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O Ministro da Educação, o Presidente da ASF e outros governantes vão às escolas ensinar a poupar


No dia 30 de outubro, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira vão às escolas do Ensino Básico e Secundário para dar aulas sobre poupança e gestão de dinheiro. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em parceria com o Banco de Portugal, a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões).

Esta é a segunda edição do programa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” e, além da poupança, a iniciativa aborda temas como o orçamento familiar, a fiscalidade, os sistemas e produtos financeiros e o empreendedorismo.

Entre os participantes estão o ministro da Educação, Fernando Alexandre, que dará uma aula na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar, e o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que estará na Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja. Também os presidentes da ASF, Gabriel Bernardino, e da CMVM, Luís Laginha de Sousa, dinamizarão sessões no Cadaval e na Moita, respetivamente. A iniciativa conta ainda com secretários de Estado das áreas do Ensino Superior, do Orçamento e dos Assuntos Fiscais.

A par dos dirigentes governamentais e reguladores, o projeto conta com a participação de estudantes e docentes universitários de Finanças, Economia, Gestão e Contabilidade. Em articulação com os professores de Cidadania e Desenvolvimento, estudantes e docentes universitários vão partilhar conhecimentos e experiências com os alunos. As parcerias poderão prolongar-se ao longo do ano letivo, através de novas aulas e atividades.

De acordo com o MECI, a aprendizagem vai ser adaptada aos diferentes níveis de ensino. No 1.º ciclo, será abordada a importância e os objetivos da poupança, enquanto que no 2.º ciclo os alunos vão aprender formas de aplicação e remuneração das poupanças e a importância do planeamento financeiro. No 3.º ciclo, serão abordadas a diversificação dos investimentos para reduzir riscos e a proteção contra fraudes financeiras e digitais. Já no Ensino Secundário, os alunos vão comparar diferentes produtos financeiros e os riscos associados.

Os conteúdos incluem ainda a abordagem, de forma parcial, da tomada de decisões que envolvam ganhos e perdas, a distinção entre necessidades e desejos e entre rendimentos e despesas, o planeamento da poupança e dos investimentos a médio e longo prazo, e os comportamentos de proteção contra fraudes financeiras e digitais.

A iniciativa enquadra-se na Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, aprovada em 2025, que reforçou a importância da literacia financeira e levou à inclusão obrigatória desta dimensão na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em todos os anos de escolaridade.

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Fabricante de autoclismos de Aveiro vence prémio de inovação nos Estados Unidos


A fabricante portuguesa de autoclismos OLI venceu o DPHA Product of the Year Award 2026, nos Estados Unidos, na categoria de inovação, com a placa de comando Voronoi, desenvolvida em parceria com a Universidade de Aveiro. A solução alia design inspirado na natureza com materiais de menor impacto ambiental.

Fabricada em BIO ABS, a placa de comando integra 50% de matérias-primas provenientes de fontes renováveis de origem biológica, como plantas, algas e resíduos orgânicos, reduzindo a dependência de recursos fósseis, segundo descreve a empresa de Aveiro, considerada a maior produtora de autoclismos da Europa do Sul.

Com uma capacidade de produção anual de dois milhões de autoclismos e três milhões de mecanismos, a empresa obteve em 2025 um volume de negócios de 69 milhões de euros e exportou 70% da produção. A OLI opera em mais de 80 países dos cinco continentes e “afirma-se como uma referência em soluções integradas para o espaço de banho”.

A Voronoi foi desenvolvida no âmbito do projeto OLIPUSH, integrado na Agenda ILLIANCE e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e resultou da colaboração entre a indústria e a academia.

O prémio foi atribuído pela Decorative Plumbing & Hardware Association (DPHA), uma associação norte-americana ligada aos setores dos equipamentos para casas de banho e cozinhas, canalização decorativa e ferragens.

A empresa considera que esta distinção vem reforçar “o reconhecimento internacional da inovação portuguesa no setor da casa de banho”.

A solução surge inspirada no diagrama matemático de Voronoi, uma estrutura presente em vários padrões da natureza. A placa apresenta uma geometria facetada que cria profundidade e jogos de luz e sombra, “cujos vincos estruturais permitem reduzir em 20% a utilização de matéria-prima, mantendo a resistência e a durabilidade necessárias para uma utilização diária”, descreve a empresa numa nota enviada às redações.

Disponível em oito tonalidades, inspiradas em elementos da natureza, a Voronoi introduz a cor no polímero, evitando, assim, a utilização de acabamentos metalizados convencionais, que, garante a OLI, são mais poluentes e prejudiciais ao ambiente.

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Que profissão ganha mais? Esta plataforma ajuda a comparar salários e perspetivas de carreira


Depois de dois anos a acelerar a requalificação dos trabalhadores portugueses e a fazer a ponte entre estes e as vagas de emprego disponíveis no mercado, a plataforma gratuita New Career Network (NCN) entra agora numa nova fase. Passa a apoiar também a fase de reflexão sobre uma potencial mudança de carreira, disponibilizando dados que permitem comparar salários entre funções e perspetivas profissionais.

“Nos últimos dois anos, passaram pela NCN cerca de 340 mil pessoas, das quais cerca de 47 mil foram orientadas para formações de elevada empregabilidade ou oportunidade de emprego“, começa por realçar Carla Sousa, manager desta plataforma, em conversa com o ECO.

“É um número que nos orgulha bastante“, assinala a responsável. Lançada em outubro de 2024, a NCN tem tido, até aqui, duas grandes funções. Por um lado, disponibiliza um catálogo de cursos com empregabilidade mínima de 70%, ajudando a acelerar a requalificação dos portugueses. E, por outro, reúne as vagas de emprego disponíveis no mercado de trabalho.

A partir de agora, soma uma nova funcionalidade: passa a apoiar quem está “ainda na fase de reflexão”, com dados que permitem perceber se quer mesmo mudar de carreira e quais as hipóteses “são válidas” para si, salienta Carla Sousa. Isto porque a Fundação Belmiro de Azevedo decidiu juntar-se a este projeto, como parceira estratégica, trazendo consigo os dados da Brighter Future sobre salários médios, procura por profissão, número de trabalhadores, qualificações mais frequentes, presença de jovens em cada atividade e diferenças regionais.

“Os dados estão disponíveis em contínuo. Qualquer um de nós pode ir à plataforma e aceder diretamente aos dados. Permite perceber, por exemplo, quais são os setores em que a procura é grande ou reduzida, se está a aumentar ou a cair. Para que as pessoas tomem a decisão com uma perceção de risco”, explica a manager.

Temos também informação sobre salários e há surpresas. Por exemplo, o curso de técnico de redes permite um salário médio de 2.200 euros. Em comparação, um fisioterapeuta, ao qual se exige uma licenciatura, tem um ordenado médio abaixo dos 1.500 euros.

Carla Sousa

Manager da NCN

“Temos também informação sobre salários e há surpresas. Por exemplo, o curso de técnico de redes permite um salário médio de 2.200 euros. Em comparação, um fisioterapeuta, ao qual se exige uma licenciatura, tem um ordenado médio abaixo dos 1.500 euros”, destaca Carla Sousa.

A responsável avança ao ECO também que a intenção é que, até ao final do ano, a NCN tenha uma funcionalidade que permita também o acesso personalizado a essa informação, sendo que, por agora, é possível encontrar estes dados diretamente na plataforma, sem que seja necessária criar um perfil.

80 cursos e oito mil vagas de emprego

Carla Sousa é manager da New Career Network (NCN)

Quando foi lançada no outono de 2024, a NCN contava com 30 cursos de requalificação, em diferentes áreas, do digital à agricultura, passando pela indústria. Hoje, a oferta formativa é bem mais expressiva: “Temos à data de hoje mais de 80 cursos de 20 escolas parceiras“, adianta Carla Sousa.

Todos os programas, garante a mesma, são em áreas com elevada procura (da indústria à saúde) e com empregabilidade mínima de 70%. A maioria é pago, mas há também opções gratuitas (40% dos cursos).

No momento do lançamento, a NCN tinha sinalizado ao ECO a vontade de aprofundar a relação com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Carla Sousa adianta agora que a entrada da Fundação Belmiro de Azevedo servirá também para retomar esse tema.

Quanto às vagas de emprego, a plataforma registava em torno de duas dezenas de oportunidades, no momento de lançamento. Hoje, adianta a manager, há oito mil vagas registadas em empresas de referência e recrutadoras, como Adecco, Randstad, Sonae, Manpower, CUF e EDP.

Do ponto de vista do perfil, cerca de um terço dos nossos utilizadores tem licenciatura. Esse é o nível predominante. Seguem-se o ensino secundário e, depois, o doutoramento.

Carla Sousa

Manager da NCN

Por outro lado, no que diz respeito ao perfil do utilizador da NCN, Carla Sousa indica que um terço tem licenciatura. “Esse é o nível de escolaridade predominante. Seguem-se o ensino secundário e o doutoramento”, detalha.

Mais, duas em cada três pessoas que chegam a esta plataforma estão empregadas, mas a preparar o seu passo profissional seguinte. “A adesão tem superado as expectativas. Temos feito um conjunto de otimizações à ferramenta”, realça a manager, que revela que a meta é chegar às 400 mil pessoas abrangidas até março de 2027.

A NCN foi criada no âmbito da iniciativa para a requalificação de talento promovida pela European Roundtable for Industry, organização que junta 60 das maiores empresas europeias, incluindo a portuguesa Sonae. Daí que esta retalhista portuguesa tenha sido a responsável pelo investimento que permitiu o desenvolvimento desta plataforma no país.

“A New Career Network traduz o compromisso da Sonae com a educação, a requalificação profissional e a capacitação ao longo da vida. Enquanto maior empregador privado em Portugal, acreditamos que é também nossa responsabilidade contribuir para soluções que ajudem as pessoas a adaptar competências, compreender melhor o mercado de trabalho e tomar decisões de carreira mais informadas”, afirma Daniel Fonseca, diretor de marca da Sonae, citado em comunicado.

Em comparação, a implementação em Espanha foi proporcionada por um conjunto de empresas liderado pela Fundación Telefónica, em colaboração com a SAP, Iberdrola e CEOE.

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