MNE israelita diz que celebrações da oposição face às projeções são prematuras
A coligação liderada pelo partido Yashar! de Gadi Eisenkot obteve uma projeção de 52 a 53 lugares, superando o bloco de Netanyahu.
A coligação liderada pelo partido Yashar! de Gadi Eisenkot obteve uma projeção de 52 a 53 lugares, superando o bloco de Netanyahu.
Estes partidos poderão praticamente duplicar o resultado de 2022 e batem também o melhor resultado que tinha sido alcançado nas eleições de 2020, em que arrecadaram 15 lugares.
Sem um vencedor claro, os blocos anti-Netanyahu e pró-Netanyahu deverão agora começar a trabalhar para formar uma coligação governativa. No entanto, é possível que nenhum dos lados consiga fazê-lo. Um impasse que poderá obrigar os israelitas a voltar às urnas dentro de poucos meses.
São as últimas horas antes de Israel ficar a saber se terá ou não um novo chefe de Governo. Benjamin Netanyahu domina a política israelita há quase 20 anos. A maioria pede mudança, mas nem todos para o mesmo lado. Há judeus a votar em partidos árabes e jovens ultraortodoxos que nunca se sentiram tão seguros. Quase ninguém admite votar na continuidade, mas os votos de Netanyahu sempre vieram de algum lado
O anúncio surge depois de o partido Likud ter pedido o alargamento do horário de votação, devido ao elevado número de eleitores e às longas filas nas mesas de voto.

A taxa de afluência às urnas tem alcançado recordes ao longo do dia, situando-se nos 55,7% até às 16:00 locais. Nestas eleições, Netanyahu joga a sua permanência no poder após quatro anos marcados pelo ataque terrorista do Hamas e pela ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, condenada por tribunais internacionais.

Desde a sua fundação, Israel sempre teve governos de coligação. Esta terça-feira, os israelitas escolhem o próximo Parlamento que, de seguida, irá dedicar-se a essa aritmética. Que listas vão a votos? Quem pode votar? O que dizem as sondagens? O que significa Knesset? Este é um guia para umas eleições que podem apontar a Benjamin Netanyahu o caminho de saída do poder, ou então confirmar o seu talento político para formar alianças impossíveis