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Análise: Netanyahu perdeu maioria, mas caminho de rival é complicado

Com as pesquisas de boca de urna em Israel indicando que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem seu principal adversário, Gadi Eisenkot, possuem um caminho claro para obter uma maioria que lhes permita governar, o cenário de coalizões pós-eleição permanece totalmente em aberto.

Um impasse, um governo minoritário, um governo de unidade — ou até mesmo uma nova eleição — são, no momento, possibilidades plausíveis.

As notícias são ruins para Netanyahu. Seu bloco, composto por aliados ultraortodoxos e de extrema-direita, perdeu a maioria, passando de 68 cadeiras para apenas 50. As pesquisas de boca de urna projetam que seu partido, o Likud, manterá uma representação expressiva de 24 cadeiras, permanecendo como a maior legenda.

Ainda assim, o número está bem abaixo das 61 cadeiras necessárias para formar maioria no parlamento, que conta com 120 assentos. Para permanecer no poder, Netanyahu precisa, fundamentalmente, de uma coalizão.

O bloco de oposição detém, no papel, um número expressivo de 70 cadeiras; contudo, a realidade é que ele se encontra fragmentado e dividido, o que dificulta a definição de um caminho a seguir. Os partidos sionistas judaicos somam 52 cadeiras, enquanto os partidos árabes devem conquistar um recorde de 18 assentos — a maior representação árabe já registrada.

O partido Yashar, de Eisenkot, aparece nas projeções como a maior força dentro do bloco de oposição, com 22 cadeiras. No entanto, outros líderes partidários desse mesmo bloco descartaram a possibilidade de um governo que dependa de apoio árabe, o que complica significativamente qualquer tentativa de remover Netanyahu do poder.

A participação recorde do eleitorado árabe parece ser um dos aspectos mais marcantes destas eleições. Os cidadãos palestinos de Israel — que representam cerca de 20% da população do país — tradicionalmente registram taxas de comparecimento às urnas inferiores à média nacional. Na eleição de 2022, a participação árabe foi de 53%; desta vez, estima-se que tenha saltado para mais de 78%.

Esse movimento é interpretado como um voto de protesto contra o governo de Netanyahu e seus aliados de extrema-direita: o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.

Por outro lado, a alta taxa de comparecimento eleva a exigência para os partidos menores, que precisarão de um número maior de votos para atingir a cláusula de barreira de 3,25%.

Vale ressaltar que as pesquisas de boca de urna são apenas projeções; o cenário pode sofrer alterações à medida que os votos reais forem contabilizados ao longo da noite.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

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Israel Election 2026: Eisenkot Bloc Leads Netanyahu, No 61-Seat Majority

Leader of the Yashar party and former Israeli military chief, Gadi Eisenkot. Photo: EFE.

The opposition bloc led by former army chief Gadi Eisenkot edged ahead of Prime Minister Benjamin Netanyahu’s coalition in Israel’s general election, but neither camp came close to the 61 seats needed to govern, exit polls showed Tuesday night.


With a historic turnout of close to 75%, Israelis turned out in the first election held after the start of the genocide in Gaza in October 2023.

The first projections from Israel’s election signal a shift in the balance of power. The opposition bloc led by Gadi Eisenkot prevailed by a narrow margin over PM Netanyahu’s coalition in Israel’s first election since the October 2023 attacks, according to polls circulated after the ballot box was closed.

RELATED: Trump Backs Netanyahu’s Reelection for Tuesday Elections

Data from the Central Election Commission and projections from local TV channels 11, 12, and 13 agree that none of the dominant blocs has the 61 seats required to form a government in the 120-seat parliament.

The three main exit polls, published after voting closed at 10 P.M. local time, placed Eisenkot’s bloc at 52 to 53 of the Knesset’s 120 seats, against 50 for Netanyahu’s right-wing alliance.

The result opens a period of uncertain negotiations over who will form the next government, with neither side having reached the required majority in parliament (Knesset).

BREAKING: Early exit poll results are showing Netanyahu’s coalition and the opposition coalition both falling short of the seats needed for a majority.

🔴 LIVE UPDATES: https://t.co/6gTzKogVEg pic.twitter.com/HrNY9tsJxL

— Al Jazeera English (@AJEnglish) October 27, 2026

Parties opposed to Prime Minister Benjamin Netanyahu won more seats than his coalition in Tuesday’s parliamentary election, though Likud Party remained the most-voted party, and neither bloc reached the 61 seats needed to govern in the 120-seat Knesset.

Neither candidate can yet claim a clear path to 61. Netanyahu can argue that he heads the largest single party, while Eisenkot can point to the larger bloc.

That calculation gives the Arab-led lists unusual weight in the coming negotiations. For years the established Jewish parties have treated these alliances as off-limits partners. The projections may now force a reconsideration, because neither side appears able to reach a majority without them.

BREAKING: Israeli elections have ended and the exit polls are in. All three Israeli channels have Netanyahu's bloc at 50. Eisenkot's bloc is at 52 or 53. The Arab parties are at 17 or 18, the most seats they have ever won.

Likud finished first with 24 or 25. Yashar is second… pic.twitter.com/26FRBxyRco

— Hen Mazzig (@HenMazzig) October 27, 2026

The two Israeli Arab parties that emerged as potential arbiters of the contest won between 17 and 18 seats according to the polls in the ballot box, a figure higher than expected. Both said that they would support Eisenkot to some extent, having mobilized their voters to help displace Netanyahu, whom they consider an “existential threat” in the event of a new term.

Both Netanyahu and Eisenkot have so far ruled out any formal alliance with Arab parties. However, these could allow Eisenkot to form a minority government by backing him from outside the coalition, or even abstaining in the Knesset vote to install the next government.

Coalition Talks Ahead

As the count continues, the next move belongs to the Israeli President, who must decide whom to invite first to try to assemble a coalition.

Any path to a majority now appears to run through the Arab parties. That reality will test whether the traditional Jewish bloc is willing to negotiate across a line it has long treated as closed.

The final tally will determine whether Eisenkot can turn his central role into a governing coalition, or whether Netanyahu finds another route to remain in power.

If, after all the negotiations, no one manages to form a majority, a new election would be called on March and the process would repeat. During that period, Netanyahu’s government would remain in a caretaker role. Public services would not be affected, but the government would lack the authority to push through major policy changes.

Israel’s most recent national election, held in November 2022, was the fifth in three and a half years, and even a new round might not resolve the country’s political deadlock. That election, returned Likud party to power with a 64-seat coalition.

The most likely scenario now is a prolonged negotiation or even new elections in the coming months. Until a government forms, Netanyahu’s administration would remain in office as a caretaker, unable to advance major policy changes.

The narrow margin leaves the next coalition in doubt. With neither side reaching 61 seats, both leaders will likely push to assemble a governing majority, a process that has repeatedly convulsed Israeli politics in recent years.

The Central Election Committee began counting ballots after polling stations closed and will release partial results overnight. Official tallies often diverge from exit poll projections, leaving the final composition of the Knesset uncertain for days.

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Benjamin Netanyahu: ‘They Are Trying to Steal the Election from Us’ as Voting Enters Final Hours

Prime Minister Benjamin Netanyahu accused opponents of attempting to steal Israel’s national election Tuesday following arrests in a suspected voter-bribery investigation, as record turnout prompted his right-wing coalition to launch an emergency mobilization effort in the final hours before polls closed.

The post Benjamin Netanyahu: ‘They Are Trying to Steal the Election from Us’ as Voting Enters Final Hours appeared first on Breitbart.

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Eleição em Israel traz debate sobre democracia liberal, avalia historiador

Eleitores de Israel vão às urnas nesta terça-feira (27) em uma eleição considerada um plebiscito sobre a figura de Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro. 

Para diferentes especialistas, esta é a eleição mais importante da história recente de Israel, e é assim que a própria população também encara a votação – a primeira desde os ataques do Hamas em outubro de 2023 e também depois da guerra em Gaza. 

“A expressão usada aqui é a de ‘eleições de destino’. Elas vão traçar o rumo do país. Não é só uma questão da permanência de Netanyahu no poder ou não”, afirma João Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel-Aviv e assessor do Instituto Brasil-Israel. 

De acordo com Miragaya, a eleição traz um debate profundo sobre os rumos do governo e da democracia de Israel. Isso porque, segundo o historiador, Netanyahu representa um projeto de Estado que envolve profundas transformações.

“Temos claramente dois projetos de Estado. Um quer manter Israel como democracia liberal e reúne parte da direita, esquerda, centro e partidos árabes. O outro, mais homogêneo, é formado pela direita, pela extrema direita e pelos ultraortodoxos e quer transformar profundamente as instituições. A meu ver, isso enterraria a democracia liberal israelense. Se o governo Netanyahu vencer, o país será outra coisa”, analisa. 

Segundo Miragaya, nos últimos anos Netanyahu se aproximou e incluiu no governo grupos políticos que a “maioria da população e a Justiça consideravam ilegítimos, depois levou partidos ultra extremistas para o campo da direita e, por fim, adotou as pautas deles”.

A questão palestina após a guerra contra o Hamas

O debate sobre a solução de dois Estados para a crise com os palestinos não é pauta nestas eleições de Israel, nem mesmo para os partidos árabes. 

“O que existe é uma ampla maioria que acha desnecessário falar disso agora, porque não está próximo de acontecer. Mesmo quem deseja o Estado palestino não acredita que isso ocorra nos próximos anos: não há maioria no Parlamento para isso. Só seria possível se fosse imposto a Israel por potências internacionais ou pela guerra, e nenhuma das duas hipóteses parece estar no ar”, explica Miragaya.

“A guerra aparece sobretudo pela ótica da segurança: quem falhou e quem tem o melhor projeto para impedir um novo 7 de outubro”, complementa o historiador.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Conheça o Ra’am, partido árabe que pode ser decisivo na eleição de Israel

Um partido árabe pode ajudar a oposição ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a chegar ao poder nas próximas eleições, que acontecem no dia 27 de outubro.

O Ra’am, também chamado de Lista Árabe Unida, é um partido árabe muçulmano, atualmente liderado por Mansour Abbas, que atua principalmente para garantir direitos à população árabe que vive em Israel.

Os árabes em Israel representam 21% da população, cerca de dois milhões de pessoas, segundo dados do Conselho de Relações Exteriores, um think tank dos Estados Unidos.

A maioria é considerada cidadã de Israel, porém a população que vive em Jerusalém Oriental possui o status de “residente permanente”. Essa designação impede que parte dos habitantes tenha acesso a direitos plenos.

Em 2022, o Ra’am conquistou cinco assentos no Knesset, o Parlamento israelense. A sigla também fez história ao se tornar o primeiro partido árabe a participar diretamente de um governo em Israel, apoiando a coalizão dos políticos Naftali Bennett e Yair Lapid, entre junho de 2021 e dezembro de 2022.

Nas eleições atuais, o Yashar, partido de Gadi Eisenkot, principal opositor de Netanyahu, tem a projeção de conquistar até 54 cadeiras no Knesset, segundo pesquisa do Channel 13 News.

Esse número é maior do que o previsto para o Likud, legenda do atual primeiro-ministro israelense, que deve cair de 64 para 50 assentos, conforme o levantamento.

Apesar disso, a previsão da oposição não é suficiente para conquistar 61 cadeiras, o que daria a maioria no Parlamento.

A mesma projeção aponta que o Ra’am conquiste cinco assentos e abra a possibilidade do partido ser incluído em uma negociação para fazer parte de um eventual governo de Eisenkot, caso o resultado das urnas se confirme.

Para o professor de Relações Internacionais, Danny Zahreddine, da PUC Minas, essa aliança pode ser fundamental para a oposição chegar ao poder, mas os árabes enfrentam dificuldades.

“Como o Ra’am tem projeção de conseguir até cinco cadeiras, torna-se peça essencial para viabilizar qualquer futuro governo. Mas o dilema enfrentado pelos partidos israelenses judaicos [como o partido de Eisenkot] é que, após os ataques do Hamas em outubro de 2023, existe um grande receio na opinião pública de formar coalizões com partidos árabes, sendo visto por setores conservadores e de extrema-direita como um ato de traição”, diz o professor.

Como o Ra’am se posiciona? 

O Ra’am busca se afastar da vertente religiosa para conseguir se integrar à política israelense e conquistar direitos para a população árabe.

“Embora mantenha raízes islâmicas conservadoras, o partido prioriza a participação política para obter recursos públicos, melhorar os serviços à população e combater a crescente criminalidade na comunidade árabe”, afirma Revita Poleg, ex-diplomata israelense.

Uma das medidas para conseguir maior aceitação foi a indicação do policial israelense aposentado, Yoav Segalovitz, como número dois do partido nestas eleições.

Segalovitz é judeu sionista, foi deputado do Knesset e é ex-alto oficial da segurança israelense. Ele tem defendido uma parceria entre comunidades judaicas e árabes para a construção de uma nova política no país.

Poleg explica que a integração do israelense ao partido é uma aliança estritamente político-técnica. “Segalovitz não integra o Movimento Islâmico; o acordo foi concebido para preservar a autonomia das duas partes.”

Ainda que a sigla adote essas manobras, ela ainda enfrenta resistência dos partidos israelenses.

Por isso, o partido tem mostrado contenção em declarações e posicionamentos a respeito da criação de um Estado palestino. Especialistas avaliam que a discussão ainda é considerada um tabu na sociedade israelense.

Apesar disso, o Ra’am defende a criação do Estado palestino e a desocupação da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, reconhecendo a Autoridade Palestina como órgão oficial para a negociação com Israel.

Mansour Abbas, líder da Lista Árabe Unida (Ra'am), profere um discurso em 1º de abril de 2021, em Nazaré, em Israel
Mansour Abbas, líder da Lista Árabe Unida (Ra’am), profere um discurso em 1º de abril de 2021, em Nazaré, em Israel • Amir Levy/Getty Images

Prioridades do Ra’am como partido

A professora de Relações Internacionais, Karina Calandrin, explica que, diferentemente de outros partidos árabes, o Ra’am defende que a participação nas coalizões governamentais pode ser um instrumento efetivo para conquistar direitos e recursos para a população árabe.

O partido busca a obtenção de mais recursos públicos, a melhoria dos serviços à população e o combate à crescente criminalidade nas comunidades árabes.

“Essa estratégia já foi colocada em prática em 2021, quando o partido integrou a coalizão de Bennett e Lapid”, diz a professora.

Para garantir e manter a integração à política israelense, a sigla tem se mostrado favorável às exigências dos blocos de Israel, incluindo o reconhecimento do Estado judaico.

Durante a conferência Empresarial Globes, em dezembro de 2021, o líder do partido, Mansour Abbas, declarou: “O Estado de Israel nasceu como um Estado judeu. Essa foi a decisão do povo, e a questão não é qual a identidade do Estado. Ele nasceu assim e assim permanecerá.”

Esse reconhecimento faz parte de quatro condições impostas por Eisenkot para uma possível coalizão. São elas:

  • Reconhecimento de Israel como Estado judeu e democrático;
  • Compromisso com os valores da Declaração de Independência;
  • Obrigação de prestar serviço militar ou civil;
  • Reconhecimento do Hamas como organização terrorista que deve ser eliminada;

Apesar do posicionamento do Ra’am, Eisenkot declarou que o partido não atende a todos os critérios.

“Gadi Eisenkot já declarou publicamente que não pretende incluir o Ra’am em seu governo nas condições atuais”, ressalta Karina Calandrin.

Ainda assim, uma aliança que resulte na formação de uma coalizão no Parlamento não estaria totalmente descartada. Uma das possibilidades seria o Ra’am anunciar apoio ao governo de Eisenkot, mas sem formalmente entrar na administração. Essa é a avaliação do ex-embaixador israelense Ilan Sztulman Starosta.

“Os integrantes do Ra’am podem fazer esse acordo levando em conta que é uma saída para conseguir melhorias no combate à criminalidade em um eventual governo de Eisenkot, já que estão sofrendo muito com esse problema. Não precisa exatamente entrar no governo para negociar, mas pode conseguir concessões mesmo estando fora”, analisa ele.

Outros partidos árabes na eleição de Israel

Além do Ra’am, outras siglas árabes também concorrem nas eleições de Israel.

Atualmente os três principais partidos participam da Lista Conjunta:

  • Hadash – Frente Democrática para a Paz e a Igualdade
  • Ta’al – Movimento Árabe pela Renovação
  • Balad – Aliança Nacional Democrática

O Ra’am integrou a formação da Lista Conjunta desde a criação em 2015, mas deixou a aliança em 2021. O objetivo foi se desvincular de posicionamentos religiosos e adotar uma postura pragmática para conseguir maior aceitação na política israelense.

Mesmo com a saída de um dos membros, a coalizão manteve a visibilidade. Nas eleições de março de 2021, a Lista Conjunta conquistou seis cadeiras que foram distribuídas entre os partidos: Hadash (3); Ta’al (2); e Balad (1).

A aliança se desfez em 2022, quando os partidos Hadash e Ta’al decidiram concorrer juntos, sem a participação do Balad. Os partidos não integraram o governo de Netanyahu que se formou naquele ano.

Agora, a coalizão foi novamente reunida pelos três partidos para concorrer nas eleições de 2026.

O analista internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’anna, avalia que tanto o Ra’am quanto a Lista Conjunta não devem ter participação ativa em um novo governo.

“O cenário mais provável é o Ra’am e a Lista Conjunta apoiarem a formação da coalizão de governo, mas não participarem diretamente dela. Isso no caso da formação de um governo vindo da oposição, liderado por Eisenkot”, diz Sant’anna.

Para o analista, em uma outra hipótese, em que o governo de Netanyahu continue no poder, os partidos árabes devem continuar sem participação.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Como é eleito o presidente de Israel e o que ele faz?

Enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo de Israel e lidera as negociações internas e no exterior, o país conta com um presidente que age como chefe de Estado, com um papel mais simbólico do que político.

A cada sete anos, um candidato é eleito pelo Knesset, o Parlamento do país, para mandato único. Na prática, o presidente israelense pode continuar no cargo por diferentes gestões, garantindo estabilidade.

A votação é secreta, realizada durante uma sessão especial.

O atual presidente israelense é Isaac Herzog, que assumiu em 2021.

Além de representar o país de forma diplomática pelo mundo, ele será responsável por definir quem será responsável por organizar a formação de governo após as eleições desta terça-feira (27) em Israel.

A votação é vista como um teste político para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O resultado poderá dificultar a formação de um novo governo liderado por ele, caso seus aliados não consigam reunir apoio suficiente no Knesset.

O que isso significa e quais são as funções do presidente?

De acordo com o governo israelense, a influência do presidente está “na capacidade de servir como símbolo da unidade nacional”.

A natureza e o alcance da influência do cargo são definidos como poder brando ou quarto poder.

A principal atribuição é apontar um líder partidário para formar um governo, após eleições ou renúncia de um primeiro-ministro.

Depois do resultado das eleições, o presidente consulta representantes dos partidos e atribui a um integrante do Knesset a tarefa de formar o governo.

O parlamentar escolhido conduz as negociações para reunir apoio suficiente e, caso consiga formar uma coalizão, apresenta o governo ao Parlamento para obter um voto de confiança.

“Existem duas razões principais para o envolvimento do presidente nessa política: primeiro, a estabilidade do cargo. Em segundo, há a capacidade para mediar agendas e grupos partidários, especialmente nos momentos mais polarizados e divisivos da vida nacional: as eleições para o Knesset”, diz o governo.

Outras funções

  • Assinar leis depois de terem sido aprovadas pelo Knesset;
  • Credenciar os representantes diplomáticos do Estado de Israel e receber as credenciais dos representantes diplomáticos enviados a Israel por Estados estrangeiros;
  • Assinatura de tratados com Estados estrangeiros aprovados pelo Knesset;
  • Nomeação e destituição de juízes e outros titulares de cargos públicos;
  • Conceder indultos a condenados pela redução ou anulação de penas.

Quem pode se candidatar?

  • Qualquer cidadão israelense residente em Israel pode ser candidato à Presidência;
  • A candidatura deve ser proposta por pelo menos dez integrantes do Knesset;
  • O presidente é eleito pelos parlamentares em votação secreta;
  • Após a eleição, o presidente eleito deve prestar uma declaração de compromisso perante o Knesset;
  • O mandato tem duração de sete anos, sem possibilidade de reeleição para um segundo mandato.

Saída do cargo

A lei permite que o presidente seja destituído em casos de condutas incompatíveis com o cargo.

Isso acontece após audiências e o consentimento de pelo menos 90 de 120 membros do Knesset.

Qual é a diferença entre presidente e primeiro-ministro em Israel?

Enquanto Benjamin Netanyahu define ministros, propõe leis e negocia com outros parlamentares e líderes internacionais, Isaac Herzog recebe diplomatas, faz viagens oficiais sem peso político, mas institucional, e defende a imagem do Estado e suas ações.

Não é incomum a separação entre chefes de Governo – que controlam o Executivo – e chefes de Estado – responsáveis por representar os países de forma institucional.

Caso parecido é o do Reino Unido: a Família Real tem o rei ou rainha vigente no papel de chefe de Estado, enquanto o primeiro-ministro lidera o governo e conduz a política executiva. Embora o monarca exerça funções constitucionais, a condução política cotidiana cabe ao governo, que precisa contar com a confiança de outros parlamentares da Câmara.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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Quem é Benjamin Netanyahu, candidato à reeleição em Israel?

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenta se manter no poder nas eleições realizadas em 27 de outubro no país. No poder em diferentes períodos desde 1996, ele é uma das figuras mais permanentes e influentes da política israelense.

Netanyahu construiu sua trajetória política com um discurso voltado à segurança nacional e ao combate ao terrorismo.

Ao longo dos anos, também esteve no centro de controvérsias envolvendo políticas relacionadas aos palestinos, uma reforma do sistema judicial e investigações por corrupção.

Origem

Netanyahu nasceu em 21 de outubro de 1949, em Tel Aviv, pouco mais de um ano após a fundação do Estado de Israel. Filho do historiador Benzion Netanyahu e de Cela Netanyahu, cresceu em Jerusalém e passou parte da adolescência nos Estados Unidos.

Ele retornou a Israel em 1967 para cumprir o serviço militar nas Forças de Defesa de Israel. Ele integrou a Sayeret Matkal, uma unidade de elite das forças israelenses, e participou de operações especiais, incluindo o resgate de reféns de um avião da companhia aérea belga Sabena, sequestrado em 1972.

Em 1972, concluiu o serviço militar regular, retornando às atividades militares durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando foi promovido a capitão da reserva.

Depois do serviço militar, estudou no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos, onde se formou em arquitetura e concluiu um mestrado em administração de empresas. Também estudou ciência política no MIT e na Universidade de Harvard.

Entre 1976 e 1982, trabalhou no setor privado. Primeiro, atuou na consultoria internacional Boston Consulting Group e, depois, ocupou um cargo de direção na empresa de mobiliário Rim Industries.

Ainda nos anos 70, fundou o Instituto Yonatan, em homenagem ao seu irmão, morto em uma operação de resgate a reféns em um avião sequestrado da Air France, em Uganda.

O instituto tinha como foco o estudo do terrorismo, passando a defender a cooperação internacional a esse tipo de ameaça.

A organização promoveu conferências internacionais em 1979 e 1984 para discutir formas de combater essas organizações. Netanyahu também escreveu e organizou livros sobre o tema, entre eles Terrorism: How the West Can Win, publicado em 1987.

Diplomacia e liderança do Likud

A carreira pública de Netanyahu obteve destaque na década de 1980. Entre 1982 e 1984, atuou como vice-chefe da missão diplomática de Israel em Washington. Em seguida, foi embaixador israelense nas Nações Unidas, cargo que ocupou de 1984 a 1988.

Em 1988, retornou a Israel e foi eleito para o Knesset, o Parlamento do país, pela lista do Likud. Na sequência, assumiu o cargo de vice-ministro das Relações Exteriores durante o governo do premiê Yitzhak Shamir.

Em 1993, Netanyahu foi eleito presidente do Likud, tornando-se líder da oposição. Na época, defendia posições consideradas linha-dura em questões de segurança e se posicionava a favor da privatização de empresas estatais.

Primeiro mandato

Netanyahu foi eleito primeiro-ministro em 1996, com 50,49% dos votos, em uma disputa contra Shimon Peres. A campanha foi organizada com estratégias inspiradas em eleições americanas e teve como lema “Paz com Segurança”.

Embora tivesse ressalvas em relação ao reconhecimento da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e aos Acordos de Oslo, Netanyahu se reuniu com o líder palestino Yasser Arafat pela primeira vez em setembro de 1996. Na ocasião, os líderes afirmaram estar comprometidos com o acordo de paz interino entre Israel e a OLP.

O líder palestino Yasser Arafat, o rei Hussein da Jordânia, o presidente Bill Clinton e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, durante os cumprimentos na cerimônia de assinatura do acordo de paz de Wye, na Casa Branca
O líder palestino Yasser Arafat, o rei Hussein da Jordânia, o presidente Bill Clinton e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, durante os cumprimentos na cerimônia de assinatura do acordo de paz de Wye, na Casa Branca • Dirck Halstead/Getty Images

Durante seu primeiro mandato, o governo israelense assinou o Protocolo de Hebron, em janeiro de 1997, e o Memorando de Wye River, em outubro de 1998. Os acordos integravam o processo de negociações entre israelenses e palestinos.

O período foi marcado por divergências dentro da coalizão governista, conflitos sobre a condução das negociações e dificuldades para aprovar o orçamento. A renúncia de ministros e os desentendimentos entre os partidos que sustentavam o governo também tiveram impacto na administração.

Em 1999, Netanyahu perdeu a eleição para o trabalhista Ehud Barak e deixou o cargo. Na sequência, se afastou temporariamente da política e voltou a trabalhar no setor privado.

Retorno à política

Netanyahu voltou ao governo em 2002, como ministro das Relações Exteriores. No ano seguinte, assumiu o Ministério das Finanças, cargo que ocupou até 2005.

Em agosto de 2005, renunciou ao cargo de ministro das Finanças em protesto contra o plano de retirada dos assentamentos israelenses da Faixa de Gaza. A medida, implementada naquele ano pelo governo de Ariel Sharon, previa a retirada dos colonos israelenses do território.

Em dezembro de 2005, Netanyahu voltou à liderança do Likud. Após as eleições de 2009, conseguiu formar uma coalizão e reassumiu o cargo de primeiro-ministro, iniciando o período mais longo de sua trajetória à frente do governo.

A eleição de 2009, marcada pela disputa de Netayahu e sua principal rival, Tzipi Livni, apresentou resultados incertos, mas o candidato obteve apoio do parlamento e se tornou primeiro-ministro designado.

Netanyahu permaneceu no poder até 2021. Durante esse período, defendeu o fortalecimento militar de Israel e a ampliação das relações econômicas e diplomáticas com outros países.

Um dos principais focos de sua política externa foi a oposição ao programa nuclear do Irã. Como primeiro-ministro, defendeu a adoção de sanções internacionais contra Teerã e levou o tema a discursos na ONU e no Congresso dos Estados Unidos. Em diferentes ocasiões, afirmou que Israel deveria manter a capacidade de se defender sem depender de outros países.

A relação com Washington também resultou em um acordo de assistência militar de dez anos, no valor de US$ 38 bilhões, assinado durante o governo do presidente Barack Obama.

Na política regional, o governo adotou uma postura de resposta militar a ataques contra Israel e promoveu ações de segurança nas fronteiras. Netanyahu também defendeu a cooperação entre Israel, Estados Unidos e outros países do Oriente Médio contra grupos extremistas.

Em setembro de 2020, durante o primeiro mandato do presidente americano Donald Trump, Netanyahu participou da cerimônia de assinatura dos acordos de normalização das relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, conhecidos como Acordos de Abraão.

O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani; o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; e o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, participam da cerimônia de assinatura dos Acordos de Abraão no gramado sul da Casa Branca, em 15 de setembro de 2020
O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani; o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; e o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, participam da cerimônia de assinatura dos Acordos de Abraão no gramado sul da Casa Branca, em 15 de setembro de 2020 • Alex Wong/Getty Images

Instabilidade e queda do governo

Em março de 2020, o Likud conquistou 59 cadeiras nas eleições, três a menos do que o necessário para obter a maioria. Em abril, Netanyahu e Benny Gantz, seu adversário político, anunciaram um acordo para formar um governo de emergência nacional.

A administração tomou posse em maio, com Gantz como primeiro-ministro alternativo e previsão de que ele assumisse o comando do governo em novembro de 2021.

Porém, a coalizão não resistiu às divergências internas. Em dezembro de 2020, o governo entrou em colapso depois que o Parlamento não conseguiu aprovar os orçamentos de 2020 e 2021 dentro do prazo. O impasse levou à dissolução do Parlamento e a novas eleições.

Em março de 2021, os israelenses voltaram às urnas. Apesar de o Likud permanecer como a maior força parlamentar, Netanyahu não conseguiu reunir apoio suficiente para formar um novo governo.

Em 13 de junho, Naftali Bennett assumiu o cargo de primeiro-ministro, encerrando um período de 12 anos consecutivos de Netanyahu no poder.

A administração de Bennett também enfrentou dificuldades para manter sua maioria parlamentar. Em 2022, a coalizão perdeu apoio e decidiu antecipar as eleições. Netanyahu voltou a disputar o comando do governo e, após as eleições parlamentares de novembro, conseguiu formar uma nova coalizão. Em 29 de dezembro de 2022, tomou posse novamente como primeiro-ministro, cerca de 18 meses depois de deixar o cargo.

Reforma judicial e protestos

Após retornar ao cargo, o governo de Netanyahu avançou com uma proposta de reforma do sistema judicial, que provocou ondas de protestos pelo país.

Em março de 2023, o premiê resistiu aos apelos para abandonar o projeto. A proposta buscava alterar o equilíbrio entre os poderes e reduzir a capacidade de intervenção da Justiça em decisões do governo e do Parlamento.

Em julho daquele ano, o Knesset aprovou uma das principais medidas da reforma, relacionada ao chamado princípio da razoabilidade, que permite à Justiça avaliar determinadas decisões administrativas. Em janeiro de 2024, a Suprema Corte israelense derrubou uma parte central da legislação.

Os críticos da reforma afirmavam que as mudanças enfraqueceriam os mecanismos de controle sobre o governo e ameaçariam a democracia israelense. Netanyahu e seus aliados defendiam a necessidade de modificar o funcionamento do Judiciário.

A polícia de Israel intervém em protesto contra projeto de lei que limita poderes da Suprema Corte, em 24 de julho de 2023.
A polícia de Israel intervém em protesto contra projeto de lei que limita poderes da Suprema Corte, em 24 de julho de 2023. • Getty Images

Os ataques de 7 de outubro e a guerra em Gaza

Em 7 de outubro de 2023, integrantes do Hamas lançaram um ataque contra Israel a partir da Faixa de Gaza. A ofensiva deixou 1.200 mortos e levou à captura de 251 reféns.

Naquele dia, Netanyahu declarou que Israel estava em guerra. O governo iniciou uma ampla operação militar na Faixa de Gaza, com o objetivo declarado de combater o Hamas e recuperar os reféns.

O conflito provocou destruição em larga escala e uma grave crise humanitária no território palestino. Dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, apontam que o conflito deixou ao menos 74 mil mortos e 173.514 feridos até junho de 2026.

Vista de prédios destruídos na Faixa de Gaza
Vista de prédios destruídos na Faixa de Gaza • REUTERS

Em outubro de 2025, Netanyahu afirmou que a luta de Israel ainda não havia terminado, mesmo após um acordo de cessar-fogo com o Hamas. Na ocasião, prometeu alcançar todos os objetivos da guerra.

Em 2026, uma comissão independente de inquérito da Organização das Nações Unidas afirmou que forças e autoridades israelenses haviam cometido genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra contra crianças palestinas. Segundo a comissão, pelo menos 20.179 crianças foram mortas entre 7 de outubro de 2023 e 7 de outubro de 2025.

Israel rejeitou as conclusões e classificou o relatório como “difamatório e tendencioso”. A missão israelense em Genebra afirmou que o país trabalha para minimizar danos a crianças durante conflitos e negou ter atacado deliberadamente menores.

Mandado de prisão

Em novembro de 2024, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra Netanyahu durante parte da guerra em Gaza.

O tribunal afirmou ter encontrado “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, tinham responsabilidade criminal por crimes cometidos entre 8 de outubro de 2023 e 20 de maio de 2024.

Entre as acusações estão o uso da fome como método de guerra, assassinato, perseguição e outros atos considerados desumanos. O TPI também apontou responsabilidade pelo crime de guerra de direcionar intencionalmente ataques contra a população civil.

Sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia
Sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia • 22 de setembro de 2025 REUTERS/Piroschka van de Wouw

Investigações por corrupção

Netanyahu também enfrenta acusações criminais em Israel. As investigações por corrupção começaram a ganhar destaque público em 2017, quando ele foi interrogado por suspeitas de ter recebido benefícios de empresários.

Em fevereiro de 2018, a polícia israelense afirmou haver evidências suficientes para recomendar seu indiciamento em dois casos. As suspeitas incluíam suborno, fraude e abuso de confiança. Netanyahu negou as acusações e afirmou que elas tinham motivação política.

Um dos casos ficou conhecido como Caso 4000. A investigação apurou a suspeita de que Netanyahu teria concedido benefícios regulatórios a um empresário em troca de cobertura favorável em um veículo de comunicação. Os benefícios investigados poderiam chegar a 1 bilhão de shekels, equivalentes, à época, a cerca de US$ 280 milhões.

Em fevereiro de 2019, o procurador-geral de Israel anunciou a intenção de indiciar Netanyahu por acusações de suborno e abuso de confiança relacionadas a três investigações, após uma audiência. Em novembro daquele ano, foram anunciadas formalmente acusações de suborno, fraude e quebra de confiança nos três casos.

Em janeiro de 2020, Netanyahu foi formalmente indiciado, pouco depois de retirar um pedido de imunidade parlamentar. Ele negou ter cometido irregularidades e afirmou que as acusações eram parte de uma tentativa política de afastá-lo do poder.

Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu depõe em julgamento
Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu depõe em julgamento • 12 de março de 2025 Yair Sagi/Pool via REUTERS

Eleições de Israel

Esse será o primeiro pleito desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que abalou o país e mergulhou o Oriente Médio em turbulência.

Embora as pesquisas prevejam derrota de Netanyahu, as eleições podem ser complexas devido a um sistema político fragmentado, no qual qualquer um pode emergir como uma figura decisiva na formação de coalizões.

O sistema eleitoral israelense é parlamentar. A votação para o Parlamento, o Knesset, com 120 cadeiras, ocorre a cada quatro anos. Porém, na prática, poucas legislaturas do Knesset cumpriram o mandato completo.

Israel ficou preso em um ciclo de governos de curta duração e eleições que começou em 2019 e terminou em 2022, quando Netanyahu garantiu uma maioria parlamentar sólida e retornou ao poder à frente do governo.

A próxima eleição marcará um dos raros casos em que uma legislatura do Knesset completou o mandato integral.

Quem são os principais rivais de Netanyahu?

O ex-chefe militar Gadi Eisenkot, que perdeu um filho na Faixa de Gaza, tem crescido nas pesquisas.

Eisenkot projetou uma imagem de alguém de fora da política tradicional — um soldado e defensor de uma linha dura em segurança —, cuja origem humilde e sacrifícios familiares contrastam fortemente com as décadas de Netanyahu em altos cargos e com as acusações de corrupção contra ele.

Há também os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, cuja aliança, apesar de estarem em lados opostos do espectro político, tirou Netanyahu do poder nas eleições de 2021.

Eles formaram um governo heterogêneo composto por partidos liberais e conservadores e, pela primeira vez na história de Israel, por um partido árabe islâmico. A administração durou 18 meses.

O ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman já foi assessor e aliado de Netanyahu e também aparece como possível rival.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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Trump Backs Netanyahu’s Reelection for Tuesday Elections

A Likud Party billboard featuring Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu with U.S. President Donald Trump in Tel Aviv. Israel will hold its national legislative election to choose the 120 members of the 26th Knesset on October, 27. Photo: EFE.

U.S. President Donald Trump urged Israeli voters to reelect Prime Minister Benjamin Netanyahu and to press the military campaign against Iran until it is complete.


Donald Trump framed Benjamin Netanyahu’s return to power as a condition for finishing the offensive against Iran. “We have to finish the job we started,” he wrote on his social media, aiming the appeal squarely at Israeli voters three days before the legislative elections.

The U.S. President returned to an October 18 letter in which he called Netanyahu an “exceptional Prime Minister warrior” and praised their joint record in military operations.

RELATED: UN Commission Accuses Israel of War Crimes and Genocide in West Bank and Gaza

As everyone knows, including the enemy, Bibi and I have had a great relationship to win together,” Trump stated, holding up Operation Epic Fury as proof of their cooperation.

Trump asserted that Iran had lost its navy and its air force and that its economy had fallen into a “state of chaos.” He placed inflation at 301% and claimed a naval blockade had stopped oil exports. Two tiers of Iranian leadership, military and civilian, had been eliminated, he added.

‘Netanyahu has done a VERY GOOD JOB as prime minister under very trying conditions’ — Trump pic.twitter.com/4VQJ2fR3mJ

— RT Intl (@RT_on_X) October 26, 2026

In the October 18 letter, Trump described the Israeli leader as a “Great Warrior Prime Minister” and an “even greater partner for peace.” His latest post closed with an open call for Netanyahu’s reelection in the middle of the Iran offensive.

The appeal marks another attempt by the White House to steer another nation’s vote. It also arrives as Washington and Tel Aviv face sustained protests over the war on the Gaza Strip, where Israel’s conduct has been denounced as a policy of extermination.

Netanyahu and Trump met in Washington amid protests against the genocide in Gaza, and Trump has framed their alliance as a shared military project. Trump’s latest intervention draws Washington deeper into a vote that will decide not only Israel’s leadership but also the regional balance.

BREAKING: President Trump issues a second statement endorsing Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu.

This marks the first time a US President has publicly endorsed a candidate in the Israeli elections. pic.twitter.com/t4l0qtj3hi

— The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) October 25, 2026

Israel Votes Tuesday

The endorsement lands days before more than seven million voters renew the 120 seats of the Knesset, Israel’s parliament. Surveys project a fragmented legislature in which no bloc secures the 61 seats required to form a government. The threshold has rarely yielded a stable majority in recent cycles, and this campaign has only deepened the fragmentation.

That arithmetic has lifted the leverage of Israel’s Arab parties and pulled tens of thousands of expatriates back home to cast ballots. It has also sharpened a parallel demand for accountability.

On Saturday, tens of thousands of people marched in Tel Aviv to demand an independent state commission of inquiry into the October 7, 2023 Israeli attack. Organizers stressed that the gathering was civic in nature and did not endorse any party or candidacy.

The opposition bloc led by former army chief of staff Gadi Eisenkot is pressing for that independent commission. Netanyahu opposes the measure, while his supporters highlight his record on national security and regional operations. Neither camp has stopped to examine Israel’s conduct and its policy of extermination against the Gaza Strip.

Tuesday’s vote will determine whether Netanyahu secures the mandate Trump is urging. With no bloc near a majority, coalition negotiations are expected to follow, and the outcome will shape both Israel’s next government and the course of the Iran campaign.

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Opposition rages at ‘corruption’ as PM filmed convincing small Haredi party to drop out of race

New footage shows Likud minister and Haredi leader accused of sex crimes, with Netanyahu on the line, reach agreement on Achi party's withdrawal in exchange for deputy minister role
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