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Aurora Coop anuncia aquisição de ativos da Mar & Terra em MS

A Aurora Coop anunciou nesta quinta-feira (29) a aquisição de ativos do complexo de produção e industrialização de pescados da Mar & Terra, localizado em Itaporã, em Mato Grosso do Sul. A operação foi formalizada com a Bello Alimentos, empresa com sede em Itaquiraí (MS), e faz parte da estratégia da cooperativa de ampliar sua atuação no segmento de pescados.

O negócio envolve ativos isolados da operação, incluindo a estrutura industrial de processamento de peixes, uma fábrica de rações e fazendas destinadas à produção própria. A aquisição amplia a estrutura da Aurora Coop no setor, embora as empresas não tenham divulgado valores ou outros detalhes financeiros da transação.

A conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do cumprimento das demais condições aplicáveis. Até que todas as etapas sejam concluídas, Aurora Coop e Bello Alimentos continuarão operando de forma independente.

Em comunicado conjunto, as empresas afirmaram que estão comprometidas com uma transição responsável e transparente, com atenção aos colaboradores, produtores, parceiros comerciais e demais públicos envolvidos no processo.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=626307

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Soja em Chicago tem 4ª queda seguida apesar de exportações fortes dos EUA

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na bolsa de Chicago, acumulando o quarto pregão consecutivo de perdas. O vencimento para entrega em janeiro recuou 0,26% e fechou cotado a US$ 12,34 por bushel, pressionado pelo avanço da colheita norte-americana e pela desvalorização do farelo de soja.

Segundo análise da Granar, o avanço dos trabalhos no campo nos Estados Unidos acelera a entrada de novos grãos no mercado, aumentando a disponibilidade do produto. Outro fator de pressão foi o desempenho do farelo de soja, cujo contrato para dezembro registrou queda de US$ 7,05 e encerrou o dia a US$ 362,99 por tonelada.

A desvalorização do derivado foi atribuída, em parte, ao forte desempenho das exportações argentinas e à maior competitividade da soja brasileira no mercado internacional, favorecida pela desvalorização do real frente ao dólar. Esse cenário ampliou a pressão sobre os preços, mesmo diante de indicadores positivos para a demanda externa norte-americana.

O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), referente ao período de 16 a 22 de outubro, apontou vendas de 2,576 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27. O volume ficou abaixo das 2,841 milhões de toneladas registradas no levantamento anterior, mas superou as expectativas dos operadores, que variavam entre 400 mil e 2,2 milhões de toneladas.

De acordo com o USDA, as vendas líquidas recuaram 9% em relação à semana anterior, mas apresentaram crescimento expressivo na comparação com a média das quatro semanas anteriores.

Apesar do resultado acima das projeções do mercado, o avanço da oferta norte-americana e a concorrência internacional contribuíram para manter as cotações sob pressão em Chicago, prolongando a sequência de perdas da oleaginosa.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram a sessão majoritariamente em baixa na bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelos dados de vendas externas do país. O vencimento para entrega em dezembro recuou 0,11% e fechou cotado a US$ 4,51 por bushel.

Segundo análise da Granar, a entrada de novos grãos no mercado, impulsionada pelo andamento da segunda maior colheita já registrada nos Estados Unidos, continuou limitando o desempenho das cotações. O relatório semanal de exportações também não trouxe suporte significativo aos preços, diante da redução das vendas em relação à semana anterior.

De acordo com o USDA, as vendas de milho da safra 2026/27 totalizaram 1,303 milhão de toneladas na semana encerrada em 22 de outubro. O volume ficou abaixo das 1,527 milhão de toneladas registradas no relatório anterior e próximo do limite inferior das estimativas de analistas privados, que variavam entre 1,1 milhão e 2,6 milhões de toneladas.

O USDA informou que as vendas semanais recuaram 15% em relação à semana anterior, mas avançaram 32% na comparação com a média das últimas quatro semanas. Os destinos não especificados concentraram o maior volume de negociações no período.

Apesar do crescimento em relação à média recente, o desempenho acumulado das exportações segue inferior ao do ano passado. Até 22 de outubro, os Estados Unidos haviam comercializado 23,50 milhões de toneladas de milho, queda de 33,56% ante as 35,37 milhões de toneladas negociadas no mesmo período de 2025.

O avanço da colheita norte-americana e o ritmo das vendas externas permanecem no radar dos participantes do mercado, que avaliam a capacidade da demanda internacional de absorver a oferta disponível e oferecer sustentação às cotações em Chicago.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em alta na bolsa de Chicago, apoiados pelo avanço das vendas externas dos Estados Unidos e por operações de hedge realizadas por fundos de investimento. O vencimento para entrega em dezembro valorizou 0,79% e fechou cotado a US$ 6,03 por bushel.

Segundo análise da Granar, os fundos aproveitaram os níveis atuais de preços para realizar operações financeiras após uma liquidação expressiva de contratos nas sessões anteriores. O movimento ocorre em meio a uma sequência de oito semanas consecutivas de desvalorização do cereal, que ainda poderia se estender ao fim desta semana.

O mercado também encontrou suporte nos dados semanais de exportação divulgados pelo USDA. Na semana encerrada em 22 de outubro, as vendas líquidas de trigo para a safra 2026/27 totalizaram 849,8 mil toneladas, volume superior às 239,6 mil toneladas registradas no relatório anterior.

O resultado também ficou acima das estimativas dos operadores, que variavam entre 275 mil e 600 mil toneladas. De acordo com o USDA, as vendas líquidas alcançaram o maior volume do ano comercial e apresentaram crescimento expressivo em relação à média das quatro semanas anteriores. As Filipinas foram o principal destino das negociações, com compras de 226,3 mil toneladas.

Apesar do desempenho semanal positivo, a comercialização acumulada dos Estados Unidos permanece abaixo do registrado no ano passado. Até 22 de outubro, o país havia vendido 11,52 milhões de toneladas de trigo, uma redução de 29,33% em relação às 16,30 milhões de toneladas comercializadas na mesma data de 2025.

Produção de tomate bate recorde, mas clima desafia produção em 2026

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Açúcar sobe 0,67% em Nova York com queda na moagem de cana no Brasil

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (29) em alta na bolsa de Nova York. O vencimento para março avançou 0,67%, cotado a 19,47 centavos de dólar por libra-peso, impulsionado por dados que apontam redução na moagem de cana-de-açúcar e na produção brasileira.

Segundo informações compiladas pela Barchart, o Ministério da Agricultura informou, na noite de quarta-feira, que as usinas brasileiras processaram 32 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, volume 18% inferior às 39 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pelo ministério, a produção brasileira de açúcar também apresentou retração e foram produzidas 2,15 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, queda de 23% na comparação anual.

As chuvas persistentes associadas ao El Niño têm interrompido a colheita e atrasado a moagem da cana-de-açúcar no país, um dos principais fornecedores globais do produto. A continuidade das precipitações mantém a atenção do mercado sobre o ritmo das operações nas usinas e a disponibilidade de açúcar.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX apontou que as previsões de chuva para as regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil nos próximos sete dias indicam a continuidade das dificuldades nas operações de moagem. O cenário reforça as preocupações com o ritmo da produção brasileira e contribuiu para a valorização dos contratos futuros na sessão.

Cacau

Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão com resultados mistos na bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro terminou estável, cotado a US$ 5.456 por tonelada, enquanto o contrato para março recuou 0,22%, a US$ 5.563 por tonelada.

Os preços da commodity permaneceram sob pressão e se consolidaram pouco acima da mínima de um mês registrada na sessão anterior, mesmo diante de novas projeções de redução da oferta global para a próxima temporada.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX revisou suas estimativas para o mercado mundial de cacau em 2026/27 e passou a projetar um déficit de 64 mil toneladas, revertendo a previsão anterior de superávit de 25 mil toneladas. Segundo a consultoria, a ocorrência de um El Niño intenso deve prejudicar a produção em importantes países produtores.

A expectativa da StoneX é de que a produção mundial de cacau recue 9,6% na temporada 2026/27, para 4,74 milhões de toneladas. A queda deve ser influenciada principalmente pela redução da oferta na Indonésia, na Costa do Marfim e no Equador, em razão dos impactos climáticos associados ao fenômeno.

A nova estimativa contrasta com o cenário projetado para a safra 2025/26, quando a consultoria prevê um superávit global de 494 mil toneladas. Apesar da perspectiva de restrição na oferta na temporada seguinte, os contratos encerraram o dia sem recuperação significativa, mantendo o mercado próximo das mínimas recentes.

Café

A possibilidade de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica nesta sessão. Na bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,45% e encerrou o dia negociado a US$ 2,85 por libra-peso, atingindo uma nova mínima de um mês.

Segundo análise da Barchart, a queda ampliou as perdas acumuladas ao longo da semana, em meio às expectativas de que os exportadores brasileiros intensifiquem as vendas após a desvalorização do real. Embora o real tenha recuperado parte das perdas, a moeda ainda acumula desvalorização de 8% na semana, conforme os dados citados pela Barchart.

A queda do real tende a favorecer as exportações brasileiras, uma vez que os produtores e exportadores passam a receber mais reais pela receita obtida em dólares. Esse movimento pode estimular a comercialização do café no mercado internacional e ampliar a disponibilidade do produto, pressionando os preços futuros.

Com isso, o mercado acompanha o comportamento do câmbio e o ritmo das vendas brasileiras, diante da perspectiva de maior oferta no curto prazo.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 0,45%, fechando cotado a 78,50 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, o relatório semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou a comercialização de 216.488 fardos de algodão na semana encerrada em 22 de outubro. O volume representa um aumento de 8,45% em relação à semana anterior e um crescimento de 63,07% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas referentes à nova safra somaram 38.345 fardos no período. Porém, os embarques norte-americanos apresentaram retração semanal e anual.

De acordo com o levantamento, os embarques totalizaram 160.762 fardos, queda de 18,13% em relação à semana anterior e recuo de 8,02% na comparação com a mesma semana do ano passado.

O desempenho das vendas externas e o ritmo de entrega da fibra norte-americana seguem entre os indicadores acompanhados pelos participantes do mercado, que avaliam a demanda internacional e as perspectivas para o equilíbrio entre oferta e consumo.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja para janeiro finalizou o dia com desvalorização de 5,10% e precificado em US$ 1,36 por libra-peso. 

https://stories.cnnbrasil.com.br/agro/como-o-agronegocio-enfrenta-o-risco-climatico-que-muda-a-cada-safra/

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Raízen fecha acordo tributário de R$ 22,4 bilhões e revisa projeções

A Raízen firmou nesta quarta-feira (28) um acordo tributário com a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e a Receita Federal do Brasil para regularizar débitos com a União que somam R$ 22,4 bilhões. A operação envolve a companhia e outras sociedades de seu grupo econômico e representa uma etapa importante para a implementação do Plano de Recuperação Extrajudicial.

Do total negociado, R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade econômica da própria Raízen, enquanto os R$ 5,7 bilhões restantes são de responsabilidade econômica final dos acionistas controladores, conforme os instrumentos aplicáveis.

Para os débitos atribuídos à companhia, foram concedidos descontos de R$ 8,5 bilhões sobre multas e juros. Com isso, o saldo a ser liquidado pela Raízen caiu para R$ 8,2 bilhões. A quitação ocorrerá por meio da utilização de R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais e do pagamento de R$ 2,5 bilhões à vista.

A transação tributária é uma das condições necessárias para a reestruturação financeira da empresa. A companhia informou que manterá os acionistas e o mercado atualizados sobre os próximos desdobramentos do processo.

Em comunicado, a empresa divulgou uma versão atualizada do material apresentado aos credores financeiros, com revisões de informações operacionais e financeiras referentes à safra 2026/27. A atualização ocorre no contexto do processo de reestruturação financeira da companhia e da implementação de seu Plano de Recuperação Extrajudicial.

Segundo comunicado ao mercado, o documento foi disponibilizado no site de Relações com Investidores da empresa. A companhia informou que a divulgação busca garantir aos acionistas e ao mercado acesso simultâneo e equitativo às principais informações sobre os termos e as condições do plano.

O material reúne dados sobre os negócios e o desempenho operacional e financeiro da Raízen, além de estimativas e projeções elaboradas com base nas informações disponíveis e nas premissas consideradas razoáveis pela administração.

A empresa ressalta, porém, que as projeções refletem as expectativas atuais da gestão e não representam garantia de resultados futuros. Segundo a companhia, fatores operacionais, comerciais, financeiros, macroeconômicos e setoriais podem provocar diferenças relevantes entre os resultados efetivamente apurados e as estimativas divulgadas.

A Raízen também informou que atualizará a seção 3, referente a projeções, de seu Formulário de Referência dentro do prazo regulamentar. O documento deverá refletir as estimativas revisadas e os motivos das alterações.

No comunicado, a companhia reiterou seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e o cumprimento das normas aplicáveis. A empresa afirmou ainda que manterá os acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes.

Índia amplia etanol automotivo com Brasil no radar estratégico

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Pilgrim’s Pride tem lucro líquido ajustado de US$ 117,7 milhões no 3º tri

A Pilgrim’s Pride registrou lucro líquido ajustado de US$ 117,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, encerrado em 27 de setembro. Pelo critério contábil GAAP, o lucro líquido foi de US$ 116,3 milhões. A companhia norte-americana de alimentos divulgou os resultados nesta quarta-feira (28), em meio à pressão sobre os preços da carne de frango nos Estados Unidos e à redução das margens operacionais.

As vendas líquida somou US$ 4,65 bilhões no período, queda de 2,2% em relação aos US$ 4,76 bilhões registrados no mesmo trimestre de 2025. O lucro operacional recuou 61,1%, para US$ 191,5 milhões, ante US$ 492,6 milhões um ano antes.

O EBITDA ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou US$ 316,3 milhões, redução de 50% na comparação anual, frente aos US$ 633,1 milhões registrados no terceiro trimestre do ano passado. A margem EBITDA ajustada caiu de 13,3% para 6,8%, uma retração de 6,5 pontos percentuais.

A companhia encerrou o trimestre com alavancagem líquida de 1,76 vez o EBITDA ajustado, abaixo da faixa de referência de duas a três vezes estabelecida pela empresa. Segundo a Pilgrim’s Pride, a posição de liquidez permanece sólida para sustentar futuras oportunidades de crescimento.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a receita líquida atingiu US$ 13,81 bilhões, queda de 1,2% ante os US$ 13,98 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O lucro operacional recuou 70,2%, para US$ 420 milhões, enquanto o EBITDA ajustado somou US$ 984,4 milhões, baixa de 46,9% em relação aos US$ 1,85 bilhão de um ano antes.

No mesmo intervalo, o lucro por ação pelo critério GAAP caiu 76,7%, de US$ 4,17 para US$ 0,97. No terceiro trimestre isolado, o indicador passou de US$ 1,44 para US$ 0,49, recuo de 66%.

Pressão sobre o mercado de frango

Nos Estados Unidos, a oferta de carne de frango aumentou acima do crescimento da demanda, pressionando os preços dos cortes. Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontaram expansão de 2,2% na oferta em relação ao ano anterior, movimento que contribuiu para reduzir os valores de mercado durante o trimestre.

A Pilgrim’s Pride informou que a diversificação do portfólio, os ganhos de eficiência operacional e as melhorias no rendimento da produção ajudaram a compensar parcialmente a pressão sobre os preços das commodities. Os volumes de frango fresco permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior, apoiados por ações promocionais e ampliação da distribuição.

O segmento de alimentos preparados nos Estados Unidos apresentou desempenho positivo, com crescimento superior a 15% nos volumes em relação ao terceiro trimestre de 2025. A marca Just Bare, de produtos de frango totalmente cozidos, também avançou no varejo, com aumento superior a 25% nas vendas em comparação anual.

Na Europa, as vendas e os volumes cresceram em relação ao ano anterior, impulsionados pela procura por proteínas e refeições com preços mais acessíveis. Apesar disso, as margens foram pressionadas pela situação do mercado de carne suína e pela elevação dos custos de produção. A empresa também informou que segue em andamento o processo de aprovação da aquisição da Walkers Deli & Sausage, com conclusão prevista para o início de 2027.

No México, a rentabilidade melhorou em relação ao trimestre anterior, acompanhando a recuperação das condições de mercado para o frango vivo. As vendas de produtos frescos de marca no varejo cresceram mais de 40% na comparação anual, enquanto os volumes junto a clientes estratégicos do varejo aumentaram mais de 8%.

“Continuamos focados em nossos investimentos e estratégias para impulsionar o crescimento rentável e adaptar nosso portfólio às mudanças nas condições de mercado”, afirmou Fabio Sandri, presidente e diretor-executivo da Pilgrim’s Pride, em comunicado.

Crédito rural empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/26

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Ações da Minerva caem 9,40% com pressão dos juros e riscos nas exportações

As ações das indústrias frigoríficas tiveram desempenho misto no pregão desta quarta-feira (28), com queda expressiva da Minerva e recuo dos papéis da JBS, enquanto a MBRF encerrou em alta.

O mercado acompanhou a volatilidade do dólar e dos juros, além de fatores específicos que afetam as operações das companhias, como a suspensão de exportações de carne bovina à China em uma unidade da MBRF e os possíveis impactos da doença de Newcastle sobre os embarques de carne de frango.

A Minerva (BEEF3) liderou as perdas do grupo, com desvalorização de 9,40%, a R$ 2,89 por ação, ante R$ 3,19 no fechamento anterior. Segundo Luca Vello, analista da Genial Investimentos, embora fosse esperado que o setor exportador de proteínas se beneficiasse de um dólar mais baixo após o cenário eleitoral, fatores negativos específicos e a exposição das empresas ao endividamento pesaram sobre os ativos.

O analista destacou que companhias com dívidas elevadas e compromissos atrelados ao CDI tendem a sofrer maior pressão em um ambiente de juros altos.

As BDRs da JBS (JBSS32), negociadas na B3, recuaram 1,70%, encerrando o dia a R$ 63,58. Já a MBRF (MBRF3) fechou em alta de 1,47%, a R$ 16,53, após oscilar entre a mínima de R$ 15,59 e a máxima de R$ 16,63 durante a sessão.

Para Raphael Galo, head de agronegócio e mercado de capitais da A7 Capital, a volatilidade cambial e as oscilações dos juros seguem entre os principais fatores de influência sobre as operações das empresas.

No caso da MBRF, o analista também apontou a aversão ao risco no mercado acionário após as eleições e os efeitos de notícias relacionadas ao setor de proteínas. Entre elas estão a suspensão das exportações de carne bovina para a China pela unidade de Promissão (SP) e o foco de doença de Newcastle em Santa Catarina, que pode afetar os volumes exportados de carne de frango.

O desempenho das ações ocorreu em um dia de valorização dos contratos futuros do boi gordo na B3, que voltaram a superar os R$ 400 por arroba em alguns vencimentos.

O movimento evidencia que a alta das cotações da pecuária não se traduz necessariamente em valorização dos papéis dos frigoríficos, cujos resultados também dependem dos custos de aquisição de animais, das margens de processamento, do câmbio, do custo da dívida e das condições de acesso aos mercados internacionais.

Clima e degradação redesenham o lucro no agro e impulsionam integração

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Trigo cai 1,84% em Chicago com dólar forte e cenário no Mar Negro

Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta quarta-feira (28) em queda na bolsa de Chicago, pressionados pela atuação dos fundos de investimento e por fatores geopolíticos e cambiais. O vencimento para dezembro recuou 1,84%, fechando cotado a US$ 5,99 por bushel.

Segundo análise da Granar, os fundos de investimento continuaram vendendo contratos do cereal, contribuindo para a desvalorização. As negociações diplomáticas em busca de um acordo de paz para a região do Mar Negro também pesaram sobre os preços. Além disso, o fortalecimento do dólar em relação ao euro reduziu a competitividade do trigo norte-americano no mercado internacional.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi a retomada das autorizações para a saída de navios graneleiros do Mar de Azov, na Rússia. Segundo informações da Reuters, autoridades russas voltaram a permitir a passagem de embarcações pela região pela primeira vez desde 10 de julho, quando o tráfego foi interrompido após ataques de drones ucranianos.

De acordo com sete fontes do setor ouvidas pela agência, as autorizações para a travessia pelo Estreito de Kerch, que conecta o Mar de Azov ao Mar Negro, são válidas até 15 de novembro. Duas das fontes informaram que os navios serão escoltados por um comboio naval russo durante a passagem pelo Mar Negro.

A liberação ocorre em meio a um cessar-fogo localizado, previsto para durar seis dias, com o objetivo de permitir a passagem segura de suprimentos humanitários para a cidade de Oleshky, controlada pela Rússia, na região de Kherson. A retomada parcial do tráfego marítimo e as perspectivas de avanços diplomáticos entram no radar dos investidores diante dos possíveis impactos sobre o fluxo de grãos na região.

Soja

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na Bolsa de Chicago, ampliando a sequência negativa para três pregões consecutivos. O vencimento para janeiro recuou 0,40%, fechando cotado a US$ 12,46 por bushel.

Segundo análise da Granar, o avanço da colheita nos Estados Unidos e a entrada da nova safra no circuito comercial continuam influenciando as cotações. Os trabalhos no campo seguem sob condições predominantemente secas no Meio-Oeste norte-americano, cenário que acompanha o desenvolvimento da colheita e a chegada de novos volumes ao mercado.

Outro fator de pressão foi a ausência de confirmação de novas vendas pontuais de soja norte-americana para a China. A competitividade das exportações brasileiras também pesou sobre os preços, após a forte desvalorização do real frente ao dólar registrada na segunda-feira. Embora a moeda brasileira tenha recuperado parte das perdas entre terça e quarta-feira, o movimento cambial ainda favorece a competitividade do produto nacional no mercado internacional.

Apesar da falta de anúncios específicos envolvendo compradores chineses, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou nesta quarta-feira uma nova venda de 120 mil toneladas de soja da safra 2026/2027. Segundo o órgão, o destino da operação ainda não foi identificado.

A combinação entre a entrada da nova safra norte-americana, as incertezas sobre a demanda chinesa e a concorrência brasileira mantém os preços sob pressão em Chicago, enquanto o mercado acompanha os próximos anúncios de vendas e o ritmo de comercialização da produção dos Estados Unidos.

Milho

Os contratos futuros do milho registraram recuperação parcial na Bolsa de Chicago, após três sessões consecutivas de perdas. O vencimento para dezembro avançou 0,67% e encerrou o pregão cotado a US$ 4,51 por bushel.

Segundo análise da Granar, o movimento de alta foi impulsionado por operações de hedge, utilizadas para proteção contra oscilações de preços, e por compras oportunistas de fundos de investimento. Apesar da reação, as cotações ainda refletem um cenário de pressão, após o cereal acumular quatro semanas consecutivas de desvalorização.

O avanço dos preços também foi limitado pelo progresso da colheita nos Estados Unidos, que amplia a oferta de milho no mercado. No cenário internacional, a desvalorização do real brasileiro em relação ao dólar e o fortalecimento da moeda norte-americana frente ao euro reduzem a competitividade das exportações dos Estados Unidos, dificultando uma recuperação mais consistente das cotações.

Na Ucrânia, os estoques de milho também estão no radar dos investidores. De acordo com o Serviço Estatal de Estatísticas do país, os volumes armazenados somavam 3,10 milhões de toneladas em 1º de outubro, alta de 38,8% em relação ao mesmo período de 2025. O levantamento foi realizado no início da safra 2026/2027.

A logística de escoamento da produção ucraniana segue como um desafio adicional. Desde meados de julho, as exportações de produtos agrícolas do país enfrentam restrições no Mar Negro, levando ao uso do rio Danúbio e de outras rotas alternativas de transporte. Esse cenário influencia o fluxo de grãos no mercado internacional e permanece entre os fatores acompanhados pelos participantes do setor.

Conflito no Oriente Médio ameaça agricultores brasileiros


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Café recua em NY com avanço dos estoques e desvalorização do real

A pressão sobre a oferta brasileira e o avanço dos estoques certificados influenciaram as negociações do café nesta sessão de quarta-feira (28). Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 2,38%, encerrando o pregão cotado a US$ 2,86 por libra-peso.

De acordo com o Barchart, a desvalorização do real brasileiro também contribui para o movimento de baixa. Na segunda-feira, a moeda caiu cerca de 9% após o resultado das eleições presidenciais no fim de semana. Embora tenha recuperado parte das perdas, o real ainda acumula desvalorização de aproximadamente 8% na semana. Com a moeda brasileira mais fraca, os exportadores podem receber mais em reais pelas vendas externas, o que aumenta o incentivo à comercialização do café brasileiro no mercado internacional.

Outro fator que pressiona as cotações é o volume de café que aguarda classificação nos armazéns monitorados pela ICE. Na terça-feira, mais de 36 mil sacas de café brasileiro estavam nessa condição, o maior número em cinco semanas. Após a aprovação nos testes de classificação, os lotes passam a integrar os estoques certificados da bolsa.

O volume de café brasileiro nos armazéns da ICE aumentou desde meados de setembro e alcançou 80.084 sacas na semana passada, o maior nível em nove meses. Na terça-feira, os estoques recuaram ligeiramente, para 79.867 sacas, mas permanecem próximos do pico recente, reforçando a pressão sobre os preços futuros.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar com vencimento em março fechou a sessão com alta de 0,73% na Bolsa de Nova York, cotado a 19,34 centavos de dólar por libra-peso.

O avanço foi sustentado por dados da S&P Global Energy, que apontaram uma redução na produção de açúcar das usinas do Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de outubro. Segundo a consultoria, o volume produzido ficou em 2 milhões de toneladas, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. As chuvas persistentes associadas ao fenômeno El Niño prejudicaram a colheita da cana-de-açúcar e reduziram o ritmo de moagem nas unidades produtoras.

Apesar da recuperação registrada na sessão, as cotações ainda acumulam perdas expressivas em relação à semana anterior. Na segunda-feira, os preços recuaram acentuadamente em meio à forte desvalorização do real brasileiro, que chegou a cair 9% após o resultado das eleições presidenciais no fim de semana. A moeda apresentou recuperação parcial, mas ainda acumula queda de cerca de 8% na semana, movimento que pode favorecer as exportações brasileiras e pressionar os preços internacionais do açúcar.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em dezembro encerrou o pregão com desvalorização de 2,17% na bolsa, cotado a US$ 5.456 por tonelada.

A queda é influenciada por preocupações de que a desvalorização do real brasileiro possa estimular os exportadores nacionais a ampliar as vendas da commodity, conforme destacou o Barchart. Com a moeda brasileira mais fraca em relação ao dólar, os vendedores podem receber mais em reais pelas negociações internacionais, o que tende a favorecer a oferta no mercado global.

Embora o Brasil tenha participação menor no comércio mundial de cacau em comparação com os países da África Ocidental e o Equador, o país ocupa a sétima posição entre os maiores produtores globais, respondendo por cerca de 4% a 5% da produção mundial, segundo estimativas da Organização Internacional do Cacau (ICCO).

Outro fator de pressão sobre as cotações é o aumento dos estoques monitorados pela ICE. Na segunda-feira, os volumes atingiram 3.684.698 sacas, o maior patamar em dois anos e meio. Na terça-feira, houve um leve recuo para 3.679.744 sacas, mas o nível elevado dos estoques continua pesando sobre os preços futuros.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro encerrou a sessão em alta de 0,87%, cotado a US$ 1,44 por libra-peso.

Algodão

O contrato de algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão com valorização de 0,12% na Bolsa de Nova York, cotado a 78,15 centavos de dólar por libra-peso.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=530179

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Produção de ração animal cresce 4,2% no Brasil no primeiro semestre de 2026

A indústria brasileira de alimentação animal produziu 45,2 milhões de toneladas de rações no primeiro semestre de 2026, alta de 4,2% em relação às 43,3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado, conforme os dados são do Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal).

O crescimento foi observado nos principais segmentos, com destaque para a avicultura de corte e a suinocultura, embora diferentes cadeias produtivas continuem enfrentando dificuldades para manter as margens.

Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, o aumento da produção não representa, necessariamente, melhora nos resultados financeiros dos produtores. A pressão sobre os custos dos insumos e os preços recebidos nas propriedades mantém a rentabilidade como um dos principais desafios do setor.

A produção de rações para frangos de corte atingiu 19,9 milhões de toneladas no primeiro semestre, avanço de 5,3% ante as 18,9 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025. O segmento respondeu por aproximadamente 44% de todo o volume produzido pela indústria de alimentação animal no país.

O desempenho acompanha o crescimento das exportações brasileiras de carne de frango. De acordo com a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), os embarques superaram 2,9 milhões de toneladas no semestre, alta de 12,9% na comparação anual e recorde para o período. A diversificação dos destinos e a base de comparação influenciada pelas restrições sanitárias de 2025 contribuíram para o resultado.

Na suinocultura, a produção de rações cresceu 5,4%, passando de 10,6 milhões para 11,2 milhões de toneladas. As exportações de carne suína também avançaram, superando 794 mil toneladas no semestre, aumento de 10%, segundo a ABPA.

Apesar do desempenho no comércio exterior, o aumento do plantel e os ganhos de produtividade ampliaram a oferta interna de animais. Na avaliação do Sindirações, esse descompasso pressionou as cotações dos suínos e reduziu as margens dos produtores independentes.

Na bovinocultura de corte, a produção de rações somou 2,86 milhões de toneladas no primeiro semestre, aproximadamente 110 mil toneladas acima do volume registrado um ano antes, crescimento de 4%. O setor passa por mudanças no ciclo pecuário, com maior retenção de fêmeas para reprodução e alterações na disponibilidade de animais para abate. Esse movimento pode contribuir para sustentar os preços do boi gordo, ao mesmo tempo que aumenta a preocupação com o custo de reposição do rebanho e as margens dos frigoríficos.

O confinamento também ganhou espaço a partir de junho, com aumento da ocupação dos cochos e perspectivas de recuperação da atividade no segundo semestre. O comportamento da demanda por rações, contudo, dependerá dos preços dos animais, dos ingredientes utilizados na alimentação, das condições das pastagens e da viabilidade econômica dos sistemas de produção. A suplementação de matrizes e as estratégias nutricionais adotadas na recria e na terminação podem sustentar parte da demanda, mesmo diante de alterações no volume de animais destinados ao abate.

Na bovinocultura leiteira, a produção de rações aumentou 1,8%, para 3,8 milhões de toneladas. O avanço ocorreu em um cenário de dificuldades para os produtores, diante da pressão sobre os preços do leite e da concorrência das importações de leite em pó, principalmente da Argentina e do Uruguai. Segundo o Sindirações, a redução da rentabilidade limita a capacidade de investimento das propriedades e pode comprometer a permanência de produtores na atividade.

Na avicultura de postura, o volume de rações cresceu 1%, alcançando aproximadamente 3,8 milhões de toneladas. O segmento, entretanto, enfrenta uma piora nas relações de troca entre os preços dos ovos e os custos dos principais ingredientes da alimentação, como milho e farelo de soja. A combinação entre a desvalorização dos ovos e o encarecimento dos insumos reduziu o poder de compra dos produtores.

Entre os demais segmentos, a aquicultura registrou crescimento de 5,4% na produção de rações, que chegou a aproximadamente 940 mil toneladas. No mercado de alimentos para cães e gatos, a produção avançou 1%, superando 2 milhões de toneladas. Já as rações para equinos alcançaram cerca de 470 mil toneladas, alta de 0,5%. Os demais segmentos somaram aproximadamente 320 mil toneladas, crescimento de 1%.

O balanço do primeiro semestre mostra que a indústria brasileira de alimentação animal ampliou os volumes produzidos, acompanhando o desempenho das cadeias de proteína animal e de outros segmentos da criação. Ao mesmo tempo, os resultados evidenciam diferenças entre os mercados: enquanto as exportações de carnes sustentam a atividade de aves e suínos, a sobreoferta interna, a pressão dos custos e as dificuldades nas relações de troca limitam a rentabilidade em diferentes cadeias.

Para Ariovaldo Zani, o desafio é transformar o crescimento da produção em resultados econômicos sustentáveis, por meio da eficiência nutricional, do planejamento comercial e da gestão financeira das propriedades.

Produção e exportações recordes redefinem a pecuária brasileira

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Ministério da Agricultura confirma terceiro foco de Newcastle em SC

O MAPA (Ministério da Agricultura e  Pecuária) confirmou nesta terça-feira (27) um terceiro foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. O caso foi identificado em um estabelecimento avícola de Nova Erechim, durante ações de vigilância intensificada dentro da área de emergência sanitária estabelecida na região.

Segundo o Ministério da Agricultura, o Serviço Veterinário Oficial já iniciou os procedimentos previstos para situações de emergência zoossanitária, incluindo investigação epidemiológica, vigilância e medidas de contenção da doença.

O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, no município de Nova Itaberaba. De acordo com o ministério, todas as medidas sanitárias foram concluídas na propriedade, que agora se encontra em vazio sanitário. O procedimento consiste em manter o local sem aves por um período determinado, conforme os protocolos sanitários.

O segundo caso foi registrado em 24 de outubro, em Coronel Freitas. Nesse local, o despovoamento sanitário foi concluído, enquanto os trabalhos de limpeza e desinfecção da propriedade continuam em andamento.

O Ministério da Agricultura informou que atua em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar os focos e proteger a avicultura brasileira.

A pasta também reforçou que o consumo de carne de frango e de outros produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações para a população.

União Europeia mantém Brasil fora da lista dos exportadores

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Milho perde 1,37% em Chicago com avanço da colheita nos EUA e câmbio

Os preços futuros do milho voltaram a recuar nesta terça-feira (27) na Bolsa de Chicago, mantendo a trajetória negativa observada nas últimas semanas. O contrato para entrega em dezembro caiu 1,37% e encerrou o pregão cotado a US$ 4,48 por bushel.

Segundo a Granar, as cotações seguem pressionadas pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela entrada de novos volumes da safra no mercado. A expectativa de uma produção elevada no país, que caminha para registrar a segunda maior colheita de sua história, amplia a disponibilidade do cereal e limita a recuperação dos preços.

Dados divulgados na segunda-feira (26) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que a colheita de milho ultrapassou 60% da área prevista. Na semana anterior, o índice era de 44%. O ritmo atual se aproxima da média dos últimos cinco anos, de 66%, e supera a estimativa média do setor privado, de 59%.

O USDA manteve em 56% a parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes, indicando estabilidade na avaliação das condições da safra norte-americana.

O câmbio também contribuiu para pressionar o mercado, já que a forte desvalorização do real frente ao dólar favorece a competitividade do milho brasileiro no comércio internacional, aumentando a concorrência para o produto dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar em relação ao euro encarece o cereal norte-americano para compradores da União Europeia, o que pode dificultar as exportações destinadas ao bloco.

Soja

Os preços futuros da soja voltaram a recuar nesta terça-feira na Bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço da colheita norte-americana e pela maior competitividade da soja brasileira no mercado internacional. O contrato para entrega em janeiro fechou em queda de 0,76%, cotado a US$ 12,43 por bushel.

Segundo a Granar, após uma breve alta durante a madrugada, as cotações perderam força diante da entrada de novos volumes da safra dos Estados Unidos no mercado. O clima seco no Meio-Oeste também favorece o andamento dos trabalhos no campo, ampliando a oferta disponível. Outro fator de pressão é a ausência de novos anúncios do USDA sobre vendas antecipadas de soja para a China.

De acordo com o relatório semanal do USDA, divulgado na segunda-feira (26), a colheita norte-americana atingiu 79% da área prevista, avanço de 15 pontos percentuais em relação à semana anterior. O resultado supera a média histórica de 77% e ficou em linha com as expectativas dos operadores do mercado.

A desvalorização do real brasileiro também contribuiu para pressionar as cotações em Chicago. Embora a moeda tenha apresentado uma leve recuperação nesta terça-feira, a queda registrada no dia anterior favorece a competitividade da soja brasileira, ao tornar o produto mais atrativo para compradores internacionais.

No Brasil, o plantio da safra 2026/27 também avançou. Segundo levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na segunda-feira, 42,8% da área prevista já havia sido semeada, ante 30,1% na semana anterior. O índice supera os 34,8% registrados no mesmo período de 2025 e a média dos últimos cinco anos, de 40,2%.

Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura no país, com 75,8% da área planejada já plantada. O percentual está acima dos 62,1% observados no mesmo período do ano passado e da média quinquenal de 70,3%.

A Agrinvest também destacou a pressão sobre o complexo da soja, especialmente sobre o farelo. A consultoria avalia que o avanço da colheita nos Estados Unidos e a aceleração do plantio brasileiro aumentam a disponibilidade de produto. Apesar da falta de novos anúncios de vendas para a China desde a semana passada, a expectativa é de que os próximos dados semanais de exportação americana ainda reflitam volumes expressivos de negócios já reportados.

Trigo

Os contratos futuros de trigo encerraram a sessão em queda nos mercados dos Estados Unidos, pressionados pela valorização do dólar frente ao euro e pela dificuldade de atrair compradores. O vencimento para entrega em dezembro recuou 0,93% e fechou cotado a US$ 6,10 por bushel.

Segundo a Granar, os investidores mantiveram o movimento de venda de contratos observado nas últimas oito semanas, sem que o cereal encontrasse suporte suficiente para interromper a sequência negativa. A valorização do dólar em relação à moeda europeia favorece a competitividade do trigo produzido na União Europeia, tornando o produto americano menos atrativo no mercado internacional.

O mercado também acompanha os desdobramentos diplomáticos relacionados à região do Mar Negro. Segundo a Granar, as tentativas de reduzir as tensões continuam influenciando as posições dos investidores, enquanto os embarques de trigo da Rússia e da Ucrânia permanecem restritos em meio à continuidade dos confrontos na região.

As incertezas sobre o fluxo de exportações pelo Mar Negro seguem como um fator de atenção para o mercado global, diante da importância dos dois países no comércio internacional de trigo.

Indústria de biocombustíveis propõe quadruplicar produção até 2035

 

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Café arábica recua 2,39% em Nova York com pressão do câmbio no Brasil

A perspectiva de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica na bolsa de Nova York nesta terça-feira (27). O contrato futuro para entrega em dezembro recuou 2,39% e encerrou a sessão cotado a US$ 2,93 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços ampliaram as perdas registradas na segunda-feira, diante da desvalorização do real frente ao dólar. A moeda brasileira caiu 8,8% na sessão anterior, mas recuperou 1,3% neste pregão. “Um real mais fraco tende a estimular as exportações, já que os produtores e comerciantes brasileiros podem obter mais reais por cada dólar recebido nas vendas externas, favorecendo a oferta do grão no mercado internacional”, informou o Barchart.

Outro fator de pressão veio dos estoques na bolsa internacional, já que quase 10 mil sacas chegaram aos armazéns na segunda-feira para passar por classificação, o maior volume em mais de um mês, conforme as informações da Bloomberg. Após a avaliação, parte desse café poderá ser incorporada aos estoques certificados, ampliando a disponibilidade registrada no mercado.

Apesar da chegada de novos lotes para classificação, os estoques certificados de café arábica recuaram em 788 sacas nesta terça-feira, para 224.822 sacas, atingindo o menor nível em um mês e meio. O volume permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro, o que mantém a atenção do mercado sobre a disponibilidade do produto.

Cacau

Os sinais de redução da oferta na África Ocidental ajudaram a sustentar os preços futuros do cacau nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro avançou 1,58%, encerrando a sessão cotado a US$ 5.577 por tonelada.

Segundo a Barchart, as cotações recuperaram a maior parte das perdas registradas na segunda-feira, quando a desvalorização do real brasileiro pressionou o mercado. A queda da moeda tende a estimular as vendas de exportadores do Brasil, que passam a receber mais reais por cada dólar obtido nas negociações internacionais.

Embora tenha participação menor no mercado global em comparação com os países da África Ocidental e o Equador, o Brasil é o sétimo maior produtor mundial de cacau, com cerca de 4% a 5% da produção global, segundo estimativas da ICCO (Organização Internacional do Cacau).

Em contrapartida, a redução das entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim contribuiu para limitar a pressão sobre os preços. Dados do governo do país, divulgados na segunda-feira e repercutidos pela Bloomberg, indicaram que os produtores entregaram 44.241 toneladas aos portos na semana encerrada em 25 de outubro, volume 46% inferior às 82.010 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O ritmo das entregas na Costa do Marfim é acompanhado de perto pelos participantes do mercado, especialmente diante dos possíveis efeitos sobre a disponibilidade da matéria-prima no comércio internacional.

Açúcar

Os contratos futuros de açúcar registraram recuperação na bolsa de Nova York, após a forte desvalorização da sessão anterior. O vencimento para entrega em março avançou 0,52% e encerrou o pregão cotado a 19,20 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a alta ocorreu após os preços recuarem 5,6% na segunda-feira, quando atingiram o menor nível em um mês. A queda foi influenciada pela desvalorização de quase 9% do real brasileiro, que favorece a competitividade das exportações do país no mercado internacional.

Nesta terça-feira, a moeda brasileira apresentou recuperação parcial, com valorização de 1,2% frente ao dólar. O movimento cambial contribuiu para estabilizar as cotações do açúcar, uma vez que a desvalorização do real tende a incentivar os exportadores brasileiros a ampliar as vendas externas, ao elevar o valor em moeda local recebido por cada dólar negociado.

O Brasil tem influência direta sobre a formação dos preços internacionais por ser o maior produtor mundial de açúcar. Segundo estimativas da OIC (Organização Internacional do Açúcar) e do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país responde por cerca de 24% da produção global e mais de 50% das exportações mundiais da commodity.

Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão em queda na bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em dezembro recuou 1,26%, fechando cotado a 78,06 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, a colheita da safra norte-americana avançou para 52% da área prevista até 25 de outubro, sete pontos percentuais acima da média histórica para o período. O ritmo acelerado dos trabalhos no campo contribuiu para o avanço das operações de retirada do produto.

Por outro lado, a abertura das maçãs de algodão — etapa em que a fibra fica exposta e pronta para a colheita — atingiu 89% das lavouras, abaixo da média de 92% registrada para esta época do ano.

As condições das plantações também apresentaram piora na avaliação final da temporada. A parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes caiu dois pontos percentuais, para 33%.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro recuou 0,90% nesta terça-feira, na Bolsa de Nova York, encerrando a sessão cotado a US$ 1,43 por libra-peso.

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Boi gordo sobe 1,94% em dois pregões na B3 e se aproxima de R$ 400/@

O contrato futuro do boi gordo para novembro de 2026 chegou a R$ 399,75 por arroba nesta terça-feira (27), na máxima do dia e no maior valor histórico do contrato na B3 (Bolsa Brasileira).

A cotação supera o recorde anterior, de R$ 399,40 por arroba, registrado em 13 de outubro. Por volta da atualização parcial do pregão, o vencimento avançava R$ 2,60 por arroba, alta de 0,65% no dia, e acumulava valorização de 1,94% em duas sessões.

Desde a mínima de fechamento registrada em 17 de março, de R$ 343,40 por arroba, o contrato acumula alta de R$ 56,35, equivalente a 16,4%. O movimento ocorre em um cenário de preços recordes no mercado físico e expectativa de oferta restrita de animais terminados nos próximos meses.

Os ganhos também aparecem nos demais vencimentos negociados na bolsa. O contrato para dezembro de 2026 avançava 0,44%, a R$ 398,80 por arroba. Para janeiro de 2027, a cotação era de R$ 398,45, alta de 0,38%. Fevereiro de 2027 subia 0,38%, a R$ 397,80, enquanto março de 2027 avançava 0,25%, a R$ 396,80 por arroba. Já o vencimento para outubro de 2026 era negociado a R$ 384,70, com alta de 0,04%.

A curva de preços entre novembro de 2026 e março de 2027 permanece praticamente estável, com valores entre R$ 396,80 e R$ 399,75 por arroba. O comportamento indica que o mercado futuro mantém a expectativa de preços elevados também no início do próximo ano, sem sinalizar alívio expressivo na oferta no curto prazo.

O contrato para janeiro de 2027 já havia superado a marca de R$ 400 por arroba durante o pregão de segunda-feira (26), quando atingiu R$ 400,25. O vencimento para outubro de 2027 também chegou a R$ 402 em 14 de outubro. Entre os contratos com vencimento em 2026, dezembro ficou próximo do patamar na segunda-feira, a R$ 399,80 por arroba.

Mercado físico registra recordes

No mercado físico, o indicador Cepea/Esalq para São Paulo alcançou R$ 381,40 por arroba na segunda-feira (26), o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 1994. Já o indicador Datagro para São Paulo, referência para a liquidação do contrato futuro, estava em R$ 382,42 por arroba na sexta-feira (23).

Com o contrato de novembro a R$ 399,75, o prêmio em relação ao indicador Datagro chega a R$ 17,33 por arroba, ou 4,5%. A diferença mostra que o mercado futuro negocia a preços superiores aos observados no indicador físico de referência.

A distância entre os vencimentos de outubro e novembro também aumentou. Com o contrato de outubro próximo do vencimento e negociado na faixa de R$ 384 a R$ 385 por arroba, o diferencial entre os dois contratos chegou a R$ 15,05 por arroba nesta terça-feira, ante R$ 12,60 na sessão anterior.

Oferta restrita

Na avaliação da Terra Mesa Agro, a valorização reflete a expectativa de oferta limitada de bovinos terminados até o fim do ano. Entre os fatores apontados estão escalas de abate curtas, retenção de animais, custos elevados de reposição e exportações de bovinos vivos em ritmo forte.

A sustentação dos preços ocorre mesmo com a desaceleração das exportações brasileiras de carne bovina para a China após o esgotamento da cota de importação destinada ao Brasil em 2026. O volume excedente está sujeito a uma sobretaxa adicional de 55%, além da tarifa de 12% aplicada dentro da cota, elevando a tributação total para 67%.

Nesse cenário, a restrição da oferta de animais tem exercido pressão mais forte sobre as cotações do que a perda de ritmo das exportações de carne. A curva praticamente plana dos contratos até março de 2027 reforça a expectativa de manutenção de preços elevados nos próximos meses.

Para que o contrato de novembro sustente a cotação próxima de R$ 400 por arroba até o vencimento, o indicador DATAGRO precisaria avançar cerca de R$ 17 por arroba em relação ao último valor informado. A evolução do mercado físico será, portanto, determinante para a convergência entre os preços futuros e a referência de liquidação.

O mercado também segue atendo ao comportamento da demanda com o pagamento do 13º salário e o aumento sazonal do consumo nas festas de fim de ano podem contribuir para a demanda, mas os preços recordes da carne também podem limitar o poder de compra dos consumidores.

Demanda global impulsiona investimentos em DDGS no Brasil

 

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EUA anunciam US$ 57,4 milhões para ampliar processamento de carnes

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (26) um investimento de US$ 57,4 milhões para ampliar a capacidade de processamento de carnes no país e abrir novos mercados para pecuaristas. Os recursos devem contemplar 147 projetos em 40 estados, por meio do Programa de Expansão do Processamento de Carnes e Aves (MPPEP, na sigla em inglês), administrado pelo USDA  (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O anúncio foi feito pelo vice-presidente J.D. Vance e pela secretária de Agricultura, Brooke L. Rollins. Segundo o USDA, o investimento previsto é de US$ 57.424.130, mas a liberação está condicionada à destinação dos recursos pelo Congresso americano.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de processadores independentes de pequeno e médio porte, estimular a concorrência no setor e fortalecer a cadeia de abastecimento de carnes. O programa também pretende criar alternativas regionais para o abate e o processamento, ampliando as possibilidades de comercialização para os produtores rurais.

“Estamos focados em reconstruir o rebanho bovino americano e oferecer mais oportunidades locais de processamento continuará dando confiança aos nossos pecuaristas para nos ajudar a cumprir essa meta”, afirmou Rollins, em comunicado oficial.

A secretária acrescentou que a medida está alinhada à estratégia do presidente Donald Trump de priorizar os pecuaristas americanos. O anúncio também foi associado à ordem executiva do governo voltada à promoção da concorrência nos mercados pecuários e à ampliação do acesso de produtores americanos aos mercados de carne.

O MPPEP oferece recursos para empresas e outras organizações elegíveis ampliarem sua capacidade de processamento. Entre os possíveis beneficiários estão empresas com e sem fins lucrativos, cooperativas e corporações de produtores, empresas de benefício público, entidades indígenas e órgãos dos governos estaduais e locais.

No caso das empresas privadas, é necessário que sejam independentes e tenham operação própria. Todas as organizações participantes devem ser de propriedade nacional, conforme os critérios do programa.

De acordo com o USDA, os investimentos anteriores realizados por meio do MPPEP já ultrapassaram US$ 200 milhões destinados a empresas independentes. Os projetos apoiados contribuíram para a criação de milhares de empregos em diferentes regiões do país.

Com a nova rodada de recursos, o governo americano pretende ampliar a estrutura de processamento doméstico, fortalecer a resiliência da cadeia de abastecimento e oferecer mais alternativas comerciais aos pecuaristas, reduzindo a dependência de um número limitado de unidades processadoras.

CNA prevê queda de 4,5% na produção de carne bovina em 2026

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MSD obtém reconhecimento para certificação que facilita crédito rural

A certificação em bem-estar animal e sustentabilidade da MSD Saúde Animal pode permitir que produtores rurais tenham acesso a reduções de até 1 ponto percentual nas taxas de juros de determinadas operações de crédito rural do Plano Safra. Reconhecida pelo MAPA( Ministério da Agricultura e Pecuária), a iniciativa está integrada à Plataforma AgroBrasil + Sustentável, que reúne informações rastreáveis sobre a conformidade socioambiental das propriedades brasileiras.

Batizada de Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, a iniciativa avalia mais de 150 critérios relacionados às condições dos animais, das pessoas e do meio ambiente. Segundo a companhia, o programa busca transformar boas práticas de produção em ganhos de eficiência operacional, redução de riscos e oportunidades de acesso a financiamento e mercados.

O benefício financeiro depende das regras vigentes, da elegibilidade da operação e da análise das instituições financeiras. A plataforma do Ministério da Agricultura organiza e dá visibilidade às informações sobre a conformidade das propriedades, mas não substitui a avaliação de crédito realizada pelos bancos.

O processo de certificação começa com um diagnóstico técnico da propriedade, conduzido por especialistas da MSD Saúde Animal. A análise considera informações zootécnicas, operacionais e ambientais, utilizadas na elaboração de relatórios de desempenho e de um plano de ação personalizado para cada produtor.

Entre os critérios avaliados estão o manejo de baixo estresse, as condições de trabalho, a capacitação das equipes, a biosseguridade, o uso eficiente de água e energia, a gestão de resíduos e a redução dos impactos ambientais. A auditoria final é realizada por certificadoras independentes, como QIMA e SBCert.

De acordo com a empresa, a análise integrada permite identificar gargalos operacionais, corrigir falhas e aprimorar a gestão da atividade rural. A adoção das práticas também pode contribuir para reduzir perdas, mitigar riscos sanitários e melhorar a eficiência zootécnica.

A certificação faz parte da estratégia da companhia de ampliar o uso de dados na gestão das propriedades e demonstrar o cumprimento de critérios socioambientais a instituições financeiras, frigoríficos e compradores.

“Queremos ser o parceiro que ajuda o produtor a tomar melhores decisões e construir um negócio mais eficiente, rentável e sustentável”, afirma Laura Villarreal, presidente da MSD Saúde Animal Brasil.

A MSD Saúde Animal certificou 12 unidades produtivas no Brasil em 2024. Em 2025, o número chegou a 50, aumento de aproximadamente 316% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa da companhia é alcançar 225 unidades pré-auditadas e certificadas nos segmentos de bovinos, suínos e aves.

A preparação para a certificação também envolve o programa Criando Conexões, voltado ao manejo de baixo estresse. Desde 2015, a iniciativa capacitou mais de 17 mil profissionais em 300 propriedades de ruminantes, aves e suínos, com impacto declarado sobre mais de 1 bilhão de animais.

Segundo a empresa, as propriedades certificadas somam, anualmente, cerca de 11 milhões de aves, 115 mil suínos, 530 mil cabeças de gado e 14 milhões de litros de leite. Mais de 140 colaboradores da MSD Saúde Animal atuam em campo na disseminação do conceito de Bem-Estar Único e no suporte técnico aos produtores.

A certificação ocorre em um contexto de maior demanda por rastreabilidade, transparência sobre a origem dos produtos e comprovação de práticas de bem-estar animal e responsabilidade socioambiental.

Para Denis Barbosa Alves Antonio, gerente de Soluções Estratégicas da MSD Saúde Animal, demonstrar como a produção é realizada tornou-se um fator estratégico para os produtores diante das exigências de compradores e importadores.

Além da possibilidade de redução dos juros em operações elegíveis, a companhia aponta que a certificação pode contribuir para melhorar os processos produtivos e fortalecer a posição comercial das propriedades. O acesso a eventuais benefícios, entretanto, depende das condições específicas de cada operação e das exigências dos agentes financeiros.

EUA precisam de carne bovina mais “magra” e Brasil pode se beneficiar

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Raízen prevê aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões

A Raízen atualizou o cronograma e as condições do aumento de capital privado, que poderá movimentar até R$ 39,8 bilhões. Segundo comunicado divulgado na CVM (Comissão de Valos Mobiliários) nesta segunda-feira (26), a operação prevê uma captação mínima de R$ 3,5 bilhões e máxima de R$ 39,796 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias, preferenciais classe B e units.

A operação está vinculada ao plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, datado de 5 de junho de 2026 e homologado judicialmente. A proposta ainda depende da aprovação dos acionistas em AGE (Assembleia Geral Extraordinária) e Assembleia Especial, convocadas para 30 de outubro, além de deliberação do Conselho de Administração prevista para 6 de novembro.

O aumento de capital poderá envolver a emissão de até 159,2 bilhões de novos valores mobiliários. A companhia admite a homologação parcial da operação, desde que seja respeitada a subscrição mínima de 14 bilhões de ações.

Preços e condições para os acionistas

A operação será dividida em três emissões simultâneas, sendo que as novas ações ordinárias terão preço de R$ 0,25 por unidade, mesmo valor estabelecido para as ações preferenciais classe B. Já as units, compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A, serão oferecidas a R$ 0,50 cada.

Os acionistas poderão exercer o direito de preferência para subscrever os três tipos de valores mobiliários, de forma isolada ou combinada, respeitados os limites individuais estabelecidos pela companhia. As novas ações preferenciais classe A serão emitidas exclusivamente como parte das units, sem possibilidade de subscrição separada.

A Raízen informou que recomenda aos acionistas considerar a subscrição de units, que, segundo a empresa, deverão representar o valor mobiliário de maior liquidez após a conclusão do aumento de capital. As ações preferenciais classe B emitidas na operação não serão admitidas à negociação em bolsa ou em mercado de balcão organizado.

O exercício do direito de preferência poderá ocorrer entre 9 de novembro e 8 de dezembro, totalizando 30 dias corridos. Terão direito à subscrição os investidores que detiverem ações da companhia ao final do pregão da B3 em 6 de novembro. A partir de 9 de novembro, as ações adquiridas serão negociadas sem o direito de participar do aumento de capital.

Os fatores de subscrição foram estabelecidos em 153,5897% para novas ações ordinárias, 153,5897% para ações preferenciais classe B e 649,3029% para units, considerando a quantidade máxima de valores mobiliários prevista na operação. Os percentuais também levam em conta o não exercício, pela Cosan, de seu direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B.

Mudança no código de negociação

A companhia também informou que as ações preferenciais atualmente negociadas sob o código RAIZ4 passarão a ser identificadas como ações preferenciais classe A, com o código RAIZ55, a partir de 3 de novembro.

Os papéis terão fator de cotação de 100 ações e lote padrão de negociação de 100 ações. A alteração não modifica a quantidade de ativos detida pelos investidores nem o valor de suas posições, mas muda a forma de expressão dos preços na bolsa.

Os direitos de subscrição também serão negociados com fator de cotação e lote padrão de 100 direitos. Os códigos específicos desses direitos serão divulgados posteriormente. As novas ações ordinárias e as units emitidas no aumento de capital poderão ser negociadas na B3 em data a ser informada pela companhia.

Próximas etapas

Após as assembleias previstas para 30 de outubro, o Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em 6 de novembro, mesma data definida como referência para o direito de preferência.

O período de subscrição terminará em 8 de dezembro. A homologação do aumento de capital está prevista para 16 de dezembro, enquanto o crédito dos novos valores mobiliários aos investidores deverá ocorrer em 18 de dezembro.

A Raízen ressalta que o cronograma é indicativo e poderá sofrer alterações, que serão comunicadas ao mercado. Os recursos obtidos com o exercício do direito de preferência serão destinados integralmente à companhia, conforme previsto no plano de recuperação extrajudicial.

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