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Milho perde 1,37% em Chicago com avanço da colheita nos EUA e câmbio

Os preços futuros do milho voltaram a recuar nesta terça-feira (27) na Bolsa de Chicago, mantendo a trajetória negativa observada nas últimas semanas. O contrato para entrega em dezembro caiu 1,37% e encerrou o pregão cotado a US$ 4,48 por bushel.

Segundo a Granar, as cotações seguem pressionadas pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela entrada de novos volumes da safra no mercado. A expectativa de uma produção elevada no país, que caminha para registrar a segunda maior colheita de sua história, amplia a disponibilidade do cereal e limita a recuperação dos preços.

Dados divulgados na segunda-feira (26) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que a colheita de milho ultrapassou 60% da área prevista. Na semana anterior, o índice era de 44%. O ritmo atual se aproxima da média dos últimos cinco anos, de 66%, e supera a estimativa média do setor privado, de 59%.

O USDA manteve em 56% a parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes, indicando estabilidade na avaliação das condições da safra norte-americana.

O câmbio também contribuiu para pressionar o mercado, já que a forte desvalorização do real frente ao dólar favorece a competitividade do milho brasileiro no comércio internacional, aumentando a concorrência para o produto dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar em relação ao euro encarece o cereal norte-americano para compradores da União Europeia, o que pode dificultar as exportações destinadas ao bloco.

Soja

Os preços futuros da soja voltaram a recuar nesta terça-feira na Bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço da colheita norte-americana e pela maior competitividade da soja brasileira no mercado internacional. O contrato para entrega em janeiro fechou em queda de 0,76%, cotado a US$ 12,43 por bushel.

Segundo a Granar, após uma breve alta durante a madrugada, as cotações perderam força diante da entrada de novos volumes da safra dos Estados Unidos no mercado. O clima seco no Meio-Oeste também favorece o andamento dos trabalhos no campo, ampliando a oferta disponível. Outro fator de pressão é a ausência de novos anúncios do USDA sobre vendas antecipadas de soja para a China.

De acordo com o relatório semanal do USDA, divulgado na segunda-feira (26), a colheita norte-americana atingiu 79% da área prevista, avanço de 15 pontos percentuais em relação à semana anterior. O resultado supera a média histórica de 77% e ficou em linha com as expectativas dos operadores do mercado.

A desvalorização do real brasileiro também contribuiu para pressionar as cotações em Chicago. Embora a moeda tenha apresentado uma leve recuperação nesta terça-feira, a queda registrada no dia anterior favorece a competitividade da soja brasileira, ao tornar o produto mais atrativo para compradores internacionais.

No Brasil, o plantio da safra 2026/27 também avançou. Segundo levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na segunda-feira, 42,8% da área prevista já havia sido semeada, ante 30,1% na semana anterior. O índice supera os 34,8% registrados no mesmo período de 2025 e a média dos últimos cinco anos, de 40,2%.

Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura no país, com 75,8% da área planejada já plantada. O percentual está acima dos 62,1% observados no mesmo período do ano passado e da média quinquenal de 70,3%.

A Agrinvest também destacou a pressão sobre o complexo da soja, especialmente sobre o farelo. A consultoria avalia que o avanço da colheita nos Estados Unidos e a aceleração do plantio brasileiro aumentam a disponibilidade de produto. Apesar da falta de novos anúncios de vendas para a China desde a semana passada, a expectativa é de que os próximos dados semanais de exportação americana ainda reflitam volumes expressivos de negócios já reportados.

Trigo

Os contratos futuros de trigo encerraram a sessão em queda nos mercados dos Estados Unidos, pressionados pela valorização do dólar frente ao euro e pela dificuldade de atrair compradores. O vencimento para entrega em dezembro recuou 0,93% e fechou cotado a US$ 6,10 por bushel.

Segundo a Granar, os investidores mantiveram o movimento de venda de contratos observado nas últimas oito semanas, sem que o cereal encontrasse suporte suficiente para interromper a sequência negativa. A valorização do dólar em relação à moeda europeia favorece a competitividade do trigo produzido na União Europeia, tornando o produto americano menos atrativo no mercado internacional.

O mercado também acompanha os desdobramentos diplomáticos relacionados à região do Mar Negro. Segundo a Granar, as tentativas de reduzir as tensões continuam influenciando as posições dos investidores, enquanto os embarques de trigo da Rússia e da Ucrânia permanecem restritos em meio à continuidade dos confrontos na região.

As incertezas sobre o fluxo de exportações pelo Mar Negro seguem como um fator de atenção para o mercado global, diante da importância dos dois países no comércio internacional de trigo.

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Café arábica recua 2,39% em Nova York com pressão do câmbio no Brasil

A perspectiva de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica na bolsa de Nova York nesta terça-feira (27). O contrato futuro para entrega em dezembro recuou 2,39% e encerrou a sessão cotado a US$ 2,93 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços ampliaram as perdas registradas na segunda-feira, diante da desvalorização do real frente ao dólar. A moeda brasileira caiu 8,8% na sessão anterior, mas recuperou 1,3% neste pregão. “Um real mais fraco tende a estimular as exportações, já que os produtores e comerciantes brasileiros podem obter mais reais por cada dólar recebido nas vendas externas, favorecendo a oferta do grão no mercado internacional”, informou o Barchart.

Outro fator de pressão veio dos estoques na bolsa internacional, já que quase 10 mil sacas chegaram aos armazéns na segunda-feira para passar por classificação, o maior volume em mais de um mês, conforme as informações da Bloomberg. Após a avaliação, parte desse café poderá ser incorporada aos estoques certificados, ampliando a disponibilidade registrada no mercado.

Apesar da chegada de novos lotes para classificação, os estoques certificados de café arábica recuaram em 788 sacas nesta terça-feira, para 224.822 sacas, atingindo o menor nível em um mês e meio. O volume permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro, o que mantém a atenção do mercado sobre a disponibilidade do produto.

Cacau

Os sinais de redução da oferta na África Ocidental ajudaram a sustentar os preços futuros do cacau nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro avançou 1,58%, encerrando a sessão cotado a US$ 5.577 por tonelada.

Segundo a Barchart, as cotações recuperaram a maior parte das perdas registradas na segunda-feira, quando a desvalorização do real brasileiro pressionou o mercado. A queda da moeda tende a estimular as vendas de exportadores do Brasil, que passam a receber mais reais por cada dólar obtido nas negociações internacionais.

Embora tenha participação menor no mercado global em comparação com os países da África Ocidental e o Equador, o Brasil é o sétimo maior produtor mundial de cacau, com cerca de 4% a 5% da produção global, segundo estimativas da ICCO (Organização Internacional do Cacau).

Em contrapartida, a redução das entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim contribuiu para limitar a pressão sobre os preços. Dados do governo do país, divulgados na segunda-feira e repercutidos pela Bloomberg, indicaram que os produtores entregaram 44.241 toneladas aos portos na semana encerrada em 25 de outubro, volume 46% inferior às 82.010 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O ritmo das entregas na Costa do Marfim é acompanhado de perto pelos participantes do mercado, especialmente diante dos possíveis efeitos sobre a disponibilidade da matéria-prima no comércio internacional.

Açúcar

Os contratos futuros de açúcar registraram recuperação na bolsa de Nova York, após a forte desvalorização da sessão anterior. O vencimento para entrega em março avançou 0,52% e encerrou o pregão cotado a 19,20 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a alta ocorreu após os preços recuarem 5,6% na segunda-feira, quando atingiram o menor nível em um mês. A queda foi influenciada pela desvalorização de quase 9% do real brasileiro, que favorece a competitividade das exportações do país no mercado internacional.

Nesta terça-feira, a moeda brasileira apresentou recuperação parcial, com valorização de 1,2% frente ao dólar. O movimento cambial contribuiu para estabilizar as cotações do açúcar, uma vez que a desvalorização do real tende a incentivar os exportadores brasileiros a ampliar as vendas externas, ao elevar o valor em moeda local recebido por cada dólar negociado.

O Brasil tem influência direta sobre a formação dos preços internacionais por ser o maior produtor mundial de açúcar. Segundo estimativas da OIC (Organização Internacional do Açúcar) e do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país responde por cerca de 24% da produção global e mais de 50% das exportações mundiais da commodity.

Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão em queda na bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em dezembro recuou 1,26%, fechando cotado a 78,06 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, a colheita da safra norte-americana avançou para 52% da área prevista até 25 de outubro, sete pontos percentuais acima da média histórica para o período. O ritmo acelerado dos trabalhos no campo contribuiu para o avanço das operações de retirada do produto.

Por outro lado, a abertura das maçãs de algodão — etapa em que a fibra fica exposta e pronta para a colheita — atingiu 89% das lavouras, abaixo da média de 92% registrada para esta época do ano.

As condições das plantações também apresentaram piora na avaliação final da temporada. A parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes caiu dois pontos percentuais, para 33%.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro recuou 0,90% nesta terça-feira, na Bolsa de Nova York, encerrando a sessão cotado a US$ 1,43 por libra-peso.

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Boi gordo sobe 1,94% em dois pregões na B3 e se aproxima de R$ 400/@

O contrato futuro do boi gordo para novembro de 2026 chegou a R$ 399,75 por arroba nesta terça-feira (27), na máxima do dia e no maior valor histórico do contrato na B3 (Bolsa Brasileira).

A cotação supera o recorde anterior, de R$ 399,40 por arroba, registrado em 13 de outubro. Por volta da atualização parcial do pregão, o vencimento avançava R$ 2,60 por arroba, alta de 0,65% no dia, e acumulava valorização de 1,94% em duas sessões.

Desde a mínima de fechamento registrada em 17 de março, de R$ 343,40 por arroba, o contrato acumula alta de R$ 56,35, equivalente a 16,4%. O movimento ocorre em um cenário de preços recordes no mercado físico e expectativa de oferta restrita de animais terminados nos próximos meses.

Os ganhos também aparecem nos demais vencimentos negociados na bolsa. O contrato para dezembro de 2026 avançava 0,44%, a R$ 398,80 por arroba. Para janeiro de 2027, a cotação era de R$ 398,45, alta de 0,38%. Fevereiro de 2027 subia 0,38%, a R$ 397,80, enquanto março de 2027 avançava 0,25%, a R$ 396,80 por arroba. Já o vencimento para outubro de 2026 era negociado a R$ 384,70, com alta de 0,04%.

A curva de preços entre novembro de 2026 e março de 2027 permanece praticamente estável, com valores entre R$ 396,80 e R$ 399,75 por arroba. O comportamento indica que o mercado futuro mantém a expectativa de preços elevados também no início do próximo ano, sem sinalizar alívio expressivo na oferta no curto prazo.

O contrato para janeiro de 2027 já havia superado a marca de R$ 400 por arroba durante o pregão de segunda-feira (26), quando atingiu R$ 400,25. O vencimento para outubro de 2027 também chegou a R$ 402 em 14 de outubro. Entre os contratos com vencimento em 2026, dezembro ficou próximo do patamar na segunda-feira, a R$ 399,80 por arroba.

Mercado físico registra recordes

No mercado físico, o indicador Cepea/Esalq para São Paulo alcançou R$ 381,40 por arroba na segunda-feira (26), o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 1994. Já o indicador Datagro para São Paulo, referência para a liquidação do contrato futuro, estava em R$ 382,42 por arroba na sexta-feira (23).

Com o contrato de novembro a R$ 399,75, o prêmio em relação ao indicador Datagro chega a R$ 17,33 por arroba, ou 4,5%. A diferença mostra que o mercado futuro negocia a preços superiores aos observados no indicador físico de referência.

A distância entre os vencimentos de outubro e novembro também aumentou. Com o contrato de outubro próximo do vencimento e negociado na faixa de R$ 384 a R$ 385 por arroba, o diferencial entre os dois contratos chegou a R$ 15,05 por arroba nesta terça-feira, ante R$ 12,60 na sessão anterior.

Oferta restrita

Na avaliação da Terra Mesa Agro, a valorização reflete a expectativa de oferta limitada de bovinos terminados até o fim do ano. Entre os fatores apontados estão escalas de abate curtas, retenção de animais, custos elevados de reposição e exportações de bovinos vivos em ritmo forte.

A sustentação dos preços ocorre mesmo com a desaceleração das exportações brasileiras de carne bovina para a China após o esgotamento da cota de importação destinada ao Brasil em 2026. O volume excedente está sujeito a uma sobretaxa adicional de 55%, além da tarifa de 12% aplicada dentro da cota, elevando a tributação total para 67%.

Nesse cenário, a restrição da oferta de animais tem exercido pressão mais forte sobre as cotações do que a perda de ritmo das exportações de carne. A curva praticamente plana dos contratos até março de 2027 reforça a expectativa de manutenção de preços elevados nos próximos meses.

Para que o contrato de novembro sustente a cotação próxima de R$ 400 por arroba até o vencimento, o indicador DATAGRO precisaria avançar cerca de R$ 17 por arroba em relação ao último valor informado. A evolução do mercado físico será, portanto, determinante para a convergência entre os preços futuros e a referência de liquidação.

O mercado também segue atendo ao comportamento da demanda com o pagamento do 13º salário e o aumento sazonal do consumo nas festas de fim de ano podem contribuir para a demanda, mas os preços recordes da carne também podem limitar o poder de compra dos consumidores.

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EUA anunciam US$ 57,4 milhões para ampliar processamento de carnes

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (26) um investimento de US$ 57,4 milhões para ampliar a capacidade de processamento de carnes no país e abrir novos mercados para pecuaristas. Os recursos devem contemplar 147 projetos em 40 estados, por meio do Programa de Expansão do Processamento de Carnes e Aves (MPPEP, na sigla em inglês), administrado pelo USDA  (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O anúncio foi feito pelo vice-presidente J.D. Vance e pela secretária de Agricultura, Brooke L. Rollins. Segundo o USDA, o investimento previsto é de US$ 57.424.130, mas a liberação está condicionada à destinação dos recursos pelo Congresso americano.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de processadores independentes de pequeno e médio porte, estimular a concorrência no setor e fortalecer a cadeia de abastecimento de carnes. O programa também pretende criar alternativas regionais para o abate e o processamento, ampliando as possibilidades de comercialização para os produtores rurais.

“Estamos focados em reconstruir o rebanho bovino americano e oferecer mais oportunidades locais de processamento continuará dando confiança aos nossos pecuaristas para nos ajudar a cumprir essa meta”, afirmou Rollins, em comunicado oficial.

A secretária acrescentou que a medida está alinhada à estratégia do presidente Donald Trump de priorizar os pecuaristas americanos. O anúncio também foi associado à ordem executiva do governo voltada à promoção da concorrência nos mercados pecuários e à ampliação do acesso de produtores americanos aos mercados de carne.

O MPPEP oferece recursos para empresas e outras organizações elegíveis ampliarem sua capacidade de processamento. Entre os possíveis beneficiários estão empresas com e sem fins lucrativos, cooperativas e corporações de produtores, empresas de benefício público, entidades indígenas e órgãos dos governos estaduais e locais.

No caso das empresas privadas, é necessário que sejam independentes e tenham operação própria. Todas as organizações participantes devem ser de propriedade nacional, conforme os critérios do programa.

De acordo com o USDA, os investimentos anteriores realizados por meio do MPPEP já ultrapassaram US$ 200 milhões destinados a empresas independentes. Os projetos apoiados contribuíram para a criação de milhares de empregos em diferentes regiões do país.

Com a nova rodada de recursos, o governo americano pretende ampliar a estrutura de processamento doméstico, fortalecer a resiliência da cadeia de abastecimento e oferecer mais alternativas comerciais aos pecuaristas, reduzindo a dependência de um número limitado de unidades processadoras.

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MSD obtém reconhecimento para certificação que facilita crédito rural

A certificação em bem-estar animal e sustentabilidade da MSD Saúde Animal pode permitir que produtores rurais tenham acesso a reduções de até 1 ponto percentual nas taxas de juros de determinadas operações de crédito rural do Plano Safra. Reconhecida pelo MAPA( Ministério da Agricultura e Pecuária), a iniciativa está integrada à Plataforma AgroBrasil + Sustentável, que reúne informações rastreáveis sobre a conformidade socioambiental das propriedades brasileiras.

Batizada de Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, a iniciativa avalia mais de 150 critérios relacionados às condições dos animais, das pessoas e do meio ambiente. Segundo a companhia, o programa busca transformar boas práticas de produção em ganhos de eficiência operacional, redução de riscos e oportunidades de acesso a financiamento e mercados.

O benefício financeiro depende das regras vigentes, da elegibilidade da operação e da análise das instituições financeiras. A plataforma do Ministério da Agricultura organiza e dá visibilidade às informações sobre a conformidade das propriedades, mas não substitui a avaliação de crédito realizada pelos bancos.

O processo de certificação começa com um diagnóstico técnico da propriedade, conduzido por especialistas da MSD Saúde Animal. A análise considera informações zootécnicas, operacionais e ambientais, utilizadas na elaboração de relatórios de desempenho e de um plano de ação personalizado para cada produtor.

Entre os critérios avaliados estão o manejo de baixo estresse, as condições de trabalho, a capacitação das equipes, a biosseguridade, o uso eficiente de água e energia, a gestão de resíduos e a redução dos impactos ambientais. A auditoria final é realizada por certificadoras independentes, como QIMA e SBCert.

De acordo com a empresa, a análise integrada permite identificar gargalos operacionais, corrigir falhas e aprimorar a gestão da atividade rural. A adoção das práticas também pode contribuir para reduzir perdas, mitigar riscos sanitários e melhorar a eficiência zootécnica.

A certificação faz parte da estratégia da companhia de ampliar o uso de dados na gestão das propriedades e demonstrar o cumprimento de critérios socioambientais a instituições financeiras, frigoríficos e compradores.

“Queremos ser o parceiro que ajuda o produtor a tomar melhores decisões e construir um negócio mais eficiente, rentável e sustentável”, afirma Laura Villarreal, presidente da MSD Saúde Animal Brasil.

A MSD Saúde Animal certificou 12 unidades produtivas no Brasil em 2024. Em 2025, o número chegou a 50, aumento de aproximadamente 316% em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa da companhia é alcançar 225 unidades pré-auditadas e certificadas nos segmentos de bovinos, suínos e aves.

A preparação para a certificação também envolve o programa Criando Conexões, voltado ao manejo de baixo estresse. Desde 2015, a iniciativa capacitou mais de 17 mil profissionais em 300 propriedades de ruminantes, aves e suínos, com impacto declarado sobre mais de 1 bilhão de animais.

Segundo a empresa, as propriedades certificadas somam, anualmente, cerca de 11 milhões de aves, 115 mil suínos, 530 mil cabeças de gado e 14 milhões de litros de leite. Mais de 140 colaboradores da MSD Saúde Animal atuam em campo na disseminação do conceito de Bem-Estar Único e no suporte técnico aos produtores.

A certificação ocorre em um contexto de maior demanda por rastreabilidade, transparência sobre a origem dos produtos e comprovação de práticas de bem-estar animal e responsabilidade socioambiental.

Para Denis Barbosa Alves Antonio, gerente de Soluções Estratégicas da MSD Saúde Animal, demonstrar como a produção é realizada tornou-se um fator estratégico para os produtores diante das exigências de compradores e importadores.

Além da possibilidade de redução dos juros em operações elegíveis, a companhia aponta que a certificação pode contribuir para melhorar os processos produtivos e fortalecer a posição comercial das propriedades. O acesso a eventuais benefícios, entretanto, depende das condições específicas de cada operação e das exigências dos agentes financeiros.

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Raízen prevê aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões

A Raízen atualizou o cronograma e as condições do aumento de capital privado, que poderá movimentar até R$ 39,8 bilhões. Segundo comunicado divulgado na CVM (Comissão de Valos Mobiliários) nesta segunda-feira (26), a operação prevê uma captação mínima de R$ 3,5 bilhões e máxima de R$ 39,796 bilhões, com emissão de novas ações ordinárias, preferenciais classe B e units.

A operação está vinculada ao plano de recuperação extrajudicial da companhia e de determinadas controladas, datado de 5 de junho de 2026 e homologado judicialmente. A proposta ainda depende da aprovação dos acionistas em AGE (Assembleia Geral Extraordinária) e Assembleia Especial, convocadas para 30 de outubro, além de deliberação do Conselho de Administração prevista para 6 de novembro.

O aumento de capital poderá envolver a emissão de até 159,2 bilhões de novos valores mobiliários. A companhia admite a homologação parcial da operação, desde que seja respeitada a subscrição mínima de 14 bilhões de ações.

Preços e condições para os acionistas

A operação será dividida em três emissões simultâneas, sendo que as novas ações ordinárias terão preço de R$ 0,25 por unidade, mesmo valor estabelecido para as ações preferenciais classe B. Já as units, compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial classe A, serão oferecidas a R$ 0,50 cada.

Os acionistas poderão exercer o direito de preferência para subscrever os três tipos de valores mobiliários, de forma isolada ou combinada, respeitados os limites individuais estabelecidos pela companhia. As novas ações preferenciais classe A serão emitidas exclusivamente como parte das units, sem possibilidade de subscrição separada.

A Raízen informou que recomenda aos acionistas considerar a subscrição de units, que, segundo a empresa, deverão representar o valor mobiliário de maior liquidez após a conclusão do aumento de capital. As ações preferenciais classe B emitidas na operação não serão admitidas à negociação em bolsa ou em mercado de balcão organizado.

O exercício do direito de preferência poderá ocorrer entre 9 de novembro e 8 de dezembro, totalizando 30 dias corridos. Terão direito à subscrição os investidores que detiverem ações da companhia ao final do pregão da B3 em 6 de novembro. A partir de 9 de novembro, as ações adquiridas serão negociadas sem o direito de participar do aumento de capital.

Os fatores de subscrição foram estabelecidos em 153,5897% para novas ações ordinárias, 153,5897% para ações preferenciais classe B e 649,3029% para units, considerando a quantidade máxima de valores mobiliários prevista na operação. Os percentuais também levam em conta o não exercício, pela Cosan, de seu direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B.

Mudança no código de negociação

A companhia também informou que as ações preferenciais atualmente negociadas sob o código RAIZ4 passarão a ser identificadas como ações preferenciais classe A, com o código RAIZ55, a partir de 3 de novembro.

Os papéis terão fator de cotação de 100 ações e lote padrão de negociação de 100 ações. A alteração não modifica a quantidade de ativos detida pelos investidores nem o valor de suas posições, mas muda a forma de expressão dos preços na bolsa.

Os direitos de subscrição também serão negociados com fator de cotação e lote padrão de 100 direitos. Os códigos específicos desses direitos serão divulgados posteriormente. As novas ações ordinárias e as units emitidas no aumento de capital poderão ser negociadas na B3 em data a ser informada pela companhia.

Próximas etapas

Após as assembleias previstas para 30 de outubro, o Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em 6 de novembro, mesma data definida como referência para o direito de preferência.

O período de subscrição terminará em 8 de dezembro. A homologação do aumento de capital está prevista para 16 de dezembro, enquanto o crédito dos novos valores mobiliários aos investidores deverá ocorrer em 18 de dezembro.

A Raízen ressalta que o cronograma é indicativo e poderá sofrer alterações, que serão comunicadas ao mercado. Os recursos obtidos com o exercício do direito de preferência serão destinados integralmente à companhia, conforme previsto no plano de recuperação extrajudicial.

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