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EUA revelam ter prendido dois espiões chineses em seu território


Dois cidadãos chineses foram presos nos EUA após admitirem que tentavam recrutar militares americanos para atuar como espiões para o governo da China. A informação foi divulgada pelo Departamento de Justiça em comunicado nesta sexta (30). Liren "Ryan" Lai, de 40 anos, e Yuance Chen, de 39 anos, receberam penas de 30 meses de prisão e três anos de liberdade condicional — supervisonada. A dupla buscava arranjar pagamentos em dinheiro em troca por informações de segurança nacional dos EUA, segundo o departamento. Sua operação funcionava abertamente e era de longa data, de acordo com o Procurador-Geral Adjunto John A. Eisenberg, que revelou o esquema à rede catari Al Jazeera. Segundo documentos judiciais obtidos ainda pela rede, Lai e Chen se tornaram espiões do braço de inteligência da China no exterior em maio de 2021. Lai deu entrada nos EUA com um visto de turista, e recrutou Chen para a operação por ser residente. Ele ainda era o "intermediário" entre Chen e espiões já estabelecidos. Ambos ainda obtinham fotos de estruturas navais, recrutas militares e marinheiros da ativa. Enquanto isso, Chen colecionava informações sobre as forças armadas e mantinha um registro biográfico detalhado sobre os militares que poderiam se tornar alvos de suas táticas. O Departamento de Justiça não revelou quantas vezes os pagamentos foram feitos ou quantas pessoas foram recrutadas, com sucesso, para se tornarem espiões da China. Eles foram considerados culpados de suas acusações: conspiração para atuar como agente de um governo. Suas prisões foram realizadas em junho de 2025, quando também foram formalmente acusados pelos crimes de espionagem. No fim de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que sabia que a China espionava o Brasil, e rebateu que os EUA também espionam a China. Em junho, a própria China prendeu um cidadão americano, também acusado de espionagem.
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Brasil teve um caso de violência política contra indígena a cada três dias no período eleitoral de 2026, diz levantamento


O Brasil registrou 38 casos de violência política contra indígenas entre julho e outubro de 2026 — cerca de uma ocorrência a cada três dias do período. É o que mostra levantamento da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), obtido pelo GLOBO. Entre os casos mais graves, estão assassinatos e ameaças de envenenamento, em Mato Grosso do Sul, após o segundo turno. Após chuva e redução de fumaça: Qualidade de ar em Manaus deixa de ser pior do Brasil, mas continua em nível preocupante Entenda: PF investiga denúncias de violência contra indígenas no Mato Grosso do Sul após as eleições Segundo o levantamento, houve cinco assassinatos, 35 casos de racismo, 11 ameaças de morte, 18 agressões físicas e sete casos de violência de gênero contra indígenas no período. As ocorrências se deram em 15 estados, que vão do Norte ao Sul do país. Violência contra indígenas Editoria de Arte A maior concentração dos atos violentos se deu no período entre o início oficial da campanha e o primeiro turno (18 casos). Houve apenas um único registro na pré-campanha. Já 13 ocorrências se deram no contexto de segundo turno. Outras seis foram após a fase final do pleito. Os dados mostram que a violência impactou 30 povos indígenas e 35 territórios de povos originários. Entre as vítimas estão indígenas Yanomami, Guarani e Xavante, por exemplo. Coordenador jurídico da Apib, Ricardo Terena afirma que os dados demonstram a intensificação da violência contra as comunidades indígenas com a chegada da eleição. — Essa violência foi estimulada por candidatos que utilizaram a violência contra o direito dos povos indígenas como palanque eleitoral. Escalada de denúncias Na quinta-feira, a Apib enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a solicitação de que o governo federal implemente medidas urgentes contra ataques violentos. A Polícia Federal (PF) uma série de denúncias contra comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul após as eleições presidenciais de 2026. Indígenas Guarani Kaiowá denunciam escalada de violência em Mato Grosso do Sul Marcello Casal Jr./Agência Brasil Entre os episódios relatados pela entidade estão assassinatos em Naviraí, atropelamentos em Coronel Sapucaia, ameaças de morte, manifestações racistas e ameaças de envenenamento da água consumida por comunidades em Tacuru e Nioaque. Após a manifestação da Apib, o Ministério dos Povos Indígenas encaminhou à PF uma denúncia apresentada por um representante da Aldeia Sassoró, em Tacuru. Um dos casos em apuração envolve áudios, que teriam circulado em um grupo de WhatsApp, nos quais é mencionada a possibilidade de contaminar com substâncias tóxicas a água consumida pelos moradores. A escalada de violência também mobilizou parlamentares ligados à causa indígena. Na quarta-feira, as deputadas federais Sônia Guajajara (PSOL-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolaram um ofício cobrando providências dos ministérios da Justiça e dos Povos Indígenas, do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O MPF afirmou na quarta-feira ter instaurado procedimentos para apurar uma “série de acusações sobre ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas” no Mato Grosso do Sul. Segundo o órgão, em Naviraí, o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida abriu uma investigação “para averiguar denúncias de supostos homicídios motivados por conflitos políticos na região”. O MPF, contudo, afirma que uma investigação detalhada conduzida pela assessoria do 1º Ofício da Procuradoria da República no Município de Dourados desmentiu o que classificou como “boatos”. Segundo o órgão, a apuração policial concluiu que o caso registrado na cidade foi uma tentativa de duplo homicídio “decorrente de um desentendimento familiar e interpessoal, sem qualquer motivação política ou étnica”. Já em relação às denúncias em Tacuru, o MPF afirmou ter concedido o prazo de 48 horas para que a prefeitura do município investigue a autoria da gravação e adote medidas para garantir a segurança e a continuidade do atendimento essencial prestado às comunidades indígenas. O órgão também recomendou que, caso as apurações apontem indícios consistentes de que servidores municipais são responsáveis pelos áudios, a prefeitura instaure imediatamente um procedimento disciplinar e afaste cautelarmente os investigados de suas funções — medidas que o prefeito afirmou que seriam adotadas. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, por sua vez, negou a ocorrência de genocídio contra povos indígenas no estado. Em nota, a pasta afirmou que as “forças de segurança atuam mediante acionamento, com o objetivo de preservar a ordem pública, prevenir conflitos e garantir a segurança de todos os envolvidos, contribuindo para a manutenção da paz no campo e a prevenção de confrontos em áreas rurais”.
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Espécie invasora, peixe-leão se espalha no Nordeste, e especialistas alertam: 'Caos será grande quando chegar ao Sudeste'


Espécie invasora e predador voraz com alto potencial de prejudicar o equilíbrio marinho, o peixe-leão (Pterois volitans) vem se espalhando em larga escala no Nordeste e está perto de chegar ao Sudeste. Neste ano, houve aparições e acidentes registrados no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e no sul da Bahia, inclusive em importantes parques ecológicos, como Abrolhos. Oceanógrafos criticam a falta de monitoramento sobre a espécie, enquanto programas pontuais de captura, por governos estaduais e prefeituras, tentam conter o seu avanço. Quando a emergência perde a confiança: por que o excesso de alertas por celular enfraquece a Defesa Civil Fortaleza: Após influenciadora mandar menino que vendia bala fazer o 'L', moradores promovem vaquinha para família Nessa quarta, 138 peixes-leão foram capturados em uma operação realizada com mergulhadores da empresa Sea Paradise em Fernando de Noronha, onde há a maior ocorrência no país. No local, existe o principal programa de combate à espécie no território brasileiro, conduzido pelo governo estadual de Pernambuco, que usa mergulhadores profissionais, com acompanhamento do ICMBio.  Desde agosto, houve 27 ações de captura, alcançando 391 exemplares da espécie. Além da Sea Paradise, mergulhadores da Atlantis, Águas Claras e Noronha Dive também atuam no arquipélago, pelo programa com orientação técnica do ICMbio. Mergulhadores do Sea Paradise após operação de captura de 138 peixes-leão em Fernando de Noronha Divulgação / Sea Paradise Primeiro Arraial do Cabo, depois Noronha O primeiro registro oficial da espécie no Brasil é de 2014, em Arraial do Cabo (RJ). Não há confirmação de como ela chegou, mas a hipótese mais aceita pela ciência é de dispersão natural, através de larvas transportadas pelas correntes oceânicas desde o Caribe. Não se descarta, porém, a ação humana, como introdução acidental ou deliberada de um animal mantido em cativeiro. O crescimento populacional da espécie, no entanto, foi registrado só a partir de 2020, em Fernando de Noronha. O peixe-leão é nativo da região indo-pacífica, não possui predadores naturais conhecidos no litoral brasileiro e pode exercer forte pressão sobre espécies nativas. Seus espinhos também liberam uma toxina capaz de provocar em seres humanos dor intensa, vermelhidão e febre. Em casos mais graves, isso pode evoluir até para convulsões. Por se adaptar facilmente em qualquer ambiente, se reproduzir rápido, ser um predador voraz de espécies endêmicas menores — podendo consumir até 20 peixes em apenas 30 minutos — e competir por alimentos, ele é considerado um invasor de alto potencial danoso. Por isso, sua captura costuma ser autorizada pelo ICMBio e incentivada por órgãos ambientais. Um dos locais mais vulneráveis à sua presença são os recifes, onde pode haver redução importante da biodiversidade, segundo o próprio ICMBio. — Infelizmente é uma praga que continua se alastrando e aumentando — afirma Marcelo Soares, oceanógrafo do Instituto de Ciências do Mar, conhecido como Labomar, da Universidade Federal do Ceará. Peixe-leão Pexels Risco do Sudeste Somente neste ano, houve registros de capturas ou acidentes com pescadores e banhistas no Ceará , Paraíba, Alagoas, Bahia e Rio Grande do Norte, além de Fernando de Noronha. Soares destaca atenção especial às aparições recentes da espécie em Abrolhos, no sul baiano, onde há o maior complexo de recifes de coral do Brasil e de todo o Atlântico Sul. — O pessoal ainda está encontrando poucos lá, mas em Noronha, onde ele já tá estabelecido há seis anos, é uma praga geral — explica Soares, que alerta para o risco de invasão ao Sudeste. -- O próximo passo é tomar as águas do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Quando isso acontecer, vai ser o caos. O biólogo Tommaso Giarrizzo, também do Labomar, criticou a falta de monitoramento sobre a espécie no país e teme a chegada ao Sudeste. — O Sudeste tem muitas áreas sensíveis do ponto de vista ecológico, com risco para espécies endêmicas. Além disso, quanto mais se amplia a área invadida, mais caro vai ser qualquer ação de controle. É até difícil dizer se está piorando o problema, porque não tem monitoramento. Melhorar sozinho não vai. Sabemos quanto problema pode gerar, mas, infelizmente, os governos não estão apoiando em termos de recursos — diz. Até agora, os principais programas de controle são locais, como no arquipélogo de Fernando de Noronha, e na cidade de Porto Seguro, onde a prefeitura paga R$ 10 por exemplar de peixe-leão capturado. Somente em agosto, primeiro mês do incentivo, 442 exemplares foram entregues ao projeto, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Em setembro, foram outros 524. — Não adianta (programas locais) se você não monitora e não vê quanto é o tempo de recolonização de novos indivíduos, qual é a área de abrangência da ocupação dessa espécie invasora, quais os impactos em cima das espécies nativas. Não há estudo, a realidade é essa — lamenta. Confira ocorrências recentes Ceará:  Praia de Iparana, em Caucaia: Segundo a Colônia de Pescadores Z-07, mais de 100 exemplares já haviam sido encontrados e retirados por pescadores da região desde o começo de 2025. Em um único dia, um pescador teria capturado 12 animais. Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, em Fortaleza: ações de monitoramento e captura realizadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente já tinham retirado 37 exemplares até junho. Icapuí: pescadores fizeram registros recentes da espécie na região da APA Berçários da Vida Marinha. Acidentes: a Secretaria da Saúde do Ceará contabilizou 23 acidentes ou ocorrências relacionadas ao peixe-leão entre 2022 e 18 de junho de 2026. Seis neste ano, incluindo efeitos adversos associados ao consumo da espécie. Paraíba: Houve 64 ocorrências no litoral paraibano, das quais 52 resultaram em capturas e 12 avistamentos em João Pessoa, Pitimbu, Conde, Cabedelo e Baía da Traição. As operações de busca ativa e captura são realizadas desde 2023 por mergulhadores especializados, inclusive em unidades de conservação estaduais Alagoas Pontal do Peba, Piaçabuçu, em agosto: pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas encontraram dois exemplares pequenos.  Bahia Abrolhos: primeira observação em junho Porto Seguro: pescadores entregaram 966 exemplares à Colônia de Pescadores Z-22, no programa da prefeitura que paga R$10 por animal capturado. Foram 442 em agosto e 524 em setembro. Parte dos exemplares foi encaminhada à Universidade Federal do Sul da Bahia para pesquisas. Porto da Barra, Salvador: pescadores capturaram pelo menos dois exemplares, em setembro. Praia do Cristo, Ilhéus: um pescador capturou um exemplar, há 10 dias.  Fernando de Noronha  Foram realizadas 27 ações de captura, alcançando 391 exemplares da espécie, em programa realizado em parceria entre o governo de Pernambuco e o ICMBio, com presença de mergulhadores profissionais
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Alinne Moraes: saiba detalhes do novo visual da atriz


Alinne Moraes surpreendeu ao surgir com um novo visual, apostando em um dourado metálico. A atriz, que vive uma personagem ambiciosa e competitiva em “Por Você”, apostou em mechas iluminadas que valorizam o rosto. A mudança foi realizada por Anderson Couto, hairstylist e embaixador de TRUSS Professional, e traz ainda um corte em camadas longas, que confere mais volume e movimento aos cabelos. Na trama, a personagem Vanessa vem movimentando a história com suas disputas e reviravoltas. Após assumir a presidência do hospital da família, a personagem segue no centro de conflitos que prometem agitar os próximos capítulos. E, enquanto o público acompanha os próximos passos da vilã, Alinne também surpreende fora das telas, desta vez com uma mudança nos fios que marca seu momento de destaque na televisão. O novo visual equilibra elegância e leveza, reforçando a tendência dos loiros quentes e multidimensionais. "O corte foi construído com camadas longas e um franjão, criando movimento e leveza, sem perder a elegância e o caimento natural dos fios", explica Anderson Couto. A raiz esfumada garante profundidade e um contraste delicado com as mechas douradas, trazendo frescor ao visual da atriz. "O tom escolhido foi um dourado metálico. A proposta foi trazer uma nuance mais sofisticada, fugindo daquele dourado excessivamente amarelo", completa o hairstylist.
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Da autoridade climática ao mapa do caminho: Brasil passa bastão da COP com promessas ambientais pendentes


O Brasil se prepara para passar o bastão da presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Depois de comandar a COP30, realizada em Belém no ano passado, o país apresentará na próxima terça-feira dois “mapas do caminho” para orientar o combate ao desmatamento e a transição para longe dos combustíveis fósseis. Os documentos serão levados à COP31, na Turquia, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcará presença nos próximos dias 11 e 12. A conferência terá como temas centrais a eletrificação e a meta de lixo zero. A passagem de comando, porém, ocorre com uma pendência em casa: o governo ainda não concluiu o próprio plano nacional de transição energética, determinado por Lula em dezembro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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De Pero Vaz de Caminha a Getúlio, passando por Jânio Quadros e Flávio Bolsonaro, como as cartas ajudaram a construir a História política do Brasil


A esta altura, em pleno 2026, quando todo mundo só conversa por mensagens curtas no celular, muitas dessas escritas por inteligência artificial, parece anacrônico que o tema da semana tenha sido uma... carta. Depois do apoio, a cobrança: classe artística pede mudanças e aprimoramento nas políticas do MinC Instituto Superior de Cinema: Nomes do audiovisual brasileiro lançam espaço para debater políticas culturais e formação profissional Mas é importante lembrar que a carta escrita por Flávio Bolsonaro é mais uma missiva entre tantas da história política brasileira. O senador, candidato derrotado à Presidência, divulgou seu texto após fugir para os Estados Unidos, a fim de evitar investigações de corrupção contra ele. O seu tom foi golpista: acusou fraudes na eleição em que perdeu para Lula, mas sem apresentar uma única prova, e numa primeira versão ainda disse que ele era o verdadeiro presidente do Brasil. Essa carta de Flávio Bolsonaro foi bastante criticada, até mesmo por aliados, e provavelmente não terá nenhum efeito prático no país — além de um desserviço literário a uma tradição epistolar rara, intensa e contínua, como tem o Brasil. Ele é bem diferente da coleção de cartas que percorrem nossa História já a partir de 1500 e que são lembradas ao longo dos séculos. — A carta é talvez o principal documento de nossa história política, que revela o que está diante dos nossos olhos, mas não temos coragem de ver — diz Paulo Roberto Pereira, historiador, doutor pela UFRJ e autor de “Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil”. — Ela traduz a ânsia do povo de querer esse destino. Certidão de Nascimento do Brasil Quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, falou para Pero Vaz de Caminha, escrivão de sua frota, avisar ao Rei Dom Manuel I. Datada de 1º de maio de 1500, a célebre correspondência enviada por Caminha descreveu a terra encontrada pelos navegadores e, especialmente, seus habitantes. No trecho mais famoso, ele mostrou sua surpresa diante da nudez dos indígenas, “sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas.” — Caminha escreveu a certidão de nascimento do Brasil. O nosso documento fundador é uma carta, que é também o primeiro texto literário, atento aos detalhes — diz Pereira. Porém, na época, como a tipografia era controlada pelo governo, a carta foi para Portugal e ficou guardada. Foi apenas em 1817 que Manuel Aires de Casal transcreveu e a publicou pela primeira vez. O original do documento, em sete folhas de papel manuscritas e um total de 27 páginas de texto, encontra-se guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. O texto de Caminha, para Elizama Almeida, pesquisadora de literatura epistolar, tem um grau de legitimação, a fim de adquirir um espaço de controle e de domínio em prol dos portugueses: — A carta de Caminha monta um mito de fundação do Brasil pelos portugueses. Ele faz uma espécie de relatório e, por essa escrita, é como se o Brasil começasse ali. Mas isso não é verdade. A gente tem todo um repertório de costumes e hábitos que não estavam escritos, mas que já estavam lá — diz Elizama Almeida. Três séculos depois, em setembro de 1822, outras correspondências tiveram influência mais imediata. Quando Dom Pedro I estava em São Paulo, sua mulher, Maria Leopoldina, assumiu temporariamente a regência no Rio de Janeiro e participou das decisões que levaram à ruptura com Portugal. Em uma carta atribuída à futura imperatriz, ela alertava o marido para a gravidade da crise política e a necessidade de agir rapidamente. “O pomo está maduro, colhei-o já”, escreveu Leopoldina. Busto de José Bonifácio Divulgação / Museu Imperial Também naquela época, José Bonifácio, um dos principais articuladores da Independência, foi outro a escrever a Dom Pedro defendendo uma reação às exigências portuguesas. A carta foi levada por um mensageiro e alcançou o regente em 7 de setembro de 1822 às margens do Ipiranga, ajudando a convencê-lo de que a separação era inevitável. E daí veio o “Independência ou morte”. Aquelas cartas de Leopoldina e Bonifácio tiveram a função de encurtar distâncias, algo extremamente relevante num país continental como o Brasil. É por isso que as epístolas se tornaram tão populares e relevantes, inclusive para marcar o início da colônia, defender a República e, a partir do século XX, debater a democracia. — São cartas que aproximaram os tantos Brasis que existiam. E, pensando num laço mais utópico, na construção de um mundo mais fraterno, todas foram produzindo memórias e ideias de futuro — explica Marco Lucchesi, presidente da Biblioteca Nacional e membro da Academia Brasileira de Letras. Escrever para o futuro Já no século XX, poucas cartas brasileiras tiveram repercussão tão intensa quanto a Carta-Testamento de Getúlio Vargas, divulgada após seu suicídio, em 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. É aquela em que ele escreveu: “Saio da vida para entrar na História”. O museólogo André Angulo arruma o pijama que Getúlio Vargas vestia quando se matou. Revólver usado no suicídio e máscara mortuária também estão em exposição no Museu da República Custódio Coimbra O suicídio e suas razões justificadas naquela carta ajudaram a transformar Vargas, que enfrentava pressões para deixar o poder, em símbolo de uma causa popular. Multidões saíram às ruas em manifestações de luto e revolta, e aquelas palavras póstumas alteraram profundamente o ambiente político do período. — Uma carta é uma espécie de deslocamento. Eu escrevo agora para um futuro em que já não estarei, que ainda não existe. Mas, quando o futuro chegar, eu de alguma forma poderia estar nos olhos de quem lê a minha carta e me contempla — diz Lucchesi. — É o caso da carta de Getúlio. Ele não escreveu só para os contemporâneos, ele escreveu principalmente para o futuro. Sete anos depois, outra carta presidencial provocou mais uma crise institucional. Em 1961, Jânio Quadros comunicou ao Congresso Nacional sua renúncia após sete meses no cargo. Na justificativa, expressa numa carta, o presidente apresentou-se como vítima de adversários que impediam seu governo alegando que “forças terríveis levantam-se contra mim”. A renúncia surpreendeu o país e abriu uma disputa sobre a posse do vice-presidente João Goulart, rejeitada por setores militares. A crise desencadeou a Campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola, e terminou com a adoção de um regime parlamentarista que limitava os poderes de Jango. Depois disso, veio o golpe militar. Em 1977, uma missiva se tornou símbolo de resistência à ditadura. Escrita por Goffredo da Silva Telles Jr. e lida no pátio da Faculdade de Direito da USP para duas mil pessoas, a Carta aos Brasileiros foi uma crítica ao regime, que reverbero u pelo Brasil, com frases como: “Para nós a ditadura se chama ditadura, e a democracia se chama democracia”. Em 2002, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva escreveu o documento conhecido como “Carta ao povo brasileiro”, em que se comprometia com os progressos do anos Fernando Henrique Cardoso e tentava tranquilizar setores empresariais. — Foi um documento importante para tentar uma conciliação nacional. Foi um pensamento universalizado de união para acabar com os males, como várias tantas cartas fizeram ao longo do século XX para tratar de fome, miséria e reparação histórica dos negros escravizados — lembra Paulo Roberto Pereira. Mais recentemente, em 2015, o vice Michel Temer também usou o recurso para expressar sua mágoa com a presidente Dilma Rousseff. Numa carta em que rompia com uma Dilma já ameaçada pelo impeachment, ele disse se sentir um “vice decorativo”. Temer abriu a mensagem com uma expressão em latim, verba volant, scripta manent, que significa “as palavras voam, os escritos permanecem”. No entanto, o mesmo gênero literário que foi usado para falar verdades também foi utilizado para mentiras. Hoje, o termo fake news é bastante comum, mas no passado o recurso apareceu em cartas, sobretudo em dois momentos marcantes. O primeiro, em 1921, foram cartas publicadas pelo jornal Correio da Manhã atribuídas a Artur Bernardes, então candidato à Presidência, que chamavam o marechal Hermes da Fonseca de “sargentão sem compostura”. As ofensas, comprovadamente falsas, quase fizeram ele perder a eleição. Em 1955, o texto conhecido como Carta Brandi foi divulgado a menos de 20 dias da eleição para sabotar João Goulart, candidato à vice-presidência. A suposta carta era assinada pelo deputado argentino Antonio Brandi, sugerindo uma mobilização de “brigadas de choque operárias”, para a implementação de uma “república sindicalista” no Brasil. O texto forjado foi amplamente divulgado por Carlos Lacerda, gerando uma grave crise política a poucos dias da votação. As investigações provaram que a carta era uma farsa. Todas essas cartas não servem apenas para olharmos o passado, como lembra Elizama Almeida: — Existe uma ideia sobre o arquivo ser um lugar passivo. Mas os arquivos têm muito movimento. Neles há menos descobertas e mais releituras do que já foi e do que pode ser. Eles demonstram a comoção coletiva com o que é escrito. * Estagiária sob supervisão de Marcelo Balbio
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Trajeto, apoios e Milei: veja perguntas ainda sem respostas sobre a fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA


Na primeira live desde que fugiu para os EUA, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ontem que decidiu deixar o país após conversar com a mulher, Fernanda, e manteve o plano em sigilo para evitar que fosse frustrado. O senador relatou ter recebido um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o último encontro entre os dois, na segunda-feira, quando foi intimado a entregar seus passaportes. Ainda existem questões não respondidas sobre a fuga. Veja abaixo: Leia mais: Flávio diz que recebeu alerta do pai, mas decidiu apenas com a mulher sair do país: ‘Pronto para disputar a Presidência de novo’ Política: Servidora PCD é demitida pela gestão Tarcísio após criticar fala de Flávio sobre ‘nove dedos’ Qual foi o trajeto de Brasília a Foz do Iguaçu? O trajeto de Flávio da Argentina para os EUA já é conhecido, mas ainda há lacunas sobre qual foi o caminho feito da capital federal a Foz do Iguaçu (PR), na fronteira. A investigação trabalha com a possibilidade de que ele tenha feito o trajeto por via terrestre, o que levaria cerca de 20 horas, ou aérea, em jato privado que tenha decolado de algum aeródromo ou pista de pouso em propriedades rurais de Brasília. Outra hipótese é que Flávio tenha feito parte da viagem de carro e parte de avião. Houve ajuda de empresários e aliados? A PF apura se o senador contou com auxílio. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por exemplo, ajudou na articulação da fuga do irmão, segundo a colunista Bela Megale, e foi peça central na disseminação de desinformação para despistar que Flávio estava saindo do país pela Argentina. Aliados de Eduardo propalaram o plano de que ele havia viajado via Venezuela. O entorno do senador passou a terça-feira dizendo que estava sabendo da fuga pela imprensa e que o parlamentar estava incomunicável. O governo Milei ajudou na fuga do senador? A PF trabalha com a suspeita de que Flávio contou com o apoio do governo argentino de Javier Milei para empreender a saída do país. Entre os indícios está a presença de um assessor do presidente na região da Tríplice Fronteira, que estaria monitorando de perto a operação. Parlamentares argentinos que fazem oposição a Milei têm cobrado explicações do governo e questionado se houve o emprego de agentes de inteligência e recursos públicos na empreitada. Na mesma transmissão, Flávio afirmou estar disposto a disputar novamente a Presidência da República, anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para o comando do Senado e criticou negociações envolvendo a liberdade do pai. O senador também detalhou o último encontro entre eles: — Eu não sabia que seria a última vez que veria meu pai. Eu falei do resultado das eleições e, passados os 30 minutos, uma pessoa bate na porta. Quando veio dizer que o horário acabou, disse que tinha um pessoal da PF. Eu olhei para o meu pai e disse: “A perseguição começou” — relatou. O parlamentar justificou a saída alegando que poderia ser alvo de novas medidas judiciais. Ao tratar de seu futuro político, Flávio afirmou que está disposto a concorrer novamente ao Planalto e sugeriu que isso poderia ocorrer antes de 2030. O senador associou essa possibilidade à expectativa de uma crise econômica que, em sua avaliação, poderá abreviar o novo mandato de Lula, mas não explicou em que circunstâncias poderia haver nova eleição presidencial. — Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui pronto, inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo. (...) Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso — afirmou.
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Novo Ciência Sem Fronteiras prevê bolsas no exterior para alunos do ensino médio vencedores de olimpíadas do conhecimento


O Ministério da Educação (MEC) estuda oferecer no novo Ciência Sem Fronteiras, programa que existiu entre 2011 e 2017, a oferta de bolsas para que estudantes do ensino médio que vencerem olimpíadas do conhecimento. Também terão vagas para estudantes de graduação e de pós. Enem: treine redação sobre o custo ambiental da IA para corrigir com ferramenta do GLOBO Fortaleza: Após influenciadora mandar menino que vendia bala fazer o 'L', moradores promovem vaquinha para família A recriação do Ciência Sem Fronteiras foi uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha. Ele alegou em diversas entrevistas que quer retomar o programa para fortalecer a produção acadêmica brasileira. No governo Dilma Rousseff (PT), 104 mil estudantes de graduação e pós-graduação foram contemplados. O novo modelo privilegiaria áreas como inteligência artificial, Matemática e engenharias na graduação. A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada por O GLOBO. — Vou reeditar aquele programa Ciência sem Fronteiras para mandar a pessoa estudar lá fora coisas extremamente importantes para nós — afirmou Lula, aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs. Uma novidade do novo modelo do Ciência Sem Fronteiras seria a inclusão de alunos do ensino médio, que não eram contemplados no programa original. Estudantes vencedores de olimpíadas nacionais do conhecimento, como Matemática, por exemplo, receberiam bolsas para participar de etapas internacionais dessas competições. Também seriam contemplados alunos de graduação-sanduíche nas áreas de engenharia, matemática aplicada, inteligência artificial e eficiência energética; e estudantes ou pesquisadores de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) em formato sanduíche voltados a temas de defesa, soberania, minerais críticos e terras raras. Até agora não há definição de quantos alunos seriam atendidos, nem o orçamento necessário. Durante a campanha, o presidente Lula ainda prometeu universalizar o Pé-de-Meia, além de ampliar o programa para estudantes universitários de baixa renda, o que pressiona o orçamento da pasta. Também não está definido se a seleção para as bolsas começaria já no ano que vem. Fim no governo Temer O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 pelo governo federal para promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores brasileiros. A iniciativa tinha a meta inicial de conceder 101 mil bolsas de estudo no exterior até o ano de 2014, voltadas para alunos de graduação e pós-graduação. O foco do projeto era estreitar colaborações internacionais e incentivar a formação em áreas consideradas prioritárias, como engenharia, tecnologia da informação, ciências exatas e ciências biomédicas. A gestão do programa era compartilhada entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para facilitar a entrada de brasileiros em universidades estrangeiras, o governo chegou a lançar o programa complementar Inglês sem Fronteiras, auxiliando estudantes a atingirem os níveis de proficiência exigidos no exterior. Por conta da escala do projeto, ele enfrentou desafios de sustentabilidade e apoio ao longo dos anos. A gestão de Michel Temer (MDB), sob comando de Mendonça Filho (União-PE), entendeu que o projeto era considerado extremamente dispendioso para o orçamento público e argumentou que ele não trouxe resultados devido à deficiência em inglês dos brasileiros e à falta de diretrizes claras sobre que perfil de estudante deveria ser financiado.
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Três em cada quatro eleitos do PL não endossam texto golpista e ampliam isolamento de Flávio após fuga para os EUA


A carta golpista publicada pelo candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro foi ignorada por três em cada quatro políticos eleitos pelo PL no pleito deste ano, ampliando o isolamento do senador na direita. Levantamento do GLOBO com os 155 escolhidos para representar o partido no Congresso e nos governos estaduais mostra que 117 ignoraram o texto (75%), enquanto 38 compartilharam ou defenderam o conteúdo do documento. A baixa adesão reflete o movimento concreto de dirigentes partidários, que buscam convencer o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro a largar a tese de que houve fraude nas urnas, já não há qualquer indício de que isso ocorreu. Insistir no tema, segundo essas pessoas, compromete a agenda da oposição e pode desgastar a imagem da legenda, além de provocar possíveis reações institucionais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Quais são os filmes de terror mais assustadores de todos os tempos? Veja ranking, segundo especialistas


Prepare o susto, porque a bruxa, o zumbi, o assassino e todos os monstros estão soltos. O Halloween, comemorado no próximo dia 31, é uma boa desculpa para rever aqueles filmes que continuam provocando arrepios mesmo décadas depois de sua estreia. Mas quais são, afinal, os longas de terror mais assustadores de todos os tempos? Para chegar a uma seleção, o Rio Show comparou rankings publicados pelas revistas Entertainment Weekly e Variety e o site especializado Rotten Tomatoes, reunindo clássicos do gênero e produções mais recentes. 'Pânico', 'Drácula', 'Obsessão' e mais: UCI Day Terror terá ingressos a R$ 12 no fim de semana do Halloween 'Cara-de-Barro': novo filme da DC transforma vilão do Batman em protagonista de terror; compare com personagem dos quadrinhos Comparando a frequência e a posição de cada filme no ranking, elaboramos uma lista com os filmes de terror considerados os mais assustadores de todos os tempos. Confira! Top 10 filmes mais assustadores de todos os tempos, segundo especialistas 1. “O exorcista” (1973) Max von Sydow e Linda Blair em 'O exorcista' (1973), de William Friedkin Divulgação Considerado um marco do gênero, o filme dirigido por William Friedkin e protagonizado por Linda Blair colecionou relatos de desmaios e até vômitos durante as sessões na época do lançamento. Até hoje, figura entre os filmes de terror de maior arrecadação da história: faturou cerca de 37 vezes o valor estimado de seu orçamento, atraindo milhões de espectadores mundo afora. A trama acompanha a possessão demoníaca de uma menina de 12 anos, história que marcou o cinema de horror e rendeu ao longa dez indicações ao Oscar, com duas vitórias: nas categorias de roteiro adaptado e som. 2. “O massacre da serra elétrica” (1974) 'O Massacre da Serra Elétrica' Reprodução Produzido com um orçamento estimado em apenas US$ 140 mil, o longa de Tobe Hooper se tornou um dos filmes independentes mais influentes do terror, e é reverenciado como um clássico cult até hoje. A produção acompanha um grupo de jovens que cruza o caminho de uma família canibal no interior do Texas, onde um dos integrantes usa uma serra elétrica como arma. O vilão Leatherface, conhecido pela máscara de pele humana e pela motosserra, foi inspirado livremente em Ed Gein, assassino real que, nos anos 1950, chocou os Estados Unidos ao usar restos mortais para fabricar objetos e peças de roupa. A obra foi proibida em alguns países e ajudou a estabelecer convenções do slasher, subgênero marcado por assassinos que perseguem e matam suas vítimas. 3. “O iluminado” (1980) 'O iluminado', com Jack Nicholson Reprodução O filme reúne nomes de peso: adapta um romance de Stephen King, tem direção de Stanley Kubrick e traz Jack Nicholson e Shelley Duvall nos papéis principais. Mas “O iluminado” vai além do currículo e constrói imagens que permanecem na memória muito depois da sessão. Poucos filmes de terror têm tantas imagens reconhecíveis quanto “O iluminado”. É difícil esquecer o “Aqui está Johnny!”, a palavra “Redrum” — “murder” (assassinato, em inglês) escrita de trás para frente — ou as gêmeas de vestidos azuis e lacinhos no cabelo, paradas no corredor do hotel. Até o carpete geométrico do Overlook (hotel isolado onde o filme se passa) virou uma das marcas visuais da produção. 4. “Psicose” (1960) Cena de 'Psicose' Divulgação A lista não estaria completa sem ele, o mestre do terror. Alfred Hitchcock transformou um motel de beira de estrada em um dos cenários mais famosos do cinema de suspense. Na trama, Janet Leigh interpreta uma mulher que chega ao estabelecimento administrado por Norman Bates, personagem de Anthony Perkins, e se vê envolvida em acontecimentos perturbadores. A sequência do chuveiro, construída com montagem acelerada, enquadramentos fragmentados e música estridente, tornou-se uma referência para gerações de cineastas. O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo melhor direção para Hitchcock e melhor atriz coadjuvante para Leigh, embora não tenha vencido nenhuma estatueta. 5. “Tubarão” (1975) Cena de 'Tubarão' Divulgação “Você vai precisar de um barco maior!”. Antes de se tornar sinônimo de medo do mar, o tubarão de Steven Spielberg deu trabalho à equipe de produção. O equipamento mecânico criado para representar o animal apresentava falhas frequentes, obrigando o diretor a encontrar maneiras de sugerir sua presença sem mostrá-lo o tempo todo. A solução ajudou a transformar a espera e a ameaça invisível em elementos centrais do suspense. Tudo isso embalado pela inconfundível trilha sonora composta por John Williams, descrita por ele mesmo como “implacável e imparável, como um tubarão". O resultado foi também um fenômeno comercial: o longa arrecadou cerca de US$ 471 milhões mundialmente. A produção recebeu quatro indicações ao Oscar e venceu três, nas categorias de montagem, trilha sonora original e som. 6. “Hereditário” (2018) Toni Collette em "Hereditário" Divulgação Lançado em 2018, “Hereditário” é um dos exemplos de uma nova geração de filmes de terror que aposta menos nos sustos fáceis e mais no desconforto psicológico. Dirigido por Ari Aster, que ganhou projeção no cinema com o longa, e produzido pela A24, distribuidora americana que se tornou referência no chamado terror autoral, o filme ganhou a crítica à época, recebendo títulos como “o terror mais insano em anos”. Toni Collette recebeu elogios pela atuação como a mãe que tenta lidar com o luto e com o comportamento dos filhos. Com orçamento estimado em US$ 10 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 80 milhões mundialmente e ajudou a consolidar a reputação de Aster, que depois dirigiria outros elogiados títulos de terror, como “Midsommar” e “Beau tem medo”. 7. “Invocação do mal” (2013) Patrick Wilson e Vera Farmiga na saga "Invocação do mal" Divulgação Inspirado nos relatos dos investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, o filme de James Wan acompanha uma família que procura ajuda depois de vivenciar acontecimentos inexplicáveis em uma casa no interior dos Estados Unidos. Patrick Wilson e Vera Farmiga interpretam o casal de investigadores, que se tornou o centro de uma franquia de terror. O longa foi um sucesso de bilheteria e deu origem a continuações e produções derivadas, como “Annabelle” e “A freira”. O sucesso ajudou a consolidar um universo compartilhado de histórias sobrenaturais no cinema comercial. 8. “Halloween” (1978) Cena de "Halloween" Divulgação Com orçamento enxuto, estimado em US$ 325 mil, John Carpenter dirigiu um dos filmes que ajudaram a definir o slasher moderno. A trama acompanha Michael Myers, que foge de uma instituição psiquiátrica e retorna à cidade onde matou a própria irmã quando criança. Jamie Lee Curtis interpreta Laurie Strode, uma jovem perseguida pelo assassino na noite de Halloween. O filme deu origem a uma franquia de 13 longas e popularizou um dos vilões mais icônicos do terror, que quase não fala, conhecido pela máscara branca sem expressão e pela perseguição implacável às vítimas. 9. “O silêncio dos inocentes” (1991) O silêncio dos inocentes filme 1991 Reprodução/Youtube Mais do que um sucesso de crítica, “O silêncio dos inocentes” entrou para a história do cinema. Dirigido por Jonathan Demme, o suspense psicológico conquistou os cinco principais prêmios do Oscar — melhor filme, direção, roteiro adaptado, ator e atriz — feito alcançado por apenas três produções na história da premiação. As atuações de Jodie Foster, como a agente Clarice Starling, e Anthony Hopkins, como o psiquiatra canibal Hannibal Lecter, são um dos pontos altos do filme e ajudaram a transformar os dois personagens em ícones do cinema. A interpretação de Hopkins foi tão assustadora que, em entrevistas na época, Foster contou ter sentido medo do colega e evitado conversar com ele durante as filmagens. 10. “A noite dos mortos-vivos” (1968) "A noite dos mortos-vivos", ícone do terror Divulgação Com orçamento reduzido e filmado em preto e branco, o longa de George A. Romero alcançou o status máximo de clássico cult, ajudou a estabelecer a imagem moderna dos zumbis no cinema e influenciou décadas de filmes, séries e jogos sobre apocalipses e sobrevivência. Lançado em meio às tensões raciais dos Estados Unidos nos anos 1960, o filme chamou atenção por ter um ator negro, Duane Jones, como protagonista. Segundo o diretor, a escolha não teve inicialmente uma intenção política, mas conferiu enorme significado social e artístico para a obra.
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Crítica: Contos extraem ironia e sátira da obra de Jorge Luis Borges para debochar de clichês da atualidade


Pouco se fala do humor na literatura de Jorge Luis Borges. Do quanto suas narrativas guardam, sob o alicerce das construções labirínticas, nos meandros da dimensão filosófica, finas doses de ironia e cores satíricas. Vide o conto “Pierre Menard, autor do Quixote”, que integra a antologia “Ficções”, no qual o escritor argentino caçoa das convenções de autoria a partir do clássico de Miguel de Cervantes, oferecendo um viés sarcástico sobre a crítica literária e o pedantismo acadêmico. A verve humorística de Borges o levou, inclusive, a inventar um pseudônimo literário com o amigo Adolfo Bioy Casares, de modo a extrapolar o fel que seus textos mantinham a conta-gotas. Nos escritos de H. Bustos Domecq, a comicidade adquire um tom anárquico, incorporando nonsense e paródia das histórias policiais para zombar abertamente da alta sociedade, dos intelectuais esnobes, dos modismos e das vanguardas artísticas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Jogo Político: 'Governo Lula já procurou o PSD, e podemos ter uma relação mais profunda', diz Kassab


Bom dia, boa tarde, boa noite, a depender da hora em que você abriu esse e-mail. Sou o editor de Política e Brasil do GLOBO e nesta newsletter você encontra análises, bastidores e conteúdos relevantes do noticiário político. Inscreva-se para receber diretamente no seu e-mail. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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'A IA não tem humanidade', diz Travis Knight, diretor da animação 'Wildwood'


Travis Knight chama de “artigos de fé” os filmes de animação em stop-motion que o estúdio Laika produz, um quadro meticuloso de cada vez. Presidente e CEO da Laika, ele dirigiu o projeto mais recente e ambicioso da empresa até agora: “Wildwood: o bosque selvagem”, em cartaz nos cinemas. Baseado no romance de 2011 de Colin Meloy, o filme acompanha Prue McKeel, adolescente que entra num reino mágico escondido na floresta ao redor de Portland, no estado americano do Oregon. Depois do apoio, a cobrança: classe artística pede mudanças e aprimoramento nas políticas do MinC Instituto Superior de Cinema: Nomes do audiovisual brasileiro lançam espaço para debater políticas culturais e formação profissional A jornada de “Wildwood” começou em 2010, quando Knight leu um rascunho inicial do texto de Meloy. — Foi empolgante e aterrorizante, porque eu não fazia a menor ideia de como realizá-lo — disse Knight sobre “Wildwood” em entrevista em Los Angeles. — O que a história exigia de nós estava além da nossa capacidade. Travis Knight, presidente dos estúdios Laika e diretor de 'Wildwood' Alex Welsh/The New York Times A narrativa apresenta batalhas em grande escala, um elenco numeroso e cenários grandiosos. Mas, anos mais tarde e após incontáveis horas de um trabalho artesanal minucioso, o estúdio deu vida à história. Knight refletiu sobre a escala impressionante de “Wildwood”, as escolhas criativas por trás de sua classificação indicativa e por que o stop-motion continua sendo essencial na era da inteligência artificial. Abaixo, seguem trechos editados da conversa. Como você compararia 'Wildwood' aos filmes anteriores da Laika? Ele vai muito além de tudo o que já fizemos. É duas vezes maior que “Kubo e as Cordas Mágicas” — que, na época, foi o projeto mais épico que já tínhamos enfrentado. Mas, agora, aquele parece um curta-metragem perto do que tivemos que realizar neste filme. Por exemplo, a sequência de batalha no final é, de longe, o desafio técnico mais complexo que já encaramos. Durante a batalha, Prue chega a sofrer um arranhão no rosto. Precisamos escolher o fotograma exato em que aquele corte atravessa o rosto dela, porque, nos 15 minutos seguintes do filme, esse arranhão precisa ser acompanhado — já que gravamos essas cenas fora de ordem. A violência e a maturidade de alguns temas em 'Wildwood' podem surpreender algumas pessoas. Por que foi importante preservar esses aspectos na narrativa? É o primeiro filme com classificação PG-13 que fizemos na Laika. Acredito, inclusive, que essa classificação seja apropriada, pois a obra aborda temas complexos e profundos para os quais os membros mais jovens da família provavelmente ainda não estão preparados. Mas, vale ressaltar, digo isso vindo de alguém que assistiu a “O Exorcista” aos 5 anos de idade. O cinema moderno, em geral, tende a subestimar o público jovem. No entanto, os jovens vivenciam perdas. Eles sabem o que é sentir medo. Não queríamos que a violência fosse como em um filme de ação desenfreada, ao estilo “John Wick”. Um de nossos personagens precisa cometer um ato de violência, mas não é algo triunfante; é trágico. Por que foi importante que 'Wildwood' incorporasse Portland e seus pontos turísticos? Lugares têm personalidades, e Portland é um local bastante incomum e singular. “Wildwood”, como cenário, reúne o que há de mais marcante no Oregon. Buscamos inspiração em diversos locais incríveis por todo o estado para conferir a esse ambiente uma atmosfera bela e fantástica. Até mesmo os menores elementos em 'Wildwood' — como o chantilly em um chocolate quente — são criados fisicamente, fotograma por fotograma. O que tamanha atenção aos detalhes traz para o filme? Cada elemento que você vê na tela é uma escolha artística. Você começa com uma tela em branco; nada existe. Tudo precisa ser pensado, projetado e manipulado pelas mãos de um artista. Alguns dos recipientes na cozinha da família McKeel estão cheios de pequenos pedaços de macarrão do tipo fusilli. Alguém percebeu que, ao furar um balde, surgiam pequenas espirais de plástico que lembram macarrão. Não é algo em que você vá prestar atenção especificamente, mas o acúmulo de todos esses detalhes faz com que o mundo pareça habitado e vivo. A animação em stop-motion — e o trabalho artesanal que ela exige — parece ser o oposto da IA generativa. Qual é a sua opinião sobre o uso dessa tecnologia em áreas criativas? Com a IA, toda a história da arte e da criatividade que nós, como Humanidade, inventamos coletivamente está sendo absorvida por máquinas e devolvida a nós como se fosse algo novo, algo criado. É plágio. É roubo. É preciso admirar o quão extraordinariamente sofisticada é essa tecnologia, mas ela não tem alma. Uma máquina não sabe como é perder alguém. Uma máquina nunca se apaixonou. A IA não tem humanidade.
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Livros para não ler


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Marieta Severo fala da perda do marido e lembra exílio quando era casada com Chico Buarque: 'emagreci seis quilos no oitavo mês de gravidez'


Bete Pacheco entrevistou Marieta Severo para a edição deste domingo (1) do “Balaio GloboNews”. A atriz, que completará 80 anos nesta segunda-feira (2), revisitou fases marcantes da carreira, lembrou o exílio na época da ditadura e falou sobre a perda do marido, o diretor Aderbal Freire-Filho: Leia também: Maria Beltrão apresentará série sobre leitura no 'É de casa' E mais: Ticiane Pinheiro apresentará reality com nepo babies no Globoplay — A gente se apaixonou com 50 e tantos anos, então sabia exatamente o valor disso. Não tinha dúvidas, pequenas questões, nada. Tinha a coisa central, que era o amor e viver aquilo. Quando isso falta, fica aqui e vai ficar sempre. A gente aprende a ir em frente, a se organizar emocionalmente de outras formas. Ela também comentou a respeito de planos: —Eu vivo com uma certeza da eternidade. Eu quero ter uma visão ampla, quero ter o meu futuro, quero achar que é importante estudar, ver as coisas, manter a minha curiosidade. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Marieta reconhece que questões como o etarismo ganharam mais espaço no debate público e mas afirma estar vivendo um momento especialmente produtivo na carreira: — O que está acontecendo com o cinema nacional que está precisando tanto de velha? Nunca me aconteceu isso na minha fase de juventude, de maturidade, de nada. Então, eu tenho que agradecer. Agora eu sei que existe uma dificuldade geral, sim. Dificilmente os papéis centrais são de uma mulher de mais idade. Ela também relembrou as dificuldades do período que passou no exílio: — É horrível. Eu tive a Silvinha com 22 anos. Fui grávida para voltar 20 dias depois, quando estava no início do sétimo mês, e ela acabou nascendo lá. Eu emagreci seis quilos no oitavo, nono mês de gravidez. Bete Pacheco e Marieta Severo Divulgação/Globo Initial plugin text
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Confira em quais celulares o WhatsApp deixa de funcionar em novembro


Com a chegada de novembro de 2026, alguns celulares não poderão mais usar o WhatsApp devido a novos requisitos técnicos estabelecidos pelo aplicativo de mensagens da Meta. A medida afeta principalmente aparelhos que deixaram de receber atualizações de seus fabricantes e, por isso, não possuem um sistema operacional compatível. Tem conta na Binance? Saiba quais são seus direitos e como agir após o ataque que desviou R$ 34 bi da corretora Ataque hacker à Binance: veja quanto movimentaram as cinco maiores invasões de cripto do mundo A mudança causa preocupação entre aqueles que ainda usam celulares mais antigos, especialmente os de marcas como Samsung, Motorola, LG e Sony. No entanto, nem todos os celulares antigos perderão o acesso ao WhatsApp, já que a compatibilidade depende da versão do sistema operacional instalada e da possibilidade de atualizá-lo. De acordo com o site oficial do WhatsApp, os dispositivos Android precisarão ter pelo menos o Android 6.0 a partir de 8 de setembro de 2026. Os dispositivos Apple precisarão do iOS 15.5 ou posterior a partir de 30 de novembro. Portanto, não haverá um encerramento geral para todos os dispositivos em 31 de outubro, mas sim alterações que se aplicam dependendo do sistema operacional. Entenda: Meta chega a acordo em processo sobre vício de adolescentes em redes sociais e evita julgamento Quais celulares deixarão de ser compatíveis com o WhatsApp em novembro de 2026? Os dispositivos mais afetados são aqueles lançados há mais de uma década e que não são mais compatíveis com a instalação de versões recentes do Android. Os seguintes modelos podem não atender aos requisitos de compatibilidade: Samsung Galaxy S3, Galaxy S4 Mini, Galaxy Note 2, Galaxy Core, Galaxy Trend Galaxy Trend Lite Motorola Moto G de primeira geração Moto E de primeira geração Droid Razr HD LG Optimus G Optimus L5 Optimus L7 Optimus F7 Lucid 2 Nexus 4 G2 Mini Sony Xperia Z Xperia SP Embora esses dispositivos estejam entre os potencialmente afetados, é importante esclarecer que a lista serve apenas como guia. A funcionalidade do WhatsApp dependerá da versão do sistema operacional instalada em cada telefone e das atualizações disponíveis. A decisão responde à necessidade de incorporar ferramentas de segurança, melhorar o desempenho e desenvolver novas funções que os sistemas operacionais mais antigos nem sempre conseguem executar. Como saber se o seu celular deixará de ser compatível com o WhatsApp? Para verificar se um telefone continuará compatível, o primeiro passo é verificar qual versão do sistema operacional está instalada. Em dispositivos Android, essa informação geralmente é encontrada em Configurações, em Sobre o telefone ou Informações do software. Em iPhones, ela pode ser encontrada em Ajustes, Geral e Sobre. Se o seu dispositivo permitir a instalação de uma atualização compatível, você poderá continuar usando o WhatsApp. No entanto, se o fabricante não oferecer mais novas versões e o seu dispositivo não atender aos requisitos mínimos, você precisará adquirir um novo telefone para manter o acesso ao aplicativo. No entanto, a perda de compatibilidade não significa que sua conta ou conversas desaparecerão automaticamente. Antes de trocar de dispositivo, é recomendável fazer um backup de seus chats e garantir que ele esteja atualizado. Além disso, o WhatsApp esclarece que enviará notificações aos usuários cujos sistemas operacionais estão próximos do fim do suporte. Dessa forma, haverá a oportunidade de verificar os telefones e tomar as medidas necessárias para evitar a perda de acesso às suas conversas.
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Pedro e Samuel Lino se reencontram com as redes e aproximam Flamengo de título em temporada de protagonismo dividido


Pedro e Samuel Lino encerraram jejuns ao marcarem duas vezes cada na goleada do Flamengo por 4 a 1 sobre o Vasco, pelo Brasileirão, na quinta-feira. O resultado ampliou a vantagem do rubro-negro em relação ao Palmeiras na liderança e deixou o time mais próximo de um título que pode ser o grande momento de uma temporada em que os dois são protagonistas e os nomes mais produtivos do elenco. Leia mais: Lucas Paquetá tem lesão no joelho após clássico, mas exames no Flamengo descartam problema grave Goleadas recentes, sequência invicta e Bruno Henrique artilheiro: os números da freguesia do Vasco contra o Flamengo Juntos, os atacantes somam agora 41 gols, o que representa 36% dos 113 que o time marcou em 2026 — desconsiderando os amistosos da intertemporada e a vitória por W.O. (3 a 0) contra o Independiente Medellín (Colômbia), na fase de grupos da Libertadores. Pedro é o artilheiro do elenco, com 27 gols, e Lino voltou à vice-artilharia, com 14. Além disso, o centroavante tem nove assistências, enquanto o ponta tem 13 passes para gol. A boa atuação conjunta diante do Vasco aconteceu no mesmo dia em que Carlo Ancelotti convocou a seleção para a Data Fifa de novembro. Eles não foram chamados em meio à concordância da CBF de não incluir jogadores de Flamengo e Palmeiras, que estão disputando o título do Brasileirão, mas teriam boas chances após estarem no grupo em outubro e terem ido bem, marcando gols, na goleada por 4 a 0 sobre a Índia. Fim de jejuns Os dois gols no clássico foram mais importantes para Pedro, que acabou vendo a convocação ser um divisor de águas para um jejum incômodo. Ele não marcava pelo Flamengo desde a vitória sobre o Bragantino, em 20 de setembro, a última partida antes da Data Fifa, e passou seis jogos em branco. Após desperdiçar diversas chances claras em jogos importantes, como diante de Santos, Fluminense, Bahia e Atlético-MG, recebeu até vaias de parte da torcida. A confiança estava em baixa, e a sequência recente ainda pode ser considerada negativa, com o camisa 9 tendo apenas três gols nos últimos 13 jogos pelo clube. Ao mesmo tempo, nunca deixou de contar com a confiança do treinador Leonardo Jardim por conta da sua capacidade de construir jogadas e alimentar a dinâmica da equipe. O reencontro com as redes anima para as cinco rodadas finais do Brasileirão. — Eu não estava nada preocupado. Ele é um dos artilheiros do campeonato, acreditamos muito nele e esperamos que nessa reta final consiga finalizar mais vezes — reiterou o treinador português. Pedro volta a balançar as redes após jejum de cinco jogos pelo Flamengo Alexandre Cassiano Pedro resolveu o jejum de maneira simples, mas isso era algo que vinha faltando. Com nove minutos diante do Vasco, abriu o placar se posicionando bem no meio da defesa para completar cruzamento de Varela. Depois, apareceu sozinho na pequena área para aproveitar rebote do goleiro Léo Jardim após chute de Lino. O centroavante chegou a 18 gols no Brasileiro e reaqueceu a disputa pela artilharia com Kevin Viveros, do Athletico-PR, que tem 21. Dono da ponta esquerda, Samuel Lino há tempos deixou para trás as críticas de seu processo de adaptação e é apontado por muitos torcedores como o principal nome da temporada do Flamengo. O nível alto de jogo e as assistências recentes até ofuscaram o jejum de nove jogos do camisa 16, que não marcava desde a vitória sobre o Remo, em 6 de setembro. A atuação contra o Vasco foi novamente positiva e coroada com dois gols de puro oportunismo. Samuel Lino durante goleada do Flamengo sobre o Vasco Gilvan de Souza/Flamengo Primeiramente, encaminhou a vitória ao ficar com a sobra de um ataque construído por Paquetá e Arrascaeta e bater no cantinho de Léo Jardim. Depois, transformou o placar em goleada após pegar rebote de chute de Léo Ortiz no travessão. Em ambos os lances, foi para os braços da torcida comprovar a sintonia. — Nos últimos anos, o Flamengo ganhou praticamente tudo. Então, o torcedor está acostumado a ganhar e ter jogadores de peso, e em alta. É isso que ele espera. Sempre vai haver sintonia com a torcida. Um dia eles vão criticar, um dia eles vão te abraçar. Mas nunca vão te abandonar — reforçou Lino após o jogo.
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'Não sei por que sobrevivi', diz Christa Pike, americana que resistiu a tentativas de execução após 30 anos no corredor da morte


"Não sei por que sobrevivi àquela noite". Um mês depois de receber duas doses de um medicamento normalmente letal em uma tentativa de execução por injeção, a americana Christa Pike, de 50 anos, diz que ainda enfrenta dores constantes e tenta lidar com as consequências físicas e emocionais do procedimento. Condenada à morte por assassinato no estado do Tennessee, ela falou sobre a experiência nesta sexta-feira (30), em uma declaração divulgada por seus advogados. Contexto: Condenada à morte que sobreviveu a execução nos EUA volta a falar em frases completas Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países "Não houve um único momento desde aquela noite em que eu não tenha sentido dor", afirmou. "Ainda tenho dificuldade para falar. E a dor não é apenas física. Há dor na minha mente e na minha alma", acrescentou. A tentativa de execução ocorreu em 30 de setembro, em uma prisão estadual. Pike recebeu duas doses de pentobarbital, mas sobreviveu. Ela foi hospitalizada em estado crítico e retornou à prisão após receber tratamento médico. "Não sei o que vem pela frente. Em alguns dias é mais difícil do que em outros encontrar esperança. Por enquanto, estou tentando me recuperar, dia após dia", disse. Condenada por assassinato em 1996 Pike foi condenada à morte em 1996 por sequestrar e torturar até a morte uma colega de classe, com a cumplicidade de seu companheiro. A tentativa de execução ocorreu quase três décadas depois da condenação, após um longo período de recursos judiciais. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, ela é a única detenta que sobreviveu após receber injeções com doses letais de medicamentos utilizados em execuções. Desde a tentativa fracassada de execução, os advogados de Pike pedem ao governador do Tennessee, Bill Lee, que converta a pena de morte em prisão perpétua. O governador, do Partido Republicano, suspendeu as execuções no estado enquanto aguarda uma investigação independente sobre o ocorrido. Nesta semana, porém, afirmou: "Suspeito que sua sentença será a mesma de antes, a menos que os tribunais determinem o contrário". Neste ano, foram realizadas 32 execuções nos Estados Unidos, todas por injeção letal. A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados americanos, enquanto outros três - Califórnia, Oregon e Pensilvânia - mantêm moratórias em vigor.
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Além de ‘Lá na minha terra’, Giulia Benite fará série do Globoplay. Confira qual será


A quinta temporada estrea e terá como pano de fundo uma campanha para governador do Estado do Rio. Haverá também cenas ambientadas na Floresta Amazônica.a interpretar Yasmin. Leia também: 'Resposta ao tempo', série de Licia Manzo no Globoplay, já tem previsão de estreia E mais: Com Leandra Leal cotada para o elenco, série do Globoplay sobre a Daslu já tem data para sair do papel Belo é outro nome confirmado. O ator reviverá o policial Paulista, seu papel em “Veronika com K”. Samuel de Assis, por sua vez, fará o diretor de um presídio. Mell Muzzillo interpretará uma policial. Aline Borges, Emilio Orciollo Netto, Tatsu Carvalho e Wilson Rabelo também participarão. Alexandre Frota surgirá como um secretário de Segurança Pública. Erika Januza, Viviane Araujo, Antonio Haddad, Thelmo Fernandes, Aline Borges, entre outros, também integram o elenco. A direção-geral está a cargo de Isabella Gabaglia. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp A quinta temporada vai estrear em novembro e terá como pano de fundo uma campanha para governador do Estado do Rio. Haverá também cenas ambientadas na Floresta Amazônica. Galerias Relacionadas Initial plugin text
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Halloween: maquiagens elaboradas podem prejudicar a pele; saiba quais cuidados tomar


O Halloween, ou Dia das Bruxas, já faz parte do calendário de festas e produções de celebridades, que aproveitam a data para apostar em maquiagens elaboradas, personagens e caracterizações que transformam completamente a aparência. Mas, por trás das produções que chamam a atenção nas redes sociais, existe um cuidado que nem sempre recebe a mesma importância: a saúde da pele. Tintas faciais, produtos de longa duração, colas, glitter, próteses e camadas de maquiagem podem provocar reações indesejadas quando utilizados sem os cuidados necessários. Irritação, vermelhidão, coceira, dermatite de contato e obstrução dos poros estão entre os problemas que podem surgir, especialmente em pessoas com pele sensível ou que já apresentam alguma predisposição. Gigi Hadid fantasiada de 'O Máscara' Reprodução/Pinterest Para Fernanda Nichelle, médica especialista em estética, o principal erro é priorizar o resultado visual e esquecer que a pele precisa estar preparada para receber tantos produtos. “A maquiagem de Halloween costuma ser diferente daquela que usamos no dia a dia. Muitas vezes, são produtos mais pigmentados, aplicados em várias camadas e que permanecem por muitas horas no rosto. Por isso, é importante verificar a procedência, a indicação de uso e a composição dos produtos, dando preferência àqueles próprios para aplicação facial”, explica. Outro ponto de atenção está na utilização de materiais que não foram desenvolvidos para a pele. Tintas artísticas, colas comuns e produtos improvisados podem causar irritações e reações alérgicas. A médica também recomenda evitar compartilhar pincéis, esponjas e outros acessórios, já que eles podem acumular resíduos e microrganismos. Famosas com fantasias de Halloween Reprodução/Instagram Depois da festa, a pressa para retirar a caracterização pode levar a outro problema: a limpeza agressiva. Esfregar o rosto com força ou utilizar produtos inadequados para remover pigmentos e colas pode comprometer a barreira de proteção da pele. “É fundamental retirar toda a maquiagem antes de dormir. O ideal é utilizar um produto de limpeza adequado ao tipo de pele e, quando necessário, fazer uma remoção em etapas, sem esfregar excessivamente. Depois, a hidratação ajuda a recuperar a barreira cutânea. Não é porque a maquiagem é temática que a pele precisa sofrer para que o resultado fique bonito”, orienta Fernanda. A especialista ainda chama a atenção para sinais que não devem ser ignorados. Ardência persistente, inchaço, vermelhidão intensa e coceira após o uso de algum produto merecem avaliação médica. Caso apareça uma reação, a recomendação é suspender o uso do cosmético e evitar tentar neutralizar o problema com receitas caseiras. Com as caracterizações cada vez mais presentes nas festas e nas redes sociais, a orientação é aproveitar a criatividade sem deixar os cuidados de lado. Afinal, uma produção de Halloween pode durar apenas uma noite, mas uma reação cutânea provocada pelo uso inadequado de produtos pode exigir muito mais tempo para desaparecer.
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