Com crise na habitação e os protestos a escalar, Governo garante estar à escuta. Primeiro-ministro revela abertura para diálogo, mas avisa oposição que “todos têm de ceder”.
Mais de mil profissionais da Justiça assinalam que o direito de manifestação “não constitui uma concessão do poder político, mas um exercício cujo exercício não depende de autorização”.
Assembleia Popular votou o regresso da acampada pelo direito à habitação, mas movimento acabaria por desmontar o protesto às 00h30, após conversas com as autoridades.
Protesto pelo direito à habitação já foi alvo de duas cargas policiais que provocaram dezenas de feridos. Pedro Duarte retira a palavra “implacável”, mas defende actuação da PSP.
Protesto juntou milhares de pessoas em frente ao Parlamento, que prometem continuar a lutar até à derrota do pacote do arrendamento e apelam a greve geral ibérica. Polícias estiveram em força.
Os participantes da assembleia popular deixaram ainda um apelo à Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública para que participe numa greve ibérica em Novembro.
Pedido reporta-se à actuação da madrugada de domingo e junta-se a um que já tinha sido feito anteriormente após a actuação das autoridades no dia 15 de Outubro. PSP tem dez dias para responder.
A intimação — redigida pela advogada Leonor Caldeira — foi admitida pelo tribunal na quinta-feira, estando a decorrer o tempo de resposta das partes invocadas.
Carlos Moedas diz que já gastou cem mil euros a limpar estátua do Rossio. Manifestantes poderão não ser ouvidos já hoje: advogados vão pedir prazo para estudar acusações.
A acampada de Lisboa, que se seguiu à do Porto, já dura há mais de uma semana. Começou com tendas no Rossio, mas, hoje, quem a organiza acredita que “virou um movimento social”.
O movimento Casa Para Viver convocou uma concentração para terça-feira, junto ao Parlamento, contra os cortes na habitação previstos no Orçamento do Estado e para exigir o fim da repressão policial.
PSP avisou que iria intervir caso “o acampamento ilegal” se mantivesse nas duas cidades. E, perante os fortes dispositivos policiais, depois da uma da manhã, o clima de tensão agravou-se.
Milhares de pessoas participaram este sábado nos protestos pela habitação, em Lisboa e Porto, mas também em concentrações mais pequenas em Coimbra, Braga e Faro. Houve críticas à repressão policial.
Os protestos pelo direito à habitação continuam este sábado. Em Lisboa, a acampada convocou uma manifestação para 15h, que desce do Marquês de Pombal até ao Rossio.
A assembleia popular, com cerca de uma centena de pessoas, aprovou ainda novas reivindicações, como a dissolução da Gebalis e a canalização de dinheiro da Defesa para habitação pública em 2027.
Simultaneamente, o tribunal admitiu a intimação do movimento de Lisboa e deu 48 horas ao ministério para responder ao pedido do uso de tendas. Previstas novas manifestações sábado em Lisboa e Porto.