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“Em 1965, a Amália foi lá jantar a casa e eu preparei uma ação de protesto. Quando ela chegou, fui ao gira-discos e pus Beatles a abrir”

No Posto Emissor, David Ferreira, um dos editores discográficos mais importantes da música em Portugal, recordou um episódio que espelhou a rebeldia de uma infância vivida nos anos 60 numa casa onde a música marcava importante presença. O pai, o poeta David Mourão-Ferreira, que Amália cantou, não apoiou, porém, a “ação de protesto”

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“Em 1965, a Amália foi lá jantar a casa e eu preparei uma ação de protesto. Quando ela chegou, fui ao gira-discos e pus Beatles a abrir”

No Posto Emissor, David Ferreira, um dos editores discográficos mais importantes da música em Portugal, recordou um episódio que espelhou a rebeldia de uma infância vivida nos anos 60 numa casa onde a música marcava importante presença. O pai, o poeta David Mourão-Ferreira, que Amália cantou, não apoiou, porém, a “ação de protesto”

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David Ferreira: “O Marco Paulo esteve chumbado na RTP. Houve um mal-entendido e um ‘big boss’ decidiu: ‘este nunca mais cá entra’”

“A nível cultural, a sociedade portuguesa ainda é muito conservadora, ainda tem muito o ‘isso não se faz’. Quem foi um dos maiores cantores portugueses? Foi o Marco Paulo. [Dizem-me:] ‘Não gosto’. Paciência”: David Ferreira, durante várias décadas editor e diretor da EMi-Valentim de Carvalho, recorda a forma como um dos artistas que mais discos venderam na editora era encarado pelo meio cultural e até pelos ‘media’

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David Ferreira: “O Marco Paulo esteve chumbado na RTP. Houve um mal-entendido e um ‘big boss’ decidiu: ‘este nunca mais cá entra’”

“A nível cultural, a sociedade portuguesa ainda é muito conservadora, ainda tem muito o ‘isso não se faz’. Quem foi um dos maiores cantores portugueses? Foi o Marco Paulo. [Dizem-me:] ‘Não gosto’. Paciência”: David Ferreira, durante várias décadas editor e diretor da EMi-Valentim de Carvalho, recorda a forma como um dos artistas que mais discos venderam na editora era encarado pelo meio cultural e até pelos ‘media’

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David Ferreira: “Um presidente da Câmara chamado António Costa vê o problema da habitação, vai para o governo, dizem-lhe para olhar para o Canadá e nada faz”

David Ferreira, antigo editor e diretor da EMI-Valentim de Carvalho, nome indissociável de várias décadas da música em Portugal, é o mais recente convidado do Posto Emissor. Na 300ª edição do podcast da BLITZ, a atualidade não fica à porta: o também filho do poeta David Mourão-Ferreira abordou de forma vincada o problema da habitação: “Sou social-democrata, mas não acredito no socialismo absoluto: deu os gulags. Também não acredito neste capitalismo absoluto, o endeusar da propriedade privada. O que se passa é uma vergonha”

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David Ferreira: “Um presidente da Câmara chamado António Costa vê o problema da habitação, vai para o governo, dizem-lhe para olhar para o Canadá e nada faz”

David Ferreira, antigo editor e diretor da EMI-Valentim de Carvalho, nome indissociável de várias décadas da música em Portugal, é o mais recente convidado do podcast Posto Emissor. Na 300ª edição do podcast da BLITZ, a atualidade não fica à porta: o também filho do poeta David Mourão-Ferreira abordou de forma vincada o problema da habitação: “Sou social-democrata, mas não acredito no socialismo absoluto: deu os gulags. Também não acredito neste capitalismo absoluto, o endeusar da propriedade privada. O que se passa é uma vergonha”

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“Sobrevivência implica agressividade, muitas vezes. Vemo-lo no mundo animal. Infelizmente, estamos nesse ponto”: entrevista a Rita Redshoes

Quase 20 anos depois de iniciar o seu percurso a solo, Rita Redshoes entrega-se às palavras de outras escritoras de canções. No novo álbum, “Fala”, canta Mafalda Veiga, A Garota Não, Amélia Muge ou Cláudia Pascoal. Em entrevista à BLITZ, reflete sobre a “agressividade” dos tempos modernos, os desafios de uma profissão que a faz estar sempre “a começar do zero” e as complexidades da maternidade. Antecipa, também, os concertos no Porto, este sábado, e em Lisboa, na próxima semana

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David Ferreira: “O álbum dos Humanos foi objetivamente boicotado pelas duas grandes rádios: a RFM e a Rádio Comercial”

“O primeiro single, ‘Muda de Vida’, foi logo rejeitado”: David Ferreira, ex-diretor da EMI-Valentim de Carvalho, recorda no Posto Emissor a resistência que em 2004 encontrou ao álbum dos Humanos, no qual Camané, David Fonseca e Manuela Azevedo cantavam inéditos de António Variações

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David Ferreira: “Eu pergunto: ‘sempre fica António Cabeleireiro?’ Ele zanga-se: ‘Sou barbeiro e cabeleireiros de homens é uma possidoneira’”

Na semana em que o Posto Emissor chega ao 300º episódio, convidamos David Ferreira, figura que atravessa a história da edição de música em Portugal. A meio de um ciclo de conferências sobre a obra de Sérgio Godinho no CCB, em Lisboa, recorda o trabalho com António Variações, Amália ou Jorge Palma e um primeiro ordenado pago em LPs. Falamos, também, das manifestações pela habitação, de Milhanas e dos Napa

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Salvador Sobral: “Estivemos das 9 da noite às 4 da manhã a comer moelas frias. No dia seguinte, metem lá outra vez moelas congeladas e tens de as comer”

“Eles têm de congelar para o prato ficar igual de um dia para o outro. Mas que coisa tão horrível. Nunca mais comi moelas”. Salvador Sobral recorda, no Posto Emissor, uma cena difícil do filme “A Providência e a Guitarra”, no qual se estreou como ator

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