António Costa condena ataques russos e pede mais pressão sobre Moscovo
Também a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, considera que a ofensiva demonstra que Moscovo não está interessada na paz e defende que a Rússia tem de ser responsabilizada.

Também a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, considera que a ofensiva demonstra que Moscovo não está interessada na paz e defende que a Rússia tem de ser responsabilizada.

Vladimir Putin enalteceu o papel da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, na mediação de uma trégua temporária e na organização de uma missão humanitária na localidade ocupada de Oleshky, na região ucraniana de Kherson, num momento em que Moscovo e Kiev procuram aproximação a Washington antes de eventuais conversações tripartidas.

Um drone embateu numa plataforma onde se encontrava um comboio e vários passageiros.
O Ministério russo reportou também novos ataques com drones contra infraestruturas portuárias e embarcações na Ucrânia, incluindo um ataque contra um navio.
Drones navais atingiram um navio cargueiro na costa búlgara do Mar Negro nesta quarta-feira (28), segundo o proprietário da embarcação e o governo do país. O ataque é o mais recente de uma série de incidentes que aumentaram a preocupação com a expansão do alcance da guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Não está claro quem realizou o ataque ao navio grego, que navegava sob bandeira da Libéria na zona econômica exclusiva (ZEE) da Bulgária, nem qual era a carga transportada pelos 421 contêineres da embarcação.
“Um navio cargueiro foi atingido por três drones navais, a aproximadamente 21 milhas náuticas a sudeste de Shabla”, afirmou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, a jornalistas durante uma reunião regional de segurança.
O Ministério dos Transportes da Bulgária informou, em comunicado, que quatro embarcações da Marinha e da polícia foram enviadas para prestar assistência ao navio, que seguia do porto israelense de Haifa para Constanța, na Romênia. Os 18 tripulantes foram retirados da embarcação.
A proprietária do navio, a empresa Contships Management, confirmou o ataque. Um representante da companhia informou que todos os tripulantes estavam em segurança e em terra: 14 filipinos e quatro ucranianos.
Uma fonte de segurança marítima com conhecimento do caso afirmou que o navio sofreu danos graves e estava adernando.
Ataques com drones contra navios mercantes na costa da Bulgária provavelmente causaram a morte de cerca de duas dezenas de tripulantes internacionais nas últimas semanas, segundo comunicados do governo sobre pessoas desaparecidas. Pelo menos seis embarcações comerciais foram atacadas.
Os ataques ocorreram na zona econômica exclusiva da Bulgária, área que se estende além das águas territoriais do país, mas na qual a Bulgária tem direitos exclusivos de exploração e gestão de recursos.
Os incidentes provocaram condenação internacional e preocupação com o alcance crescente da guerra na Ucrânia. Integrante da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Bulgária tem buscado ajuda de aliados para reforçar a segurança marítima.
A Ucrânia atribuiu os ataques à Rússia, e o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, afirmou que os incidentes parecem beneficiar Moscou. O governo russo, porém, negou envolvimento.
Em um sinal da preocupação internacional, o ministro da Defesa da Turquia, Yaşar Güler, advertiu Rússia e Ucrânia nesta quarta-feira contra ataques a embarcações comerciais no Mar Negro. Ele afirmou que Ancara se reserva o direito de tomar medidas legais em resposta aos ataques.
Por que Donetsk é ponto de discórdia para encerrar guerra na Ucrânia?
Presidente ucraniano compara possível encontro entre os líderes dos EUA, Rússia e China à Conferência de Ialta de 1945, que redefiniu o equilíbrio de poder na Europa após a Segunda Guerra Mundial.
As autoridades ucranianas não se pronunciaram ainda sobre o anúncio de Moscovo.

O Ministério da Defesa da Rússia indicou que, durante a noite passada, as defesas antiaéreas “intercetaram e destruíram 531 drones ucranianos de asa fixa” sobre 13 regiões russas.

Realizada por iniciativa dos dois líderes nórdicos a conversa com Vladimir Putin "foi franca e substancial", disse o Presidente finlandês, Alexander Stubb.