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Consórcio é coisa de brasileiro? A origem e a força de um hábito financeiro

Muito associado à compra de carros e imóveis, o consórcio vai além de uma modalidade de crédito: ele reflete uma forma de organização financeira baseada em disciplina, planejamento e construção gradual de patrimônio. O Head de Produtos do Inter Seguros, Roberto Roque, considera que o consórcio evoluiu junto com as necessidades econômicas e comportamentais da população.

Hoje, com milhões de participantes ativos e presença em diferentes segmentos, o consórcio é visto menos como uma alternativa de crédito e mais como um comportamento financeiro estruturado.

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), em 2025, essa modalidade de compra teve 5,16 milhões de cotas vendidas, aumento de 15,0% em relação ao ano anterior. Os créditos comercializados, resultantes dos negócios concretizados, também bateram recorde e o volume ultrapassou R$ 500 bilhões.

O consórcio foi criado no Brasil?

Sim. Ele surgiu no país, no início da década de 1960. A iniciativa começou em Brasília, quando funcionários do Banco do Brasil se organizaram para adquirir veículos por meio de contribuições mensais e sorteios entre participantes. Esse modelo nasceu como uma solução prática em um contexto de escassez de crédito e expansão urbana. Os principais marcos dessa história incluem:

  • 1962: registro do primeiro grupo de consórcio formalizado
  • 1971: regulamentação da atividade no país
  • Consolidação como parte do sistema financeiro nacional nas décadas seguintes

A partir daí, o modelo deixou de ser uma experiência local e se tornou uma estrutura organizada e regulada em todo o Brasil.

Por que o consórcio se tornou tão popular no Brasil?

O crescimento do serviço está diretamente ligado às condições econômicas e ao perfil de consumo do brasileiro ao longo das últimas décadas. De acordo com Roberto Roque, o produto ganhou força porque oferece uma forma de planejamento financeiro acessível, com parcelas previsíveis e sem cobrança de juros sobre o valor do crédito.

O que tornou o consórcio popular no país

Entre os principais fatores que explicam sua popularidade estão:

  • Busca por alternativas ao crédito com juros elevados
  • Desejo de realizar grandes objetivos, como carro e casa própria
  • Facilidade de acesso em diferentes faixas de renda
  • Expansão para novos segmentos, como imóveis e serviços
  • Formação de hábito financeiro de longo prazo

Como consórcio se conecta ao comportamento do brasileiro

O consórcio também ajuda a entender como a população lida com consumo e endividamento. Head de Produtos do Inter Seguros cita a combinação de ambição por conquistas materiais e cautela na hora de assumir dívidas com juros elevados. Esse comportamento se reflete em características como:

  • Preferência por planejamento antes da compra
  • Valorização de parcelas previsíveis no orçamento
  • Evitação de endividamento com juros altos
  • Busca por sensação de progresso financeiro gradual
  • Forte adesão a soluções coletivas e estruturadas

O modelo de consórcio dialoga com essa realidade ao permitir que o consumidor construa um objetivo ao longo do tempo, em vez de assumir uma dívida imediata.

Como ocorreu a evolução do consórcio

Desde sua criação, o consórcio passou por diferentes fases de expansão no Brasil. Inicialmente ligado ao setor automotivo, ele se diversificou ao longo das décadas. Essa evolução ocorreu em diferentes situações como:

  1. Anos 1960: foco em automóveis e caminhões
  2. Décadas seguintes: expansão para motos e eletrodomésticos
  3. Consolidação dos imóveis como principal segmento de crescimento
  4. Ampliação recente para serviços, viagens e educação

Hoje, os principais segmentos de consórcio são:

  • Veículos
  • Carros
  • Motos
  • Mobilidade urbana e frota empresarial

Imóveis

  • Compra de imóveis residenciais
  • Construção e reforma
  • Formação de patrimônio

Serviços

  • Educação
  • Viagens
  • Projetos pessoais

Além disso, a digitalização do setor transformou a experiência do usuário, permitindo contratação e acompanhamento de cotas de forma totalmente online.

Por que o consórcio é vantajoso em cenários de juros altos?

Em períodos de juros elevados, o serviço tende a ganhar ainda mais relevância como ferramenta de planejamento financeiro. Isso acontece porque o consumidor passa a priorizar previsibilidade e organização em vez de crédito imediato com custo mais alto. Entre os principais fatores estão:

  • Parcelas previsíveis ao longo do contrato
  • Ausência de juros sobre o valor do crédito
  • Possibilidade de antecipação via lance
  • Opções mais acessíveis de entrada no sistema
  • Adesão crescente em busca de planejamento de longo prazo

Nesse contexto, o consórcio se consolida como uma alternativa para quem prefere se estruturar financeiramente antes de assumir compromissos maiores.

FAQ – Perguntas frequentes sobre consórcio no Brasil

O consórcio foi criado no Brasil?

Sim. O modelo moderno de consórcio surgiu no Brasil nos anos 1960, em Brasília, como iniciativa de funcionários do Banco do Brasil.

O consórcio é usado em outros países?

Existem modelos semelhantes no exterior, mas o sistema como funciona hoje no Brasil é considerado uma criação brasileira e altamente estruturada.

Por que o consórcio é tão popular no país?

Porque combina planejamento financeiro, parcelas previsíveis e ausência de juros, o que se adapta ao comportamento de consumo do brasileiro.

Quais são os principais usos do consórcio hoje?

Compra de veículos, imóveis e serviços como educação, viagens e reformas.

O consórcio ainda vale a pena com juros altos?

Sim. Em cenários de juros elevados, ele se torna ainda mais atrativo para quem busca planejamento e não tem urgência na aquisição do bem.

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Inter Ring ou Inter Wristband: qual vale mais a pena como wearable?

O Inter Ring e a Inter Wristband utilizam tecnologia NFC para realizar pagamentos por aproximação e oferecem uma alternativa para quem busca praticidade em compras, deslocamentos, atividades ao ar livre e viagens.

Pagar uma compra sem tirar o celular do bolso ou procurar o cartão na carteira é a proposta dos wearables financeiros do Inter.

Diferentemente de smartwatches e anéis inteligentes voltados ao monitoramento da saúde, os acessórios têm como foco os serviços financeiros, como os pagamentos e outras funcionalidades de acesso e autenticação compatíveis com o sistema.

Ambos funcionam com NFC passiva, não possuem tela e dispensam bateria e recarga.

Como funcionam o Inter Ring e a Inter Wristband?

Os dois dispositivos wearable do Inter utilizam a tecnologia NFC, sigla em inglês para comunicação por campo de proximidade. O recurso permite a troca de informações entre dispositivos próximos e viabiliza a comunicação com terminais de pagamento compatíveis.

Como o funcionamento é passivo, os acessórios não precisam ser ligados nem carregados. Após a configuração inicial, também não é necessário manter o celular nas mãos para concluir uma compra.

Para começar a utilizar um dos modelos, o cliente deve configurar o dispositivo pelo Super App do Inter e vinculá-lo a um cartão elegível, conforme as condições do produto.

O uso no dia a dia segue etapas simples:

  1. Configure o wearable pelo Super App do Inter
  2. Vincule um cartão elegível, seguindo as orientações do aplicativo
  3. Verifique se o estabelecimento aceita pagamentos por aproximação
  4. Aproxime o anel ou a pulseira do terminal e aguarde a leitura
  5. Siga as instruções da máquina caso seja solicitada alguma confirmação adicional

A solução pode ser útil em supermercados, restaurantes, cafeterias, lojas, eventos e outros estabelecimentos que aceitem pagamentos contactless. Em viagens, facilita despesas durante passeios e deslocamentos, desde que o terminal e o cartão vinculado sejam compatíveis com a operação.

Mas os wearables não eliminam a necessidade de contar com uma alternativa de pagamento. Levar um cartão físico ou outro meio de pagamento evita contratempos em locais que não aceitam a tecnologia ou diante de eventuais falhas na transação.

Quais são as diferenças entre o Inter Ring e a Inter Wristband?

Embora compartilhem a proposta de pagamento por aproximação, os acessórios se diferenciam principalmente pelo formato, pelos materiais e pela maneira como são usados.

Esses aspectos ajudam a determinar qual dispositivo combina melhor com os hábitos do consumidor.

Inter Ring

O Inter Ring é um anel desenvolvido para realizar transações por aproximação sem depender do celular durante a compra. O produto está disponível em versões de cerâmica e metal, com opções de cores distintas.

As versões de cerâmica são oferecidas nas cores rosa, preto e cinza. Já os modelos metalizados estão disponíveis em dourado e prata.

Um dos principais cuidados antes da aquisição é escolher a numeração correta. Como o acessório precisa permanecer no dedo durante as atividades cotidianas, o ajuste influencia diretamente o conforto e a experiência de uso.

Para auxiliar na escolha, o Inter disponibiliza um medidor digital e permite solicitar um medidor físico antes da compra. Também há possibilidade de realizar a medição em determinados pontos físicos.

Entre as características do Inter Ring estão:

  • Formato compacto: pode ser incorporado ao uso cotidiano como um acessório pessoal
  • Pagamento sem contato: permite realizar compras em terminais compatíveis
  • Sem recarga: dispensa bateria e carregamento
  • Opções de acabamento: oferece modelos de cerâmica e metal em diferentes cores

O preço varia conforme a versão escolhida. Os valores informados para os modelos em 22 de outubro de 2026 são:

  • Inter Ring Black: R$ 465,00
  • Inter Ring Gold: R$ 499,99
  • Inter Ring Gold + Sizer: R$ 499,99
  • Inter Ring Silver + Prime: R$ 777,00
  • Inter Ring Black + Prime: R$ 777,00

*Os valores podem ser atualizados sem aviso prévio.

Inter Wristband

A Inter Wristband é uma pulseira voltada ao mesmo propósito financeiro, mas com um formato que pode ser mais confortável para quem prefere usar o dispositivo no pulso.

O acessório possui tamanho único ajustável, estrutura de silicone e fecho de aço inoxidável. Essa combinação permite adaptar a pulseira ao pulso sem a necessidade de escolher uma numeração de anel.

Segundo as especificações informadas para o produto, a pulseira tem certificação IP68 e pode ser utilizada em situações como chuva, exercícios físicos e natação em águas rasas, respeitadas as orientações e os limites de uso do fabricante.

A distância de leitura informada para a Inter Wristband é de até 2 centímetros. Na prática, basta aproximar o dispositivo de um terminal compatível, observando o posicionamento indicado para a leitura.

Os principais diferenciais são:

  • Ajuste regulável: adapta-se ao pulso, sem exigir a escolha de uma numeração de anel
  • Materiais: combina silicone e fecho de aço inoxidável
  • Resistência à água: possui certificação IP68, conforme as especificações do produto
  • Praticidade: permanece presa ao pulso durante deslocamentos e atividades cotidianas

A escolha também leva em conta a rotina. Quem pratica atividades físicas ou prefere manter o acessório visível e acessível no pulso pode encontrar na pulseira uma alternativa interessante.

Já quem prioriza um objeto compacto, com aparência de jóia ou acessório tradicional, pode preferir o anel.

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