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“Semente não tem substituto”, afirma CFO da Boa Safra

A Boa Safra enfrenta um ano desafiador no setor agrícola, mas aposta na diversificação de culturas e na expansão da capacidade produtiva para sustentar o crescimento. A carteira de pedidos da companhia totalizou R$ 1,8 bilhão, alta de 4%, apesar da retração de aproximadamente 12% no segmento de sementes de soja.

Em entrevista ao programa Números Falam, o CFO da companhia, Felipe Marques, explicou que a queda na carteira de soja reflete, em grande parte, o adiamento das decisões dos produtores rurais, pressionados por fatores como restrições de crédito, aumento dos preços dos fertilizantes e instabilidades no cenário global.

“O produtor não está apto a conseguir tomar as decisões dele pelas restrições externas que estão sendo impostas”, afirmou.

Diversificação como estratégia

Segundo Marques, o crescimento em outras culturas tem ajudado a companhia a compensar a desaceleração no segmento de soja. Ele ressaltou que o adiamento das decisões dos produtores não representa cancelamento de pedidos, mas uma postergação das compras diante das dificuldades do cenário atual.

“A semente não tem substituto e você não tem como economizar nela”, destacou. Segundo o executivo, a demanda por sementes de soja está diretamente ligada à área plantada.

Felipe Marques também ressaltou a resiliência do segmento de sementes no agronegócio. Enquanto produtores reduzem o uso de outros insumos, como fertilizantes e defensivos, para conter custos, a semente continua sendo indispensável.

“Se você vai plantar, você não vai colocar menos semente por hectare, porque o impacto que você teria na produtividade vai fazer o produtor ganhar menos dinheiro”, explicou.

Expansão de hectares

A companhia ampliou sua área de plantio para 320 mil hectares, um crescimento de 17% nos últimos 12 meses. Segundo o CFO, a expansão funciona como uma proteção operacional contra eventos climáticos adversos, ao oferecer mais flexibilidade para preservar a qualidade das sementes mesmo diante de condições meteorológicas desfavoráveis.

“A gente vem trabalhando na companhia para aumentar cada vez mais a nossa área de plantio, porque o nosso cliente realmente quer cada vez mais qualidade”, afirmou.

Apesar de operar a aproximadamente 90% da capacidade instalada, de 280 mil big bags, a Boa Safra registrou o menor índice de perdas por problemas de qualidade de sua história. Marques atribuiu o resultado a uma seleção mais criteriosa dos campos, com o descarte de áreas afetadas pelo excesso de chuva durante a colheita.

No ciclo anterior, a companhia produziu cerca de 305 mil big bags, mas vendeu apenas 215 mil. O excedente, de quase 30% da produção, precisou ser comercializado como grão, prejudicando os resultados. “Esse ano a gente foi muito mais criterioso”, afirmou o executivo, que projetou um resultado operacional “muito melhor do que a gente teve no ano passado”.

Números Falam

O programa Números Falam é uma produção do NeoFeed com a CNN Brasil e é apresentado por Márcio Kroehn. Acompanhe os episódios inéditos, quinzenalmente, às 19h45, no CNN Money.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Boa Safra aprova programa para recomprar até 2,9 milhões de ações

A Boa Safra Sementes aprovou um novo programa de recompra de ações que poderá abranger até 2,89 milhões de papéis ordinários da companhia. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração nesta terça-feira (27), com início das operações previsto para 15 de novembro de 2026.

Segundo comunicado, a quantidade máxima autorizada corresponde a 2,04% das ações totais emitidas pela empresa e a 5% dos papéis em circulação no mercado.

O quinto programa de recompra da companhia terá duração de até 12 meses, com prazo para liquidação das operações até 15 de novembro de 2027. As aquisições serão realizadas na B3, a preços de mercado, com intermediação da XP Investimentos.

Segundo a Boa Safra, a recompra poderá contribuir para aumentar o retorno dos acionistas por meio de dividendos e juros sobre capital próprio por ação, uma vez que os papéis mantidos em tesouraria não têm direito ao recebimento desses proventos.

A empresa também aponta a possibilidade de aumento da participação percentual dos acionistas caso as ações recompradas sejam posteriormente canceladas. O objetivo é maximizar a geração de valor para os acionistas por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital.

As ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria para posterior cancelamento, alienação ou utilização em programas de remuneração baseada em ações destinadas a administradores, entre outras finalidades permitidas pela legislação.

El Niño pode mudar cenário da produção de leite e pressionar preços

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Produção de milho na Argentina pode subir com efeitos do El Niño

A Argentina deve colher 62 milhões de toneladas métricas ​de milho na safra de 2026/27, ​informou o adido do USDA em Buenos Aires (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A previsão não oficial contida no relatório do adido, e divulgado pelo Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA, supera a última projeção oficial ⁠do Departamento norte-americano: de 55 ​milhões de toneladas para a safra argentina de ​milho de 2026-27. Alta de 7 milhões de toneladas.

“Com as previsões apontando para um forte ⁠fenômeno El Niño e os ⁠atuais níveis de umidade do solo abundantes na ​maioria ‌das regiões de cultivo, os agricultores estão aumentando a ⁠proporção de milho plantado precocemente em relação ao plantado tardiamente”, afirma o relatório.

“Em condições climáticas normais na principal região produtora de ‌milho, ⁠o milho plantado ‌mais cedo geralmente produz mais do que o plantado mais tarde”, acrescentou.

O relatório projetou as exportações argentinas de milho ⁠para 2026/27 em 43 milhões ⁠de toneladas, acima da previsão oficial do USDA de 38 milhões de ‌toneladas.

O adido estimou ainda a produção argentina de trigo para 2026-27 em 23 milhões de toneladas, acima da previsão oficial do USDA de 21,5 milhões de toneladas.

No entanto, “com grande ‌parte da colheita (de trigo) ainda por vir, os contatos do setor estão cada vez mais preocupados com a ⁠possibilidade de um fenômeno El Niño excepcionalmente forte trazer condições climáticas desfavoráveis e atrapalhar a colheita”, afirmou o relatório.

O adido ​previu que as exportações argentinas de trigo em 2026-27 serão ​de 17 milhões de toneladas, acima da estimativa oficial do USDA de 16 milhões de toneladas.

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