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Ema Leitão vence Prémio BPI Empresária 2026 e torna-se primeira líder da ANTRAM distinguida com o galardão

A diretora executiva da TN Transportes, Ema Leitão, foi distinguida com o Prémio BPI Empresária 2026, uma iniciativa que reconhece o percurso profissional de mulheres empresárias portuguesas e promove a visibilidade da liderança feminina no mundo empresarial.

O prémio foi entregue numa gala realizada em Madrid, integrada nas comemorações dos 10 anos do CaixaBank Premio Empresaria, distinção homóloga atribuída em Espanha.

Ema Leitão pertence à terceira geração da empresa familiar TN Transportes, fundada em 1968, e assumiu a direção executiva da transportadora em 2023. Este ano tornou-se também a primeira mulher a presidir à ANTRAM, associação representativa do setor do transporte rodoviário de mercadorias, nos seus 50 anos de história.

“Foi com alegria e responsabilidade que recebi este prémio. Vejo-o não como uma distinção individual, mas como o reconhecimento de todos aqueles que me são mais próximos e que me têm acompanhado ao longo deste percurso”, afirmou a gestora.

A responsável acrescentou que partilha a distinção “com a equipa da Transportes Nogueira, que veste a camisola todos os dias, e com a minha família, que me transmitiu os valores essenciais que também procuro passar aos meus filhos”.

Antes da cerimónia, a empresária portuguesa participou num encontro com o presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, juntamente com as vencedoras espanholas da edição de 2026 do prémio, para troca de experiências sobre liderança e gestão empresarial.

Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Ema Leitão, de 44 anos, iniciou a carreira na Auto-Sueco e na Galp Energia antes de ingressar, em 2006, na TN – Transportes M. Simões Nogueira. Atualmente é também acionista e administradora de outras empresas do grupo familiar.

Com mais de 300 colaboradores, a TN Transportes opera no transporte rodoviário de mercadorias, em Portugal e no estrangeiro, e tem vindo a apostar em políticas de responsabilidade social e sustentabilidade ambiental como parte da sua estratégia empresarial.

O Prémio BPI Empresária distinguiu, nas anteriores edições, Sandra Tavares Silva (Wine & Soul), Paula Roque (Revigrés), Cláudia Azevedo (Grupo Sonae), Isabel Azevedo (Grupo FRICON), Sandra Santos (BA Glass), Isabel Furtado (TMG), Manuela Medeiros (Parfois) e Leonor Freitas (Casa Ermelinda Freitas).

Segundo o BPI, a iniciativa pretende valorizar o mérito e o contributo das mulheres para o desenvolvimento económico, considerando a diversidade um fator de inovação, competitividade e crescimento sustentável nas empresas.

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BCE reduz requisito de capital do BPI para 2027

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu de 2% para 1,9% o requisito total de Pilar 2 aplicável ao BPI, na sequência da avaliação prudencial da instituição, informou o banco português esta terça-feira. O que é um bom sinal para o banco liderado por João Pedro Oliveira e Costa.

A partir de 1 de janeiro de 2027, o BPI terá de cumprir um rácio mínimo de capital Common Equity Tier 1 (CET1) de 10,1%, um rácio de capital Tier 1 de 11,9% e um rácio de fundos próprios totais de 14,4%, segundo um comunicado enviado pelo banco.

O requisito de Pilar 1 para o rácio de alavancagem mantém-se em 3%.

Em junho de 2026, o BPI apresentava um rácio CET1 de 13,9%, acima do mínimo de 10,1% estabelecido para 2027. O rácio Tier 1 situava-se em 15,2%, face ao requisito de 11,9%, enquanto o rácio total de capital atingia 17,2%, acima do mínimo de 14,4%.

O rácio de alavancagem era de 7,2% no final de junho, mais do dobro do requisito mínimo de 3%.

Os novos requisitos resultam do processo de análise e avaliação para fins de supervisão (Supervisory Review and Evaluation Process, SREP), conduzido pelo BCE, que determina as exigências prudenciais aplicáveis aos bancos sob a sua supervisão.

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