Banco do Japão deverá manter taxas de juro após inflação atingir meta de 2%

O Banco do Japão (BoJ) iniciou hoje 29 de outubro uma reunião de dois dias de política monetária, na qual se espera que conclua que a inflação atingiu o objectivo de 2% e mantenha as taxas de juro de curto prazo em 1,25%.
Segundo destacam órgãos de comunicação locais, como a agência noticiosa japonesa Kyodo, vários analistas não prevêem alterações após a reunião, mas esperam uma nova subida das taxas após outra reunião agendada para 17 e 18 de Dezembro.
Em Setembro, o banco central elevou as taxas de juro para 1,25%, depois de as ter aumentado para 1% em Junho, num contexto marcado pela insistência dos Estados Unidos para que o Japão demonstre aos mercados o compromisso com a sustentabilidade orçamental e com a trajectória de subida das taxas de juro.
Há mais de uma década que o BoJ fixou uma meta de inflação de 2% como parte dos esforços para pôr fim à deflação.
Perante as preocupações com uma eventual aceleração da inflação devido a factores externos, a instituição está agora a concentrar esforços em limitar a subida dos preços em torno deste patamar.
No mercado cambial, o iene manteve-se durante a sessão na faixa superior das 157 unidades por dólar, quase três meses depois de Tóquio e Washington terem realizado uma intervenção conjunta para travar a persistente fraqueza da moeda japonesa, que se encontrava então próxima das 164 unidades por dólar.
A decisão do BoJ será anunciada depois de a Reserva Federal norte-americana (Fed) ter optado esta quarta-feira por manter as taxas de juro inalteradas, entre 3,75% e 4%, em linha com as previsões dos analistas.
Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) anunciará nas próximas horas a decisão de política monetária, sendo igualmente esperado que mantenha as taxas de juro sem alterações.