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Oligarca ucraniano pró-Rússia acusa Portugal e Espanha de ajudarem Kiev no fabrico de armas

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By: Lusa

O oligarca ucraniano próximo de Moscovo Viktor Medvedchuk acusou Portugal e Espanha de estarem a desenvolver mísseis e drones em conjunto com Kiev para atacar alvos na Rússia, referindo-se também à crise social e aos protestos pela habitação na Península Ibérica.

“Enquanto dois países da Península Ibérica tentam ultrapassar a crise da habitação e o aumento do custo de vida, os governos cooperam cada vez mais estreitamente com a Ucrânia”, afirmou Medvedchuk num artigo publicado no portal oficial do movimento Outra Ucrânia, liderado pelo político pró-Rússia e próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

Medvedchuk, 72 anos, acrescentou que além do habitual discurso de apoio à Ucrânia, “esconde-se uma história muito mais concreta”, afirmando que empresas portuguesas e espanholas estão a desenvolver, em conjunto com fabricantes ucranianos, projetos de tecnologia de mísseis, drones de ataque, sistemas de navegação e outras armas para ataques contra a Rússia.

O oligarca escreveu ainda que empresas portuguesas e espanholas estão a ser transformadas em bases de produção de mísseis e drones ucranianos, não especificando os nomes das companhias.

Segundo Medvedchuk as armas alegadamente fabricadas na Península Ibérica são utilizadas em ataques que considerou terroristas contra território russo.

Neste sentido, ameaçou Portugal e Espanha, referindo que as “indústrias” de produção de armamento podem vir a ser “alvos legítimos” para ataques de retaliação russos.

Segundo Medvedchuk, a integração com o complexo militar-industrial ucraniano , que apoia os ataques em território russo, é dispendiosa e perigosa, não beneficiando em nada os interesses dos povos português e espanhol.

De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, Medvedchuk é conhecido informalmente como o “compadre de (Vladimir) Putin”, uma vez que o Presidente russo foi padrinho de uma das filhas do oligarca numa cerimónia realizada em São Petersburgo.

Medvedchuk é considerado, há mais de duas décadas, um “agente de influência” de Moscovo na política ucraniana, sobretudo na região do Donbass.

Como chefe da Administração Presidencial ucraniana (2002-2004), coordenou a cooperação de bastidores entre Moscovo e Kiev, a qual foi interrompida pela Revolução Laranja, um revés para Moscovo, que tinha apoiado a eleição do Presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych.

Em 2012, criou a organização “Opção Ucraniana”, cujo objetivo foi apoiar a entrada da Ucrânia na União Aduaneira com a Rússia, em detrimento da assinatura de um Acordo de Associação com a União Europeia.

Durante os protestos da Praça Maidan, no centro de Kiev, em 2014, foi um dos principais aliados de Yanukovych sendo que após a repressão contra as manifestações fugiu para a península da Crimeia, que, semanas mais tarde, seria anexada pela Rússia.

O oligarca fundou o partido pró-Rússia “Plataforma pela Vida”, através do qual propôs um plano de paz para o Donbass — que chegou a ser apresentado ao Parlamento Europeu e que foi rejeitado por Kiev.

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Submarino nuclear russo lança míssil estratégico que atinge alvo no Ártico

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By: Lusa

Um submarino nuclear russo da Frota do Pacífico lançou esta quarta-feira um míssil balístico intercontinental a partir de uma posição submersa no Mar de Okhotsk, atingindo o alvo na região ártica de Arkhangelsk, a 600 quilómetros da Finlândia e Noruega.

“Em conformidade com o plano de treino militar, a tripulação do submarino nuclear estratégico ‘Generalissimus Suvorov’, do projeto 955A Borei-A, pertencente à Frota do Pacífico, lançou um míssil balístico intercontinental Bulava em direção ao polígono de testes de Chizha, na região de Arkhangelsk”, explicou o Ministério da Defesa da Rússia, na rede Telegram.

O comando militar detalhou que o lançamento ocorreu a partir de uma posição submersa no Mar de Okhotsk, no extremo oriente russo, e divulgou um vídeo do exercício. “As ogivas do míssil atingiram com sucesso o polígono de testes no horário previsto”, concluiu o Ministério da Defesa.

O polígono de testes de Chizha situa-se nas margens do Mar Branco, a pouco mais de 600 quilómetros da fronteira com a Finlândia e a Noruega, países cujos líderes, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e o Presidente finlandês, Alexander Stubb, mantiveram, na véspera, uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Putin alertou ambos os líderes de que a conquista de uma paz justa e duradoura na Ucrânia “só será possível se forem levados em conta, de maneira plena e incondicional, os interesses legítimos da Federação Russa“.

Criticou ainda “a política de confronto dos países da União Europeia e da NATO, que leva ao prolongamento das ações militares” entre russos e ucranianos.

Desde a criação dos Bulava, a Rússia realizou mais de 40 lançamentos de teste desses mísseis intercontinentais. O mais recente ocorreu a 5 de novembro de 2024, pelo submarino nuclear ‘Imperator Alexandr III’.

Um ano antes, o ‘Generalissimus Suvorov’ lançou um míssil Bulava do Mar Branco em direção ao polígono de testes de Kura, localizado em Kamchatka, nas margens do Pacífico.

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Roménia denuncia aumento da guerra híbrida da Rússia contra a Europa

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By: Lusa

O Presidente da Roménia, Nicusor Dan, acusou o Governo russo de ter intensificado a guerra híbrida e as hostilidades contra as democracias europeias, após episódios de sabotagem no seu país, incluindo o registado numa empresa de armamento romena.

Nicusor Dan disse que estes incidentes “inaceitáveis” “representam uma grave violação da soberania e da segurança” do país e sublinhou que “nenhuma entidade estrangeira tem o direito de agir assim” em qualquer Estado europeu.

“Durante anos, a Rússia utilizou um diversificado arsenal de meios para enfraquecer as democracias europeias. As tentativas de influenciar os processos eleitorais, as campanhas de desinformação, a guerra de informação, os ciberataques e os atos de sabotagem é tudo parte da guerra híbrida desencadeada pela Rússia”, afirmou.

O chefe de Estado destacou que nas últimas semanas, a Rússia aumentou a aposta ao provocar vários incidentes no Mar Negro contra o transporte marítimo civil.

“Tudo isto não são incidentes isolados, sem ligação entre si, mas fazem parte de uma campanha premeditada e coordenada”, realçou.

Para o Presidente da República romeno, o Kremlin pretende com este tipo de ações provocar divisão e confusão nas sociedades europeias, com o objetivo de colocar em causa o compromisso destas com a própria segurança e com a defesa comum.

Dan garantiu que “a guerra híbrida tem sido travada há anos de diferentes formas” e acrescentou que um aumento da mesma exige por parte dos Estados europeus uma resposta equivalente, ampliando a vigilância e a prevenção de riscos.

Nesse sentido, o PR sublinhou que a Roménia atuará “com determinação” para prevenir este tipo de ações e identificar os seus responsáveis, ao mesmo tempo que continua a trabalhar estreitamente com os seus parceiros da NATO e da EU”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Roménia convocou esta terça-feira o embaixador russo em Bucareste, Vladimir Lipayev, para lhe transmitir o protesto “enérgico” do Governo do seu país pelo suposto ato de sabotagem registado em meados de setembro contra as instalações da empresa de defesa romena Carfil, em Brasov.

“As provas demonstram a responsabilidade da Rússia neste ataque híbrido inaceitável“, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dan Neculaescu, que também protestou junto do diplomata russo contra o aumento dos ataques no Mar Negro.

As autoridades romenas denunciaram que no dia 14 de setembro ocorreu um incêndio nas instalações desta empresa, responsável pela fabricação de drones, por indicações dos serviços de inteligência russos.

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Líderes da Finlândia e Noruega tiveram conversa “franca e substancial” com Putin sobre Ucrânia

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By: Lusa

Os líderes da Finlândia e da Noruega falaram esta terça-feira com os dirigentes da Rússia e da Ucrânia, no seguimento das discussões recentes entre o Presidente ucraniano e emissários norte-americanos em Oslo, anunciaram as quatro capitais.

Realizada por iniciativa dos dois líderes nórdicos, anfitriões do encontro de Oslo na terça-feira passada, a conversa com Vladimir Putin “foi franca e substancial”, disse o Presidente finlandês, Alexander Stubb, citado num comunicado conjunto.

A discussão decorreu em consulta com a Ucrânia, precisaram Stubb e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, no comunicado citado pela agência francesa AFP.

“O resultado desta guerra terá consequências diretas na nossa segurança e, de forma mais ampla, na da Europa. Pôr fim à guerra exige discussões diretas”, considerou Stubb.

O primeiro contacto telefónico foi feito com Putin, que encorajou Stubb e Store a prosseguirem conversações, mas reafirmou que um acordo terá de acautelar os interesses da Rússia, segundo um comunicado do Kremlin (presidência).

“Foi salientado que alcançar uma paz justa e duradoura só será possível se forem tidos em conta de forma plena e incondicional os interesses legítimos da Federação Russa”, informou o Kremlin.

Putin também denunciou “a política de confrontação dos países da União Europeia e da NATO, que conduz ao prolongamento das ações militares” entre russos e ucranianos, segundo a agência espanhola EFE. O líder russo informou os homólogos sobre a atual situação na frente de combate e aludiu às “causas originais” do conflito.

Putin e os interlocutores saudaram a decisão de retomar em breve as negociações de paz, estagnadas desde fevereiro devido à guerra no Irão.

Ressaltaram que tais conversações com mediação dos Estados Unidos visam, entre outras coisas, alcançar um acordo sobre as garantias “de segurança da Rússia e da Ucrânia após o fim definitivo dos combates”.

Abordaram também a trégua humanitária que entrou esta terça-feira em vigor para fornecimento de ajuda de primeira necessidade aos habitantes da localidade ucraniana de Oleshky, ocupada pelas tropas russas na região de Kherson.

Em Kiev, a presidência ucraniana anunciou que Zelensky falou com Stubb e Jonas Gahr Store após a chamada telefónica dos dois com Putin, mas desconhecem-se ainda resultados da conversa.

Para além da Ucrânia, durante a conversa telefónica com Putin foi tratado o assunto da segurança e estabilidade no mar Báltico e no norte da Europa.

A este respeito, segundo a nota oficial, os dirigentes finlandês e norueguês sublinharam a importância de respeitar o direito internacional do mar e o princípio da livre navegação. “Os líderes dos três países concordaram em continuar a manter contactos diretos por telefone”, acrescentou.

Este é o primeiro contacto entre Putin e Stubb, enquanto o primeiro-ministro norueguês falou pela última vez com o líder russo em março de 2022.

Stubb, que mantém uma boa relação com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou ter sido “uma conversa direta e substancial”. “Somos países vizinhos da Rússia”, afirmou.

A Finlândia aderiu à NATO depois de Putin ter ordenado, em 2022, a campanha militar contra a Ucrânia, enquanto a Noruega, que partilha apenas 200 quilómetros de fronteira com a Rússia, é membro da Aliança Atlântica desde 1949.

Os dois líderes nórdicos, cujos países estão entre os principais apoiantes da Ucrânia, afirmam ter-se pronunciado em nome próprio, e não em nome dos europeus no seu conjunto.

No entanto, a chefe do Governo dinamarquês, Mette Frederiksen, criticou os dois homólogos por terem agido “a solo”, de acordo com a AFP.

“Estou muito cética em relação a esta iniciativa tomada pelos noruegueses e finlandeses por iniciativa própria. Não foi coordenada com nenhum de nós”, afirmou ao canal público DR.

Os líderes do norte da Europa encontram-se atualmente reunidos em Helsínquia no âmbito de um encontro dos primeiros-ministros nórdicos.

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Kiev e Moscovo confirmaram o cessar-fogo na cidade ucraniana de Olechky

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By: Lusa

Um cessar-fogo destinado a realizar uma operação humanitária começou esta terça-feira de manhã nos arredores de Olechky, uma cidade isolada no sul da Ucrânia, sob ocupação russa e que enfrenta escassez de mantimentos, confirmaram fontes dos dois países.

Trata-se de uma trégua localizada e acordada por ambos os lados e que decorre numa altura em que o presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sinais de aproximação em relação ao presidente russo, Vladimir Putin.

Em Olechky, os cerca de dois mil residentes estão cercados – sem acesso a alimentos e medicamentos – tendo Kiev e Moscovo confirmado a suspensão localizada dos combates, como previsto, ao início da última madrugada.

Os repórteres da Agência France Presse (AFP) na região não conseguiram, contudo, verificar a interrupção das hostilidades, cuja duração e abrangência geográfica permanecem incertas.

Embora a Rússia tenha vindo a rejeitar um cessar-fogo geral desde o início da invasão, a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou na sexta-feira a trégua localizada para facilitar o envio de ajuda humanitária.

Melania Trump afirmou que os residentes que desejassem sair da região receberiam assistência coordenada, bem como transporte “para o destino” que definirem.

O Ministério da Defesa russo informou no mesmo dia que as tropas iriam realizar um “reconhecimento técnico” ao local para garantir a segurança de uma passagem, assegurar a entrega de ajuda humanitária e permitir a retirada de civis.

No domingo, o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de querer dominar a zona de Olechky e fazer com que os civis abandonem a cidade em direção “ao lado russo”.

Situada no rio Dnieper, que marca a linha da frente na região sul de Kherson, Olechky está sob ocupação russa desde as primeiras semanas da invasão em grande escala que começou em fevereiro de 2022.

A cidade fica a menos de 10 quilómetros de Kherson, a capital regional, retomada pelo exército ucraniano durante uma contraofensiva em novembro de 2022.

Os habitantes que ainda permanecem na cidade encontram-se bastante isolados porque Olechky está sob a ameaça constante de drones explosivos, tanto russos como ucranianos, que atacam veículos, sendo que as estradas de acesso estão praticamente bloqueadas por minas terrestres.

Segundo antigos residentes ouvidos pela AFP no início de outubro, a situação provocou uma grave escassez de alimentos e medicamentos nas últimas semanas.

O número de habitantes de Oleshky, já atingida pelas graves inundações de 2023 após a explosão de uma barragem, um ato atribuído à Rússia por Kiev, diminuiu de 24 mil para aproximadamente duas mil pessoas.

O processo de tréguas na cidade decorre num contexto de aproximação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a Rússia.

Na segunda-feira, a Rússia mostrou abertura para outras tréguas humanitárias, reafirmando que valoriza os esforços dos negociadores norte-americanos, sobretudo as iniciativas de Melania Trump.

No entanto, a Rússia afastou qualquer cessar-fogo mais alargado, como o solicitado pela Ucrânia e pelos parceiros europeus, sublinhando que as negociações previstas para novembro entre Moscovo, Kiev e Washington não implicam uma redução das operações militares.

Em Kiev, que vive em estado de alerta quase permanente, os ataques russos mataram uma pessoa na última noite e atingiram uma ponte no sul da cidade, danificando as infraestruturas do metropolitano, de acordo com o presidente da câmara, Vitali Klitschko.

“É importante que os nossos parceiros compreendam que a Ucrânia precisa de meios reais para destruir os lançadores de mísseis balísticos russos“, lamentou Volodymyr Zelensky na noite de segunda-feira, exigindo que os acordos políticos sejam rapidamente implementados.

Em território ucraniano ocupado, um autocarro que fazia o percurso de Moscovo para a Crimeia anexada foi atingido por um drone ucraniano, fazendo um morto e 31 feridos, segundo o governador nomeado pela Rússia, Evgueni Balitski.

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Ucrânia pressiona parceiros europeus para avançar com sistema antimíssil Freyja


A Ucrânia diz ter concluído a sua parte no desenvolvimento do Freyja, um sistema europeu de defesa antimíssil balístico, e pressiona agora os parceiros internacionais para acelerarem os trabalhos. O projeto pretende criar uma alternativa europeia aos sistemas norte-americanos Patriot, numa altura em que a escassez de intercetores está a aumentar a pressão sobre as capacidades de defesa aérea da Ucrânia e de outros países europeus.

“Relativamente ao projeto do míssil antibalístico Freyja, a Ucrânia fez o que tinha a fazer”, afirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos jornalistas. O responsável acrescentou que o contributo dos parceiros continua em desenvolvimento e que dez países estão envolvidos na iniciativa, segundo a agência ucraniana Ukrinform, citada pelo Rapporteur.

As declarações de Zelensky sugerem que a indústria ucraniana, através da empresa de defesa Fire Point, terá concluído a componente do míssil intercetor. Os restantes participantes têm agora de avançar com elementos essenciais do sistema, incluindo os radares e a arquitetura de comando e controlo, necessários para detetar as ameaças, acompanhar a trajetória dos mísseis e orientar a interceção.

“Estão a trabalhar em sistemas deste tipo há décadas. Queremos fazê-lo muito rapidamente, porque não há tempo”, vincou Zelensky, defendendo uma aceleração do projeto.

O projeto surge num contexto de elevada procura de munições antimíssil. A guerra no Médio Oriente tem pressionado os stocks de intercetores norte-americanos, enquanto a Ucrânia continua a depender dos sistemas Patriot para enfrentar ataques russos com mísseis balísticos.

O líder ucraniano alertou esta segunda-feira que o país está “há quase um mês à espera” de aprovação do secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, para o fornecimento dos sistemas intercetores. “Estamos há quase um mês à espera que o Sr. Hegseth assine a autorização para os mísseis dos sistemas Patriot e NASAMS. Instruí a nossa equipa a levantar esta questão junto da parte americana mais uma vez. Conversações com outros países também estão em curso”, escreveu Zelensky na rede social X.

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Alternativa europeia aos Patriot

O Freyja foi lançado em julho, numa cimeira que juntou líderes de dez países europeus, incluindo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e cerca de uma dúzia de fabricantes de defesa, com objetivo de construir, em tempo útil, um sistema que já consiga demonstrar resultados práticos até ao primeiro semestre de 2027.

A ucraniana Fire Point tem trabalhado para desenvolver o intercetor a partir do qual deverá ser construída a capacidade antimíssil do sistema. Em junho, a empresa anunciou ter realizado um voo de teste controlado com manobras do míssil, apresentado como a base do futuro intercetor.

Do lado dos aliados, a expectativa é que os parceiros europeus contribuam com tecnologia, radares modernos, sensores e conhecimento especializados em controlo de mísseis. Entre as empresas já associadas ao esforço estão a Eurosam, que produz o sistema intercetor SAMP-T, a italiana Leonardo, a francesa Thales e a sueca Saab.

A presidente da Comissão Europeia, Ursusla von der Leyen, durante o seu discurso do Estado da União, em setembro, salientou a necessidade de reduzir a dependência de um único fornecedor de defesa e, para tal, pretende contar com a ajuda da Ucrânia.

“O elemento central desta cooperação é o Freyja. Aqui, reunimos a experiência de combate e a capacidade de inovação da Ucrânia com a liderança tecnológica da Europa. E, claro, a nossa considerável capacidade de produção”, afirmou a líder do executivo comunitário.

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