❌

Reading view

Entrevista: cotado para Fazenda, Fonteles diz que Lula sabe da necessidade de dívida sustentável, mas quer agenda 'ousada'


O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, afirmou em entrevista ao GLOBO que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem consciência da necessidade de garantir uma trajetória sustentável para a dívida pública. Para ele, que foi um dos destaques da campanha presidencial no segundo turno e é um dos citados nos bastidores do atual governo como possível nome para o Ministério da Fazenda, esse processo é condição essencial para reduzir os juros e ampliar o crescimento. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
  •  

Pescadores retiram quase 1,5 tonelada de lixo de manguezal na Baía de Guanabara, em Magé


Quase 1,5 tonelada de lixo foi retirada de um único ponto de coleta na Praia do Remanso, em Magé, na Baixada Fluminense, durante uma ação de limpeza de manguezais da Baía de Guanabara. O trabalho reuniu pescadores artesanais e alunos do curso de Agente de Resíduos Sólidos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), que participaram da retirada e separação dos materiais encontrados na região. Um ano depois da megaoperação: o que as câmeras corporais dos policiais mostram e o que ficou oculto Do Alemão ao STF: Como a operação com 122 mortos no Rio chegou às mãos de Alexandre de Moraes Segundo o Águas da Guanabara, iniciativa responsável pela ação, o volume foi recolhido em apenas um dos quatro pontos de coleta mantidos na praia. Entre os resíduos encontrados estavam garrafas PET, sacolas plásticas, embalagens e tampinhas de refrigerantes e cervejas. Parte do lixo estava presa às raízes dos manguezais, ecossistema fundamental para a biodiversidade e a atividade pesqueira. Durante a atividade, os estudantes participaram de uma espécie de corrente humana para transportar os sacos de resíduos até o local de triagem. Eles também acompanharam o trabalho de Cristiane, catadora parceira da iniciativa, na separação dos materiais recicláveis. Para a professora Mariana Lemos, que acompanhou a atividade, a experiência permitiu aos alunos conhecer, na prática, os desafios da gestão de resíduos sólidos. — O Projeto Águas da Guanabara tem um trabalho maravilhoso de gestão de resíduos sólidos, colaborando de fato com o controle da poluição dos manguezais. A iniciativa abriu as portas para receber os alunos da Faetec Magé e contribuiu para a formação desses jovens e adultos, que puderam aprender na prática como ocorre a gestão de resíduos — afirmou. A presidente da Colônia de Pescadores Z-8, em Magé, Elaine Cristina, destacou a importância da limpeza para a preservação ambiental e a manutenção da atividade pesqueira. — O trabalho de limpeza é fundamental para a preservação dos manguezais e para a vida dos pescadores artesanais. Quando retiramos os resíduos desses ambientes, contribuímos para a conservação da natureza e para o futuro da pesca — disse. Realizado pela Federação de Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (Feperj), com coordenação das colônias de pescadores, o Águas da Guanabara afirma ter retirado aproximadamente 3 mil toneladas de resíduos de rios, praias e manguezais desde janeiro de 2022. Magé concentra o maior número de pescadores e embarcações participantes da iniciativa, que alia a limpeza de áreas ambientalmente sensíveis à educação ambiental e à valorização das comunidades pesqueiras.
  •  

‘Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos’, diz Malafaia após carta golpista de Flávio


Uma das principais lideranças evangélicas do país, o pastor Silas Malafaia disparou nesta quarta-feira (28) a aliados uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp em que chama os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos”. O comentário, obtido pela equipe da coluna, foi uma reação à postura do candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que se autoproclamou o presidente eleito do Brasil, citando, sem provas, uma "fraude eleitoral" no processo brasileiro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
  •  

Após carta de teor golpista de Flávio, presidente do TSE defende resultado das urnas e diz que analisará contestações


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, divulgou nesta quarta-feira uma nota em defesa da legitimidade das eleições de 2026, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa presidencial, divulgar uma carta questionando o processo eleitoral sem provas. Sem mencionar diretamente o parlamentar ou o documento, o magistrado ressaltou o respeito à vontade soberana dos eleitores e afirmou que todos os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos pela Justiça Eleitoral. "Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes", afirmou Nunes Marques. A manifestação ocorre em meio às repercussões da carta de teor golpista divulgada por Flávio após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no último domingo. Embora não faça referência à carta, Nunes Marques destacou que a Justiça Eleitoral está aberta a examinar eventuais contestações, desde que apresentadas pelos instrumentos legais. "Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos", declarou. Na nota, o presidente do TSE afirmou que as medidas adotadas pelo tribunal permitiram garantir a segurança do pleito. "No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança", disse. O segundo turno foi marcado por uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h, quando parte das seções eleitorais já havia encerrado os trabalhos. Informações do TSE, porém, mostram que o segundo turno registrou 34.393 votos após as 17h em território nacional. Desse total, 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h, 1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. Os dados consideram as 497.333 seções eleitorais que tiveram o encerramento registrado depois das 17h. Nesta quarta-feira, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil nesta terça-feira após ser derrotado nas urnas, divulgou duas versões de uma carta de teor golpista. Na primeira, Flávio se autointitula “presidente eleito” do país. Na segunda, atribui a si a condição de "líder do Brasil. Em ambas, o senador levanta, sem provas, acusações contra o resultado das urnas.
  •  

Marinho diz que 'não há prova' de fraude eleitoral e que carta em que Flávio se autodenomina 'presidente eleito' foi 'erro de confecção'


Ex-coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN), minimizou a carta de teor golpista publicada pelo aliado nesta quarta-feira e atribuiu a um "erro de confecção" a versão da carta em que o aliado se autodeclarou "presidente eleito" do Brasil. Ele também diz não ser possível se falar em fraude eleitoral, como o ex-candidato alegou, por não haver provas neste sentido. — O PL não pode fazer essa afirmação (de fraude eleitoral), nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido — disse Marinho, em entrevista no Senado.— Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é o que está na sua manifestação oficial, ele se autodenomina como líder, o que é um fato. Ele é um líder do Brasil — disse ele. Ao ser indagado de se o partido endossa a carta, em que Flávio se define como líder do Brasil, Marinho respondeu: —Pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil. Segundo Marinho, Flávio terá condições de exercer essa liderança dos EUA, alegando que no Brasil, ele seria preso. — Na verdade, é o que ele pode fazer porque aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel, que é um papel absolutamente natural, porque quando ocorre uma eleição em qualquer lugar do mundo, pelo menos nas democracias consolidadas, passado o processo eleitoral,, quem perde, faz oposição a quem ganha. Agora, livre, e não encarcerado, né? Não sob ameaça, não com seu passaporte retido— destacou Marinho. Flávio publicou nesta quarta-feira duas versões de uma carta com teor golpista. Na primeira versão, se dizia o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil após ser derrotado por uma diferença de 4,4 milhões de votos para Luiz Inácio Lula da Silva. Já na segunda, qualificou a si como "líder do Brasil". Ambas as versões citam, sem provas, a existência de uma fraude nas urnas. Nas eleições contestadas por Flávio, o PL, seu partido, elegeu a maior bancada do Senado, com 28 parlamentares, incluindo Carlos Bolsonaro, irmão de Flávio, e Michelle Bolsonaro, sua madrasta. A sigla também conquistou o maior número de deputados na Câmara, com 121 representantes, além de ter eleito seis governadores. Carta de Flávio Após a operação de fuga do país, Flávio agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento. O parlamentar desembarcou em Miami, no estado da Flórida, na manhã desta quarta-feira. O candidato derrotado do PL também anunciou que pretende comandar a oposição ao governo petista a partir dos Estados Unidos, onde está com a família, e prometeu apresentar uma estratégia de mobilização de seus apoiadores nos próximos dias. Na primeira versão do documento, Flávio registrou: "Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação", afirma Flávio no discurso. Logo depois, Flávio retirou o trecho "presidente eleito" e o substituiu por "líder" do Brasil. Primeira versão da carta assinada por Flávio Bolsonaro Reprodução A manifestação por escrito ocorre três dias após a derrota do senador no segundo turno. Flávio deixou Brasília na terça-feira e seguiu até a fronteira com a Argentina, de onde embarcou em um avião particular com destino ao Equador e, depois, aos Estados Unidos. A saída ocorreu em meio à ofensiva judicial de sua campanha para contestar o resultado das urnas e também após ordem do ministro Alexandre de Moraes para o recolhimento do seu passaporte. "Antes de mais nada, queria agradecer ao presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher", afirma o senador. Já em território americano, o senador passou a apresentar sua permanência no exterior como uma forma de continuar atuando politicamente sem o risco de ser preso. Initial plugin text No discurso, Flávio sustenta, sem provas, que o resultado do segundo turno foi fraudado e questiona a decisão de prorrogar o horário de votação até as 19h. O parlamentar acusa o governo Lula de abuso de poder político e econômico durante a campanha e defende a cassação da chapa adversária. "Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos", afirma. Logo na abertura do documento, na primeira versão, Flávio também se apresenta como vencedor da disputa presidencial, embora tenha sido derrotado nas urnas. "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Depois, veio a segunda redação: "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o líder do Brasil". Ao justificar sua saída, Flávio menciona a possibilidade de apreensão de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e eventual condenação. No entanto, reconhece que não havia mandado de prisão expedido contra ele. "Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado", diz. Em outro trecho, Flávio rejeita a classificação de sua saída como fuga e sustenta que poderá exercer um papel político mais ativo fora do país. "Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança". O senador também dirige uma mensagem aos parlamentares e governadores aliados, com uma referência específica a Rogério Marinho (PL-RN), a quem chama de seu candidato à Presidência do Senado. A declaração ocorre em meio às articulações para a sucessão no comando da Casa e às discussões dentro da direita sobre a reorganização da oposição após a derrota eleitoral. "Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", afirma. Flávio ainda compara sua situação à de lideranças políticas que atuaram no exílio, como o ex-presidente francês Charles de Gaulle, o jurista brasileiro Rui Barbosa e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González. Ao citar esses exemplos, procura apresentar sua saída do Brasil como parte de uma estratégia de resistência política. Ao final, promete manter uma comunicação frequente com seus eleitores e anunciar uma estratégia de atuação política a partir dos Estados Unidos. "Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos", diz.
  •  

MP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se manifestou pela condenação do empresário e influenciador Renato Cariani pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter desviado produtos químicos para a produção de toneladas de drogas para o narcotráfico. O pedido de condenação ocorreu na última semana, no dia 21. Massacre do Rio Abacaxis: Execução, corpos esquartejados e impunidade levam barbárie estatal no Amazonas à Corte de Direitos Humanos Engenheiro morre após espancamento em ato pró-Lula, e família doa órgãos: 'Quatro vidas foram salvas' Renato Cariani, de 50 anos, tornou-se réu por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro por decisão da juíza Maria da Conceição Pinto Vendeiro, da 3ª Vara Criminal de Diadema (SP). Caso condenado, a pena de Cariani pode variar entre 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade. A investigação, conduzida pela Polícia Federal (PF), apontou que em seis anos foram desviadas em torno de 12 toneladas de acetona, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, éter etílico, fenacetina e manitol, substâncias usadas por criminosos para transformar a pasta base de cocaína em pó e em pedras de crack. Segundo a PF, o principal alvo no caso é a empresa Anidrol, uma indústria química que fica em Diadema, na Grande São Paulo, e tem como sócio o influenciador fitness. "As investigações revelaram que o esquema abrangia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas a vender produtos químicos em São Paulo, usando “laranjas” para depósitos em espécie, como se fossem funcionários de grandes multinacionais, vítimas que figuraram como compradoras", informou a PF na época da Operação Hinsberg. Ao receber a denúncia, a magistrada de Diadema disse ver “indícios de autoria e prova da existência dos crimes”. A juíza rechaçou alegações das defesas de que as provas compartilhadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) teriam sido ilícitas. Os advogados de Cariani terão, agora, o prazo de 30 dias para apresentarem nova defesa. A defesa de Cariani disse que recebeu com "naturalidade" o pedido da condenção pelo Ministério Público já que o órgão manteve a tese defendida desde o início do processo. Ainda segundo a nota, os advogados irão demonstrar que os argumentos "apresentadas pelo MP são improcedentes" e confiam no Poder Judiciário para a absolvição do empresário. *Estagiário sob supervisão de Luã Marinatto
  •  

Fuga de Flávio Bolsonaro foi principal tema do debate digital pós-eleição, com mais de 30 milhões de interações


A saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil para os Estados Unidos foi o principal tema do debate digital nas redes sociais nesta semana pós-eleições presidenciais. Entre segunda-feira, quando começaram os primeiros boatos, e esta quarta-feira, o eixo “fuga, paradeiro e responsabilização” concentrou 1,9 milhão de publicações e 33,3 milhões de interações, registrando o maior volume entre os temas monitorados no período pós-eleitoral, segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque (DX). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
  •  

Turnê do BTS chega ao Brasil, mas Live Nation e Ticketmaster são notificadas por redução de telões


A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), pediu esclarecimentos à Live Nation Brasil e à Ticketmaster Brasil sobre a redução na configuração da estrutura audiovisual dos shows da turnê BTS World Tour | Arirang. Os shows começam nesta quarta-feira e vão até 31 de outubro. A ação foi adotada após o órgão tomar conhecimento de notícias e reclamações dos ARMYs (nome do fandom do BTS) relacionadas à redução do número de telões de 12 para apenas 4 na etapa sul-americana da turnê, que já passou por Colômbia, Peru, Chile e Argentina. A mudança gerou questionamentos sobre a visibilidade do espetáculo para os setores mais distantes do palco. A Senacon deu cinco dias para as empresas apresentarem as informações solicitadas. De acordo com o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, a Senacon busca esclarecer a forma de comercialização dos ingressos e as informações fornecidas sobre a estrutura do espetáculo. O órgão pede explicações sobre a participação da Live Nation na organização e produção dos shows, a descrição completa da estrutura audiovisual prevista para as apresentações no Brasil (incluindo quantidade, dimensões e localização dos telões) e a data em que essa configuração foi definida. Já à Ticketmaster Brasil, a Senacon solicitou informações sobre sua participação na venda dos ingressos, além de cópias das páginas, mapas de setores, imagens, anúncios, descrições e demais materiais disponibilizados aos consumidores durante a comercialização.
  •  

Vulcão na Guatemala registra até sete explosões por hora e vira atrativo para turistas; vídeo


O vulcão de Fuego, na Guatemala, registrou entre quatro e sete explosões por hora e voltou a impressionar moradores e turistas que acompanham sua atividade. Imagens divulgadas pela AfarTV mostram uma forte erupção do vulcão nesta terça-feira (27), com raios vulcânicos iluminando uma grande nuvem escura de cinzas que descia pelas encostas. A atividade ocorre um dia depois de autoridades guatemaltecas relatarem explosões de diferentes intensidades no local. Vídeo: Ciclone na Índia faz dezenas de milhares evacuarem a costa e deixa destruição, após ventos de 135 km/h Arco-íris duplo, raios e tempestades: Veja imagens finalistas de concurso de fotografia climática Segundo a Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred), as explosões observadas em 26 de outubro produziram colunas de cinzas que chegaram a 4.700 metros acima do nível do mar. As nuvens se deslocaram principalmente para o sul e sudoeste, alcançando uma distância aproximada de 20 quilômetros. Em imagens de drone divulgadas pelo The Weather Channel, um grupo de turistas observam a atividade vulcânica de uma montanha próxima. Algumas das explosões provocaram estrondos e avalanches de material vulcânico que desceram principalmente pelas ravinas Seca, Ceniza e Las Lajas. Também houve registro de queda de partículas finas de cinza em comunidades como Panimaché, Morelia, Santa Sofía, La Rochela e Ceilán, entre outras áreas próximas ao complexo vulcânico. Initial plugin text Raios durante a erupção As imagens da AfarTV mostram uma das explosões ocorridas em 27 de outubro. Durante a erupção, descargas elétricas aparecem dentro da coluna de cinzas, enquanto material vulcânico é lançado acima da cratera e começa a descer pelas encostas íngremes do Fuego. O chamado raio vulcânico ocorre quando partículas de cinzas e fragmentos de rocha colidem durante uma erupção e acumulam cargas elétricas. Quando essas cargas se descarregam, produzem os flashes que podem ser vistos dentro da nuvem. A AfarTV destacou que as imagens mostram uma nuvem de material vulcânico descendo pelas encostas e que a aparência pode lembrar os estágios iniciais de uma corrente de densidade piroclástica, uma avalanche veloz e rente ao solo composta por uma mistura escaldante de gases vulcânicos, cinzas, pedra-pomes e fragmentos de rocha. No entanto, segundo a própria equipe, as imagens não permitem determinar se houve a formação de um fluxo piroclástico sustentado durante a erupção. Vulcão é monitorado constantemente Localizado nas proximidades da cidade de Antígua, o Fuego é um dos vulcões mais ativos da América Central. Suas erupções frequentes podem produzir colunas de cinzas, bombas vulcânicas incandescentes e avalanches de material. A atividade do vulcão é monitorada continuamente pelo Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh), que acompanha explosões, emissão de cinzas, atividade sísmica e outros riscos associados ao fenômeno. O vulcão Fuego, na Guatemala Reprodução / AfarTV De acordo com a Conred, a atividade observada na noite e na madrugada também apresentou incandescência na cratera. O órgão mantém o monitoramento em coordenação com o Insivumeh e autoridades locais. As autoridades alertaram ainda que as chuvas registradas durante a tarde e a noite na região podem provocar lahars, fluxos de lama e detritos vulcânicos. A Conred recomenda que as comunidades próximas ao Fuego acompanhem as informações oficiais, sigam as orientações das autoridades locais e comuniquem situações de emergência. Apesar dos riscos, a atividade do Fuego também atrai visitantes interessados em observar as erupções. A câmera utilizada pela AfarTV para registrar as imagens fica a cerca de oito quilômetros do topo do vulcão, em uma propriedade turística que oferece vista para a montanha. Segundo a equipe, em algumas ocasiões é possível até ouvir as explosões no local, o som chega aproximadamente 26 segundos depois de o clarão da erupção ser observado.
  •  

Partidos e Tarcísio defendem resultado das urnas que deu vitória a Lula após carta golpista de Flávio


Os partidos União Brasil, PSD, MDB, PSDB, PT, PC do B, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT defenderam o resultado da eleição no domingo que deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado nas urnas, divulgar duas versões de uma carta de teor golpista. Na primeira, Flávio se autointitula “presidente eleito” do país. Na segunda, atribui a si a condição de "líder do Brasil. Em ambas, o senador levanta, sem provas, acusações contra o resultado das urnas. Repercussão: Ministros do STF e TSE veem 'vexame' em carta de Flávio e defendem não alimentar crise artificial Em meio à crise provocada por fuga de Flávio: Moraes autoriza visita de Valdemar Costa Neto a Bolsonaro O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que, apesar de entender a “indignação” de Flávio, o caminho é “respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”. Tarcísio é aliado do ex-presidenciável e considerado possível candidato do centro e da direita nas próximas eleições. Ele afirmou em nota divulgada à imprensa que o momento exige "responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte". "A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia", diz o texto enviado pelo governador. Partidos de esquerda divulgaram uma nota conjunta em que afirmam que o país não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático e que o candidato derrotado “fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça”. No texto, afirmam que Flávio “buscou abrigo” junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “atuou abertamente para interferir” no pleito brasileiro e que “a contestação do resultado não se sustenta”. As siglas disseram ainda que “não é a primeira vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar a vontade das urnas”, citando a trama golpista que levou à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O Brasil não é quintal de ninguém, e a vontade soberana do povo brasileiro será respeitada”, diz a nota assinada por PT, PC do B, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, divulgou nota à imprensa afirmando que a democracia é “um valor inegociável” para o partido. “Ela não depende de quem vence ou perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas”, diz, em nota. O dirigente também afirma que a eleição no domingo “transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado”. “Nesse momento é essencial que as instituições sejam maiores que as pessoas. Passada a eleição, é hora de encerrar a disputa e pensar nos enormes desafios que se colocam diante do nosso país”, diz. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, diz que o partido reafirma nota divulgada na segunda-feira em que cumprimenta Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, além de desejar um “bom governo a toda sua equipe” e também reitera o “compromisso com nossa democracia”. “Tenho certeza que nossos parlamentares e governadores eleitos seguirão defendendo os bons projetos e manterão a relação republicana com o governo federal, em defesa do objetivo comum a todos nós, que é o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar da nossa população”, afirma, em nota. Presidente do PSDB, Aécio Neves classificou como “absolutamente imprópria” a carta divulgada pelo ex-presidenciável e disse que a atitude dele é “inacreditável e inaceitável”. —As eleições terminaram, o papel de quem perde é fiscalizar o governo e atuar na oposição e não buscar, através de um artifício, criar qualquer desestabilização institucional no país. Para o PSDB, a democracia é valor absoluto e tudo depende dela. Nós atuamos dessa forma, não apoiamos a candidatura do Lula, mas respeitamos o resultado da eleição— diz. O perfil do MDB no X (antigo Twitter) compartilhou mensagem na qual reafirma a "total confiança no sistema eleitoral brasileiro" e, portanto, "na legitimidade do resultado do pleito do último domingo". O prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou ao GLOBO que reconhece o resultado das eleições presidenciais e que caberá aos parlamentares de partidos adversários ao governo Lula fiscalizar as ações do presidente eleito. — Prevalece aquele que o TSE declarou eleito. Cabe agora ao Lula governar buscando corrigir os rumos, principalmente da economia, e à oposição fiscalizar e cobrar o cumprimento das promessas — disse Nunes. Dentro do próprio PL, partido de Flávio, o ex-coordenador da campanha presidencial do bolsonarista, o senador Rogério Marinho (RN), disse não ser possível se falar em fraude eleitoral por não haver provas neste sentido. — O PL não pode fazer essa afirmação (de fraude eleitoral), nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido — disse Marinho, em entrevista no Senado.— Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é o que está na sua manifestação oficial, ele se autodenomina como líder, o que é um fato. Ele é um líder do Brasil — disse ele. Também aliado de Flávio, o pastor Silas Malafaia disparou nesta quarta-feira uma mensagem pelo aplicativo WhatsApp em que chama os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos”. O comentário, obtido pela equipe da coluna Malu Gaspar, foi uma reação à carta de Flávio. "Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu Silas Malafaia. “ (Donald) Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro, atribuiu a carta com teor golpista de Flávio a uma "ação política". "Que existe um arbítrio por parte do Alexandre de Moraes não tenho a mínima dúvida. Quanto a possibilidade de fraude deveria ser investigada dentro do possível. Quanto ao resto é pura ação política", escreveu ele, em mensagem ao GLOBO. Líder do governo Lula na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirma que o governo recebeu com “total perplexidade a gravidade” da manifestação de Flávio e acusa o adversário de tentar propor um “levante” no país. Ele diz que o senador busca “levantar suspeição sobre o funcionamento das instituições brasileiras na comunidade internacional”. — Entendemos que é o momento de haver um grande movimento em defesa da democracia e soberania brasileira. Não deve ser um movimento feito somente pelos apoiadores de Lula, mas todos os partidos políticos, inclusive que apoiaram Flávio e já reconheceram o resultado das urnas, e entidades representativas da sociedade — diz. O deputado afirma que é preciso que demais partidos políticos, integrantes do Judiciário e da sociedade civil se posicionem repudiando a manifestação de caráter golpista de Flávio. Ele diz que não se pode permitir que uma “narrativa irresponsável que pode trazer consequências graves ao país possa ser disseminada, a nível nacional, fique impune”. Pimenta também afirma que a atitude de Flávio “ultrapassou todos os limites” e é uma ação de “traição à pátria” que exige uma resposta “contundente”. Nesta quarta-feira, o presidente do TSE, Nunes Marques, divulgou uma nota em defesa da legitimidade das eleições e do respeito à vontade dos eleitores. Embora não tenha mencionado Flávio nem a carta, o magistrado afirmou que todos os questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos. "Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes", afirmou Nunes Marques. O presidente do tribunal também destacou que as eleições transcorreram dentro da normalidade, apesar da instabilidade registrada na reta final da votação do segundo turno. "Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos", declarou. Flávio foi derrotado nas urnas no domingo, mas recebeu 59.826.041 votos dos brasileiros. Neste ciclo eleitoral, o PL fez as maiores bancadas da Câmara e Senado. Foram eleitos os irmãos Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Jair Renan (PL-SC), além da madrasta Michelle Bolsonaro (PL-DF).
  •  

Toffoli rejeita ação de Flávio Bolsonaro contra Janones por ofensas nas redes sociais


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quarta-feira uma queixa-crime apresentada pelo senador e candidato derrotado `presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o deputado federal André Janones (Avante-MG) por uma série de ofensas publicadas nas redes sociais durante a campanha eleitoral. Na decisão, Toffoli considerou que as manifestações, embora grosseiras e desrespeitosas, estavam protegidas pela imunidade parlamentar por terem ocorrido no contexto de uma disputa política entre adversários ideológicos. Flávio havia acusado Janones de cometer cinco crimes de injúria em publicações feitas no Instagram entre março e junho deste ano. Nos vídeos, o deputado chamou o senador de "bandido", "ladrão", "vagabundo", "miliciano", "idiota", "babaca" e "verme", além de se referir ao grupo político do parlamentar como "bandidagem" e "quadrilha". Ao analisar o caso, Toffoli reconheceu que as declarações tinham caráter ofensivo, mas concluiu que estavam diretamente relacionadas à atuação política dos dois parlamentares. "Resta saber se as expressões grosseiras e desrespeitosas por ele empregadas para se referir ao querelante encontram-se ou não ao abrigo da imunidade parlamentar material", afirmou o ministro na decisão. Para Toffoli, o fato de Janones e Flávio integrarem campos políticos adversários e de as manifestações terem ocorrido durante a campanha presidencial é determinante para o reconhecimento da proteção constitucional. "Nesse ponto, é mister consignar que o querelante e o querelado são partidários de correntes ideológicas rivais, e que as ofensas foram perpetradas no contexto de um polarizado debate político-eleitoral. Essa circunstância atrai a incidência da imunidade parlamentar material", escreveu. Na ação, Flávio sustentava que Janones havia ultrapassado os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, transformando críticas políticas em ataques pessoais. Segundo a defesa do senador, as publicações tinham como objetivo atingir sua honra e desgastar sua imagem perante o eleitorado. Os advogados argumentaram ainda que o comportamento do deputado não era isolado, mas fazia parte de uma estratégia deliberada de ataques ao então candidato à Presidência da República. Em uma das publicações citadas no processo, feita em março, Janones afirmou que seria necessário intensificar os ataques a Flávio para garantir a vitória de Lula nas eleições. — Vou pra cima, vou descer o nível, vou ser sensacionalista, vou quebrar o pau, vou fazer o que tiver que fazer. Mas, essa corja não volta pro poder — disse o deputado no vídeo reproduzido na ação. Em outra publicação, de abril, Janones convocou apoiadores a integrar um grupo de mobilização política contra Flávio, afirmando que pretendia recrutar cem mil pessoas para enfrentar o adversário e combater o que classificava como notícias falsas. A defesa de Flávio pediu que o deputado fosse condenado pelos cinco crimes de injúria, com agravantes pelo fato de as ofensas terem sido dirigidas a um funcionário público em razão de suas funções e divulgadas nas redes sociais. Também solicitou uma indenização mínima de R$ 20 mil por danos morais, valor que seria destinado a uma instituição de caridade.
  •  

Partidos de centro reagem a carta de Flávio Bolsonaro nos EUA e reafirmam legitimidade da vitória de Lula


Partidos como MDB e PSD reagiram à carta golpista divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente derrotado nas eleições deste ano. Em comunicados divulgados à imprensa e nas redes sociais, as siglas reafirmam a legitimidade da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sinalizam respeito ao resultado. Eles evitaram, porém, comentar a fuga do filho de Jair Bolsonaro do Brasil aos Estados Unidos, depois de ser intimado a entregar o passaporte, e a consequente tentativa de colocar em dúvida a vontade popular expressa nas urnas. "O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo", escreve o partido que ocupou três ministérios no governo Lula, mas teve maioria pró-Flávio no segundo turno. O presidente da sigla, deputado federal Baleia Rossi, não concedeu entrevista. Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD que participou do pleito como candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, do mesmo partido, reencaminhou uma nota em que "cumprimenta o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e deseja um bom governo a toda sua equipe". Ele também não fez outras declarações públicas. A carta de Flávio alega, sem apresentar qualquer indício concreto, que houve fraude nas eleições deste ano. A tese infundada passa pelo pedido de extensão do tempo de votação, também pedido pelo PL em algumas cidades devido ao mau tempo e acatado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a partir de uma petição da coligação do petista. Um levantamento do g1 mostrou que apenas 35.521 votos foram registrados após as 17h no domingo, número que ainda engloba eleitores que já estavam dentro dos portões das seções eleitorais e teriam o direito garantido em qualquer circunstância. Lula venceu Flávio por uma diferença de 4,4 milhões de votos. Numa primeira versão da carta, o senador se autodeclarou "presidente eleito" do Brasil, trecho modificado depois para "líder". Ele está em solo americano desde a manhã, depois de atravessar a fronteira com a Argentina e viajar num jatinho particular rumo a Miami, na Flórida, com parada no Equador.
  •  

Lucro da Microsoft cresce 32% e atinge US$ 36,63 bilhões no trimestre


A Microsoft registrou lucro líquido de US$ 36,63 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027, alta de 32% ante o registrado no mesmo período do ano anterior. O lucro por ação saiu de US$ 3,72 no último ano para US$ 4,92. No critério ajustado, o lucro por ação ficou em US$ 4,89. O lucro operacional da gigante de tecnologia veio 21% acima do reportado no mesmo trimestre fiscal de 2026, atingindo US$ 45,9 bilhões. A receita da companhia avançou 19% no período, para US$ 92,3 bilhões. Os resultados da Microsoft vieram acima das expectativas do mercado. Analistas consultados pela FactSet esperavam que a companhia reportasse lucro ajustado de US$ 4,71 por ação no primeiro trimestre fiscal, sobre receita de US$ 90,62 bilhões. A receita da Microsoft Cloud somou US$ 63,9 bilhões, melhora de 30% no comparativo anual. A receita da Azure, plataforma de computação em nuvem da empresa, avançou 48%. Analistas esperavam crescimento de 44,3% na receita da plataforma. O desempenho é acompanhado de perto pelo mercado, já que os investidores querem evidências de que a demanda por serviços de nuvem voltados à IA continua forte apesar do elevado nível de gastos. A receita em “dispositivos e consumo” foi de US$ 15,5 bilhões, queda de 3%. O faturamento de “busca e publicidade”, excluindo os custos de aquisição de tráfego, aumentou 12%, enquanto a receita de conteúdos e serviços do Xbox diminuiu 2%. Já a receita de “Windows OEM e dispositivos” diminuiu 22%. A Microsoft retornou US$ 10,2 bilhões aos acionistas na forma de dividendos e recompras de ações durante o primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, encerrado em 30 de setembro. “Estamos oferecendo maior capacidade, escolha, controle e eficiência de custos para os clientes em toda a nossa estrutura”, afirmou Satya Nadella, presidente do conselho e CEO da Microsoft, em carta aos acionistas. “Ao ajudar as organizações a desenvolverem e dominarem sua própria inteligência, além de conquistar a confiança por meio da segurança e proteção de agentes, estamos traduzindo nossa inovação em uma crescente adoção e impacto no mundo real em todos os setores.” Amy Hood, vice-presidente executiva e diretora financeira da Microsoft, ainda acrescenta que a companhia teve um início forte de ano fiscal, destacando a receita do Microsoft Cloud. “Os resultados superaram as expectativas em receita, lucro operacional e lucro por ação.”
  •  

Tarcísio diz 'entender indignação' de Flávio após carta golpista, mas cobra 'respeito ao resultado' e 'responsabilidade'


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), divulgou um posicionamento nesta quarta-feira (28) no qual afirma que, apesar de entender a "indignação" de Flávio Bolsonaro (PL), o caminho é "respeitar o resultado das urnas e seguir em frente". "A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente. O momento exige responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte, capaz de exercer seu papel. É assim, respeitando o processo democrático e trabalhando dentro das instituições, que vamos fortalecer o sistema de freios e contrapesos que sustenta a nossa democracia", diz o texto enviado pelo governador. Nesta quarta, após chegar aos EUA, Flávio publicou duas versões de uma carta com teor golpista. Na primeira versão, o senador se dizia o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil após ser derrotado por uma diferença de 4,4 milhões de votos para Luiz Inácio Lula da Silva. Já na segunda, qualificou a si como "líder do Brasil". Ambas as versões citam, sem provas, a existência de uma fraude nas urnas. Para aliados do governador, a fuga de Flávio deixa Tarcísio “naturalmente fortalecido” como possível líder da direita. Na segunda-feira, um dia antes de cruzar a fronteira para a Argentina, Flávio falou em liderar a oposição contra Lula e disse que não sairia do país. Na carta divulgada nesta quarta, Flávio também anunciou que pretende comandar a oposição ao governo petista a partir do exterior. No documento, ele se dirige a quem votou nele e diz que será a "voz e a liderança livre da nação". Parlamentares e políticos próximos a Tarcísio ouvidos pelo GLOBO afirmam que a fuga repentina de Flávio causou “desconforto” porque soou contraditória com o que ele mesmo havia sinalizado no dia anterior, ainda que haja uma “compreensão” de alguns de que ele estaria apenas se protegendo de uma provável decretação de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas as mesmas fontes afirmam que, com o senador longe, recairá sobre Tarcísio a expectativa de comandar uma oposição contra Lula dentro do Brasil, e que o episódio reforça o nome dele para disputar a presidência em 2030. Uma pessoa próxima ao governador diz que isso não virá de maneira fácil, e já espera atritos com a família Bolsonaro, devido ao histórico. A militância mais ligada ao bolsonarismo chegou a chamar Tarcísio de “traidor” quando ele apoiou a Reforma Tributária do governo Lula, em 2023, por exemplo, ou quando aplaudiu Alexandre de Moraes durante um evento em dezembro de 2025, no qual Lula também estava. Pavimentar esse caminho para se cacifar o candidato da direita no próximo pleito, diz outro aliado, exigirá “esforço e diálogo com a família Bolsonaro” para evitar “atritos”, avalia outra fonte. Nas redes sociais, o movimento “Tarcísio 2030” já começou. Nos últimos dois dias, surgiram dezenas de páginas de apoiadores, apócrifas, conclamando em prol do governador como candidato a presidente na próxima eleição. No vídeo no qual Tarcísio reconhece o resultado da eleição e prega oposição a Lula, há vários comentários de seguidores usando expressões como “Tarcísio presidente” e defendendo que ele seja o candidato. A possibilidade de Tarcísio concorrer ao Planalto não é uma novidade, e antes de Flávio ser consagrado o candidato ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2026, o governador era um dos mais cotados. Durante a campanha, Tarcísio fez uma campanha com aparições públicas pontuais com Flávio no primeiro turno e, a partir do segundo turno, embarcou com mais assiduidade no “projeto Flávio”: organizou eventos para o candidato do PL em São Paulo, gravou vídeos e áudios para a propaganda de TV e rádio, e até viajou o país para participar de eventos com o senador. Um dos compromissos que Flávio fez tanto publicamente para seus eleitores, quanto nos bastidores para Tarcísio, foi que, se eleito, ele pautaria o projeto de fim da reeleição para presidente, o que abriria portas para que o chefe do Palácio dos Bandeirantes concorresse em 2030.
  •  

De banco a sede do Legislativo do Rio: Revista revisita história e transformações do Edifício Lúcio Costa


Inaugurado em 1965 para abrigar o Banco do Estado da Guanabara, o edifício Lúcio Costa — em homenagem ao arquiteto e urbanista brasileiro, antes de se tornar um dos endereços do Legislativo fluminense, o local foi construído para abrigar um banco. Inaugurado em 1965 para receber o Banco do Estado da Guanabara. Desde 2021, quando passou a concentrar a sede administrativa da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), como o edifício é uma torre imponente de mais de 30 andares no Centro do Rio, a população carioca rapidamente o apelidou de "Alerjão". Essa trajetória é o tema da reportagem de capa da edição de outubro da Revista Agência Alerj, publicação produzida pela Subdiretoria-Geral de Comunicação Social. Rota recalculada: Aliados defendem autonomia de Douglas Ruas no Governo do Rio após derrota de Flávio Bolsonaro Ondas de calor na menopausa: Estudo da Fiocruz aponta alternativa sem hormônios O texto percorre a história do edifício, suas características arquitetônicas e as adaptações feitas para acomodar os setores administrativos da Assembleia. A reportagem também aborda a relação do imóvel com o Palácio Tiradentes, sede histórica do Parlamento fluminense, que integra a memória política do estado. Revista Agência Alerj Reprodução A violência contra a mulher é outro tema da edição, em uma entrevista com a atriz, empresária e ativista Luiza Brunet. Ela fala sobre sua trajetória profissional e a importância de ampliar a discussão sobre a violência doméstica. O assunto divide espaço com uma reportagem sobre o câncer de mama, que reúne relatos de mulheres em tratamento e aborda o diagnóstico, o acolhimento e os desafios relacionados à autoestima durante o enfrentamento da doença. Fachada do Edifício Lúcio Costa Thiago Lontra/ ALERJ Acidente: Ponte Rio-Niterói fica interditada após caminhão tombar no sentido Rio O patrimônio histórico e as manifestações culturais também aparecem entre os assuntos da revista. No Palácio Tiradentes, a exposição “Cidades Líquidas: arte em aquarela e café” reúne 30 obras do artista francês Jérôme Poignard. Outra reportagem acompanha a preservação das tradições musicais de Conservatória, enquanto uma terceira aborda o reconhecimento de estabelecimentos tradicionais como patrimônio estadual. Reportagens legislativas Na área legislativa, a revista trata da Lei estadual 11.334/26, que institui a Política Estadual de Prevenção e Combate a Fraudes Processuais Eletrônicas e ao golpe do falso advogado. A reportagem explica como funciona esse tipo de fraude e apresenta as medidas previstas para ampliar a conscientização da população e prevenir os crimes. A edição impressa da revista pode ser adquirida de forma gratuita pelo público na sede da Alerj. 'Quem matou Rosalina?': Assassinato de portuguesa no RJ por ex-deputado será julgado e vira tema de podcast Multiplicação de espécies: Condições do tempo contribuem para que cariocas convivam com sons de esperanças, grilos e rãs em pleno território urbano Initial plugin text
  •  

Vasco anuncia renovação com Ramon Rique até 2030


O Vasco anunciou nesta quarta-feira a renovação do meia Ramon Rique, de 19 anos, até deembro de 2030. O "cria" do Colina estreou pelo clube em abril, na vitória por 3 a 0 contra o Olimpia (PAR), pela Copa Sul-Americana, e vem agradando torcida e comissão técnica. "Vasco acerta a renovação de contrato com Ramon Rique até dezembro de 2030. ✍️💢 #CriaDaColina, o volante chegou ao Gigante da Colina em 2020 e fez sua estreia como profissional nesta temporada", informou o clube. Initial plugin text O jogador fez 23 jogos com a camisa do cruzmaltino. Ele marcou o primeiro gol no profissional na goleada por 5 a 0 diante do Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro.
  •  

Em meio à crise provocada por fuga de Flávio, Moraes autoriza visita de Valdemar Costa Neto a Bolsonaro


Em meio à crise política provocada pela saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do país após a derrota nas eleições presidenciais, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira a visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O encontro está marcado para esta quinta-feira, das 9h às 11h. A autorização ocorre em um momento de tensão no entorno do ex-presidente, após Flávio deixar o Brasil nesta terça-feira, um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes por determinação de Moraes. A saída do país ocorreu dois dias após a derrota do senador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições. Na segunda-feira, Valdemar reconheceu oficialmente a vitória de Lula, contrariando a posição inicialmente adotada por Flávio, que anunciou que pediria a anulação do segundo turno. Embora tenha aceitado o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente do partido cobrou esclarecimentos sobre medidas adotadas pelo governo federal às vésperas da votação, classificadas por ele como "eleitoreiras". Além de autorizar a visita de Valdemar, Moraes permitiu a entrada de um funcionário da empresa Claro na residência de Bolsonaro, também nesta quinta-feira, entre 14h e 18h, exclusivamente para realizar reparos no serviço de internet. Segundo a decisão, o técnico deverá passar por vistoria prévia. Celulares e outros aparelhos eletrônicos que não tenham relação com o serviço deverão ficar sob a guarda dos policiais responsáveis pela segurança do imóvel. O ministro determinou ainda que a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e o Núcleo de Custódia da Polícia Militar sejam comunicados imediatamente para a adoção das providências necessárias. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar sob restrições impostas pelo STF. As visitas ao ex-presidente dependem de autorização judicial e devem respeitar as medidas de segurança estabelecidas pela Corte.
  •  

Nervoteste desafiará empresários no G4 Valley


Quanto tempo o dono de uma empresa perde resolvendo problemas que poderiam estar nas mãos de sua equipe? Essa é a provocação que a Auddas levará ao G4 Valley 2026, entre os dias 29 e 31 de outubro, no São Paulo Expo. A consultoria atua ao lado dos donos de empresas nas áreas de estratégia, governança, gestão e capital e, na ocasião, apresentará o Nervoteste, um desafio de reflexo e concentração no qual os participantes terão 10 segundos para tentar controlar situações de pressão semelhantes às enfrentadas na rotina empresarial. A iniciativa parte de um problema recorrente entre pequenas e médias empresas: a dependência excessiva do proprietário para decisões operacionais, aprovações, pagamentos e resolução de problemas. Segundo a Auddas, essa dificuldade aparece em mais de 73% das empresas atendidas pela consultoria, mesmo entre aquelas que já possuem equipes estruturadas. Durante o Nervoteste, os participantes precisam demonstrar reflexo e pulso firme enquanto uma tela apresenta perguntas relacionadas à administração dos negócios, como "Você ainda precisa aprovar tudo?", "Se você parar, o caixa para?", "Quem resolve quando dá problema?" e "Quantas decisões ainda passam por você?". Enquanto isso, o cronômetro estará rodando. O desempenho dos participantes será acompanhado por um placar atualizado em tempo real durante os três dias do evento. O visitante que registrar o melhor resultado de cada dia receberá um smartwatch. Também haverá brindes para os demais participantes, incluindo objetos antiestresse, ampulhetas e kits executivos, conforme a participação nas atividades propostas pela empresa. Após o teste, os empresários poderão conversar com especialistas da Auddas sobre as atividades que ainda dependem diretamente deles, o tempo consumido por essas tarefas e as possibilidades de reorganizar a gestão. A proposta é identificar problemas operacionais e financeiros que possam ser assumidos por uma estrutura profissional de gestão, permitindo que os proprietários concentrem sua atuação nas decisões relacionadas ao crescimento do negócio. Para Julian Tonioli, CEO da Auddas, a dificuldade de delegar a operação continua presente, mesmo em empresas que já alcançaram determinado porte. "É muito comum encontrar empresários que construíram negócios bem-sucedidos, contrataram equipes e continuam envolvidos em praticamente todas as decisões. O dono acaba passando boa parte do dia resolvendo questões de caixa, cobrança e pagamentos, quando deveria estar pensando em como fazer a empresa crescer. Queremos provocar essa discussão de uma maneira diferente", afirma. Segundo Tonioli, a atuação da Auddas consiste em assumir, junto com os empresários, responsabilidades de gestão, planejamento e execução, com acompanhamento contínuo dos resultados. "O empresário precisa ter segurança de que a empresa continuará funcionando sem depender dele para tudo. Nosso trabalho é organizar a gestão e participar da execução. Quando isso acontece, o dono consegue dedicar mais tempo às decisões que realmente precisam dele", explica. A participação no G4 Valley também integra o posicionamento da Auddas como uma empresa que acompanha a execução das decisões de gestão, em vez de se limitar à elaboração de diagnósticos e recomendações. O G4 Valley 2026 tem expectativa de receber cerca de 15 mil visitantes, principalmente empresários e executivos em cargos de liderança. A Auddas estará presente durante os três dias, no estande M06.
  •  

Indústria do petróleo é dominada por homens e terceirizados e paga mais aos brancos, mostra estudo


A indústria de petróleo e gás nas bacias de Santos, Campos e do Espírito Santo tem uma força de trabalho predominantemente terceirizada e masculina, além de desigualdades salariais por gênero e raça. É o que mostram dados inéditos do Boletim Anual do Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores, elaborado no âmbito do licenciamento ambiental federal pelo Ibama. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
  •  
❌