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Trump oferece US$ 1 milhão por denúncias de fraude eleitoral

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que os EUA vão conceder US$ 1 milhão a qualquer pessoa que denunciar uma fraude eleitoral que leve à prisão e condenação, uma semana antes das eleições de meio de mandato no país, que, de acordo com as pesquisas, podem se revelar difíceis para o partido Republicano.

O governo Trump tem adotado uma abordagem cada vez mais agressiva em relação à fiscalização eleitoral, pressionando os estados a fornecerem dados de registro eleitoral e argumentando que são necessárias medidas mais rigorosas para garantir a confiança do público no processo eleitoral.

Críticos, incluindo especialistas na área política, assim como autoridades eleitorais democratas e alguns republicanos, consideram essas medidas uma intromissão excessiva do governo federal.

“Qualquer pessoa que denunciar fraude eleitoral nas eleições passadas ou nas próximas eleições de meio de mandato de 2026 receberá US$ 1.000.000 após a prisão e condenação dos responsáveis pela fraude”, escreveu Trump na rede Truth Social.

Algumas autoridades eleitorais disseram à Reuters que se preparam para uma possível interferência federal nas eleições de meio de mandato.

Trump já fez alegações falsas relacionadas às eleições no passado, inclusive ao se recusar a reconhecer a derrota nas eleições de 2020. Seus apoiadores acabaram invadindo o Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021, em uma tentativa frustrada de impedir a certificação dessas eleições pelo Congresso.

Atualmente, os republicanos detêm uma maioria estreita na Câmara dos Deputados e no Senado.

No entanto, às vésperas das eleições de meio de mandato, nas quais o controle do Congresso está em jogo, a popularidade de Trump permanece baixa devido às preocupações dos eleitores com o alto custo de vida e o aumento dos preços dos combustíveis decorrentes da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

Como funciona o sistema eleitoral dos Estados Unidos para as Midterms?

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Rubio diz que sistema eleitoral da Venezuela precisa ser substituído

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira (26) que a infraestrutura eleitoral da Venezuela foi projetada para fraudar eleições e, portanto, precisa ser substituída rapidamente antes que uma eleição válida possa ser realizada.

A declaração de Rubio vem um dia após a líder da oposição, María Corina Machado, retornar à Venezuela — sua primeira volta ao país desde que os EUA capturaram Nicolás Maduro em janeiro.

Segundo um oficial do Departamento de Estado americano, os EUA acreditam que as negociações em curso entre o governo interino em Caracas e políticos da oposição devem resultar na instalação de um novo Tribunal Supremo de Justiça até o final deste ano, seguida pela criação de um novo conselho eleitoral.

“Acredito que estamos fazendo um progresso real nesse sentido”, declarou Rubio, que tem atuado como o principal interlocutor do presidente dos EUA, Donald Trump, para assuntos relacionados à Venezuela. “Mas, se alguém tentar sabotar esse processo, estará causando um grande dano à Venezuela”, continuou.

“O governo de Maduro estruturou o sistema eleitoral do país para fraudar pleitos; por isso, ele precisa ser alterado rapidamente”, acrescentou Rubio.

No entanto, Rubio evitou estabelecer uma data específica para a realização de eleições. María Corina Machado defendeu que o pleito ocorra até meados de 2027, embora Trump tenha declarado anteriormente que, em sua visão, a Venezuela ainda não estaria preparada para uma votação em nível nacional.

Questionado sobre as críticas de Machado a um acordo petrolífero firmado entre Trump e os governantes interinos, Rubio insistiu que o acordo era benéfico para ambos os países, ressaltando, contudo, que ela tem o direito de expressar sua opinião sobre o assunto.

Trump manifestou, por diversas vezes, apoio a Delcy Rodríguez — que foi vice de Maduro e agora é presidente interina — e celebrou acordos envolvendo a produção de petróleo e outros empreendimentos comerciais de empresas norte-americanas no país sul-americano.

Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

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