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Olhão promove literacia digital e alerta para a cibersegurança

Dezenas de munícipes participaram, na quarta-feira, 14 de outubro, numa sessão em Olhão dedicada à utilização dos serviços públicos digitais, à cibersegurança e à identidade digital. A iniciativa “Mestres do Digital” decorreu no Auditório Municipal Maria Barroso, numa organização do Município de Olhão em parceria com a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado.

A sessão reuniu participantes de diferentes faixas etárias e teve como objetivo reforçar os conhecimentos sobre as ferramentas digitais disponíveis para aceder aos serviços públicos, bem como sensibilizar para a importância da segurança na utilização das plataformas digitais.

“Esta iniciativa tem em vista sensibilizar todos para as potencialidades do mundo digital”, afirmou Catarina Poço, vice-presidente da Câmara Municipal de Olhão, que destacou a necessidade de conhecer e utilizar as funcionalidades do Cartão de Cidadão, numa altura em que muitos serviços públicos estão disponíveis através de plataformas digitais.

A autarca adiantou ainda que esta foi a primeira sessão do género no concelho e que estão previstos cursos mais avançados, destinados aos interessados em aprofundar os seus conhecimentos.

No final, os participantes tiveram a oportunidade de ativar a Chave Móvel Digital e a assinatura digital, ferramentas que permitem aceder a serviços públicos e realizar procedimentos por via eletrónica.

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Passeio em Cacela Velha revela os hábitos alimentares da época medieval

Os hábitos alimentares das comunidades que viveram em Cacela Velha durante o período medieval vão estar em destaque num passeio de interpretação da paisagem, marcado para domingo, 25 de outubro, que dará a conhecer o que os vestígios arqueológicos revelam sobre os alimentos consumidos e a sua origem.

Integrada na iniciativa “Passos Contados – Passeios Pedestres de Interpretação da Paisagem”, a atividade terá início às 9h30, com ponto de encontro em Cacela Velha, e será orientada pelos arqueólogos Maria João Valente e Hugo Oliveira, professores da Universidade do Algarve, e por Cristina Santos, estudante do curso de Património Cultural e Arqueologia.

Ao longo do percurso, os participantes vão explorar os vestígios de ossos, conchas, sementes e outros materiais encontrados em escavações arqueológicas, que ajudam a reconstruir a alimentação das comunidades locais, desde o período islâmico às possíveis transformações associadas à época cristã.

Os restos identificados apontam para uma alimentação diversificada, que incluía ovelhas, cabras, aves domésticas, animais de caça, peixes e moluscos recolhidos na Ria Formosa. Os estudos de sementes e de outros vestígios vegetais permitem também aprofundar o conhecimento sobre os alimentos de origem vegetal e a sua importância na dieta da época.

O passeio propõe, assim, uma leitura da paisagem de Cacela Velha e da sua envolvente enquanto testemunho dos recursos naturais, das práticas alimentares e das tradições culturais das comunidades que habitaram o território.

Maria João Valente é especialista em zooarqueologia e no estudo das dietas humanas do passado, enquanto Hugo Oliveira se dedica à arqueogenómica e à paleobotânica. Cristina Santos encontra-se a analisar os restos botânicos identificados em Cacela.

A participação é limitada e requer inscrição prévia junto do Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, na Antiga Escola Primária de Santa Rita, através do telefone 281 952 600 ou do endereço de correio eletrónico ciipcacela@gmail.com. Os interessados devem indicar o nome e um contacto.

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