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Detentora dos direitos de Elvis Presley processa Anthropic por violação

A Authentic Brands Group, organização que detém os direitos autorais e de imagem de Elvis Presley, acusa a Anthropic de usar 274 canções do cantor para treinar a inteligência artificial da empresa.

A instituição, a editora musical Raleigh Music Publishing, vários fundos patrimoniais e pelo menos uma pessoa física abriram um processo contra a desenvolvedora.

A ação, protocolado na Califórnia, não é a primeira contra uma companhia de IA. Gravadoras como Sony, Warner Records e Universal, e a Recording Industry Association of America, associação que representa a indústria fonográfica nos Estados Unidos, já abriram processos semelhantes, acusando empresas do setor de violação de direitos autorais.

No documento da ação, aberta na sexta-feira (23), o advogado Richard Busch alega que o Claude, principalmente modelo da Anthropic, foi projetado para usar conteúdo protegido por direitos autorais e gerar conteúdo que infringe esses direitos em “praticamente todas as músicas de todos os catálogos disponíveis na internet”.

“Os autores da ação judicial, que representam Elvis, movem este processo para fazer valer esses direitos exclusivos contra o réu, que construiu todo o seu modelo de negócios com base na violação de direitos autorais em uma escala nunca vista antes”, escreveu Busch no documento.

O processo acusa a Anthropic de utilizar 274 canções de Elvis Presley, incluindo “Can’t Help Falling in Love” e “All Shook Up”. Os detentores dos direitos pedem indenização de US$ 150 mil por faixa violada, ou cerca de US$ 41 milhões.

A ação ainda afirma que, mesmo com mecanismos de proteção para limitar a produção de conteúdos que violam direitos autorais, a Anthropic teria se envolvido “conscientemente” e continuaria a se envolver intencionalmente nesse tipo de violação.

Isso porque grandes modelos de linguagem, como o Claude, são treinados com dados disponíveis na internet. No caso das músicas, a IA aprende sons, letras e expressões que já existem para, em seguida, gerar suas próprias canções.

Em comunicado, a Anthropic afirmou que discorda das acusações e pretende se defender no processo.

 

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Reeleito, Lula fala em criar IA brasileira e regular big techs

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato não consecutivo no domingo (25), falou na criação de uma inteligência artificial brasileira e em regular as big techs em discurso pós-reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

“Iremos ensinar mais matemática e engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa ou americana. Eu quero criar uma brasileira”, afirmou.

Lula também falou em uma “intromissão vinda de fora através de plataformas digitais”, em alusão ao caso da Meta.

Desde o início do período eleitoral, a coligação liderada pelo PT e adversários do presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusaram a Meta de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros. Na última semana da corrida eleitoral, a big tech voltou ao centro do debate, quando surgiram novas denúncias de interferência, cobranças da Justiça eleitoral e a admissão da própria empresa de que há “falhas recorrentes” no controle do conteúdo.

“Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhando milhões e bilhões, não pagando imposto, e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país”, disse Lula a apoiadores na Avenida Paulista.

Lula ainda afirmou que o Brasil é o País com maior potencial energético renovável para trazer data centers para solo nacional. No entanto, defendeu que as infraestruturas deverão armazenar também os dados brasileiros, não apenas o de empresas estrangeiras.

Investimento em IA e data centers fazem parte das propostas de Lula

As falas de Lula durante o discurso repetem pontos que já foram apresentados no plano de governo.

O documento traz medidas relacionadas à soberania digital, com o desenvolvimento de um ecossistema nacional de tecnologia.

Isso inclui supercomputadores desenvolvidos e operados por instituições nacionais, e a expansão de data centers e de outras infraestruturas de IA no país — seja acompanhada de proteções socioambientais, incluindo impactos sobre o sistema elétrico, híbrido e população local.

No plano, Lula também prometeu a criação de um modelo de linguagem em português, voltado para os problemas do país, junto de uma plataforma nacional que forneça os dados de treinamento.

Sobre as plataformas, o plano de governo menciona mecanismos para “assegurar que o ambiente digital esteja submetido às leis brasileiras, proteja os direitos fundamentais e sirva ao interesse público” e a regulamentação das plataformas de jogos e dos ambientes digitais.

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