Não quero asas, tenho vertigens do futuro, prefiro-me rente ao chão, com ramos e raízes, e gente que se meta à minha sombra, larguem-me por momentos, só quero estar em paz com este mundo. Crónica de Cláudia Lucas Chéu
Agora que o Outono chegara, as pessoas regressavam aos poucos à solidão dos casacos, recolhiam-se dentro deles, escondiam as mãos nos bolsos e os rostos nas golas levantadas. Crónica de Cláudia Lucas Chéu
Vivo do que a terra me dá, das batatas, das couves, do que cresce sem exigir que se carregue num botão. Há dias, a meio da noite, aconteceu uma coisa notável. Pareceu-me ouvir alguém junto à casa. Crónica de Cláudia Lucas Chéu