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A 28.800 km/h e a 410 milhões de km da Terra: como uma sonda da Nasa encarou um asteroide de perto pela 1ª vez

Uma espaçonave construída para explorar Júpiter acabou fazendo história antes mesmo de chegar ao planeta. Em 29 de outubro de 1991, a sonda americana Galileo, da NASA, realizou a primeira passagem próxima de uma espaçonave por um asteroide, registrando imagens inéditas de Gaspra, localizado entre Marte e Júpiter. O acontecimento completa 35 anos nesta quinta-feira (29).

Durante a aproximação, a Galileo passou a aproximadamente 1.600 quilômetros do centro do asteroide, permitindo observar detalhes de sua superfície que até então não haviam sido registrados tão de perto. O feito marcou uma nova etapa na exploração espacial e ampliou o conhecimento sobre esses corpos rochosos.

Imagens históricas da missão Galileo mostram os asteroides Gaspra e Ida, cujas observações marcaram avanços na exploração espacial da NASA
À esquerda, Gaspra, fotografado em 1991; à direita, Ida, registrado em 1993, com destaque para sua pequena lua Dactyl • NASA/JPL

Encontro entre Galileo e Gaspra

Desenvolvida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, a Galileo foi projetada para investigar Júpiter e suas luas. A missão recebeu o nome do astrônomo italiano Galileu Galilei, que descobriu quatro grandes luas do planeta em 1610. Seu objetivo era estudar Júpiter durante anos, algo que nenhuma espaçonave havia feito até então.

Lançada em 18 de outubro de 1989, a bordo do ônibus espacial Atlantis, a Galileo precisou seguir um caminho diferente do planejado. Após o acidente com o ônibus espacial Challenger, em 1986, a NASA alterou o sistema de lançamento da missão. Sem a propulsão inicialmente prevista para uma viagem mais direta, a espaçonave aproveitou a gravidade de Vênus e da Terra para ganhar velocidade e alcançar Júpiter.

Durante esse percurso, surgiu a oportunidade de observar Gaspra. A NASA ajustou a trajetória da Galileo para permitir a aproximação e, em 1991, a sonda passou pelo asteroide a uma velocidade relativa de aproximadamente 28.800 quilômetros por hora.

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Porém, a missão enfrentava algumas dificuldades técnicas. Meses antes, a antena principal da sonda não havia conseguido se abrir completamente, prejudicando a comunicação com a Terra. Apesar do problema, a Galileo conseguiu armazenar imagens e informações sobre Gaspra, que foram transmitidas posteriormente.

Das primeiras imagens às novas descobertas

Com aproximadamente 20 quilômetros em sua maior dimensão, Gaspra chamou a atenção pelos detalhes registrados durante a aproximação. As fotografias revelaram um asteroide de formato irregular, com crateras espalhadas pela superfície, características que até então não haviam sido observadas de tão perto por uma espaçonave.

Em 14 de novembro de 1991, pouco mais de duas semanas após a aproximação, a NASA divulgou a primeira imagem próxima de um asteroide. A fotografia havia sido captada a cerca de 16.200 quilômetros de Gaspra, aproximadamente 34 minutos antes da maior aproximação. Na época, a Galileo estava a cerca de 410 milhões de quilômetros da Terra.

Dois anos depois, em agosto de 1993, a missão protagonizou outra descoberta ao passar pelo asteroide Ida. Meses após a aproximação, pesquisadores identificaram nas imagens uma pequena lua, posteriormente chamada Dactyl. Foi a primeira identificação confirmada de um satélite natural orbitando um asteroide.

Somente em dezembro de 1995, seis anos após o lançamento, a Galileo chegou a Júpiter, seu principal destino. A missão foi encerrada em setembro de 2003, quando a NASA direcionou a espaçonave para a atmosfera do planeta. Apesar disso, a passagem por Gaspra permanece como um marco da exploração espacial por ter proporcionado as primeiras imagens próximas de um asteroide.

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Há 66 anos, Muhammad Ali enfrentava chefe de polícia aos 18 anos em sua estreia no boxe profissional

Muito antes de se tornar um dos maiores nomes da história do boxe, Muhammad Ali já acumulava conquistas no esporte, apesar da pouca idade. Aos 18 anos, o jovem norte-americano havia conquistado uma medalha de ouro olímpica quando decidiu iniciar a carreira profissional. Sua estreia aconteceu em 29 de outubro de 1960, em Louisville, nos Estados Unidos, cidade onde nasceu, ainda utilizando o nome Cassius Clay.

O primeiro adversário foi Tunney Hunsaker, de 30 anos, que também trabalhava como chefe de polícia. Clay venceu a luta por decisão unânime dos juízes, após seis rounds, e iniciou uma trajetória que o levaria ao título mundial dos pesos-pesados. Sua relação com o boxe, no entanto, havia começado aos 12 anos, depois de um episódio envolvendo o roubo de uma bicicleta.

Como Muhammad Ali começou no boxe?

Cassius Marcellus Clay Jr. cresceu no bairro de West End, em Louisville, no estado do Kentucky. Sua família integrava a classe média negra da região, marcada pela segregação racial nos Estados Unidos. O pai trabalhava como pintor de placas comerciais, enquanto a mãe também realizava serviços domésticos.

O interesse pelo boxe surgiu em 1954, quando Clay teve sua bicicleta roubada durante um evento na cidade. Ao procurar o policial Joe Martin, contou que pretendia enfrentar o responsável pelo furto. Martin, que também ensinava boxe a jovens, sugeriu que ele aprendesse a lutar primeiro. A partir desse encontro, Clay começou a treinar no Columbia Gym, em Louisville.

Nos anos seguintes, participou de competições amadoras e conquistou títulos em torneios como o Golden Gloves. Em setembro de 1960, venceu o polonês Zbigniew Pietrzykowski na final dos meio-pesados dos Jogos Olímpicos de Roma, garantindo a medalha de ouro aos 18 anos. Poucas semanas depois, passou para o boxe profissional.

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Primeira luta profissional

A estreia aconteceu em 29 de outubro de 1960, na Freedom Hall, apenas 54 dias após a conquista olímpica. Seu adversário, Tunney Hunsaker, era chefe de polícia em Fayetteville, na Virgínia Ocidental, e já tinha experiência no boxe profissional. Clay, por sua vez, chegava ao confronto com um histórico de 134 vitórias e sete derrotas em competições amadoras, segundo o Muhammad Ali Center.

Diante de aproximadamente 6,1 mil espectadores, Clay venceu por decisão unânime dos juízes, após seis rounds. Segundo a cobertura publicada pelo jornal norte-americano The Courier-Journal, o jovem utilizou sua velocidade e movimentação para superar Hunsaker, que sofreu ferimentos no nariz e próximo a um dos olhos durante o combate.

A realização da luta em Louisville também estava ligada ao início de sua carreira profissional. Na semana da estreia, Clay havia firmado um contrato com empresários da cidade para financiar sua trajetória no esporte. A arrecadação do evento foi destinada ao Kosair Children’s Hospital, hospital infantil da região. Pelo confronto, recebeu US$ 2 mil, enquanto Hunsaker ganhou US$ 300.

A ascensão de Muhammad Ali na carreira

Após a vitória sobre Hunsaker, Clay acumulou outras 18 vitórias consecutivas e ganhou destaque pela velocidade, movimentação e autoconfiança. Também ficou conhecido pelas provocações aos adversários e pelo hábito de prever os resultados das lutas. Em fevereiro de 1964, aos 22 anos, derrotou Sonny Liston e conquistou seu primeiro título mundial dos pesos-pesados.

Naquele mesmo ano, passou a utilizar o nome “Muhammad Ali”, dado pelo líder religioso Elijah Muhammad, da Nação do Islã. Segundo o próprio boxeador, Muhammad significa “digno de louvor”, enquanto Ali significa “elevado”. Fora dos ringues, destacou-se por suas posições contra a discriminação racial e pela recusa em servir ao Exército dos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã. Ao longo da carreira, conquistou três vezes o título mundial dos pesos-pesados e acumulou 56 vitórias em 61 lutas profissionais.

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Laser mapeia a Amazônia e descobre antigas aldeias ligadas por estradas de até 2 km, mostrando uma ocupação planejada da floresta antes dos europeus

Muito antes da chegada dos europeus à América, a Amazônia já abrigava cidades conectadas por estradas, com praças, moradias e áreas destinadas ao cultivo de alimentos. Vestígios dessas construções, que começaram a surgir há cerca de 2.500 anos, foram identificados no Equador e revelam uma extensa rede de comunidades escondida sob a vegetação.

A descoberta foi detalhada em um estudo publicado na revista Science, em janeiro de 2024, sob a liderança do arqueólogo francês Stéphen Rostain. Para investigar a região, os pesquisadores combinaram escavações realizadas ao longo de décadas com imagens obtidas pela tecnologia LiDAR, que utiliza pulsos de laser para mapear o relevo mesmo em áreas cobertas pela floresta.

O que o laser encontrou na floresta amazônica?

No Vale do Upano, próximo à Cordilheira dos Andes, foram identificadas mais de 6 mil plataformas de terra e pelo menos 15 assentamentos, espalhados por aproximadamente 300 quilômetros quadrados. Muitas plataformas estavam distribuídas ao redor de praças e provavelmente sustentavam construções de madeira.

Entre os achados mais impressionantes estão as estradas que ligavam diferentes comunidades. Algumas eram largas, retas e escavadas no terreno, formando uma rede de caminhos que se estendia por vários quilômetros e facilitava a circulação entre os núcleos habitados.

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Os pesquisadores também encontraram vestígios de terraços agrícolas, campos de cultivo e sistemas de drenagem. Essas estruturas indicam que os moradores adaptavam o terreno às necessidades do cotidiano, combinando espaços de moradia com áreas destinadas à produção de alimentos.

Quem eram os habitantes dessas antigas cidades?

As construções estão associadas principalmente às culturas Kilamope e Upano, que viveram na região em diferentes períodos. De acordo com as análises arqueológicas, a construção das primeiras plataformas começou por volta de 500 a.C., enquanto a ocupação ligada a esses grupos se estendeu até aproximadamente 300 a 600 d.C.

As estradas e a disposição das construções sugerem que os habitantes mantinham relações entre diferentes comunidades. A existência de praças e áreas agrícolas também mostra que havia uma organização dos espaços utilizados para morar, circular e produzir alimentos.

Os vestígios ajudam a reconstruir a história da Amazônia antes da colonização europeia e mostram que populações indígenas já construíam estradas, organizavam comunidades e cultivavam alimentos em áreas da floresta há milhares de anos.

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Creme Nivea e maisena no rosto: para que serve a combinação e quais são seus efeitos na pele

Misturar o tradicional creme Nivea da latinha azul com maisena se tornou uma das receitas caseiras de cuidados com a pele divulgadas nas redes sociais. A combinação promete deixar o rosto mais macio, diminuir a oleosidade e melhorar a aparência da pele. Mas será que essa dica realmente funciona?

A receita reúne dois ingredientes com características diferentes. Enquanto o creme ajuda a manter a hidratação, o amido de milho pode absorver parte da umidade superficial.

Apesar disso, não há comprovação científica de que a mistura ofereça benefícios duradouros ou substitua tratamentos dermatológicos.

Como é feita a mistura?

Nas receitas compartilhadas na internet, a proposta é combinar o creme Nivea da latinha azul com amido de milho até formar uma pasta de consistência uniforme. A preparação costuma ser apresentada como uma máscara facial ou uma alternativa caseira para deixar a pele com acabamento menos brilhante.

Embora existam diferentes versões, o procedimento geralmente é descrito da seguinte maneira:

  • Separar os ingredientes: utilizar uma pequena quantidade do creme hidratante e de amido de milho.
  • Misturar os produtos: acrescentar o pó ao creme e mexer até obter uma pasta homogênea.
  • Aplicar no rosto: espalhar uma camada fina sobre a pele, e manter alguns minutos conforme as orientações divulgadas nas receitas caseiras.

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A ideia é aproveitar a ação hidratante do creme e a capacidade do amido de absorver parte da umidade superficial. Porém, não existe uma proporção estabelecida ou um tempo de aplicação clinicamente validado para essa combinação.

A dica é segura?

De acordo com a Academia Americana de Dermatologia (AAD), os cuidados com a pele devem considerar suas características individuais. Por isso, consultar um dermatologista é importante antes de experimentar receitas caseiras, especialmente em casos de acne ou sensibilidade.

A mistura de creme Nivea com maisena não possui segurança e eficácia comprovadas. Além disso, a textura espessa do hidratante pode ser desconfortável para peles oleosas, enquanto a adição do amido modifica a fórmula original.

Também é importante evitar a aplicação perto dos olhos ou sobre áreas inflamadas. Caso surjam vermelhidão, coceira ou ardência, o uso deve ser interrompido. Para tratar manchas, acne ou rugas, o ideal é utilizar produtos específicos, com a orientação de um profissional.

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Vergonha ao receber presentes? Saiba por que algumas pessoas ficam sem jeito diante dos outros

Abrir um presente diante de familiares, amigos ou colegas pode ser uma situação desconfortável para algumas pessoas. Embora receber uma lembrança seja geralmente associado a uma experiência positiva e contagiante, a necessidade de reagir enquanto outras pessoas observam pode provocar vergonha, nervosismo e receio de parecer ingrato.

O comportamento não está necessariamente relacionado ao presente recebido. Em alguns casos, o desconforto surge da preocupação em demonstrar uma reação considerada adequada, especialmente quando quem oferece a lembrança espera uma resposta imediata de entusiasmo.

O que explica o constrangimento ao receber presentes?

Uma pesquisa publicada em 2025 na Revista Psicopedagogia analisou as habilidades sociais de 328 estudantes de psicologia de instituições brasileiras. Entre os aspectos com menores pontuações estavam a capacidade de lidar com situações de exposição ao “ridículo” e a interação com desconhecidos.

Embora o levantamento não tenha investigado especificamente a troca de presentes, os resultados ajudam a contextualizar dificuldades relacionadas à exposição social. Pessoas mais tímidas, por exemplo, podem sentir desconforto quando percebem que estão sendo observadas por muito tempo, principalmente se acreditam que precisam demonstrar determinada reação ou postura.

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No caso dos presentes, ou lembrancinhas, alguns fatores podem contribuir para esse comportamento:

  • Medo de julgamento: preocupação com a possibilidade de parecer ingrato ou pouco entusiasmado.
  • Timidez: dificuldade para lidar com a atenção de várias pessoas ao mesmo tempo.
  • Expectativa de felicidade: sensação de que é necessário demonstrar entusiasmo imediatamente.
  • Receio de decepcionar: preocupação com a reação de quem escolheu o presente.

Diferença entre timidez e ansiedade social

A timidez é uma característica comportamental que pode provocar desconforto em situações de exposição, sem necessariamente comprometer a rotina. Pessoas mais reservadas podem preferir receber presentes em particular ou evitar momentos em que precisam reagir diante de um grupo.

Já o transtorno de ansiedade social, conhecido como “fobia social”, envolve um medo mais intenso e persistente de situações nas quais existe a possibilidade de avaliação por outras pessoas. Uma revisão sistemática brasileira publicada em 2026 na revista Psico-USF, com análise de 13 artigos científicos, investigou aspectos relacionados à atenção a estímulos percebidos como ameaçadores e à interpretação de expressões faciais nesse transtorno.

A principal diferença está na intensidade do desconforto e em seus efeitos sobre a vida cotidiana. Enquanto a timidez pode provocar constrangimento passageiro, a ansiedade social pode levar à evitação frequente de encontros, apresentações e outras interações, além de causar sofrimento significativo.

Sendo assim, sentir vergonha ao abrir um presente não é suficiente para caracterizar um transtorno psicológico. Evitar cobranças por reações exageradas e permitir que cada pessoa demonstre satisfação à sua maneira pode reduzir o desconforto durante essas ocasiões.

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Como 36 minutos geram ganhos reais de massa muscular – veja como bater a meta da OMS sem sobrecarregar o corpo

Passar muitas horas na academia não é a única maneira de melhorar a condição física. Para quem tem uma rotina corrida, treinos de apenas 36 minutos por dia podem ser uma alternativa para manter o corpo ativo, desenvolver força muscular e melhorar o condicionamento. Mas, afinal, será que esse tempo é suficiente para alcançar bons resultados?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem praticar entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada ou entre 75 e 150 minutos de atividade vigorosa. A entidade também recomenda exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana.

Treinar 36 minutos por dia realmente traz resultados?

Sessões de apenas 36 minutos podem combinar musculação e atividades cardiovasculares, como bicicleta e caminhada acelerada. Entretanto, a duração não determina, sozinha, a eficácia do treino, já que diferentes exercícios exigem estímulos específicos para produzir resultados.

Segundo José Adeirton, educador físico e especialista em fisiologia do exercício e consultor técnico da Fast Treino, o desenvolvimento da força depende de cargas capazes de desafiar os músculos, sem comprometer a execução dos movimentos. Já o condicionamento cardiovascular exige atividades com intensidade adequada à capacidade individual.

“Uma sessão de 36 minutos pode proporcionar ganhos de força e condicionamento físico. Para isso, precisa reunir dois estímulos que são exercícios contra uma resistência que desafie a musculatura e atividades aeróbicas com intensidade suficiente para exigir do sistema cardiorrespiratório”, afirma.

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Uma análise publicada na revista Sports Medicine, em 2026, reuniu 67 estudos e relacionou um maior volume de exercícios a ganhos de força e massa muscular. Adeirton ressalta que terminar o treino exausto não garante resultados, sendo importante ajustar as cargas e respeitar a recuperação.

Como aproveitar melhor os treinos de curta duração?

Para quem deseja emagrecer, treinos curtos podem contribuir para o gasto energético, mas os resultados também dependem da alimentação. Segundo Adeirton, o ganho de massa muscular exige atenção às cargas e ao volume semanal de exercícios, especialmente entre praticantes experientes.

Cinco sessões de 36 minutos somam 180 minutos semanais, mas nem todo esse período corresponde à atividade aeróbica recomendada pela OMS. Em treinos que combinam musculação e cardio, é necessário considerar o tempo e a intensidade de cada modalidade.

Já para pessoas sedentárias, Adeirton recomenda iniciar os treinos gradualmente. Duas sessões em dias alternados podem ser um ponto de partida, conforme avaliação profissional, com cargas adaptadas e aumento progressivo da intensidade. Caminhadas também podem complementar a rotina, permitindo que a prática de exercícios se torne regular sem ultrapassar os limites do condicionamento individual.

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Da riqueza dos diamantes ao abandono: como uma cidade inteira acabou tomada pelas areias do deserto

Casas com salas cobertas de areia, corredores parcialmente soterrados e edifícios que permanecem de pé mesmo após décadas sem moradores. Esse é o cenário de Kolmanskop, uma cidade fantasma localizada no deserto do Namibe, no sudoeste da Namíbia, que já foi um importante centro de exploração de diamantes.

A cidade começou a se desenvolver em 1908, quando a descoberta de pedras preciosas atraiu investimentos e trabalhadores para uma região até então pouco ocupada. Em poucos anos, o local passou a reunir construções sofisticadas e serviços considerados modernos para a época, apesar das dificuldades impostas pelo ambiente desértico.

Com o declínio da mineração e a transferência das atividades para outras regiões, Kolmanskop perdeu seus moradores e foi abandonada em 1956. Desde então, a areia levada pelos ventos passou a ocupar suas construções.

Kolmanskop era um centro de riquezas

Tudo começou em 1908, quando Zacharias Lewala, um trabalhador ferroviário namibiano, encontrou um diamante enquanto retirava areia dos trilhos. A descoberta, comunicada ao supervisor alemão August Stauch, impulsionou a exploração mineral na região, então sob domínio colonial alemão.

Em poucos anos, Kolmanskop se tornou um importante centro de mineração. Segundo a National Geographic, em 1912 a produção local alcançava cerca de 1 milhão de quilates de diamantes por ano, o equivalente a 11,7% da extração mundial naquele período.

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A riqueza financiou uma infraestrutura incomum para uma cidade no deserto, com hospital, escola, teatro, cassino, salão de boliche e fábrica de gelo. Kolmanskop também contava com eletricidade, bonde e equipamentos médicos, enquanto água e mercadorias chegavam de outras localidades. Suas residências seguiam padrões arquitetônicos europeus, principalmente alemães.

Apesar do desenvolvimento, a prosperidade não beneficiava todos igualmente. Enquanto colonos europeus desfrutavam das melhores instalações, trabalhadores africanos enfrentavam condições restritivas de moradia e trabalho nas minas, reflexo das desigualdades impostas pelo sistema colonial.

Por que a cidade foi abandonada e tomada pela areia?

O declínio de Kolmanskop começou após a Primeira Guerra Mundial, quando a mineração perdeu força e depósitos mais ricos de diamantes foram descobertos ao sul, perto do rio Orange, no fim da década de 1920. Com a transferência das atividades, a população diminuiu gradualmente até que, em 1956, a cidade foi completamente abandonada.

Sem moradores e manutenção, os ventos do deserto passaram a carregar areia para o interior das construções. Ao longo das décadas, o material se acumulou em quartos, salas e corredores, formando dunas dentro dos edifícios. Parte das estruturas se deteriorou, enquanto outras permaneceram de pé.

Atualmente, Kolmanskop é uma atração turística localizada a cerca de 10 quilômetros de Lüderitz, na Namíbia. Algumas construções foram restauradas, e as visitas são realizadas mediante autorização. Além de atrair turistas e fotógrafos, a cidade preserva vestígios da mineração de diamantes e do período colonial alemão.

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“Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; se você quer ser feliz para o resto da vida, ajude alguém”: o que ensina o provérbio chinês

O que pode proporcionar uma felicidade mais duradoura, um momento de descanso ou a oportunidade de ajudar alguém? Um provérbio popularmente atribuído à tradição chinesa utiliza essa comparação para mostrar que a satisfação pessoal pode estar relacionada não apenas aos prazeres individuais, mas também à maneira como nos relacionamos com outras pessoas.

A frase “Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; se você quer ser feliz para o resto da vida, ajude alguém” apresenta uma reflexão sobre a generosidade e o significado da felicidade. Embora seja conhecida como um ensinamento chinês, sua autoria e origem histórica não estão comprovadas.

O que o provérbio ensina sobre a felicidade?

O trecho “Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca” utiliza o descanso como exemplo de uma satisfação passageira, relacionada a uma necessidade individual. Já a expressão “Se você quer ser feliz para o resto da vida, ajude alguém” apresenta a generosidade como uma atitude cujo significado pode ultrapassar o momento em que é praticada.

A comparação não desvaloriza o descanso nem sugere que boas ações garantam felicidade permanente. O ensinamento está na ideia de que a satisfação pessoal também pode surgir da contribuição que oferecemos à vida de outras pessoas, especialmente quando essas atitudes têm significado para quem as pratica.

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Na prática, isso pode envolver dedicar tempo, atenção ou recursos ao próximo, seja apoiando um familiar em um momento difícil, oferecendo companhia ou compartilhando conhecimentos. Além de beneficiar quem recebe ajuda, esses gestos podem fortalecer vínculos e melhorar a convivência.

Origem da frase

Embora seja associado à tradição chinesa, não há registros históricos conclusivos que identifiquem a autoria ou a origem do provérbio. A frase circula em diferentes versões, algumas mais extensas, que mencionam atividades como pescar, casar e receber uma herança antes de apresentar a generosidade como fonte de satisfação duradoura.

A interpretação dessa mensagem, porém, pode variar conforme as experiências e os valores de cada pessoa. Para alguns, a felicidade está ligada à estabilidade financeira, ao descanso ou às conquistas pessoais; para outros, pode estar nas relações afetivas e na possibilidade de contribuir para o bem-estar de alguém. O provérbio apresenta uma perspectiva sobre o que torna a vida satisfatória, mas não estabelece uma definição única de felicidade.

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Do diabo-negro ao peixe-ogro: o que descobrimos sobre os formatos mais bizarros do fundo do mar

O fundo do oceano abriga peixes com aparências bastante diferentes daqueles encontrados perto da superfície. Entre as características que chamam a atenção estão os corpos compridos e estreitos, semelhantes aos das enguias, comuns em diversas espécies que vivem em grandes profundidades. Mas por que esse formato aparece com tanta frequência?

A característica pode estar relacionada às condições do oceano profundo, onde a falta de luz, as baixas temperaturas e a dificuldade para encontrar alimento influenciam o modo de vida e a evolução das espécies.

Apesar disso, nem todos os peixes ficam mais alongados conforme aumenta a profundidade. Pesquisas mostram que o local onde vivem, seja próximo ao fundo ou em águas abertas, também ajuda a explicar as diferenças.

O corpo alongado pode ser uma vantagem?

Peixes com corpos compridos, como as enguias, conseguem nadar por meio de movimentos ondulatórios. Dependendo da espécie e das condições do ambiente, essa forma de locomoção pode facilitar deslocamentos e manobras em espaços restritos.

A busca por alimento também é importante. Nas profundezas do oceano, onde os recursos podem ser limitados, os animais apresentam diferentes estratégias para encontrar presas e evitar gastos desnecessários de energia.

Porém, o corpo alongado não garante, por si só, uma natação mais econômica. Suas possíveis vantagens dependem da espécie, do comportamento e do ambiente em que o peixe vive.

Estudo analisa quase 3 mil espécies de peixes marinhos

Uma pesquisa publicada em outubro de 2025 na revista científica Evolution analisou 2.882 espécies de peixes marinhos para compreender como a profundidade e o habitat estão relacionados à diversidade de formatos corporais.

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Os pesquisadores identificaram que peixes que vivem próximos ao fundo do oceano profundo costumam apresentar corpos alongados e afilados, enquanto aqueles que nadam em águas abertas possuem formatos mais variados, desde espécies arredondadas até outras extremamente compridas.

Segundo Elizabeth Santos, pesquisadora da Universidade Estadual de Ohio e principal autora do estudo, a evolução do formato corporal ocorre de maneiras diferentes conforme o ambiente em que os animais vivem. Os resultados indicam que a profundidade influencia essas características, mas não da mesma forma em todas as espécies.

Nem todos os peixes das profundezas seguem o mesmo padrão

Embora o corpo alongado seja comum entre peixes que vivem próximos ao fundo do oceano, outras espécies desenvolveram características bastante diferentes para sobreviver nesses ambientes.

O diabo-negro-do-mar (Melanocetus johnsonii), por exemplo, possui corpo arredondado e uma isca luminosa que ajuda a atrair presas na escuridão. Já as fêmeas do peixe-dragão-negro (Idiacanthus atlanticus) apresentam corpo alongado e estreito, além de estruturas capazes de produzir luz.

Outras adaptações aparecem no peixe-ogro (Anoplogaster cornuta), conhecido pelos dentes grandes em relação ao corpo, e nos peixes-caracol, que possuem corpos macios e podem habitar regiões extremamente profundas. Essas diferenças mostram que a sobrevivência no fundo do mar não depende de um único formato, mas das características e estratégias de cada espécie.

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