A lendária estrela do rock, agora com 82 anos, fala sobre como a fama, os concertos e o envelhecimento o mudaram. E levanta o véu sobre o futuro dos Rolling Stones
A preparação das equipas de socorro, a coordenação entre entidades e a utilização de novas tecnologias estão no centro da terceira edição do FALEX’26, que decorre nos dias 7 e 8 de novembro, em Sagres. Em entrevista ao Litoralgarve, o coordenador municipal de Proteção Civil de Vila do Bispo, Emerson Gomes, explica os objetivos da iniciativa, antecipa um exercício com múltiplas vítimas e alerta para os riscos das arribas. São esperados cerca de 200 participantes no seminário e aproximadamente 150 operacionais nas atividades práticas.
Preparação e logística no centro do FALEX’26
Litoralgarve — Que objetivos pretende alcançar com esta terceira edição do FALEX e que novidades destaca em relação às anteriores?
Emerson Gomes — A terceira edição do FALEX’26 tem como principal objetivo reforçar a capacidade de preparação, coordenação e resposta do Município de Vila do Bispo perante situações de emergência, através do teste dos procedimentos previstos no Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil e da articulação entre os diferentes agentes e entidades envolvidos.
Nesta edição, o plano será testado de forma setorial, com particular incidência nos aspetos logísticos, permitindo avaliar a capacidade de mobilização, gestão e distribuição dos recursos necessários à resposta, identificar eventuais constrangimentos e definir oportunidades de melhoria.
Uma das principais novidades será o reforço da utilização de drones nas operações.
Mais do que testar procedimentos, o FALEX’26 pretende identificar melhorias concretas, reforçar a capacidade logística e operacional e explorar novas ferramentas tecnológicas, contribuindo para uma resposta mais coordenada, célere e eficaz perante situações reais de emergência.
Uma costa de grande beleza que exige atenção permanente
Litoralgarve — Quais são os principais desafios que as arribas e a faixa costeira de Vila do Bispo colocam às equipas de socorro e salvamento?
Emerson Gomes — Um dos principais desafios está relacionado com as características da nossa faixa costeira, marcada por arribas elevadas, zonas de difícil acesso e fenómenos de erosão costeira, que contribuem para uma permanente alteração das condições de segurança.
A erosão costeira é uma preocupação particularmente relevante, uma vez que o desgaste natural das arribas pode provocar instabilidade dos terrenos, desmoronamentos e derrocadas, por vezes difíceis de antecipar. Isto significa que zonas aparentemente seguras podem apresentar riscos significativos, exigindo uma avaliação permanente das condições no terreno e especial cautela por parte de quem frequenta estes locais.
A este fator acresce a elevada afluência de pessoas à nossa costa, sobretudo turistas, caminhantes e pescadores lúdicos, que procuram as praias, os trilhos junto às arribas e os locais de pesca. Esta utilização intensa, associada ao desconhecimento dos riscos, à aproximação excessiva dos bordos das arribas e, em alguns casos, ao acesso a zonas isoladas ou de difícil saída, aumenta a complexidade das operações de socorro.
Quando ocorre uma emergência nestes locais, as equipas enfrentam dificuldades acrescidas na localização das vítimas, no acesso por terra, na mobilização de meios de resgate e na evacuação em segurança. Em determinadas situações, pode ser necessário conjugar diferentes capacidades operacionais, envolvendo bombeiros, meios de emergência médica, autoridades policiais e meios marítimos.
É precisamente aqui que a preparação e o treino conjunto assumem uma importância fundamental. Exercícios como o FALEX’26 permitem testar procedimentos, melhorar a articulação entre as entidades e avaliar soluções tecnológicas que possam apoiar as operações, nomeadamente a utilização de drones para reconhecimento, localização de vítimas e transmissão de imagens em tempo real.
A nossa costa é um dos maiores ativos naturais e turísticos do concelho, mas também exige uma atenção permanente em matéria de segurança. A prevenção, a sensibilização de quem nos visita e a preparação das equipas de socorro são essenciais para reduzir riscos e garantir uma resposta eficaz quando cada minuto pode fazer a diferença.
Sismo e deslizamento de terras num cenário com múltiplas vítimas
Litoralgarve — O exercício operacional de 8 de novembro vai testar que cenários e como será avaliada a coordenação entre as entidades participantes?
Emerson Gomes — O exercício operacional terá como base um cenário de acidente com múltiplas vítimas, provocado por um deslizamento de terras na sequência de um sismo. Trata-se de um cenário que permitirá simular uma ocorrência complexa, com várias necessidades de socorro em simultâneo, exigindo uma resposta articulada entre os diferentes agentes de proteção civil e entidades envolvidas.
Este tipo de cenário é particularmente pertinente para Vila do Bispo, tendo em conta as características geológicas do território e a vulnerabilidade de determinadas zonas a fenómenos de instabilidade dos terrenos. O objetivo é trabalhar diferentes dimensões da resposta, desde o reconhecimento e avaliação inicial da situação até à organização das operações de socorro, à gestão dos meios disponíveis e à articulação entre as estruturas de decisão.
No que respeita à coordenação, o exercício não tem como finalidade avaliar individualmente as equipas ou os participantes, mas proporcionar um contexto de treino conjunto, abrangendo os vários níveis de decisão. Pretende-se exercitar os procedimentos, testar os mecanismos de comunicação, reforçar a partilha de informação e promover uma melhor compreensão dos papéis e responsabilidades de cada entidade.
Será também uma oportunidade para trabalhar a ligação entre a componente operacional no terreno e os níveis de coordenação e decisão, incluindo a gestão de recursos e os aspetos logísticos necessários à sustentação da resposta.
Acima de tudo, queremos que os participantes possam treinar num ambiente controlado, identificar dificuldades e retirar ensinamentos úteis para o futuro. O valor de um exercício desta natureza não está em avaliar pessoas, mas em aprender em conjunto, melhorar procedimentos e reforçar a capacidade de resposta coletiva perante uma situação real de emergência.
Drones ao serviço do socorro e da segurança dos operacionais
Litoralgarve — De que forma os drones e outras novas tecnologias estão a melhorar a prevenção e a capacidade de resposta da proteção civil no concelho?
Emerson Gomes — As novas tecnologias, em particular os drones, representam uma mais-valia muito significativa para a proteção civil, sobretudo num concelho como Vila do Bispo, com uma extensa faixa costeira, arribas de difícil acesso e zonas onde as operações de busca e salvamento podem representar riscos acrescidos para os próprios operacionais.
Os drones permitem reconhecer o terreno, localizar possíveis vítimas, avaliar riscos e transmitir imagens em tempo real para os responsáveis pelas operações. Esta capacidade permite obter informação relevante sem expor desnecessariamente as equipas a situações de perigo, contribuindo para decisões mais rápidas, informadas e seguras.
Para além das operações de resgate, estas tecnologias podem apoiar a avaliação de ocorrências, a identificação de alterações no terreno e o reconhecimento de áreas afetadas por fenómenos como deslizamentos de terras, contribuindo para melhorar a prevenção e o planeamento da resposta.
No âmbito do FALEX’26, queremos reforçar a utilização destas ferramentas e testar a sua integração nas operações, demonstrando de que forma a informação recolhida no terreno pode chegar, em tempo real, aos diferentes níveis de decisão e contribuir para uma melhor coordenação dos meios de socorro.
Contudo, a tecnologia, por si só, não resolve uma emergência. É necessário investir na formação dos operadores, na definição de procedimentos e na articulação entre as entidades envolvidas, para que estas ferramentas sejam utilizadas de forma eficaz e segura.
A nossa visão é simples: devemos colocar a tecnologia ao serviço da proteção civil e, acima de tudo, ao serviço das pessoas. Cada minuto pode ser determinante numa operação de salvamento. Se conseguirmos utilizar a inovação para localizar uma vítima mais rapidamente, antecipar um risco ou apoiar uma decisão que permita salvar uma vida, estaremos a cumprir o verdadeiro propósito desta evolução tecnológica.
Aprender com cada ocorrência para melhorar a resposta
Litoralgarve — Que lições retiradas de ocorrências anteriores contribuíram para melhorar os procedimentos e a preparação das equipas?
Emerson Gomes — A principal lição que retiramos de todas as ocorrências é que cada intervenção é uma oportunidade de aprendizagem e de melhoria. Independentemente da dimensão ou da complexidade da situação, todas nos permitem perceber o que funcionou bem, identificar dificuldades e encontrar formas de melhorar a nossa capacidade de resposta.
Ao longo do tempo, temos vindo a perceber que uma resposta eficaz não depende apenas da rapidez com que mobilizamos os meios, mas também da forma como coordenamos as diferentes entidades, partilhamos informação e tomamos decisões em conjunto. É neste domínio que temos procurado evoluir, reforçando a articulação entre os agentes de proteção civil e melhorando os mecanismos de comunicação e coordenação nos diferentes níveis de decisão.
Outra aprendizagem fundamental prende-se com a segurança dos próprios operacionais. Quem está no terreno enfrenta, muitas vezes, condições adversas e riscos difíceis de antecipar. Por isso, é essencial que as equipas disponham de informação tão completa quanto possível antes de intervir, que os riscos sejam avaliados continuamente e que as decisões operacionais tenham sempre em consideração a proteção de quem presta socorro.
É também neste contexto que a utilização de novas tecnologias, nomeadamente os drones, ganha importância, ao permitir recolher informação sobre áreas de risco e apoiar o reconhecimento do terreno antes de expor os operacionais a determinadas situações.
O FALEX’26 surge precisamente desta necessidade de continuar a aprender e a evoluir. Queremos treinar procedimentos, melhorar a coordenação e testar soluções num ambiente controlado, para que os ensinamentos retirados possam ser aplicados em futuras ocorrências.
O nosso objetivo é duplo: prestar um socorro cada vez mais eficaz à população e garantir que aqueles que estão na linha da frente o fazem com a maior segurança possível. Porque preparar melhor as equipas significa também proteger melhor quem protege a comunidade.
«A melhor fotografia nunca justifica colocar uma vida em risco»
Litoralgarve — Que comportamentos de risco mais o preocupam e que recomendações deixa a quem visita as praias, os trilhos e as arribas de Vila do Bispo?
Emerson Gomes — Uma das situações que mais nos preocupa é a aproximação excessiva aos bordos das arribas, muitas vezes por comportamentos que parecem inofensivos, como tirar uma fotografia, observar o mar ou apreciar o pôr do sol. São momentos que fazem parte da experiência de quem visita Vila do Bispo, mas que podem transformar-se numa situação de perigo quando não existe uma perceção real dos riscos.
As arribas estão sujeitas a um processo natural de erosão, que pode provocar desmoronamentos e derrocadas sem sinais evidentes de alerta. Mesmo em dias de bom tempo, o terreno junto ao bordo pode estar instável. Por isso, manter uma distância de segurança é fundamental, independentemente de o terreno parecer firme.
Outro comportamento de risco é o acesso a zonas não sinalizadas ou a percursos improvisados para chegar a praias isoladas, bem como a permanência junto à base das arribas, onde podem ocorrer quedas de blocos. Também os pescadores lúdicos devem ter especial cuidado, evitando locais expostos à instabilidade do terreno e às condições do mar.
A quem visita as praias, os trilhos e as arribas de Vila do Bispo, deixo algumas recomendações simples:
Mantenha sempre uma distância de segurança dos bordos das arribas, mesmo quando pretende apenas tirar uma fotografia ou observar a paisagem.
Respeite a sinalização, os avisos de perigo e as interdições de acesso.
Utilize os percursos definidos e evite atalhos ou zonas sem condições de segurança.
Não permaneça junto à base das arribas, sobretudo em áreas com sinais de instabilidade.
Respeite as condições do mar e tenha especial cuidado na pesca lúdica e na exploração de zonas costeiras isoladas.
Em caso de acidente, contacte o 112 e forneça a localização mais precisa possível, evitando colocar-se também em risco numa tentativa de socorro.
Vila do Bispo tem uma costa de enorme beleza natural, que queremos continuar a partilhar com quem nos visita. Mas é importante compreender que a paisagem que nos encanta é também um ambiente natural dinâmico, com riscos que nem sempre são visíveis.
A melhor fotografia, o melhor pôr do sol ou a melhor vista do mar nunca justificam colocar uma vida em risco. Desfrutar da nossa costa com responsabilidade é a melhor forma de proteger quem nos visita e de evitar situações que podem exigir operações de salvamento complexas e perigosas para todos os envolvidos.
Cerca de 200 participantes no seminário e 150 operacionais nas atividades práticas
Litoralgarve — Quantos participantes são esperados nesta terceira edição do FALEX?
Emerson Gomes — Nesta terceira edição do FALEX’26, esperamos reunir cerca de 200 participantes no seminário, que decorrerá no dia 7 de novembro, e aproximadamente 150 operacionais no workshop e no exercício operacional, previstos para a tarde de 7 de novembro e para o dia 8 de novembro, respetivamente.
“As matérias de licenciamento urbanístico, na sua maioria, são da competência da reunião da Câmara e não do Presidente, exclusivamente. Na prática, na Câmara Municipal de Lagos, por causa desta delegação de poderes genérica feita no início de cada legislatura, os assuntos deixam de ser discutidos em sede de reunião de câmara e sem qualquer debate ou conhecimento de todos”.
O alerta é da advogada Alexandra Soares, presidente da Direção da Associação ‘Miradouro da Luz e apoiante do Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, em entrevista exclusiva ao ‘Litoralgarve’, numa altura que estão projectados vários hotéis e empreendimentos turísticos junto a dunas nesta zona de Lagos, o que tanta polémica tem gerado.
Para Alexandra Soares, o entendimento que o Presidente do executivo municipal lacobrigense, socialista Hugo Pereira, “faz do instituto legal da delegação de poderes é atentatório do Estado de direito democrático e defendemos mesmo que muitas das suas decisões podem vir eventualmente a ser declaradas nulas por violarem as regras das competências.”
“Pensamos ser uma vergonha institucional a aprovação de projetos sem apresentação dos mesmos a todos os membros do executivo”, lamentou Alexandra Soares. E deixou avisos sobre o impacto de novas construções turísticas na Meia-Praia para a rede de saneamento básico, abastecimento de água e electricidade no concelho de Lagos.
José Manuel Oliveira
Litoralgarve – O que a levou a entrar em discussão com o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, e a abandonar o auditório do edifício dos Paços do Concelho Século XXI, em recente reunião da autarquia, juntamente com outros contestatários aos projectos imobiliários na Meia Praia, depois de ter sido solicitada a presença do elemento da segurança para a obrigar a sair da sala? Afinal, o que esteve em causa?
Alexandra Soares – Este assunto leva-nos a uma prática reiterada desde há muitos anos que é adotada na Câmara Municipal de Lagos. Existe uma maioria absoluta. Com base nesta maioria absoluta, após cada eleição dos órgãos autárquicos é feita uma delegação de poderes no senhor Presidente que, sozinho, passa a poder decidir nas matérias que, por lei, são da competência de todo o executivo camarário e que é composto, também, pelos vereadores da oposição.
Por exemplo, as matérias de licenciamento urbanístico, na sua maioria, são da competência da reunião da Câmara e não do Presidente da Câmara Municipal, exclusivamente. Na prática, na Câmara Municipal de Lagos, por causa desta delegação de poderes genérica feita no início de cada legislatura, os assuntos deixam de ser discutidos em sede de reunião de Câmara e sem qualquer debate ou conhecimento de todos. Ora, não era esta a intenção do legislador. Defendemos que a delegação tem de ser específica em consonância com os princípios de um Estado de direito democrático. Não se pode esvaziar a competência assente em valores democráticos imperativos.
Sucede que o senhor Presidente da Câmara Municipal de Lagos, num discurso exaustivo, defendeu que o ‘modus operandi’ da autarquia é de lei e que é dado aos senhores vereadores o conhecimento após a aprovação dos atos através de uma lista que lhes é enviada, lista esta que reconheceu ter problemas técnicos.
“O senhor Presidente deveria ser o primeiro a levar os assuntos a ser debatidos antes de os aprovar.”
“O entendimento que faz do instituto legal da delegação de poderes é atentatório do Estado de direito democrático e defendemos mesmo que muitas das suas decisões podem vir eventualmente a ser declaradas nulas por violarem as regras das competências.”
“Pensamos ser uma vergonha institucional a aprovação de projetos sem apresentação dos mesmos a todos os membros do executivo.”
“Parece-nos inaceitável que um vereador apenas tome conhecimento de um projeto de grande envergadura após a respetiva aprovação, tal como foi reconhecido por um dos vereadores que se declarou estupefato por ter tomado conhecimento do assunto pela intervenção do público na reunião.”
“Ao fazer o meu comentário nem sequer fui convidada a sair. O senhor Presidente fez sinal ao segurança para que me levasse da sala. Vou fazer participação às entidades que considero convenientes por achar a atitude inaceitável.”
E prosseguiu:
– Afirma mesmo que se pode não gostar, mas é assim. Limitei-me a defender que o seu entendimento tem um carácter arbitrário e até totalitário. Na minha opinião, o senhor Presidente deveria ser o primeiro a levar os assuntos a ser debatidos antes de os aprovar. O entendimento que o senhor Presidente faz do instituto legal da delegação de poderes é atentatório do Estado de direito democrático e defendemos mesmo que muitas das suas decisões podem vir, eventualmente, a ser declaradas nulas por violarem as regras das competências. Pensamos ser uma vergonha institucional a aprovação de projetos sem apresentação dos mesmos a todos os membros do executivo.
Mais: quem assim não considere não compreende o espírito democrático inerente ao exercício da sua função política e administrativa. Parece-nos inaceitável que um vereador apenas tome conhecimento de um projeto de grande envergadura após a respetiva aprovação, tal como foi reconhecido por um dos vereadores que se declarou estupefato por ter tomado conhecimento do assunto pela intervenção do público na reunião.
Ao fazer o meu comentário nem sequer fui convidada a sair. O senhor Presidente fez sinal ao segurança para que me levasse da sala. Vou fazer participação às entidades que considero convenientes por achar a atitude do senhor Presidente inaceitável.
“Tomámos conhecimento, através da sua intervenção, de que se aguarda parecer da Agência Portuguesa do Ambiente no que se refere ao licenciamento da reabilitação da bacia de retenção” na zona onde vai ser construído um novo hotel e aldeamento turístico na Meia-Praia. “O que para nós foi importante saber já que nos é vedado o acesso a este processo.”
“Começamos a compreender as razões de tanto secretismo. Neste momento, consideramos muito questionável a decisão de acelerar o início as obras sem o parecer da Agência Portuguesa do Ambiente.”
Litoralgarve – Como avalia essa reunião promovida pelo Movimento ‘Salvar a Meia Praia’? O que foi conseguido? E que respostas ficaram por dar?
Alexandra Soares – O senhor Presidente esclareceu a sua posição sobre o assunto. Ele foi muito claro nas suas declarações. Naturalmente, discordamos em absoluto com a sua política urbanística ou falta dela. No entanto, tomámos conhecimento, através da sua intervenção, de que se aguarda parecer da Agência Portuguesa do Ambiente no que se refere ao licenciamento da reabilitação da bacia de retenção. O que para nós foi importante saber já que nos é vedado o acesso a este processo. Começamos a compreender as razões de tanto secretismo.
Neste momento, consideramos muito questionável a decisão de acelerar o início as obras sem a licença de construção e sem a conclusão da tramitação do licenciamento da reabilitação da Lagos.
Providência cautelar para impedir um hotel perto de dunas na Meia-Praia? “Estamos a analisar a situação. Consideramos que este início [da construção] não pode ocorrer sob pena de violação da lei.”
Litoralgarve – O Presidente da autarquia anunciou que, no dia 01 de Setembro de 2026, teriam início as escavações no local onde está previsto um novo hotel, tão contestado pelo Movimento ‘Salvar a Meia Praia’. Ao mesmo tempo, indicou que o hotel só será aprovado com a requalificação do espaço a que chamam lagoa. Afinal, para que servirão as escavações? Ainda é possível travar esta obra? De que forma? Poderá ser interposta uma providência cautelar?
Alexandra Soares – Estamos a analisar a situação, mas, tal como já referi, consideramos que este início não pode ocorrer sob pena de violação da lei. A verdade é que após termos colocado algumas questões e exigido explicações o início dos trabalhos ainda não ocorreu. Pensamos que estarão a tentar regularizar o que detetámos ser irregular do ponto vista legal.
“A lei prevê que, ao planear, possa haver direitos adquiridos sacrificados ainda que tal possa implicar o pagamento de uma indemnização.”
aéreas da cidade
“O senhor Presidente ao dizer que não pode pagar indemnizações de 10, 15, 18 milhões de euros de indemnização fez-nos logo questionar em que é que assentam estes valores.”
“Foram feitos cálculos? Analisou-se o custo de uma indemnização pelo sacrifício face ao custo que no futuro ter-se-á que fazer no combate ao avanço das águas do mar, com o custo de investimento nas redes de infraestruturas, saneamento, gestão de resíduos, água, eletricidade, etc, pela pressão urbanística?”
“Não temos assim tanta certeza como o senhor Presidente sobre o atual estado da ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais.”
“Os factos falam por si e temos praias fechadas no Verão, a Praia da Luz e outras, com esgoto a céu aberto ao longo da praia, condutas de água que rebentam pelo aumento da pressão, e inundações no próprio edifício da Câmara Municipal de Lagos quando chove mais.”
“Também nos preocupa que o senhor Presidente considere não ser seu problema a sustentabilidade económica do empreendimento e a capacidade financeira do investidor.”
“Recordemos a crise de 2008, em que este tipo de investimentos megalómanos levou a crédito mal parado e falências dos bancos, que todos nós pagámos.”
Litoralgarve – Em face do que foi dito na reunião, como perspectiva o futuro da Meia-Praia, onde os proprietários de terrenos perto do mar têm direitos adquiridos?
Alexandra Soares – Em 2008-2010, houve uma alteração do loteamento 19/88 onde foi feita a concentração da construção nesta zona dos lotes 4, 52 e 53, mais próximos do extremo poente da Meia Praia a pretexto de uma diminuição de capacidade edificatória noutras zonas da Meia Praia. No entanto, consideramos que qualquer que fosse a redução ocorrida (ainda não damos como certa esta redução), o aumento da densidade urbana concentrada nestes 3 lotes não se justifica, dado tratar-se de uma zona central e costeira dotada de beleza que confere à foz da ribeira de Bensafrim e zona circundante (toda a panorâmica da sobre Lagos) uma beleza natural que deve ser preservada e mantida no seu estado agreste, livre e sem edifícios.
A Meia-Praia tem um Plano de Urbanização que é recente o suficiente para que se justificasse e atendesse às problemáticas atuais como as alterações climáticas e deficiência de infraestruturas. A lei prevê que, ao planear, possa haver direitos adquiridos sacrificados ainda que tal possa implicar o pagamento de uma indemnização. O senhor Presidente ao dizer que não pode pagar indemnizações de 10, 15, 18 milhões de euros de indemnização fez-nos logo questionar em que é que assentam estes valores. Foram feitos cálculos? Analisou-se o custo de uma indemnização pelo sacrifício face ao custo que no futuro ter-se-á que fazer no combate ao avanço das águas do mar, com o custo de investimento nas redes de infraestruturas, saneamento, gestão de resíduos, água, eletricidade, etc, pela pressão urbanística?
Não temos assim tanta certeza como o senhor Presidente sobre o atual estado da ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais. Os factos falam por si e temos praias fechadas no Verão, a Praia da Luz e outras, com esgoto a céu aberto ao longo da praia, condutas de água que rebentam pelo aumento da pressão, e inundações no próprio edifício da Câmara Municipal de Lagos quando chove mais.
Os custos de manutenção das infraestruturas, só para as manter a aguentar a pressão urbanística, serão certamente elevadíssimos. E os custos de atualização de equipamentos serão incomportáveis. Não podemos concordar com o senhor Presidente que, pesando tudo, ou não, concluiu que o hotel na Meia Praia junto à primeira duna é a melhor solução para Lagos e para todos. Também nos preocupa que o senhor Presidente considere não ser seu problema a sustentabilidade económica do empreendimento e a capacidade financeira do investidor.
E acrescentou:
– Recordemos a crise de 2008, em que este tipo de investimentos megalómanos levou a crédito mal parado e falências dos bancos, que todos nós pagámos. No fundo, o que queremos dizer é: não merece a Meia Praia um pouco de mais cuidado e atenção por parte da Câmara Municipal de Lagos?
“O senhor Presidente tem por hábito justificar uma nova construção noutras já consolidadas. Diz que, também, não gosta do que já há e tem de viver com isso. Não é verdade que ele nada possa fazer.”
“Considero este tipo de argumento um desrespeito à população e considero-me ofendida enquanto cidadã, pois toma-nos como estúpidos.”
“Sabemos que o município de Lagos tem tido influência perante a Administração Central para evitar a aprovação do POC, programa de ordenamento que vai proteger a zona costeira de construção, fazendo tábua rasa de direitos adquiridos e ignorando perímetros urbanos.”
Litoralgarve – O Presidente Hugo Pereira disse que também “não” gosta de muitas construções previstas na Meia-Praia e de outras já concretizadas à entrada da cidade de Lagos, assim como “não” gosta de edifícios onde residem indivíduos que integram o Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, situados perto da praia. Como vê estas situações?
Alexandra Soares – O senhor Presidente tem por hábito justificar uma nova construção noutras já consolidadas. Diz que, também, não gosta do que já há e tem de viver com isso. Considero este tipo de argumento um desrespeito à população e considero-me ofendida enquanto cidadã, pois toma-nos como estúpidos. Não é verdade que ele nada possa fazer.
Por exemplo, de acordo com algumas fontes de informação parece que o município de Lagos tem tido influência perante a Administração Central para evitar a aprovação do POC, programa de ordenamento que vai proteger a zona costeira de construção, fazendo tábua rasa de direitos adquiridos e ignorando perímetros urbanos. Estamos a tentar perceber efetivamente este nível de influência, mas para já acredito no que li e no que me informaram.
Litoralgarve – Quais as próximas acções do Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, a apoiar pela Associação Miradouro da Luz, a cuja Direção a senhora preside?
Alexandra Soares – Há muitas ideias e sugestões de todos os membros e vontades. E muita gente a querer colaborar.
O Sardoal entra hoje, sexta-feira, 18 de Setembro, em cinco dias de Festas do Concelho que culminam, no dia 22, com a celebração dos 495 anos de elevação a vila. A pretexto da efeméride, Pedro Rosa faz ao Correio do Ribatejo um balanço dos primeiros meses à frente da Câmara Municipal e traça os principais desafios de um concelho que procura fixar população, captar investimento e criar melhores…
A judoca scalabitana Filipa Galache vai representar Portugal no Open dos Balcãs, que se realiza entre os dias 8 e 14 de Setembro, em Banja Luka, na Bósnia e Herzegovina. Em entrevista ao Correio do Ribatejo, a jovem atleta de Santarém, que compete no escalão Sub-18 (-52kg), revela o orgulho de levar as cores da região além-fronteiras e a cumplicidade com o seu pai e treinador…
O jovem empreendedor Pedro Vicente desenvolveu, em Almeirim, a CurioKits, uma nova marca portuguesa de brinquedos educativos em madeira que tem como missão afastar as crianças e os jovens dos ecrãs dos telemóveis. O projecto independente, que conta com o apoio da família do fundador, lançou o primeiro kit “Satélite Espia”, pertencente à colecção “Missão Marte”, um puzzle lúdico e pedagógico com o…
“As pessoas elogiaram a tradicional procissão pelo mar, o cartaz musical e toda a gastronomia que degustaram nesta Festa”, conta, em entrevista ao ‘Litoralgarve’, Gonçalo Branco, presidente da Direção do Clube Recreativo da Praia da Salema, num balanço ao evento anual nesta localidade turística do concelho de Vila do Bispo.
Refere quais foram os produtos mais consumidos durante os dois dias, 01 de 02 de Agosto, rejeita a ideia de terem sido praticados preços elevados e destaca a segurança como principal preocupação na procissão do mar. E embora sem abrir o jogo, garante inovações para 2027 na Festa da Salema, de forma a atrair mais visitantes e contribuir para a economia local.
José Manuel Oliveira
Litoralgarve – Qual foi impacto da Festa da Salema, realizada nos dias 01 e 02 de agosto, em termos de visitantes? Quantas pessoas estiveram presentes? Foram mais ou menos do que em 2025?
Gonçalo Branco – A Festa da Salema teve uma elevada afluência de visitantes, sendo que da nossa perceção deverão ter visitado durante os dois dias do evento em torno das 3.000 pessoas, um número acima do verificado no ano passado.
“Os produtos mais consumidos foram a tradicional Feijoada de Búzios do mar, a Salada de Polvo, a Sardinha e o Frango Grelhado.”
“Ainda sobrou espaço para a maioria dos visitantes provar as nossas deliciosas filhoses e doces regionais.”
Litoralgarve – Quais os produtos mais consumidos?
Gonçalo Branco – Os produtos mais consumidos foram a tradicional Feijoada de Búzios do mar, a Salada de Polvo, a Sardinha e o Frango Grelhado. Ainda sobrou espaço para a maioria dos visitantes provar as nossas deliciosas filhoses e doces regionais.
Litoralgarve – Como reagiram os visitantes? O que vos disseram?
Gonçalo Branco – As reações dos visitantes foram bastante boas, elogiaram a organização desta Festa Tradicional e que grande importância tem para a comunidade da Salema e para as pessoas do concelho de Vila do Bispo. As pessoas elogiaram a tradicional procissão pelo mar, o cartaz musical e toda a gastronomia que degustaram nesta Festa.
Preços elevados em refeições? Desde a primeira edição que realizamos este evento de forma a ser economicamente acessível a todos.”
Litoralgarve – Houve quem se queixasse dos preços, nomeadamente de refeições com frango. O que lhe parece?
Gonçalo Branco – Não tivemos qualquer reclamação nesse sentido. E desde a primeira edição que realizamos este evento de forma a ser economicamente acessível a todos.
“Neste ano, fizemos uma aposta em artistas e bandas mais locais e todas elas tiveram uma boa afluência.”
Litoralgarve – Gana, Xico Barata, Cláudio Rosário, Débora Machado, Carlos Glória e DJ Kotto foram algumas das atracções musicais nos concertos? O que levou mais pessoas à Salema?
Gonçalo Branco – O nosso cartaz musical tenta sempre abranger um leque diferenciado de artistas. Neste ano, fizemos uma aposta em artistas e bandas mais locais e todas elas tiveram uma boa afluência pelos nossos visitantes.
“Sempre existiram ao longo dos anos várias festas nas diversas localidades próximas ao concelho da Vila do Bispo, cada uma com características particulares, o que leva a que as pessoas procurem exatamente a festa onde querem participar.”
“Também pelo facto de ser Agosto e existir uma maior afluência de pessoas na região até facilita que haja uma maior oferta cultural e recreativa pelos diversos concelhos.”
Litoralgarve – O facto de terem decorrido também festas, com bailes, nas localidades da Figueira, Raposeira, Praia da Luz, Espiche e Almádena, afectou a Festa da Salema? Houve dispersão de populares por outras zonas dos concelhos de Vila do Bispo e Lagos?
Gonçalo Branco – Não sentimos diferença a esse nível. Sempre existiram ao longo dos anos várias festas nas diversas localidades próximas ao concelho da Vila do Bispo, cada uma com características particulares, o que leva a que as pessoas procurem exatamente a festa onde querem participar. Também pelo facto de ser Agosto e existir uma maior afluência de pessoas na região até facilita que haja uma maior oferta cultural e recreativa pelos diversos concelhos.
Litoralgarve – Com que apoios contaram?
Gonçalo Branco – A Festa da Salema contou com diversos apoios. Foi apoiada pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, Junta de Freguesia de Budens, por restaurantes locais e diversos apoios particulares.
“Foi possível realizar jogos do saco e puxar a corda, entre outros, bem como praticar jogos de voleibol de praia.”
Litoralgarve – Como decorreram os jogos tradicionais e em que consistiram?
Gonçalo Branco – Os jogos tradicionais decorreram de forma regular e com uma elevada afluência. Foi possível realizar jogos do saco e puxar a corda, entre outros, bem como praticar jogos de voleibol de praia.
Litoralgarve – Houve duas procissões em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, uma com saída da capela da Salema em direcção à antiga lota, onde decorreu a missa, e outra, a principal, a procissão pelo mar, desta vez com doze embarcações piscatórias e turísticas, da Salema e de Sagres? Que balanço faz destes momentos solenes, sobretudo a procissão marítima?
Gonçalo Branco – Foram momentos de elevada importância para a comunidade da Salema e neste ano, felizmente, houve a possibilidade de se realizar a tradicional procissão pelo mar. Foi uma procissão de grande significado, pois houve uma elevada afluência de barcos de pesca profissional da Salema e de Sagres, bem como de diversas embarcações de recreio da Salema e de Sagres.
“A tradicional Procissão pelo Mar é um dos momentos altos desta festividade, em que todos querem participar. No entanto, é um momento com alguma sensibilidade e que exige que sejam respeitadas normas de segurança no que respeita à lotação máxima das embarcações de pesca.”
“Não se pode entender a não possibilidade de embarque pelos visitantes nas embarcações de pesca como uma falha, mas sim como uma questão de segurança e que é avaliada caso a caso pelos mestres das embarcações.”
Litoralgarve – Houve quem não conseguisse embarcar, apesar de várias tentativas, tendo recebido como indicações para ir para outros barcos e mesmo assim não foi possível participar na procissão pelo mar? O que tem de ser melhorado a este nível para que ninguém fique de fora?
Gonçalo Branco – A tradicional Procissão pelo Mar, como bem sabemos, é um dos momentos altos desta festividade, em que todos querem participar. No entanto, é um momento com alguma sensibilidade e que exige que sejam respeitadas normas de segurança no que respeita à lotação máxima das embarcações de pesca. E essa é da inteira responsabilidade dos mestres das embarcações de pesca. Não se pode entender a não possibilidade de embarque pelos visitantes nas embarcações de pesca como uma falha, mas sim como uma questão de segurança e que é avaliada caso a caso pelos mestres das embarcações.
Litoralgarve – O que vos disse o padre José Chula sobre estas celebrações religiosas?
Gonçalo Branco – O padre José Chula sempre nos apoiou nestas festividades da Salema e creio que irá continuar a apoiar.
Quarenta voluntários integraram o ‘staff’ do Clube Recreativo da Praia da Salema nesta festa durante dois dias
Litoralgarve – Quantos elementos integraram o ‘staff’ do Clube Recreativo da Praia da Salema nesta festa e o que fizeram em concreto?
Gonçalo Branco – Os elementos do Staff do Clube foram em torno das 40 pessoas que apoiaram de forma totalmente voluntária para que as festividades alcançassem o sucesso que alcançaram, tendo desempenhado as mais diversas tarefas, desde os momentos da montagem, ao grelhar dos frangos, ao serviço das refeições, entre muitas outras tarefas que necessitam de ser realizadas durante este tipo de eventos.
“Em 2027 garantidamente serão introduzidas inovações que façam com que melhorem a nossa Festa e as pessoas desejem visitar a nossa localidade e viver as nossas tradições.”
Litoralgarve – Que inovações poderão ser introduzidas em 2027? Há quem defenda um espaço lúdico para crianças e música junto à praia durante os dois dias de festa. É possível?
Gonçalo Branco – Todas as edições são alvo de melhorias que resultam da experiência passada. E em 2027 garantidamente serão introduzidas inovações que façam com que melhorem a nossa Festa e que façam com que as pessoas desejem visitar a nossa localidade e viver as nossas tradições.
Quanto ao espaço lúdico para crianças, isso já foi possível experienciar neste ano à semelhança das edições anteriores. Contámos no dia de domingo com um espaço de pinturas faciais para as crianças, um espaço de insuflável, bem como os jogos tradicionais que ocorreram no domingo de manhã.
“A nossa intenção é que a Festa continue a ser realizada na avenida junto ao mar, pois só assim faz sentido. E ali, junto ao mar e junto aos barcos, que a nossa Festa ganha identidade própria.”
Litoralgarve – O local da festa continuará a ser o mesmo? Que melhoramentos poderão ser adotados?
Gonçalo Branco – Sim, a nossa intenção é que a Festa continue a ser realizada na avenida junto ao mar, pois só assim faz sentido. E ali, junto ao mar e junto aos barcos, que a nossa Festa ganha identidade própria.
Litoralgarve – Qual o impacto para cafés, pastelarias, restaurantes e alojamento turístico?
Gonçalo Branco – A afluência na localidade da Salema aumenta nestes dias que antecedem e que são posteriores ao evento, o que faz movimentar de certa forma a economia local, com um impacto positivo.
Haverá, “no final de Novembro, o Grande Encontro de Pesca Desportiva de São Vicente.”
Litoralgarve – E quais as próximas iniciativas do Clube Recreativo da Praia da Salema? O que vai ser feito até final de 2026?
Gonçalo Branco – O Clube vai, ainda, dinamizar durante o mês de Agosto dois eventos [A ‘Color Party’, no dia 27, com música, dança e muita diversão, e a Festa do Banho de 28 para 29, com animação musical – n.d.r.]. E contará, no final de Novembro, com o Grande Encontro de Pesca Desportiva de São Vicente. Além disso, haverá iniciativas pontuais de menor dimensão na sua sede.
“A sede do Clube é um ponto de encontro para a comunidade local e para quem nos visita.”
Litoralgarve – Como é a actividade diária na sede do clube? Passou a ser um ponto de convívio?
Gonçalo Branco – Sim, a sede do Clube é um ponto de encontro para a comunidade local e para quem nos visita. É um local de encontro e de convívio da população.
Litoralgarve – Como tem estado a decorrer o Verão na Salema? Há mais ou menos turistas?
Gonçalo Branco – O Verão decorre dentro da normalidade face a anos anteriores. E como em todos os anos são várias as nacionalidades que visitam a Praia da Salema, que é um destino turístico de eleição.