❌

Reading view

Raízen fecha acordo tributário de R$ 22,4 bilhões e revisa projeções

A Raízen firmou nesta quarta-feira (28) um acordo tributário com a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e a Receita Federal do Brasil para regularizar débitos com a União que somam R$ 22,4 bilhões. A operação envolve a companhia e outras sociedades de seu grupo econômico e representa uma etapa importante para a implementação do Plano de Recuperação Extrajudicial.

Do total negociado, R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade econômica da própria Raízen, enquanto os R$ 5,7 bilhões restantes são de responsabilidade econômica final dos acionistas controladores, conforme os instrumentos aplicáveis.

Para os débitos atribuídos à companhia, foram concedidos descontos de R$ 8,5 bilhões sobre multas e juros. Com isso, o saldo a ser liquidado pela Raízen caiu para R$ 8,2 bilhões. A quitação ocorrerá por meio da utilização de R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais e do pagamento de R$ 2,5 bilhões à vista.

A transação tributária é uma das condições necessárias para a reestruturação financeira da empresa. A companhia informou que manterá os acionistas e o mercado atualizados sobre os próximos desdobramentos do processo.

Em comunicado, a empresa divulgou uma versão atualizada do material apresentado aos credores financeiros, com revisões de informações operacionais e financeiras referentes à safra 2026/27. A atualização ocorre no contexto do processo de reestruturação financeira da companhia e da implementação de seu Plano de Recuperação Extrajudicial.

Segundo comunicado ao mercado, o documento foi disponibilizado no site de Relações com Investidores da empresa. A companhia informou que a divulgação busca garantir aos acionistas e ao mercado acesso simultâneo e equitativo às principais informações sobre os termos e as condições do plano.

O material reúne dados sobre os negócios e o desempenho operacional e financeiro da Raízen, além de estimativas e projeções elaboradas com base nas informações disponíveis e nas premissas consideradas razoáveis pela administração.

A empresa ressalta, porém, que as projeções refletem as expectativas atuais da gestão e não representam garantia de resultados futuros. Segundo a companhia, fatores operacionais, comerciais, financeiros, macroeconômicos e setoriais podem provocar diferenças relevantes entre os resultados efetivamente apurados e as estimativas divulgadas.

A Raízen também informou que atualizará a seção 3, referente a projeções, de seu Formulário de Referência dentro do prazo regulamentar. O documento deverá refletir as estimativas revisadas e os motivos das alterações.

No comunicado, a companhia reiterou seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e o cumprimento das normas aplicáveis. A empresa afirmou ainda que manterá os acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes.

Índia amplia etanol automotivo com Brasil no radar estratégico

  •  

Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação judicial da Marabraz

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da Marabraz, conhecida pela atuação no segmento de móveis e eletrodomésticos. As dívidas da companhia somam R$ 140,2 milhões.

Ao CNN Money, a rede varejista confirmou que a Justiça aceitou o pedido, protocolado em agosto de 2026, em caráter de urgência, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo, por meio do escritório Campana Pacca.

A petição mostrava que, para além dos efeitos da alta persistente do juro, os problemas da Marabraz derivam ainda de disputas societárias e familiares.

A rede ressalta que esta é uma etapa importante para sua reorganização financeira, preservação das atividades, manutenção de empregos e pagamento de credores.

“A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e manutenção de seu compromisso com a transparência e o diálogo com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros”, diz em nota.

Pelos parâmetros estabelecidos, a Marabraz tem 15 dias para entregar documentos solicitados pela Justiça.

Além disso, terá stay period de 180 dias, período no qual ficam suspensas todas as execuções, ações de cobrança e constrições de bens contra a empresa em recuperação judicial.

  •  

Raízen prevê aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões

A Raízen atualizou o cronograma e as condições do aumento de capital privado, que poderá movimentar até R$ 39,8 bilhões. Segundo comunicado divulgado na CVM (Comissão de Valos Mobiliários) nesta segunda-feira (26), a operação prevê uma captação mínima de R$ 3,5 bilhões e máxima de R$ 39,796 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias, preferenciais classe B e units.

A operação está vinculada ao plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, datado de 5 de junho de 2026 e homologado judicialmente. A proposta ainda depende da aprovação dos acionistas em AGE (Assembleia Geral Extraordinária) e Assembleia Especial, convocadas para 30 de outubro, além de deliberação do Conselho de Administração prevista para 6 de novembro.

O aumento de capital poderá envolver a emissão de até 159,2 bilhões de novos valores mobiliários. A companhia admite a homologação parcial da operação, desde que seja respeitada a subscrição mínima de 14 bilhões de ações.

Preços e condições para os acionistas

A operação será dividida em três emissões simultâneas, sendo que as novas ações ordinárias terão preço de R$ 0,25 por unidade, mesmo valor estabelecido para as ações preferenciais classe B. Já as units, compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A, serão oferecidas a R$ 0,50 cada.

Os acionistas poderão exercer o direito de preferência para subscrever os três tipos de valores mobiliários, de forma isolada ou combinada, respeitados os limites individuais estabelecidos pela companhia. As novas ações preferenciais classe A serão emitidas exclusivamente como parte das units, sem possibilidade de subscrição separada.

A Raízen informou que recomenda aos acionistas considerar a subscrição de units, que, segundo a empresa, deverão representar o valor mobiliário de maior liquidez após a conclusão do aumento de capital. As ações preferenciais classe B emitidas na operação não serão admitidas à negociação em bolsa ou em mercado de balcão organizado.

O exercício do direito de preferência poderá ocorrer entre 9 de novembro e 8 de dezembro, totalizando 30 dias corridos. Terão direito à subscrição os investidores que detiverem ações da companhia ao final do pregão da B3 em 6 de novembro. A partir de 9 de novembro, as ações adquiridas serão negociadas sem o direito de participar do aumento de capital.

Os fatores de subscrição foram estabelecidos em 153,5897% para novas ações ordinárias, 153,5897% para ações preferenciais classe B e 649,3029% para units, considerando a quantidade máxima de valores mobiliários prevista na operação. Os percentuais também levam em conta o não exercício, pela Cosan, de seu direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B.

Mudança no código de negociação

A companhia também informou que as ações preferenciais atualmente negociadas sob o código RAIZ4 passarão a ser identificadas como ações preferenciais classe A, com o código RAIZ55, a partir de 3 de novembro.

Os papéis terão fator de cotação de 100 ações e lote padrão de negociação de 100 ações. A alteração não modifica a quantidade de ativos detida pelos investidores nem o valor de suas posições, mas muda a forma de expressão dos preços na bolsa.

Os direitos de subscrição também serão negociados com fator de cotação e lote padrão de 100 direitos. Os códigos específicos desses direitos serão divulgados posteriormente. As novas ações ordinárias e as units emitidas no aumento de capital poderão ser negociadas na B3 em data a ser informada pela companhia.

Próximas etapas

Após as assembleias previstas para 30 de outubro, o Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em 6 de novembro, mesma data definida como referência para o direito de preferência.

O período de subscrição terminará em 8 de dezembro. A homologação do aumento de capital está prevista para 16 de dezembro, enquanto o crédito dos novos valores mobiliários aos investidores deverá ocorrer em 18 de dezembro.

A Raízen ressalta que o cronograma é indicativo e poderá sofrer alterações, que serão comunicadas ao mercado. Os recursos obtidos com o exercício do direito de preferência serão destinados integralmente à companhia, conforme previsto no plano de recuperação extrajudicial.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=530179

  •  
❌