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O tamanho do estouro nas contas do governo depois das eleições

O Instituto Fiscal Independente (IFI), uma instituição do Senado criada para escrever relatórios e traçar cenários sobre as atividades do Governo, está entregando um importante pacote de informação sobre o que foi mesmo que o Governo Lula gastou nas eleições e o que, por consequência, terá que ajustar ainda este ano depois que o Congresso aprovar o Senado.

Em grandes números, o IFI que usou os valores oficiais e estimativas de gastos do próprio governo, Dotações no SIGA Brasil, Relatório de Avaliação e Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre (portanto, até agosto) e do Banco Central chegou à conclusão de que o estouro no caixa em 2026 e o que vai estourar em 2027 somam R$ 186 bilhões.

Quanto devemos

Portanto, se o presidente chamasse sua equipe e perguntasse o custo da eleição nesse e no primeiro ano do novo mandato, seria esse número. Porém, tem um “fiado” que Lula comprou que, segundo o IFI, chega a mais de R$ 134,2 bilhões, que é a conta do que continuará em 2028, 2029 e 2030. Portanto, em todo o novo período de governo.

Um “pendura” de R$ 320 bilhões fora o custo do subsídio dos juros contidos no programa Novos Indústria Brasil (NIB) que até o final do ano deve aportar nas empresas mais R$ 140 bilhões assusta qualquer pessoa minimamente preocupada com as contas públicas. A contribuição do IFI é interessante porque foi feita com dados públicos de documentos oficiais, o que não dá margem para contestação.

Estouro real

Está escrito que este ano, o estouro real deve ser de R$ 50,2 bilhões, com os gastos de R$ 36,2 bilhões com o subsídio aos combustíveis; R$ 6 bilhões de aportes a fundos garantidores; R$ 5,8 bilhões do reajuste do Bolsa Família e R$ 2,8 bilhões em renúncias fiscais.

Tem mais R$ 78,5 bilhões. Foram os R$ 30 bilhões do Move Brasil I, R$ 14,5 bilhões do Move Brasil II, R$ 12 bilhões do Brasil Soberano e mais R$ 22 bilhões de programas como Desenrola Adimplentes, FIES, empréstimo às companhias aéreas, mais R$ 1 bilhão para capital de giro das aéreas e R$ 9 bilhões para projetos de desenvolvimento tecnológico.

Divulgação
Fachada do Banco Central do Brasil - Divulgação

Sem efeito

Difícil imaginar se R$ 1 bilhão para capital de giro na TAM, GOL e Azul tem algum efeito na ponta. Mas arrancar além desse valor mais R$ 4 bilhões de recursos públicos mostra o poder de pressão delas. Então, somando tudo, chegasse a um estouro de R$ 129,2 bilhões. Esse é o exato valor do problema ou do que custou a eleição de Lula.

Mas o problema é que, no calor da emoção, o Lula entendeu de fazer um “fiado” para o novo governo e contratou mais R$ 56,7 bilhões para 2027. O reajuste do Bolsa Família agregou mais R$ 23,4 bilhões ao orçamento do programa em 2027. Lembra das canetas emagrecedoras do SUS, do Desenrolar 3 e do Pé de Meia Universitário? Eles vão custar R$ 18,9 bilhões.

Débito futuro

Porém, a conta prossegue com o perdão do MEI e do PIX MEI e a renegociação das dívidas dos MEIs, que somam R$ 4,5 bilhões. Elas serão somadas aos R$ 5,2 bilhões que o governo vai deixar de arrecadar com as Bets e com o atraso do Imposto Seletivo da Reforma Tributária, que vai ficar para 2028.

O problema é que benefícios como o perdão das dívidas do MEI, o novo PIX MEI e os novos benefícios terão que ser incorporados aos orçamentos de 2028, 2029 e 2030. Eles terão que incluir valores de R$ 45,1 bilhões. Ou seja: o novo governo tem um “fiado” de R$ 134 bilhões.

Poder de pagar

O governo tem como pagar? Não! Vai ter que ter e, se não tiver, tem que sacar no cheque especial da Secretaria do Tesouro Nacional emitindo mais títulos públicos como as famosas LFT, LTN e NTN-B (títulos remunerados pelo IPCA).

Essa é uma coisa de que as pessoas não se dão conta. Quando o governo gasta mais, tem que ir ao mercado financeiro e tomar dinheiro emprestado.

Credibilidade

Quando o governo vai bem, os bancos imploram para emprestar, baixam os juros, aceitam receber títulos de mais de cinco anos e disputam os empréstimos nos leilões.
Quando o governo está encalacrado como o atual, o banco faz beicinho, diz que não aceita a taxa, quer um título com prazo de dois anos. E como o governo tem que pagar os compromissos, aceita o desaforo.

Juros na alta

O problema é que no governo Lula 3 vem aceitando desaforo do banco a ponto de ter aumentado o tamanho da dívida pública em mais 10,2 pontos percentuais até agora. Ela chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, somando cerca de R$ 11,1 trilhões, segundo dados do Banco Central.

Um país como o Brasil dever R$ 11,1 trilhões; com a economia que tem, não seria motivo de grandes preocupações. O problema é o prazo de pagamento dos títulos que ele emite. O diabo é que hoje, 16,75% vencem em 12 meses, mais 16,59% em 24 meses e outros 15,69% em 36 meses.

Cheque especial

Ou seja, o Brasil está no cheque especial. Na verdade, apenas 25,90% de nossa dívida tem prazo de mais de cinco anos. Quando se compara com países equilibrados (a Áustria emitiu um título com prazo de 100 anos e o Japão com 40 anos em média), os prazos são de 10, 15 e até 20 anos, com o banco pedindo “pelo amor de Deus” que o governo venda títulos públicos.

E como tudo o que é ruim pode piorar, no Brasil o banco quer saber quanto vai ganhar. Em agosto, 40,71% dos títulos eram remunerados com taxa prefixada e apenas 33,13% com taxa flutuante. Ou seja, se os juros baixarem, o governo não se beneficia porque teve que aceitar um título que o credor (que negociou com juros altos) vai receber com base num juro alto.

Mal humor grande

A razão da reclamação dos analistas e economistas é que o Governo Lula “peita” o mercado no discurso e não conversa sobre ajustar as despesas. E essa angústia chegou a um nível tal que quando Flávio Bolsonaro prometeu cortar as despesas, o mercado apostou tudo nele.

Hoje se sabe que ele dificilmente faria grandes cortes. Porém, ele tinha “boa vontade” do mercado, que, quando ele venceu no primeiro turno, baixou a taxa de juros futuros em 2%. O problema é que a conversa não se sustentava e ele acabou prometendo quase tudo o que Lula havia prometido de benesses; feitas as contas, Flávio ficou igual, sem ter o repertório de Lula.

Então, quando ele “deu lavrando” e se mandou para os Estados Unidos, o mercado ficou ainda mais frustrado com a estúpida aposta nele e exige um ajuste antes do Natal que dificilmente Lula anunciará.

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Importação de insumos para indústria. - Divulgação

Números da indústria

A participação de bens estrangeiros no mercado brasileiro voltou a bater recorde e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2003, de acordo com o estudo Coeficientes de Abertura Comercial (CAC), divulgado pela CNI nesta quarta-feira (28).

Em 2025, o coeficiente de penetração das importações alcançou 28,3%, um aumento de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao ano anterior. O levantamento também destaca o recorde no uso de insumos importados pela indústria brasileira e o aumento da parcela da produção industrial destinada ao mercado externo.

O ganho de espaço dos importados ocorreu em um cenário de estabilidade na produção da indústria nacional e de menor dinamismo na procura interna. A proporção de insumos industriais importados usados pelas fábricas brasileiras também atingiu recorde em 2025 e chegou a 25,8%. Esse é o segundo ano consecutivo em que o indicador bate recorde, após também ter atingido nível inédito em 2024. Muito ruim.

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Feira do Morar Bem em Caruaru. - Divulgação

Imóveis de Caruaru

Começa hoje em Caruaru a Feira de Imóveis de Caruaru,que vai até 1º de novembro, na Estação Ferroviária. O evento reunirá 19 construtoras e imobiliárias e contará com um estande do Governo do Estado para orientar o público sobre o programa, que já soma 6.529 aprovações no município.

O Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida será um dos destaques. Em Caruaru, das 8.679 unidades habitacionais disponibilizadas na modalidade, 2.147 ainda estão disponíveis, distribuídas em 58 empreendimentos. Com mais de 29 mil famílias aprovadas, o Morar Bem Pernambuco tem recursos garantidos para 2027.

Infratores ambientais

Um levantamento do Greenpeace Brasil sobre o primeiro turno das Eleições de 2026 mostra que foram eleitos 38 representantes com alguma autuação do Ibama. Juntos, eles receberam 78 infrações que somam R$ 102,2 milhões.

A maior parte dos 38 infratores ambientais eleitos está nas assembleias estaduais: são 20 deputados estaduais (52,6%), com 50 infrações registradas ao todo; 2 para vice-governador e 1 para governador, com 1 infração cada.

Na Câmara dos Deputados, são 10 parlamentares, com 16 infrações. No Senado, foram eleitos 6 infratores ambientais, incluindo suplentes, com 10 infrações ao todo. Quanto aos partidos, o Partido Liberal (PL) lidera a lista, com 9 eleitos infratores ambientais.

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Empresas hoje no Simples Nacional poderão duplicar faturamento - Divulgação

Simples Nacional

Mais de 270 mil pedidos de opção pelo Simples Nacional para 2027 foram indeferidos pela Receita Federal, segundo balanço divulgado. Ao todo, o órgão recebeu 469.498 solicitações, das quais 199.161 foram deferidas e 270.337 ainda apresentam pendências que impedem o enquadramento.

As empresas nessa situação têm até 30 de outubro para regularizar os problemas apontados e tentar garantir a entrada ou o retorno ao regime a partir de janeiro.O número chama a atenção porque há mais pedidos indeferidos do que aprovados.

Segundo a Receita, as solicitações com pendências ainda podem ser regularizadas dentro do prazo legal. O prazo para solicitar a opção pelo Simples terminou em 15 de outubro.O impacto, porém, vai além da forma de recolher impostos. Empresas que montaram orçamento, preços e projeções para 2027 considerando o Simples podem ter de rever essas contas caso não consigam concluir o enquadramento.

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Senai Pernambuco oferece vagas para cursos gratuitos; matrículas neste sábado, 6 - DIVULGAÇÃO

Via SENAI

O Via SENAI, plataforma de empregabilidade do SENAI Pernambuco, contabilizou, entre 2020 e 2026, mais de 13 mil vagas divulgadas, 100 mil candidaturas, 22 mil currículos cadastrados e 2 mil empresas participantes. A ferramenta ganha novas funcionalidades, como agendamento de entrevistas pelo aplicativo e acesso das empresas ao banco de currículos. As melhorias atendem a demandas das próprias organizações para facilitar o recrutamento e a seleção de profissionais.

Comprar comida

Levantamento revela que 59% dos consumidores apontam despesas com alimentação entre as que mais comprometem o orçamento; a terceira e quarta semanas do mês são as mais difíceis para 41% dos entrevistados. Quando o dinheiro pode não ser suficiente, 29% reduzem gastos não essenciais e 22% buscam renda extra;75% dos entrevistados afirmam planejar os gastos antes do início do mês frequentemente. Os gastos essenciais estão entre os principais desafios para fazer o dinheiro durar até o fim do mês.

Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revela que alimentação e supermercado estão entre as despesas que mais pesam no orçamento para 59% dos brasileiros, seguidas por moradia, aluguel ou financiamento (40%) e contas da casa (32%). Nesse cenário, 41% dos entrevistados apontam a terceira e a quarta semana como os períodos mais difíceis para equilibrar as finanças, enquanto 13% afirmam enfrentar dificuldades durante todo o mês.

Gestão

A Associação Geral da Reserva do Paiva prevê encerrar 2026 investindo aproximadamente R$ 6 milhões no bairro, único planalto de Pernambuco. Os recursos vão para a operação e a zeladoria do lugar, incluindo manutenção, segurança, monitoramento e serviços essenciais.

 

 

 

© Divulgação

Ministro Dario Durigan da Fazenda.
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Com bom humor e enorme capacidade de interação, Eduardo Paes Mendonça criou um jeito próprio de ajudar a construir, na retaguarda, a marca Bompreço

O empresário Eduardo Paes Mendonça, que nos deixou nesta terça-feira tinha como marca o bom humor e a capacidade de se aproximar e fazer as pessoas se aproximarem dele, o que usava como estratégia de ação como empresário e no próprio Bompreço, onde entrou para cuidar da retaguarda da rede.

Ele cuidou do dia a dia da central de distribuição, da segurança, das compras de material, da embalagem, das obras e dos veículos. E foi ali que treinou o olhar para oportunidades de negócio enquanto era face do grupo que tratava com os fornecedores de serviços que davam lustro à imagem do Bompreco.

E nessa área, quem o conheceu e trabalhou para a rede sabe que Eduardo era um parceiro agradável, divertido e criativo, mas duro na negociação.

Pouca gente sabe, mas ele foi o autor de uma mudança importante no varejo de supermercados quando passou a exigir das grandes indústrias que entregassem as encomendas de grande porte diretamente nas lojas sem que elas fossem enviadas da Central de Distribuição, na Caxangá.

A lógica era simples e eficiente. Se uma cervejaria mandava para a CD dezenas de carretas que, pelo volume, teriam que ser recebidas e depois enviadas para a loja, por que não envia direto para as maiores lojas?

Isso começou com as cervejarias que passaram a enviar para as grandes lojas e hipermercados um caminhão com todo o pedido. Na verdade, a compra era a mesma, a negociação de preços era a mesma, apenas a entrega saía direto para a loja.

Claro que as cervejarias reclamaram. Mas aí entrou o jeito de Eduardo de conversar e processar o novo sistema que ele e sua equipe haviam desenhado. Virou padrão para o setor.

Foi uma mudança interessante porque, num tempo em que cerveja se vendia em embalagens de vidro de 600 ml e os refrigerantes em volume de 290 ml, as indústrias logo passaram a aproveitar o caminhão para receber os vasilhames vazios. Funcionou para os dois lados.

Eduardo, por sua vez, criou uma área de recepção de vasilhames das lojas no estacionamento que recebiam o crédito para os produtos que iriam comprar.

Ele levou esse aprendizado que depois virou empresário do setor de gráfica acompanhou de perto a transição da clássica do saco de papel para as sacolas plásticas que se tornaram padrão.

Esse contato com o setor gráfico, quando adquiriu a gráfica que fornecia embalagens e que tinham o Bompreço, teve momentos divertidos: o grupo comprava embalagens de outras empresas em função dos preços, o que fazia dizer aos clientes da gráfica que seu cliente mais duro na cotação de preços era João Carlos Paes Mendonça.

Ele continuou sua vida empresarial com a fábrica de elevadores, com a qual fez parceria com a Hyundai, onde o jeito de fazer negócios no Bompreço virou uma marca quando entrava na negociação.

O empresário seguiu os passos do irmão João Carlos Paes Mendonça na área de ação social, criando instituições para proteção de pessoas a partir de seu próprio exemplo de vida, seguindo uma ação diferenciada.

Talvez essa seja sua maior marca como empresário e fruto do aprendizado nas áreas de distribuição, segurança, compras de material e embalagem. Ele viu negócios onde pouca gente percebia e ocupou o espaço.

Sempre com a marca do bom humor que era como sempre era lembrado. Talvez porque tenha percebido na construção de sua personalidade que começar uma conversa de forma respeitosa garante metade da possibilidade de sucesso.

Por isso, a sua partida para o "andar de cima" dá uma saudade danada. 

 

© Acervo da família

Eduardo Paes Mendonça deixa uma trajetória que passa pelo Bompreço, pela Intergraf e pela criação da Casa Sorrir, no Recife
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Relatório do Banco Central faz ressonância para diagnosticar a crise da inadimplência nos bancos, mas não prescreve nenhum remédio

Divulgado nesta terça-feira (27), o Relatório de Atividade Financeira produzido pelo Banco Central diz que o Sistema Financeiro Nacional vai bem obrigado. Ele continua contribuindo para a resiliência do capital, mas o aumento das despesas de provisões tem pressionado a rentabilidade. Dito num português mais simples. O negócio bancário no Brasil é muito bom, mas a inadimplência obriga o controlador a guardar dinheiro para quem não paga em dia.

O documento revela que, no primeiro semestre, a rentabilidade do SFN recuou, sobretudo em razão do menor resultado de instituições públicas, como BB, Caixa e Banco do Nordeste, entre outras, que precisaram aumentar as despesas de provisão, frente a um cenário de maior materialização de risco.

Eficiência operacional

O BC diz que a eficiência operacional do SFN manteve-se estável diante da expectativa da materialização do risco de crédito e da desaceleração do crescimento do crédito bancário, em especial em modalidades de maior spread.

Mas num estudo especial, o relatório coloca uma luz sobre um tema muito importante relacionado ao aumento da inadimplência, que, como se sabe, chegou ao maior nível desde o início da série histórica. O documento diz que, a partir de 2025, as instituições financeiras a definir os critérios utilizados para determinar o momento de baixa a prejuízo, produzindo efeitos sobre os indicadores de inadimplência das carteiras de crédito.

Valores perdidos

E que até dezembro de 2024, a distribuição dos valores perdidos ficava na faixa entre 301 e 360 dias de atraso, classificada como prejuízo. Mas a partir de 2025, com a alteração na política dos bancos, as operações em atraso permanecerão por mais tempo em seus ativos, contribuindo para a elevação da inadimplência observada.

E aí, o relatório revela uma coisa bem interessante: a inadimplência também teria aumentado na ausência das mudanças regulatórias. Estima-se que, em junho de 2026, a taxa de inadimplência seria inferior caso os critérios de prejuízo vigentes até 2024 tivessem sido mantidos.

Baixa do crédito

Ou seja, os resultados sugerem que a alteração dos critérios de baixa a prejuízo afetou principalmente o nível da inadimplência observada e isso afetou a dinâmica de crescimento dela.

Na prática, isso quer dizer que se os bancos não deixassem os débitos nos seus balanços por até um ano, a taxa de crescimento já seria perceptível há mais tempo. Mas aí o nível de inadimplência em 2025 e 2026 acabou ficando tão alto que não deu mais para segurar nas bem escritas notas explicativas do balanço. Isso não quer dizer que os bancos perderam mais dinheiro, mas usaram o tempo que podiam para declarar PT, o que no balanço não provocou perda da rentabilidade.

Dvulgação
Endividamento das famílias no Brasil é preocupante - Dvulgação

A crise continua

Mas essa revelação não resolve o problema da inadimplência. A piora atingiu todas as modalidades no primeiro semestre. Em quatro delas, o indicador alcançou o maior patamar da série: cartão de crédito (chegou a 13,2% e fechou junho em 12,7%), crédito rural (10,3%), veículos (8,5%) e consignado (5,0%). No crédito pessoal não consignado, a taxa é de 14,9%, a mais alta entre as linhas, mas ainda abaixo do pico de 16,5% registrado em 2016.

Forte inadimplência

O problema é que a dificuldade na trajetória de crescimento da inadimplência ocorre com aumento na participação de modalidades de crédito mais caras para os tomadores, especialmente para os de menor renda.

O relatório revela que isso já vem acontecendo desde dezembro de 2023 e pegou a população de menor renda, em particular, a com renda de até dois salários mínimos. O aumento da participação das modalidades de cartão e de crédito não consignado foi ainda mais intenso.

Superendividamento

É um quadro muito ruim. E embora na sua linguagem hermética o Banco Central revela estar estudando adotar medidas macroprudenciais voltadas às linhas de maior risco para “reduzir o superendividamento”.

Isso quer dizer que o Banco Central vai exigir prudência mais dura para determinadas modalidades e um acompanhamento mais próximo da capacidade de pagamento dos tomadores. Isso quer dizer que financeiras e instituições de pequeno porte não poderão sair catando freguês para contratar crédito na rua. Mas o relatório não traz calendário para as medidas.

Banco mais forte

O BC avalia que “não há risco relevante para a estabilidade financeira” e que os bancos aumentaram as provisões para perdas e mantêm capitais e liquidez confortáveis. Certo, mas toda essa avaliação é boa para o banco. Ninguém acha que o robusto Sistema Financeiro Nacional corra qualquer risco.

Não é isso. Quem risco corre é o tomador que não vê horizonte para sair da crise, mesmo com programas como o Desenrola. E espera alguma ação que lhe dê prazo sem que o banco aplique todas as regras escritas em letrinhas que catapultam a dívida quando acontece o atraso.

Até agora não apareceu.

Divugação
Riomar Eventos recebeu mais de 250 mil pessoas no espaço dentro do shopping. - Divugação

Destino de experiências

Em 2026, o RioMar Recife se consolidou como um destino de experiências com a inauguração da nova área gourmet e de entretenimento, o Rooftop, e com o início da operação do RioMar Eventos, nova área projetada para oferecer versatilidade, conforto e estrutura de alto padrão para os mais diversos formatos de eventos.

Com 2.700 metros quadrados, o Rooftop, localizado no Piso L3, foi inaugurado em fevereiro deste ano e conta com vista panorâmica e privilegiada da cidade, integrando gastronomia e entretenimento com restaurantes renomados na capital pernambucana e operações de lazer.

Com agenda cheia ao longo de 2026, a nova área vai fechar o ano com 78 eventos sediados, com a circulação de mais de 250 mil pessoas no espaço. Para 2027, a área já conta com mais de 70% da taxa de ocupação preenchida, entre eventos comercializados e em negociação.

Apostas em Flávio

Um estudo econométrico feito pelo IBEVAR – FIA Business School analisando o primeiro turno da corrida presidencial revela que a votação do dia 4 de outubro foi diretamente responsável por metade da histórica queda de 116 pontos-base registrada na curva de juros futuros (DI para janeiro de 2029) no pregão seguinte. O levantamento analisou 94 pregões entre junho e outubro de 2026 para isolar o "ruído eleitoral" dos fundamentos puramente macroeconômicos.

O resultado aponta que, dos 115,6 pontos-base de recuo no dia 5 de outubro, cerca de 59 pontos foram motivados pelo recuo de 4,4% do dólar. Contudo, uma fatia expressiva de 51 pontos-base caiu por pura reação ao resultado das urnas, refletindo o alívio imediato na percepção de risco político por parte dos investidores.

Adesão ao Simples

Nesta sexta-feira (30) é a data-limite para regularizar pendências e pedidos de adesão ao Simples Nacional para 2027. É o fim do período para escolher se o IBS e a CBS serão recolhidos dentro do Simples ou pelo regime regular no primeiro semestre do próximo ano.

Segundo balanço divulgado pela Receita Federal em 16 de outubro, mais de 401 mil solicitações de adesão ao Simples Nacional haviam sido indeferidas por pendências, reforçando a importância de os empreendedores verificarem sua situação fiscal.

SIR Investimentos

A SIR Investimentos se integrou à rede de parceiros do BTG Pactual. Fundada na Paraíba e com atuação também em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, a empresa mantém R$ 3,7 bilhões sob custódia e aposta na nova parceria para ampliar a oferta de serviços financeiros, fortalecer sua presença regional e atrair novos clientes e profissionais do setor.

Fundado em 2007, em João Pessoa, pelos empresários Sérgio Guedes, Rodrigo Guedes e Igor Zaccar, o escritório, liderado pelo CEO da SIR, Sérgio Guedes,conta com cerca de 50 profissionais e cinco unidades físicas, localizadas em João Pessoa, Recife, Natal, Caruaru e Mossoró.

Black da GAV

Primeiros empreendimentos da GAV Hotéis e Resorts a entrar em operação no Nordeste, o Porto 2 Life | GAV Hotéis e Resorts e o Porto Alto | GAV Hotéis e Resorts, ambos em Muro Alto, estão entre as apostas da rede na Black Friday.

Moda Mangue

Nesta terça-feira (27) e até 9 de novembro no Riomar Shopping, a feira reúne 80 expositores com produtos que valorizam o trabalho manual, a criatividade e a diversidade da produção artesanal. Entre os destaques desta edição estão a bolsa sereia, da Moda Mangue, confeccionada a partir de redes de pesca, e a possibilidade de personalizar bolsas e acessórios da Malvim. O evento que tem entrada gratuita acontece no piso L3.

Comtel Climatização

A pernambucana COMTEL Climatização conquistou o 32º Prêmio Destaques do Ano SMACNA Brasil, uma das principais premiações nacionais dos setores de climatização e engenharia termoambiental. A empresa venceu na categoria Melhor Obra Nova/Conforto, com os sistemas de climatização executados no Novotel Recife Marina e no Recife Expo Center. A cerimônia de premiação será realizada no dia 12 de novembro, em São Paulo.

Mercado de enxovais

Com abertura dentro de alguns dias, no Plaza Shopping, a Donare Home chega ao mercado recifense com uma proposta voltada ao segmento de cama e banho de alto padrão. A operação terá projeto arquitetônico assinado por Ana Neri e ocupará uma área de 38m². O diferencial está na curadoria de produtos conduzida pela proprietária, Gabriella Donato, que reúne enxovais de qualidade e uma linha própria de aromas. O portfólio da loja terá preços a partir de R$99, com foco em consumidores que valorizam conforto, qualidade e sofisticação nos ambientes domésticos.

Juliana Bonamin

A Mondelz International anuncia a executiva brasileira, Juliana Bonamin, como Presidente da Mondelz Ibéria, operação que abrange Espanha e Portugal. A executiva assume o cargo a partir de janeiro de 2027, tornando-se a primeira mulher a ocupar essa posição na história da companhia na região. Com mais de 20 anos de experiência no setor de bens de consumo, Juliana está na Mondel?z Brasil há seis anos.

Reforma Tributária

A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) em parceria com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Conselho Regional de Contabilidade de PE (CRCPE) e Sescap/PE, e a Accape e Ascont promove nesta quarta (28) o debate sobre o projeto Reforma Tributária pelo Brasil em Caruaru. No Centro de Convenções do Senac - Caruaru. Inscrições pelo http://reformatributaria.unifenacon.org.br/

Famílias empresárias

O PORTE, círculo privado de acionistas, CEOs e famílias empresárias fundado pelo pernambucano André Farias, realiza no dia 29 de outubro, no Recife, uma edição do Family Day Future Leaders. Na mesa, três empresas familiares de longa trajetória: EZTEC, Florense e Randon. Anna Zarzur.

Mateus Corradi, presidente da Florense e terceira geração da família, conversa com Isabelle Randon, da RandonCorp, sobre a continuidade dos negócios entre gerações. Finalmente, Ana Maria Diniz, primogênita de Abilio Diniz, encerra a conversa.

 

 

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O endividamento das empresas no Brasil cresceu em 2026.
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