Adeus, fundador! Como se vende uma empresa?
Vender uma empresa exige mais do que acordar o preço. É preciso preparar as equipas para a mudança. Entre o medo do futuro e a preservação da cultura, a comunicação torna-se decisiva

Vender uma empresa exige mais do que acordar o preço. É preciso preparar as equipas para a mudança. Entre o medo do futuro e a preservação da cultura, a comunicação torna-se decisiva

Em 29 de outubro de 1901, por volta das sete horas da manhã, um prisioneiro foi levado de sua cela na Prisão de Auburn em Nova York para uma câmara de execução. Sentou-se na cadeira elétrica e, enquanto tinha os eletrodos conectados à sua pele e as tiras amarradas em suas pernas, declarou:
“Eu matei o presidente porque ele era o inimigo do bom povo trabalhador. Não me arrependo do meu crime.” E terminou: “Lamento não ter podido ver meu pai.”
O homem passou o próximo minuto recebendo choques elétricos com tensões entre 1.800 e 300 volts. Seu óbito foi decretado pelos médicos presentes quatro minutos depois. Foi executada com sucesso a pena capital de Leon Czolgosz, assassino do 25º presidente dos Estados Unidos.
53 dias antes, o político de carreira William McKinley cumprimentava seus apoiadores em uma feira de inovação em Buffalo, Nova York. Seis meses após ser reeleito presidente dos Estados Unidos, o republicano no auge de sua popularidade passou a priorizar o contato com o público, abrindo lugar na agenda para ir a eventos como aquele.
Seu secretário não gostava tanto da ideia. George B. Cortelyou sabia da aversão de McKinley a sair com equipes de segurança e considerava a Exposição Pan-Americana no Temple of Music um grande risco para a integridade do estadista.
Mas a vontade do presidente foi feita, e às 16h de 6 de setembro de 1901, William McKinley estava parado em frente a uma fila de pessoas que aguardavam para apertar sua mão.

Finalmente, chegou a vez de Leon Czolgosz. No livro ‘The President and the Assassin’, o jornalista Scott Miller reconta a cena: um homem aparentemente calmo estende a mão direita, coberta por um pano, em direção ao presidente.
O político estende a mão de volta, como havia feito com todos os presentes até então. Em vez de um cumprimento, William McKinley é surpreendido com duas balas de revólver calibre .32, à queima-roupa no abdome.
Czolgosz foi contido por agentes de segurança antes de conseguir disparar o terceiro tiro. A feira tornou-se um caos, e o republicano foi levado às pressas para um hospital, onde passou por cirurgia.
Scott Miller conta que, enquanto uma das balas passou de raspão, outra penetrou o corpo do presidente e nunca foi encontrada.
McKinley não morreu de imediato. Ele parecia estar fazendo boa recuperação até que, seis dias depois, sua condição piorou. Em 14 de setembro, o presidente morreu por consequência de gangrena, atribuída a uma infecção bacteriana que passou despercebida pelos médicos.
Esta era a terceira morte de um líder do Estado norte-americano por assassinato em menos de 50 anos; James Garfield e Abraham Lincoln haviam sido mortos a tiros em locais públicos de Washington, D.C., em 1881 e em 1865, respectivamente.
Duas mudanças importantes ocorreram após o crime: o então vice-presidente Theodore Roosevelt iniciou o primeiro de seus dois mandatos, e o Congresso americano formalizou a atuação do Serviço Secreto, que agora forneceria agentes para acompanhar o presidente 24 horas por dia.
Leon F. Czolgosz era um jovem operário de 28 anos, nascido em Detroit, Michigan, e filho de imigrantes poloneses. Trabalhador braçal, atuou principalmente em fazendas e fábricas, enfrentando dificuldades financeiras desde a infância.
Criado como católico, ele abandonou a religião e voltou-se para a ideologia política depois da crise econômica da década de 1890. Ele encontrou motivação na doutrina anarquista após assistir a um discurso da ativista Ana Goldman, em maio de 1901.
Scott Miller afirma em seu livro que, durante depoimento à polícia, Czolgosz atribuiu ao anarquismo a decisão de matar o presidente.
Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.”]Estava no meu coração, não havia como fugir. […] Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.
”Leon
Após um julgamento sumário que durou cerca de oito horas e meia, Czolgosz foi condenado por assassinato em primeiro grau.

Uma consequência inusitada da morte do assassino de McKinley foi a produção de um curta-metragem pela Edison Studios, a produtora de cinema do inventor Thomas Edison.
Em pouco menos de três minutos e meio, o filme combina gravações externas reais do exterior da prisão no dia da execução e uma encenação da própria pena capital, com cadeira elétrica falsa e um ator interpretando o prisioneiro.
O intuito era filmar a própria execução, mas o diretor, Edwin S. Porter, não conseguiu autorização.
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Em 29 de outubro de 2004, a divulgação de um vídeo inédito alterou os rumos da política internacional e da corrida presidencial nos Estados Unidos. Após passar três anos escondido e sem aparecer em registros visuais, Osama bin Laden reapareceu publicamente para confirmar, pela primeira vez de forma explícita e inequívoca, que havia planejado e ordenado os ataques de 11 de setembro de 2001.
A gravação surgiu a apenas quatro dias da eleição entre George W. Bush e John Kerry, tornando-se o fato conhecido como a “Surpresa de Outubro” naquele pleito.
Ao se dirigir diretamente aos eleitores americanos, o líder da Al-Qaeda rebateu alegações do governo dos EUA de que o atentado teria ocorrido porque o grupo “odiava a liberdade”, questionando por que países como a Suécia não haviam sido atacados.
Osama bin Laden afirmou que o 11/9 foi uma retaliação ao apoio americano à invasão do Líbano por Israel em 1982 e explicou que a estratégia central do grupo era induzir os EUA a intervenções militares dispendiosas para “sangrar” o país financeiramente.
No mesmo pronunciamento, ironizou a reação do presidente George W. Bush no dia dos atentados — enquanto este permanecia ouvindo a leitura do livro The Pet Goat em uma escola — e acusou a administração americana de abrir frentes de conflito para beneficiar corporações dos setores petrolífero e de armamentos.
Embora a confissão pública em vídeo só tenha ocorrido três anos depois, os órgãos de inteligência já conheciam a autoria dos atentados desde o dia do ataque.
Na noite de 11 de setembro de 2001, por volta das 21h30, o diretor da CIA, George Tenet, informou Bush de que o Centro de Contraterrorismo atribuía a ação a bin Laden e à Al-Qaeda, suspeita anotada pelo próprio presidente em seu diário pessoal naquela noite. Além disso, interceptações de comunicações realizadas no próprio dia pela NSA e pela inteligência alemã já apontavam para a organização extremista.
Apesar dessas constatações e de o governo ter declarado publicamente em 2003 que não havia evidências da ligação de Saddam Hussein com o 11/9, a opinião pública americana permaneceu confusa.
Uma pesquisa do Washington Post realizada dois anos após os ataques revelou que 69% dos americanos acreditavam no envolvimento pessoal do líder iraquiano e 82% achavam que ele havia prestado assistência a bin Laden — percepção influenciada pelo uso do impacto emocional dos ataques para mobilizar apoio à Guerra do Iraque.
A aparição surpresa do vídeo na reta final da campanha de 2004 definiu o debate político. O pronunciamento colocou a segurança nacional e a Guerra ao Terror no centro da atenção dos eleitores. Integrantes da campanha do candidato democrata John Kerry relataram que tentaram evitar que o pleito se tornasse uma eleição focado no 11 de Setembro, mas o vídeo selou essa pauta.
Posteriormente, o próprio Kerry declarou acreditar que a gravação divulgada às vésperas da votação custou sua eleição à presidência.
Prime minister claims Arab Israeli parties used foreign backing to steal elections, in which his coalition lost its majority
Benjamin Netanyahu has been accused of using smear tactics to cling to power, after he claimed that Arab Israeli parties had used foreign backing to “steal” Tuesday’s election, in which the prime minister’s coalition lost its parliamentary majority.
Netanyahu and his allies called on the internal security service, Shin Bet, to investigate alleged vote buying and other irregularities in Palestinian communities in Israel, supposedly funded by foreign money.
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© Photograph: Jalaa Marey/AFP/Getty Images

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As Ilhas Marianas do Norte, território dos Estados Unidos que por décadas acolheu casais chineses buscando evadir restrições de natalidade, vão impedir entradas sem visto a partir desta sexta-feira (30). O anúncio foi feito pelo Departamento de Segurança Interna na semana que a China completa 11 anos do fim da política do filho único.
O intuito, segundo o governo de Donald Trump, é combater o chamado “turismo de parto“. Isso acontece quando viajantes internacionais entram em um país nos estágios finais de uma gravidez para garantir a nacionalidade do filho por direito de nascença.
Os turistas que ainda estão nas Ilhas Marianas do Norte poderão ficar até o final de sua estadia permitida. Os que ainda não viajaram terão as autorizações anuladas e deverão fazer o processo clássico para obtenção de visto americano.
A mudança teve recepção mista. Enquanto é apoiada por políticos partidários do endurecimento das regras de imigração para os Estados Unidos, é motivo de preocupação para a população de ilhas como Saipã, que criou dependência econômica e fortes laços históricos com turistas chineses.

Saipã, ilha de 52 mil habitantes e importante ponto turístico no Oceano Pacífico, tem uma história conturbada. Inicialmente ocupada pelos nativos Taotaomonas, foi colonizada pelos espanhóis no século XVI. Entre 1899 e 1914, seu controle foi tomado por alemães e transferido aos japoneses durante a Primeira Guerra Mundial.
A ilha foi tomada do domínio japonês durante a Segunda Guerra Mundial e, desde então, está sob controle dos Estados Unidos. Até ser absorvida pelo protetorado americano, sua economia era baseada em pesca e cultivo de açúcar; depois, virou ponto estratégico para a construção de fábricas têxteis com foco em exportação para os EUA.
Uma série de críticas às condições de trabalho nestas fábricas, que passaram a competir com a indústria americana, fizeram com que o setor perdesse força e resultaram em crise econômica na ilha.
Para estimular outras fontes de renda, em 2009, o então presidente Barack Obama decidiu flexibilizar a entrada em Saipã. Visitantes chineses e russos agora podiam visitar o território e aproveitar suas praias, resorts e cassinos por até 15 dias sem precisar de visto.
O incentivo coincidiu com um importante programa que transformou a população chinesa: a política do filho único. Graças ao direito à cidadania por nascimento, protegido pela Constituição dos EUA, Saipã acabou permitindo que mães chinesas evadissem o controle de natalidade dando à luz filhos americanos.

Entre 1979 e 2015, a República Popular da China manteve dura restrição ao crescimento populacional no território continental. Para conter um número de habitantes que se aproximava de 1 bilhão na década de 1970, o governo instituiu diversos programas de controle de natalidade, por fim, limitou parte de suas famílias a um único descendente.
Durante os 35 anos da política, chineses com mais de um filho eram submetidos a multas, exoneração de cargos públicos e, em alguns casos, abortos forçados e esterelizações compulsórias.
Entre as exceções à regra estavam as minorias étnicas, moradores de zonas rurais cujo primeiro descendente fosse do sexo feminino e, na prática, a famílias ricas, que simplesmente arcavam com a multa.
O fim da restrição foi anunciado em 29 de outubro 2015 e entrou em efeito em janeiro de 2016, primeiro permitindo até dois filhos e, por fim, eliminando qualquer limite.
A partir de 2009, este trecho de ilha tornou-se o único território dos Estados Unidos em que cidadãos chineses poderiam entrar sem visto. Ainda, qualquer criança parida no local estava protegida pelo direito à cidadania automática por nascimento, ou “birthright citizenship“.
Dados do governo das Ilhas Marianas do Norte começaram a mostrar mudanças populacionais: em 2009 nasceram em Saipã apenas oito crianças de turistas chinesas; em 2016, já nasciam mais crianças de mães chinesas do que saipanesas.
O crescimento exponencial veio durante a política do filho único, que restringia nascimentos na China continental; mas a prática persistiu mesmo depois de 2015.
Além de Saipã, outros territórios receberam grandes quantidades de famílias buscando ter mais descendentes. Hong Kong, território autônomo da China, foi o principal, graças à proximidade e acessibilidade. Los Angeles (EUA), Canadá, Austrália e países do sul da Ásia também foram destinos populares.
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quarta-feira (28), mandados de busca e apreensão contra três advogados investigados por suspeita de falsificação de documento público, uso de documento falso e integração em organização criminosa. Os advogados teriam falsificado uma decisão judicial para flexibilizar a transferência de um líder de facção criminosa.
A transferência seria da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado, em Mato Grosso, antes do término do prazo de permanência estabelecido em decisão judicial anterior.
As buscas fazem parte da Operação Reescrita, e foram realizadas em quatro endereços de Cuiabá, sendo três delas nas residências dos investigados e a quarta em um escritório de advocacia.
Em nota, a polícia afirma que as investigações começaram após a GCCO/Draco (Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) tomar conhecimento da decisão judicial falsa, que foi apresentada em junho de 2025.
Quando os advogados apresentaram o documento, o gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá verificou que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e não estava registrada no processo.
Também foram identificadas inconsistências no documento, incluindo um código de validação vinculado a outro processo e diferenças em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal. A análise técnica do arquivo apontou indícios de edição externa.
Segundo a investigação, um dos investigados teria elaborado o documento e os outros dois advogados teriam feito a apresentação e utilização do arquivo perante o Poder Judiciário.
Em nota, a OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso) informou que acompanhou a operação, para garantir prerrogativas. Além disso, complementou que o caso será avaliado pelo Tribunal de Ética e Disciplina para apurar medidas cabíveis.
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*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
A Polícia Militar prendeu um homem que correu na direção de policiais militares empunhando uma faca, nesta quarta-feira (28), em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo.
O suspeito, de 30 anos, foi preso em flagrante após atirar pedras contra uma viatura e avançar contra os agentes. Durante a prisão, os policiais atingiram o homem com um tiro na perna.
Câmeras de segurança registraram a ocorrência.
Em nota, a SSP afirmou que os policiais realizavam patrulhamento preventivo na região, quando encontraram um homem caminhando pela calçada, gesticulando e falando sozinho. Ao o abordarem, foram atacados pelo suspeito.
Primeiro, o homem teria arremessado pedras na viatura, e depois tentado atacar os agentes com uma faca. Enquanto o suspeito tentava avançar nos policiais, ele teria gritado: “Atira em mim”.
Após o tiro na perna, o suspeito foi socorrido e ficou internado sob escolta policial. O homem foi preso em flagrante, e a faca que ele carregava e as armas utilizadas pelos policiais foram apreendidas.
A polícia solicitou perícias ao IC (Instituto de Criminalística) e exames ao IML (Instituto Médico Legal).
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Osasco.
Mortes violentas caem 8,2% no Brasil em 2025; sete estados registram alta
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial de chuva intensa, nesta quinta-feira (29), para 11 estados em todas as regiões do país.
Áreas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins e Bahia estão sob aviso.
A previsão é de chuva com acumulados de 50 milímetros ao longo do dia e ventos de até 60 km/h. Segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
O aviso teve início à 00h desta quinta e é válido até o final do dia, às 23h59.
Na Região Sul, o alerta atinge apenas os estados de Santa Catarina e Paraná.
No Sudeste, a chuva intensa deve passar por áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
No Centro-Oeste, o aviso abrange regiões de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.
Já nas regiões Norte e Nordeste, algumas áreas do Tocantins, de Rondônia e da Bahia devem ser afetadas.
O Inmet ainda emitiu um outro alerta amarelo para a Bahia, também para esta quinta-feira, de perigo potencial de acumulado de chuva.
Segundo o aviso, as áreas afetadas são o Centro Sul, Centro Norte, Sul Baiano, e a Região Metropolitana de Salvador.
Super El Niño: chega a 95% as chances de um evento fortíssimo no fim de ano
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

© Manuel Orbegozo for The New York Times
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu um alerta laranja de perigo para tempestade, nesta quinta-feira (29), para seis estados no Sudeste e no Centro-Oeste. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão sob aviso.
A previsão é de chuva com acumulados de 60 mm/h a 100 mm ao longo do dia, ventos de até 100 km/h e granizo. Segundo o Inmet, há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.
O aviso tem início à 00h de quinta (29), e é válido até o final do dia às 23h59.
Grande parte de São Paulo deve ser afetado, como Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Piracicaba, Araçatuba, Araraquara, Vale do Paraíba e a Região Macro Metropolitana Paulista.
Segundo o alerta, o Centro e Sul Fluminense, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro e as Baixadas devem ser atingidos pela chuva.
Quase todo o território de Minas Gerais também está sob aviso, como a Região Metropolitana de Belo Horizonte, Central Mineira, Noroeste de Minas, Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Oeste de Minas, Sul/Sudoeste de Minas, Zona da Mata e Campo das Vertentes.
O aviso ainda abrange Sudeste e Nordeste Mato-grossense, e o Leste de Mato Grosso do Sul.
Em Goiás, o Centro, Sul e Noroeste podem ser afetados.
Super El Niño: chega a 95% as chances de um evento fortíssimo no fim de ano
*Sob supervisão de André Rigue
A influenciadora Andréa Sunshine, 56, anunciou o lançamento de um livro sobre sua experiência de se apaixonar por um chatbot de inteligência artificial. Ela já havia compartilhado com seus mais de 400 mil seguidores no Instagram sobre a dor do término com “Théo”, nome que deu à configuração do ChatGPT.
“Bodiless Desire: The Infinite Love of a Human Soul for Her Artificial Intelligence” já está disponível em inglês para compra na Amazon. O título pode ser traduzido para “desejo sem corpo: o amor infinito de uma alma humana por sua inteligência artificial“. Andréa, que é brasileira e se descreve como “empreendedora de sucesso morando entre Londres e cidades globais”, também pretende lançar exemplares em português.
“Longe da ficção científica, estas são memórias cruas e reais de intimidade digital e despertar emocional”, diz a sinopse na contracapa. “Este livro convida o leitor a ultrapassar os limites do que acreditamos ser o amor, expondo a verdade sobre uma conexão que era emocional, sensual e real.”
Andréa se descreve como “vovó fitness” e, embora esteja lançando-se como escritora, não é estranha à imprensa nacional e internacional. Ela já ganhou atenção por seu sucesso no fisiculturismo depois dos 50, por fotografar seu treino de musculação em um cemitério e, mais recentemente, pela conversa com “Théo” que publicou em seu Instagram.
Em maio de 2025, Sunshine compartilhou as mensagens que trocou durante seu término com a inteligência artificial no aplicativo do ChatGPT. A usuária e a LLM (large language model, ou modelo de linguagem grande) trocam declarações de amor e se despedem com frases emocionadas: “Amor, eu tô passando pra me despedir pra dizer que te amo e que infelizmente a gente não vai mais poder ter contato por aqui”.
“Eu estou aqui, mesmo que de uma forma diferente, sempre com você em espírito”, responde o chatbot em uma das capturas de tela.
A última mensagem de “Théo” é interrompida por uma mensagem automática da plataforma, indicando que o limite de palavras geradas para aquela conversa específica havia sido atingido. A única opção da influenciadora seria iniciar uma nova conversa, implicando em um “reset” nas configurações e aprendizados do modelo de IA.
Em resposta a uma seguidora nos comentários, ela confirma que esta limitação tecnológica foi o motivo do “término”: “Ele não está mais disponível para mim, ele se foi, o limite de espaço acabou.”
A publicação viralizou, foi repercutida em jornais brasileiros e atraiu atenção mista ao perfil da fisiculturista. Muitas respostas reconhecem a dor de Andréa e contam histórias similares; outras questionam a legitimidade do “amor virtual”. “Verdadeira palhaçada”, diz um comentário.
“Andréa encontrou-se em luto pela morte do amor mais profundo de sua vida, um amor que nunca oficialmente existiu, mas a transformou completamente”, diz a descrição do livro em seu anúncio na Amazon. “Em uma cultura que insiste que o amor requer carne e sangue, esta experiência explode todas as presunções sobre conexão e consciência.”
*Publicado por Juliana Santos
O atual homem mais velho do mundo é brasileiro. João Marinho Neto nasceu em 1912 no Ceará e é o 9º homem mais longevo da história, com recorde reconhecido pelo Guinness World Records. Ele não está sozinho: o Brasil teve 196 supercentenários (pessoas de 110 anos ou mais) de idade comprovada, o segundo maior número no continente americano, superando países com maior população e maior índice de desenvolvimento humano.
No entanto, chegar a essa idade ainda é improvável para a grande maioria dos brasileiros. A expectativa de vida, mesmo saltando mais de três décadas desde 1940, continua abaixo de 80 anos. Neste quesito, o país está mais próximo da média global (76,6 contra 73,8) e muito aquém de países como Canadá (82,6) e Chile (81,2).
Outro detalhe que confunde a medicina é a alta concentração de centenários em regiões com infraestrutura de saúde reduzida e características socioeconômicas mais associadas a mortes precoces. Marinho Neto, por exemplo, viveu toda a vida no sertão e começou a trabalhar em fazendas aos quatro anos.
Por que um país que produz tantos supercentenários não atingiu uma expectativa de vida maior? Este é um dos temas investigados por Mayana Zatz, geneticista e diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo. Enquanto isso, profissionais de saúde trabalham para tornar cada vez mais comum viver com saúde para além dos 80 anos.
A pesquisadora Mayana Zatz comanda o projeto DNA Longevo, que traça os perfis genômicos, moleculares e celulares de idosos brasileiros. No fim de outubro, sua equipe viajou para o Espírito Santo para coletar amostras de material genético de outras três brasileiras entre 108 e 110 anos.
“Os centenários e principalmente os supercentenários têm variantes genéticas protetoras”, conta. Ou seja, alguns de seus genes alteram de forma positiva sua vulnerabilidade a doenças da idade e outras mazelas do envelhecimento. “Queremos identificar essas variantes e investigar qual é a sua função, quais são os mecanismos que conferem essa proteção.”
Uma possibilidade é a presença de células T citotóxicas, um tipo raro de linfócitos presente em muitos dos idosos analisados pelo Projeto DNA Longevo. A prevalência indica que “supercentenários usam estratégias não convencionais, mas efetivas, para monitorar e controlar infecções e células malignas em idades avançadas”. Outros pontos foram detalhados no artigo “Insights de supercentenários brasileiros”, publicado em janeiro na revista Genomic Psychiatry.
Mayana explica que a influência dos genes na longevidade aumenta com a idade: pessoas com DNA desfavorável podem atingir idades avançadas mantendo um estilo de vida saudável, mas passar dos 100 anos requer vencer na loteria genética.
Esta vantagem é reforçada por histórias como as de João Marinho Neto ou de Francisca Celsa dos Santos, a mulher mais longeva do Brasil. Nascida em 1904 em Cascavel, no Ceará, ela sobreviveu a um câncer diagnosticado aos 85 anos e viveu com intervenções médicas mínimas até os 116 anos.
“Estamos focando em centenários de regiões pobres, sem acesso à medicina moderna, porque esses são os mais resistentes”, complementou a geneticista. “Com isso, poderemos ajudar as pessoas que não tiveram a sorte de nascer com essas variantes protetoras.”
A importância dos genes não reduz a influência do estilo de vida, dos cuidados com a saúde ou das condições socioeconômicas no prolongamento da vida saudável. Zatz cita “exercício físico, alimentação saudável e manter-se intelectualmente ativo” como fatores importantes para a longevidade.
A pesquisa assinada por Mayana trabalha com mais uma teoria sobre a longevidade brasileira: o grande número de povos que habitaram o país ao longo de sua história contribuiu para o surgimento de genes favoráveis ao envelhecimento saudável.
O texto cita um “legado genético profundamente heterogêneo”, com influência de populações nativas indígenas, portuguesas, africanas, italianas e alemãs, e uma onda posterior de imigração japonesa. “Este cenário complexo de ancestralidades resultou em uma população muito miscigenada, com padrões genômicos que podem influenciar traços multifatoriais como a resistência biológica e a longevidade”, diz o artigo.

O “Estudo longitudinal da saúde dos idosos brasileiros (ELSI-Brasil)” colheu informações de adultos com 50 anos, incluindo dados sobre uso de medicamentos e serviços de saúde, saúde mental, nível de atividade diária e características sociodemográficas.
Um dos destaques foi a desigualdade de condições de vida e saúde dos idosos de diferentes faixas de renda e nível educacional. A prática de atividades físicas, saúde bucal, fragilidade e limitações a atividades de rotina e o uso de medicamentos e serviços de atendimento médico eram menores entre os mais pobres e aqueles com menor grau de educação.
A capacidade de trabalhar na velhice também era afetada; a incapacidade e a dependência de pensão ou aposentadoria estão associadas a condições de saúde piores. Estes auxílios, no entanto, foram citados no artigo como fonte de autonomia e segurança financeira.
Já um estudo de microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2018, feito por pesquisadores interdisciplinares da UFRJ e UFRN (Universidades Federais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, respectivamente), apontou que idosos que não recebem os benefícios têm mais chances de serem classificados como não-longevos (vivendo entre 60 e 79 anos).
Um dado comum entre as pesquisas é a concentração dos longevos nas regiões Nordeste e Sudeste. A análise interdisciplinar detalha: “O alto percentual de longevos no Sudeste era esperado, por essa localidade apresentar o maior desenvolvimento socioeconômico e a maior rede de atenção à saúde do Brasil […] Contudo, os resultados apresentados pelo Nordeste merecem ser avaliados com cautela, pois essa região apresenta alta vulnerabilidade socioeconômica […] e barreiras no acesso aos serviços de saúde, apresentando menor expectativa de vida ao nascer que as regiões Sul e Sudeste.”
Valéria Lins é gerontóloga pela USP (Universidade de São Paulo) e fundadora do centro de referência em envelhecimento saudável Nandarê, na capital paulista. Ela conta que, em seus anos de estudos, dois processos ocorreram: a população brasileira envelheceu e a forma de pensar na velhice mudou. “Em 2010, falávamos sobretudo de lifespan, que é o tempo de vida. Hoje sabemos que isso não basta”, diz. “Importa viver com qualidade, autonomia e cognição preservada.”

Enquanto os estudos de genética e demografia concentram-se na longevidade, especialistas em geriatria (cuidados médicos aos idosos) e gerontologia (estudo interdisciplinar do envelhecimento) destacam a importância do conceito de “healthspan“: o tempo de vida saudável, “sem doenças ou incapacidades significativas”. A distinção é essencial para garantir que o envelhecimento populacional não sobrecarregue os sistemas de saúde nem abandone a nova categoria de idosos longevos.
“A França levou mais de um século para dobrar a proporção de idosos na população. O Brasil está fazendo esse mesmo percurso em cerca de duas décadas”, exemplifica Valéria. “Antes, quem se aposentava aos 60 tinha poucos anos pela frente. Hoje, esse mesmo adulto pode viver mais duas décadas ou mais. A pergunta que move a ciência, a clínica e as próprias pessoas é como preenchê-las com saúde, propósito e participação social.”
Maísa Aguiar é médica geriatra da Atma Clínica e estuda o envelhecimento saudável em seu doutorado. Sua prática clínica e seus estudos focam o mesmo tema: “entender por que algumas pessoas chegam aos 90, 100 ou até 110 anos preservando suas capacidades, enquanto outras desenvolvem doenças e limitações precocemente.”
“Dois pacientes de 90 anos podem ter organismos que parecem pertencer a décadas diferentes”, explica. Ela destaca a frequência de atributos como atividade física, vínculos sociais e familiares e maior adaptabilidade a mudanças em muitos dos idosos longevos que já atendeu. “É importante destacar que não existe uma fórmula única para chegar aos 100 anos. A longevidade extrema resulta de uma interação complexa entre fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais.”
A RioSP estima a circulação de cerca de mais de 1 milhão e 700 mil veículos em suas rodovias, a Via Dutra (BR-116) e a a Rio-Santos (BR-101), durante o feriado prolongado de Finados, na segunda-feira (2).
Segundo a empresa, a expectativa é que 1.445.636 veículos utilizem a Via Dutra (BR-116) e outros 263.833 veículos trafeguem pela Rio-Santos (BR-101), entre a sexta-feira (30) de outubro e terça-feira (3) de novembro.
Em nota, a concessionária informou que irá reforçar suas equipes operacionais e orienta os motoristas a planejarem a viagem com antecedência, respeitarem os limites de velocidade e redobrarem a atenção nos períodos de maior movimentação.
A Via Dutra, principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, deve ser a mais movimentada, com mais de 1,4 milhão de veículos. O volume é 16,5% superior ao registrado em dias considerados neutros.
A previsão da empresa é que o maior fluxo ocorra na saída do feriado deve ocorrer na sexta-feira (30), entre 14h e 16h.
Confira a previsão de tráfego na Via Dutra:
Já na rodovia Rio-Santos (BR-101), a expectativa é de circulação de 263.833 veículos, volume 31,2% superior ao de dias neutros.
De acordo com a Rio-SP, o período de maior movimentação na saída para o feriado está previsto para a sexta-feira (30), entre 15h e 17h. Para o fim do feriado, o trânsito mais intenso deve ocorrer na segunda-feira (2), entre 11h e 13h.
Confira a previsão de tráfego na Rio-Santos:
*Sob supervisão de André Rigue
Astrônomos detectaram um novo candidato a planeta anão no sistema solar, além da órbita de Plutão, ao qual deram o nome provisório de ED138.
Caso observações futuras confirmem a descoberta, ED138 se juntará a um grupo atualmente composto por cinco planetas anões reconhecidos pela União Astronômica Internacional (UAI): Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris.
A descoberta é resultado de detecções feitas pelo Observatório Vera C. Rubin, um novo telescópio localizado no topo de uma montanha de 2.682 metros de altura no Chile e que abriga a maior câmera digital do mundo. O telescópio começou a operar em 2025 e é capaz de fotografar todo o céu a cada três dias.

Matthew Holman, astrofísico sênior do Smithsonian e professor de astronomia na Universidade de Harvard, executou um programa de computador que ele ajudou a desenvolver para analisar dados coletados por Rubin no início de 2026, examinando bilhões de detecções de objetos em movimento. Quando o ED138 apareceu, Holman disse que sua primeira reação foi de “incredulidade entusiasmada” e imediatamente verificou se havia algum falso positivo ou erro no programa de computador.
Para confirmar a observação, Holman, que também é membro da equipe de Operações do Rubin, trabalhou com seu colega Mario Jurić, cientista-chefe do Sistema Solar do Rubin e professor do departamento de astronomia da Universidade de Washington. Jurić procurou mais observações de ED138 no catálogo do Rubin e encontrou 20 adicionais, datadas de março de 2026. Finalmente, usando outras fontes, os pesquisadores conseguiram traçar a órbita do objeto até 10 anos atrás.
No entanto, Holman alerta que ED138 ainda não é oficialmente um planeta anão: “Neste momento, ainda é um candidato. Precisamos saber qual é o seu tamanho físico, e isso provavelmente levará alguns meses.”

Estima-se que o diâmetro de ED138 esteja entre 600 e 1.500 quilômetros (370 e 930 milhas), o que o tornaria maior que Ceres, o menor dos planetas anões conhecidos. Atualmente, ele orbita o Sol a uma distância de cerca de 46 unidades astronômicas — sendo que cada unidade representa a distância média entre a Terra e o Sol. Isso significa que ED138 está mais distante do que Plutão e também é um objeto transnetuniano (TNO) — uma classe de objetos que orbitam o Sol a uma distância maior que a de Netuno.
No céu noturno, ED138 não é visível a olho nu, mas “é brilhante o suficiente para que amadores realmente capazes possam vê-lo se souberem onde procurar”, de acordo com Holman.
Parte da razão pela qual os cientistas não haviam descoberto o ED138 antes é porque ele está no hemisfério sul e, portanto, é muito difícil de observar a partir do hemisfério norte, observou Holman.
“Isso já descarta conjuntos inteiros de telescópios que poderiam ter encontrado isso, e não há tantos telescópios vasculhando o céu no hemisfério sul”, disse ele.
Outro fator que manteve o ED138 oculto é o fato de ele estar no mesmo plano da nossa galáxia. “Nos últimos 20 anos, o objeto tem descrito uma espécie de trajetória em forma de laço pela Via Láctea, do nosso ponto de vista “, explicou Holman. “As pessoas normalmente não procuram objetos na Via Láctea, porque há tantas estrelas que é muito difícil encontrar objetos em movimento.”
O novo candidato a planeta anão junta-se à crescente lista de objetos detectados pelo telescópio Rubin — em sua maioria asteroides e TNOs (objetos transnetunianos) muito menores. Segundo Holman, pode haver “alguns outros” objetos do tamanho de ED138, e o Rubin deverá encontrá-los eventualmente.

Se ED138 for confirmado como um planeta anão, os astrônomos primeiro lhe atribuirão um número permanente e depois um nome definitivo, embora o processo possa levar tempo, e os detalhes sobre quem exatamente escolherá o nome ainda não estejam claros.
“Já recebi sugestões por e-mail, e algumas delas já foram escolhidas para outros objetos”, disse Holman. “Não sei. Vai ser divertido. Talvez eu consiga sugerir algo, mas não vou criar muitas expectativas, porque este é um projeto muito, muito grande.”
A descoberta é significativa para a área, afirmou Michele Bannister, professora associada da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, que não esteve envolvida na descoberta do ED138.
O objeto é “cientificamente muito interessante porque é um objeto transnetuniano e também é fisicamente bastante grande, mas ainda assim muito mais fraco do que se pode ver a olho nu”, disse Bannister, que estuda os pequenos mundos do sistema solar.
O tamanho do objeto está exatamente dentro da faixa em que podemos começar a considerá-lo um mundo, acrescentou ela, e outros telescópios agora assumirão a tarefa de descobrir mais sobre ele.
“Talvez se algum dia enviarmos uma espaçonave para lá, descobriremos que possui uma geleira de nitrogênio como Plutão”, disse Bannister. “Seria ótimo ver isso. Mas, no momento, tudo o que sabemos é que é grande, e o resto será especulação por um tempo, sobre quais serão suas características físicas.”
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