❌

Reading view

Trump diz que Venezuela pode se tornar o 51º estado dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira (27) que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado norte-americano.

“O país (Venezuela) se tornará próspero e, quem sabe, talvez em breve ele se torne um próspero 51º estado. É possível. Vamos fazer isso acontecer. Vamos torná-lo o 51º estado. E, em vez de um presidente, teremos uma eleição para governador. O que acha? Pois é”, afirmou durante um comício na cidade de Corpus Christi, no Texas.

Trump também afirmou que a Venezuela possui vastas reservas de petróleo e que grandes empresas do setor estão investindo bilhões de dólares no país.

Leia Mais:

“Quero agradecer à Venezuela, onde nossa relação se tornou muito, muito boa — excelente, na verdade. Bilhões e bilhões de dólares estão sendo investidos agora, por parte das maiores empresas de petróleo — muitas delas vindas do Texas — em todo o território venezuelano”, afirmou o presidente americano.

Trump fez as declarações diante de um navio ancorado ao largo da costa, o qual, segundo ele, transportava um milhão de barris de petróleo provenientes da Venezuela.

O presidente americano acrescentou que o petróleo venezuelano seria refinado no Texas e afirmou que a carga foi obtida sem custo algum para os contribuintes norte-americanos.

Trump também disse que os preços da gasolina e do diesel cairiam para os consumidores dos EUA, e elogiou os militares norte-americanos pelo que descreveu como uma vitória contra a Venezuela.

Em maio, Trump fez uma publicação retratando o país como 51° estado dos Estados Unidos.

O post, feito na rede social Truth Social, mostrava um mapa com parte da América do Sul, com o país preenchido nas cores da bandeira americana.

  •  

Petróleo recua mais de 1% com expectativa de avanços diplomáticos com o Irã

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (27) estendendo as perdas da véspera, diante de sinalizações contraditórias no Oriente Médio. Mercado assimila ainda relatos de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) planeja manter inalterada suas metas de produção para dezembro.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,20% (US$ 1,33), a US$ 109,41 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,83% (US$ 1,86), a US$ 99,90 o barril, na Nymex.

A commodity ainda tentou uma recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a cair ainda durante a manhã, apesar de permanecer próximo da faixa de US$ 100 o barril.

Enquanto, de um lado, representantes do Irã afirmam estarem dispostos a firmar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, os Houthis do Iêmen realizaram novos ataques à Arábia Saudita.

Ainda assim, para o BOK Financial, a correção acontece diante das notícias de que novas negociações com o Irã e entre a Rússia e a Ucrânia parecem estar se concretizando.

“Embora a perspectiva de paz em ambas as regiões esteja mantendo alguma pressão de baixa sobre os preços no curto prazo, o fato é que a oferta global está restrita e há uma crescente presença militar dos EUA no Golfo Pérsico”, pondera.

Mesmo assim, o Commerzbank avalia que a situação no Oriente Médio permanece “tensa”. Para o banco alemão, novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã podem acontecer após as eleições de meio de mandato, enquanto o resultado do pleito em Israel pode “ser significativo para futuros desdobramentos na guerra”.

Na mesma linha, a Jefferies afirma que a geopolítica permanece como foco dos mercados, diante das preocupações de que os EUA podem considerar outra rodada de bombardeios após as eleições.

No radar, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve manter as metas de produção em dezembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país vai receber uma remessa de 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela e que outros bilhões de barris devem ser enviados aos americanos.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

  •  

Bolsas da Europa sobem com petróleo e tech; Londres destoa com HSBC

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (27) sustentadas pela queda do petróleo em meio a esforços diplomáticos no Oriente Médio e pelo avanço de ações de semicondutores.

Londres destoou, pressionada pelo setor bancário após balanço decepcionante do HSBC. Investidores também acompanharam resultados corporativos e aguardam decisões de juros nos EUA e na zona do euro.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.686,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.606,65 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,51%, a 7.887,14 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,90%, a 49.627,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,69%, a 19.164,40 pontos. Em Lisboa, o , a 9.253,58 pontos. As cotações são preliminares.

A confiança do consumidor francês caiu de 85 para 80 em outubro, menor nível desde junho de 2013, em meio à crise política e fiscal. Paralelamente, pesquisa do BCE apontou aperto das condições para empréstimos a empresas na zona do euro.

A Pimco prevê juros estáveis na reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira, mas projeta alta em dezembro.

Em Londres, o HSBC cedeu 6% após registrar crescimento do lucro trimestral abaixo do esperado, arrastando os bancos. A Reckitt Benckiser também figurou entre as maiores baixas, com queda de 4,9%.

Em sentido oposto, a holandesa BE Semiconductor saltou 11,6% depois de a americana Applied Materials anunciar a ampliação de sua participação na empresa para cerca de 20%.

O otimismo com IA ( inteligência artificial), renovado pelos planos de abertura de capital da Anthropic, também favoreceu ASML (+2,8%), ASM International (+5,2%), Infineon (+5,3%) e STMicroelectronics (+7,3%). O subíndice tech subiu 2,1% no Stoxx 600.

Na Alemanha, a Suss Microtec perdeu 4,5%, enquanto a Mercedes-Benz (-3,7%) cortou sua projeção de rentabilidade para o ano diante da fraqueza do mercado chinês e de custos maiores. Na Suíça, a Novartis elevou suas projeções anuais, apesar de contratempos em estudos clínicos e subiu 0,9%.

Após queda na véspera, as ações de empresas europeias que são expostas ao Brasil tinham desempenhos mistos. Em Madri, o Santander subiu 0,9% e a Telefonica, 1,5%. Em Lisboa, a Galp fechou praticamente estável em dia também de baixa do petróleo.

*Com informações da Dow Jones Newswires

  •  

Houthis dizem ter atingido maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita

Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram nesta terça-feira (27) que atingiram com um míssil balístico a refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, a maior do reino.

Os houthis também disseram ter atacado aeronaves militares sauditas e repelido uma ofensiva de forças apoiadas pela Arábia Saudita nas proximidades do estreito de Bab el-Mandeb, uma importante rota de navegação no Mar Vermelho.

A intensificação das hostilidades entre o Iêmen e a Arábia Saudita agravou as interrupções no abastecimento de petróleo e aumentou o risco de um conflito regional mais amplo, oito meses após o início da guerra com o Irã.

O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, afirmou que o ataque à refinaria de Ras Tanura provocou um incêndio no complexo, que também inclui um terminal marítimo e está localizado no Golfo, a oeste do estreito de Ormuz.

As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente o ataque.

Com capacidade para processar 550 mil barris por dia, a refinaria de Ras Tanura ficou fechada por um período nos primeiros meses da guerra com o Irã, como medida de precaução.

Quase todas as exportações de petróleo da Arábia Saudita passam por dois portos principais: Ras Tanura, no Golfo, e Yanbu, no Mar Vermelho. Ambos já foram atacados pelos houthis.

A agência Bloomberg News citou uma fonte familiarizada com o assunto que afirmou que a Arábia Saudita havia conseguido controlar um incêndio nas proximidades do terminal de Ras Tanura.

Ataques aéreos

Os houthis disseram ter atacado duas aeronaves militares de transporte no aeroporto de Najran e uma base aérea em Khamis Mushait. Não houve confirmação imediata dos ataques por parte da Arábia Saudita.

Na tarde desta terça-feira, as autoridades de defesa civil emitiram brevemente um alerta de ataque aéreo na capital saudita, Riad.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis em apoio ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen afirmou ter interceptado e destruído dois mísseis balísticos lançados pelos houthis em direção a Riad.

Os houthis disseram ter repelido uma ofensiva de forças que descreveram como apoiadas pela Arábia Saudita, vindas das aproximações ao sul do estreito de Bab el-Mandeb.

No início deste mês, forças do governo iemenita apoiadas pela Arábia Saudita expulsaram os houthis de áreas costeiras que o grupo havia conquistado em setembro, enfraquecendo o controle da organização sobre uma importante rota petrolífera no Mar Vermelho.

A emissora Al Masirah TV, ligada aos houthis, noticiou ataques sauditas contra a cidade iemenita de Mocha. Não houve confirmação imediata por parte da Arábia Saudita.

Os combates romperam uma trégua mediada pela ONU Organização das Nações Unidas) em 2022 entre a coalizão e os houthis, que controlam a capital do Iêmen, Sanaa.

Na segunda-feira, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão se reuniram com autoridades iranianas em Teerã para tentar reduzir as tensões regionais.

O Parlamento do Egito, que afirmou estar considerando aderir aos três países em um pacto de defesa mútua, autorizou nesta segunda-feira as Forças Armadas egípcias a ajudar na defesa da Arábia Saudita, caso haja um pedido nesse sentido.

*Reportagem de Yasmine Ghania; redação de Nayera Abdallah; edição de Michael Georgy, Peter Graff e Timothy Heritage.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

  •  
❌