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Sesks lidera Rali Seis Cidades e Armindo Araújo comanda entre os portugueses

O letão Martins Sesks (Skoda Fabia) terminou hoje na liderança a primeira etapa do Rali Seis Cidades do Norte de Portugal, última prova do Europeu, com Armindo Araújo a comandar entre os concorrentes do campeonato português.

Sesks chega à jornada decisiva com 10,5 segundos de vantagem sobre o finlandês Roope Korhonen (Toyota GR Yaris), enquanto o francês Pablo Sarrazin (Lancia Ypsilon) ocupa a terceira posição, a 24,7.

Armindo Araújo (Skoda Fabia RS), navegado por Luís Ramalho, terminou em sétimo da geral e na frente dos pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), com 5,5 segundos de avanço sobre Pedro Almeida (Toyota GR Yaris) e 19,1 sobre Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS), nono e 10.º da classificação absoluta, respetivamente.

Na penúltima ronda do campeonato português, Araújo, já afastado da discussão pelo título, intrometeu-se no duelo entre Almeida e Rodrigues, os dois candidatos, que terão de esperar pela derradeira prova da temporada para decidir o campeão.

Depois das dificuldades sentidas durante a manhã, alterações na afinação do Skoda permitiram ao piloto de Santo Tirso melhorar o ritmo e assumir o comando durante a tarde, beneficiando também de um furo de Pedro Almeida na segunda passagem por Ribeira de Pena.

“Durante a tarde conseguimos encontrar uma afinação mais acertada, que nos deu maior confiança e permitiu melhorar significativamente o nosso ritmo”, explicou Araújo.

O piloto manifestou-se satisfeito com a evolução ao longo de uma etapa “particularmente exigente”, estabelecendo como objetivo manter a competitividade no domingo.

Na frente da classificação absoluta, Sesks assumiu o comando na primeira especial de hoje e venceu quatro das oito classificativas disputadas, apesar de problemas numa válvula de controlo da pressão do turbo.

“Estava a atacar nesta especial, ainda tenho as mãos a tremer um pouco. Foi uma boa classificativa”, afirmou o letão após o último troço, salientando as dificuldades provocadas pelas pedras incrustadas no piso.

Korhonen venceu três especiais, mas perdeu tempo na última passagem por Boticas/Senhor do Monte, depois de sair largo para uma zona de vegetação e terminar com o pneu dianteiro esquerdo sem pressão.

O espanhol Jan Solans (Skoda Fabia RS) terminou em quarto, seguido do romeno Simone Tempestini e do francês Arthur Pelamourgues, ambos em carros da mesma marca.

A etapa ficou ainda marcada pelo abandono do britânico Kris Meeke (Toyota GR Yaris), após um acidente na quarta especial, sem consequências físicas para o piloto e o navegador Stuart Loudon.

Entre os concorrentes do campeonato português, José Pedro Fontes (Lancia Ypsilon) é quarto, a 2.41,0 minutos de Araújo, seguido de Pedro Meireles (Skoda Fabia RS), a 2.44,8.

Nas duas rodas motrizes, Hélder Miranda (Peugeot 208 Rally4) lidera, à frente de Pedro Silva (Lancia Ypsilon) e Afonso Seixas (Renault Clio).

A prova termina no domingo, com oito classificativas, correspondentes a duas passagens por Montim, Seixoso, Santa Quitéria e Lameirinha. A primeira especial começa às 08:05 e a ‘power stage’ de Lameirinha está marcada para as 15:05, antes do pódio em Guimarães.

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Honda NSX usado por Ayrton Senna vai a leilão por até R$ 5,6 milhões

Um Honda NSX vermelho que fez parte da vida de Ayrton Senna fora das pistas será leiloado em Londres, na Inglaterra, em 31 de outubro. O esportivo de 1991, associado ao tricampeão mundial de Fórmula 1, tem valor estimado entre 500 mil e 800 mil libras, faixa equivalente a aproximadamente R$ 3,5 milhões a R$ 5,6 milhões. O leilão será realizado pela RM Sotheby’s.

A história do veículo ganhou notoriedade com fotografias de Senna lavando a carroceria com uma mangueira de jardim, vestido de jeans e camisa. A cena se tornou uma das imagens mais lembradas do piloto em momentos longe das competições.

O NSX também aparece no documentário Ayrton Senna: Racing Is in My Blood, de 1992. Nas imagens, o brasileiro dirige o modelo e faz manobras ao volante do esportivo japonês.

Carro acompanhava Senna na Europa

A Honda disponibilizou o veículo para uso pessoal do piloto na Europa durante o período em que fornecia motores à McLaren. Foi pela equipe britânica que Senna conquistou os três campeonatos mundiais de Fórmula 1, em 1988, 1990 e 1991.

O carro tem carroceria vermelha, teto preto e bancos revestidos de couro escuro. Registrado em Portugal em 22 de março de 1991, com a placa SX-25-59, ficava guardado em Lisboa e era colocado à disposição do piloto durante suas passagens pelo país.

A ligação de Senna com o modelo não se limitava ao uso pessoal. Segundo o repórter especial da Folha de S.Paulo Eduardo Sodré, o brasileiro também contribuiu para o desenvolvimento do NSX, com observações sobre a rigidez da carroceria e o comportamento dinâmico do veículo.

Outro NSX de Senna está no Brasil

O exemplar que irá a leilão na Inglaterra não é o único Honda NSX que pertenceu ao piloto. Uma segunda unidade, também de 1991, está no Brasil. O carro é preto e tem placa iniciada pelas letras BSS, referência a Beco Senna da Silva, apelido de Ayrton Senna.

O modelo japonês leiloado tem motor V6 de 3 litros, cerca de 270 cavalos de potência, câmbio manual e tração traseira.

Depois da morte do piloto, em 1994, o esportivo permaneceu em Portugal e passou pelas mãos de diferentes proprietários. O britânico Robert McFagan o comprou em 2013. Três anos depois, o veículo recebeu registro para circular no Reino Unido.

Em 2019, o NSX voltou ao circuito de Ímola, na Itália, durante as homenagens pelos 25 anos da morte de Senna. Na ocasião, Giancarlo Minardi, fundador da equipe Minardi, dirigiu o carro. Em 2024, o esportivo foi adquirido pelo atual proprietário, um colecionador de Nagoya, no Japão.

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Rafael Câmara é anunciado pela Haas e Brasil terá dois pilotos na F1 em 2027

O brasileiro Rafael Câmara foi anunciado nesta quinta-feira (15) como piloto titular da Haas para a temporada 2027 da Fórmula 1. O pernambucano de 21 anos ocupará a vaga do francês Esteban Ocon e dividirá a equipe com o britânico Oliver Bearman.

Natural do Recife, Câmara será o primeiro piloto nascido no Nordeste a disputar a principal categoria do automobilismo mundial. A contratação coroa uma trajetória de destaque nas categorias de formação, com títulos na Fórmula Regional Europeia, em 2024, e na Fórmula 3, em 2025.

O brasileiro também faz parte da Academia de Pilotos da Ferrari desde 2021. Nesta temporada, ele disputa a Fórmula 2 pela Invicta Racing e lidera o campeonato.

Após o anúncio, Câmara afirmou que pretende manter o ritmo de trabalho e se preparar para o desafio na categoria. O piloto também destacou o desejo de representar o país e conquistar bons resultados em sua estreia.

“Vou continuar trabalhando, como sempre vim trabalhando, evoluindo. Se Deus quiser, vou fazer um bom ano no ano que vem e trazer bastante orgulho para o Brasil e todo mundo que estiver acompanhando”, declarou.

Sobre a adaptação à nova equipe, o brasileiro disse que pretende se preparar da melhor maneira possível, aprender sobre o carro e trabalhar em conjunto com os integrantes da Haas.

Brasil terá dois pilotos no grid

A chegada de Câmara fará com que o Brasil volte a ter dois pilotos titulares na Fórmula 1. Ele se juntará a Gabriel Bortoleto, da Audi, e encerrará um intervalo de 11 anos desde a última temporada em que o país contou com dois representantes na categoria.

Em 2016, Felipe Massa corria pela Williams, enquanto Felipe Nasr defendia a Sauber. Desde então, o Brasil passou por períodos sem pilotos titulares, embora Pietro Fittipaldi tenha disputado duas provas pela Haas em 2020.

Câmara será o 34º brasileiro a competir na Fórmula 1. O pioneiro foi Chico Landi, que estreou em 1951.

O país não conquista o título mundial de pilotos desde 1991, quando Ayrton Senna venceu pela terceira vez, pela McLaren. A nova geração brasileira busca recolocar o país entre os protagonistas da categoria.

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