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Homem torna-se avô pela primeira vez aos 92 anos e entra para o Guinness: esperou quase 40 anos pela primeira neta

Tornar-se avô é um momento especial para muitas famílias, mas Normand Tousignant teve de esperar até aos 92 anos para viver essa experiência pela primeira vez. O norte-americano conseguiu um feito invulgar que lhe valeu a entrada para o Guinness World Records, depois de superar em cerca de seis meses o anterior recorde de idade para um homem que se tornou avô pela primeira vez.

De acordo com o jornal espanhol AS, Normand tinha precisamente 92 anos e 24 dias quando nasceu a sua primeira neta, em 2022. Apesar de o acontecimento ter ocorrido há quatro anos, o reconhecimento oficial chegou apenas em 2026, coincidindo com o ano em que completou 96 anos.

Tornou-se pai depois da idade da reforma e esperou décadas para ser avô

A história familiar de Normand Tousignant é marcada por uma paternidade tardia. Juntamente com a mulher, Mary Louise, teve a sua única filha, Kerry, quando ambos já tinham uma idade mais avançada.

Quando a filha começou a frequentar a educação infantil, Normand já estava reformado, uma situação pouco habitual entre os pais das outras crianças.

Apesar disso, o casal acompanhou o crescimento da filha e teve de esperar quase quatro décadas até conhecer a primeira neta.

O nascimento da menina, em 2022, representou o início de uma nova etapa na vida da família e permitiu a Normand alcançar um recorde mundial.

Guinness reconheceu o recorde quando completou 96 anos

O reconhecimento não aconteceu imediatamente após o nascimento da criança. Segundo o Guinness World Records, citado pelo jornal espanhol, foi um dos sobrinhos de Normand que descobriu a possibilidade de apresentar uma candidatura ao recorde.

Depois de analisada a situação, a organização reconheceu oficialmente o norte-americano como o homem mais velho a tornar-se avô pela primeira vez.

A distinção chegou em 2026, ano em que Normand celebrou o seu 96.º aniversário, tornando ainda mais especial uma fase da vida que já estava marcada pelo nascimento da neta.

A filha, Kerry, explicou ao Guinness World Records que sempre valorizou o tempo passado com os pais, sobretudo devido à diferença de idades que os separa.

Cresceu numa família com 17 irmãos e tem 56 sobrinhos

Antes de se tornar conhecido pelo recorde mundial, Normand Tousignant construiu uma carreira profissional na área da psicologia clínica.

Ao longo da vida, desenvolveu também um interesse especial pela leitura, pelos museus e pelos quebra-cabeças, atividades que continuam a fazer parte dos seus passatempos.

A sua história familiar também chama a atenção pelos números. Normand cresceu numa família de 17 irmãos e é atualmente o único sobrevivente dessa geração.

Apesar disso, mantém uma ligação próxima com os restantes familiares, incluindo os seus 56 sobrinhos e sobrinhas.

Foi precisamente um desses familiares que desempenhou um papel importante no reconhecimento do recorde, ao identificar a possibilidade de inscrever Normand no Guinness.

Família mudou de casa para ficar mais perto da neta

Depois do nascimento da menina, Normand e Mary Louise decidiram mudar-se para ficar mais próximos da filha e da neta.

Atualmente, o casal vive numa residência onde recebe regularmente as visitas da criança, permitindo que as diferentes gerações da família continuem a partilhar momentos.

Kerry espera que o pai consiga acompanhar o crescimento da neta durante mais alguns anos e transmitir-lhe alguns dos interesses que marcaram a sua vida.

Entre esses interesses está a paixão pelos livros, que a filha gostaria de ver partilhada entre o avô e a neta.

Aos 96 anos, Normand Tousignant celebra assim não apenas a entrada para o Guinness World Records, mas também a oportunidade de acompanhar uma nova geração da sua família, depois de se ter tornado avô pela primeira vez aos 92 anos.

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Guarda o frango nesta prateleira do frigorífico? Especialistas alertam para risco de contaminação

Guardar o frango no frigorífico parece uma tarefa simples, mas há um erro que muitas pessoas podem cometer sem se aperceberem. Colocar a carne crua na prateleira errada pode favorecer a contaminação de outros alimentos e aumentar o risco de doenças de origem alimentar. Por isso, os especialistas recomendam cuidados específicos na organização do frigorífico.

De acordo com a revista norte-americana Martha Stewart, que reuniu recomendações de especialistas em segurança alimentar, o frango cru pode transportar microrganismos responsáveis por infeções, como a Salmonella. O principal perigo está nos líquidos libertados pela carne, que podem entrar em contacto com alimentos guardados nas proximidades.

Esta é a prateleira mais segura para guardar o frango

Segundo Vanessa Coffman, especialista da organização Stop Foodborne Illness, o local mais indicado para conservar frango cru é a prateleira inferior do frigorífico.

A explicação está relacionada com o risco de contaminação cruzada. Quando o frango é colocado nas prateleiras superiores, os líquidos que eventualmente escapem da embalagem podem escorrer para os alimentos que se encontram por baixo.

Este contacto pode transferir bactérias para produtos que serão consumidos sem passar por qualquer processo de confeção, como frutas, legumes ou refeições já preparadas.

A especialista recomenda ainda que o frigorífico seja mantido a uma temperatura igual ou inferior a 4 ºC, de forma a limitar a multiplicação de microrganismos.

E se o frigorífico tiver gavetas para frutas e legumes?

Atualmente, muitos frigoríficos apresentam gavetas destinadas à conservação de frutas e legumes na zona inferior, o que pode levantar dúvidas sobre o melhor local para guardar carne crua.

Kimberly Baker, especialista em segurança alimentar, explica que, nestas situações, o frango deve ser colocado num recipiente que impeça a saída de líquidos e guardado na prateleira mais baixa disponível.

O objetivo é evitar que eventuais derrames entrem em contacto com outros alimentos ou com as superfícies interiores do eletrodoméstico.

Se a prateleira inferior estiver ocupada, a especialista aconselha a reforçar a proteção da embalagem, colocando o frango num saco hermético e, posteriormente, dentro de um recipiente de plástico ou vidro com tampa.

Esta dupla proteção ajuda a reduzir o risco de contaminação caso a embalagem original apresente alguma fuga.

Descongelar frango exige os mesmos cuidados

As recomendações também se aplicam ao frango congelado que é colocado no frigorífico para descongelar.

Durante este processo, a carne pode libertar líquidos que contêm microrganismos potencialmente perigosos, pelo que deve permanecer num recipiente adequado e afastada de alimentos prontos a consumir.

Segundo Kimberly Baker, o congelamento não elimina necessariamente as bactérias presentes no frango. Embora as temperaturas negativas impeçam ou reduzam significativamente a sua multiplicação, alguns microrganismos podem sobreviver.

Quando a carne descongela e a temperatura aumenta, estes podem voltar a multiplicar-se, sobretudo se o alimento não for conservado corretamente.

Por esse motivo, descongelar frango no frigorífico é uma opção mais segura do que deixá-lo à temperatura ambiente, desde que sejam respeitadas as condições adequadas de armazenamento.

Há outros cuidados que deve ter antes de cozinhar

Além de escolher a prateleira correta, é importante manter o frango cru separado de outros alimentos, especialmente daqueles que não serão cozinhados.

Os utensílios e superfícies utilizados na preparação da carne devem ser devidamente higienizados, evitando a transferência de bactérias para outros ingredientes.

Também não é aconselhável lavar o frango cru antes de o cozinhar, uma vez que os salpicos de água podem espalhar microrganismos pelo lava-loiça e pelas superfícies próximas.

Por fim, a carne deve ser bem cozinhada, garantindo que atinge uma temperatura interna segura, de aproximadamente 74 ºC.

Assim, guardar o frango na prateleira inferior do frigorífico, dentro de um recipiente bem fechado e a uma temperatura adequada, é uma medida simples que pode ajudar a prevenir problemas de saúde.

Leia também: A água da torneira saiu branca? EPAL esclarece que não há perigos para a saúde

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Perdeu a carta de condução? IMT explica como pedir uma nova sem sair de casa e com 10% de desconto

Perder a carta de condução ou ser vítima de um roubo pode trazer várias complicações, sobretudo para quem depende diariamente do automóvel. No entanto, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) recorda que já é possível pedir uma segunda via do documento sem sair de casa e, em determinadas condições, pagar menos pelo serviço.

De acordo com o IMT, os condutores podem recorrer às plataformas digitais do Estado para solicitar a emissão de uma nova carta de condução, evitando deslocações presenciais e filas de espera.

IMT explica como pedir uma nova carta de condução pela Internet

O procedimento está disponível através do IMT Online e do portal gov.pt, permitindo tratar do pedido diretamente a partir de um computador ou telemóvel.

Para solicitar a segunda via, o condutor deve aceder a uma das plataformas, autenticar-se através dos meios disponibilizados e procurar a opção correspondente à emissão de uma segunda via da carta de condução.

Depois de selecionar o serviço, será necessário confirmar os dados pessoais e indicar uma morada em Portugal para receber o novo documento.

A carta de condução física será posteriormente enviada por correio para a morada indicada, evitando que o titular tenha de se deslocar a um balcão apenas para levantar o documento.

Este procedimento destina-se, nomeadamente, a situações de perda, extravio ou roubo da carta de condução.

Quem fizer o pedido desta forma pode pagar menos 10%

Uma das vantagens destacadas pelo IMT é a possibilidade de beneficiar de uma redução no valor a pagar pela emissão da segunda via.

Segundo a informação divulgada, os condutores que apresentem o pedido através do IMT Online podem obter um desconto de 10% sobre a taxa aplicável ao serviço.

Desta forma, além de evitar deslocações e períodos de espera, o cidadão poderá reduzir o custo associado à substituição do documento.

Importa salientar que o desconto anunciado está associado à utilização do IMT Online, pelo que os condutores devem confirmar o valor apresentado pela plataforma antes de concluir o pagamento.

O que fazer se perder a carta de condução?

Quando a carta de condução desaparece, seja por perda ou roubo, é importante tratar da sua substituição o mais rapidamente possível.

O pedido de segunda via permite obter um novo documento físico, com os dados necessários para comprovar a habilitação legal para conduzir.

Em caso de roubo, é igualmente aconselhável comunicar a ocorrência às autoridades policiais, de forma a deixar registado o desaparecimento do documento.

Os condutores devem ainda ter em atenção que o comprovativo do pedido de segunda via não substitui necessariamente a carta de condução para todos os efeitos legais.

Serviços digitais permitem evitar deslocações ao IMT

A possibilidade de pedir uma segunda via pela Internet integra o processo de digitalização dos serviços públicos relacionados com a mobilidade.

Através das plataformas disponibilizadas pelo Estado, os cidadãos podem realizar diferentes procedimentos administrativos sem necessidade de atendimento presencial.

No caso da carta de condução, esta alternativa pode ser particularmente útil para quem vive longe dos balcões do IMT ou tem dificuldades em deslocar-se durante o horário de funcionamento.

Assim, quem perdeu a carta de condução ou precisa de substituir o documento pode recorrer ao IMT Online ou ao portal gov.pt, confirmar as condições aplicáveis e concluir o pedido a partir de casa.

Leia também: Fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama? Proposta foi aprovada e decisão passa para o Governo

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Banco de Portugal só garante as suas poupanças até este valor: saiba quanto dinheiro está protegido

Ter dinheiro guardado no banco é uma das formas mais comuns de poupança entre os portugueses, mas nem todos conhecem os limites de proteção existentes. Se uma instituição bancária deixar de conseguir devolver os depósitos aos clientes, existe um mecanismo que permite recuperar o dinheiro, embora a garantia tenha um limite de 100 mil euros por depositante e por instituição.

De acordo com as regras do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), este mecanismo funciona junto do Banco de Portugal e destina-se a proteger os depositantes quando uma instituição participante deixa de conseguir cumprir as suas obrigações.

Tem mais de 100 mil euros no mesmo banco? Atenção a esta regra

O limite de proteção não se aplica individualmente a cada conta bancária, mas sim ao conjunto dos depósitos que uma pessoa possui na mesma instituição.

Isto significa que um cliente com 80 mil euros numa conta à ordem e outros 40 mil euros num depósito a prazo, ambos no mesmo banco, tem um total de 120 mil euros depositados.

Se a instituição entrar numa situação que determine a ativação do Fundo de Garantia de Depósitos, o montante normalmente coberto será de 100 mil euros, ficando os restantes 20 mil euros fora da garantia geral.

A proteção abrange diferentes modalidades de depósitos, incluindo contas à ordem, depósitos a prazo, depósitos com pré-aviso e certificados de depósito.

Os juros acumulados até à data em que os depósitos se tornam indisponíveis também são considerados no cálculo, respeitando o limite global estabelecido.

Casais com contas conjuntas podem ter uma proteção superior

Nas contas bancárias com vários titulares, as regras são diferentes, uma vez que o limite de 100 mil euros se aplica individualmente a cada depositante.

Segundo o Fundo de Garantia de Depósitos, o saldo de uma conta conjunta presume-se dividido em partes iguais pelos titulares, salvo quando exista uma indicação diferente sobre a respetiva titularidade dos fundos.

Por exemplo, um casal com 105 mil euros numa conta conjunta poderá ter a totalidade do dinheiro protegida, uma vez que, numa divisão igual, cada titular possui 52.500 euros.

No entanto, importa ter em conta que a garantia considera também os restantes depósitos que cada pessoa possa ter individualmente no mesmo banco.

Assim, acrescentar um segundo titular a uma conta não significa necessariamente duplicar a proteção sobre dinheiro que pertence apenas a uma pessoa.

Certificados de Aforro também estão protegidos?

Nem todos os produtos financeiros estão abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

As ações, obrigações e unidades de participação em fundos de investimento ficam fora deste mecanismo, uma vez que não são consideradas depósitos bancários.

O mesmo acontece com os Certificados de Aforro, embora estes tenham uma característica diferente: são instrumentos de dívida pública e contam com a responsabilidade direta do Estado português pelo seu reembolso, nos termos aplicáveis.

Por outro lado, os depósitos elegíveis constituídos em moedas estrangeiras também podem beneficiar da proteção do Fundo.

No caso dos bancos digitais com sede noutros países da União Europeia, a garantia é normalmente assegurada pelo sistema de proteção de depósitos do país onde a instituição está autorizada.

Quanto tempo demora a recuperar o dinheiro?

Se um banco deixar de conseguir devolver os depósitos e estiverem reunidas as condições legais para a intervenção do Fundo de Garantia de Depósitos, o reembolso dos montantes cobertos deve ocorrer, em regra, no prazo máximo de sete dias úteis.

Este prazo começa a contar a partir da data em que se verifica a indisponibilidade dos depósitos, nos termos previstos na legislação.

O mecanismo procura assegurar que os clientes recuperam rapidamente o dinheiro garantido, evitando que fiquem durante longos períodos sem acesso às suas poupanças.

Importa ainda esclarecer que existem situações específicas em que determinados depósitos podem beneficiar de uma proteção temporária superior ao limite habitual de 100 mil euros, desde que cumpram os requisitos legais.

Como saber se as suas poupanças estão protegidas?

Para perceber se o dinheiro guardado no banco está totalmente abrangido pela garantia, o primeiro passo é somar os saldos de todas as contas e depósitos existentes na mesma instituição.

Também devem ser considerados os juros acumulados e a parte correspondente ao titular nas eventuais contas conjuntas.

Quem possui mais de 100 mil euros em depósitos numa única instituição pode ponderar distribuir as poupanças por diferentes bancos abrangidos por sistemas de garantia de depósitos, de forma a beneficiar dos limites aplicáveis em cada um.

A informação oficial sobre o funcionamento deste mecanismo, os depósitos abrangidos e as instituições participantes pode ser consultada junto do Fundo de Garantia de Depósitos e do Banco de Portugal.

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Carlos Moedas revela que limpar estátua de D. Pedro IV custou 100 mil euros: “É o dinheiro dos lisboetas”

Uma operação de limpeza realizada na estátua de D. Pedro IV, situada na Praça do Rossio, em Lisboa, terá custado 100 mil euros aos cofres municipais. O valor foi revelado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, na sequência dos atos de vandalismo registados durante as manifestações pelo direito à habitação.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita declarações do autarca ao canal NOW, os trabalhos de limpeza prolongaram-se durante dois ou três dias e exigiram a intervenção de equipas especializadas para evitar danos no monumento histórico.

Carlos Moedas revela quanto custou limpar a estátua

O presidente da autarquia mostrou-se preocupado com os custos suportados pelo município, sobretudo porque a estátua voltou a ser vandalizada depois da primeira intervenção.

“Eu gostava de dizer aos lisboetas que custou à Câmara 100 mil euros”, afirmou Carlos Moedas, acrescentando que o monumento já apresenta novos danos.

Segundo o autarca, a limpeza de uma estrutura com estas características não pode ser realizada através dos métodos habitualmente utilizados na manutenção dos espaços públicos.

As equipas responsáveis pelos trabalhos têm de recorrer a procedimentos específicos, de forma a preservar os materiais e evitar a deterioração da superfície da estátua.

Carlos Moedas explicou ainda que os profissionais envolvidos são contratados externamente e que o custo da intervenção pode aproximar-se dos 25 mil euros por dia.

Nova intervenção poderá custar mais 50 mil euros

O problema poderá representar uma despesa adicional para a Câmara Municipal de Lisboa, uma vez que o monumento voltou a ser alvo de atos de vandalismo.

De acordo com as estimativas apresentadas pelo presidente da autarquia, uma nova operação de limpeza poderá custar entre 40 mil e 50 mil euros.

Caso estes valores se confirmem, a despesa total associada às duas intervenções poderá atingir os 150 mil euros.

No entanto, os montantes divulgados correspondem às declarações de Carlos Moedas. Até à publicação da notícia original, não tinham sido apresentados documentos que permitissem confirmar de forma independente os custos efetivos da primeira limpeza.

O Notícias ao Minuto adiantou que estava a tentar obter esclarecimentos junto da Câmara Municipal de Lisboa sobre os valores envolvidos, a empresa responsável pelos trabalhos e as eventuais despesas adicionais.

Associação pediu proteção urgente para o monumento

A situação levou também a associação Fórum Cidadania Lx a pedir à autarquia a instalação urgente de uma estrutura de proteção em redor da estátua de D. Pedro IV.

A organização criticou a falta de medidas preventivas perante os episódios de vandalismo e os grafitos registados durante os protestos pela habitação realizados no Rossio.

Questionado sobre a possibilidade de proteger antecipadamente o monumento, tendo em conta que as manifestações são anunciadas com antecedência, Carlos Moedas defendeu que a legislação deve ser respeitada.

O presidente da Câmara argumentou ainda que a instalação de estruturas de proteção em todos os monumentos da cidade não seria uma solução adequada para responder a este tipo de situações.

Autarca reconhece legitimidade dos protestos pela habitação

Apesar das críticas aos atos de vandalismo, Carlos Moedas manifestou solidariedade com os participantes nas manifestações pelo direito à habitação.

Em declarações à agência Lusa, após uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, em Setúbal, o autarca reconheceu que as dificuldades no acesso à habitação constituem um problema particularmente sentido pelos municípios.

O presidente da Câmara de Lisboa considerou legítimas as reivindicações dos manifestantes, mas insistiu na necessidade de respeitar a lei e preservar o património público.

Para Carlos Moedas, a defesa de uma causa justa não deve servir de justificação para comportamentos que provoquem danos em monumentos históricos, sobretudo quando a sua recuperação representa despesas para o município.

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Usa lentes de contacto no banho? Oftalmologistas alertam para infeção grave que pode provocar perda de visão

É um hábito comum entre muitas pessoas, mas tomar banho com lentes de contacto pode representar um perigo para a saúde dos olhos. Apesar de a água da torneira ser própria para consumo, os oftalmologistas alertam que o contacto com as lentes pode favorecer o desenvolvimento de infeções graves, algumas das quais capazes de provocar danos permanentes na visão.

Segundo o jornal espanhol AS, que divulgou os alertas dos especialistas, o principal risco está associado a um microrganismo chamado Acanthamoeba, que pode estar presente em diferentes fontes de água, incluindo a água corrente utilizada diariamente em casa.

Esta infeção pode provocar danos graves na visão

A Acanthamoeba é um organismo microscópico que pode entrar em contacto com os olhos durante o banho. Quando uma pessoa utiliza lentes de contacto, existe o risco de o microrganismo ficar retido entre a lente e a córnea, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de uma infeção.

Esta doença, conhecida como queratite por Acanthamoeba, é relativamente rara, mas pode ser particularmente difícil de tratar. Nos casos mais graves, pode provocar lesões permanentes na córnea e comprometer significativamente a capacidade de visão.

O facto de a água ser potável não elimina o perigo. Embora seja tratada para consumo humano, isso não significa que esteja completamente livre de microrganismos capazes de provocar infeções oculares.

Por esse motivo, os especialistas defendem que as lentes de contacto nunca devem entrar em contacto direto com a água, independentemente da sua origem.

Não é apenas no banho que deve ter cuidado

O risco não se limita ao duche. Nadar numa piscina, entrar no mar ou mergulhar num rio com lentes de contacto também pode aumentar a probabilidade de desenvolver problemas oculares.

Além das infeções, a água pode alterar a forma das lentes de contacto moles, fazendo com que adiram à superfície do olho e provoquem irritação ou desconforto.

Durante os meses mais quentes, fatores como o cloro das piscinas, o sal do mar, a areia e o ar condicionado podem contribuir para o aparecimento de problemas como secura ocular, conjuntivites irritativas e queratites infecciosas.

Joan Pérez, responsável pela área de contactologia da VERTE Oftalmología e especialista em Ótica e Optometria, alerta para a importância de reconhecer os primeiros sinais de que algo não está bem.

Vermelhidão, desconforto persistente, dor ou visão turva são sintomas que não devem ser ignorados. Nestes casos, é aconselhável retirar as lentes e procurar avaliação especializada, sobretudo quando os sintomas persistem ou se agravam.

Especialistas explicam como evitar problemas com as lentes de contacto

A principal recomendação dos especialistas é simples: retirar sempre as lentes de contacto antes de tomar banho, nadar ou realizar qualquer atividade que implique contacto direto dos olhos com a água.

A limpeza das lentes também exige cuidados específicos. Nunca devem ser lavadas com água da torneira, sendo necessário utilizar exclusivamente soluções próprias para a sua desinfeção e conservação.

Outro aspeto importante é respeitar os prazos de substituição indicados pelo fabricante. Utilizar lentes para além do período recomendado pode aumentar o risco de complicações.

Os especialistas aconselham ainda a substituir regularmente o estojo das lentes, renovar completamente a solução de conservação e evitar dormir com as lentes colocadas, salvo indicação expressa de um profissional de saúde.

A mensagem dos oftalmologistas é clara: mesmo um hábito aparentemente inofensivo, como tomar banho com lentes de contacto, pode ter consequências graves. Retirá-las antes de entrar em contacto com a água continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a saúde ocular.

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