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Halloween e feriado de Todos os Santos com surpresa nos termómetros: temperaturas podem chegar aos 26 ºC nestas regiões

O mês de outubro está prestes a terminar, mas o tempo poderá reservar uma surpresa para os portugueses que planeiam aproveitar o próximo fim de semana. Em vez da chuva e do frio habitualmente associados ao outono, as previsões apontam para dias de estabilidade atmosférica e temperaturas que, em algumas regiões, poderão fazer lembrar a primavera.

De acordo com as mais recentes projeções do modelo europeu de previsão meteorológica (ECMWF), divulgadas pela Meteored esta terça-feira, 27 de outubro, a influência de um anticiclone deverá manter a precipitação afastada de Portugal Continental durante o Halloween e o Dia de Todos os Santos.

A estabilidade atmosférica será acompanhada por temperaturas superiores à média climatológica, sobretudo durante as tardes. Em determinados locais, os termómetros poderão registar valores até 7 ºC acima do habitual para esta época do ano.

Halloween promete noite sem chuva em grande parte do país

O sábado, 31 de outubro, poderá trazer boas notícias para quem pretende celebrar o Halloween, especialmente para as famílias com crianças que participam na tradição de pedir doces de porta em porta.

Segundo a Meteored, os mapas de precipitação indicam que a chuva deverá permanecer afastada de Portugal Continental durante todo o dia. A nebulosidade que possa surgir ao longo das horas diurnas deverá dissipar-se gradualmente, permitindo uma noite com céu pouco nublado ou limpo.

Além da ausência de precipitação, as temperaturas previstas para as 21h poderão situar-se ligeiramente acima dos valores habituais em grande parte do território, com anomalias positivas até 2 ºC.

Ainda assim, haverá diferenças importantes entre regiões. Enquanto Bragança e Guarda poderão registar cerca de 12 ºC, Lisboa poderá apresentar temperaturas próximas dos 21 ºC à mesma hora.

Os valores deverão diminuir durante a madrugada, pelo que o agasalho continuará a ser aconselhável, sobretudo nas regiões do interior, onde o arrefecimento noturno tende a ser mais acentuado.

Dia de Todos os Santos pode trazer temperaturas de 26 ºC

No domingo, 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, a tendência de tempo seco e soalheiro deverá prolongar-se, acompanhada por temperaturas máximas bastante agradáveis para a época.

Segundo as projeções do ECMWF analisadas pela Meteored, os termómetros poderão atingir os 26 ºC em Leiria e Santarém, valores particularmente elevados para o início de novembro.

Em Lisboa, a temperatura máxima prevista ronda os 24 ºC, enquanto o Porto poderá alcançar os 23 ºC. Já na Guarda, os termómetros deverão ficar pelos 18 ºC, evidenciando as diferenças térmicas entre o litoral e as regiões de maior altitude.

Estas temperaturas representam desvios positivos entre 2 ºC e 6 ºC relativamente à média climatológica nas capitais de distrito. Localmente, sobretudo ao longo da faixa litoral das regiões Centro e Sul, as anomalias poderão chegar aos 7 ºC.

Tardes amenas contrastam com manhãs e noites mais frias

Apesar das temperaturas elevadas durante o dia, as manhãs e as noites continuarão a apresentar características típicas do outono, com valores próximos ou ligeiramente inferiores à média em algumas regiões.

Esta diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas deverá ser uma das principais características dos próximos dias, exigindo alguma atenção na escolha do vestuário, sobretudo para quem pretende passar várias horas fora de casa.

A partir de quarta-feira, 28 de outubro, as anomalias térmicas positivas deverão intensificar-se, contribuindo para uma sequência de tardes mais quentes do que seria habitual nesta fase do ano.

Anticiclone mantém a chuva afastada de Portugal

A explicação para este cenário meteorológico está relacionada com a presença de um anticiclone sobre o continente europeu, que deverá favorecer condições de maior estabilidade atmosférica.

Esta configuração poderá dificultar a chegada de sistemas frontais a Portugal Continental, permitindo que o último fim de semana de outubro decorra sem precipitação significativa.

Assim, tanto as celebrações de Halloween como as tradicionais deslocações aos cemitérios no Dia de Todos os Santos poderão beneficiar de condições meteorológicas favoráveis.

Contudo, tratando-se de previsões a vários dias de distância, o cenário ainda poderá sofrer alterações. A evolução da posição do anticiclone e das condições atmosféricas deverá continuar a ser acompanhada nas próximas atualizações dos modelos meteorológicos.

Leia também: Chuva pode ganhar força em Portugal em novembro: vórtice polar dá sinais de mudança

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PSP mostra outro lado das manifestações pela habitação e denuncia “agressões inaceitáveis” contra agentes

A polémica em torno das manifestações pelo direito à habitação ganhou um novo capítulo esta terça-feira, 27 de outubro. Depois das imagens de manifestantes atingidos por bastões policiais terem provocado críticas e pedidos de esclarecimento, as autoridades decidiram divulgar um vídeo para mostrar outra perspetiva dos acontecimentos.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) partilhou nas redes sociais uma compilação de imagens que, segundo a própria instituição, mostram episódios de violência dirigidos contra agentes durante as intervenções realizadas na madrugada de domingo, 25 de outubro, em Lisboa e no Porto.

Na publicação, a força de segurança condena as agressões contra os polícias e defende que o exercício do direito à manifestação deve decorrer num ambiente de respeito mútuo, sem colocar em causa a segurança dos participantes ou dos agentes.

PSP divulga vídeo e deixa aviso sobre agressões aos agentes

Através das suas redes sociais, a PSP divulgou imagens recolhidas durante os momentos de maior tensão nas manifestações que decorreram no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto.

O vídeo reúne diferentes momentos anteriormente transmitidos por órgãos de comunicação social e surge numa altura em que a atuação das forças policiais está a ser alvo de críticas e de averiguações.

Na mensagem que acompanha a publicação, a PSP recorda que tem como missão garantir o direito fundamental à reunião e manifestação, procurando conciliar o exercício desse direito com a segurança e as liberdades dos restantes cidadãos.

A instituição sublinha que privilegia o diálogo, a mediação e a sensibilização dos manifestantes, mas considera que existem comportamentos que ultrapassam os limites aceitáveis.

“As agressões dirigidas à polícia são inaceitáveis e não serão toleradas”, afirma a PSP, acrescentando que a segurança coletiva depende do respeito entre todas as partes envolvidas.

PSP Facebook

Intervenções policiais terminaram com 33 feridos e 33 detidos

Os acontecimentos remontam à madrugada de sábado para domingo, quando a PSP avançou para a dispersão de manifestantes que permaneciam concentrados em espaços públicos de Lisboa e do Porto.

As operações decorreram depois de mais de duas horas de tensão e de sucessivas ordens para que os participantes abandonassem os locais e retirassem as tendas utilizadas durante os protestos.

Perante a recusa dos manifestantes, que invocaram o direito constitucional à manifestação, os agentes recorreram a bastões e a cães policiais para dispersar as concentrações.

Segundo os dados divulgados pela PSP, as intervenções resultaram em 33 feridos e 33 detenções por desobediência. As organizações responsáveis pelos protestos também denunciaram dezenas de feridos na sequência da atuação policial.

Atuação da polícia está a ser investigada

As imagens das intervenções provocaram uma onda de reações políticas e levaram à abertura de um processo pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), que irá analisar os acontecimentos registados nas duas cidades.

Também a provedora de Justiça solicitou, com caráter de urgência, esclarecimentos à PSP sobre as circunstâncias em que ocorreram as cargas policiais.

A polémica chegou ainda ao debate político, com partidos de esquerda a criticarem a intervenção das autoridades e a exigirem explicações ao Governo.

O Presidente da República, António José Seguro, pronunciou-se esta terça-feira sobre os acontecimentos, reconhecendo que ficou desagradado com as imagens divulgadas.

“Não gostei do que vi”, afirmou o chefe de Estado, considerando que as imagens não são normais numa democracia consolidada. Ainda assim, defendeu que é necessário aguardar pelas conclusões dos inquéritos em curso.

Manifestantes exigem mudanças nas regras da habitação

Na origem dos protestos estão várias reivindicações relacionadas com o acesso à habitação e com as alterações legislativas que estão a ser discutidas em Portugal.

Entre as exigências dos manifestantes encontram-se a reversão da nova lei do arrendamento, o fim dos despejos e das demolições sem alternativa habitacional e a imposição de limites à aquisição de imóveis por fundos imobiliários.

Os participantes reclamam igualmente mais habitação pública, a recuperação de edifícios devolutos para fins habitacionais e a criação de mecanismos que garantam rendas verdadeiramente acessíveis.

Enquanto decorrem as averiguações sobre a atuação policial, a divulgação do vídeo pela PSP acrescenta novos elementos à discussão pública. As imagens apresentadas pela instituição não substituem, contudo, a análise independente das circunstâncias e da proporcionalidade das intervenções realizadas.

Leia também: Presidente da República, António José Seguro, reage à carga policial sobre manifestantes pela habitação: “Não gostei do que vi”

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Trabalhadores portugueses podem passar a ser inscritos automaticamente em fundos de pensões: proposta chega em 2027

A forma como os portugueses poupam para a reforma poderá sofrer alterações importantes nos próximos anos. Está a ser preparada uma proposta que prevê a inscrição automática dos trabalhadores em mecanismos complementares de pensões, com o objetivo de reforçar os rendimentos disponíveis após o fim da vida profissional.

A iniciativa está a ser desenvolvida pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), que pretende apresentar uma proposta concreta durante o primeiro trimestre de 2027. O modelo ainda não está aprovado e a sua eventual aplicação dependerá das decisões que venham a ser tomadas pelo Governo.

Segundo a agência Lusa, o presidente da ASF, Gabriel Bernardino, confirmou que o regulador já está a discutir esta possibilidade com o Executivo, defendendo uma implementação gradual que permita aumentar a participação dos portugueses em sistemas complementares de reforma.

Inscrição automática poderá mudar a forma como os portugueses poupam para a reforma

O mecanismo em análise é conhecido internacionalmente como auto-enrollment e consiste na inscrição automática dos trabalhadores em sistemas de pensões complementares, geralmente associados às entidades empregadoras.

Ao contrário de um regime de poupança obrigatória, este modelo procura facilitar a adesão dos trabalhadores, evitando que a falta de iniciativa impeça a constituição de uma poupança adicional para a reforma.

Gabriel Bernardino esclareceu que o objetivo não é obrigar os cidadãos a poupar, mas criar condições para ultrapassar a falta de iniciativa que frequentemente caracteriza as decisões de poupança a longo prazo.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre os trabalhadores que poderão ficar abrangidos, os valores das contribuições ou as condições de participação. Também não está definido se haverá contribuições das empresas ou quais serão as regras para uma eventual saída do sistema.

Jovens poderão ter investimentos diferentes dos trabalhadores próximos da reforma

Uma das possibilidades identificadas pelo regulador passa pela adoção de estratégias de investimento ajustadas à idade dos participantes, seguindo modelos que já são utilizados noutros países europeus.

Este sistema, conhecido como ciclo de vida, permite assumir níveis de risco diferentes consoante a proximidade da idade da reforma. Os trabalhadores mais jovens poderão ter investimentos com maior exposição ao risco, enquanto os participantes mais velhos poderão beneficiar de estratégias mais conservadoras.

A lógica consiste em adaptar os investimentos ao horizonte temporal de cada trabalhador, procurando equilibrar o potencial de valorização das poupanças com a necessidade de proteger o capital acumulado à medida que a reforma se aproxima.

Contudo, o presidente da ASF alertou que a introdução de garantias máximas sobre o capital poderá limitar a rendibilidade futura dos investimentos. A definição do nível de proteção será, por isso, uma das questões a considerar na construção do novo modelo.

PPR também poderão sofrer alterações

Além da inscrição automática em fundos de pensões, a ASF considera necessário reformular os Planos Poupança-Reforma (PPR), adaptando estes produtos às necessidades atuais dos consumidores.

Gabriel Bernardino defendeu uma modernização dos PPR, nomeadamente ao nível dos riscos assumidos e da transparência, para que os cidadãos possam compreender melhor as características dos produtos em que investem.

Outra prioridade passa pela criação de um sistema que permita consultar, de forma simples, uma estimativa dos rendimentos disponíveis durante a reforma. A ferramenta deverá reunir informação sobre a pensão pública, os fundos de pensões e as poupanças individuais.

O objetivo é permitir que cada trabalhador tenha uma visão mais completa da sua situação financeira futura e consiga perceber antecipadamente se os rendimentos previstos serão suficientes para manter o seu nível de vida.

Portugueses com salários mais baixos poderão beneficiar de novos incentivos

O regulador pretende ainda encontrar soluções que tornem a poupança para a reforma mais acessível aos trabalhadores com rendimentos reduzidos, que enfrentam maiores dificuldades para reservar dinheiro todos os meses.

Entre as possibilidades identificadas encontram-se benefícios fiscais ou outros mecanismos de apoio público que proporcionem vantagens adicionais às pessoas com menores rendimentos.

Gabriel Bernardino considera que estes trabalhadores estão entre os que mais necessitam de complementos de reforma, pelo que deverão merecer especial atenção na definição das futuras políticas de incentivo à poupança.

Para já, não existe qualquer obrigação nova de adesão a fundos de pensões privados. A ASF pretende apresentar a sua proposta até ao final de março de 2027, mas ainda não há uma data definida para a eventual entrada em vigor das alterações.

Leia também: IMI em 2027: pedido de reavaliação até dezembro pode reduzir o imposto

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Presidente da República, António José Seguro, reage à carga policial sobre manifestantes pela habitação: “Não gostei do que vi”

Uma intervenção policial durante uma manifestação pelo direito à habitação está a gerar polémica e motivou uma reação de António José Seguro, que não escondeu o desagrado perante as imagens divulgadas.

“Não gostei do que vi”, afirmou Seguro, citado pelo jornal Público, esta terça-feira, 27 de outubro, a propósito da carga policial sobre manifestantes que participavam num protesto relacionado com a crise da habitação.

Intervenção policial gera polémica

A atuação das forças de segurança durante a manifestação trouxe novamente para o debate público a forma como as autoridades intervêm em protestos e os limites do uso da força em situações de tensão.

As imagens da intervenção policial suscitaram críticas e levantaram questões sobre a proporcionalidade da resposta das autoridades perante os manifestantes.

A reação de António José Seguro acrescenta uma dimensão política à polémica, numa altura em que o acesso à habitação continua a ser uma das principais preocupações de muitas famílias portuguesas.

Crise da habitação continua no centro do debate

O episódio acontece num contexto de crescente contestação às dificuldades de acesso à habitação, sobretudo devido aos preços elevados das casas e ao peso das rendas nos orçamentos familiares.

Nos últimos tempos, o tema tem motivado manifestações e iniciativas públicas que procuram chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas por quem pretende comprar ou arrendar uma casa.

A discussão sobre as políticas de habitação também ganhou intensidade com as propostas de alteração à legislação do arrendamento, que têm suscitado críticas de associações de defesa dos consumidores.

Atuação das autoridades volta a ser discutida

A intervenção policial coloca novamente em destaque a necessidade de conciliar a manutenção da ordem pública com o exercício do direito à manifestação, protegido pela Constituição portuguesa.

A avaliação de uma atuação policial depende, contudo, das circunstâncias concretas da ocorrência, incluindo a existência de riscos para pessoas e bens e a proporcionalidade dos meios utilizados.

As declarações de Seguro refletem o desagrado perante as imagens divulgadas, mas não permitem, por si só, concluir que tenha existido uma atuação ilegal por parte das autoridades.

O caso poderá continuar a alimentar o debate sobre a resposta policial aos protestos, num momento em que a habitação permanece entre os assuntos mais discutidos na sociedade portuguesa.

Leia também: PS lidera sondagem, AD cai para 21,6% e Carneiro surge à frente de Montenegro para primeiro-ministro

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Mega apagão marcado para 30 de outubro: população desafiada a desligar as luzes durante três horas

Um mega apagão está previsto para a próxima sexta-feira, 30 de outubro, com a população, empresas e instituições a serem desafiadas a desligar as luzes durante três horas. A iniciativa já conta com a intenção de participação de várias entidades públicas e privadas, incluindo municípios, unidades hoteleiras e um aeroporto.

Apesar da designação, não se trata de uma falha no fornecimento de eletricidade nem de um corte obrigatório de energia. O objetivo é reduzir voluntariamente a iluminação exterior desnecessária, entre as 20h00 e as 23h00, contribuindo para a proteção de aves marinhas particularmente vulneráveis nesta altura do ano.

A iniciativa, denominada Mega Apagão, é promovida pela SPEA-BirdLife e dirige-se à população da Madeira e do Porto Santo, onde a iluminação artificial representa uma ameaça para as cagarras juvenis durante os primeiros voos em direção ao mar.

Porque é que as luzes vão ser desligadas durante três horas?

Nesta altura do ano, as cagarras mais jovens, com apenas alguns meses de vida, começam a abandonar os ninhos e a realizar os primeiros voos em direção ao oceano.

Contudo, a presença de iluminação artificial pode interferir com a orientação destas aves, atraindo-as para zonas urbanizadas e afastando-as do percurso natural até ao mar.

Segundo a SPEA-BirdLife, esta desorientação aumenta o risco de colisões com edifícios e outras estruturas, além de provocar quedas em terra, onde as aves ficam particularmente vulneráveis.

A redução da iluminação exterior desnecessária poderá, por isso, contribuir para diminuir estes perigos e aumentar as probabilidades de sobrevivência das cagarras juvenis.

Municípios, hotéis e aeroporto deverão participar

Entre as entidades que já manifestaram intenção de aderir ao Mega Apagão encontram-se os municípios do Funchal, Santa Cruz, Câmara de Lobos e Machico.

A iniciativa deverá contar também com a participação do INATEL Porto Santo Hotel, do Grupo Cardoso, do Hotel Quinta da Serra e do Aeroporto da Madeira, que deverão reduzir a iluminação exterior durante o período estabelecido.

A participação não está limitada a estas entidades. Qualquer cidadão, empresa ou instituição pode associar-se à campanha, desde que seja possível desligar iluminação exterior não essencial sem comprometer as condições de segurança.

Os interessados podem ainda registar o seu apoio através do formulário disponibilizado no âmbito da Campanha Salve uma Ave Marinha.

Associação alerta para consequências da iluminação artificial

Cátia Gouveia, coordenadora da SPEA-BirdLife Madeira, sublinha que a forma como as cidades são iluminadas tem consequências diretas para a biodiversidade.

“A forma como iluminamos as nossas cidades tem consequências para a biodiversidade, mas também está ao nosso alcance mudar essa realidade”, afirma a responsável, citada pela imprensa regional.

A coordenadora considera que iniciativas desta natureza ajudam a sensibilizar a população para a importância de adotar práticas de iluminação noturna mais conscientes e menos prejudiciais para os animais.

Campanhas de resgate prolongam-se até novembro

O Mega Apagão integra um conjunto mais alargado de iniciativas destinadas a combater os efeitos da poluição luminosa sobre a biodiversidade noturna.

As campanhas de resgate de aves marinhas já estão em curso e deverão prolongar-se até 5 de novembro, mobilizando voluntários para ajudar as aves que acabam por cair em terra durante os primeiros voos.

Paralelamente, a SPEA promove o galardão «Noite com Vida», que distingue estabelecimentos que adotam boas práticas de iluminação exterior e assumem compromissos com a conservação da biodiversidade.

Estas iniciativas integram o projeto LIFE Natura@night, cofinanciado pelo programa LIFE da União Europeia e coordenado pela SPEA, em colaboração com diversas entidades regionais e nacionais.

Assim, na próxima sexta-feira, 30 de outubro, o desafio lançado aos habitantes da Madeira e do Porto Santo passa por um gesto simples: desligar as luzes exteriores que não sejam necessárias durante três horas, ajudando as cagarras mais jovens a encontrar o caminho para o mar.

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Greve nacional marcada para 20 de novembro: trabalhadores da Administração Pública vão parar contra Orçamento do Estado

Os portugueses poderão enfrentar perturbações no funcionamento de vários serviços públicos no próximo mês de novembro, na sequência da convocação de uma greve nacional. A paralisação foi anunciada esta terça-feira, 27 de outubro, e surge num contexto de contestação às políticas previstas pelo Governo para o próximo ano.

A decisão foi tomada durante um plenário de dirigentes, delegados e ativistas sindicais, realizado junto à Assembleia da República, em Lisboa, onde mais de uma centena de representantes dos trabalhadores se reuniu para contestar a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Segundo a agência Lusa, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública aprovou a realização de uma greve nacional para sexta-feira, 20 de novembro, manifestando a sua oposição às medidas orçamentais previstas para o setor.

Greve nacional marcada para sexta-feira, 20 de novembro

A paralisação foi aprovada pelos representantes sindicais durante o protesto realizado esta terça-feira, em frente à Assembleia da República, onde decorre o debate político em torno do Orçamento do Estado para 2027.

A Frente Comum considera que a proposta orçamental apresentada pelo Governo não responde às necessidades dos trabalhadores e dos serviços públicos, justificando, por isso, a convocação de uma nova jornada de luta.

Sebastião Santana, coordenador da estrutura sindical, afirmou que o objetivo da greve passa por «lutar contra um orçamento que destrói a administração pública».

A posição foi transmitida durante o plenário sindical, no qual os participantes manifestaram a sua oposição às opções políticas e financeiras previstas para o próximo ano.

Sindicatos contestam Orçamento do Estado para 2027

A convocação da greve surge num momento em que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 está no centro do debate político e sindical.

Durante a concentração realizada em Lisboa, Sebastião Santana criticou as opções do Governo, considerando que o documento representa uma continuidade das políticas que, na perspetiva da Frente Comum, têm prejudicado os serviços públicos.

O dirigente sindical classificou essas opções como uma continuação de políticas «desastrosas para os serviços públicos», defendendo a necessidade de uma resposta por parte dos trabalhadores.

A manifestação reuniu mais de uma centena de dirigentes, delegados e ativistas sindicais, que se concentraram junto ao Parlamento para expressar o seu descontentamento com a proposta orçamental.

Que serviços públicos poderão ser afetados?

A greve nacional está dirigida aos trabalhadores da Administração Pública, pelo que poderá provocar perturbações em diferentes organismos e serviços do Estado.

Entre os setores potencialmente afetados encontram-se serviços administrativos, estabelecimentos de ensino, unidades de saúde e outros organismos públicos, dependendo da adesão dos respetivos trabalhadores à paralisação.

No entanto, ainda não foram divulgadas previsões concretas sobre os níveis de adesão, nem informações detalhadas sobre eventuais serviços mínimos que possam ser estabelecidos.

A dimensão efetiva das perturbações só deverá tornar-se mais clara à medida que se aproxima a data da greve e sejam conhecidos novos esclarecimentos das estruturas sindicais e das entidades públicas.

Paralisação acontece numa sexta-feira

A greve está marcada para 20 de novembro, uma sexta-feira, podendo coincidir com o último dia útil da semana para muitos serviços públicos.

Para os cidadãos que tenham atendimentos, consultas ou outros procedimentos administrativos agendados para essa data, poderá ser aconselhável acompanhar as informações divulgadas pelas entidades responsáveis.

A convocação foi anunciada esta terça-feira, 27 de outubro, pela Frente Comum, numa altura em que prossegue a discussão em torno do Orçamento do Estado para 2027.

Até ao momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre a organização da paralisação ou a sua eventual repercussão nos diferentes serviços da Administração Pública.

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Era a fugitiva mais procurada de Espanha e foi apanhada em Portugal: mulher de 30 anos tinha 26 mandados de captura

Uma mulher de 30 anos, considerada pelas autoridades espanholas a fugitiva mais procurada do país por crimes de burla, acabou por ser localizada e detida em território português. A suspeita tinha 26 mandados de captura e utilizava um esquema que lhe permitia ficar alojada em hotéis sem pagar as respetivas estadias.

A detenção foi realizada pela Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, no âmbito da cooperação com as autoridades espanholas. A mulher era procurada para cumprir uma pena de um ano e nove meses de prisão pela prática do crime de burla.

Segundo informações divulgadas pela PJ e citadas pelo Jornal de Notícias, a suspeita recorria a comprovativos falsos de transferências bancárias para enganar funcionários de estabelecimentos hoteleiros, conseguindo, em determinadas situações, receber dinheiro que nunca tinha transferido.

Apresentou transferência falsa de 4.018 euros para pagar estadia de 418 euros

Um dos episódios descritos pelas autoridades ocorreu em 2022, no sul de Espanha, quando a mulher se apresentou num hotel e utilizou um documento PDF falsificado para simular o pagamento da estadia.

O documento apresentado à rececionista indicava uma transferência bancária autorizada no valor de 4.018 euros, apesar de o custo real do alojamento ser de apenas 418 euros.

A suspeita alegou que se tinha enganado no montante transferido e pediu a devolução da diferença. A funcionária acreditou na explicação e concordou em reembolsar os 3.600 euros supostamente pagos em excesso.

Contudo, a transferência apresentada era falsa, pelo que o estabelecimento acabou por sofrer um prejuízo de 3.600 euros.

Suspeita repetiu esquema em hotéis portugueses

A atividade da mulher não se limitou a Espanha. De acordo com a Polícia Judiciária, a suspeita também utilizou métodos semelhantes em território português, tendo ficado alojada em diferentes unidades hoteleiras sem pagar.

As autoridades identificaram situações ocorridas em Lisboa e Coimbra, onde a mulher permaneceu em estabelecimentos acompanhada pelos seus dois filhos menores.

Segundo a PJ, a suspeita e os filhos estiveram alojados nestas unidades hoteleiras sem que fossem efetuados os pagamentos correspondentes às estadias.

O caso ganhou particular relevância devido ao elevado número de mandados de detenção existentes contra a mulher, que era considerada a fugitiva mais procurada de Espanha no âmbito dos crimes de burla.

Mulher ficou em prisão preventiva e aguarda extradição

Após a detenção em Lisboa, a suspeita foi presente ao Tribunal da Relação de Lisboa, responsável por apreciar a sua situação judicial no âmbito do processo de extradição.

O tribunal determinou a aplicação da medida de coação de prisão preventiva, pelo que a mulher permanecerá detida enquanto decorrem os procedimentos necessários à eventual entrega às autoridades espanholas.

A mulher é procurada para cumprir uma pena de um ano e nove meses de prisão, relacionada com a prática do crime de burla, segundo a informação divulgada pelas autoridades.

O caso foi tornado público esta terça-feira, 27 de outubro, e evidencia a importância da cooperação policial entre Portugal e Espanha na localização de pessoas procuradas pela justiça.

Leia também: Operação da GNR em Moncarapacho leva à constituição de oito arguidos por tráfico de droga

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Homem torna-se avô pela primeira vez aos 92 anos e entra para o Guinness: esperou quase 40 anos pela primeira neta

Tornar-se avô é um momento especial para muitas famílias, mas Normand Tousignant teve de esperar até aos 92 anos para viver essa experiência pela primeira vez. O norte-americano conseguiu um feito invulgar que lhe valeu a entrada para o Guinness World Records, depois de superar em cerca de seis meses o anterior recorde de idade para um homem que se tornou avô pela primeira vez.

De acordo com o jornal espanhol AS, Normand tinha precisamente 92 anos e 24 dias quando nasceu a sua primeira neta, em 2022. Apesar de o acontecimento ter ocorrido há quatro anos, o reconhecimento oficial chegou apenas em 2026, coincidindo com o ano em que completou 96 anos.

Tornou-se pai depois da idade da reforma e esperou décadas para ser avô

A história familiar de Normand Tousignant é marcada por uma paternidade tardia. Juntamente com a mulher, Mary Louise, teve a sua única filha, Kerry, quando ambos já tinham uma idade mais avançada.

Quando a filha começou a frequentar a educação infantil, Normand já estava reformado, uma situação pouco habitual entre os pais das outras crianças.

Apesar disso, o casal acompanhou o crescimento da filha e teve de esperar quase quatro décadas até conhecer a primeira neta.

O nascimento da menina, em 2022, representou o início de uma nova etapa na vida da família e permitiu a Normand alcançar um recorde mundial.

Guinness reconheceu o recorde quando completou 96 anos

O reconhecimento não aconteceu imediatamente após o nascimento da criança. Segundo o Guinness World Records, citado pelo jornal espanhol, foi um dos sobrinhos de Normand que descobriu a possibilidade de apresentar uma candidatura ao recorde.

Depois de analisada a situação, a organização reconheceu oficialmente o norte-americano como o homem mais velho a tornar-se avô pela primeira vez.

A distinção chegou em 2026, ano em que Normand celebrou o seu 96.º aniversário, tornando ainda mais especial uma fase da vida que já estava marcada pelo nascimento da neta.

A filha, Kerry, explicou ao Guinness World Records que sempre valorizou o tempo passado com os pais, sobretudo devido à diferença de idades que os separa.

Cresceu numa família com 17 irmãos e tem 56 sobrinhos

Antes de se tornar conhecido pelo recorde mundial, Normand Tousignant construiu uma carreira profissional na área da psicologia clínica.

Ao longo da vida, desenvolveu também um interesse especial pela leitura, pelos museus e pelos quebra-cabeças, atividades que continuam a fazer parte dos seus passatempos.

A sua história familiar também chama a atenção pelos números. Normand cresceu numa família de 17 irmãos e é atualmente o único sobrevivente dessa geração.

Apesar disso, mantém uma ligação próxima com os restantes familiares, incluindo os seus 56 sobrinhos e sobrinhas.

Foi precisamente um desses familiares que desempenhou um papel importante no reconhecimento do recorde, ao identificar a possibilidade de inscrever Normand no Guinness.

Família mudou de casa para ficar mais perto da neta

Depois do nascimento da menina, Normand e Mary Louise decidiram mudar-se para ficar mais próximos da filha e da neta.

Atualmente, o casal vive numa residência onde recebe regularmente as visitas da criança, permitindo que as diferentes gerações da família continuem a partilhar momentos.

Kerry espera que o pai consiga acompanhar o crescimento da neta durante mais alguns anos e transmitir-lhe alguns dos interesses que marcaram a sua vida.

Entre esses interesses está a paixão pelos livros, que a filha gostaria de ver partilhada entre o avô e a neta.

Aos 96 anos, Normand Tousignant celebra assim não apenas a entrada para o Guinness World Records, mas também a oportunidade de acompanhar uma nova geração da sua família, depois de se ter tornado avô pela primeira vez aos 92 anos.

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Guarda o frango nesta prateleira do frigorífico? Especialistas alertam para risco de contaminação

Guardar o frango no frigorífico parece uma tarefa simples, mas há um erro que muitas pessoas podem cometer sem se aperceberem. Colocar a carne crua na prateleira errada pode favorecer a contaminação de outros alimentos e aumentar o risco de doenças de origem alimentar. Por isso, os especialistas recomendam cuidados específicos na organização do frigorífico.

De acordo com a revista norte-americana Martha Stewart, que reuniu recomendações de especialistas em segurança alimentar, o frango cru pode transportar microrganismos responsáveis por infeções, como a Salmonella. O principal perigo está nos líquidos libertados pela carne, que podem entrar em contacto com alimentos guardados nas proximidades.

Esta é a prateleira mais segura para guardar o frango

Segundo Vanessa Coffman, especialista da organização Stop Foodborne Illness, o local mais indicado para conservar frango cru é a prateleira inferior do frigorífico.

A explicação está relacionada com o risco de contaminação cruzada. Quando o frango é colocado nas prateleiras superiores, os líquidos que eventualmente escapem da embalagem podem escorrer para os alimentos que se encontram por baixo.

Este contacto pode transferir bactérias para produtos que serão consumidos sem passar por qualquer processo de confeção, como frutas, legumes ou refeições já preparadas.

A especialista recomenda ainda que o frigorífico seja mantido a uma temperatura igual ou inferior a 4 ºC, de forma a limitar a multiplicação de microrganismos.

E se o frigorífico tiver gavetas para frutas e legumes?

Atualmente, muitos frigoríficos apresentam gavetas destinadas à conservação de frutas e legumes na zona inferior, o que pode levantar dúvidas sobre o melhor local para guardar carne crua.

Kimberly Baker, especialista em segurança alimentar, explica que, nestas situações, o frango deve ser colocado num recipiente que impeça a saída de líquidos e guardado na prateleira mais baixa disponível.

O objetivo é evitar que eventuais derrames entrem em contacto com outros alimentos ou com as superfícies interiores do eletrodoméstico.

Se a prateleira inferior estiver ocupada, a especialista aconselha a reforçar a proteção da embalagem, colocando o frango num saco hermético e, posteriormente, dentro de um recipiente de plástico ou vidro com tampa.

Esta dupla proteção ajuda a reduzir o risco de contaminação caso a embalagem original apresente alguma fuga.

Descongelar frango exige os mesmos cuidados

As recomendações também se aplicam ao frango congelado que é colocado no frigorífico para descongelar.

Durante este processo, a carne pode libertar líquidos que contêm microrganismos potencialmente perigosos, pelo que deve permanecer num recipiente adequado e afastada de alimentos prontos a consumir.

Segundo Kimberly Baker, o congelamento não elimina necessariamente as bactérias presentes no frango. Embora as temperaturas negativas impeçam ou reduzam significativamente a sua multiplicação, alguns microrganismos podem sobreviver.

Quando a carne descongela e a temperatura aumenta, estes podem voltar a multiplicar-se, sobretudo se o alimento não for conservado corretamente.

Por esse motivo, descongelar frango no frigorífico é uma opção mais segura do que deixá-lo à temperatura ambiente, desde que sejam respeitadas as condições adequadas de armazenamento.

Há outros cuidados que deve ter antes de cozinhar

Além de escolher a prateleira correta, é importante manter o frango cru separado de outros alimentos, especialmente daqueles que não serão cozinhados.

Os utensílios e superfícies utilizados na preparação da carne devem ser devidamente higienizados, evitando a transferência de bactérias para outros ingredientes.

Também não é aconselhável lavar o frango cru antes de o cozinhar, uma vez que os salpicos de água podem espalhar microrganismos pelo lava-loiça e pelas superfícies próximas.

Por fim, a carne deve ser bem cozinhada, garantindo que atinge uma temperatura interna segura, de aproximadamente 74 ºC.

Assim, guardar o frango na prateleira inferior do frigorífico, dentro de um recipiente bem fechado e a uma temperatura adequada, é uma medida simples que pode ajudar a prevenir problemas de saúde.

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Perdeu a carta de condução? IMT explica como pedir uma nova sem sair de casa e com 10% de desconto

Perder a carta de condução ou ser vítima de um roubo pode trazer várias complicações, sobretudo para quem depende diariamente do automóvel. No entanto, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) recorda que já é possível pedir uma segunda via do documento sem sair de casa e, em determinadas condições, pagar menos pelo serviço.

De acordo com o IMT, os condutores podem recorrer às plataformas digitais do Estado para solicitar a emissão de uma nova carta de condução, evitando deslocações presenciais e filas de espera.

IMT explica como pedir uma nova carta de condução pela Internet

O procedimento está disponível através do IMT Online e do portal gov.pt, permitindo tratar do pedido diretamente a partir de um computador ou telemóvel.

Para solicitar a segunda via, o condutor deve aceder a uma das plataformas, autenticar-se através dos meios disponibilizados e procurar a opção correspondente à emissão de uma segunda via da carta de condução.

Depois de selecionar o serviço, será necessário confirmar os dados pessoais e indicar uma morada em Portugal para receber o novo documento.

A carta de condução física será posteriormente enviada por correio para a morada indicada, evitando que o titular tenha de se deslocar a um balcão apenas para levantar o documento.

Este procedimento destina-se, nomeadamente, a situações de perda, extravio ou roubo da carta de condução.

Quem fizer o pedido desta forma pode pagar menos 10%

Uma das vantagens destacadas pelo IMT é a possibilidade de beneficiar de uma redução no valor a pagar pela emissão da segunda via.

Segundo a informação divulgada, os condutores que apresentem o pedido através do IMT Online podem obter um desconto de 10% sobre a taxa aplicável ao serviço.

Desta forma, além de evitar deslocações e períodos de espera, o cidadão poderá reduzir o custo associado à substituição do documento.

Importa salientar que o desconto anunciado está associado à utilização do IMT Online, pelo que os condutores devem confirmar o valor apresentado pela plataforma antes de concluir o pagamento.

O que fazer se perder a carta de condução?

Quando a carta de condução desaparece, seja por perda ou roubo, é importante tratar da sua substituição o mais rapidamente possível.

O pedido de segunda via permite obter um novo documento físico, com os dados necessários para comprovar a habilitação legal para conduzir.

Em caso de roubo, é igualmente aconselhável comunicar a ocorrência às autoridades policiais, de forma a deixar registado o desaparecimento do documento.

Os condutores devem ainda ter em atenção que o comprovativo do pedido de segunda via não substitui necessariamente a carta de condução para todos os efeitos legais.

Serviços digitais permitem evitar deslocações ao IMT

A possibilidade de pedir uma segunda via pela Internet integra o processo de digitalização dos serviços públicos relacionados com a mobilidade.

Através das plataformas disponibilizadas pelo Estado, os cidadãos podem realizar diferentes procedimentos administrativos sem necessidade de atendimento presencial.

No caso da carta de condução, esta alternativa pode ser particularmente útil para quem vive longe dos balcões do IMT ou tem dificuldades em deslocar-se durante o horário de funcionamento.

Assim, quem perdeu a carta de condução ou precisa de substituir o documento pode recorrer ao IMT Online ou ao portal gov.pt, confirmar as condições aplicáveis e concluir o pedido a partir de casa.

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Banco de Portugal só garante as suas poupanças até este valor: saiba quanto dinheiro está protegido

Ter dinheiro guardado no banco é uma das formas mais comuns de poupança entre os portugueses, mas nem todos conhecem os limites de proteção existentes. Se uma instituição bancária deixar de conseguir devolver os depósitos aos clientes, existe um mecanismo que permite recuperar o dinheiro, embora a garantia tenha um limite de 100 mil euros por depositante e por instituição.

De acordo com as regras do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), este mecanismo funciona junto do Banco de Portugal e destina-se a proteger os depositantes quando uma instituição participante deixa de conseguir cumprir as suas obrigações.

Tem mais de 100 mil euros no mesmo banco? Atenção a esta regra

O limite de proteção não se aplica individualmente a cada conta bancária, mas sim ao conjunto dos depósitos que uma pessoa possui na mesma instituição.

Isto significa que um cliente com 80 mil euros numa conta à ordem e outros 40 mil euros num depósito a prazo, ambos no mesmo banco, tem um total de 120 mil euros depositados.

Se a instituição entrar numa situação que determine a ativação do Fundo de Garantia de Depósitos, o montante normalmente coberto será de 100 mil euros, ficando os restantes 20 mil euros fora da garantia geral.

A proteção abrange diferentes modalidades de depósitos, incluindo contas à ordem, depósitos a prazo, depósitos com pré-aviso e certificados de depósito.

Os juros acumulados até à data em que os depósitos se tornam indisponíveis também são considerados no cálculo, respeitando o limite global estabelecido.

Casais com contas conjuntas podem ter uma proteção superior

Nas contas bancárias com vários titulares, as regras são diferentes, uma vez que o limite de 100 mil euros se aplica individualmente a cada depositante.

Segundo o Fundo de Garantia de Depósitos, o saldo de uma conta conjunta presume-se dividido em partes iguais pelos titulares, salvo quando exista uma indicação diferente sobre a respetiva titularidade dos fundos.

Por exemplo, um casal com 105 mil euros numa conta conjunta poderá ter a totalidade do dinheiro protegida, uma vez que, numa divisão igual, cada titular possui 52.500 euros.

No entanto, importa ter em conta que a garantia considera também os restantes depósitos que cada pessoa possa ter individualmente no mesmo banco.

Assim, acrescentar um segundo titular a uma conta não significa necessariamente duplicar a proteção sobre dinheiro que pertence apenas a uma pessoa.

Certificados de Aforro também estão protegidos?

Nem todos os produtos financeiros estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

As ações, obrigações e unidades de participação em fundos de investimento ficam fora deste mecanismo, uma vez que não são consideradas depósitos bancários.

O mesmo acontece com os Certificados de Aforro, embora estes tenham uma característica diferente: são instrumentos de dívida pública e contam com a responsabilidade direta do Estado português pelo seu reembolso, nos termos aplicáveis.

Por outro lado, os depósitos elegíveis constituídos em moedas estrangeiras também podem beneficiar da proteção do Fundo.

No caso dos bancos digitais com sede noutros países da União Europeia, a garantia é normalmente assegurada pelo sistema de proteção de depósitos do país onde a instituição está autorizada.

Quanto tempo demora a recuperar o dinheiro?

Se um banco deixar de conseguir devolver os depósitos e estiverem reunidas as condições legais para a intervenção do Fundo de Garantia de Depósitos, o reembolso dos montantes cobertos deve ocorrer, em regra, no prazo máximo de sete dias úteis.

Este prazo começa a contar a partir da data em que se verifica a indisponibilidade dos depósitos, nos termos previstos na legislação.

O mecanismo procura assegurar que os clientes recuperam rapidamente o dinheiro garantido, evitando que fiquem durante longos períodos sem acesso às suas poupanças.

Importa ainda esclarecer que existem situações específicas em que determinados depósitos podem beneficiar de uma proteção temporária superior ao limite habitual de 100 mil euros, desde que cumpram os requisitos legais.

Como saber se as suas poupanças estão protegidas?

Para perceber se o dinheiro guardado no banco está totalmente abrangido pela garantia, o primeiro passo é somar os saldos de todas as contas e depósitos existentes na mesma instituição.

Também devem ser considerados os juros acumulados e a parte correspondente ao titular nas eventuais contas conjuntas.

Quem possui mais de 100 mil euros em depósitos numa única instituição pode ponderar distribuir as poupanças por diferentes bancos abrangidos por sistemas de garantia de depósitos, de forma a beneficiar dos limites aplicáveis em cada um.

A informação oficial sobre o funcionamento deste mecanismo, os depósitos abrangidos e as instituições participantes pode ser consultada junto do Fundo de Garantia de Depósitos e do Banco de Portugal.

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Carlos Moedas revela que limpar estátua de D. Pedro IV custou 100 mil euros: “É o dinheiro dos lisboetas”

Uma operação de limpeza realizada na estátua de D. Pedro IV, situada na Praça do Rossio, em Lisboa, terá custado 100 mil euros aos cofres municipais. O valor foi revelado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, na sequência dos atos de vandalismo registados durante as manifestações pelo direito à habitação.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita declarações do autarca ao canal NOW, os trabalhos de limpeza prolongaram-se durante dois ou três dias e exigiram a intervenção de equipas especializadas para evitar danos no monumento histórico.

Carlos Moedas revela quanto custou limpar a estátua

O presidente da autarquia mostrou-se preocupado com os custos suportados pelo município, sobretudo porque a estátua voltou a ser vandalizada depois da primeira intervenção.

“Eu gostava de dizer aos lisboetas que custou à Câmara 100 mil euros”, afirmou Carlos Moedas, acrescentando que o monumento já apresenta novos danos.

Segundo o autarca, a limpeza de uma estrutura com estas características não pode ser realizada através dos métodos habitualmente utilizados na manutenção dos espaços públicos.

As equipas responsáveis pelos trabalhos têm de recorrer a procedimentos específicos, de forma a preservar os materiais e evitar a deterioração da superfície da estátua.

Carlos Moedas explicou ainda que os profissionais envolvidos são contratados externamente e que o custo da intervenção pode aproximar-se dos 25 mil euros por dia.

Nova intervenção poderá custar mais 50 mil euros

O problema poderá representar uma despesa adicional para a Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que o monumento voltou a ser alvo de atos de vandalismo.

De acordo com as estimativas apresentadas pelo presidente da autarquia, uma nova operação de limpeza poderá custar entre 40 mil e 50 mil euros.

Caso estes valores se confirmem, a despesa total associada às duas intervenções poderá atingir os 150 mil euros.

No entanto, os montantes divulgados correspondem às declarações de Carlos Moedas. Até à publicação da notícia original, não tinham sido apresentados documentos que permitissem confirmar de forma independente os custos efetivos da primeira limpeza.

O Notícias ao Minuto adiantou que estava a tentar obter esclarecimentos junto da Câmara Municipal de Lisboa sobre os valores envolvidos, a empresa responsável pelos trabalhos e as eventuais despesas adicionais.

Associação pediu proteção urgente para o monumento

A situação levou também a associação Fórum Cidadania Lx a pedir à autarquia a instalação urgente de uma estrutura de proteção em redor da estátua de D. Pedro IV.

A organização criticou a falta de medidas preventivas perante os episódios de vandalismo e os grafitos registados durante os protestos pela habitação realizados no Rossio.

Questionado sobre a possibilidade de proteger antecipadamente o monumento, tendo em conta que as manifestações são anunciadas com antecedência, Carlos Moedas defendeu que a legislação deve ser respeitada.

O presidente da Câmara argumentou ainda que a instalação de estruturas de proteção em todos os monumentos da cidade não seria uma solução adequada para responder a este tipo de situações.

Autarca reconhece legitimidade dos protestos pela habitação

Apesar das críticas aos atos de vandalismo, Carlos Moedas manifestou solidariedade com os participantes nas manifestações pelo direito à habitação.

Em declarações à agência Lusa, após uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, em Setúbal, o autarca reconheceu que as dificuldades no acesso à habitação constituem um problema particularmente sentido pelos municípios.

O presidente da Câmara de Lisboa considerou legítimas as reivindicações dos manifestantes, mas insistiu na necessidade de respeitar a lei e preservar o património público.

Para Carlos Moedas, a defesa de uma causa justa não deve servir de justificação para comportamentos que provoquem danos em monumentos históricos, sobretudo quando a sua recuperação representa despesas para o município.

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Usa lentes de contacto no banho? Oftalmologistas alertam para infeção grave que pode provocar perda de visão

É um hábito comum entre muitas pessoas, mas tomar banho com lentes de contacto pode representar um perigo para a saúde dos olhos. Apesar de a água da torneira ser própria para consumo, os oftalmologistas alertam que o contacto com as lentes pode favorecer o desenvolvimento de infeções graves, algumas das quais capazes de provocar danos permanentes na visão.

Segundo o jornal espanhol AS, que divulgou os alertas dos especialistas, o principal risco está associado a um microrganismo chamado Acanthamoeba, que pode estar presente em diferentes fontes de água, incluindo a água corrente utilizada diariamente em casa.

Esta infeção pode provocar danos graves na visão

A Acanthamoeba é um organismo microscópico que pode entrar em contacto com os olhos durante o banho. Quando uma pessoa utiliza lentes de contacto, existe o risco de o microrganismo ficar retido entre a lente e a córnea, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de uma infeção.

Esta doença, conhecida como queratite por Acanthamoeba, é relativamente rara, mas pode ser particularmente difícil de tratar. Nos casos mais graves, pode provocar lesões permanentes na córnea e comprometer significativamente a capacidade de visão.

O facto de a água ser potável não elimina o perigo. Embora seja tratada para consumo humano, isso não significa que esteja completamente livre de microrganismos capazes de provocar infeções oculares.

Por esse motivo, os especialistas defendem que as lentes de contacto nunca devem entrar em contacto direto com a água, independentemente da sua origem.

Não é apenas no banho que deve ter cuidado

O risco não se limita ao duche. Nadar numa piscina, entrar no mar ou mergulhar num rio com lentes de contacto também pode aumentar a probabilidade de desenvolver problemas oculares.

Além das infeções, a água pode alterar a forma das lentes de contacto moles, fazendo com que adiram à superfície do olho e provoquem irritação ou desconforto.

Durante os meses mais quentes, fatores como o cloro das piscinas, o sal do mar, a areia e o ar condicionado podem contribuir para o aparecimento de problemas como secura ocular, conjuntivites irritativas e queratites infecciosas.

Joan Pérez, responsável pela área de contactologia da VERTE Oftalmología e especialista em Ótica e Optometria, alerta para a importância de reconhecer os primeiros sinais de que algo não está bem.

Vermelhidão, desconforto persistente, dor ou visão turva são sintomas que não devem ser ignorados. Nestes casos, é aconselhável retirar as lentes e procurar avaliação especializada, sobretudo quando os sintomas persistem ou se agravam.

Especialistas explicam como evitar problemas com as lentes de contacto

A principal recomendação dos especialistas é simples: retirar sempre as lentes de contacto antes de tomar banho, nadar ou realizar qualquer atividade que implique contacto direto dos olhos com a água.

A limpeza das lentes também exige cuidados específicos. Nunca devem ser lavadas com água da torneira, sendo necessário utilizar exclusivamente soluções próprias para a sua desinfeção e conservação.

Outro aspeto importante é respeitar os prazos de substituição indicados pelo fabricante. Utilizar lentes para além do período recomendado pode aumentar o risco de complicações.

Os especialistas aconselham ainda a substituir regularmente o estojo das lentes, renovar completamente a solução de conservação e evitar dormir com as lentes colocadas, salvo indicação expressa de um profissional de saúde.

A mensagem dos oftalmologistas é clara: mesmo um hábito aparentemente inofensivo, como tomar banho com lentes de contacto, pode ter consequências graves. Retirá-las antes de entrar em contacto com a água continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a saúde ocular.

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Temperaturas vão subir até 7 graus acima do normal já esta segunda-feira, mas o calor tem os dias contados

O calor vai regressar a Portugal Continental já esta segunda-feira, 26 de outubro, com os termómetros a registarem valores bastante superiores aos habituais para esta altura do ano. Em algumas regiões, as temperaturas poderão ficar até 7 graus acima da média, mas esta subida será temporária, uma vez que está prevista uma descida significativa logo no dia seguinte.

De acordo com as previsões divulgadas pela Meteored, o território continental vai atravessar vários dias de oscilações térmicas, com uma subida acentuada no início da semana, seguida de um arrefecimento na terça-feira e de uma nova recuperação das temperaturas na quarta-feira.

Distritos como Santarém, Castelo Branco, Évora e Beja deverão apresentar os valores mais elevados, embora esteja prevista uma descida média de cerca de 4 graus ao final da tarde, dando lugar a uma noite mais fresca.

Segunda-feira traz temperaturas até 7 graus acima do normal

A mudança mais significativa deverá acontecer na segunda-feira, quando as temperaturas máximas vão subir de forma generalizada em Portugal Continental.

Segundo a Meteored, esta subida será particularmente evidente nas regiões Norte e Centro, embora o Alentejo possa apresentar alguns dos valores absolutos mais elevados.

Em Beja, os termómetros poderão atingir os 26 graus, enquanto Évora deverá registar uma máxima de 25 graus. Estes valores representam temperaturas cerca de 5 graus superiores à média climatológica para esta altura do ano.

Contudo, será na Beira Alta que poderão ocorrer as anomalias mais expressivas, com temperaturas até 7 graus acima do habitual para o final de outubro.

Terça-feira traz nova descida e Braga pode perder 5 graus

O aumento das temperaturas terá pouca duração. Na terça-feira, 27 de outubro, está prevista uma descida das máximas em grande parte do território continental.

Em Braga, por exemplo, os termómetros poderão passar dos 21 graus previstos para segunda-feira para apenas 16 graus na terça-feira, uma diferença de 5 graus em apenas 24 horas.

Também Beja deverá registar uma descida significativa, passando dos 26 para os 22 graus, enquanto Castelo Branco poderá passar dos 23 para os 21 graus.

Apesar deste arrefecimento, algumas regiões do interior Norte e Centro ainda poderão apresentar temperaturas até 3 graus acima da média para a época.

Quarta-feira volta a trazer temperaturas mais elevadas

A descida prevista para terça-feira não deverá prolongar-se por muito tempo, uma vez que as previsões apontam para uma nova subida das temperaturas na quarta-feira, 28 de outubro.

Esta recuperação será particularmente evidente no noroeste do país, com Braga a poder atingir novamente os 20 graus de máxima.

No Sul, o aumento também deverá fazer-se sentir, especialmente em Beja, onde os termómetros poderão voltar a alcançar os 25 graus.

De acordo com a Meteored, grande parte de Portugal Continental poderá apresentar temperaturas entre 2 e 5 graus acima da média climatológica durante a quarta-feira.

A principal exceção deverá verificar-se na faixa litoral entre Viana do Castelo e Leiria, onde os valores poderão ficar próximos ou até 2 graus abaixo do habitual.

Assim, a última semana de outubro ficará marcada por oscilações significativas das temperaturas, com períodos de calor acima do normal intercalados com descidas rápidas dos termómetros.

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Inglaterra está a enterrar mais de 2.000 árvores de Natal nas praias e o motivo está a surpreender

Enterrar árvores de Natal na areia pode parecer uma ideia invulgar, mas é precisamente esta a solução encontrada numa localidade de Inglaterra para proteger a costa das tempestades e combater a erosão. Em St. Annes, no condado de Lancashire, milhares de pinheiros utilizados durante as festividades natalícias estão a ganhar uma segunda vida nas praias.

A iniciativa faz parte de um projeto ambiental que pretende recuperar as dunas e reforçar a proteção natural das zonas habitacionais próximas do mar. Segundo a Meteored, o método tem sido utilizado há mais de uma década e já apresenta resultados significativos.

Em vez de serem simplesmente descartadas depois do Natal, as árvores naturais são recolhidas e transportadas para zonas específicas da praia, onde são parcialmente enterradas na areia.

O objetivo é aproveitar os ramos dos pinheiros para travar o movimento dos grãos de areia transportados pelo vento, permitindo que estes se acumulem e contribuam para a formação de novas dunas.

Como funciona este método que utiliza árvores de Natal?

O processo começa com a abertura de pequenas valas na areia, onde são colocadas as árvores de Natal. Os troncos ficam parcialmente enterrados, enquanto os ramos permanecem expostos.

Quando o vento sopra, os grãos de areia encontram os ramos e ficam retidos à sua volta. Com o passar do tempo, esta acumulação permite formar pequenos montes que podem evoluir para novas dunas.

De acordo com a Meteored, as árvores são colocadas em locais cuidadosamente selecionados, uma vez que as marés poderiam arrastá-las caso fossem instaladas demasiado perto da água.

O projeto também recorre a barreiras de madeira e à plantação de vegetação adaptada às dunas, como a erva-das-dunas, cujas raízes ajudam a fixar a areia e a estabilizar o terreno.

Mais de 2.000 árvores enterradas e centenas de voluntários envolvidos

A iniciativa integra o projeto Fylde Sand Dunes, desenvolvido com a participação do Lancashire Wildlife Trust, do Fylde Council e do Blackpool Council, contando ainda com financiamento da Environment Agency.

O programa pretende recuperar um sistema dunar que perdeu aproximadamente 80% da sua extensão ao longo dos últimos 150 anos, devido a fatores como a urbanização e a erosão costeira.

Numa das campanhas realizadas em St. Annes, mais de 250 voluntários conseguiram instalar mais de 2.000 árvores de Natal em apenas três dias.

Já em 2026, cerca de 650 voluntários participaram na colocação de aproximadamente 2.000 árvores ao longo de três quilómetros de costa, demonstrando a dimensão que esta iniciativa alcançou.

Dunas já cresceram até 90 metros e protegem centenas de casas

Os resultados apresentados pelo projeto mostram que determinadas zonas costeiras recuperaram entre 60 e 90 metros de extensão desde 2013.

Em alguns pontos de North Beach, o crescimento das dunas chegou aos 80 metros, embora os responsáveis esclareçam que estes valores dizem respeito a áreas específicas e não a toda a praia.

Esta recuperação tem consequências importantes para a segurança das populações. Segundo os dados divulgados, as dunas ajudam atualmente a proteger 493 propriedades contra a erosão costeira e outras oito contra inundações.

Além disso, cerca de 400 habitações poderão beneficiar de proteção adicional através das futuras intervenções previstas.

Uma solução natural que também protege a biodiversidade

Para além de funcionar como barreira contra o avanço do mar, a recuperação das dunas contribui para a preservação dos ecossistemas costeiros.

A região alberga mais de 300 espécies de plantas, bem como diversas espécies de aves e invertebrados importantes para a biodiversidade local.

O projeto inclui também a remoção de espécies invasoras e a recuperação da vegetação natural, permitindo melhorar as condições dos habitats existentes.

Assim, aquilo que começa por ser uma simples árvore de Natal descartada transforma-se numa ferramenta de proteção ambiental, demonstrando como a reutilização de materiais naturais pode contribuir para enfrentar os desafios da erosão costeira.

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Cumpriu 21 anos de prisão e estava em liberdade condicional: homem de 59 anos detido por violar peregrina do Caminho de Santiago

Um homem de 59 anos, que se encontrava em liberdade condicional depois de cumprir uma pena de 21 anos de prisão, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de violação e roubo de uma peregrina do Caminho de Santiago de Compostela. O crime ocorreu em agosto, no concelho de Vila do Conde.

A vítima, uma cidadã estrangeira de 39 anos, encontrava-se a percorrer o conhecido itinerário de peregrinação quando foi surpreendida pelo suspeito, que terá aproveitado o conhecimento da zona para concretizar o ataque.

Segundo um comunicado divulgado pela Polícia Judiciária este domingo, 25 de outubro, a mulher foi abordada durante o percurso e obrigada a praticar atos sexuais mediante o recurso à violência física.

Além da agressão sexual, o suspeito terá roubado vários bens que a peregrina transportava consigo.

Suspeito tinha cumprido 21 anos de prisão

Um dos aspetos que mais se destaca neste caso é o historial criminal do homem, que já tinha sido condenado por crimes contra a liberdade sexual.

De acordo com a PJ, o suspeito encontrava-se desempregado e apresentava um extenso registo criminal, incluindo a prática reiterada de crimes de natureza sexual.

O homem estava em liberdade condicional, depois de ter cumprido uma pena de prisão efetiva de 21 anos.

As autoridades descrevem uma atuação inesperada e violenta, sublinhando que o suspeito se aproveitou das vulnerabilidades da vítima e do conhecimento que tinha da área envolvente.

Segundo a PJ, o homem demonstrou ainda um comportamento compulsivo associado à satisfação sexual.

Denúncia da vítima permitiu identificar o suspeito

Depois do ataque, a peregrina apresentou queixa às autoridades, dando início a uma investigação destinada a identificar o responsável.

A Polícia Judiciária realizou várias diligências de recolha de prova que permitiram localizar o suspeito e proceder à sua detenção, fora de flagrante delito.

A investigação culminou na identificação de um homem que, segundo as autoridades, já tinha antecedentes pela prática de crimes semelhantes.

Homem vai ser presente a tribunal em Matosinhos

O detido será agora presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Matosinhos para primeiro interrogatório judicial.

Durante esta diligência, o juiz decidirá quais as medidas de coação a aplicar ao suspeito, tendo em consideração os factos investigados e os elementos recolhidos pelas autoridades.

O homem encontra-se indiciado pelos crimes de violação e roubo, mantendo-se a presunção de inocência até existir uma decisão judicial definitiva.

Leia também: PSP colocou mais de 1.500 objetos perdidos à venda em leilão: houve quem comprasse cinco guarda-chuvas por apenas 2 euros

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PSP colocou mais de 1.500 objetos perdidos à venda em leilão: houve quem comprasse cinco guarda-chuvas por apenas 2 euros

Mais de 1.500 objetos perdidos e não reclamados foram colocados à venda pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra, num leilão que atraiu mais de uma centena de participantes. Entre os artigos disponíveis estavam guarda-chuvas, peças de vestuário, mochilas, equipamentos eletrónicos e até objetos de ouro.

O leilão decorreu na quarta-feira, 21 de outubro, e permitiu aos participantes adquirir diversos produtos por valores bastante inferiores aos habitualmente praticados no mercado. Logo no início da sessão, cinco guarda-chuvas foram vendidos por apenas dois euros.

Segundo a SIC Notícias, a iniciativa despertou o interesse de compradores habituais e de pessoas que participaram pela primeira vez, algumas à procura de artigos específicos e outras simplesmente interessadas em encontrar oportunidades.

Cinco guarda-chuvas por dois euros e peças de ouro por 76 euros

Os guarda-chuvas estiveram entre os primeiros artigos a ser vendidos, com os preços a variarem consoante o número de interessados. Apesar de algumas licitações terem atingido os sete euros por cinco unidades, os participantes continuaram a considerar os valores bastante acessíveis.

Dora Martins, que participou pela primeira vez, conseguiu comprar cinco guarda-chuvas por quatro euros. A compradora explicou que estes objetos são particularmente úteis numa casa com crianças.

Já Elisabete Taipina, frequentadora destes leilões há cerca de uma década, destacou a possibilidade de encontrar produtos a preços inferiores aos praticados nas lojas.

Entre os participantes esteve também Isabel Silva, que ainda durante a manhã já tinha adquirido artigos num valor superior a 150 euros. Uma das compras foi um saco com peças de bijuteria e ouro, arrematado por 76 euros.

De roupa a equipamentos eletrónicos: havia artigos para todos os gostos

A diversidade de produtos foi uma das principais características do leilão. Além dos guarda-chuvas e das peças de ouro, foram colocados à venda casacos, mochilas, sacos para computadores, óculos, capas de estudantes, colchões insufláveis e cadeirinhas de bebé para automóveis.

A lista incluía ainda auscultadores, colunas, capacetes, garrafas térmicas, artigos de higiene e beleza, chinelos e outros objetos que tinham sido encontrados e entregues às autoridades.

A condução das licitações esteve a cargo de Rui Lagoas, polícia aposentado que desempenha esta função há cerca de 20 anos.

O responsável destacou que a participação nesta edição superou a dos anos anteriores, com alguns compradores especialmente interessados nas peças de ourivesaria.

O que acontece aos objetos perdidos que ninguém reclama?

Os artigos vendidos chegaram à PSP através de diferentes entidades, incluindo centros comerciais de Coimbra e da Figueira da Foz, bem como empresas de transportes públicos.

De acordo com o subintendente António Batista, os objetos permanecem à guarda da polícia durante um ano, período em que são realizadas diligências para identificar os legítimos proprietários.

A identificação pode ser feita através de documentos, informações existentes nos próprios objetos ou contactos de cidadãos que procuram recuperar os seus pertences.

Quando os bens não são reclamados e estão reunidas as condições legais para a sua venda, podem ser encaminhados para leilão.

Para onde vai o dinheiro angariado pela PSP?

A totalidade das receitas obtidas neste leilão reverte para os Serviços Sociais da PSP, estrutura responsável por prestar apoio social aos profissionais da polícia.

O montante angariado depende dos artigos disponíveis e da concorrência entre os participantes, podendo atingir vários milhares de euros.

A iniciativa permite, assim, dar uma nova utilização a objetos que ficaram sem proprietário identificado, ao mesmo tempo que contribui para financiar os serviços de apoio social da instituição.

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Inverno pode trazer chuva a potes a Portugal: previsões apontam para dezembro e janeiro mais chuvosos do que o habitual

O próximo inverno poderá trazer mais chuva do que o habitual a Portugal continental, apesar de as temperaturas também deverem permanecer acima dos valores normais para esta época do ano. As previsões sazonais mais recentes apontam para um cenário de maior precipitação durante dezembro e janeiro, com algumas regiões a poderem registar acumulados significativamente superiores à média.

De acordo com a Meteored, que analisou as projeções do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), o inverno de 2026/2027 deverá apresentar temperaturas médias superiores ao habitual em grande parte do território português.

Embora o inverno astronómico comece apenas a 21 de dezembro, as tendências meteorológicas para os próximos meses começam a revelar um padrão relativamente consistente, marcado por temperaturas mais elevadas e maior probabilidade de precipitação.

Dezembro pode trazer chuva a potes ao Norte e Centro

As projeções para dezembro apontam para temperaturas médias entre 0,5 e 1 grau acima do normal nas regiões do litoral, enquanto algumas zonas do interior poderão apresentar desvios positivos entre 1 e 1,5 graus.

No entanto, é na precipitação que surgem os sinais mais expressivos. Segundo a Meteored, o Norte e o Centro poderão registar quantidades de chuva superiores às habituais, com algumas localidades a acumularem mais 50 milímetros do que a média climatológica.

Este cenário significa que dezembro poderá terminar com um volume de precipitação consideravelmente superior ao normal, embora não implique necessariamente chuva durante todos os dias do mês.

Apesar da tendência para temperaturas mais elevadas, continuam a ser possíveis períodos de frio intenso, geadas e descidas temporárias dos termómetros.

Janeiro poderá ser ainda mais quente em algumas regiões

O primeiro mês de 2027 deverá manter um padrão semelhante ao de dezembro, tanto nas temperaturas como na precipitação.

As projeções indicam que algumas zonas do interior Norte e Centro poderão apresentar temperaturas médias entre 1,5 e 2 graus acima dos valores habituais para janeiro.

Ao mesmo tempo, a precipitação deverá continuar acima da média em grande parte de Portugal continental, novamente com maior expressão nas regiões Norte e Centro.

Em determinadas localidades, os acumulados mensais poderão aproximar-se de valores 50 milímetros superiores ao normal, reforçando a possibilidade de um início de inverno particularmente húmido.

Fevereiro mantém tendência, mas março poderá trazer mudanças

Para fevereiro, as previsões continuam a apontar para temperaturas superiores à média e precipitação potencialmente mais abundante do que o habitual.

Contudo, à medida que o inverno se aproxima do fim, o cenário poderá começar a alterar-se.

Em março, os desvios positivos da temperatura deverão tornar-se menos acentuados, sobretudo nas regiões Centro e Sul, onde poderão situar-se entre 0,5 e 1 grau acima da média.

Também a precipitação poderá apresentar um comportamento mais irregular, com o Norte a manter maior probabilidade de chuva acima do normal, enquanto outras regiões poderão aproximar-se dos valores climatológicos habituais.

E o Algarve? Inverno poderá ser mais quente do que o habitual

No Algarve, as projeções também apontam para temperaturas médias superiores ao normal durante os meses de inverno, embora os desvios previstos sejam geralmente menos expressivos do que em algumas regiões do interior Norte e Centro.

Quanto à precipitação, o sinal de chuva acima da média é menos acentuado no Sul do país, pelo que ainda não é possível antecipar se o Algarve terá um inverno significativamente mais chuvoso do que o habitual.

A região poderá, ainda assim, ser afetada por períodos de instabilidade e episódios de precipitação intensa, situações que não podem ser identificadas com vários meses de antecedência através de previsões sazonais.

Previsões ainda podem mudar nas próximas semanas

Importa esclarecer que estas projeções representam tendências médias para períodos prolongados e não permitem determinar quando ocorrerão tempestades, vagas de frio ou episódios específicos de chuva intensa.

Segundo a Meteored, o modelo sazonal SEAS5 utiliza 51 simulações para identificar os cenários meteorológicos mais prováveis, existindo sempre um grau de incerteza que aumenta com a distância temporal.

Assim, embora os dados atuais apontem para um inverno globalmente mais quente e potencialmente mais chuvoso do que o habitual, será necessário acompanhar as próximas atualizações para perceber se esta tendência se mantém.

Para já, dezembro e janeiro destacam-se como os meses com um sinal mais consistente de precipitação acima da média, sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental.

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Guardou cartas Pokémon no sótão durante 15 anos e acabou com 1,8 milhões de euros: especialista deixa aviso a quem tem estas cartas

Uma coleção de cartas Pokémon esquecida durante 15 anos num sótão transformou um antigo pintor e decorador britânico num milionário. O homem, residente em Woking, no Reino Unido, conseguiu vender 42 conjuntos de cartas por 1,56 milhões de libras, aproximadamente 1,8 milhões de euros, num leilão realizado esta quarta-feira, 21 de outubro.

De acordo com a BBC, citada pelo Jornal SOL, o proprietário tinha adquirido as cartas no final da década de 1990, numa altura em que o fenómeno Pokémon começava a conquistar crianças e adolescentes em todo o mundo.

O que começou por ser uma compra motivada pelo interesse do filho acabou por se transformar num investimento inesperadamente lucrativo, depois de as cartas permanecerem guardadas durante mais de uma década.

Comprou cartas Pokémon por 300 libras e vendeu-as por 75 mil

A história começou quando o filho do britânico passou a colecionar e trocar cartas Pokémon na escola. Ao observar o entusiasmo da criança, o pai decidiu adquirir conjuntos completos, acreditando que poderiam valorizar no futuro.

Algumas das coleções foram compradas através do eBay, incluindo conjuntos provenientes de um vendedor na Malásia.

Uma dessas compras, que custou originalmente apenas 300 libras, cerca de 345 euros, acabou por ser vendida no leilão por 75 mil libras, aproximadamente 86 mil euros.

O proprietário teve o cuidado de guardar as cartas em álbuns próprios, preservando o seu estado de conservação. Quando o filho perdeu o interesse, a coleção acabou esquecida no sótão durante cerca de 15 anos.

Uma carta Charizard ajudou a atingir um valor surpreendente

Entre os conjuntos mais valiosos encontrava-se o Legendary Collection Complete Master Set, uma coleção que incluía uma carta Charizard em estado de conservação quase perfeito.

Inicialmente, os especialistas estimavam que este conjunto pudesse alcançar entre 15 mil e 20 mil libras. No entanto, a procura durante o leilão fez disparar o preço final para 100 mil libras, aproximadamente 115 mil euros.

Segundo James Spooner, responsável pelo departamento de cartas colecionáveis da leiloeira Ewbank’s, a qualidade dos 42 conjuntos surpreendeu os especialistas, sobretudo por se encontrarem completos e em excelente estado de conservação.

A coleção acabou por ser vendida na leiloeira britânica Ewbank’s, em Surrey, com compradores de diferentes países a disputarem os lotes.

Só descobriu que tinha uma fortuna depois de ler uma notícia

Durante vários anos, o antigo pintor e decorador não tinha conhecimento do verdadeiro valor das cartas que guardava em casa.

A descoberta aconteceu quando leu num jornal local que uma única carta Pokémon tinha sido vendida por mais de 6000 libras.

Perante esta informação, decidiu procurar uma avaliação especializada e acabou por descobrir que os conjuntos adquiridos décadas antes poderiam valer centenas de milhares de euros.

O leilão tornou-se a venda mais valiosa da história da Ewbank’s, que conta com mais de 30 anos de atividade, e poderá representar um recorde europeu neste tipo de leilões.

Cartas Pokémon antigas podem valer milhares de euros

A valorização das cartas Pokémon está relacionada com vários fatores, incluindo a raridade, o estado de conservação, a edição e a procura entre colecionadores.

Andrew Ewbank, responsável pela leiloeira, explicou que a nostalgia desempenha um papel importante neste mercado, uma vez que muitos dos antigos fãs de Pokémon têm atualmente entre 30 e 40 anos e maior capacidade financeira para adquirir peças ligadas à infância.

No entanto, nem todas as cartas antigas representam investimentos valiosos. As primeiras edições, determinadas cartas holográficas e exemplares em excelente estado de conservação tendem a despertar maior interesse.

Para quem ainda guarda cartas Pokémon antigas em casa, a história deste britânico demonstra que poderá valer a pena verificar a edição e o estado dos exemplares antes de os vender ou descartar.

A recomendação dos especialistas passa por procurar uma avaliação profissional, especialmente quando existem conjuntos completos ou cartas raras das primeiras coleções lançadas no final dos anos 1990.

Leia também: ‘Roubo do século’: ladrões assaltam camião e levam quase 1 milhão de dólares em cartas Pokémon

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Proteção Civil confirma ciberataque: dados pessoais de bombeiros foram acedidos e há alerta para possíveis burlas

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) confirmou este sábado, 24 de outubro, um ciberataque ao sistema de Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses (RNBP), que permitiu o acesso não autorizado a dados pessoais. A aplicação foi entretanto suspensa e as autoridades estão a reforçar as medidas de segurança.

De acordo com a agência Lusa, o ataque informático comprometeu uma base de dados que contém cerca de 60 mil registos, incluindo informações pessoais e documentos de identificação dos bombeiros portugueses.

Perante a situação, a Proteção Civil enviou uma comunicação interna aos corpos de bombeiros e às respetivas entidades responsáveis, alertando para possíveis tentativas de fraude através de chamadas telefónicas, mensagens e outras comunicações suspeitas.

Nomes, moradas e números de identificação entre os dados acedidos

Segundo a informação a que a Lusa teve acesso, os piratas informáticos conseguiram aceder a vários tipos de dados pessoais armazenados no sistema.

Entre as informações potencialmente comprometidas encontram-se nomes completos, números do Cartão de Cidadão, identificação fiscal, números da Segurança Social e de utente do Serviço Nacional de Saúde.

A lista inclui ainda dados relativos a subsistemas de saúde, cartas de condução, estado civil, datas de nascimento, contactos telefónicos, moradas, fotografias e grupos sanguíneos.

Apesar da dimensão da informação envolvida, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, esclareceu que a aplicação não contém dados bancários.

Proteção Civil alerta para mensagens e chamadas fraudulentas

Na sequência do ataque, a ANEPC pediu aos bombeiros que mantenham uma atenção redobrada perante contactos inesperados que solicitem informações pessoais ou o acesso a páginas eletrónicas.

O alerta abrange diferentes modalidades de fraude informática, incluindo o phishing, que utiliza mensagens aparentemente legítimas para levar as vítimas a abrir ligações ou ficheiros maliciosos.

Também são identificados riscos de smishing, através de SMS fraudulentas, e de vishing, quando os criminosos recorrem a chamadas telefónicas para tentar obter informações confidenciais.

Outra das ameaças mencionadas é o quishing, um método que utiliza códigos QR maliciosos para encaminhar os utilizadores para páginas falsas.

Bombeiros devem confirmar contactos junto dos comandos

A Proteção Civil recomenda que qualquer comunicação suspeita seja confirmada diretamente junto da estrutura de comando do respetivo corpo de bombeiros, através dos canais habituais.

A ANEPC esclarece que as comunicações institucionais dirigidas aos bombeiros, nomeadamente para atualização de dados pessoais ou transmissão de informações, são normalmente efetuadas através das estruturas de comando.

Por esse motivo, os profissionais devem desconfiar de mensagens inesperadas que solicitem o preenchimento de formulários, a divulgação de dados pessoais ou o acesso a ligações desconhecidas.

Sistema com cerca de 60 mil registos foi suspenso

O Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses é utilizado para gerir a informação dos profissionais integrados nos quadros de comando, ativo, de reserva e de honra.

Segundo António Nunes, o sistema conta com aproximadamente 60 mil registos, embora esse número não permita determinar quantas pessoas tiveram efetivamente os seus dados comprometidos.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses considerou ainda que a informação sobre o ataque deveria ter sido comunicada individualmente a todos os elementos inscritos na plataforma.

Entretanto, a aplicação foi suspensa e estão em curso procedimentos destinados a reforçar a segurança informática e a proteção dos dados pessoais.

A ANEPC garante que continuará a desenvolver as diligências necessárias para proteger os seus sistemas e preservar a confiança dos bombeiros nos canais oficiais de comunicação.

Para já, a principal recomendação passa por manter a vigilância perante contactos suspeitos, uma vez que os dados obtidos no ataque poderão ser utilizados em tentativas de fraude ou de usurpação de identidade.

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