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Tempestade pode afetar comparecimento às urnas em eleições nos EUA

Uma tempestade chuvosa deve avançar pelo centro dos Estados Unidos no dia das Eleições de Meio de Mandato e pode influenciar o comparecimento dos eleitores em disputas importantes da região.

Ainda não é possível determinar exatamente quais estados terão chuva na próxima terça-feira. Há dúvidas sobre a localização e a intensidade da tempestade, algo normal em uma previsão feita com quase uma semana de antecedência.

A previsão deve ficar mais clara até o fim de semana. Por enquanto, Iowa, Kansas, Michigan, Ohio e Texas podem enfrentar condições chuvosas.

A chuva pode influenciar o comparecimento às urnas nesses estados e em outras regiões do centro dos Estados Unidos, entre os eleitores que ainda não votaram antecipadamente. Mais de 35 milhões de pessoas já votaram por meio do voto antecipado.

Diversos estudos constataram que a chuva e outras condições meteorológicas adversas tendem a reduzir o comparecimento dos eleitores, enquanto o tempo ensolarado costuma ter o efeito contrário.

Cenário meteorológico

A ameaça de chuva na terça-feira pode se estender de partes da região dos Grandes Lagos e do Meio-Oeste Superior até a costa oeste do Golfo do México. No entanto, a localização exata da tempestade fará a diferença entre tempo seco, chuva intensa ou pancadas isoladas.

Rajadas de vento podem acompanhar a chuva no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies. Também há possibilidade de tempestades fortes na parte sul do sistema meteorológico.

O tempo deve permanecer seco antes e depois da passagem da tempestade em grande parte da Costa Leste e no Oeste do país. A exceção são áreas costeiras da região do Meio-Atlântico e do Sudeste, onde ainda não é possível descartar completamente pancadas de chuva isoladas.

Uma coisa parece certa na previsão: não será necessário usar roupas muito quentes. As temperaturas máximas em grande parte da metade leste do país devem ficar entre 5 e 15 graus Fahrenheit acima da média. Apenas o Sudoeste deve registrar temperaturas um pouco abaixo da média.

A seguir, a previsão para alguns dos estados com disputas importantes nas eleições de meio de mandato. As condições ainda podem mudar à medida que houver mais certeza sobre a trajetória da tempestade, até o fim de semana.

Previsão para estados com disputas importantes

  • Geórgia: tempo provavelmente seco, com máximas entre 21 °C e 28 °C.
  • Iowa: há grande possibilidade de chuva durante pelo menos parte do dia, embora as pancadas possam deixar o estado até o início da manhã. As máximas devem ficar entre 10 °C e 17 °C.
  • Kansas: há boa possibilidade de chuva em partes do estado, mas ainda não está definido onde e em que volume. As máximas devem ficar entre 10 °C e 21 °C.
  • Maine: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Michigan: os modelos meteorológicos apresentam cenários bastante diferentes. Alguns indicam chuva generalizada em grande parte do estado, enquanto outros preveem apenas pancadas isoladas no oeste de Michigan ou na Península Superior. As máximas devem variar entre 4 °C e 12 °C na Península Superior e chegar a cerca de 16 °C nas áreas ao sul da Península Inferior.
  • New Hampshire: tempo provavelmente seco, com máximas entre 4 °C e 12 °C.
  • Carolina do Norte: tempo provavelmente seco, com máximas em torno de 21 °C a 28 °C.
  • Ohio: a maioria dos modelos meteorológicos mantém a chuva a oeste do estado, mas ainda é cedo para descartar tempo chuvoso. As máximas devem chegar a cerca de 16 °C a 21 °C.
  • Texas: a metade leste do estado, especialmente nas áreas ao longo e a leste da rodovia interestadual 35, tem a maior probabilidade de chuva. Também há possibilidade de tempestades. As máximas devem variar entre cerca de 27 °C a 32 °C perto da costa e 16 °C a 21 °C na região do Panhandle, no noroeste do estado.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

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Novas pesquisas reforçam perspectivas dos democratas no Senado dos EUA

Novas pesquisas confirmam a ampliação do mapa de disputas em que os democratas têm chances de conquistar cadeiras no Senado nas Eleições de Meio de Mandato de 2026, nos Estados Unidos.

Os levantamentos do The New York Times em parceria com o Siena College — os primeiros estudos de alta qualidade em alguns desses estados — mostram os democratas com uma oportunidade concreta de conquistar uma cadeira na Carolina do Sul e, possivelmente, outra na Flórida. Já a pesquisa em Minnesota indica que as esperanças republicanas de uma vitória improvável no estado podem ter sido frustradas.

Os resultados de uma única pesquisa estadual não devem ser supervalorizados. Apesar do avanço dos democratas, muitas disputas estão dentro da margem de erro. Ainda assim, diante da escassez de levantamentos nesses três estados e da importância de cada disputa neste ano, os novos dados merecem uma análise mais detalhada.

Carolina do Sul

O principal destaque é o empate entre a senadora republicana Darline Graham, que assumiu o cargo por nomeação, e a democrata Annie Andrews, ambas com 48% entre os eleitores propensos a votar na Carolina do Sul.

É a primeira pesquisa pública de alta qualidade no estado e indica que a disputa não é apenas potencialmente vencível para os democratas, mas está praticamente empatada. O resultado chama a atenção em um estado que Donald Trump venceu por 18 pontos percentuais em 2024.

O cenário surge depois de outra pesquisa do The New York Times/Siena apontar empate técnico no Kansas, estado vencido por Trump por 16 pontos.

Há uma explicação clara para a competitividade na Carolina do Sul: os republicanos escolheram uma candidata apoiada por Trump que enfrenta questionamentos importantes sobre sua qualificação para o cargo.

Entre os eleitores propensos a votar, Andrews, que é médica, tem vantagem de 13 pontos percentuais sobre Graham na avaliação de quem possui a experiência adequada para ser uma senadora eficaz. Já Graham, irmã do falecido senador republicano Lindsey Graham, até então pouco conhecida, registra desvantagem de sete pontos nesse quesito.

Entre os eleitores independentes, 59% afirmam que Andrews tem a experiência necessária, ante 31% que dizem o mesmo sobre Graham.

Enquanto 62% dos democratas concordam enfaticamente que Andrews tem a experiência adequada, apenas 35% dos republicanos demonstram o mesmo grau de concordância em relação a Graham.

É uma avaliação bastante negativa para Graham, inclusive dentro de seu próprio partido.

Esses números ajudam a explicar por que Andrews lidera entre os independentes por 57% a 37% e ainda recebe 7% das intenções de voto dos eleitores republicanos propensos a votar.

Os dados indicam ainda que as tentativas dos republicanos de retratar Andrews como extremista não surtiram, até agora, o efeito esperado. A estratégia se concentrou principalmente em declarações anteriores dela sobre direitos de pessoas trans e no uso de um termo pejorativo contra pessoas trans para atacá-la. Apenas 39% dos eleitores propensos a votar nesse estado conservador consideram Andrews muito à esquerda.

Ainda não há pesquisas de alta qualidade em outros estados tradicionalmente republicanos onde o partido pode enfrentar dificuldades, como Nebraska e até mesmo Mississippi, onde Trump esteve na segunda-feira. Mas os levantamentos do The New York Times/Siena no Kansas e na Carolina do Sul mostram que os democratas têm várias oportunidades de conquistar cadeiras.

Minnesota

Outro destaque é uma pesquisa que indica que os democratas não têm tantos motivos para se preocupar em Minnesota. Até agora, os dados disponíveis, ainda limitados, sugeriam que o estado — onde Kamala Harris venceu por quatro pontos percentuais — poderia representar um problema para o partido.

O levantamento do The New York Times/Siena mostra a vice-governadora democrata Peggy Flanagan à frente da republicana Michele Tafoya, ex-comentarista esportiva de televisão, por 54% a 40%.

A pesquisa indica que os eleitores têm preocupações reais de que Flanagan seja muito à esquerda. Até mesmo 17% de seus próprios apoiadores compartilham dessa avaliação. Ela conquista poucos votos entre os republicanos, ao contrário de vários outros candidatos democratas ao Senado, e não é especialmente popular.

Ainda assim, os dados sugerem que o eleitorado pode ser favorável demais aos democratas para que esses fatores comprometam sua vantagem.

Os democratas lideram por 18 pontos percentuais na disputa genérica para o Senado no estado, e 57% dos eleitores propensos a votar têm uma opinião fortemente desfavorável sobre Trump.

Mesmo que Minnesota não se mostre tão favorável aos democratas quanto a pesquisa indica, Tafoya parece enfrentar uma disputa difícil em um ano que pode ser positivo para o partido. Flanagan também lidera entre os independentes por dois dígitos, com 54% contra 39%.

Flórida

Uma terceira pesquisa parece confirmar que a Flórida — estado que se tornou cada vez mais republicano durante a era Trump — é um objetivo secundário para os democratas.

O levantamento mostra a senadora republicana Ashley Moody à frente da deputada estadual democrata Angie Nixon por seis pontos percentuais, com 50% contra 44%. Na semana anterior, uma pesquisa da Universidade do Norte da Flórida havia apontado uma vantagem semelhante para Moody, de 49% a 45%.

Os republicanos podem comemorar o fato de a vantagem continuar fora da margem de erro.

Ainda assim, a disputa é competitiva. Embora a Flórida tenha sido amplamente descartada como objetivo pelos democratas após a escolha de Nixon, integrante da organização Socialistas Democráticos da América, apenas 37% dos eleitores propensos a votar a consideram muito à esquerda. Entre os independentes, Nixon lidera por 52% a 38%.

Parece difícil para Nixon superar a desvantagem em um estado que tem se inclinado cada vez mais aos republicanos. Mas, no mínimo, a pesquisa do The New York Times/Siena indica que a disputa pelo governo estadual está aberta.

O levantamento mostra o deputado republicano Byron Donalds com 48% e o ex-deputado democrata David Jolly com 44%. A diferença de quatro pontos percentuais está muito próxima da margem de erro da pesquisa, de 3,9 pontos.

Mesmo perder a disputa pelo governo da Flórida representaria um revés importante para os republicanos.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

 

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Trump e Obama intensificam campanha na reta final das eleições nos EUA

O presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente democrata Barack Obama intensificam a campanha nesta quarta-feira (28), na última semana antes das Eleições de Meio de Mandato, marcadas para 3 de novembro.

Os dois visitam Ohio e Geórgia, estados com disputas decisivas para definir qual partido controlará o Congresso americano nos próximos dois anos.

A reta final da campanha ocorre em meio à queda da aprovação pública de Trump e à insatisfação dos americanos com o alto custo de vida e a guerra contra o Irã. O cenário ameaça as maiorias republicanas no Senado e na Câmara dos Representantes.

Trump participará de um evento com o senador Jon Husted, de Ohio, que enfrenta o ex-senador democrata Sherrod Brown. A disputa está entre as mais acirradas e pode influenciar a manutenção da vantagem republicana de 53 a 47 cadeiras no Senado.

Obama, por sua vez, tem agenda com o senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, que enfrenta o deputado republicano Mike Collins. O estado tem registrado disputas federais competitivas nos últimos ciclos eleitorais. As três eleições mais recentes para o Senado na Geórgia foram decididas em segundo turno. Desta vez, analistas independentes consideram que Ossoff está em posição favorável para manter a cadeira.

Obama manteve um perfil público relativamente discreto até a semana passada, quando voltou à campanha com discursos contundentes contra seu sucessor.

Disputa pelo Congresso

Os americanos votam antecipadamente há semanas. Mais de 36,4 milhões de cédulas já haviam sido registradas, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. Nas eleições de meio de mandato de 2022, durante o governo do democrata Joe Biden, 45,9 milhões de pessoas votaram antecipadamente.

Analistas independentes consideram que os democratas têm boas chances de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes. A disputa pelo Senado é vista como mais difícil, já que o partido precisa conquistar cadeiras em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos, como Ohio, Iowa ou Alasca, para alcançar as 51 necessárias para controlar a Casa.

“Só acho que o Partido Republicano perdeu contato com a realidade. Eles não entendem o que realmente está acontecendo, e parece que quebraram as promessas feitas às pessoas”, afirmou Joshua Brazezicke, de 26 anos, administrador de imóveis da Pensilvânia que recentemente mudou seu registro eleitoral de independente para democrata. O estado tem quatro disputas competitivas para a Câmara, que podem ter papel decisivo na definição da maioria.

Em Michigan, o republicano Mike Rogers e o democrata Abdul El-Sayed disputam uma cadeira no Senado que ficará vaga com a saída do senador democrata Gary Peters. As duas campanhas recorrem a aliados conhecidos para mobilizar apoiadores e aumentar a participação eleitoral.

Rogers fez campanha com o senador republicano Ted Cruz, do Texas, em uma série de quatro paradas de ônibus que terminou em Imlay City, a nordeste de Detroit. El-Sayed tinha um evento de mobilização previsto para a noite com Peters e a também senadora democrata por Michigan Elissa Slotkin, na região de Downriver, a sudoeste de Detroit.

Embora as médias das pesquisas deem uma pequena vantagem a El-Sayed, o estrategista republicano Dennis Lennox avalia que Rogers continua bem posicionado. Ele atribui parte dessa condição à estrutura de mobilização da campanha, que, segundo ele, os republicanos não tinham no estado havia mais de uma década. Lennox citou a afirmação da campanha de Rogers de que, somados os grupos aliados, foram feitas visitas a mais de 7 milhões de residências.

“Pela primeira vez desde o ciclo de 2014, há de fato uma campanha real em Michigan”, disse Lennox à Reuters. “Mala direta, mensagens de texto, paradas de ônibus. Em uma disputa decidida por um ou dois pontos, essas coisas fazem diferença.”

Ações do governo e questionamentos eleitorais

Nas últimas semanas, Trump adotou medidas para tentar aliviar os preços da energia e prometeu bilhões de dólares em pagamentos diretos a milhões de americanos. Ele busca mobilizar apoiadores do movimento MAGA em áreas rurais desses estados, incluindo eleitores que o apoiam, mas nem sempre participam das eleições de meio de mandato.

Trump, que afirma falsamente que sua derrota na eleição de 2020 foi resultado de fraude generalizada, voltou ao poder e passou a usar a estrutura do governo federal para investigar suas alegações de que um grande número de pessoas vota ilegalmente nos Estados Unidos.

Segundo a Reuters, a administração Trump emitiu mais de 100 intimações a autoridades eleitorais estaduais e locais em pelo menos 12 estados, exigindo registros de dezenas de milhares de eleitores.

Na terça-feira, um juiz demonstrou ceticismo em relação ao pedido do Departamento de Justiça para impedir a Califórnia de contabilizar votos pelo correio de mais de 20 mil eleitores registrados que o governo alega serem não cidadãos.

Separadamente, o sistema eletrônico de envio de documentos da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos continuava fora do ar mais de 24 horas depois de ter sido desligado na noite de segunda-feira para conter uma violação de segurança.

A comissão informou que trabalha para resolver o problema. A interrupção impediu responsáveis pelas finanças de campanhas de apresentar relatórios de gastos dentro do prazo, deixando os eleitores sem informações atualizadas sobre quem financia as campanhas e para onde vai o dinheiro.

O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos?

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Democratas recrutaram candidatos para dividir votos no Alasca, diz NYT

Democratas recrutaram candidatos que poderiam dividir os votos na disputa ao Senado dos Estados Unidos pelo Alasca, informou o New York Times nesta quarta-feira (28). Segundo o jornal, assessores de Mary Peltola, candidata democrata ao Senado, trabalharam com advogados da campanha e integrantes da cúpula do braço de campanha dos democratas no Senado para recrutar dois candidatos que estão na cédula eleitoral e poderiam tirar votos do senador republicano Dan Sullivan, que tenta a reeleição.

A cédula do Alasca, que adota o sistema de voto por ordem de preferência, terá Sullivan, Peltola, um professor aposentado que também se chama Dan Sullivan e Gerald Heikes, candidato com poucas chances de vitória que já disputou várias vezes os cargos de governador e deputado federal. Heikes substituiu o democrata David Leslie depois que o candidato progressista foi pressionado a desistir da disputa.

Elisa Rios, ex-chefe de campanha de Peltola, disse ao jornal que a candidata sabia da iniciativa, mas não participou diretamente. Representantes de Peltola e do Elias Law Group, escritório cujos advogados representam a candidata, não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

O Comitê de Campanha dos Democratas para o Senado negou envolvimento.

“Os republicanos têm um longo histórico de recrutar e apoiar candidatos na tentativa de fortalecer suas próprias campanhas — incluindo o recrutamento de um presidiário com endereço em Nova York para concorrer contra Mary Peltola e o gasto de quase meio milhão de dólares para garantir que um morador do Arizona entrasse na cédula eleitoral do Alasca na disputa ao Senado deste ciclo”, afirmou Monica Robinson, porta-voz do braço de campanha dos democratas no Senado.

Durante as eleições primárias, supercomitês de ação política republicanos tentaram impulsionar um candidato de um terceiro partido que mora no Arizona. Um supercomitê democrata fez o mesmo por Heikes e por outro candidato republicano.

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou preventivamente com uma ação na Justiça federal para impedir a certificação dos resultados eleitorais no Alasca caso Sullivan perca a reeleição por uma margem estreita. Advogados da campanha de Peltola pediram ao juiz que rejeite a ação do governo Trump.

Os republicanos têm maioria de 53 a 47 no Senado. Para assumir o controle da Casa nas eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras.

O Alasca, estado em que o presidente republicano Donald Trump venceu por 13 pontos percentuais em 2024, é um dos campos de disputa que definirão qual partido controlará o Senado nos dois últimos anos do mandato de Trump.

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Irã mantém contato com mediadores sobre plano de 7 dias, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta quarta-feira (28) que Teerã mantém contato próximo com intermediários para discutir propostas que garantam a implementação de um plano iraniano destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio.

Araqchi disse que o Irã continua dando uma chance ao caminho diplomático e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias apresentado por Teerã seja concluído em menos de uma semana, caso seja implementado.

Anteriormente, o chanceler afirmou que, segundo a proposta, o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de energia, poderia ser reaberto caso determinadas condições fossem atendidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta, o que levou a novos esforços de mediação do Catar.

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Estudantes protestam contra incêndios florestais e políticas na Indonésia

Centenas de estudantes e integrantes de organizações da sociedade civil realizaram protestos nesta quarta-feira (28) em várias cidades da Indonésia, incluindo a capital, Jacarta, contra os incêndios florestais em curso e as políticas do presidente Prabowo Subianto. As manifestações representam um teste para o início de seu governo.

Agravados pelo fenômeno climático El Niño, que deixa áreas de turfa vulneráveis a incêndios, os focos de fogo provocaram a pior onda de queimadas florestais e fumaça na Indonésia em 11 anos. A situação tem aumentado os problemas respiratórios e poluído o ar de países vizinhos, como Malásia e Singapura.

Os manifestantes se concentraram em uma rotatória conhecida de Jacarta. Alguns usavam máscaras contra gases e exibiam cartazes contra os incêndios, além de exigir que o governo declarasse as queimadas um desastre nacional. Estudantes também protestaram em Makassar, na província de Sulawesi do Sul, e em Bandung, na província de Java Ocidental, com reivindicações semelhantes.

Os participantes pediram que o governo suspendesse os gastos com programas populares, como a iniciativa de refeições gratuitas de Prabowo, entre outras demandas.

Os protestos, os segundos em uma semana, ocorrem em meio à queda contínua dos índices de aprovação de Prabowo desde o fim do ano passado, segundo pesquisas da Saiful Mujani Research and Consulting (SMRC), dois anos após o início de sua presidência.

A Indonésia abriu processos contra empresas supostamente ligadas aos incêndios e tentou modificar as condições climáticas para provocar chuvas.

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Drones navais atingem navio cargueiro na costa da Bulgária

Drones navais atingiram um navio cargueiro na costa búlgara do Mar Negro nesta quarta-feira (28), segundo o proprietário da embarcação e o governo do país. O ataque é o mais recente de uma série de incidentes que aumentaram a preocupação com a expansão do alcance da guerra da Rússia contra a Ucrânia.

Não está claro quem realizou o ataque ao navio grego, que navegava sob bandeira da Libéria na zona econômica exclusiva (ZEE) da Bulgária, nem qual era a carga transportada pelos 421 contêineres da embarcação.

“Um navio cargueiro foi atingido por três drones navais, a aproximadamente 21 milhas náuticas a sudeste de Shabla”, afirmou o ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, a jornalistas durante uma reunião regional de segurança.

O Ministério dos Transportes da Bulgária informou, em comunicado, que quatro embarcações da Marinha e da polícia foram enviadas para prestar assistência ao navio, que seguia do porto israelense de Haifa para Constanța, na Romênia. Os 18 tripulantes foram retirados da embarcação.

A proprietária do navio, a empresa Contships Management, confirmou o ataque. Um representante da companhia informou que todos os tripulantes estavam em segurança e em terra: 14 filipinos e quatro ucranianos.

Uma fonte de segurança marítima com conhecimento do caso afirmou que o navio sofreu danos graves e estava adernando.

Preocupação internacional

Ataques com drones contra navios mercantes na costa da Bulgária provavelmente causaram a morte de cerca de duas dezenas de tripulantes internacionais nas últimas semanas, segundo comunicados do governo sobre pessoas desaparecidas. Pelo menos seis embarcações comerciais foram atacadas.

Os ataques ocorreram na zona econômica exclusiva da Bulgária, área que se estende além das águas territoriais do país, mas na qual a Bulgária tem direitos exclusivos de exploração e gestão de recursos.

Os incidentes provocaram condenação internacional e preocupação com o alcance crescente da guerra na Ucrânia. Integrante da União Europeia e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Bulgária tem buscado ajuda de aliados para reforçar a segurança marítima.

A Ucrânia atribuiu os ataques à Rússia, e o primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, afirmou que os incidentes parecem beneficiar Moscou. O governo russo, porém, negou envolvimento.

Em um sinal da preocupação internacional, o ministro da Defesa da Turquia, Yaşar Güler, advertiu Rússia e Ucrânia nesta quarta-feira contra ataques a embarcações comerciais no Mar Negro. Ele afirmou que Ancara se reserva o direito de tomar medidas legais em resposta aos ataques.

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Helicóptero resgata passageiro ferido em acidente de trem na Espanha

Ao menos 68 pessoas morreram após a colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha nesta quarta-feira (28), segundo autoridades regionais. O acidente é o segundo com mortes em menos de um ano na linha ferroviária que liga Madri à região da Andaluzia, no sul do país.

Um helicóptero de emergência retirou um passageiro ferido do local. Imagens da Reuters mostram policiais e equipes de resgate trabalhando na área, transportando feridos em macas e inspecionando os trens envolvidos.

Segundo uma pessoa informada sobre o acidente, um trem expresso operado pela Iryo parou perto de Toledo devido a uma falha de sinalização, por determinação da ADIF, responsável pela infraestrutura ferroviária. Em seguida, um trem da Renfe atingiu a composição parada em alta velocidade. Vários vagões dos dois trens descarrilaram.

A porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, Esther Padilla, informou que 147 pessoas estavam a bordo do trem da Iryo e 397 viajavam no trem da Renfe.

A colisão deve ampliar os questionamentos sobre a infraestrutura ferroviária espanhola antes das eleições antecipadas previstas para novembro.

Acidentes ferroviários mais mortais da Espanha

  • Adamuz (2026)

Em 18 de janeiro, 46 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas no sul da Espanha, perto de Adamuz, na província de Córdoba, após um trem de alta velocidade descarrilar e colidir com outro que vinha no sentido contrário.

A investigação continua em andamento. Um relatório preliminar da Guarda Civil espanhola, divulgado em fevereiro, apontou defeitos na via, no trilho ou em uma solda entre dois trechos como principal hipótese para o acidente, mas manteve outras sete possibilidades em aberto. A tragédia provocou um debate sobre o nível de investimento na manutenção ferroviária nos últimos anos.

  • Santiago de Compostela (2013)

Um acidente ferroviário no verão de 2013 deixou 80 mortos e 145 feridos. Um trem de alta velocidade com oito vagões descarrilou em uma curva acentuada perto de Santiago de Compostela, no noroeste do país, bateu contra um muro de concreto e pegou fogo.

Uma comissão do Ministério dos Transportes concluiu que o acidente foi causado pelo excesso de velocidade e pela distração do maquinista, que atendia a uma ligação de um superior. Uma associação de vítimas responsabilizou tanto o erro humano quanto os sistemas de segurança ferroviária.

  • Atentados a trens suburbanos de Madri (2004)

Em 11 de março de 2004, dez bombas em mochilas explodiram em quatro trens suburbanos durante o horário de pico em Madri. Os ataques mataram 193 pessoas e feriram milhares. Foram realizados por extremistas islâmicos contrários à participação da Espanha na Guerra do Iraque.

  • El Cuervo (1972)

Uma colisão frontal entre dois trens na linha entre Cádiz e Sevilha matou 86 pessoas e deixou mais de 150 feridas, perto da cidade de El Cuervo, no sul do país. Segundo uma investigação da operadora ferroviária estatal Renfe, o acidente ocorreu porque um maquinista não parou diante de um sinal vermelho na estação.

  • Urduliz (1970)

Uma colisão frontal entre dois trens na cidade de Urduliz, perto de Bilbao, no norte da Espanha, matou 33 pessoas. Um chefe de estação foi inicialmente responsabilizado, mas depois foi revelado que ele havia trabalhado em turnos de 16 horas durante os quatro dias anteriores.

  • Grisén (1965)

Um trem que fazia a rota entre Madri e Barcelona pegou fogo em Grisén, perto de Zaragoza, no nordeste da Espanha, matando dezenas de passageiros. A operadora informou na época que 30 pessoas morreram, mas relatos posteriores apontaram que o número poderia chegar a 80. A liderança franquista teria tentado minimizar a dimensão da tragédia.

  • Torre del Bierzo (1944)

A colisão de três trens na região de El Bierzo, na província de León, é considerada um dos acidentes ferroviários mais mortais da Espanha. A estimativa de 78 mortos ainda é debatida devido à censura durante a ditadura de Francisco Franco.

Um trem que seguia de Madri para A Coruña sofreu uma falha nos freios e bateu em uma locomotiva dentro de um túnel. Pouco depois, um terceiro trem entrou no mesmo túnel e atingiu os destroços.

 

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Passageiros relatam caos após acidente de trem na Espanha

Passageiros de trem, na província de Toledo, na Espanha, disseram à CNN que o momento da colisão foi “muito caótico”. Segundo os relatos, as pessoas foram imediatamente arremessadas de seus assentos e caíram umas sobre as outras dentro dos vagões.

As autoridades retiraram do local pelo menos um ônibus cheio de passageiros que não tiveram ferimentos graves. Vários dos passageiros transportados apresentavam ferimentos leves, incluindo cortes no rosto e ao redor dos olhos, além do que pareciam ser sangramentos no nariz. Muitas pessoas também tinham sangue nas mãos e nos braços.

“Houve uma falha terrível de comunicação. Ninguém pôde sair dos trens por 10 minutos após a colisão. Não sabíamos o que estava acontecendo”, disse um passageiro identificado como Rey, que não quis informar o sobrenome.

Ele contou que está bem, assim como sua família, que viajava para passar férias em Sevilha, mas afirmou estar “desesperado para ir embora”. Mais ônibus chegaram ao local para retirar outros passageiros da área.

Outro passageiro, Yoander, de 25 anos, disse à CNN: “Eu estava dormindo e, quando acordei, já estava batendo contra os assentos à minha frente”.

“Bati o rosto e a perna”, declarou. “Estou com dor, mas há pessoas que precisam de mais ajuda do que eu.”

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