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Hundreds of thousands march across France in protests over schools and policing

Almost 1,000 arrested as police charge crowd in Paris and teargas used to stop protesters reaching other city centres

Hundreds of thousands marched in cities across France on Saturday in largely peaceful protests to support schoolchildren’s demands for more teachers and repairs to dilapidated buildings, as Emmanuel Macron faces a social and political crisis in his final months as president.

The prosecutor’s office in the southern city of Nice said on Sunday that 59 people had been taken into police custody, including 11 suspected of belonging to extreme-right groups. They were alleged to have gathered with the intent of committing violence. Some were arrested in two vehicles with masks, gloves, gas sprays and truncheons, the prosecutor’s office said in a statement to public broadcaster FranceInfo.

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© Photograph: Thibault Camus/AP

© Photograph: Thibault Camus/AP

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Major protests in Paris and other French cities in challenge to Macron – in pictures

Paris march drew 110,000 people, according to police, amid fresh nationwide demonstrations over school funding and cost of living

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© Photograph: Manon Cruz/Reuters

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Caos na Albânia: Luta popular ou revolução colorida?

O que vem sendo mais preocupante para o governo albanês é o fato de que os manifestantes não podem ser descartados como membros de algum segmento social particular.

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A Albânia voltou a aparecer nas notícias nos últimos dias, com manifestações que acabaram culminando com a destruição do Ministério da Educação, mas o processo que levou a este caos se iniciou há alguns meses por causa das negociações em torno à construção de um gigantesco resort de luxo no país, num megaprojeto capitaneado pela Affinity Partners, de Jared Kushner, o agente sionista que é genro de Donald Trump e que, ocasionalmente, atua como seu diplomata ad hoc. Junto a Kushner, neste projeto, havia também capital de três petromonarquias árabes e investidores locais.

O primeiro ponto de dissenso, a fagulha, por assim dizer, deste incêndio, foi o fato de que o projeto seria construído numa área de proteção ambiental, na zona úmida pantanosa da Albânia, que é considerada um paraíso natural onde se nidificam flamingos, pelicanos e outros animais, alguns deles estando ameaçados de extinção. Ainda assim, Kushner conseguiu autorização do governo de Edi Rama para ir em frente com o projeto, bem como a classificação de investidor estratégico, o que lhe permite passar por cima dos regulamentos locais.

O projeto em si deve alcançar a soma de 4.7 bilhões de dólares e seria implementado na ilha de Sazan (outrora uma base militar), na ilha de Vjosa-Narta e na ilha de Zvernec, que também possuem características defensivas. Kushner teria tido a “ideia” e “descoberto” Sazan enquanto viajava no iate de seu amigo Nathan Rothschild, contexto no qual também conheceu o primeiro-ministro albanês.

Os outros parceiros de Kushner na Affinity Parnters são Luis Videgaray, ex-Ministro de Finanças do México, e Elad Gil, um investidor israelense, e o projeto envolve a construção de hotéis, marinas e vilas privadas, num esforço que parece apontar para uma “dubaização” da Albânia.

Desde junho, portanto, quando esses negócios escusos foram revelados, cidadãos albaneses passaram a ir às ruas protestar, com palavras de ordem (“A Albânia não está à venda”) contra Washington e Tel-Aviv e pregando a transformação de Kushner em persona non grata. Os protestos já vinham na sequência de protestos organizados em fevereiro e março por acusações de corrupção contra Edi Rama, bem como pelo fato do primeiro-ministro albanês ter começado uma campanha para que israelenses se mudassem para a Albânia.

O que vem sendo mais preocupante para o governo albanês é o fato de que esses manifestantes não podem ser descartados como membros de algum segmento social particular, sendo em vez disso uma movimentação suprapartidária de todos os setores da sociedade. E as manifestações seguiram, intermitentemente, até agora em outubro, o que aponta para uma insatisfação permanente e difícil de sufocar.

Os protestos mais recentes estão mais focados na juventude e em novos escândalos de corrupção, problemas na educação e tentativas do governo de “forçar” um ingresso na União Europeia, mas a questão do resort de luxo de Jared Kushner permanece em pauta.

É possível analisar o caso do ângulo conspiracionista da “Ilha Epstein”, ainda mais considerando os vínculos da família Rothschild com Epstein e com Kushner, mas talvez um ângulo mais interessante aponte para a geopolítica do Mediterrâneo e o projeto de poder do Estado de Israel.

Israel tem ampliado suas atividades nessa área e expandido a sua presença. Investidores israelenses, por exemplo, têm adquirido em massa propriedades no Chipre e na cidade portuária grega de Kalamata. Quando somamos essas investidas visando propriedades no Chipre, Grécia e agora Albânia percebemos claramente que há um enfoque mediterrâneo oriental nas atividades empresariais paraestatais israelenses. Chama a atenção que se trata, sempre, de ilhas e portos, o que aponta especificamente para a construção de uma estratégia talassocrática por parte do Estado de Israel.

Chama a atenção também, um tema específico da realidade político-social albanesa, que é o fato de que tornou-se prática comum que investidores albaneses, após serem legitimados como investidores estratégicos para garantir a aprovação de projetos de desenvolvimento, revendem as suas participações acionárias por valores ínfimos para outros atores mais obscuros. Em muitos casos, estamos falando aí de esquemas de “laranja” utilizados pela máfia albanesa. Não seria o caso, naturalmente, de Kushner ou das petromonarquias árabes, mas a suspeita levantada atinge os parceiros albaneses desse investimento.

Talvez por isso a repressão violenta dos protestos tenham chamado menos atenção do que em outros lugares. Parece se tratar da autêntica erupção de insatisfação popular num país que há décadas tem sido vitimado por líderes corrupções, máfias perigosíssimas e terroristas brutais.

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Hundreds of thousands march in France as protests take place across Europe – as it happened

French police have made 1,000 arrests and Italian officers have raided homes in Milan, with protests also taking place in Spain and Albania

Jesse, 40, a charity worker from the north of Paris, had turned out for the street march.

She said: “I’m so angry. I’m here to support schoolchildren’s demands for better conditions. I’m so proud of them and we have to stand together.”

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© Photograph: Abdul Saboor/Reuters

© Photograph: Abdul Saboor/Reuters

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Milano, drammatico paradigma di un Occidente sempre meno inclusivo e sempre più diseguale

Milano assurge così a paradigma di un Occidente che esclude ed emargina, privo di prospettive, privo di un’autentica volontà di invertire la rotta, votato più o meno consapevolmente all’autodistruzione.

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Martedì 13 ottobre 2026 – mattina

Salone di rappresentanza del Comune di Milano, tra stucchi e affreschi, una composita schiera degli anziani più abbienti della città premia dei loro pari grado per età e per reddito, in mezzo a un effluvio di parole tanto vuote quanto altisonanti, un imbarazzante racconto di una città immaginaria, che esiste solo nelle chiacchiere dei loro ristretti circoli di amici e conoscenti, è tutta una narrazione di frizzi e lazzi, scoppiettanti meraviglie, luminose eccellenze, immancabili successi, se la suonano e se la cantano tra di loro, in mezzo a un tonitruante profluvio di aggettivi tutti superlativi, anzi, ultra – superlativi, un coretto autoreferenziale parossistico ed entusiastico in cui scambiano –  forse inconsapevolmente – lo specchio dentro cui si rimirano felici e beati per una finestra sulla città.

D’altronde si frequentano abitualmente e assolutamente solo tra loro nell’ora dell’aperitivo e della cena e non riescono a vedere null’altro che loro stessi, anche la cameriera che porta i piatti in tavola è una specie di fantasmatica presenza a suo modo sconosciuta ed evanescente, di cui a mala pena ricordano l’esotico nome peruviano o filippino. Sono i campioni della società neo – schiavile[1], inventata con maestria palazzinara dai maggiorenti politici della città, ogni vagonata di cemento, riversatasi su Milano nell’ultimo decennio in quantità impressionanti, ha avuto effetti sociali dirompenti e deflagranti aumentando il divario sociale, costruendo schiere di poveri, lavoratori a basso reddito e pensionati, con i primi spesso a servizio del sempre più ristretto, ma pur considerevole, cerchio dei benestanti.

Domenica 18 ottobre 2026 – pomeriggio

Come non fosse bastata la guerriglia urbana scatenatasi in piazza Duomo e tutto attorno, a margine della manifestazione di sabato 17 ottobre contro il caro – vita, il caro – carburanti, il prezzo sempre più proibitivo dei prodotti alimentari, le bollette aumentate di un terzo e per ciò stesso sempre più intollerabili, almeno per quella metà di milanesi che a fatica arriva alla terza settimana del mese, ecco che ragazzini a mala pena quattordicenni si danno appuntamento in branco per la domenica.

È rabbia pura, scriteriata e distruttrice, è odio per tutto quello che vedono e da cui sono esclusi. Spaccano e rubano, è un esproprio proletario compiuto da masse di ragazzini che non hanno nessuna consapevolezza di essere proletari, ma che in ogni caso si comportano in questo modo perché non vogliono essere proletari, ovvero l’ultimo gradino di una società pesantemente ingiusta, diseguale, escludente, hanno un istintuale desiderio di uguaglianza, ma non la sanno declinare in nessun modo, anche perché tanto è impossibile, il divario sociale non è colmabile, l’ammissione al ristretto circolo dei possidenti che possono permettersi di comprare e possedere quello che vogliono non li riguarda, purtroppo non tocca neppure tutte e tutti quei milanesi che son scesi in piazza pacificamente il giorno precedente.

Questi ragazzini sono fuori da tutto, vittime di una città e di una società in cui gli abbienti organizzano convegni sull’inclusività, in cui volano paroloni e discorsoni pieni di propositi, i quali terminano appunto all’ora dell’aperitivo.

Sono ragazzine e ragazzini cresciuti nelle periferie invisibili, povere, quelle in cui non arriva la metropolitana e gli autobus e i tram sono stati dimezzati negli ultimi anni, non credono in niente e in nessuno. Si muovono in branco, perché solo dentro il branco dei loro pari riconoscono quel minimo di uguaglianza che non trovano da nessuna altra parte.

Odiano la scuola, perché è vuota, perché non offre prospettive, perché usa parole antiche e a volte incomprensibili, perché i professori sono vecchi e hanno l’età dei loro nonni che stanno a Lima, al Cairo, a Manila, perché studiare molto difficilmente potrà permettere loro di emanciparsi dalla povertà, anzi è certamente inutile, perché tanto sanno già benissimo a dodici anni che i loro genitori non avranno mai i soldi per mandarli all’università.

Disprezzano i loro genitori, li disprezzano profondamente, con una rabbia che spesso cancella ogni affetto. Li guardano consumarsi di fatica per portare a casa il pane della sopravvivenza, donne e uomini italiani e più spesso di tutto il mondo che si alzano alle quattro del mattino, il papà per andare a pulire gli uffici degli abbienti, la mamma per sbrigare fino alle sei del mattino le questioni di casa propria e poi prendere anche lei quel bus che non arriva mai per andare a pulire le case di quegli stessi abbienti, per portare a passeggio i loro cani, per stirare le loro camicie e per preparare la loro cena. Gli uomini lavorano anche nell’edilizia, ogni cantiere è una babele di lingue, nell’urbanistica, là dove si rifanno marciapiedi e strade asfaltate si sente solo parlare arabo, chissà se per appalto diretto o subappalto, o purtroppo, come accade non di rado, per subappalto di un altro subappalto, fanno i custodi dei palazzi in cui gli abbienti a mala pena passando la mattina biascicano loro un annoiato “buongiorno”.

Lo schianto tra la città immaginaria, o per meglio dire reale per una ristrettissima minoranza, e quella reale, o per meglio dire dura e povera per la stragrande maggioranza, ha la violenza delle vetrine mandate in frantumi, così la società, come quei vetri sfondati, collassa senza lasciare margine alcuno di ricomposizione.

Un mondo peggiorato dall’individualismo, un universo  che ha perso ogni spazio sociale e collettivo in cui ritrovarsi e confrontarsi, in cui la fatica e il sacrificio sono visti come la condizione dello sfruttato neo – schiavile, non del lavoratore, anche perché il lavoratore riceve sempre meno diritti e meno rispetto e dunque ha sempre meno dignità.

Una società che coltiva il culto della ricchezza e che (auto)premia e (auto)celebra chi l’esibisce, che marginalizza e giudica negativamente chi da quella ricchezza è escluso.

Una società senza pietà, piena di un’arroganza diffusa e cattiva, che ha elevato l’esibizionismo della ricchezza e il disprezzo per chi non la possiede a massima espressione di giudizio verso le altre e gli altri.

Le ragazzine e i ragazzini delle periferie respirano questo clima tossico in cui l’avere è tutto e l’essere gli è totalmente subordinato.

Respirano la violenza del disprezzo che li marginalizza e a loro volta – come detto – hanno fatto proprio quel disprezzo al punto da riversarlo sui loro genitori, li osservano senza capirli, guardandoli schiacciati dalla fatica quotidiana, inginocchiati davanti all’arroganza e alla prepotenza degli abbienti.

I genitori tristi e sconfortati si interrogano mestamente su una società, quella occidentale, così violenta da aver distrutto qualsiasi valore, qualsiasi rispetto, qualsiasi affetto. Amano i loro figli, cercano di mostrare con il loro impegno quell’amore, ma appunto non sono capiti e non sono ricambiati, maturando indicibile interiore dolore.

È una società divaricata, del tutto frammentata e atomizzata, non vi è assolutamente alcun progetto per la costruzione di una città partecipata e condivisa, non esiste alcuna autentica volontà di una ricomposizione comunitaria.

È la deriva finale di una società priva di autentica empatia, di sincero interesse per il prossimo.

Ora il governo italiano vara leggi per la punibilità dei minorenni, aumenteranno i carcerati dei penitenziari minorili, un muro con le sbarre che terrà nascosta per un po’ una minuscola porzione del disagio sociale e giovanile.

Nulla più.

Milano assurge così a paradigma di un Occidente che esclude ed emargina, privo di prospettive, privo di un’autentica volontà di invertire la rotta, votato più o meno consapevolmente all’autodistruzione.

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[1]      Leggasi quanto già dettagliatamente spiegato in https://strategic-culture.su/news/2025/07/27/beppe-sala-sindaco-di-milano-inventore-della-post-modernita-neo-schiavile/

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