontecem simultaneamente desde esta sexta-feira (30). A programação da 11ª Festa Literária Internacional de Maricá (Flim), do festival Língua ao Mar e do Maricá Games reúne shows, encontros com escritores, atividades infantis, competições de jogos eletrônicos e atrações ligadas à cultura pop. Gilberto Gil em Niterói: Aniversário da cidade terá show gratuito Saúde: Pesquisa da UFF investiga relação entre obesidade e câncer de mama Entre as atrações estão Conceição Evaristo, Aline Midlej, Bárbara Carine, Eduardo Spohr, Ana Beatriz Barbosa Silva e Gregorio Duvivier. A programação musical, promovida pelo Língua ao Mar, inclui Os Garotin, Marina Sena, Gloria Groove, Baco Exu do Blues, BK, Samuel Rosa, Delacruz e o encontro “Criolo, Amaro e Dino”, com Amaro Freitas, Criolo e Dino d’Santiago. Homenageada desta edição da Flim, Marilena Chauí participará da abertura oficial. Professora emérita e professora sênior da Universidade de São Paulo (USP), tem uma trajetória dedicada à filosofia e à educação, com obras sobre ética, política, liberdade, cultura, democracia, conhecimento e cidadania. Ainda no primeiro dia, Aline Midlej e Bárbara Carine participarão da mesa “Palavras que libertam: leituras negras, futuros livres”, com mediação de Rodrigo Moura. Neste sábado (31), Fábio Brazza e Ruasia estarão em “Da rima à revolução: o rap como literatura e voz da juventude”, mediada pela Umes. No domingo, o evento terá Ana Beatriz Barbosa Silva em uma conversa sobre bullying na educação, além de duas sessões de “Aos pés da letra”, com Gregorio Duvivier, às 15h e às 18h. Eduardo Spohr encontrará o público na sexta (6), dia em que Eliana Alves Cruz e Conceição Evaristo participarão da mesa “Escreviventes”, seguida pela avant-première do filme de mesmo nome A escritora Conceição Evaristo é atração na Flim Leo Martins / Agência O Globo A feira do livro também terá espaço para editoras, livrarias e escritores locais. As crianças poderão aproveitar a Flimzinha, com teatro, atividades lúdicas e apresentações. Serviços premium: Academias de alto padrão, com conceito de wellness, revolucionam mercado fitness em Niterói Shows de grandes artistas A música fica por conta do Língua ao Mar, que promove shows e encontros entre artistas brasileiros e de países africanos de língua portuguesa. A programação começa nesta sexta (30) com Os Garotin, na abertura. No sábado (31), o público poderá acompanhar “Criolo, Amaro e Dino”. Também estão confirmados Edu Lobo e Boca Livre, domingo (1º); Chico Chico, Baco Exu do Blues e BK, na segunda (2); Gloria Groove, quinta (5); Delacruz, sexta (6); Samuel Rosa, sábado (7); e Marina Sena, no encerramento, domingo (8). Baco Exu do Blues fará show gratuito em Maric Roncca A programação terá ainda encontros que aproximam música e literatura. O “Conversa & canção”, conduzido por Maurício Pacheco, receberá Fundo de Quintal e Dudu Nobre na quinta (5). Zélia Duncan participará de “Música, poesia e memória”, no dia 7, assim como Zeca e Moreno Veloso. Já o Maricá Games aposta no público interessado em tecnologia e cultura pop. Até o encerramento, haverá competições de Free Fire, League of Legends, Counter-Strike 2, Valorant e Brawl Stars, além de concursos de k-pop e cosplay. O espaço também oferece experiências com realidade virtual, simuladores de corrida, fliperamas, mesas de RPG e oficinas de ciência e tecnologia. Entre os convidados dos próximos dias estão os dubladores Guilherme Briggs, no sábado, e Feh Dubs, domingo que vem. — Maricá Games é um evento pelo qual tenho um carinho muito especial e que faço questão de prestigiar mais uma vez este ano. Guardo boas lembranças da edição de 2024, quando vi o local completamente tomado por fãs da cultura pop e geek. É muito bonito acompanhar esse movimento e ver como o evento reúne pessoas de diferentes gerações em torno de paixões em comum. Estou feliz em retornar e fazer parte de mais uma edição — destaca Guilherme Briggs, dublador do Superman e Buzzlighteyer A programação completa com atrações e horários está disponível nos canais oficiais da prefeitura de Maricá. Vale-livro de R$ 300 Estudantes e profissionais da Educação terão acesso ao Flim Card, vale-livro de R$ 300 concedido por meio da moeda social Mumbuca. O crédito será disponibilizado em cartão magnético e destinado à compra de livros durante a festa, permitindo que os beneficiários escolham títulos de seu interesse. Terão direito ao benefício professores, alunos e funcionários da rede pública municipal; estudantes das redes públicas estadual e federal; professores da rede pública estadual; aposentados da Secretaria de Educação; e estudantes do programa Passaporte Universitário. Initial plugin text
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Justiça bloqueia R$10,8 bilhões de alvos da Operação Carbono Oculto a pedido da PGE-SP


A Justiça de São Paulo atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-SP) e bloqueou cerca de R$10,8 bilhões de pessoas físicas e jurídicas que foram alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. A medida visa a recuperação de créditos tributários e combate a fraude fiscal. Segundo a PGE-SP, o pedido foi atendido pela Justiça em 19 de outubro. Ao todo 32 alvos da operação, entre fundos de investimento, empresas do mercado financeiro, pessoas físicas e jurídicas foram atingidos pela medida. De acordo com a Procuradoria, as investigações revelaram "a utilização de instrumentos do mercado financeiro para afastar ativos do alcance dos credores e comprometer a efetividade da cobrança tributária". As ações revelaram uma rede de fundos, gestores e sociedades empresariais que fragmentavam a titularidade dos ativos, o que dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários dos recursos. "Nesse modelo, recursos e participações societárias circulam entre diferentes veículos financeiros, muitas vezes submetidos a estruturas de controle econômico convergentes, embora formalmente apresentados como entidades independentes", informa a PGE. De acordo com a pasta, o bloqueio representa um avanço na estratégia de recuperação créditos tributários porque direciona a atuação jurídica não apenas aos devedores formalmente identificados, mas também à " investigação das estruturas econômicas utilizadas para afastar patrimônio da cobrança judicial. O enfrentamento da fraude fiscal contemporânea exige ultrapassar a aparência formal dos negócios jurídicos e reconstruir os vínculos efetivos de controle, circulação e disponibilidade dos ativos, distinguindo operações legítimas de arranjos abusivos destinados à frustração de credores", diz a PGE. A terceira fase da Carbono Oculto foi deflagrada em setembro, quando um ex-diretor do Banco Genial e um executivo ligado ao Master estiveram entre os alvos. A investigação apontou a participação de operadores do mercado financeiro na criação de estruturas para ocultar os verdadeiros donos de uma usina sucroalcooleira e, posteriormente, viabilizar a compra da distribuidora de combustíveis. Segundo a apuração, os envolvidos teriam sobreposto fundos de investimento, holdings, empresas patrimoniais, empresas de fachada e instituições financeiras para dificultar a identificação dos beneficiários finais. A primeira etapa da estrutura criminosa teve como objetivo esconder os reais proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo. Embora formalmente a empresa estivesse distribuída entre fundos de investimento e outras companhias aparentemente independentes, os investigadores afirmam que a estrutura permitia preservar o controle econômico do negócio sem revelar os beneficiários. Um dos principais achados foi uma operação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina. Segundo o governo, uma empresa ligada à sociedade de investimentos adquiriu os créditos por meio da transferência de cotas de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). Parte relevante do dinheiro usado na operação teria saído de fundos controlados pelo mesmo grupo investigado, criando, segundo a apuração, um fluxo financeiro circular.
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Com Sônia Guajajara, comitiva vai a MS após denúncias de retaliação eleitoral contra indígenas


A deputada federal Sônia Guajajara integra uma comitiva do governo federal que parte de Brasília às 18h desta sexta-feira rumo a Dourados, em Mato Grosso do Sul, para reforçar as ações de proteção aos povos indígenas diante da escalada de violência registrada no estado após as eleições. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Simples Nacional: empresas têm até hoje para escolher como pagar novos impostos no 1º semestre de 2027


Microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) que optam pelo Simples Nacional têm até hoje, sexta-feira, dia 30, para escolher como vão pagar os impostos no primeiro semestre de 2027. As empresas deverão decidir entre pagar o IBS e o CBS - novos impostos criados pela reforma tributária - "por dentro" do Simples Nacional, ou seja, através da guia única da DAS, como já ocorria com todos os impostos ou "por fora". Nesse segundo modelo, também chamado de híbrido ou regular, o IBS e o CBS serão calculados e recolhidos à parte, enquanto os demais impostos continuam sendo pagos pelo Simples. Empreendedorismo: Pix MEI de até R$ 5 mil poderá ser pedido por app a partir de 2027, diz ministro Mais ou menos impostos? Advogados vão pagar mais imposto com a CBS e a Reforma Tributária? OAB-SP terá simulador A solicitação para ter direito a recolher os impostos "por fora" do Simples deve ser feita até hoje, mas as empresas ainda poderão voltar atrás na decisão. O cancelamento dessa opção pelo regime regular de apuração do IBS e da CBS poderá ser solicitado até 20 de dezembro, de forma irretratável. Ou seja, depois de cancelada, não será possível fazer uma nova opção para o mesmo período de apuração. O prazo para manifestar a opção desejada para recolhimento dos impostos começou em 1º de setembro. Essa possibilidade de escolher entre o recolhimento dos novos tributos dentro ou fora do Simples faz parte das mudanças previstas na regulamentação da reforma tributária. Reforma Tributária: Veja por que o novo imposto sobre o consumo pode ficar maior que o esperado Vale lembrar que as empresas que já estão enquadradas no Simples Nacional continuam automaticamente no regime, desde que não tenham sido excluídas. Portanto, não é necessário realizar novo pedido de adesão ao Simples. O que muda para quem é do Simples Nacional? O Simples Nacional reúne em uma única guia o pagamento de diferentes impostos federais, estaduais e municipais. Com a reforma tributária, o IBS e a CBS substituirão, gradualmente, impostos como ICMS, ISS, PIS e Cofins. Saque-aniversário do FGTS: nova regra que limita antecipação deve ser adiada para março Parte das mudanças começam no primeiro semestre de 2027. Por isso, as empresas do Simples deverão escolher se continuam recolhendo os novos impostos dentro do regime ou se passam a apurá-los e pagá-los separadamente, pelo regime regular. No regime híbrido do Simples, também chamado de regular, o IBS e a CBS serão calculados de acordo com as regras gerais desses tributos. Isso permite que a empresa gere créditos tributários. Já no recolhimento dentro do Simples, o pagamento segue o modelo atual. Os impostos são pagos na guia única do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), calculados como parte de um percentual sobre o faturamento. Por isso, o crédito transferido ao comprador será limitado ao valor correspondente ao IBS e à CBS efetivamente recolhidos no regime. Qual modelo optar: regime híbrido "por fora" ou tradicional "por dentro"? Empresas que vendem principalmente para outras empresas, que utilizam os créditos tributários para abater impostos devidos, podem ter motivos para avaliar o regime híbrido. Já negócios que vendem diretamente ao consumidor final podem ter menos incentivo para mudar, dependendo de sua atividade, custos e perfil de clientes. Mas a decisão entre recolher os impostos "por dentro" ou "por fora" vai depender de uma série de variáveis. É preciso avaliar o tipo de cliente, o faturamento, os custos, a carga tributária e o impacto da mudança na operação. Quando vai ter perdão de dívida do MEI? O novo teto já está valendo? Tire suas dúvidas Paulo Henrique Pêgas, professor de contabilidade tributária do Ibmec, recomenda cautela principalmente para pequenos varejistas que vendem diretamente ao consumidor final. Como esses negócios atendem, em geral, pessoas físicas, a possibilidade de transferir créditos tributários aos clientes tem pouca relevância na decisão. Ele cita como exemplo pequenos comércios, como lojas de calçados, vestuário, brinquedos, presentes/utilidades domésticas, perfumarias, floriculturas, pet shops, óticas e artigos esportivos. Estabelecimentos com esse perfil podem ter menos vantagens em optar pelo regime híbrido. — Em tese, aquele varejista que normalmente atende pessoa física, não deveria optar pelo Simples híbrido. O professor ressalva, porém, que também é preciso considerar a composição das vendas e as alíquotas aplicáveis a cada atividade. Pequenas mercearias que comercializam produtos industrializados, por exemplo, podem precisar fazer simulações antes de decidir. Já em segmentos como o de supermercados, a avaliação pode ser diferente. — A maioria dos mercadinhos vale a pena ir para o híbrido. Servidor, MEI e trabalhadores de serviços essenciais: quem fica de fora do fim da escala 6x1 Já no caso de escolas de bairro e clínicas médicas, que contam com redução de alíquota, o modelo híbrido costuma ser bastante benéfico porque viabiliza o abatimento de créditos sobre aquisições e equipamentos. Charles Gularte, sócio-diretor de Contabilidade e Relações Institucionais da Contabilizei, concorda que a análise deve começar pelo perfil de quem compra os produtos ou contrata os serviços da empresa. Em seguida, ele recomenda preciso verificar se a atividade tem algum benefício tributário previsto na reforma e calcular o volume de créditos que podem ser aproveitados. Nas simulações que realizou para prestadores de serviços, ele identificou que empresas com menos de 70% de insumos passíveis de gerar créditos tendem a não ter vantagem em migrar para o regime regular. — Se a empresa tem menos de 70% de insumos que geram créditos, essa conta tende a não fechar. Pode ficar mais pesado ir para o regime regular da reforma tributária. Nesse caso, é melhor permanecer no modelo tradicional. Advogados, médicos, salões de beleza: veja o que muda com a alíquota de 11,3% da nova CBS Um exemplo é o de um consultor de tecnologia ou desenvolvedor que presta serviços para outras empresas. Como esse profissional geralmente tem poucos custos com insumos que geram créditos tributários e não conta com redução de alíquota, sair do Simples pode aumentar sua carga de impostos. Por outro lado, se permanecer no regime tradicional, seus clientes empresariais terão menos créditos tributários para aproveitar, explica: — Nesse caso, ele tem que sentar com o cliente dele e negociar o preço. Porque, senão, ele vai ser comparado com quem gera crédito e aí pode não ficar competitivo nesse negócio. Já na área da saúde, a avaliação pode ser diferente. Clínicas e profissionais que prestam serviços para hospitais e planos de saúde podem se beneficiar da redução de 60% nas alíquotas do IBS e da CBS prevista para o setor. Mercado de trabalho: Desemprego cai para 5,2% em setembro, menor nível para o mês Dependendo dos custos e do perfil dos clientes, pode valer a pena recolher os novos tributos pelo regime regular e permitir que os contratantes aproveitem créditos maiores. Gularte também recomenda que microempresas com faturamento menor avaliem se vale a pena retornar ao enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI), desde que a atividade exercida seja permitida nessa modalidade e que a empresa cumpra os demais requisitos. Com a ampliação do limite de faturamento, a partir de 2027, negócios que faturam até R$ 110 mil por ano poderão avaliar essa possibilidade. A partir de 2028, o limite previsto sobe para R$ 140 mil. — Se eu tenho uma microempresa e faturo menos de R$ 110 mil - lá na frente, o limite será R$ 140 mil -, vale a pena olhar se faz sentido voltar e ser MEI porque a carga tributária vai ficar menor.
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Flávio planeja encontro com autoridades em Washington após fuga, dizem aliados


Após receber autorização do governo de Donald Trump para permanecer nos Estados Unidos pelo período de ao menos um ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) planeja viajar nos próximos dias a Washington para buscar encontros com autoridades americanas. Segundo aliados, um dos principais objetivos é conseguir uma reunião com o secretário de Estado, Marco Rubio, que participou das negociações para permitir sua entrada no país. Uma audiência com o próprio Trump também chegou a ser considerada, mas interlocutores do senador avaliam que seria difícil viabilizar a reunião neste momento. Flávio pretende aproveitar os contatos construídos durante a campanha presidencial para ampliar sua articulação política com integrantes do governo republicano. Além de Rubio, aliados mencionam possíveis encontros com representantes do Departamento do Tesouro, comandado por Scott Bessent, e parlamentares republicanos. O senador também avalia viajar ao Texas para se reunir com lideranças conservadoras. Ainda não há confirmação de reuniões agendadas nem de datas para os deslocamentos. A movimentação ocorre em meio à resistência da Casa Branca em endossar a contestação do resultado da eleição presidencial brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora tenha recebido apoio do governo Trump para deixar o Brasil, Flávio tenta transformar o acolhimento em respaldo político à sua atuação como líder da oposição a partir dos Estados Unidos. Rubio é considerado um interlocutor importante pela família Bolsonaro. Em maio, Flávio se reuniu com o secretário de Estado e com o vice-presidente JD Vance na Casa Branca, um dia depois de ter sido recebido por Trump. Nesta semana, segundo a agência Reuters, Rubio recomendou pessoalmente ao presidente americano que autorizasse a entrada do senador e de sua família no país. Após o aval de Trump, integrantes do Departamento de Estado articularam com as autoridades de imigração a concessão de uma autorização humanitária temporária de permanência, conhecida como humanitarian parole. Flávio chegou a Miami na terça-feira, depois de deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião particular que fez escala no Equador. A saída ocorreu após o senador descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. Apesar da ajuda para sua entrada nos Estados Unidos, Trump evitou endossar as acusações de fraude eleitoral feitas pelo aliado, que não apresentou provas das irregularidades alegadas. Questionado sobre a chegada de Flávio ao país, o presidente americano afirmou que aprovava sua entrada, mas disse que não pretendia se envolver na disputa brasileira. — Não tomei partido, sabe. Conheço os dois. Conheço o Lula. Conheço um pouco o Flávio. Conheço muito bem o pai — afirmou Trump na quarta-feira. O presidente americano também classificou a eleição brasileira como estranha e criticou a condução do processo, mas não reconheceu a alegação de Flávio de que teria vencido a disputa. Na quinta-feira, Trump voltou a evitar uma resposta direta sobre quem seria o legítimo vencedor do pleito. Depois de divulgar uma carta de teor golpista em que se declarou presidente eleito, Flávio alterou o documento e passou a se apresentar como "líder" do Brasil. O senador também anunciou que pretende comandar a oposição ao novo mandato de Lula a partir do exterior. Um grupo de 25 deputados democratas enviou uma carta a Rubio, na quinta-feira, cobrando esclarecimentos sobre a autorização concedida ao senador e a eventual participação de funcionários do governo Trump na organização da viagem. Os parlamentares querem saber se autoridades americanas tinham conhecimento das restrições judiciais impostas a Flávio, quem participou dos preparativos para sua chegada e se houve utilização de recursos públicos na operação. O grupo estabeleceu o dia 13 de novembro como prazo para receber respostas do Departamento de Estado. De acordo com o jornal americano The New York Times,  o jato usado pelo ex-candidato e sua família para a fuga foi providenciado por Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca. O episódio também repercute nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Nesta sexta-feira, Rubio e o chanceler brasileiro Mauro Vieira participam de uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, em Atlanta, no primeiro evento internacional com representantes dos dois governos desde a reeleição de Lula e a saída de Flávio do país. Como noticiou o GLOBO, Lula pretende deixar de lado a fuga de seu adversário nas relações internacionais.
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Moraes errou mais uma vez


A ideia de que Flávio Bolsonaro está sendo perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes, como alguns grandes jornais estrangeiros estão publicando, não é totalmente errada. O ministro exagerou quando mandou tomar os passaportes dele. Foi uma atitude que não se justificava até aquele momento. A verdade é que os detalhes dos processos de Flávio são muito confusos pra um jornal estrangeiro entender completamente o sentido. Mas achar que os Bolsonaro estão sendo perseguidos pelo ministro não é de todo errado, embora na base eles mereçam ser punidos e castigados pela lei. Bolsonaro pai já está preso por tentativa de golpe e Flávio está sendo investigado, já foi indiciado, e vai ser punido também porque tudo indica que tenha uma relação ilegal com o advogado Willer Tomaz, e metido em muita confusão. Mais uma vez, Alexandre de Moraes deu vazão à sua índole autoritária e se precipitou, a não ser que a PF tivesse informações de que o plano de fuga estivesse sendo armado. Mas até agora, não houve essa informação. Moraes errou e o erro dele é especialmente mais grave porque está envolvido no caso Master e perdeu a capacidade de ser imparcial. Por isso, não me espanta a posição do Wall Street Journal. Talvez para os termos americanos e ingleses, essa atitude de Moraes anule qualquer tipo de culpa de Flávio, que tem muita coisa a explicar e deve à justiça. No STF e no TSE, todos estão irritados com essa atitude repetida do Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Itens do Banco Master vão a leilão com peças de grife para escritório; veja lista


A massa liquidanda do Banco Master e da Will Financeira colocou à venda mais de 447 lotes de mobiliário corporativo, artigos de design e aparelhos eletrônicos em leilão público extrajudicial. Conduzido pela leiloeira Alessandra Cavalcanti Antunes pela plataforma digital Kwara, o pregão virtual recebe lances até o dia 9 de novembro de 2026, com fechamento a partir das 9h30. Os bens estão armazenados em um galpão em Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, e os valores iniciais variam de R$ 21 a R$ 98 mil. Mercado de trabalho: Desemprego cai para 5,2% em setembro, menor nível para o mês 'Roubo do século': Especialistas afastam uso de IA e explicam fator humano em desvio recorde de R$ 34 bi na Binance O lote de maior valor financeiro do leilão reúne um conjunto de aproximadamente 20 cadeiras da famosa marca de design ergonômico Herman Miller, com lance inicial fixado em R$ 98 mil. Entre os principais atrativos do acervo corporativo estão também um televisor LG de 98 polegadas (com lance partindo de R$ 10.990), uma poltrona modelo Tetê, assinada pelo designer brasileiro Sergio Rodrigues (a partir de R$ 5.600), uma estação de trabalho para 10 pessoas avaliada em R$ 8.610, o que representa desconto de 78% frente ao valor de mercado, segundo a plataforma, além de câmeras de conferência Owl Labs Meeting Pro (R$ 546) e um congelador Philco (R$ 947). Custos adicionais e condições dos bens Os arrematantes devem atentar para os custos que incidem sobre o valor final de batida do martelo. De acordo com o edital do leilão, além do montante do lance, é cobrada comissão obrigatória de 5% destinada à leiloeira oficial, somada a taxas de despesas administrativas calculadas em tabela progressiva por lote. Para itens arrematados na faixa de R$ 85 mil a R$ 99.999,99, por exemplo, a taxa administrativa alcança R$ 10.915. Cadeira Herman Miller de leilão do Banco Master Reprodução / Kwara O documento estipula que todos os ativos são vendidos no estado de conservação em que se encontram, sem garantia de funcionamento ou possibilidade de troca, podendo conter avarias, sinais de desgaste, peças faltantes ou bloqueios eletrônicos de senha. Interessados podem realizar visitação prévia aos lotes mediante agendamento no site, sendo vetada a entrada no local com mochilas, bolsas e sacolas. Prazos e regras de participação Para ingressar na disputa, os usuários precisam estar cadastrados e habilitados no portal com antecedência mínima de uma hora do início do encerramento dos lotes. O incremento mínimo de oferta é de R$ 20 por lance, e a plataforma permite programar lances automáticos com limites pré-definidos. Estação de trabalho de 10 lugares em leilão do Banco Master Reprodução / Kwara Após a eventual homologação das ofertas pela comitente vendedora, o arrematante tem o prazo de até um dia útil para efetuar o pagamento integral (lance, comissão e taxas) por meio de Pix (QR Code) ou créditos concedidos pela plataforma. Caso o pagamento não ocorra em até dois dias úteis, incide multa de 5% da comissão mais 30% sobre o valor da proposta por desistência. A desmontagem, transporte, frete e contratação de mão de obra para a retirada dos bens correm exclusivamente por conta do comprador. Origem dos bens: colapso financeiro A liquidação do patrimônio do Banco Master ocorre após a decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central (BC), em novembro de 2025. A instituição financeira, controlada por Daniel Vorcaro, teve as atividades encerradas após a apuração de irregularidades operacionais, sobretudo na oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade fora dos parâmetros de mercado e incapacidade de saldar compromissos no vencimento. Poltrona Amelia em leilão do Banco Master com valor inicial de R$ 3.500 Reprodução / Kwara Televisor LG em leilão do Banco Master Reprodução / Kwara
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BTG amplia conta internacional com investimentos para holding no exterior


O BTG Pactual decidiu ampliar sua oferta de contas internacionais, lançando solução para clientes que querem administrar investimentos no exterior por meio de holdings pessoais ou familiares sediadas lá fora. A chamada Conta PIC (do termo em inglês Private Investment Company) está disponível na modalidade Investimentos e permite negociar e custodiar as mesmas classes de ativos já disponíveis para pessoas físicas, como ações, ETFs, ADRs, REITs, fundos de investimento etc. A estratégia do banco é ampliar as possibilidades de utilização para clientes que adotam estruturas de planejamento patrimonial e sucessório, concentrando investimentos nessas holdings. — Ela amplia a utilização das Contas Internacionais BTG, permitindo que nossos clientes invistam por meio de uma estrutura muito comum de planejamento patrimonial quando se trata de investimentos no exterior — explica Renato Moritz, co-CEO da corretora do BTG Pactual nos EUA. Inicialmente, clientes elegíveis receberão convite por meio de seu assessor. O processo de cadastro será realizado digitalmente, por meio do portal das Contas Internacionais BTG. Esses clientes precisam ter conta Pessoa Física no BTG Pactual Brasil, conta individual na plataforma de contas internacionais do banco e holding pessoal ou familiar nas jurisdições de Bahamas, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens Britânicas (BVI) ou Panamá.
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A vacina contra o medo: o papel da literatura infantil no enfrentamento de emoções difíceis pela criança


Um gesto comum em famílias com crianças até 8-10 anos, quando chega a hora da leitura: evitar o contato com o medo, a tristeza, a perda e outros sentimentos difíceis. O adulto chega à página do lobo, da bruxa ou da floresta escura, hesita, e vira duas de uma vez. Às vezes o livro vai parar no fundo da estante. A intenção é boa: queremos poupar do que acreditamos representar sofrimento ou angústia. Mas vale perguntar o que estamos tirando deles junto com o medo. Uma história assustadora é, antes de tudo, uma aventura. Na ficção — e, portanto, na imaginação —, a criança se perde no bosque, se defronta com o vilão malvado, cai na armadilha, consegue fugir. Ela passa por perigos que a vida real não lhe oferece, e passa por eles no lugar mais seguro que existe: o colo de alguém, com a voz conhecida lendo ao lado. Ela sabe que está em segurança, e o risco é na imaginação. Mas tem que lidar com a emoção que sente no momento. E emoções precisam ser exercitadas. É um pouco como a imunidade: um corpo mantido longe de toda sujeira não aprende a se defender, ou pode acabar reagindo demais, de forma alérgica, a um elemento estranho. Com a mente infantil acontece um processo semelhante. Sentir medo em pequenas doses, em um ambiente protegido, vai criando “anticorpos emocionais”, preparando o sistema nervoso para lidar com emoções difíceis como medos e tristezas, quando chegarem de verdade. A coragem vai se construindo aos poucos, com sustos de tamanho adequado. Cada criança lê uma mesma história de modos diferentes. Para uma, o susto vai fazer rir, para outra, se encolher de medo. O detalhe que uma esquece na hora, outra carrega por semanas. Essa diferença é justamente o que torna a literatura uma experiência pessoal e insubstituível. O que importa é que haja alguém por perto quando a emoção aparece. A leitura compartilhada tem esse valor. Quando o monstro surge, o adulto está ali para parar e perguntar: você ficou com medo? E para admitir: eu também fiquei. Dar nome ao que se sente, em companhia, pode criar oportunidades ótimas para uma boa conversa. Reconhecer e falar sobre emoções fortalece o desenvolvimento emocional e cognitivo da criança, e esse aprendizado a acompanha pela vida. Muitas vezes o medo que atrapalha não é o da criança. É o nosso medo de que ela sinta medo. Ler todos os dias com os filhos é um ritual que presenteia todo mundo. Produz memórias afetivas que duram, ajuda a criança a ser mais inteligente e criativa e a lidar melhor com o que sente, inclusive com o medo.
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Itamaraty convoca encarregada de negócios da Argentina para pedir esclarecimentos sobre passagem de Flávio pelo país


O Ministério das Relações Exteriores convocou a encarregada de negócios da embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, para pedir esclarecimentos sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo país vizinho durante sua fuga para os Estados Unidos. Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, o parlamentar atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira, antes de embarcar em um avião particular com destino ao território americano. 'Relações sensíveis': Grupo de democratas pede explicações do governo Trump sobre jato que teria sido fretado para Flávio fugir Eleição brasileira: Relatório da embaixada dos EUA fala em vitória 'surpreendente, mas definitiva' de Lula A diplomata compareceu ao Itamaraty na quinta-feira e foi recebida pelo responsável por assuntos relacionados à América do Sul. Durante o encontro, foram solicitadas informações e esclarecimentos sobre a recente passagem do candidato derrotado pelo território argentino e seus desdobramentos. Segundo interlocutores da diplomacia brasileira, a convocação tem, por si só, o significado de demonstrar um incômodo do governo Lula com o episódio. Apesar disso, a reunião transcorreu normalmente, seguindo as práticas diplomáticas habituais para esse tipo de contato. Ainda não há informações sobre como o governo argentino responderá ao pedido de esclarecimentos. A iniciativa ocorre em meio a suspeitas de que autoridades argentinas possam ter auxiliado na saída de Flávio do Brasil. Até o momento, porém, não houve confirmação oficial de participação de integrantes do governo de Javier Milei na operação. De acordo com informações divulgadas pela Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal, às 22h50 de terça-feira. Cerca de 40 minutos depois, a família embarcou em um voo privado operado pela empresa Baires Fly, com destino inicialmente informado para Guayaquil, no Equador. A aeronave seguiu posteriormente para Miami, nos Estados Unidos, onde o senador desembarcou na manhã de quarta-feira. O episódio acrescenta um novo capítulo à crise diplomática entre Brasil e Argentina, marcada por atritos entre Lula e Milei. Durante a campanha presidencial brasileira, o presidente argentino manifestou apoio a Flávio e fez críticas ao petista, contribuindo para o agravamento das relações entre os dois governos. Em agosto, o Brasil reduziu o nível de sua representação diplomática na Argentina, e as relações passaram a ser conduzidas por encarregados de negócios, sem embaixadores à frente das respectivas missões. Cortés assumiu a representação argentina em Brasília após a saída do embaixador Daniel Raimondi. O governo argentino também não se manifestou oficialmente sobre a reeleição de Lula. Antes mesmo da saída de Flávio do Brasil, a avaliação de interlocutores do governo brasileiro era de que uma eventual normalização das relações bilaterais dependeria de uma mudança de postura de Buenos Aires.
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Funcionários dos Correios de Niterói fazem greve após denúncia de água contaminada em unidade


dOs trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) dos Correios de Niterói, unidade Centro, iniciaram uma greve, nesta quinta-feira (29), após denunciarem a presença de coliformes fecais na água da unidade e o adoecimento de 21 funcionários. A paralisação local deve se estender pelo menos até terça-feira (3), quando será realizada uma nova assembleia para avaliar a situação. Saúde: Pesquisa da UFF investiga relação entre obesidade e câncer de mama Gilberto Gil em Niterói: Aniversário da cidade terá show gratuito Segundo os trabalhadores, uma análise microbiológica feita pelo Laboratório Acquamim identificou contaminação na água da cisterna do centro de distribuição, que não estaria dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O resultado teria sido comunicado formalmente à Superintendência Estadual dos Correios no Rio de Janeiro em 26 de outubro, mas, até o início da paralisação, nenhuma providência efetiva havia sido adotada, de acordo com o grupo. Membro da Comissão Nacional de Saúde do Trabalhador da Federação Nacional de Trabalhadores dos Correios (Fentect), Heitor Fernandes afirma que a empresa pública negligenciou o risco e deslocou trabalhadores de outras unidades para o CDD em greve, que fica na Rua Saldanha Marinho e cobre o Centro e a Zona Norte da cidade. Ao todo, os Correios contam com quatro centros de distribuição em Niterói. — Nesta sexta foram deslocados quase 15 veículos de outras unidades de trabalho para o CDD Niterói com o objetivo de tentar colocar carga na rua. Isso é grave. Os trabalhadores da unidade estão em greve ambiental, mas a empresa ignorou. O local está interditado e a empresa coloca outros trabalhadores correndo o mesmo risco de contaminação. A empresa permanece na negligência — afirma. Funcionários do CDD do Centro afirmam que 21 trabalhadores apresentaram quadros de gastroenterite e diarreia, com atestados médicos. Eles relacionam os sintomas à exposição à água contaminada. Entre as reivindicações estão o fornecimento imediato de água potável, a adoção de medidas para corrigir a contaminação, a divulgação de uma nova análise microbiológica e a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para os funcionários que adoeceram. O grupo também pede garantias de que os participantes da paralisação não serão penalizados. Os trabalhadores afirmam que pretendem manter a greve até que sejam comprovadas condições sanitárias adequadas para o retorno às atividades. O caso também poderá ser levado a órgãos de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Vigilância Sanitária municipal. Procurado, o Ministério das Comunicações ainda não havia retornado até a publicação desta matéria. Initial plugin text
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Ator de 'Game of Thrones' precisa dormir em estação de metrô de Kiev para se refugiar de ataques russos


O ator Nikolaj Coster-Waldau, conhecido por interpretar Jaime Lannister na série "Game of Thrones", precisou passar uma noite em uma estação de metrô de Kiev, na Ucrânia, durante uma ameaça de ataque aéreo russo. Aos 56 anos, o dinamarquês visitava o país como embaixador de Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e descreveu a noite no abrigo como “muito difícil”. Heliponto, quadra de tênis e garagem com 10 vagas: Como é a mansão de Renato Aragão penhorada por dívida de R$ 676 mil em IPTU 'Notting Hill': Casa de Hugh Grant, com sua icônica porta azul, está à venda por R$ 54 milhões; veja fotos Coster-Waldau chegou à capital ucraniana nesta semana para chamar a atenção para os desafios enfrentados pela população com a aproximação do inverno, segundo informações da CNN. Durante a visita, uma ameaça de ataques com mísseis e drones levou moradores e o ator a buscar proteção em uma estação subterrânea. Nikolaj Coster-Waldau em 'Game of Thrones' Reprodução / HBO Enquanto permanecia no local, o ator deu autógrafos a fãs e conversou com moradores sobre a rotina de quem precisa recorrer ao metrô para se proteger durante os alertas. Alguns ucranianos já dormiam em tendas ou nos bancos da estação. — Foi uma noite bastante difícil — afirmou Coster-Waldau à agência de notícias Reuters. O ator ressaltou que conseguiu deixar o abrigo depois de uma noite, mas que milhares de ucranianos enfrentam uma realidade diferente e precisam procurar proteção subterrânea repetidamente diante das ameaças de ataques. Initial plugin text A visita também teve como objetivo alertar para as dificuldades que a população poderá enfrentar durante os meses mais frios. Segundo Coster-Waldau, os ataques russos contra infraestruturas de energia têm deixado ucranianos sem eletricidade e aquecimento por vários dias. O ator afirmou que o próximo inverno poderá ser ainda mais difícil que o anterior e destacou a pressão sobre as infraestruturas do país. Ele também ressaltou a necessidade de financiamento para enfrentar os problemas. — É por isso que estou aqui, a tentar sensibilizar a opinião pública — disse o ator na mesma entrevista à Reuters. Como embaixador de Boa Vontade do PNUD, Coster-Waldau tem usado a visita para chamar a atenção da comunidade internacional para a situação dos civis ucranianos e defender a continuidade do apoio à população diante da chegada do inverno. Galerias Relacionadas
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Lélia Gonzales em 80 minutos


O Ministério da Cultura aprovou a captação pelas leis de incentivo de R$ 1,5 milhão para a produção pela Pandora Filmes de "Lélia Gonzalez, o futuro somos todos nós", um documentário de 80 minutos sobre uma das mais importantes intelectuais, escritoras e ativistas do movimento negro e feminista no Brasil entre as décadas de 1970 e 1990. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Ataque hacker à Binance: veja quanto movimentaram as cinco maiores invasões de cripto do mundo


A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, afirmou na quinta-feira que hackers roubaram cerca de US$ 6 bilhões em moedas digitais, o que vem sendo considerado o maior roubo da História do mercado de criptomoedas. A empresa informou que suspendeu os saques em resposta ao ataque e garantiu que os clientes receberiam de volta o dinheiro perdido. Embora muitos detalhes sobre a invasão ainda sejam desconhecidos, informações sobre como o ataque aconteceu e quem pode ser o responsável começam a surgir. Veja o que você precisa saber sobre o caso. 'Roubo do século': especialistas afastam uso de IA e explicam fator humano em desvio recorde de R$ 34 bi na Binance Tem conta na Binance? Saiba quais são seus direitos e como agir após o ataque que desviou R$ 34 bi da corretora O que é a Binance? A Binance é uma plataforma de negociação de moedas digitais na qual os clientes podem comprar Bitcoin, Ether e outros tipos de criptomoedas. A plataforma foi criada em 2017. No verão deste ano, a empresa já contava com mais de 320 milhões de usuários, segundo informações divulgadas pela própria companhia. Bitcoin em xeque: Computação quântica pode 'quebrar' a criptografia? O que dizem analistas Assim como muitas corretoras de criptomoedas, a Binance também permite que os clientes armazenem seus ativos na plataforma, sob a expectativa de que seus recursos sejam mantidos em segurança. Grande parte do sucesso da Binance foi construída com base na oferta de serviços de alto risco, como a possibilidade de investidores tomarem dinheiro emprestado para apostar na variação dos preços das criptomoedas. A empresa também atraiu clientes ao permitir que realizassem negociações de forma anônima. Durante vários anos, não exigiu informações básicas que empresas tradicionais costumam coletar para prevenir crimes financeiros. Veja: Meta chega a acordo em processo sobre vício de adolescentes em redes sociais e evita julgamento A Binance também enfrentou anos de problemas jurídicos e regulatórios. Em 2023, a empresa se declarou culpada por violar leis de combate à lavagem de dinheiro e pagou US$ 4,3 bilhões em multas ao governo dos Estados Unidos. O fundador da companhia, Changpeng Zhao, foi condenado a quatro meses de prisão federal. Após cumprir a pena, mudou-se para os Emirados Árabes Unidos. Em outubro de 2025, Zhao recebeu um perdão presidencial concedido por Donald Trump. A Binance mantém uma relação comercial com a empresa de criptomoedas da família Trump, a World Liberty Financial, que representa uma importante fonte de riqueza do presidente. O que aconteceu no ataque hacker? Os detalhes específicos do ataque ainda estão sendo apurados. A TRM Labs, empresa especializada em pesquisas sobre criptomoedas, afirmou que, aparentemente, a ação foi realizada pelo TraderTraitor, considerado a unidade de elite de hackers da Coreia do Norte. Binance: Coreia do Norte tem ligação com ataque hacker que atingiu US$ 6,3 bi em cripto? Veja o que se sabe O laboratório informou que o ataque hacker começou na quinta-feira, por volta das 17h (horário de Brasília), quando um invasor transferiu mais de US$ 6 bilhões das carteiras da Binance. A maior parte do valor foi movimentada em apenas cerca de 20 minutos. Uma segunda onda de ataques ocorreu aproximadamente duas horas depois. Os cinco maiores ataques hackers no mundo Inicialmente, a Binance afirmou que os hackers poderiam ter comprometido o notebook de um engenheiro da empresa, o que teria permitido a realização de saques não autorizados. No entanto, em uma atualização publicada nas redes sociais na sexta-feira, a companhia informou ter identificado “pontos adicionais de violação”. A empresa não forneceu mais detalhes. A Binance afirmou que estava trabalhando em conjunto com as autoridades policiais. Segundo a TRM Labs, o grupo TraderTraitor também foi responsável por um ataque hacker à Bybit, outra corretora de criptomoedas, em fevereiro de 2025. Na ocasião, a Bybit sofreu perdas de US$ 1,5 bilhão, naquele momento considerado o maior roubo já registrado no mercado de criptomoedas. A Coreia do Sul está envolvida? A suspeita é de envolvimento de hackers da Coreia do Norte, segundo a TRM Labs, empresa especializada em análise e investigação de crimes envolvendo criptomoedas, o ataque à Binance pode ter sido realizado pelo TraderTraitor, considerado uma unidade de elite de hackers da Coreia do Norte. Veja: Hackers ligados à Coreia do Norte podem estar por trás de ataque cibernético bilionário à Binance, avaliam laboratórios O envolvimento de grupos norte-coreanos em grandes roubos de criptomoedas não seria um caso isolado. De acordo com a TRM Labs, três dos cinco maiores ataques hackers já registrados no mercado de criptomoedas teriam sido realizados por grupos ligados à Coreia do Norte. Veja tabela abaixo: Os clientes vão receber o dinheiro de volta? A Binance afirmou que cobrirá eventuais prejuízos dos clientes com recursos próprios da empresa, que já haviam sido reservados para essa finalidade. Em comunicado divulgado na sexta-feira, a companhia também informou que já havia começado a “recuperar os ativos afetados para os usuários”, mas não forneceu mais detalhes sobre o processo. Surpresa: CEO da Nvidia foi alvo de espionagem? Jornal diz que sim. China chama de especulação A Binance afirmou ainda que trabalhou em conjunto com parceiros do setor para congelar cerca de US$ 3 bilhões em recursos afetados pelo ataque, a fim de impedir que os hackers conseguissem vendê-los. A Tether, uma das principais plataformas de criptomoedas, informou ter congelado mais de US$ 1,5 bilhão em ativos digitais. Já a Circle, outra empresa do setor, afirmou ter bloqueado mais de US$ 800 milhões. Como o preço do Bitcoin foi afetado? A Binance desempenha um papel fundamental no mercado de criptomoedas, e a notícia do ataque pode afetar a confiança dos investidores nas moedas digitais e nas corretoras onde elas são negociadas. O preço do Bitcoin, a maior criptomoeda do mercado, caiu alguns pontos percentuais, ficando abaixo de US$ 80 mil. Apesar da queda, seu valor permaneceu bem acima das mínimas registradas durante o verão, quando o Bitcoin chegou a ser negociado por apenas US$ 59 mil.
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Campanha de Lula busca doações para fechar contas no azul


A campanha do presidente Lula fará uma nova rodada de busca por doadores nos próximos dias para arrecadar entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões e conseguir fechar as contas no azul. A candidatura terminou a disputa com déficit e ainda está finalizando a prestação de contas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Tem conta na Binance? Saiba quais são seus direitos e como agir após o ataque que desviou R$ 34 bi da corretora


A suspensão global de saques na Binance, após a corretora sofrer um ataque hacker que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), acendeu um alerta imediato entre os investidores. Com mais de 330 milhões de usuários em todo o mundo e um volume de negociação que ultrapassou US$ 34 trilhões no ano passado, a plataforma tem o Brasil entre os cinco maiores mercados. Diante do bloqueio, a principal dúvida de quem utiliza o aplicativo é como o ordenamento jurídico nacional protege o capital que estava sob custódia da empresa. 'Roubo do século': especialistas afastam uso de IA e explicam fator humano em desvio recorde de R$ 34 bi na Binance Bitcoin em xeque: Computação quântica pode 'quebrar' a criptografia? O que dizem analistas A relação entre o cliente e a plataforma de criptomoedas é integralmente blindada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), um entendimento já pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e referendado pelo Marco Legal dos Criptoativos. Na prática, isso estabelece a chamada responsabilidade objetiva, em que o usuário não precisa provar que a corretora agiu com negligência, bastando demonstrar o defeito na prestação do serviço e o prejuízo sofrido. Além disso, a Binance está em fase de conclusão da migração de suas contas locais para empresas do grupo com CNPJ brasileiro. Eduardo Diniz, advogado especialista em direito empresarial e sócio no Araripe Diniz Advogados, explica que essa transição territorial muda de forma decisiva o cenário para o cliente que eventualmente precise cobrar a fatura na Justiça. — A mudança fortalece a posição jurídica do investidor brasileiro, especialmente porque passa a existir uma estrutura local responsável. Isso facilita eventuais execuções de condenações a favor do consumidor, que deixa de depender de uma complexa cooperação jurídica internacional para alcançar bens no exterior. Mas é importante esclarecer que a proteção não depende dessa migração, pois o marco legal dos criptoativos já prevê a incidência das normas consumeristas nessas operações — esclarece Diniz. Surpresa: CEO da Nvidia foi alvo de espionagem? Jornal diz que sim. China fala em 'especulações infundadas' Em comunicado, a empresa explicou que os ativos dos clientes no Brasil são mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias, e que segue as regras do Banco Central do Brasil (BC), que exigem a separação dos recursos dos usuários daqueles pertencentes à corretora. A "carteira fria" é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas. Ataque hacker não é 'força maior' Embora a Binance tenha garantido publicamente que um fundo de reserva próprio cobrirá o ressarcimento integral dos clientes, o investidor precisa estar respaldado caso o cenário mude. Em eventos globais dessa magnitude, não é raro que corporações tentem se eximir da culpa judicialmente alegando motivo de força maior, sob o argumento de que a invasão por uma unidade hacker de elite seria um evento imprevisível. O fundador da Binance Changpeng Zhao diz que “tudo indica que foi um ataque hacker” Bloomberg O Judiciário brasileiro, porém, possui precedentes firmes apontando que a segurança digital é uma obrigação essencial das corretoras, não podendo o prejuízo ser repassado ao usuário final. — Quando uma invasão compromete os sistemas e a infraestrutura de segurança utilizados pela própria plataforma para custodiar os ativos, há argumentos jurídicos muito relevantes para caracterizar o episódio como um risco do próprio negócio, o chamado fortuito interno. Afinal, a segurança das operações integra o serviço central oferecido pela empresa — avalia Stéfano Ribeiro Ferri, advogado especialista em Direito do Consumidor. Rastro digital e persecução penal Se na esfera civil a responsabilidade de cobrir o rombo recai sobre a corretora, no âmbito criminal o grande desafio das autoridades é caçar os invasores e descobrir o paradeiro do dinheiro. O inquérito preliminar apontou o comprometimento do computador de um engenheiro da plataforma, o que caracteriza crime de invasão de dispositivo informático, fraude e possível lavagem de dinheiro transnacional. Leão XIV: Papa afirma que agentes de IA 'são ferramentas, não pessoas' Para André Fini Terçarolli, advogado criminalista e especialista em Direito Penal Econômico, a principal vantagem das autoridades no mercado de criptoativos é a transparência estrutural dos registros, que impede o sumiço completo dos valores sem deixar pistas. — O episódio evidencia uma transformação da criminalidade econômica, onde os ativos digitais permitem movimentações internacionais em velocidade elevadíssima. No entanto, a utilização de criptomoedas não torna o dinheiro invisível: as transações em blockchains públicas deixam registros técnicos que oferecem elementos fundamentais para o rastreamento patrimonial, permitindo a cooperação internacional e o congelamento dos valores antes que sejam definitivamente dissipados ou convertidos — detalha Terçarolli. O que o investidor deve fazer? Segundo os especialistas ouvidos pelo GLOBO, não existe a necessidade de aguardar ações coletivas ou do Ministério Público para agir. A recomendação unânime é iniciar imediatamente a produção de provas, garantindo um "retrato" da conta para se blindar de eventuais alterações na plataforma, instabilidades ou em último caso fique fora do ar prolongadamente. Veja o passo a passo: Exporte dados: Acesse o sistema e baixe os extratos completos, preferencialmente em formatos imutáveis como PDF ou planilhas (CSV), detalhando os saldos e as quantidades exatas de cada moeda digital. Guarde os comprovantes: É essencial salvar os recibos de depósitos (Pix), o histórico de operações de compra e venda, e tirar capturas de tela (capturas de tela) que mostrem eventuais mensagens de erro ou tentativas frustradas de saque (com data e hora visíveis). Rastreie as fraudes: Caso identifique movimentações atípicas que não autorizou, copie os códigos de identificação das transações na blockchain e os endereços das carteiras de destino. Arquive a comunicação: Todo material corporativo, como e-mails de alerta, os comunicados oficiais prometendo a cobertura das perdas e os números de protocolo do atendimento, formam o pacote de evidências. Faça o registro formal: Em caso de danos concretos e recusa ou demora injustificada de ressarcimento por parte da corretora, é recomendável registrar um Boletim de Ocorrência (BO) para documentar a cronologia dos fatos, abrindo caminho para uma ação judicial. "A indústria da IA não é compatível com a democracia" Especulação e impacto no mercado O ineditismo da manobra gerou uma onda de choque que derrubou as cotações de todo o setor digital. Após os alertas sobre o ataque, o Bitcoin recuou mais de 4%, caindo para menos de US$ 80 mil pela primeira vez em mais de um mês. A dimensão do pânico levanta dúvidas se as verdadeiras motivações da quadrilha incluíam manipular as cotações para lucrar indiretamente apostando na queda do mercado. Enquanto a plataforma tenta restabelecer os saques, agências de inteligência buscam o rastro do dinheiro. Empresas especializadas em rastreamento, como a TRM Labs, identificaram características que ligam a invasão a grupos de elite da Coreia do Norte. Na América Latina: Criptomoedas avançam em meio a lacunas regulatórias e controvérsias A Binance afirmou ter "alto grau de confiança" na tese de envolvimento norte-coreano, conectando o caso ao mesmo grupo (TraderTraitor/Lazarus) responsável pelo sumiço de US$ 1,5 bilhão da concorrente Bybit, em 2025. Naquele episódio, os hackers conseguiram converter rapidamente centenas de milhões em recursos irrastreáveis, obrigando a corretora a travar uma longa e difícil batalha judicial internacional para recuperar apenas uma pequena fração do prejuízo. Leia a íntegra da nota da Binance "Diante das notícias recentes sobre o incidente de segurança envolvendo a Binance Global, a BBrasil SPSAV LTDA., entidade da Binance que atende os usuários brasileiros, confirma que os fundos de seus clientes permanecem seguros. Além de observar os requisitos de segregação estabelecidos pelo Banco Central do Brasil, os ativos virtuais são mantidos em cold wallets (carteiras frias), agregando uma camada adicional de segurança e reforçando o compromisso da BBrasil SPSAV com a proteção dos ativos de seus clientes. Como medida preventiva e conforme informado anteriormente, os saques de ativos virtuais estão temporariamente suspensos enquanto realizamos uma verificação minuciosa de segurança. Todos os demais serviços da plataforma continuam funcionando normalmente, e retomaremos as operações de saque assim que o processo de verificação for concluído. A segurança dos ativos virtuais de nossos clientes continua sendo nossa maior prioridade. Permanecemos plenamente comprometidos com a manutenção de padrões rigorosos de segurança para garantir a total confiança de todos os nossos clientes. Pedimos sinceras desculpas por qualquer inconveniente causado." Initial plugin text
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Kavak chega aos dez anos e expande seu modelo de negócios


A Kavak completa dez anos com uma operação que vai além da compra e venda de carros usados. Criada no México em 2016, a empresa evoluiu de um marketplace de seminovos para uma plataforma que integra financiamento, logística e tecnologia, com atuação na América, Europa e Oriente Médio. A transformação acompanha desafios identificados pela companhia ao longo de sua trajetória, como a informalidade do mercado de veículos usados e a dificuldade de acesso ao crédito. Em 2025, a plataforma global realizou cerca de 120 mil transações e, atualmente, entre 60% e 65% dos carros vendidos mensalmente pela empresa são financiados. Ao longo de sua história, a companhia já concedeu mais de US$ 1 bilhão em financiamento. A tecnologia desenvolvida para sustentar a operação também passou a ser disponibilizada para outros participantes do mercado. Hoje, as soluções criadas pela Kavak atendem a mais de 5 mil parceiros do setor automotivo em diferentes regiões do mundo. "Começamos pela compra e venda de carros usados, mas descobrimos que, para alcançar o impacto que buscávamos, precisávamos construir muito mais: facilitar o financiamento, resolver a logística e incorporar inteligência artificial aos nossos processos para construir uma plataforma integral. Agora, por meio do nosso marketplace, estamos colocando essas capacidades à disposição de cada vez mais empresas do ecossistema automotivo", afirma Carlos García Ottati, fundador e CEO da Kavak. IA aplicada à operação A inteligência artificial passou a conectar diferentes etapas da operação da Kavak. Dados de mercado e informações dos veículos são utilizados para estimar preços de compra e venda, enquanto ferramentas digitais apoiam diagnósticos mecânicos e modelos de risco auxiliam na avaliação de solicitações de financiamento. A tecnologia também é utilizada para identificar possíveis irregularidades em documentos e identidades antes da conclusão de uma transação. A partir dos dados gerados pelas próprias operações, a companhia aprimora seus modelos para entender a demanda por veículos, a localização dessa demanda e as necessidades de financiamento de diferentes perfis de clientes. A Kavak também incorporou a Draiver, sua plataforma de logística veicular, para gerenciar o transporte e a operação dos carros ao longo de seu ciclo de vida. Para os próximos anos, a companhia pretende ampliar sua presença, oferecer mais alternativas de financiamento e levar suas soluções tecnológicas a um número maior de empresas do setor automotivo. A estratégia é ampliar o acesso às capacidades desenvolvidas pela Kavak e tornar mais eficientes os processos relacionados à compra, venda, financiamento e movimentação de veículos.
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A Paris de 'La Môme' chega à Cidade Maravilhosa com o musical 'Piaf – Eu Não Me Arrependo', estrelado por Laila Garin


Quem era Edith Giovanna Gassion? Quem era Piaf? E até que ponto sua vida e sua obra se confundiam? É certo que a história do ícone da chanson française não cabe em uma canção, tampouco em palavras, mas em "Piaf: Eu Não Me Arrependo", de melodias a histórias, Laila Garin se despe de sua subjetividade e veste a voz e a trajetória da lenda francesa de forma visceral. O musical acompanha desde a infância pobre da cantora até sua ascensão musical. Seu pai era artista de rua e, quando ainda era criança, a menina passou a acompanhá-lo, até que começou a participar dos números junto a ele. Mais tarde, ela abre o seu próprio caminho rumo à fama e se vê diante das esquinas de Paris, entre canções e recomeços. Nos palcos de um cabaré, a elite francesa passara a se encantar com Edith, que agora se tornava "La Môme Piaf", a menina pardal, batizada por Louis Leplée, o empresário ao qual a cantora se referia como pai. Ela enfrenta perdas, de Leplée e de sua filha, se depara com traições e absurdos e, no espetáculo, cada número apresentado diante da ribalta traz a comoção ou a risada certeiras de cada acontecimento. A gama de atores talentosos encena sobre um cenário grandioso, desde as apresentações da cantora e sua participação na resistência em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial até a morte de seu amor, Marcel Cerdan, do vício por morfina ao seu novo romance e casamento. Vidrados na interpretação de Garin, sua voz preenche o ambiente e a plateia se reveste de rostos impressionados diante de tanto talento. De repente, naquela noite, ao som de "La Vie en Rose", sentados nas poltronas do teatro, os espectadores poderiam ter sido convencidos de que, na verdade, estavam entre ruas parisienses, cheias do charme francês. Se morrer é pra quem não é eterno, a autenticidade da artista francesa a tornou atemporal. Sua voz eternizou sua história, e suas canções ainda ecoam diante de seus fãs e admiradores. O espetáculo "Piaf: Eu Não Me Arrependo" é um presente a arte brasileira, além de uma homenagem à altura do fenômeno que foi Edith. Saímos da sessão com as certezas e emoções que só uma superprodução como essa causaria, porque, como disse a cantora: "O teatro e as baratas nunca acabam". *Dica do Blog – O espetáculo segue em cartaz até 29 de novembro no Teatro Riachuelo Rio, com 50% de desconto em até 2 ingressos para assinantes. Cena de "Piaf – Eu não me arrependo", sobre a cantora francesa Édith Piaf Divulgação/Caio Gallucci O Clube viu e indica: veja como adquirir o seu ingresso aqui!
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PL rejeita acordo com Alcolumbre, aposta em dissidências de partidos de centro e vai lançar Marinho na semana que vem


A bancada do PL e senadores da oposição de outros partidos rejeitam um acordo para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) como presidente do Senado. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro vai lançar na quarta-feira da semana que vem a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência da Casa. O PL terá 29 senadores a partir de fevereiro do ano que vem, mais de um terço das 81 cadeiras do Senado. Parlamentares da legenda vão se reunir na próxima semana para bater o martelo sobre a candidatura de Marinho, que já recebeu o aval de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, e de seu irmão, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC). Ex-ministra de Jair Bolsonaro, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também tenta se viabilizar como candidata. Apesar da disputa interna, o discurso entre integrantes da oposição é que os diferentes grupos devem chegar à reta final da eleição com apenas um nome para enfrentar Alcolumbre. Atual composição do Senado Arte/ O Globo O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defende que a oposição aproveite o tamanho da bancada eleita para ampliar sua influência na Casa e tentar alterar a relação entre o Congresso e o Judiciário. — Hora de unidade. Se amarrar direitinho, seremos fortes. Mais uma batalha. Incessante. Há chance de recuperar o mínimo equilíbrio entre os Poderes. Precisamos da maioria — afirmou. Como forma de esfriar a articulação da oposição, Alcolumbre tentou construir um acordo que representasse um aceno ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A ideia seria buscar uma negociação entre Congresso, governo e Poder Judiciário para viabilizar uma medida capaz de atenuar a situação do ex-presidente, condenado por liderar uma trama golpista. Não houve uma proposta fechada, mas foram discutidas alternativas como um indulto presidencial que permitisse a libertação de Bolsonaro, a aprovação de uma anistia ampla pelo Congresso ou a retomada da proposta de redução de penas, atualmente suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e sem previsão de análise. Alcolumbre conversou com senadores sobre a articulação, mas não chegou a levar a ideia a Lula. A tentativa de aproximação, porém, encontrou resistência entre parlamentares da oposição, que questionam tanto a viabilidade das medidas quanto a capacidade de Alcolumbre de garantir que um eventual entendimento seja cumprido. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Bolsonaro, afirmou que o presidente do Senado não teria condições de assegurar uma solução para a situação judicial do ex-presidente. — Alcolumbre não tem condições de oferecer isso — disse Mourão. A avaliação é compartilhada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que integrou o governo Bolsonaro como ministra dos Direitos Humanos. Ela rejeitou a possibilidade de vincular o apoio à reeleição do presidente do Senado a uma negociação sobre a situação do ex-presidente. — Não aceito isso. É inviável — afirmou. A desconfiança também é alimentada pela experiência da eleição anterior para o comando do Senado. Em 2025, o PL apoiou Alcolumbre na expectativa de conseguir avanços na pauta da anistia, mas viu frustrada a tentativa de aprovar uma medida ampla que beneficiasse Bolsonaro e outros condenados pelos atos golpistas. Entre os parlamentares eleitos, a rejeição à proposta é ainda mais enfática. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que assumirá uma cadeira no Senado em fevereiro, afirmou que um novo apoio a Alcolumbre representaria a repetição de um acordo sem garantias de cumprimento. — Tem que ser muito otário para cair nessa conversa fiada de Alcolumbre. Senador que votar nele não tem compromisso com o resgate da independência e harmonia entre os Poderes — disse Jordy. Uma das principais bandeiras da oposição no Senado é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, considerado adversário político pelo bolsonarismo por relatar processos que atingiram Jair Bolsonaro e seus aliados. O desgaste político do magistrado se ampliou após a revelação de conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Apesar da pressão, a avaliação entre integrantes da oposição é de que Alcolumbre não trabalhará pelo afastamento de Moraes, de quem é aliado. A tentativa de aproximação com o bolsonarismo também é interpretada como uma forma de reduzir a pressão sobre o ministro e evitar que a eleição para a presidência do Senado se transforme em uma disputa centrada no confronto com o Supremo. Disputa pelos votos do Centrão Com os 29 senadores do PL e os três eleitos pelo Novo, que também rejeitam apoiar Alcolumbre, a candidatura de Marinho parte de uma base potencial de 32 votos. O número ainda está abaixo do grupo que o atual presidente do Senado pretende reunir, mas os bolsonaristas apostam em divisões internas nos partidos do Centrão para reduzir a vantagem do adversário. Alcolumbre conseguiu o apoio da direção nacional da federação União-PP, mas a oposição conta com dissidências nas duas legendas. Além da federação, o presidente do Senado aposta em uma aliança com o PT e outras siglas da base de Lula, como PSB, PDT e Rede, para permanecer no cargo. Juntos, esses partidos formariam um grupo de 39 parlamentares. O cenário, porém, ainda não é confortável para Alcolumbre. A bancada da federação União-PP, que terá 11 senadores, está dividida. Mesmo com a orientação das direções partidárias, há parlamentares que resistem a apoiar sua reeleição, como Tereza Cristina e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). Para tentar impedir que essas divergências comprometam sua candidatura, Alcolumbre passou a procurar individualmente os senadores em busca de apoio. Um dos procurados foi o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), eleito para o Senado. Lira conversou com o presidente da Casa, mas ainda não anunciou quem pretende apoiar. Outro fator que pode favorecer Alcolumbre é o caráter secreto da votação para a presidência do Senado. A regra permite que parlamentares contrariem as orientações de seus partidos sem que seus votos sejam identificados, abrindo espaço para apoios de integrantes da oposição que, publicamente, rejeitam sua reeleição. Aliados do atual presidente apostam nesse cenário para ampliar sua vantagem. Também estão em disputa os votos das bancadas do Republicanos, Podemos e PSDB, que somam 16 parlamentares e ainda não sinalizaram apoio a nenhum dos grupos. A oposição aposta nesse contingente para ampliar a base de Marinho.
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