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A maior riqueza: a família não como casa, mas como lar…

…Antony Matheus dos Santos, futebolista, de 26 anos, ponta direita, sendo canhoto, 1,72 m, a representar o Betis de Sevilha, protagonizou um bonito episódio, ao evidenciar a relação que tem com a família, ao ponto de o podermos classificar como jogando como poucos e amando – a família – como os melhores.

A sua casa foi assaltada no decorrer do jogo que opôs a sua equipa ao FCPorto, com uma difícil mas saborosa vitória da sua equipa por 3-2 para a Liga dos Campeões, como ele nos retrata: “A minha casa foi roubada numa noite que tinha tudo para ser brilhante. O que mais me revolta não é apenas a perda de material, mas a sensação de insegurança dentro do lugar onde deveríamos sentir-nos mais protegidos”, não sem que antes não deixasse uma mensagem de esperança perante o sucedido: “Tudo aquilo que perdemos [uma grande perda material, confessou], podemos conquistar novamente. Os sonhos permanecem e a vontade de vencer segue intacta”, frisou com veemência o brasileiro, que se estreou como profissional em 2018, foi campeão e craque da Copinha em 2019, tendo sido contratado pelo Manchester United com a transferência bombástica de 95M+5M€ de bónus em Agosto de 2022.

De notar que a sua casa foi assaltada, enquanto ele estava em campo no Estádio de la Cartuja, só tomando conhecimento do ocorrido no final do jogo. Vítima do mesmo ‘modus operandi’ que já tocou a outros craques, como Lamine Yamal, Benzema e outros, entram sabendo que os jogadores estão longe das residências.

E nesta referência a Antony: “Jogando como poucos e amando como os melhores”, importará sublinhar o estado de espírito revelado pelo ser humano: “Não existe bem material no Mundo que seja mais valioso do que a vida e o bem-estar da minha família (…). A nossa maior riqueza nunca esteve nos objetos dentro de casa, mas nas pessoas que fazem dela um lar”, para, em remate final, não com um, mas com os dois, talvez mesmo que de corpo e mente inteiros: “A minha maior conquista será sempre a minha família”.

Numa alusão final, a de que quanto é de saudar e aplaudir quando se descobre que a maior riqueza não é a de quando se ganha, é a que nos faz voltar a casa, ao lar!

Uma vez mais, as tais ‘coisas’ da ‘coisa desportiva’ e… não só!

*Embaixador para a Ética no Desporto, uma vez, Embaixador para sempre

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Duas moedas de um mesmo mealheiro: ódio e o futebol-negócio…

…Verdade que um pouco em sentido figurado, mas sempre adiantaremos que o combate ao discurso de ódio e o futebol-negócio, digamos que poderão resultar em moedas de um mesmo mealheiro, pois que uma poderá dar para lavar a imagem, enquanto a outra para encher o bolso.

Situemo-nos, então: apelando ao reforço do combate ao discurso de ódio no desporto, procurando uma estratégia coordenada que envolva autoridades públicas, organizações desportivas, plataformas digitais e sociedade civil, a Comissão Europeia, na sequência de um relatório elaborado por um grupo de peritos dos Estados-Membros, no âmbito do Plano de Trabalho da União Europeia para o Desporto 2024-2027, pretende-se alertar para a crescente dimensão do fenómeno que já ultrapassa os recintos desportivos e encontra nas redes sociais um quase desmesurado espaço de propagação, afetando atletas, dirigentes, árbitros e adeptos.

Convenhamos que, nesta anunciada luta, talvez que ela funcione mais em jeito de ‘verniz ético’… que a indústria precisa para se vender à UEFA/FIFA, a patrocinadores e, em algumas circunstâncias, até a tribunais. A procurar identificar-se como ‘selo de garantia’, como que a fidelizar os direitos televisivos, a aquisição de fundos europeus, inclusivé ‘credibilizando’… o fair-play financeiro.

Tomemos como exemplo, e já no futebol-negócio, um determinado jogador avaliado em 20 milhões, ele não valerá pela quantidade de assistências ou pelo saltos que dá, antes pela cláusula contratual, pois que ontem constituía-se como projeto, hoje tem empresário.

Vezes quantas a hipocrisia nos bate à porta, observando-se nas camisolas “No to Racism”, ao mesmo tempo que se compram e vendem – palavras duras, é certo – pretos imigrantes como ativos.

Não corresponderá a que quem define o ódio, define quem pode jogar, e falar e cobrar?! Posto isto, em linguagem crua, mas a ‘do terreno’, será luta contra o ódio ou antes gestão do negócio do ódio, em jeito do ódio útil vende bilhetes, enquanto o inútil leva processo…?!

O futebol português sairá esta semana dos estádios. Não para outro relvado, de relva natural ou sintética, mas para a realização da Arena Liga Portugal, onde a primeira feira da indústria do (mal) denominado deporto-rei nos irá mostrar que, para além dos remates e dos golos, existem centenas de milhões de euros em jogo, afirmando-se, em jeito de slogan: “Onde o futebol potencia o seu negócio”. Também é anunciado ser “um ecossistema que vai muito além dos jogadores”.

Como bom seria que não valesse exclusivamente como preço, protegendo a imagem do negócio, antes, e primeiro que tudo, o atleta como pessoa!

Uma vez mais, as tais ‘coisas’ da ‘coisa desportiva’ e… não só“!

*Embaixador para a Ética no Desporto, uma vez, Embaixador para sempre

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