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Indústria brasileira busca conciliar clima e competitividade

Reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem comprometer a competitividade é um dos principais desafios da indústria brasileira. A modernização industrial exige investimentos em equipamentos, novas tecnologias e processos produtivos, mas o custo do financiamento ainda é um obstáculo para muitas empresas. O tema estará entre as prioridades do setor na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), marcada para novembro, em Antália, na Turquia.

Além de defender melhores condições de acesso ao crédito, a indústria levará às negociações propostas relacionadas à adaptação aos eventos climáticos extremos e às barreiras comerciais associadas às exigências ambientais.

No Brasil, essas questões mobilizam o Sistema Indústria, formado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo Serviço Social da Indústria (SESI), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). As instituições atuam em áreas que incluem representação empresarial, pesquisa tecnológica, formação profissional, gestão e saúde dos trabalhadores.

As prioridades para a conferência foram discutidas em 7 de outubro, durante a Pré-COP31, promovida pela CNI em Brasília. O encontro reuniu empresários, especialistas e representantes da diplomacia para debater financiamento, segurança energética, mineração, agricultura, infraestrutura e adaptação às mudanças climáticas.

“O mundo avançou significativamente na construção de compromissos climáticos. Agora, precisamos avançar na sua execução. Isso significa criar as condições para que compromissos se convertam em projetos, investimentos, inovação e resultados”, afirmou Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI, durante o evento.

 

Financiamento e barreiras comerciais entram na pauta da COP31

A substituição de combustíveis fósseis, a transição energética e a instalação de equipamentos mais eficientes estão entre as medidas necessárias para reduzir as emissões industriais. Em atividades que dependem de grandes instalações, como siderurgia e mineração, os investimentos são elevados e os projetos levam anos para serem concluídos.

Uma das prioridades da CNI para a COP31 é ampliar o acesso a recursos destinados à descarbonização. A entidade defende a redução da burocracia dos fundos internacionais, juros menores e maior participação de investimentos privados, em articulação com mecanismos brasileiros como o Fundo Clima e o EcoInvest Brasil.

A discussão envolve a meta internacional de mobilizar US$ 300 bilhões anuais até 2035 para apoiar países em desenvolvimento, estabelecida na COP29. Ainda há divergências sobre a origem dos recursos. Países em desenvolvimento cobram maior participação do financiamento público das economias ricas, enquanto estas defendem a mobilização de capital privado.

O comércio internacional também preocupa o setor produtivo. A União Europeia adotou medidas ambientais que afetam produtos importados, entre elas o mecanismo de ajuste de carbono na fronteira, conhecido pela sigla CBAM, e a legislação antidesmatamento.

A CNI questiona exigências que considera discriminatórias e defende que as regras reconheçam as características da produção brasileira, incluindo a participação de fontes renováveis na matriz energética. A entidade reivindica ainda espaço para diferentes tecnologias de descarbonização, como os biocombustíveis, já utilizados em larga escala no país.

 

Indústria investe na qualificação para novas tecnologias

A adoção de equipamentos automatizados e processos industriais de menor emissão exige trabalhadores preparados para operar novas tecnologias, acompanhar indicadores de eficiência e identificar oportunidades de redução do consumo de energia.

A formação profissional e o desenvolvimento tecnológico estão entre as áreas de atuação do SENAI, que oferece educação técnica e desenvolve pesquisas aplicadas às necessidades da indústria. A instituição trabalha na qualificação de profissionais para acompanhar as mudanças nos processos produtivos.

Para os gestores, o desafio envolve calcular o custo dos investimentos, avaliar novas tecnologias e cumprir as exigências ambientais. O IEL oferece programas de formação de lideranças e aproxima empresas de profissionais e instituições de ensino para desenvolver projetos de inovação.

 

Eventos extremos exigem proteção aos trabalhadores

Enchentes, secas e queimadas afetam o funcionamento das empresas e trazem riscos à saúde de funcionários e comunidades próximas às instalações industriais. A interrupção de estradas dificulta o deslocamento das equipes, enquanto a fumaça e o calor intenso comprometem as condições de trabalho.

Durante a Pré-COP31, o SESI apresentou iniciativas desenvolvidas em parceria com o Ministério da Saúde e outras instituições para orientar empresas diante de emergências climáticas. Foram elaborados protocolos de resposta a inundações, secas e queimadas. Um terceiro documento, dedicado a chuvas e tempestades, tem apresentação prevista para a conferência na Turquia.

A instituição desenvolve ainda um sistema de alerta para arboviroses, que cruza informações epidemiológicas e climáticas com dados sobre a concentração de atividades industriais. Com os dados, as empresas conseguem identificar áreas de maior risco e planejar ações preventivas.

Na Amazônia, a embarcação Saúde Conectada – Copaíba oferece consultas, exames e atendimento por telemedicina a trabalhadores da indústria e comunidades ribeirinhas. Desenvolvido pelo SESI em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional do SESI, o projeto utiliza conexão via satélite e um sistema híbrido de geração de energia, com painéis solares.

“O papel mais fundamental do SESI é saber qual o impacto das políticas de mudanças climáticas na vida dos trabalhadores. Nós vamos falar muito sobre de que maneira a saúde dos trabalhadores é impactada pelas alterações no clima”, afirmou Paulo Mol Júnior, diretor-superintendente do Departamento Nacional do SESI, durante a Pré-COP31.

 

Indústria apresenta metas para reduzir emissões e desperdícios

O setor empresarial estabeleceu compromissos para ampliar o aproveitamento de matérias-primas e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Entre os objetivos estão elevar para 15% a taxa de uso circular de materiais, com maior recuperação e reutilização de resíduos na produção, e aumentar para 35% a participação da eletricidade no consumo industrial, ambos até 2035.

As metas integram a agenda da Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa internacional que reúne representantes empresariais de mais de 120 países e trabalha para ampliar a oferta de projetos sustentáveis estruturados para receber investimentos.

Outro assunto previsto para a COP31 é a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. Na conferência anterior, foram aprovados 59 indicadores globais para acompanhar a preparação dos países diante desses impactos, mas a definição de como financiar sua implementação ficou pendente.

A CNI defende que as métricas considerem as características da atividade industrial e sejam testadas no Brasil, em articulação com políticas nacionais. A entidade reivindica recursos e capacitação para executar as medidas necessárias.

As prioridades do setor foram apresentadas em outubro e integrarão o documento Visão da Indústria para a COP31. Durante a conferência, a CNI também participará do Implementation Hub Pavilion, espaço da Zona Azul dedicado à apresentação de projetos e à discussão de iniciativas climáticas.

Segundo dados apresentados pela CNI, as necessidades internacionais de financiamento para adaptação chegam a US$ 387 bilhões por ano. A origem desses recursos e as condições de acesso pelos países em desenvolvimento estarão entre os pontos de negociação da COP31.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
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Como é o trabalho em uma mina de ouro a 1.600 metros?

De celulares a equipamentos cirúrgicos e tecnologias utilizadas na exploração espacial, o ouro tem aplicações que vão muito além das joias e dos investimentos financeiros. A presença do metal nesses dispositivos se deve a propriedades como a alta condutividade elétrica e a resistência à corrosão. Embora seja um dos materiais mais conhecidos e valorizados do mundo, o caminho que percorre desde a extração até chegar à indústria ainda é pouco familiar para grande parte da população.

Em uma mina subterrânea, a retirada do minério exige planejamento, equipamentos especializados e profissionais de diferentes áreas. O trabalho se estende por galerias escavadas a centenas de metros da superfície e envolve uma série de procedimentos, desde a extração das rochas até o processamento do material e a destinação dos resíduos.

Para mostrar essa realidade, a AngloGold Ashanti, mineradora de ouro responsável pela atividade industrial mais longeva ainda em operação no Brasil, lança a websérie “Além do Ouro – A mineração como você nunca viu”. Com estreia em 28 de outubro, a produção terá oito episódios semanais no canal da empresa no YouTube, com imagens dos bastidores e relatos de quem trabalha diretamente nas operações.

Os próprios profissionais apresentam as etapas da mineração, os cuidados com a segurança e as tecnologias empregadas na atividade. A produção também aborda a gestão dos rejeitos e o relacionamento com as comunidades próximas às instalações da mineradora.

 

Uma mina com 300 quilômetros de túneis

Um dos cenários da série é a Mina Cuiabá, localizada em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Apontada como a mina subterrânea mais profunda do Brasil, ela chega a mais de 1.600 metros abaixo da superfície e possui cerca de 300 quilômetros de túneis, extensão equivalente a aproximadamente sete maratonas.

A circulação dos trabalhadores, o transporte de equipamentos e minério, a ventilação e o monitoramento das condições do subsolo exigem planejamento e controles específicos. No segundo episódio, os profissionais mostram como funciona a extração do ouro e explicam os procedimentos adotados para realizar o trabalho de acordo com a legislação.

Antes de chegar às galerias subterrâneas, a websérie recupera a origem do metal e sua trajetória ao longo da história. O capítulo de estreia aborda as características que tornaram o mineral tão valorizado e suas aplicações em diferentes setores da economia.

 

Da rocha ao metal precioso

O ouro encontrado na natureza geralmente está associado a outros minerais. Por isso, a retirada do minério do subsolo é apenas uma das etapas do processo. Para recuperar o metal, o material extraído passa por uma sequência de operações industriais conhecida como beneficiamento.

O terceiro episódio acompanha esse trabalho, desde o processamento das rochas até a separação do ouro. Além dos desafios técnicos, essa etapa exige atenção à destinação dos rejeitos, materiais que permanecem após a recuperação do metal.

O armazenamento desses resíduos é o assunto dos três capítulos seguintes. O quarto apresenta a engenharia das barragens de rejeitos, incluindo os critérios técnicos envolvidos em sua construção e os cuidados necessários para manter as estruturas seguras.

O quinto episódio mostra as tecnologias utilizadas no monitoramento, que permitem acompanhar as condições das barragens e identificar alterações que exigem avaliação ou intervenção. Já o sexto trata da descaracterização, processo de engenharia destinado a eliminar as características que fazem dessas instalações uma barragem de rejeitos, conforme as exigências técnicas e legais.

 

Alternativas para armazenar os rejeitos

A gestão dos materiais provenientes do beneficiamento também envolve outras soluções de engenharia. Uma delas é apresentada no sétimo episódio, dedicado às pilhas de rejeitos, estruturas geotécnicas projetadas para armazenar esses resíduos.

O capítulo explica como funcionam essas instalações e quais critérios orientam sua utilização, incluindo os aspectos de segurança e controle ambiental que tornam essa alternativa adequada para determinadas operações minerais.

 

A mineração e a vida nas comunidades

A relação com a população dos municípios onde a mineradora atua é o assunto do oitavo e último episódio, previsto para 16 de dezembro. O capítulo apresenta iniciativas da AngloGold Ashanti e explica o conceito de mineração circular, associado ao aproveitamento de coprodutos e às contrapartidas sociais e econômicas da atividade.

Entre as ações abordadas estão a geração de empregos, a qualificação profissional e o apoio a projetos culturais e sociais. A série também apresenta experiências de parceria com moradores e instituições locais, além de discutir o legado da mineração para essas regiões.

A websérie Além do Ouro – A mineração como você nunca viu, da AngloGold Ashanti, estreia em 28 de outubro, com oito episódios semanais até 16 de dezembro, disponíveis no canal oficial da mineradora no YouTube.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”
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