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PIB da zona do euro cresce 0,4% no 3º trimestre, mais do que o esperado

O PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre ante o segundo, segundo dados preliminares divulgados pela Eurostat, a agência de estatísticas da UE (União Europeia).

O resultado ficou acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 0,2% no período.

Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 1,3% entre julho e setembro, também acima do consenso da FactSet, de 1,0%.

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Dívida bruta sobe 4,3 pontos do PIB em 2026 e chega a 82,9%, diz BC

A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) chegou a 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em setembro de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. O indicador acumula alta de 4,3 pontos percentuais do PIB desde o início do ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo BC (Banco Central).

Apesar do avanço no acumulado de 2026, o percentual permaneceu estável em relação a agosto, quando a dívida bruta também representava 82,9% do PIB.

Segundo o BC, a elevação do endividamento ao longo do ano foi impulsionada principalmente pela incorporação dos juros nominais, que contribuíram para um aumento de 7,2 pontos percentuais na relação entre dívida e PIB.

As emissões líquidas de dívida acrescentaram outros 1,1 ponto percentual ao indicador.

Em sentido contrário, o crescimento do PIB nominal contribuiu para reduzir a relação em 3,9 pontos percentuais. Já o efeito da valorização cambial representou uma redução de 0,2 ponto percentual.

Na comparação mensal, os juros nominais contribuíram para elevar a dívida em 0,8 ponto percentual do PIB. O impacto foi compensado pelos resgates líquidos de dívida e pela variação do PIB nominal, que reduziram o indicador em 0,4 ponto percentual cada.

A dívida bruta compreende as obrigações do governo federal, do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e dos governos estaduais e municipais.

Juros somam R$ 1,2 trilhão em 12 meses

O relatório do BC também mostra que os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025.

No acumulado de 12 meses, as despesas com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No mesmo período encerrado em setembro do ano passado, o valor era de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.

Já o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, ante resultado negativo de R$ 17,5 bilhões no mesmo mês de 2025.

Considerando também os gastos com juros, o déficit nominal alcançou R$ 113 bilhões no mês e R$ 1,275 trilhão no acumulado de 12 meses, equivalente a 9,51% do PIB.

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PIB americano cresce 3,4% no 3° trimestre e fica acima das expectativas

A economia dos Estados Unidos cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre, já que os gastos resilientes dos consumidores e os investimentos empresariais impulsionados pela inteligência artificial mais do que compensaram o impacto do aumento dos preços do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio.

O PIB (produto interno bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no último trimestre, informou o Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua estimativa preliminar do PIB do terceiro trimestre, divulgada nesta quinta-feira (29).

Economistas consultados pela Reuters haviam previsto um crescimento do PIB de 3,2%. As estimativas variaram de uma taxa de crescimento de 1,0% a 4,2%.

A força do crescimento contrasta fortemente com a avaliação pessimista que as famílias fazem da economia, refletida nos índices de aprovação do presidente Donald Trump — que atingiram níveis recordes de baixa — e na acentuada deterioração da confiança do consumidor.

Os números do PIB foram publicados menos de uma semana antes das eleições legislativas de meio de mandato da próxima terça-feira (, que determinarão o controle do Congresso dos EUA.

A economia americana está se expandindo a um ritmo bem acima do que algumas autoridades do Federal Reserve consideram a taxa de crescimento não inflacionária, de cerca de 2%.

O banco central dos EUA manteve, na quarta-feira (28), sua taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, ao mesmo tempo em que reconheceu que a inflação “continua elevada”.

Economistas esperam que o Fed aumente os juros em dezembro.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse aos repórteres que “a atividade econômica está se expandindo em um ritmo forte”, observando que “embora a incerteza persista, em parte devido a desenvolvimentos geopolíticos, os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”.

Dado o crescente predomínio dos gastos relacionados à IA, alguns economistas afirmaram que o forte crescimento do PIB provavelmente não refletia a verdadeira situação da economia.

Os investidores estão cada vez mais atentos aos custos crescentes de projetos de IA de longo prazo, cujo retorno é incerto.

As empresas de tecnologia tomaram empréstimos vultosos ao longo do último ano para financiar gastos com IA, o que representa um risco potencial de queda nos gastos com equipamentos.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da economia norte-americana, aumentaram a uma taxa de 3,8% no trimestre de julho a setembro, após crescerem a uma taxa de 3,8% no segundo trimestre.

Demissões em massa em níveis historicamente baixos e contratações moderadas estão ajudando a sustentar os gastos, embora os aumentos salariais tenham, por vezes, ficado atrás da inflação.

Mas as famílias também vêm economizando menos e recorrendo às suas reservas para financiar os gastos.

Com os preços médios da gasolina ainda acima de US$ 4 por galão, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã se arrasta, os economistas previam uma desaceleração nos gastos do consumidor.

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CNI reduz previsão de crescimento do PIB de 2026 de 2% para 1,6%

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2026. A revisão foi divulgada nesta quarta-feira (28), no Informe Conjuntural do terceiro trimestre, e reflete a expectativa de desaceleração da indústria e do setor de serviços.

Segundo a entidade, os juros elevados, a redução da demanda interna e a piora das condições financeiras das empresas e famílias devem limitar o crescimento econômico neste ano.

A indústria apresentou a maior revisão negativa entre os setores analisados. A previsão de expansão do PIB industrial passou de 2% para 1,3%, principalmente pelo enfraquecimento da indústria de transformação. Para esse segmento, a CNI passou a projetar retração de 0,7% em 2026, ante expectativa anterior de crescimento de 0,6%.

A entidade atribui a revisão à queda da demanda interna, aos custos de produção, à concorrência de produtos importados e às condições de crédito. Por outro lado, a indústria extrativa deve crescer 9,1%, enquanto a construção deve avançar 1,5%, sustentada pelos investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.

O setor de serviços também teve a previsão de crescimento reduzida, de 1,9% para 1,6%, diante da desaceleração do comércio varejista e das atividades mais dependentes do crédito.

A agropecuária foi o único setor com revisão positiva. A expectativa de crescimento passou de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela melhora das projeções para a segunda safra de milho.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sergio Telles, os setores mais dependentes do mercado interno são os mais afetados pela política monetária. “Então, quem está mais dependente de mercado interno está sendo muito afetado por conta da taxa de juros”, afirmou.

CNI prevê Selic a 13,25% e inflação de 5,15%

A CNI também projeta que a inflação brasileira encerre 2026 em 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025. Segundo a entidade, o alívio inflacionário observado entre junho e agosto não deve se repetir nos últimos meses do ano, diante das pressões dos preços dos alimentos, da energia elétrica, dos combustíveis e dos serviços.

Nesse cenário, a confederação espera que o Banco Central reduza a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a Selic a 13,25% ao ano em dezembro. A entidade, no entanto, avalia que existe espaço para uma redução mais acelerada dos juros.

Segundo Telles, uma Selic de 13,25% ainda representaria uma taxa real de juros próxima de 9%, quase o dobro da taxa considerada neutra para a economia, estimada em 5%. A CNI argumenta que o enfraquecimento da demanda interna permitiria uma redução mais rápida dos juros sem comprometer a convergência da inflação para a meta.

Dívida pública deve atingir 83,7% do PIB

O relatório também prevê uma deterioração dos indicadores de endividamento público em 2026. Segundo a CNI, a dívida bruta do governo geral deve passar de 78,6% para 83,7% do PIB, uma elevação de 5,1 pontos percentuais em apenas um ano.

A confederação estima que o governo federal encerre 2026 com déficit primário de R$ 54,6 bilhões, equivalente a 0,4% do PIB. Entretanto, para fins de cumprimento da meta fiscal, o resultado deverá ser positivo em R$ 12,6 bilhões, ou 0,1% do PIB, devido à exclusão de aproximadamente R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas do cálculo.

A entidade também projeta crescimento real de 4,6% das despesas federais, impulsionado pelo pagamento de benefícios previdenciários, gastos com pessoal e despesas discricionárias em ano eleitoral.

Já a receita líquida deverá aumentar 5,9%, com contribuição de medidas de arrecadação, redução de incentivos fiscais e receitas relacionadas ao petróleo.

Desemprego pode cair para 5% até dezembro

Apesar da desaceleração econômica, a CNI avalia que o mercado de trabalho continuará sustentando parte da demanda interna. A projeção é de crescimento de 1,2% da população ocupada em 2026, com redução da taxa de desemprego de 5,3% para 5% até o encerramento do ano.

A confederação também estima aumento de 4,6% da massa de rendimento real, diante da manutenção da demanda por trabalhadores e das pressões sobre os salários.

No mercado de crédito, a expectativa é de crescimento de 5,15% das concessões em 2026. Para as empresas, a expansão projetada é de 6,4%, enquanto o crédito destinado às famílias deve avançar 4%.

Balança comercial deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões

A CNI ainda projeta que o Brasil encerre 2026 com superávit comercial de US$ 77,3 bilhões, resultado quase 30% superior ao registrado em 2025.

As exportações devem alcançar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior, com destaque para a indústria extrativa e para a alta dos preços das commodities. As importações, por sua vez, devem somar US$ 309,4 bilhões, avanço de 6,4%, principalmente em razão do aumento dos preços de combustíveis, lubrificantes e bens de consumo.

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