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Cabaz alimentar desce 44 cêntimos para 253,55 euros na última semana

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By: Lusa

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste desceu 0,44 euros, fixando-se nos 253,55 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.

Depois de ter descido pela primeira vez na semana passada (-2,27 euros), após semanas consecutivas de subidas, o cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste “situa-se nos 253,55 euros, o que traduz um decréscimo de 0,44 euros face à semana anterior”.

A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.

Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

Entre 21 e 28 de outubro, os cereais de fibra registaram um aumento de 10% para 4,75 euros, a couve-flor subiu 8% para os 2,52 euros e o arroz agulha registou um acréscimo de 7% para os 1,55 euros, tendo tido os maiores aumentos percentuais.

No início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 11,72 euros (menos 4,85%).

Segundo a Deco Proteste, há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 9,87 euros (menos 4,05%).

Já no início de 2022, era possível gastar menos 65,85 euros (uma diferença de 35,08%).

Em relação ao ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o bacalhau graúdo (36% custando atualmente 21,82 euros por quilograma), o tomate chucha (33% custando atualmente 2,90 euros por quilograma), e a couve-coração (24% o que se reflete num custo de 1,78 euros por quilograma).

Desde 5 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (114% para 12,47 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (106% para 21,82 euros por quilograma) e os ovos (82% para 2,08 euros)

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85% dos trabalhadores em Portugal estão a cortar nas idas a restaurantes

O aumento do custo de vida está a ter um impacto direto nos hábitos diários da população  em Portugal. Segundo o Barómetro FOOD 2026, elaborado pelo Grupo Edenred, 85% dos trabalhadores em Portugal reduziram as idas a restaurantes no último ano. Para 57% dos inquiridos, o corte nas refeições fora de casa foi significativo, enquanto 28% reportam uma redução ligeira.

De acordo com dados a que o Jornal Económico teve acesso, a contenção de custos surge num momento de forte pressão sobre o rendimento disponível: 42% dos portugueses destinam atualmente mais de 30% do seu orçamento mensal apenas à alimentação.

Qualidade-Preço dominam escolha da restauração

Ainda segundo o mesmo barómentro, e no contexto de contenção orçamental, o fator económico está a tornar-se determinante na hora de escolher onde almoçar no dia de trabalho. “A relação qualidade-preço é o critério mais decisivo para 85% dos inquiridos, seguida de perto pelo preço absoluto da refeição (81%) e pela proximidade geográfica (72%)”, indica o estudo.

Apesar das limitações financeiras, os trabalhadores demonstram uma preocupação crescente com a saúde: 90% afirmam prestrar cada vez mais atenção a uma alimentação equilibrada, e 97% apontam a saúde como a principal motivação para escolhas mais saudáveis.

No entanto, a procura por refeições mais saudáveis coloca um desafio operacional e financeiro à restauração, revela o estudo:  “embora 65% dos restaurantes refiram que os clientes valorizam a oferta de pratos equilibrados, 54% dos empresários do setor consideram que preparar refeições saudáveis é mais caro”.

Segundo Filipa Martins, CEO da Edenred Portugal, “numa altura em que os trabalhadores estão a gerir o orçamento com maior cuidado, os resultados do Barómetro FOOD 2026 evidenciam a importância de apoiar o poder de compra alimentar e de dinamizar a restauração”.

O estudo da Edenred runiu mais de 2.800 respostas de trabalhadores e proprietários de restaurantes, e contou com com o apoio da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP).

Combate ao Desperdício têm importância para clientes

A par da vertente financeira, o barómetro indica que a responsabilidade ambiental solidificou-se no setor alimentar com 98% dos trabalhadores declaram-se preocupados com o desperdício alimentar, e 80%  a indicar que gostariam de saber quais os restaurantes que adotam medidas concretas de combate ao desperdício.

Entre as práticas mais valorizadas pelos clientes estão a disponibilização de embalagens para levar sobras (doggy bags) (73%), a oferta de doses de variados tamanhos (45%) e a reutilização de ingredientes (40%). Do lado dos estabelecimentos, a adesão a medidas contra o desperdício cresceu significativamente: 98% dos restaurantes inquiridos em Portugal afirmam ter implementado iniciativas antidesperdício (comparado com 89% em 2025), com destaque para a entrega de embalagens para sobras (61%) e a reutilização de ingredientes na confeção de receitas (59%)

 

Números do Barómetro FOOD 2026

85% dos trabalhadores reduziram as idas a restaurantes no último ano devido à inflação.

42% alocam mais de 30% do rendimento mensal a despesas de alimentação.

72% dos colaboradores referem que o cartão refeição amplia a sua margem de orçamento alimentar.

98% dos estabelecimentos de restauração aplicam medidas para combater o desperdício alimenta

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