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Cem veículos digitais disseram não às propagandas de Bets

Uma iniciativa capitaneada pela Agência Pública e outros veículos digitais reuniu mais de 100 veículos em editorial conjunto. Lançada em 21 de julho, a iniciativa “Aqui não tem propaganda de bets” procurou pautar o debate dentro da imprensa a respeito da responsabilidade do jornalismo sobre os anúncios que veicula. De início, 15 veículos – Agência Lupa, Agência Pública, Alma Preta, Amado Mundo, Aos Fatos, Manual do Usuário, Matinal, Meio, Mobile Time, My News, Notícia Preta, NeoFeed, Plural, Portal IMPRENSA e Reset – assinaram o editorial conjunto, chamando outros sites a participarem. 

Até o início de setembro, mais de 100 veículos de todo o Brasil aderiram à iniciativa. Entre eles estão os sites Conexão Planeta, Finsiders Brasil, Falando de Tech, Central do Varejo, Click Guarulhos e Portal Meu Amazonas. 

Segundo o editorial conjunto, “o jornalismo, que deve ser, antes de tudo, comprometido com o interesse público”. 

E segue: “Nosso papel é o da defesa da sociedade e, portanto, o de investigar, denunciar com independência o poder indevido do setor e exigir das autoridades regras mais estritas às propagandas e à atuação das bets. Ao aceitar propagandear os jogos online, consideramos que estaríamos contradizendo informações apuradas com rigor pelas nossas equipes”. 

“A seriedade da atual epidemia que tem vulnerabilizado, sobretudo, os mais pobres, não pode ser relativizada por conta de interesses comerciais, sob pena de minar a credibilidade do jornalismo” conclui.

Em meio à campanha eleitoral, o governo Lula prepara uma MP para proibir as bets no País. A medida deve ser assinada nessa sexta-feira, segundo informações da coluna da Alicia Klein no UOL. 

Liberado em 2018 e regulamentado em 2023, durante o atual governo, o setor de apostas online chegou a retirar R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025, segundo um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

No mesmo ano, o governo federal arrecadou R$ 9,16 bilhões em impostos. 

Veículos que fazem parte desta iniciativa: Agência Lupa, Agência Pública, Alma Preta, Amado Mundo, Aos Fatos, Manual do Usuário, Matinal, Meio, Mobile Time, My News, Notícia Preta, NeoFeed, Plural, Portal IMPRENSA e Reset.

Também assinam:  #Colabora – Jornalismo Sustentável, 100fronteiras.com, A Seguir Niterói, A Vida no Centro, ABCdoABC, Agência Carta Amazônia, Agência Informativa Pulsar Brasil, Agência Mural de Jornalismo das Periferias, Agência Nossa, Agência Primaz de Comunicação, Agência Tatu, Agora RS, AIoT Brasil, Amazonas Atual, Amazônia Vox, As Cunhãs Podcast, Associação Nova Escola, Atual7, Blue Chip Talks, Canal92am, Central do Varejo, Central do Varejo, Cidade News, Coar Notícias, Conexão Planeta, Conquista Repórter, Desenrola e Não Me Enrola, Desinformante, Eco Nordeste, Eficientes, Eh Fonte, Entre Becos, Escotilha, ESQUINA DEMOCRÁTICA, Esquina Democrática, Esquina Democrática, Falando de Tech, Fast Company Brasil, Finsiders Brasil, Frente Livre, Guarulhos Todo Dia, ICL Notícias, Instituto Tijuípe, Jirau News, Jornal GGN e TV GGN, Jornal O Liberal do Paraná, Jornalistas&Cia, Juicy Santos, Lunetas, MANGUE JORNALISMO, Maré de Notícias, Meus Sertões, Mídia Cabocla, MigraMundo, Nasentrelinhas informativo, Nonada Jornalismo, Nossa Cidade, Oncofake, Outras Palavras, Periferia em Movimento, Plataforma 12, Plataforma Ocorre Diário, Podcast Ciência Suja, Ponte Jornalismo, Ponte Jornalismo, Portal Assobiar, Portal Cansei De Ser Pop, Portal Click Guarulhos, Portal Convergência Digital, Portal Desacato, Portal Giro da Lore, Portal Meu Amazonas, Portal Neo Mondo, Portal Ùnico, Portal Vida e Ação, Porto+ Noticias, Porvir, Rádio Escafandro, Rede Estação Democracia RED, Revista O Grito!, Revista Piloto Ribeirão, Rondônia Plural, Site Coreto, Startups, The AgriBiz, The Conversation Brasil, The Gaming Era, TI Inside, Vagas em Games, Voz do Vale e ZACHPOST.

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Flávio Bolsonaro e aliados divulgam apostas do Polymarket como pesquisa eleitoral

Pelo menos 10 candidatos, incluindo Flávio Bolsonaro (PL), divulgaram apostas de mercados de previsão, como Polymarket e Kalshi, como forma de apontar uma suposta vantagem do presidenciável em relação a Lula (PT). Para especialistas ouvidos pelo Núcleo, as publicações violam a legislação eleitoral, que proíbe a divulgação de dados que não sejam de pesquisas registradas, e podem confundir a percepção dos eleitores.

O movimento ganhou força logo após a página do Polymarket nos Estados Unidos ter postado no X que Flávio Bolsonaro atingiu “o pico mais alto de todos os tempos nas probabilidades da eleição presidencial do Brasil, com o primeiro turno a apenas duas semanas”. O post, feito no domingo (20.set), mostrava o gráfico das apostas feitas naquele dia, em que o candidato aparecia com 58%. 

BREAKING: Flávio Bolsonaro surges to an all-time high in Brazil's presidential election odds, with the first round just two weeks away.

58% chance. pic.twitter.com/lHnLMGig5m

— Polymarket (@Polymarket) September 20, 2026

Apesar de plataformas de mercados de previsão como o Polymarket estarem proibidas de operar no Brasil desde 24.abr.2026, a página no X continua acessível para usuários brasileiros. A rede social não faz parte do Conselho Digital, associação que reúne 10 big techs e tem um acordo de cooperação com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) que permite a exclusão de conteúdos considerados irregulares sem passar pelo Poder Judiciário. 

Por isso, os perfis dessas plataformas no Instagram, por exemplo, não estão disponíveis no Brasil desde a proibição. Já 27 sites de mercados de previsão foram bloqueados após notificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a pedido da secretaria.

Proibido, mas ainda disponível

A assessoria da Secretaria de Prêmios e Apostas informou que “o bloqueio já foi implementado pela maioria dos provedores”, mas a reportagem verificou que, mesmo com a proibição no Brasil, em alguns estados o acesso ao site do Polymarket continua disponível, como no Rio de Janeiro, mesmo sem utilização de VPN.

No Instagram, o próprio Flávio Bolsonaro republicou o gráfico do Polymarket em um Story, em 21.set., a partir da página @hora_livre22, com mais de 146 mil seguidores, que, por sua vez, reproduziu o tweet do Polymarket no X.

Publicação de Flávio Bolsonaro no Instagram
Publicação de Flávio Bolsonaro no Instagram

Mas foi no próprio X que a maioria das publicações dos candidatos localizadas pelo Núcleo foi feita.

O vereador Lucas Pavanato (SP), o deputado federal Mário Frias (SP), o vereador Gilson Machado Filho (PE) e o vereador Renan Paes (SP), todos do PL que disputam cargos para deputado estadual ou federal, repercutiram ou o post original ou o gráfico do Polymarket seguido da frase “vai ser no primeiro turno!”. O deputado Lucas Bove (SP), também do partido, postou a métrica seguida de “vai ser Bolsonaro!” com uma foto em destaque do presidenciável.

O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS), que busca a reeleição, comentou sobre a métrica, ainda no sábado (19.set), indicando que a diferença de 15% a favor de Flávio “jamais havia sido registrada” e emendou dizendo que a vitória de Donald Trump contra Kamala Harris, em 2024, “registrava um índice similar ao que vemos neste momento no Brasil”, reforçando uma ligação entre a vitória do presidente dos Estados Unidos e o dado da plataforma. Dois dias depois, comemorou em novo post com o gráfico do Polymarket: “Pela 1ª vez Flávio bate 60% de chances de vitória!”.

Vai ser no primeiro turno! https://t.co/A1ozVA5jPZ

— MarioFrias 2208 (@mfriasoficial) September 21, 2026

No mesmo tom, o candidato a deputado federal Rodrigo Lima (Novo-PB)  vibrou com o gráfico de linhas da plataforma: “ACABOU LULA, ACABOU 60 pontos na Poly pow. Isso é pornográfico 😂😂😂😂”.

Já o deputado federal e vice-líder do PL na Câmara, Bibo Nunes (RS), usou inteligência artificial para ilustrar os dados do Polymarket e da Kalshi em formato de gráfico de barras e setas direcionadas para cima, acompanhadas de uma foto manipulada de Flávio Bolsonaro e a frase “a nossa vitória será com glória!”, além do seu número de urna e da sua filha, Camila Nunes, que pleiteia uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Bem abaixo, é indicado na imagem que os percentuais divulgados são de mercados de previsão. O post foi publicado tanto na conta do parlamentar no X quanto na do Instagram.

Entre os candidatos, apenas o deputado estadual Major Mecca (SP), que busca uma cadeira pelo PL na Câmara, impulsionou uma publicação feita no Instagram e no Facebook. A imagem contava com uma foto do candidato ao lado de Flávio Bolsonaro e os dados abaixo: “Flávio atinge 59% de probabilidade de vitória na Kalshi e 58% no Polymarket”, seguidos dos números de urna de ambos. Na legenda, ainda havia o comentário “Dá para acabar com o sofrimento já no primeiro turno”.

Segundo a Biblioteca de Anúncios da Meta, o parlamentar gastou entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil para impulsionar o post em 21.set. que, até esta quarta-feira (23), tinha entre 250 mil e 300 mil impressões (a quantidade de vezes que o conteúdo passou pelo feed de alguém).

Aposta não é pesquisa

A pedido do Núcleo, o advogado Rafael Martins, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), e o professor de direito eleitoral da FGV Fernando Neisser analisaram as publicações mencionadas. Ambos avaliam que os posts são “perigosos”, violam as regras eleitorais e podem influenciar a percepção do eleitorado de forma equivocada.

“Mercado de previsão não é pesquisa eleitoral. Em plataformas como Polymarket e Kalshi, as probabilidades refletem o volume de dinheiro que um grupo autosselecionado está disposto a pagar por um resultado, e não a opinião de uma amostra representativa do eleitorado”, explica Martins. 

“O volume financeiro de poucas contas com muito capital consegue mover esse percentual, o que só reforça o quão equivocado é confundir essa probabilidade com suposta vontade popular. Por isso, divulgar esses números como se fossem pesquisas de opinião é, a meu ver, uma irregularidade patente, contornando todas as exigências de registro e metodologia que a legislação eleitoral impõe às pesquisas.”

Neisser concorda. “Não é só a narrativa, mas até a forma de apresentação, a exposição com barras, com as porcentagens ou como gráfico, é exatamente a linguagem usada na divulgação de pesquisas eleitorais”. 

Para eles, apesar de o Código Eleitoral não ser explícito quanto à divulgação de dados de mercados de previsão ou apostas no cenário eleitoral, as publicações poderiam ser enquadradas no parágrafo 3º do artigo 33 da Lei nº 9.504/97, que trata da divulgação de pesquisa sem registro das informações na Justiça Eleitoral, cuja punição é uma multa que varia entre R$ 54 mil e R$ 100 mil, além da remoção do conteúdo. O parágrafo 5º do mesmo artigo também proíbe a realização de enquetes sobre o processo eleitoral durante a campanha.

A depender da reiteração da conduta, os especialistas apontam que os candidatos podem responder por abuso do poder econômico ou do poder de autoridade ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político, conforme a Lei Complementar 64/1990.

“Caso a caso, a justiça eleitoral vai avaliar se houve uma conduta grave, se isso teve repercussão, se o candidato teve ou não um vínculo com aquilo, se aquilo teve efeito sobre o eleitorado”, explica Neisser. “Você tem umas análises que são subjetivas, mas que se entender pela existência de abuso, isso leva à cassação de uma candidatura e à declaração de inelegibilidade”.

É importante lembrar ainda que o parágrafo 7 do artigo 6º da Resolução nº 23.735/2024 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veda o uso de plataformas digitais que ofereçam ou prometam, gratuita ou mediante pagamento de qualquer valor, “bens, produtos ou propagandas vinculados a candidatas ou a candidatos ou a resultado do pleito eleitoral”. O descumprimento pode configurar crime eleitoral, como abuso de poder econômico e captação ilícita de votos.

O Núcleo buscou todos os candidatos mencionados por meio dos contatos disponíveis em seus canais oficiais de comunicação, como sites e redes sociais, mas nenhum deles retornou até a publicação.

Nesta semana, o site Metrópoles e o jornal Folha de S.Paulo também mostraram que perfis estrangeiros e de pessoas ligadas a Trump estavam fazendo posts patrocinados no X sobre as métricas do Polymarket que favorecem Flávio Bolsonaro. Não é possível saber por quem o conteúdo foi pago nem o valor, já que a rede social não divulga essa informação.

A legislação eleitoral brasileira veda que partidos e candidatos recebam dinheiro de entidades ou governos estrangeiros e também proíbe o impulsionamento de propaganda eleitoral por terceiros, dentro e fora do país.

Nesta terça-feira (22.set), a conta do Polymarket voltado ao público brasileiro no Instagram, a @polymarketbrasil que virou @polymarketportugues, foi derrubada a pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas após investigação do Núcleo revelar que a página promovia apostas em eleições brasileiras, apesar da proibição. O perfil também utilizava publicações em “collabs” com páginas de fofoca, memes, esportes e entretenimento para ampliar o alcance sem detalhar se a publicação cruzada era mediante pagamento, o que é obrigatório em caso de publicidade.

Algumas páginas no X e no Instagram também passaram a associar a restrição do acesso ao perfil do Polymarket no Instagram para brasileiros a uma suposta ação da campanha do candidato Lula, o que não é verdade, já que a Advocacia-Geral da União havia questionado a SPA sobre a operação da plataforma com base na reportagem em 10.set., ou seja, antes das postagens sobre as métricas dos mercados de previsão que favorecem Flávio Bolsonaro. 

Para Neisser, além de punir os candidatos individualmente por irregularidades, é necessário pensar no macro. “Conforme vamos chegando perto do período eleitoral, é preciso uma medida mais geral, que, por exemplo, determine não só a derrubada do acesso dos sites dessas empresas no Brasil, que já foi feito, mas também os perfis dessas empresas em redes sociais com acesso no Brasil sob a pena de a gente ter uma avalanche de postagens desse tipo, gerando um efeito manada falso, a partir de algo que não representa necessariamente o universo de eleitores e eleitoras”, explica.  

Procurado pelo Núcleo sobre as publicações dos candidatos, o Ministério Público Eleitoral disse que “não antecipa possíveis manifestações processuais”.

A reportagem também buscou as assessorias do Tribunal Superior Eleitoral e dos tribunais regionais eleitorais (TRE) de São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Paraíba por serem os estados dos candidatos mencionados. 

O TRE de São Paulo afirmou em nota que a Justiça Eleitoral apenas atua quando provocada por meio de ação judicial. “As questões concretas poderão ser apreciadas pela juíza ou juiz responsável em caso de eventual representação. Não há possibilidade de emissão de juízo prévio pela Justiça Eleitoral.”

Os demais não responderam.

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How I Became the Villain of El Cerrito’s Nextdoor

You don’t have to live in El Cerrito, California, or have ever used Nextdoor, for this essay to resonate. For Oakland Review of Books, Amy Brown recounts buying her first home in the East Bay city and swiftly becoming the villain of her local Nextdoor—after her uncharitable Bluesky posts about the seniors opposing a library tax made their way back to her neighbors. Honest and funny, Brown’s essay explores being locally online—that weird, often uncomfortable place between online and IRL—and shows how (not) to talk to people you’ll run into at the grocery store.

Still, I spent multiple nights lying awake, thinking that everyone in this town must know I’m a bitch now. My son is supposed to start TK at the public school in the fall. What if his classmates’ parents use Nextdoor? What if the nice lady across the street who organizes a monthly dinner for our block uses Nextdoor? What if my neighbor already told everyone that the woman who moved into the house on the corner is an asshole? Does everyone I see on the street think I’m an asshole? Can they tell I don’t belong here? Do I have to go crawling back to my hometown and get a job at the car seat manufacturing plant?

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Nudification blocks: The EU’s struggle for more safety online 

The European Union is bringing out the big guns in the face of widespread outrage over the use of Artificial Intelligence (AI) violating people’s privacy and dignity.  

Brussels is considering the possibility of classifying the creation of sexual deepfakes as a prohibited practice under the Artificial Intelligence Act following the scandal involving sexualised images created by Grok AI, the chatbot integrated into Elon Musk’s X platform. 

Grok outrage

Musk’s company xAI – after prolonged international criticism – has introduced new restrictions in mid-January on sexually suggestive AI-generated images in Grok. The move follows criticism that Grok allowed users to digitally replace women’s clothing with bikinis and, in some cases, create sexualised depictions of minors. 

The first images of people being stripped naked without consent (“nudification”) began circulating in the days following the release of the feature, but their spread increased particularly around New Year’s Eve. According to CNN, between January 5 and 6 alone, Grok was used to generate at least 6,700 sexual images. These often involved women or minors. 

“Grok is now offering a ‘spicy mode’ showing explicit sexual content with some output generated with childlike images. This is not spicy. This is illegal. This is appalling,” EU digital affairs spokesman Thomas Regnier told reporters back then.

The European Commission, which acts as the bloc’s digital watchdog, said it would take note of new measures taken by X and would review them. Officials warned that if the steps prove insufficient, the EU will consider using the full scope of its Digital Services Act (DSA).

European Commission Vice-President Henna Virkkunen has stated that the Commission is considering explicitly banning these types of AI-generated sexual images under the AI Act, classifying them as unacceptable risks. 

The prohibition of harmful practices in the field of AI could be relevant to addressing the issue of non-consensual sexual deepfakes and child pornography, said Virkkunen, who is also the responsible commissioner for Tech Sovereignty, Security and Democracy, at this week’s plenary session of the European Parliament in Strasbourg. She also said the DSA mitigated the risk of online sexual material being disseminated without consent. 

She also recalled that the Commission had sent a request for information to X regarding Grok as part of its investigation into the platform under the DSA. 

The platform was asked to preserve all internal documents and data relating to it until the end of the year. “We are now examining the extent to which X may in any case be in breach of the DSA and will not hesitate to take further action if the evidence suggests it,” she said.

The Commission had previously stepped up pressure on X, which was fined 120 million Euro in early December over transparency violations. The EU has insisted it will enforce its rules despite causing backlash from the US administration.

“The DSA is very clear in Europe. All platforms have to get their own house in order, because what they’re generating here is unacceptable, and compliance with EU law is not an option. It’s an obligation,” Regnier said at the height of the scandal in early January. 

Last week, a group of about 50 MEPs had called on the Commission to ban artificial intelligence apps used to create nude images from the EU market. 

Illustration: 12 July 2025: In this photo illustration, the xAI Grok logo is seen displayed on a smartphone screen. Grok is a generative artificial intelligence chatbot developed by xAI. Photo: Algi Febri Sugita/ZUMA Press Wire/dpa

Can’t live without X

Despite criticism of X, nearly all senior EU officials continue to post there rather than on European alternatives, according to research by dpa.

European Commission President Ursula von der Leyen and other top officials still do not have official accounts on Mastodon, a Germany-based alternative. Virkkunen  opened an official Mastodon account in January. High-ranking EU politicians are also active on Bluesky, another US-based platform currently gaining traction.

The Commission justifies continued use of X due to its reach: Mastodon has roughly 750,000 monthly users, compared with 100 million on X, according to the companies.

The long legal path towards better safety online

The path towards protection of minors in the EU is long-winded as concerns of privacy, business and protection clash. Several regulations intersect:

  • Chat Control

The Commission in 2022 proposed a regulation to require platforms to detect and report images and videos of abuse (child sexual abuse material or CSAM), as well as attempts by predators to contact minors.

Supported by several child protection groups, the plan nicknamed “Chat Control” sparked fierce privacy debates inside the 27-country bloc and led to accusations of mass surveillance. 

The final legislation is expected to be negotiated in early 2026, aiming to bridge the gap between Parliament’s privacy-focused approach and the EU Council’s desire for broad voluntary scanning powers. 

While extending temporary voluntary scanning measures until April 2026 to avoid a legal vacuum, MEPs have expressed urgency for a permanent solution.

October 9, 2025, Berlin: Members of the alliance “Stop Chat Control!” demonstrate in front of the Federal Ministry of the Interior. Civil society organizations demonstrate in front of the Federal Ministry of the Interior in Berlin against the planned EU-wide chat control and hand over more than 300,000 signatures. Photo: Fabian Sommer/dpa
  • DSA

The European Union uses the Digital Services Act to sanction online platforms by imposing massive fines, requiring immediate operational changes, and – as a last resort – temporarily suspending their services. It can apply fines if platforms violate DSA obligations, fail to comply with interim measures or breach commitments.

It is an EU regulation for a safer online world, requiring platforms to tackle illegal content, protect users, and increase transparency.

  • AI Act

The AI Act was adopted in 2024 and is the world’s first and only comprehensive legal framework in the artificial intelligence context. It establishes a risk-based system to regulate AI technologies within the EU, aiming to ensure they are safe, trustworthy, and respect fundamental rights while fostering innovation. 

It bans certain unacceptable AI practices, such as social scoring, and sets rules for areas of high risk for AI use – like in critical infrastructure or employment. It also sets out restrictions on manipulative AI uses such as deepfakes targeting children, among others. 

  • Social media bans

France, which is considering banning social media for children under 15, has been testing an age verification app developed by the European Commission since this summer. This tool is one of several methods used to verify the age of internet users, which is a headache for tech giants and authorities alike.

Individual efforts

The Spanish Minister of Youth and Children, Sira Rego, in early January asked the attorney general’s office to investigate whether Grok may be committing crimes related to the dissemination of child sexual abuse material.

Currently, Spain is developing its own law for the protection of minors in digital environments. The law strengthens the framework for protecting personal integrity and privacy against new forms of violation linked to the use of technologies such as artificial intelligence, reaffirming that the best interests of the child must always prevail over any digital business model.

Bulgaria has stepped up efforts to combat online child sexual abuse through international law enforcement cooperation, national prevention campaigns and policy discussions aligned with EU legislation. In 2025, Bulgarian authorities took part in a major international operation that shut down Kidflix, one of the world’s largest platforms for child sexual exploitation, used between 2022 and 2025 by nearly 2 million users.

Romania has legislative mechanisms in place to combat child sexual abuse material through its criminal code, and the authorities are seeking to expand and modernise these rules. 

Since 2025 an important bill on the protection of children online (called the Online Age of Majority Law) has been under parliamentary debate, and Romania is also gradually participating in and implementing EU rules on the prevention and combating of online sexual abuse. The Online Age of Majority Law introduces mandatory age verification and parental consent for minors (under 16) to access online services such as social media, gaming and streaming platforms.

EU candidate country Bosnia and Herzegovina still has no specific law regulating this area. In BiH, criminal liability for the production, distribution and possession of such material is based on criminal laws that cover the sexual exploitation of children, but do not contain explicit provisions on AI-generated or simulated content. 

The EU has put into place a set of complementary tools and measures to protect its citizens – young and old – from harmful practices online, but weak points include challenges in enforcement, algorithmic amplification of harm, inconsistent national implementation, and debates over balancing security with privacy.

This article is an ENR Key Story. The content is based on information published by ENR participating agencies.

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Who Ya Gonna Call? Scam Busters!

Mark Seal is very fond of the phrase “Who Ya Gonna Call? Scam Busters!”—he uses it three times in this piece. Yet it’s still refreshing, despite being from last year, to read a story that focuses on the painstaking effort to trace scammers rather than lingering on the victim’s humiliation (looking at you, Netflix). Seal does explain how a French woman named Anne fell for “Brad Pitt” online and subsequently lost her fortune to the scammers, but her supposed savior, cyber‑detective Marwan Ouarab—sporting a cat‑in‑a‑trench‑coat T‑shirt—gets most of the page time here. Ouarab apparently found the scammers within 48 hours, but no charges have been made, and Anne is still fighting to recover any of her money. You can call the scam busters, but you’re still in for a long wait.

“All during the scam, Anne was suspecting something,” he says over a vanilla flan, a sweet treat for a very determined guy. “But every time, the crooks had fine words, the right words. They were really poetic. They knew what words were right for her. They really understood Anne’s psychological profile.”

It was a classic “sentimental scam,” says Ouarab—a carefully produced, all-encompassing “theatrical event” that uses love as the bait to hook the target and then envelops them completely in the con. (In this case, the divorced interior designer, Anne, whose last name has not been made public, and a convincing facsimile of Brad Pitt, achieved via A.I., deepfake technology, and, according to Ouarab, “ridiculous photoshop tools to create pictures of the fake Brad in his hospital bed.”)

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