❌

Reading view

Poucas horas para renunciar: como os generais de Getúlio Vargas puseram fim a 15 anos de Estado Novo

Getúlio Vargas (1882-1954) ocupa um capítulo importante na política brasileira no século 20, sendo estudado em livros de história na escola. Após 15 anos no poder, foi deposto pelo próprio ministério em 29 de outubro de 1945, em um movimento que pôs fim ao Estado Novo (1937-1945).

Os articuladores do golpe militar foram os generais Eurico Gaspar Dutra – ex-ministro da Guerra, que viria a assumir a presidência em 31 de janeiro de 1946, ficando no posto até a mesma data de 1951 – e o então ministro da Guerra Góis Monteiro, dois de seus homens de confiança do gabinete. Eles não gostaram da nomeação polêmica do irmão dele, Benjamin Vargas, para a Chefia de Polícia do Rio de Janeiro, então capital federal.

O que aconteceu?

Na época, Vargas vinha prometendo eleições e ensaiando uma transição controlada após 15 anos ininterruptos no comando do país. No entanto, para conter os protestos e o movimento “Queremista” (que pedia sua permanência no poder), Getúlio exonerou o chefe da Polícia Federal do Distrito Federal, João Alberto Lins de Barros, e nomeou para o cargo o próprio irmão, Benjamin Vargas, apelidado de “Bejo”.

A escolha foi interpretada pela cúpula das Forças Armadas e pela oposição como uma manobra para perpetuar o regime ou dar um novo golpe de estado. A reação dos generais foi imediata, enviando um ultimato ao presidente: renunciar ou ser deposto pelas armas.

Sem apoio militar e disposto a evitar um derramamento de sangue, Getúlio concordou em assinar a renúncia naquela mesma tarde, afastando-se do cargo, abrindo caminho para a redemocratização e voltando para São Borja, no Rio Grande do Sul, sua terra natal. Com a deposição em 29 de outubro, todos os quadros com a foto dele como presidente foram removidos das paredes das repartições da noite para o dia.

Discrição

Apesar de terem comandado o golpe, os militares preferiram manter as aparências institucionais para garantir uma transição pacífica e, ao invés de assumirem a presidência imediatamente, o então presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro José Linhares, ocupou o cargo interinamente, até a posse de Dutra, em janeiro do ano seguinte.

Vargas manteve-se recolhido em sua cidade, preparando o terreno para o retorno por vias democráticas, na eleição de 1950, ficando no cargo até o suicídio, em 1954.

  •  

Comida de lado e rascunho na mesa: como um jantar improvisado acabou com 600 anos do Império Otomano e criou a Turquia em 24 horas

Há 104 anos, o Império Otomano sofria sua derrocada, sendo extinto em 1º de novembro de 1922, e a República da Turquia só foi proclamada no dia 29 de outubro de 1923. A decisão de mudar a forma de governar o país surgiu em um jantar improvisado na véspera e provocou uma correria nos bastidores para correr com os trâmites nas 24 horas seguintes.

Com o término do Império após 600 anos e o fim da Guerra de Independência, a Turquia passou a ser governada por um parlamento, sem uma forma de governo claramente definida. O líder militar Mustafa Kemal Atatürk resolveu que era hora de por um fim a esse impasse e reuniu um pequeno grupo de aliados, entre comandantes e deputados, para jantar no Palácio de Çankaya, em Ancara, na noite de 28 de outubro de 1923.

O menu pensado para a ocasião foi sopa tarhana (feita à base de grãos e iogurte fermentado), marmarina (à base de espinafre, queijo e ovos), Saray kebab (carne assada com vegetais e especiarias) e helva-i hakani (doce tradicional feito com farinha, amido, leite, manteiga e mel/açúcar, servido historicamente em grandes celebrações otomana).

A decisão

No meio da conversa, anunciou, pegando a maioria de surpresa: “Efendiler, yarın Cumhuriyeti ilan edeceğiz!” (“Senhores, amanhã proclamaremos a República!”), disse. Os registros históricos não contam em que tom a frase foi dita mas, ao perceber a animação dos convidados com a novidade, Atatürk decidiu: “Deixemos a comida de lado!”, iniciando uma corrida contra o tempo para fazer tudo o mais rápido possível.

Os pratos foram afastados, transformando a mesa de jantar em uma mesa de trabalho. Ele e o aliado İsmet İnönü rascunharam a emenda constitucional que mudaria a estrutura política do país. Na tarde do dia seguinte, o texto foi apresentado ao parlamento e aprovado sob aplausos, elegendo Atatürk como o primeiro presidente da República da Turquia.

Filme sobre o caso

Lançado em 2023, o filme “Son Akşam Yemeği” (“A Última Ceia”) retrata os eventos que se desenrolaram na cozinha e na sala de jantar do Palácio de Çankaya na noite de 28 de outubro de 1923, a ideia da República finalmente tomou forma.

 

  •  

Personagem de “Os Simpsons” volta a falar após 9 anos; por que ficou todo esse tempo sem voz?

Apu Nahasapeemapetilon, personagem indiano de “Os Simpsons”, voltou a falar após 9 anos sem diálogos nos episódios do desenho. Não se ouvia a voz dono da rede de lojas de conveniência Kwik-E-Mart desde o episódio “Os Serfsons” , de 2017.

Apresentado pela primeira vez em 1997, no episódio “Conversa Fiada”, na 8ª temporada, Apu representava o estereótipo de asiáticos donos de mercadinhos nos Estados Unidos. Fiel à religião hindu, vegetariano e com oito filhos, costumava vender produtos que tinham passado da data de vencimento.

Críticas e sumiço

As críticas à forma que ele era retratado na série vinham aumentando e, no documentário “The Problem With Apu” (“O Problema com Apu”, em tradução livre), de 2017, Hari Kondabolu levantou os estereótipos racistas, apontando que chamar alguém de ‘Apu’, em alguns lugares, virou uma espécie de ofensa racial. Tudo isso fez com que, a partir daí, desaparecesse da série.

Em 2020, Azaria se manifestou, revelando que não dublaria mais a personagem. “Tudo o que combinamos é que eu não farei mais a voz. Tomamos a decisão juntos. Todos concordamos. Todos sentimos que é a coisa certa a fazer e estamos bem com isso”, explicou, na ocasião.

No ano seguinte, o ator se desculpou por ter aceitado dublar Apu da forma que fez por todos aqueles anos. “Uma parte de mim sente que preciso ir até cada indiano neste país e pedir desculpas pessoalmente. Às vezes faço isso, quando esse assunto surge”.

Agora, Apu tem novo dublador: o ator Sunil Malhotra, que nasceu em Nova Deli, na Índia, e vive nos Estados Unidos. A esposa, Manjula, é interpretada por Janina Gavankar, descendente de indianos.

Malhotra disse à revista “Variety” que quis conhecer pessoalmente produtor executivo Matt Selman e o co-produtor executivo Cesar Mazariegos, e aceitou dubla-lo após os dois se comprometerem a evitar estereótipos. “Foi o início de uma experiência profundamente colaborativa. Espero que satisfaça os fãs de longa data de ‘Os Simpsons‘ e outras crianças do sudeste asiático que, como eu, pararam de assistir a série em algum ponto pelo caminho”, espera.

Selman também comentou à publicação o retorno de Apu. “Adoramos essa personagem e queríamos trazer de volta de uma forma inteligente, ao estilo dos Simpsons, que permitisse sua evolução”.

O episódio

Em “A Vingança”, episódio especial de Halloween exibido no último dia 18 nos Estados Unidos, uma figura mascarada busca se vingar dos habitantes de Springfield. Ap tirar o capacete, é Apu, explicando que passou os últimos anos abandonado na Ilha do Lixo Esquecido. “Eu sou o homem que vocês deixaram para morrer. Eu sou aquele que vocês fingiram que nunca existiu! Teria sido tão fácil me trazer de volta”, dispara.

Marge tenta impedi-lo de destruir a cidade. “Apu, sentimos muito por termos te deixado para morrer. Acredite, queríamos fazer a coisa certa”, diz, para acalma-lo. “Mas estávamos com tanto medo e simplesmente não sabíamos o que fazer”, complementa Bart.  No fim, Apu percebe que tudo não passou de um sonho e é convidado para a festa de Halloween dos Simpsons.

Assista ao retorno de Apu falando em “Os Simpsons”:

 

Série “Os Simpsons” previu a final entre México e Portugal? Entenda

  •  

A cauda que salvou vidas: como 9 pessoas sobreviveram à queda de um Boeing que matou 96 pessoas em 76 segundos

Uma tragédia que marcou a aviação civil da Nigéria completa 20 anos nesta quinta-feira: em 29 de outubro de 2006, o Boeing 737-200 decolou do Aeroporto Internacional Nnamdi Azikiwe, em Abuja, para o voo 53 da ADC Airlines, mas caiu pouquíssimo tempo depois, matando 96 pessoas – entre elas autoridades políticas – e deixando apenas nove sobreviventes.

A repercussão do episódio na época mudou as diretrizes de segurança de voo e treinamento de pilotos na Nigéria, que passaram a ser mais rigorosos após a reação ao caso.

O que aconteceu?

O voo ADC 53 saiu de Calabar, fez uma escala em Lagos e pousou na capital federal, Abuja, por volta das 10h20 (horário local) do dia 29 de outubro de 2006, antes de ir para seu destino final, Sokoto, no extremo norte da Nigéria. Por volta das 11h14, a tripulação solicitou autorização para dar partida aos motores, apesar da forte instabilidade meteorológica, com tempestades de rápida formação sobre a região do aeroporto.

O capitão Charles Kolawole Atanda e o Primeiro Oficial Celestine Okonneh ignoraram os avisos da torre de controle de Abuja sobre as rajadas de vento e pediram autorização imediata de decolagem na Pista 22. Demorou apenas 76 segundos, após sair do solo e atingir aproximadamente 1.000 pés de altitude, para o avião entrar em uma nuvem de tempestade e perder sustentação.

A asa esquerda colidiu com a copa de uma árvore e a aeronave despencou em alta velocidade em um campo agrícola, explodindo no impacto. As partes dianteira e central da fuselagem ficaram destruídas, mas a cauda do avião partiu-se e permaneceu quase intacta.

Mortos e feridos

Eram 105 ocupantes. Entre os 100 passageiros estavam figuras que vinham ganhando notoriedade na sociedade nigeriana, como o Sultão de Sokoto, Muhammadu Maccido (considerado na época a maior autoridade muçulmana da região), senadores, diplomatas e três filhas do então governador do estado de Kogi, Ibrahim Idris.

Apenas nove pessoas acomodadas no fundo do avião sobreviveram: uma comissária de bordo e oito passageiros – entre eles as três filhas do governador. Todos saíram do acidente apenas com ferimentos leves.

Investigações

acidente ADC 53 nigéria
Parte traseira do avião ficou quase intacta, e nove pessoas sobreviveram à tragédia do ADC 53 na Nigéria, em 2006 • Reprodução/Youtube

As investigações foram conduzidas pelo antigo Bureau de Investigação de Acidentes (AIB, na sigla em inglês) da Nigéria, renomeado atualmente para Gabinete de Investigação de Segurança, com ajuda do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) dos Estados Unidos.

A perícia concluiu que houve “erro do piloto e fenômeno meteorológico adverso”: ao atravessar a tempestade, o avião sofreu uma microexplosão descendente (que acontece quando uma coluna de ar extremamente densa e fria despenca de uma nuvem de tempestade em alta velocidade), perdendo repentinamente a sustentação do ar.

Além disso, o “nariz” da aeronave ficou excessivamente para cima, na tentativa de ganhar altitude, interrompendo o fluxo de ar para os motores Pratt & Whitney JT8D-15. O erro primário, no entanto, foi a decisão dos pilotos em decolar em condições perigosas e desfavoráveis, contrariando avisos explícitos e procedimentos padrão.

O relatório apontou ainda que o radar primário do aeroporto de Abuja estava desligado no momento do acidente, atrasando por alguns minutos a localização exata dos destroços pelas equipes de resgate. Havia irregularidades ainda na licença de voo do primeiro oficial.

Melhorias

A tragédia do Voo 53 repercutiu, gerando comoção nacional e uma onda de protestos no país sem precedentes. Entre 1995 e 2006, foram mais de 500 mortos em acidentes aéreos na Nigéria.

Para dar uma resposta, o então presidente Olusegun Obasanjo exonerou e remanejou o Ministro da Aviação, Babalola Borishade, ordenando uma varredura completa nas companhias aéreas. A ADC Airlines teve sua licença operacional suspensa por tempo indeterminado e encerrou definitivamente suas atividades em 2007.

Além disso, passou a ser obrigatório para todos os pilotos comerciais do país o treinamento periódico de procedimentos de reconhecimento e recuperação de windshear (mudança brusca na direção ou na velocidade do vento em uma curta distância ou intervalo de tempo) em simuladores de voo. Desde então, a Nigéria reduziu radicalmente seus índices de acidentes na aviação comercial.

  •  

De sarcófago a joia funerária: exposição com mais de 900 relíquias de dinastia que deu origem à República Tcheca ultrapassa meio milhão de visitantes

Mais de 900 relíquias da dinastia Premíslida, que deu origem à República Tcheca, foram reunidas em uma exposição, despertando a curiosidade de mais de 500 mil pessoas que foram ao Museu Nacional de Praga ver de perto objetos históricos dos tempos da Boêmia medieval e da Morávia, do final do século VIII ao início do século XIV, que estavam espalhados por quase 70 instituições.

A mostra, montada em quatro salas no piso térreo do Edifício Histórico, trouxe a narrativa de poder, ambição, conflitos familiares e um mundo em transformação, acompanhando a vida de príncipes e reis desde os primórdios lendários até o declínio da dinastia – e como isso teve influência nas terras checas e na Europa da época.

História revisitada

sarcófago exposição museu nacional de praga
Sarcófago está entre as relíquias de exposição no Museu Nacional de Praga • Museu Nacional de Praga/Divulgação

Os visitantes tiveram acesso ao sarcófago românico de São Longino, que provavelmente abrigou o corpo de um monarca – e foi exibido pela primeira vez fora de Vyšehrad; a Coroa Real de Środa Śląska, tecidos do túmulo de Santa Ludmila; as joias funerárias de Přemysl Otakar II; e o anel pessoal do antecessor, Přemysl Otakar I, que conseguiu estabelecer o título real hereditário e consolidar a posição das terras checas no complexo cenário da política europeia.

Religião, o surgimento de assentamentos e cidades fortificadas, o comércio, o artesanato, a arte e o conhecimento levam o espectador para o dia a dia da época através de joias, objetos litúrgicos, armas, moedas e tesouros monetários, livros e outras peças que documentam a transformação da sociedade.  A coroa, o cetro e o orbe de Premisl II Otakar estão entre as peças mais impressionantes da exposição.

Iluminuras medievais e pinturas românicas da Rotunda de Znojmo, achados arqueológicos de fortificações Pemíslidas, o conflito entre Santa Ludmila e a nora Drahomíra e objetos litúrgicos do destino mortal do Príncipe Venceslau por conta de uma luta política fizeram parte do acervo, que ficou aberto à visitação de 24 de abril até o último dia 15 no Museu Nacional de Praga.

Instituto Butantan encontra objetos históricos durante obras em parque

 

  •  

Ela resistiu por mais de 100 anos suspensa no ar: pedra de 80 toneladas despenca sobre passarela em parque e força fechamento até 2027

Imagina estar passeando em um parque quando, de repente, uma pedra de 80 toneladas despenca sobre a passarela. Foi o que aconteceu no último dia 18 no Polar Caves, em Rumney, no estado de New Hampshire, nos Estados Unidos.

A rocha estava há mais de um século no parque, que desde 1922 atrai turistas por conta das cavernas e grandes blocos de granito formados há 50 mil anos, quando uma geleira continental se deslocou, e tinha até nome, Mysterious Hanging Boulder (“Rocha Suspensa Misteriosa”, em tradução livre).

Susto

O desabamento aconteceu no último dia da temporada e, de acordo com a administração do parque, ninguém se feriu. Agora, o local será avaliado durante o período de baixa temporada, antes de ser reaberto. A teoria é que a infiltração de água nas fissuras e a exposição à chuva, vento e temperaturas variantes durante todo esse período tenham contribuído para a queda.

Posição inusitada

Em posição incomum, a rocha ficava apoiada em três pontos da parede de granito, com 75% de sua estrutura em cima da passagem. O ponto, no qual os turistas passavam por baixo, era um dos mais fotografados do local. O desabamento quebrou o corrimão e interditou o acesso ao restante da trilha.

Ao todo, o parque possui nove cavernas no meio das rochas, formando trilhas naturais – além de um labirinto de pedra e área com animais. A expectativa é reabrir apenas em 2027.

Saiba qual é a pedra regente de 2026 e como usar o cristal para proteção

  •  

Já usou o telefone do vento? Criado no Japão, ideia se espalhou pelo mundo e existe um no Brasil; saiba para que serve

Uma ideia para amenizar o luto de quem sentia o desejo de conversar com um parente ou amigo que já morreu surgiu no Japão e se espalhou pelo mundo: o telefone do vento. A invenção, que não precisa de tecnologia para funcionar, virou até tema de filme.

Em 2010, Itaru Sasaki construiu em seu quintal em Ōtsuchi, na província de Iwate, no Japão, uma cabine desligada da rede de telefonia para “falar” com um primo que havia morrido. Em 2011, o tsunami que atingiu a cidade fez um terço da população – por volta de 19 mil pessoas – morrer ou desaparecer. Os sobreviventes passaram a ir até a cabine dele para contar aos que se foram, através do telefone, o quanto sentiam sua falta e como estava a vida.

Conforto lúdico

Todos sabiam que o aparelho não estava ligado, mas encararam o gesto como uma forma de desabafar e deixar que o vento levasse a mensagem. A iniciativa foi replicada nos Estados Unidos (onde há 428 unidades), Canadá (129) e 58 em diversos países pelo mundo – totalizando pelo menos 615 cabines como essa espalhadas em meio a natureza, como montanhas, praias e florestas, muitas vezes com bancos ou caixas de madeira para apoio.

Existe um telefone do vento no Brasil, segundo o site “My Wind Phone“, que mapeia os lugares em que podem ser encontrados. Fica em Hidrolândia (GO), a cerca de 35 Km de Goiânia.

Da realidade para o cinema

O tema chamou tanto a atenção que virou enredo do filme argentino “Risa e o Telefone do Vento” (2025), ambientado na Patagônia e disponível na Netflix. Na história, a protagonista é uma menina de dez anos que perde o pai e encontra uma cabine telefônica com poderes mágicos, permitindo conversar com pessoas que já morreram.

Assista ao trailer de “Risa e o Telefone de Vento”:

Veja o telefone de vento que fica no Brasil:

 

Como enfrentar os desafios do mundo? Talvez valha olhar para o Japão

 

  •  

Pintura que Van Gogh fez dois meses antes de morrer e passou os últimos 60 anos escondida pode custar até R$ 900 milhões em leilão

Uma das últimas obras da vida de Vincent Van Gogh (1853-1890), que não foi exposta nos últimos 60 anos, será leiloada em Nova York, nos Estados Unidos. A expectativa é de que os lances para a tela Châtaigniers en fleurs (Castanheiras em flor, em tradução livre), cheguem a US$ 180 milhões (R$ 896 milhões na cotação atual).

A pintura, exposta em Hong Kong no último dia 13 após décadas fazendo parte do acervo de 12 obras dos colecionadores argentinos Nelly Arrieta de Blaquier e Carlos Pedro Blaquier, retrata uma castanheira florida, com um homem – que se assemelha ao autor – caminhando sozinho diante de três mulheres.

Criação

Criada em 1890 na vila francesa de Auvers-sur-Oise durante os dois últimos meses de vida do artista holandês após sua saída do hospital psiquiátrico de Saint-Rémy, a Châtaigniers en fleurs é considerada uma das “mais expressivas e esperançosas desta fase final de sua carreira”, afirma o vice-presidente da casa de leilões Sotheby’s, Scott Niichel, levando em conta as cerca de 70 criações dessa fase.

“Esse frenesi na aplicação da tinta sugere que ele ainda tinha muito a oferecer e que estava com pressa de colocar tudo na tela”, avalia, referindo-se espessura das camadas de tinta.

Recorde

O leilão está marcado para 18 de novembro na Sotheby’s, em Nova York. Se atingido, o valor será recorde para obras de Van Gogh, que morreu aos 37 anos, após um tiro no  peito – o quadro mais caro vendido até agora foi “Pomar de Ciprestes”, arrematado por US$ 117,2 milhões em 2022 (por volta de R$ 583 milhões em valores atuais).

Autorretrato de Van Gogh é descoberto atrás de outra pintura

 

  •  

Como engolir pedras de propósito ajuda jacarés e crocodilos a viverem melhor

Jacarés e crocodilos têm uma alimentação bem variada, devorando peixes, tartarugas, pássaros, cobras, moluscos, insetos, pequenos mamíferos que estejam dando sopa na água e até humanos – embora sejam casos raros. No entanto, um comportamento intrigava os cientistas: por que eles engolem pedras?

A crença inicial era de que elas ajudariam esses animais no processo de digestão, ou iam parar em seu estômago sem que percebessem. Mas um estudo publicado na revista “Integrative Organismal Biology” revelou que a atitude faz com que os jacarés e crocodilos consigam passar mais tempo debaixo d’água.

As pedras de granito ingeridas equivalem a 2,5% do peso corporal. Com elas no corpo, a duração média dos mergulhos aumentou 88% e a duração máxima, 117%. A hipótese é de que os gastrólitos, como são chamadas, aumentem a densidade mineral óssea e a capacidade pulmonar, permitindo imergir com uma reserva maior de oxigênio.

Vantagem

Como passam a maior parte do dia na água, ficar mais tempo submerso é uma vantagem. Para analisar a teoria, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, levaram 7 jovens jacarés americanos para comparar quanto tempo permaneciam embaixo d’água depois de engolirem um conjunto de pedras pequenas.

Após 42 mergulhos — 21 antes e 21 depois dessa “refeição” – os resultados apareceram em até 35 minutos. Sem pedras, eles conseguiam ficar submersos por, em média, seis minutos – número que passava de 11 minutos com elas dentro de si.

É como se as pedras passassem a exercer a mesma função que um cinto de lastro para os mergulhadores. Com isso, esses animais ficam à espreita, fora da vista de todos, e podem manter a presa debaixo d’água até que ela perca a respiração. Os pesquisadores creem que os jacarés e crocodilos utilizam a técnica há milhões de anos.

Jacaré ou crocodilo?

O maior jacaré encontrado no Brasil é o jacaré-açu, que pode alcançar 5 metros de comprimento. Também vivem no bioma brasileiro os jacarés-do-papo-amarelo, jacaré-coroa e jacaré-anão. Não há crocodilos no Brasil – eles costumam viver na África, na Austrália, sudeste da Ásia, América Central e norte da América do Sul.

E como reconhecer? A diferença física é visível no rosto: jacarés têm focinho arredondado (em formato de U), mais largo e curto, enquanto o do crocodilo é em formato de V, além de ser mais comprido, fino e longo. Jacarés vivem apenas em locais com água doce, enquanto crocodilos se adaptam a água doce ou salgada.

  •  

Vaso sanitário entupido? Truque com item que você tem na cozinha promete resolver sem esforço

Quem nunca foi surpreendido com o entupimento do vaso sanitário? A descarga é dada várias vezes e a água, em vez de descer, sobe ainda mais, gerando desespero. Antes de chamar auxílio profissional ou sair jogando produtos corrosivos no local, você pode tentar resolver com um item que costuma estar disponível na cozinha: plástico filme.

A “mágica” acontece por que, ao selar a entrada do vaso sem deixar brechas de ar na cerâmica, um mecanismo pneumático entra em ação quando a água é liberada pela descarga: com a pressão, o ar preso no interior expande para cima e faz “força” para descer pela única abertura existente, empurrando os resíduos que estavam bloqueando o sifão e a tubulação.

Passo a passo

Antes de tudo, Retire parte do excesso de água ou detritos manualmente com um recipiente descartável – é preciso que haja espaço para a compressão do ar. Seque toda a borda superior da louça, pois a umidade prejudica a fixação e pode causar vazamentos indesejados.

Aplique várias camadas cruzadas do plástico filme para cobrir totalmente a abertura do vaso, deixando-o bem esticado e firme – não pode haver frestas que permitam saída de ar. Espere alguns minutos e dê descarga.

Indicações

A tática, que tem efeito parecido com o do uso de um desentupidor de borracha, promete funcionar para entupimentos causados por massas formadas por papel higiênico, pequenas obstruções causadas por excesso de sujeira ou de sabão no dia a dia, e resíduos orgânicos acumulados na curva do sifão sanitário.

Fazendo assim, o encanamento de PVC fica protegido por mais tempo decorrosão por uso de produtos químicos agressivos que contenham hidróxido de sódio ou ácidos pesados, por exemplo, além de ser uma forma rápida de limpeza e livre dos vapores que poderiam ser liberados por esses produtos, causando mal-estar.

  •  

‘Cara de culpado’ dos cachorros pode dizer mais sobre você do que sobre eles, indica estudo

O “olhar de culpa” que seu cachorro demonstra quando faz algo de errado na verdade pode não ser arrependimento, mas uma reação por você repreendê-lo. É o que aponta um estudo feito pela National Library of Medicine (NLM) após testes com 14 cães domésticos (Canis familiaris) e publicado pela revista “Science Direct”.

Os animais foram gravados na sala de estar das casas em que vivem, tendo de obedecer ou não à ordem de não comer um petisco quando o dono não estava por perto – outros estudos já haviam demonstrado que os cães interpretam a ausência do tutor na sala como um sinal de nível mais baixo de atenção. Dez segundos depois de terem cumprido ou não o pedido, os tutores voltavam.

O que se viu foi que um número maior de animais fez a “cara de culpado” ao ser repreendido pela desobediência, apontando que a reação seria mais uma resposta ao comportamento do dono do que a consciência de ter violado o “código de conduta”.

Dúvida antiga

Os tutores interpretam as evidências comportamentais, ou a aparência externa do animal, como a compreensão e experiência dos bichos. Essa atribuição de características, comportamentos, sentimentos, pensamentos ou formas físicas humanas a seres não humanos é conhecida como antropomorfismo.

O olhar de culpa – reconhecido por quem tem ou não cães -, já é discutido há décadas. Em 1954, o zoólogo e observador do comportamento animal Konrad Lorenz (1903–1989) acreditava que poderia se “presumir com certeza que o cachorro esconde uma consciência culpada” ao cometer alguma transgressão. Uma pesquisa de 2008 com 307 tutores apontou que a maioria acreditava que seus cães sentiam tristeza, alegria, surpresa e medo, entre outras emoções, e que 74% disseram que os animais sentiam culpa.

Entre as atitudes, desviar o olhar, implorar “perdão” oferecendo freneticamente a pata, recuar de forma submissa ou colocar o rabo entre as pernas ou encolher-se costuma ser associado à culpa.

Resultado

A observação do estudo é que esse olhar seria uma resposta dos cães à repreensão, castigo ou à presença de um dono, independentemente de ter obedecido ou desobedecido ao comando, e não uma consciência espontânea de que se comportou de uma maneira “errada” específica.

E como os cães vivem no presente, dar bronca horas depois do que eles fizeram não é eficaz – eles perceberão que você está bravo, mas não conseguirão associar com algo que já aconteceu, gerando ansiedade e sem resolver o problema.

Confira as raças de cachorro mais populares no Brasil

 

  •  
❌