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Wall Street cai após receita da Alphabet reacender temores com IA

As ações nos ​EUA caíram nesta quinta-feira (29) com os investidores reavaliando os gastos maciços das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial, enquanto assimilavam resultados financeiros de grande repercussão e dados ⁠cruciais sobre ​a inflação, um dia após o ​Fed (Federal Reserve) manter as taxas de juros ⁠dos EUA inalteradas.

Todos os ⁠três principais índices acionários dos ​EUA ‌perderam terreno, com o Nasdaq, de ⁠forte presença tecnológica, registrando a maior queda após a divulgação, na noite de quarta-feira, dos ‌resultados trimestrais ⁠decepcionantes ‌da Alphabet .

Em contrapartida, o Russell 2000, de pequenas capitalizações, registrou um sólido avanço.

As ações ⁠do setor de ⁠chips interromperam sua sequência de quatro dias de ganhos, à ‌medida que os investidores procuravam distinguir entre empresas capazes de financiar suas altas ambições em IA e aquelas que queimam caixa ‌e recorrem a empréstimos para alcançar seus objetivos.

De acordo com dados preliminares, o ⁠S&P 500 perdeu 0,31%, fechando em 7.721,02 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 1,36%, ​para 26.188,08 pontos. O Dow Jones Industrial ​Average caiu 0,25%, para 52.345,80 pontos.

 

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Exportação de frango do Brasil segue otimista após caso de Newcastle

As perspectivas para as exportações brasileiras de carne de frango seguem favoráveis apesar de ​um terceiro registro de Doença de Newcastle em Santa ​Catarina, considerando que os focos estão todos em uma mesma área e desde que o problema não se espalhe para outras regiões, avaliou um especialista do Rabobank nesta quarta-feira.

Na véspera, o Ministério da Agricultura reportou o terceiro caso da doença viral altamente contagiosa entre aves de Santa Catarina, segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, maior exportador global do produto.

As três cidades ⁠com registro da doença — Nova Itaberaba, ​Coronel Freitas e Nova Erechim — em granjas de perus estão situadas dentro de ​um raio de aproximadamente 20 km, destacou o Rabobank, citando que importantes importadores declaram embargos ⁠a importações somente da região atingida, o que ⁠minimiza impactos para as exportações do país.

“Na minha avaliação, as perspectivas permanecem ​otimistas, ‌uma vez que os acordos de regionalização devem evitar interrupções significativas nos embarques”, disse o especialista ⁠Wagner Yanaguizawa, em avaliação do banco compartilhada com a Reuters.

Ele comentou que os dados preliminares de exportação de outubro, referentes às quatro primeiras semanas, indicam que os embarques diários médios cresceram 15% em relação ‌ao ⁠mesmo período do ‌ano anterior, apesar de o setor estar lidando com a situação desde 18 de outubro, data de detecção do primeiro foco. Desde então, surgiram anúncios de embargos ao produto do país.

“As exportações ⁠podem enfrentar certa pressão inicial, mas é improvável que ⁠isso persista por muito tempo, desde que não surjam novos casos em áreas mais distantes do foco inicial”, acrescentou ‌Yanaguizawa.

O especialista notou ainda que o sistema preventivo brasileiro dá mostras de que está funcionando bem, já que a detecção do vírus aconteceu antes do surgimento de sintomas nas aves, por meio de um monitoramento ativo.

“Após a confirmação do primeiro caso, em 18 de outubro, o ‌segundo e o terceiro focos foram identificados por meio de uma vigilância intensificada, e não pelo surgimento de sinais clínicos evidentes da doença”, declarou.

Até o momento, apenas o México e a ⁠Malásia impuseram proibições em nível nacional ao frango do Brasil, enquanto China, Chile, Rússia restringiram as compras apenas do Estado de Santa Catarina, segundo Rabobank, com base em dados do governo.

Arábia Saudita, ​Emirados Árabes Unidos, Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Reino Unido, Argentina, África do Sul, Egito, Canadá, Turquia ​e Vietnã estão entre os mercados mais relevantes que aceitaram a regionalização em nível municipal, destacou.

O setor normalmente utiliza a estratégia de redirecionar seus embarques a partir de áreas não incluídas nos embargos sanitários, o que minimiza perdas.

Entenda por que os EUA isentaram a carne bovina brasileira do tarifaço

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BC diz que estuda adoção de medidas para crédito de maior risco

O Banco Central estuda ​adotar medidas macroprudenciais ​voltadas a segmentos de crédito de maior risco, afirmou a autoridade monetária em relatório divulgado nesta terça-feira (27), acrescentando que o objetivo é reduzir o superendividamento ⁠e fortalecer ​a sustentabilidade do crédito e ​a resiliência do sistema financeiro ⁠nacional.

Em seu Relatório de ⁠Estabilidade Financeira, uma publicação semestral, ​o ‌BC apontou que pesquisa da ⁠autarquia indica que a crescente digitalização dos serviços financeiros tem ampliado significativamente a ‌exposição ⁠de consumidores ‌de menor renda a ofertas, contribuindo para intensificar o endividamento.

O presidente ⁠do BC, Gabriel ⁠Galípolo, tem destacado a preocupação com os níveis ‌de endividamento no país, ressaltando a importância da promoção do uso responsável dos instrumentos de crédito e ‌do devido provisionamento por parte dos bancos.

Na semana passada, o BC aprovou ⁠três resoluções sobre as responsabilidades de instituições financeiras na oferta e ​concessão de crédito, com novas salvaguardas ​contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação.

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