Muito antes de se tornar mundialmente conhecido como o Professor Charles Xavier, da franquia X-Men, Patrick Stewart já havia conquistado um lugar na história da ficção científica como o capitão Jean-Luc Picard, um dos personagens mais emblemáticos de Star Trek. O ator britânico morreu aos 86 anos, na quarta-feira, 28, em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, deixando um legado de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão.A morte foi confirmada nesta quinta-feira, 29, por meio de um comunicado divulgado por representantes do artista. Segundo a declaração, o veterano enfrentava Alzheimer e demência por corpos de Lewy.
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Escolhido para protagonizar Star Trek: A Nova Geração (Star Trek: The Next Generation), em 1987, Stewart assumiu a responsabilidade de conduzir uma nova fase de uma franquia que já havia conquistado uma legião de admiradores. Sua interpretação ajudou a estabelecer a identidade da produção e consolidou Picard como uma referência da cultura pop.Patrick Stewart ajudou a renovar Star TrekCriada por Gene Roddenberry, Star Trek estreou na televisão em 1966 e, mesmo após o encerramento de sua série original, continuou conquistando público por meio de reprises, filmes e novas produções.Foi nesse cenário que Star Trek: A Nova Geração chegou à televisão, em 1987, apresentando uma nova tripulação a bordo da Enterprise-D, quase um século depois das aventuras de Kirk e Spock.A produção acompanhava as missões do capitão Jean-Luc Picard e sua equipe em jornadas de exploração espacial, encontros com novas civilizações e conflitos que frequentemente abordavam questões políticas, éticas e sociais.Com Patrick Stewart no papel principal, a série alcançou grande sucesso. De acordo com a enciclopédia televisiva do Museum of Broadcast Communications, a produção se tornou uma das séries exibidas com maiores índices de audiência da história.Ao longo de sete temporadas, entre 1987 e 1994, Star Trek: A Nova Geração teve 178 episódios e ampliou as possibilidades narrativas do universo criado por Roddenberry, desenvolvendo histórias mais complexas e aprofundando os personagens.O sucesso também abriu caminho para a expansão da franquia, que passou a investir em novas séries e filmes, consolidando Star Trek como uma das propriedades mais duradouras do entretenimento.Jean-Luc Picard se tornou um dos personagens mais importantes da franquiaA importância de Patrick Stewart para Star Trek está diretamente relacionada à construção de Jean-Luc Picard, um capitão cuja liderança se destacava pela diplomacia, pelo pensamento estratégico e pela disposição para buscar soluções por meio do diálogo.Diferentemente de uma representação de liderança baseada apenas na força ou no combate, Picard se tornou conhecido por privilegiar a negociação, a reflexão e a compreensão de outras culturas, características alinhadas à proposta de exploração e convivência entre diferentes povos que atravessa a franquia.A formação teatral de Stewart contribuiu para a construção de um personagem marcado pela eloquência, pela postura e pela profundidade emocional. Sua interpretação ajudou a estabelecer uma identidade própria para a nova tripulação, sem romper com o legado da série original.A produção também abordava dilemas relacionados à humanidade, à tecnologia, à identidade e à ética, utilizando as viagens espaciais como ponto de partida para discutir questões reconhecíveis fora da ficção científica. Nesse contexto, Picard se tornou uma das figuras centrais da franquia, e a atuação de Stewart foi determinante para a conexão do público com essa nova fase.O sucesso de Star Trek atravessou geraçõesO impacto de Star Trek ultrapassou a televisão e se estendeu a diferentes formatos e comunidades de fãs. Em 2026, a franquia completa 60 anos com um universo que reúne produções televisivas, filmes, animações, jogos e publicações.Segundo informações divulgadas pela Paramount, o universo de Star Trek soma 11 séries de televisão, 14 filmes e mais de 900 episódios, números que ajudam a dimensionar a longevidade da produção.A franquia também construiu uma relação histórica com temas como diversidade, inclusão, exploração científica e convivência entre diferentes culturas. A própria NASA reconhece a aproximação cultural entre Star Trek e a exploração espacial, impulsionada pela visão de futuro apresentada pela série.A permanência desse universo na cultura popular está ligada à capacidade de renovar personagens, histórias e perspectivas, mantendo elementos centrais de sua identidade ao longo das décadas.Nesse percurso, a interpretação de Stewart ajudou a aproximar diferentes gerações de espectadores de uma mesma figura: um capitão que, mesmo diante de ameaças desconhecidas, procurava compreender antes de atacar.Ator retornou ao papel em filmes e série própriaDepois do encerramento de Star Trek: A Nova Geração, Patrick Stewart continuou interpretando Picard em produções cinematográficas derivadas da série, incluindo Jornada nas Estrelas: Generations, Primeiro Contato, Insurreição e Nêmesis.Anos mais tarde, o ator voltou ao personagem em Star Trek: Picard, série lançada em 2020 que acompanha uma versão mais velha do capitão, décadas depois de suas aventuras na Enterprise.A produção permitiu revisitar a trajetória do personagem e explorar questões relacionadas ao envelhecimento, às perdas, à memória e às consequências de suas decisões.O retorno demonstrou a força de Picard dentro da franquia e a associação construída ao longo dos anos entre o personagem e Stewart, cuja interpretação permaneceu como uma das marcas mais reconhecíveis de Star Trek.De Star Trek a X-Men, um legado que atravessa a ficção científicaEmbora tenha conquistado uma nova geração de fãs como Professor Charles Xavier, nos filmes de X-Men, Patrick Stewart já ocupava um lugar de destaque entre os grandes nomes da ficção científica.O ator estreou como o líder dos mutantes em X-Men: O Filme, de 2000, e reprisou o papel em diferentes produções, incluindo X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e Logan (2017).Em 2022, retornou ao personagem em uma versão alternativa de Charles Xavier em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. O artista também integrou o elenco de Vingadores: Doutor Destino, previsto para dezembro de 2026.Apesar da associação com grandes franquias, a carreira de Stewart também foi marcada pelo teatro e pela interpretação de obras de William Shakespeare. O ator integrou a Royal Shakespeare Company, recebeu dois prêmios Olivier e um Grammy e foi condecorado cavaleiro pela rainha Elizabeth II, em 2010, por suas contribuições às artes.Entre a Enterprise e os X-Men, Patrick Stewart construiu uma trajetória em que personagens de universos distintos se tornaram referências para diferentes gerações, consolidando sua presença na história do entretenimento.
Patrick Stewart, um dos atores mais reconhecidos das franquias X-Men e Star Trek, morreu aos 86 anos, na quarta-feira, 28, em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada nesta quinta-feira, 29, por meio de um comunicado divulgado por representantes do artista. Segundo a declaração, o veterano enfrentava Alzheimer e demência por corpos de Lewy.
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Com uma carreira de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão, Stewart conquistou gerações ao interpretar personagens como o Professor Charles Xavier, líder dos mutantes da Marvel, e o Capitão Jean-Luc Picard, da franquia Jornada nas Estrelas.O ator também estava confirmado no elenco de Vingadores: Doutor Destino, previsto para dezembro de 2026, que marcará um de seus próximos lançamentos nas telas.Patrick Stewart marcou gerações como Capitão PicardAntes de se tornar um dos rostos mais conhecidos do universo dos super-heróis, Patrick Stewart construiu parte de sua trajetória na ficção científica como Jean-Luc Picard, capitão da nave Enterprise em Star Trek: A Nova Geração.O ator assumiu o papel no fim da década de 1980 e ajudou a consolidar uma nova fase da franquia, conquistando uma legião de fãs. Anos depois, retornou ao personagem em Star Trek: Picard, série que acompanhou uma versão mais velha do capitão.Sua interpretação transformou Picard em um dos personagens mais emblemáticos da história de Jornada nas Estrelas, consolidando a presença do artista na cultura pop.Professor Xavier eternizou o ator na MarvelEm 2000, Patrick Stewart estreou como Professor Charles Xavier em X-Men: O Filme. Na produção, deu vida ao mentor dos mutantes e fundador dos X-Men, papel que interpretou em diferentes momentos da franquia.Além da trilogia original, o ator retornou em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, longa que reuniu diferentes gerações de personagens da saga.Em 2017, Stewart voltou a interpretar Xavier em Logan, filme protagonizado por Hugh Jackman que apresentou uma versão envelhecida do personagem. A produção marcou uma despedida emocionante do ator do papel, após anos associado ao líder dos mutantes.
Patrick Stewart morreu aos 86 anos
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Foto: Reprodução | Marvel
Anos depois de sua trajetória nos filmes dos X-Men, Patrick Stewart também chegou ao Universo Cinematográfico Marvel (MCU).Em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022), o artista interpretou uma variante de Charles Xavier, em uma participação que conectou diferentes versões do universo dos super-heróis.O ator também estava confirmado em Vingadores: Doutor Destino, próximo filme da Marvel previsto para dezembro de 2026. A produção deve reunir personagens de diferentes franquias do estúdio.Patrick Stewart deixa legado de seis décadasNascido em Mirfield, na Inglaterra, Patrick Stewart construiu uma carreira que ultrapassou os limites da ficção científica e dos filmes de super-heróis. Antes de alcançar reconhecimento internacional nas telas, integrou a Royal Shakespeare Company, desenvolvendo uma trajetória também marcada pelo teatro.Segundo o comunicado sobre sua morte, o ator estava cercado pela família e por amigos em seus últimos momentos.A declaração também destacou sua atuação em defesa dos direitos humanos, de refugiados, de sobreviventes de violência doméstica, de veteranos e da proteção animal. O artista deixa um legado que atravessa gerações, com personagens que se tornaram referências para o cinema e a televisão.Marvel se pronuncia após morte do atorEm comunicado divulgado após a morte do ator, a Marvel Studios lamentou a perda de Patrick Stewart e destacou a importância de sua interpretação do Professor Charles Xavier para a trajetória dos filmes de super-heróis.Confira a nota na íntegra“Estamos profundamente abalados com a notícia da morte de Sir Patrick Stewart, o lendário ator inglês que deu vida ao Professor Charles Xavier. Ele tinha 86 anos.Stewart estreou como Professor X em X-Men, de 2000, no qual incorporou a compostura, a elegância e a sabedoria do querido mutante telepata e mentor dos X-Men. Por mais de 25 anos, ele trouxe imponência e profundidade ao papel, conquistando fãs em todo o mundo e ajudando a transformar para sempre a narrativa dos super-heróis.Ele reprisou o papel em vários filmes de X-Men, culminando em uma atuação inesquecível em Logan, de 2017. Em 2022, Stewart entrou para o Universo Cinematográfico Marvel como uma versão alternativa do Professor X em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Ele retornou ao papel mais uma vez em Vingadores: Doutor Destino, de 2026, sua última aparição nas telas.Além de seu trabalho como Professor X, Stewart também ficou conhecido por sua aclamada interpretação do capitão Jean-Luc Picard em Star Trek: A Nova Geração. Sua versatilidade não conhecia limites, abrangendo desde um papel cômico em A Louca! Louca História de Robin Hood até uma atuação arrepiante em Sala Verde.Stewart também dedicou grande parte de sua carreira a valorizar as obras de William Shakespeare, que interpretou nos palcos e nas telas, e passou muitos anos como um respeitado integrante da Royal Shakespeare Company. Sua carreira extraordinária se estendeu por mais de 60 anos e lhe rendeu diversos reconhecimentos, incluindo dois prêmios Olivier e um Grammy. Em 2010, Stewart foi condecorado cavaleiro pela rainha Elizabeth II em reconhecimento às suas muitas contribuições para o teatro e as artes.Sir Patrick Stewart deixa uma marca cultural indelével e um legado duradouro. A Marvel Studios estende suas mais profundas condolências à família, aos amigos e aos fãs do ator em todo o mundo.”
O ator baiano Wagner Moura está entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Cultura no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações do jornal O Globo, o artista aparece nas discussões de bastidores em Brasília ao lado do cantor Chico César e da atriz e deputada federal eleita Maria Marighella. Atualmente, a pasta é comandada por Margareth Menezes, desde sua recriação em 2023.
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Indicado ao Oscar de melhor ator neste ano por O Agente Secreto, Wagner Moura ganhou projeção internacional e também participou de mobilizações políticas durante a campanha eleitoral. Apesar de aparecer entre os cotados para o ministério, o ator ainda não teve experiência na gestão pública.Wagner Moura ganhou projeção internacional com O Agente SecretoNatural de Salvador, Wagner Moura ampliou sua presença no debate político e cultural durante o período eleitoral. Na campanha, o ator atuou para chamar a atenção da comunidade cinematográfica americana sobre a situação política do Brasil antes das eleições.Em uma carta endereçada à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, ele e dezenas de outros profissionais brasileiros descreveram a gestão de Jair Bolsonaro na cultura e manifestaram preocupação com a possibilidade de eleição de Flávio Bolsonaro.O artista também participou de um episódio da série Revelando, produção voltada a expor contradições e malfeitos da atuação política dos Bolsonaro.A possível chegada ao Ministério da Cultura representaria uma nova etapa na trajetória do ator, conhecido por trabalhos no cinema e na televisão, mas sem histórico de atuação em cargos de gestão pública.Chico César também aparece entre os cotados para a pastaOutro nome mencionado nas conversas para o Ministério da Cultura é o cantor e compositor paraibano Chico César, que possui experiência anterior na administração cultural.Em 2009, o artista assumiu a presidência da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Anos depois, entre 2011 e 2014, ocupou o cargo de secretário de Cultura da Paraíba.Chico César também participou ativamente da campanha pela reeleição de Lula nas redes sociais. Seu trabalho artístico mais recente citado é Fofo, álbum lançado neste ano com composições inéditas.Maria Marighella entra na disputa por Ministério da CulturaA atriz e ativista baiana Maria Marighella também aparece entre os nomes discutidos para comandar a pasta. Eleita deputada federal pelo PT da Bahia em 2026, ela já havia conquistado uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador em 2020.Maria se licenciou do mandato de vereadora para assumir a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.A experiência na administração cultural e a atuação política colocam a baiana entre as possibilidades mencionadas para a composição do novo governo.Margareth Menezes comanda o Ministério da Cultura desde 2023Recriado em 2023, após ter sido extinto durante o governo Jair Bolsonaro, o Ministério da Cultura é atualmente chefiado pela cantora Margareth Menezes.Com a reeleição de Lula, os nomes para a próxima gestão da pasta começaram a ser discutidos nos bastidores políticos. Até o momento, Wagner Moura, Chico César e Maria Marighella aparecem entre as possibilidades citadas, sem confirmação de escolha para o cargo.
Selton Mello foi anunciado como um dos protagonistas de Ascent, nova série da Paramount+ que terá Viola Davis no elenco principal. Com filmagens previstas para 2027, em Los Angeles, a produção aposta em um thriller sobre crises corporativas globais, disputas de poder e segredos familiares. A série ainda não tem data de estreia anunciada.Na trama, o ator brasileiro interpretará Leonardo, um carismático e influente magnata dos negócios cuja trajetória se cruza com a da Ascent Ventures em uma relação marcada por um passado longo e complexo.
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O elenco também conta com Alfred Molina (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa), Amy Madigan (Campo dos Sonhos) e Sam Heughan (Outlander e O Casal da Casa ao Lado), reunindo nomes conhecidos do cinema e da televisão internacional.Selton Mello contracena com Viola Davis em novo thrillerA série acompanha Catriona Vail, personagem de Viola Davis, uma especialista em gerenciamento de crises acostumada a proteger os interesses de corporações bilionárias.A rotina profissional da protagonista muda quando sua filha, de quem está afastada, passa a correr perigo. Para tentar salvar a própria família, ela precisará recorrer às mesmas habilidades implacáveis que a tornaram indispensável para alguns dos clientes mais poderosos do mundo.Nesse cenário de tensão, o personagem de Selton Mello se conecta ao universo da Ascent Ventures, em uma história que mistura conflitos empresariais, reputação e relações pessoais.Série é criada pelo roteirista de Gladiador e 007Por trás de Ascent está John Logan, três vezes indicado ao Oscar, responsável pela criação e pelos roteiros da produção. O profissional também assume as funções de showrunner e produtor executivo.Entre os trabalhos de Logan no cinema estão Gladiador, O Aviador e 007 - Operação Skyfall. Na televisão, ele também criou a série Penny Dreadful, conhecida por sua abordagem de histórias de terror e personagens clássicos da literatura.A produção executiva reúne ainda Michael Aguilar, conhecido por projetos como Penny Dreadful: City of Angels e Kidding, além de Viola Davis e Julius Tennon.A participação em Ascent acontece após a repercussão internacional de Ainda Estou Aqui, filme que conquistou para o Brasil o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, ampliando a projeção do ator fora do país.
O cinema brasileiro encontra na delicadeza de Feito Pipa uma de suas histórias mais sensíveis do ano. Representante do Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027 de Melhor Filme Internacional, o longa dirigido por Allan Deberton teve sua pré-estreia em Salvador nesta quarta-feira, 28, com sessões esgotadas no Cine Glauber Rocha e a presença do elenco e da equipe. A produção chega ao circuito nacional em 5 de novembro.Estrelado por Yuri Gomes, Lázaro Ramos e Teca Pereira, o filme acompanha Gugu, um menino de 11 anos apaixonado por futebol, dança e tudo aquilo que lhe permite experimentar o mundo com liberdade. Criado pela avó Dilma, uma professora aposentada que o acolhe sem julgamentos, ele precisa enfrentar mudanças na família quando a saúde da idosa começa a se deteriorar e surge a possibilidade de morar com o pai, Batista, um homem rígido que tem dificuldade de compreender o filho.
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Em entrevista exclusiva ao Cineinsite A TARDE, os atores e o diretor comentaram a construção dos personagens, a repercussão internacional da obra e as expectativas para a campanha brasileira ao Oscar. Ambientado no sertão cearense, Feito Pipa encontra força ao olhar para uma infância que não cabe nas expectativas impostas pela sociedade. Gugu é uma criança queer, afeminada, que gosta de dançar, de brilho, de maquiagem e de roupas cintilantes, mas que também tem seus próprios desejos, contradições e sonhos. O filme não faz de sua identidade uma característica isolada, tampouco transforma a personagem em uma sucessão de tragédias.É justamente nessa escolha que reside parte de sua beleza. A história permite que o menino exista para além do preconceito que enfrenta, preservando sua alegria, imaginação e espontaneidade mesmo diante de situações difíceis.Uma história brasileira que encontra identificação além das fronteirasO sertão nordestino é um território conhecido do cinema brasileiro, frequentemente retratado por narrativas sobre a seca, a pobreza e as dificuldades sociais. Em Feito Pipa, porém, a região aparece também como espaço de afeto, descoberta e liberdade, com nuances que ajudam a construir a identidade da obra.Para Lázaro Ramos, que interpreta Batista, o respeito na representação desses personagens é um dos elementos que permitem ao longa dialogar com espectadores de diferentes lugares.“Eu acho que é respeito no olhar. Esse filme trata o Nordeste com o respeito que merece. Ele trata esses personagens, que talvez, em outros filmes, fossem personagens caricatos, daqueles de quem as pessoas iam rir”, afirmou ao Cineinsite A TARDE.
Lázaro Ramos interpreta Batista, figura diferente de outros papeis do ator
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Foto: Divulgação
“Mas não. Esse filme trata esses personagens com a grandeza que eles têm e do jeito que merecem ser tratados. Por isso, ele é universal. Por isso, não fica um filme menor. Ele é tão grandioso no coração das pessoas por causa desse respeito. Para o Nordeste, os nossos arquétipos merecem esse respeito”, completou.A universalidade de Feito Pipa não está em apagar suas particularidades regionais, mas em construir uma narrativa em que sentimentos reconhecíveis atravessam as diferenças culturais. A relação entre pais e filhos, o medo da perda, o desejo de pertencimento e a busca por liberdade são temas que encontram espaço para identificação mesmo entre públicos distantes da realidade apresentada.O diretor Allan Deberton também acredita que a simplicidade da história contribui para essa aproximação. “Eu acho que Feito Pipa tem essa capacidade, através dos personagens e de uma história muito simples também, de levar o Brasil lá para fora”, disse.“Algo muito importante é o sentimento. Esse sentimento dos personagens, e a gente consegue se conectar com o espectador. A gente acredita, a gente cria ali relações de carinho, relações de afeto, de cuidado, de preocupação, também questões de aceitação, questões de luta pela liberdade, pela diversidade”, explicou.“São sentimentos bastante universais que conseguem, através desses personagens incríveis que a gente tem, se conectar muito facilmente com plateias Brasil afora. A gente tem recebido essa acolhida, que é bastante valiosa”, acrescentou.
Allan Deberton também acredita que a simplicidade da história contribui para a universalidade dos temas retratados
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Foto: Divulgação | Jamille Queiroz
Yuri Gomes é um dos grandes acertos do filmeA atuação de Yuri Gomes é um dos pontos altos de Feito Pipa. O jovem ator constrói Gugu com naturalidade, vivacidade e vulnerabilidade, sem transformar o personagem em uma figura idealizada. Há personalidade na maneira como ele ocupa a tela, reage aos conflitos e encontra alegria em pequenos momentos, mesmo quando a infância começa a exigir dele responsabilidades difíceis.A história também amplia o imaginário sobre as infâncias LGBTQIA+, especialmente ao apresentar um menino afeminado vivendo no interior do Nordeste sem fazer de sua presença uma curiosidade da narrativa. Gugu não precisa abandonar seus gostos ou justificar seus desejos para que o público compreenda suas dores e alegrias.
Atuação de Yuri Gomes é um dos pontos altos de Feito Pipa
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Foto: Divulgação | Jamille Queiroz
Beatriz Carwile, que interpreta Kelly, amiga de Gugu, destaca que a construção da personagem também contou com a liberdade de interpretação e a troca entre os atores.“A construção da personagem foi muito bacana porque isso não fazia parte só da roteirização, desse processo. A gente podia se expressar conforme entendia e interpretava mais sobre a personagem. Fomos construindo pouco a pouco”, contou.“Eles falavam: ‘Sua personagem é isso, sua personagem é aquilo’. E, antes, a gente leu todo o script, explicando vários detalhes. Para a gente, não foi tão solto assim. Isso é mais uma questão de entender e se colocar no papel da personagem”, explicou.A atriz também encontrou semelhanças entre sua personalidade e a da personagem. “Eu acho também que foi tranquilo porque a Kelly é muito parecida comigo: uma menina muito pé no chão, respeitosa, que respeita a diversidade”, afirmou.Ao falar sobre a relação de Kelly com Gugu, Beatriz ressaltou a importância da autenticidade do menino diante das barreiras que enfrenta. “Eu acho que, se fosse eu também, gostaria muito de estar com um menino superautêntico, que gosta de mostrar a arte como ele faz, como ele gosta de ser, gosta de falar sobre ele. A autenticidade dele é importante e ele não deixa as barreiras, o preconceito e a homofobia do pai impedirem isso”, disse.A atriz também destacou a experiência de trabalhar com improvisação, algo que, segundo ela, contribuiu para o resultado do longa. “Em outras experiências que tive no teatro, a gente não tinha tanta improvisação. Mas isso foi o que transformou o filme em algo tão bonito, como eu esperava, principalmente pela atuação do Yuri. Foi maravilhoso”, completou.Duas gerações do cinema baiano em cenaO encontro entre Lázaro Ramos e Yuri Gomes também dá ao filme uma dimensão especial. Os dois atores baianos representam diferentes gerações de artistas que encontraram na arte um caminho de expressão e formação.Lázaro, que interpreta Batista, contou que se encantou com Yuri logo no primeiro ensaio, especialmente pela trajetória do jovem ator, que também começou no teatro no Pelourinho.“Nossa, quando o Yuri chegou, no primeiro dia de ensaio, eu já fiquei encantado. Imagina: uma criança que também começou a fazer teatro no Pelourinho, como eu. Ele, em um projeto do Axé, e eu, no Bando”, lembrou.“O menino tem um olho vivo, é talentoso. Eu já fiquei apaixonado por ele imediatamente. E ele entrega muito. Olha, essa criança de 12 anos já ganhou três prêmios internacionais de Melhor Ator. Não é pouca coisa o que ele entrega”, afirmou.Para o ator, o contato com a arte desde cedo pode transformar a vida de uma criança, independentemente de ela decidir seguir carreira artística no futuro. “Eu acho que isso se deve ao fato de ele já ter tido contato com arte e cultura desde cedo. Isso realmente faz diferença na vida das pessoas”, avaliou.“Se o Yuri quiser ser ator no futuro ou não quiser, tanto faz. Mas eu acho que a arte já trouxe uma coisa muito boa para a vida dele, e as pessoas vão se encantar no filme”, acrescentou.Yuri também celebrou a oportunidade de dividir a cena com o ator e com Teca Pereira, intérprete de Dilma. “Foi muito legal. Lázaro Ramos é um ator maravilhoso. Nossa, ele e Teca Pereira, que interpreta Dilma, arrasam muito em cena”, disse.Para Allan Deberton, trabalhar com Lázaro também representa uma conquista pessoal e profissional. “Para mim, só de estar lançando esse filme com um dos maiores atores do Brasil estando presente no meu filme, é um sonho realizado, é uma grande conquista”, afirmou.“Ele realmente fez toda a diferença com o projeto, tanto na construção do personagem quanto neste momento de lançamento. É um trabalho do Lázaro, que é sempre de muito acolhimento com o filme”, completou.
Lázaro Ramos protagoniza relação pai e filho em Feito Pipa
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Foto: Divulgação
Sobre Yuri, o diretor destacou a intensidade da atuação e a expectativa de acompanhar seus próximos passos.“E Yuri, esse acontecimento, esse lugar mesmo, só de tê-lo encontrado, de tê-lo muito intenso no filme, entregando o seu melhor... E esperando que ele esteja presente cada vez mais em outras obras que venham por aí”, disse.Para o jovem ator, a primeira experiência no cinema também despertou o desejo de continuar aprimorando seu trabalho. “Foi muito legal. Me deixou com muita vontade de ser um ator melhor do que eu sou hoje e de conseguir fluir”, contou.Um pai rígido, um filho livre e a pedagogia do afetoEm Feito Pipa, Lázaro Ramos interpreta um personagem que carrega contradições. Batista ama o filho, mas tem dificuldade de acolher suas diferenças. Sua masculinidade rígida se manifesta na maneira como tenta estabelecer expectativas sobre quem Gugu deve ser, criando uma relação atravessada por afeto, ausência e preconceito.Ao comentar a construção do papel, Lázaro afirmou que desejava trabalhar com personagens que abordassem questões contemporâneas, depois de interpretar diferentes figuras ao longo da carreira.“Eu acho que já construí vários personagens ao longo da minha vida, personagens carismáticos, engraçados, românticos. E eu estava com muito desejo de fazer personagens que falassem sobre temas atuais”, explicou.“Em Feito Pipa, você vê que o filme fala sobre Alzheimer, sobre uma criança-guia e sobre esse pai que é rígido com o filho, apesar de amá-lo”, afirmou.O ator também destacou a abordagem afetiva da narrativa, que trata de questões complexas sem transformar o longa em uma explicação sobre seus próprios temas. “Mas é na pedagogia do afeto, e eu acho isso lindo”, disse.“O filme não é didático. A gente vai se emocionando com ele e, aí, se sensibiliza com todas essas questões. Acho que essa é a contribuição de Feito Pipa”, completou.Para Lázaro, embora os assuntos abordados já tenham aparecido em outras produções brasileiras, a maneira como a história é contada pode provocar novas reflexões. “Esses assuntos, na verdade, não são novos no cinema brasileiro. A gente já os tratou várias vezes, em vários outros filmes, mas esse tem um toquezinho de emoção que eu acho que está fazendo com que as pessoas reflitam bastante”, afirmou.A relação entre Gugu e Batista é um dos conflitos que sustentam o longa, mas o filme também abre espaço para questões que ultrapassam a sexualidade e o preconceito. A infância do protagonista é atravessada pela ausência materna, pelas dificuldades de convivência com o pai e pela possibilidade de perder a avó, sua principal referência de segurança.É nesse contexto que a narrativa encontra um de seus aspectos mais sensíveis: a experiência de acompanhar situações difíceis pelo olhar de uma criança, que ainda tenta compreender o mundo enquanto precisa lidar com mudanças que não escolheu.A delicadeza da fotografia e da composição visualA sensibilidade de Feito Pipa não está apenas nas relações entre os personagens. A composição visual, a fotografia e a trilha sonora ajudam a construir a atmosfera do filme e a transmitir a solidão que Gugu sente ao longo da narrativa.As paisagens do interior cearense não funcionam apenas como cenário. O sertão participa da construção emocional da história, com seus espaços, suas memórias e as transformações provocadas pelo tempo. A seca e as ruínas de uma cidade submersa também dialogam com as mudanças vividas pelos personagens.A fotografia, assinada por Luciana Baseggio e Daniel Donato, contribui para esse olhar cuidadoso. Há uma preocupação perceptível em criar imagens delicadas, que acompanham os sentimentos do protagonista sem recorrer a excessos.A trilha sonora, a música original e as canções escolhidas também são parte importante dessa construção, com destaque para Time After Time, de Cyndi Lauper. Música, dança, canto dos pássaros e os pequenos acontecimentos do cotidiano ajudam a compor a identidade de um filme que encontra beleza na simplicidade.A direção de Allan Deberton demonstra especial atenção aos gestos e às pausas. Nem toda emoção precisa ser explicada em voz alta, e os silêncios muitas vezes dizem mais do que os diálogos.Essa escolha ajuda a sustentar a delicadeza do longa, sobretudo quando a narrativa acompanha o vínculo entre Gugu e Dilma. A relação entre os dois é o coração emocional da obra, e a atuação de Teca Pereira dá à avó uma presença afetuosa e marcante.Dilma representa para o menino um lugar de liberdade, mas também passa a precisar de cuidados à medida que o Alzheimer avança. A troca entre os dois é bonita justamente por carregar uma contradição: o amor que os une não impede que a situação imponha a Gugu responsabilidades grandes demais para sua idade.A campanha internacional e a expectativa pelo Oscar 2027A trajetória de Feito Pipa nos festivais ajudou a consolidar a produção como uma das apostas brasileiras para a temporada internacional. O longa estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro, onde conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo júri jovem, e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus.A produção também foi indicada ao Teddy Awards e conquistou reconhecimento em outros festivais, incluindo premiações no Festival de Cinema de Gramado, além de participações em eventos internacionais.Em Gramado, o filme recebeu quatro Kikitos: Melhor Direção, para Allan Deberton; Melhor Atriz, para Teca Pereira; Melhor Ator Coadjuvante, para Lázaro Ramos; e Melhor Filme pelo Júri Popular. Yuri Gomes também recebeu uma menção honrosa por sua atuação.A escolha de Feito Pipa para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027 acrescentou uma nova dimensão à trajetória do longa. A seleção, entretanto, não significa que o filme já esteja entre os indicados à premiação. A produção ainda precisa avançar nas etapas de seleção da Academia de Hollywood para alcançar a lista final da categoria de Melhor Filme Internacional.A campanha envolve desafios que vão além do reconhecimento artístico. É necessário ampliar o alcance da obra, promover exibições, estabelecer conexões com profissionais do setor e conquistar a atenção de votantes e espectadores em diferentes mercados.Allan Deberton reconhece as dificuldades, mas afirma que a equipe tem buscado aproximar o filme do público. “A gente tem a torcida nacional, a gente reconhece isso. A gente sabe dos desafios, mas vai fazendo o nosso melhor, que é se conectar com o público, apresentar o filme para muitas pessoas, participar de debates e trocar ideias”, afirmou.“No final das contas, se trata de ter um bom resultado e fazer esse serviço com uma infinidade de pessoas, em diversos lugares. Isso é muito especial”, acrescentou.Beatriz Carwile também demonstrou otimismo em relação à possibilidade de o longa avançar na disputa. “Eu acompanho o Oscar faz dois anos. Mas, pelos filmes que eu vejo, acho que a gente vai conseguir, porque eles enquadram um tipo de filme que passa uma imagem, uma solução, né?”, comentou.Ao falar sobre a trajetória de Gugu, a atriz destacou que o filme não se limita à relação do menino com a dança. “É um filme essencial e não aborda só o menino que dança. Ele aborda o menino que dança, que tem sua avó, que não possui um vínculo afetivo materno, porque ele perdeu. Então, é uma trajetória inteira”, disse.“E eu acho que o Oscar é bem possível, já que a gente já ganhou dois prêmios na Alemanha. Então, a expectativa é bem alta para o Oscar”, completou.A disputa internacional reúne produções de diferentes cinematografias e trajetórias, o que torna difícil antecipar o resultado. A presença de Feito Pipa na corrida já representa uma oportunidade de ampliar a circulação de uma história brasileira que encontra na identidade regional uma de suas principais forças.Yuri Gomes também falou sobre a dimensão da responsabilidade de representar o país. “É uma ansiedade e uma responsabilidade também, porque a gente vai estar representando o Brasil, se Deus quiser. É muito intenso, mas a gente vai conseguir”, afirmou.Descentralização e espaço para o cinema brasileiroAlém da campanha internacional, Feito Pipa também coloca em evidência uma discussão importante para o audiovisual nacional: a necessidade de garantir oportunidades de produção e circulação para filmes realizados fora dos grandes centros.Allan Deberton defende que o cinema brasileiro precisa preservar a diversidade regional, tanto na formação de novos profissionais quanto na distribuição das obras.“Precisamos manter a capacidade de os brasileiros terem a chance de fazer cinema nas diversas regiões do Brasil. É muito importante combater as políticas de centralização”, afirmou.“É importante também que a gente consiga revelar novos talentos, talentos de direção, de criação, porque são esses talentos que vão estar ali continuando a jornada da produção do cinema nacional”, acrescentou.O diretor também chamou atenção para a programação das salas de cinema, que muitas vezes privilegia os mesmos títulos. “Muitas salas, muitas vezes, só programam os mesmos filmes. Precisamos ter um espaço para poder colocar o cinema brasileiro dentro dessa programação”, disse.Para ele, a trajetória do longa pode ajudar a fortalecer esse movimento. “E a sorte que a gente tem com Feito Pipa é que ele está ajudando esse movimento desses universos. Estamos fazendo uma carreira em festivais bastante interessante e estamos fazendo o lançamento nacional agora, um lançamento animado, um encontro com o público que quer conhecer Feito Pipa. A gente está muito feliz com essa corrida e com esse momento”, afirmou.A realização da pré-estreia em Salvador também ganha relevância nesse cenário. A presença de Lázaro Ramos e Yuri Gomes, artistas soteropolitanos, em uma produção que nasce de uma realidade nordestina reforça a importância de ampliar a visibilidade de profissionais e histórias da região.Uma história que merece ser vistaMesmo com questões narrativas que poderiam ser mais desenvolvidas, Feito Pipa encontra beleza na simplicidade e na maneira como acompanha uma criança em meio a transformações que ultrapassam sua capacidade de compreensão. Uma duração maior poderia favorecer o aprofundamento dos conflitos e das relações entre os personagens, dando mais espaço a questões que o filme apenas sugere.A obra aborda o preconceito, a velhice, a memória, os afetos e a sexualidade sem reduzir seus personagens a uma única característica. Gugu não é apenas um menino que enfrenta a homofobia, assim como Dilma não é apenas uma idosa com Alzheimer e Batista não se resume à rigidez de suas atitudes.O longa também toca, com sutileza, nos afetos e na sexualidade na terceira idade, ampliando o olhar sobre experiências que nem sempre encontram espaço no cinema. Ao mesmo tempo, preserva a infância como um território de descobertas, no qual a alegria e a imaginação não deveriam precisar disputar espaço com o medo e a repressão.A força de Feito Pipa está, sobretudo, na maneira como permite ao público acompanhar situações difíceis pelo olhar de uma criança. É uma perspectiva que merece mais espaço no cinema contemporâneo brasileiro.A atuação de Yuri Gomes é um dos motivos pelos quais o longa permanece na memória. O jovem ator tem presença de protagonista e conduz a história com uma naturalidade que faz Gugu parecer alguém que existe para além da tela. Seu desempenho também reforça a torcida por um reconhecimento ainda maior, inclusive em premiações internacionais.A delicadeza da fotografia e da composição visual contribui para essa experiência. O filme demonstra preocupação em construir uma atmosfera que traduza os sentimentos do menino, especialmente sua solidão, sem transformar cada momento em um apelo emocional.A trajetória no Oscar pode abrir novas portas para o filme, mas sua importância não depende exclusivamente de uma indicação. Os prêmios, a circulação internacional e a chegada às salas brasileiras são conquistas relevantes, mas existe algo que permanece para além das estatuetas.Feito Pipa lembra que contar histórias brasileiras também é uma forma de ampliar o horizonte do mundo. Quando o cinema dá espaço para personagens como Gugu, o mais importante talvez seja permitir que eles voem sem que alguém tente puxar a linha de volta.Veja o trailer!
Mesmo com a rotina corrida durante a semana, ainda dá para encontrar algumas horas para mergulhar em uma boa história de suspense. Para quem gosta de investigações criminais, segredos e revelações inesperadas, a Netflix guarda uma minissérie que pode ter passado despercebida desde sua estreia, mas merece entrar no radar nesta quinta-feira, 29.Lançada em abril de 2025, O Domo de Vidro é uma produção sueca que combina mistério policial e drama psicológico em uma trama marcada por traumas, desaparecimentos e segredos de uma pequena comunidade.
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Com seis episódios de aproximadamente 45 minutos, a série é uma alternativa para quem procura uma história envolvente sem precisar acompanhar várias temporadas.Criada por Camilla Läckberg, conhecida por suas narrativas de suspense criminal, a produção aposta em uma investigação que vai muito além de descobrir o responsável por um crime. Aos poucos, o passado da protagonista se transforma em uma peça fundamental para entender o que está acontecendo.Um desaparecimento que traz de volta um traumaA trama acompanha Lejla Ness (Léonie Vincent), uma criminologista que construiu carreira nos Estados Unidos após sobreviver a um sequestro durante a infância. Quando tinha apenas 10 anos, ela foi mantida em cativeiro dentro de uma estrutura de vidro subterrânea, experiência que deixou marcas profundas.Anos depois, já adulta e reconhecida profissionalmente, Lejla retorna à pequena cidade sueca onde cresceu para o funeral de sua mãe de criação. O reencontro com o passado, no entanto, ganha contornos ainda mais perturbadores quando ela visita Louise, uma antiga amiga.Lejla encontra a mulher morta na banheira, em uma cena que sugere suicídio. Para completar o mistério, Alicia, a filha de Louise, desapareceu sem deixar rastros.O caso se torna especialmente angustiante porque a menina tem aproximadamente a mesma idade que Lejla tinha quando foi sequestrada. Ao perceber semelhanças entre os acontecimentos, a criminologista passa a investigar o desaparecimento e a questionar se existe alguma ligação entre os dois episódios.Segredos de uma cidade pequenaAlém da investigação, a minissérie constrói uma atmosfera de desconfiança em torno dos moradores da comunidade. A sensação de que todos escondem alguma coisa ajuda a alimentar a tensão, enquanto Lejla tenta compreender o que realmente aconteceu.A narrativa também incorpora conflitos sociais. A expansão de uma mina na região provoca reações entre os habitantes e coloca em evidência questões ambientais, racismo e xenofobia.Said, marido de Louise e diretor da mina, enfrenta a hostilidade de parte da população por sua origem árabe. Em determinado momento, um dos personagens afirma: “Ele tem que voltar para o país de Maomé”.Esse contexto amplia o alcance da história e mostra como interesses econômicos, preconceitos e ressentimentos podem atravessar as relações de uma comunidade.Suspense psicológico e uma protagonista marcada pelo passadoUm dos pontos fortes da produção está na construção de Lejla. Interpretada por Léonie Vincent, a personagem foge do perfil tradicional de protagonista policial: é uma mulher inteligente e competente, mas também desconfiada, amargurada e profundamente afetada pelo trauma.A investigação, portanto, não funciona apenas como uma busca por respostas sobre Alicia. Cada pista também obriga Lejla a revisitar lembranças dolorosas e a lidar com feridas que nunca foram completamente superadas.A atuação de Seraphine Krystek, que interpreta a protagonista na infância, também merece destaque. Os momentos dedicados ao passado ajudam a compreender a dimensão do sofrimento da personagem sem depender de recursos excessivamente explícitos.Na direção, Henrik Björn e Lisa Farzaneh investem em uma atmosfera fria e inquietante, aproveitando o isolamento da paisagem sueca para reforçar o desconforto.Quantos episódios tem e onde assistir?Para quem procura uma produção curta para encaixar na rotina, O Domo de Vidro conta com seis episódios, com duração aproximada de 45 minutos cada.A minissérie tem cerca de quatro horas e meia de duração no total, considerando os tempos aproximados dos capítulos, o que permite organizar uma maratona em poucos dias. A produção está disponível na Netflix.Vale a pena?Sim, especialmente para quem gosta de tramas complexas e com muito suspense. Em vez de apostar apenas em perseguições e reviravoltas constantes, O Domo de Vidro desenvolve seus mistérios gradualmente, explorando a psicologia dos personagens e as tensões escondidas por trás da aparente tranquilidade de uma cidade pequena.A história também pode agradar a quem procura suspenses policiais com uma abordagem mais emocional, em que o passado dos personagens tem papel decisivo na investigação.Embora algumas escolhas do desfecho possam dividir opiniões, a construção da narrativa, a atmosfera e as atuações fazem da produção uma opção interessante para quem deseja descobrir uma história de mistério fora das fórmulas mais convencionais.
A programação da Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, mudou nesta quinta-feira, 29. Inicialmente, a emissora previa exibir o longa 'Bunny Drop: Surpresas da Vida', mas a atração do dia será a releitura de uma clássica série de super-heróis que conquistou o público na televisão nos anos 1990.Mudanças na programação podem ocorrer por diferentes motivos, como ajustes na grade de exibição e transmissões especiais. Por isso, é importante conferir a programação atualizada para saber qual filme será exibido.
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Qual é o filme da Sessão da Tarde de hoje?O filme exibido nesta quinta-feira, 29, é 'Power Rangers', estrelado por Dacre Montgomery, conhecido por interpretar Billy Hargrove na série 'Stranger Things', e Naomi Scott conhecida pelos filmes 'Sorria 2', 'Aladdin' e 'As Panteras'.Na trama, cinco adolescentes descobrem que foram escolhidos para se tornar os novos Power Rangers. Orientados pelo mestre Zordon, eles precisam aprender a controlar seus poderes e trabalhar em equipe para enfrentar Rita Repulsa, uma inimiga determinada a dominar o planeta.Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?A exibição está prevista para às 15h40 (horário de Brasília). Vale lembrar que a programação pode variar conforme a região.Veja o trailer de Power Rangers
Nem todo suspense precisa apostar em uma narrativa sombria para conquistar quem gosta de investigações criminais. Disponível no Prime Video, Deadloch é uma opção para quem quer aproveitar o tempo livre durante a semana com uma história cheia de mistérios, personagens excêntricos e reviravoltas. Com 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, a produção australiana combina comédia satírica e suspense policial em uma trama que pode transformar alguns episódios em uma maratona difícil de interromper.
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Ao todo, são 14 episódios distribuídos em duas temporadas, sendo oito na primeira e seis na segunda. Com capítulos que variam entre 44 minutos e 1h05, a série permite organizar a programação aos poucos, assistindo a alguns episódios nos intervalos da rotina e reservando o fim de semana para avançar na investigação.Investigação policial transforma cidade em palco de mistériosCriada por Kate McCartney e Kate McLennan, Deadloch acompanha uma investigação que começa após um homem ser encontrado morto em uma praia da pequena cidade fictícia de Deadloch, na Tasmânia, pouco antes de um festival anual.O caso coloca lado a lado duas policiais com personalidades bastante diferentes. Dulcie Collins (Kate Box) é metódica e conhece profundamente a comunidade local, enquanto Eddie Redcliffe (Madeleine Sami), enviada de Darwin, tem uma abordagem mais direta e pouco interesse em respeitar as convenções da cidade. A jovem policial Abby também integra a equipe responsável pela investigação.Enquanto procuram respostas para o crime, as investigadoras precisam lidar com moradores, comerciantes e pessoas interessadas em proteger a própria reputação. Em meio a versões conflitantes e segredos antigos, cada depoimento pode mudar a compreensão dos acontecimentos.Segunda temporada amplia os mistérios da sérieNa segunda temporada, a história deixa para trás o cenário inicial para acompanhar uma nova investigação em Barra Creek, uma cidade marcada pela presença de um pub, uma delegacia e uma lixeira, além de passeios turísticos para observar crocodilos.O local também é palco de disputas entre um negócio familiar tradicional e uma operação mais sofisticada comandada por um pescador famoso, interpretado por Luke Hemsworth. Quando mochileiros desaparecem e problemas antigos voltam à tona, a investigação ganha novos caminhos.Com seis episódios, a segunda temporada mantém a proposta de misturar mistério e humor, ampliando o universo da produção sem abandonar as tensões entre os personagens e as particularidades da comunidade investigada.Humor ácido é um dos diferenciais da produçãoUm dos pontos fortes de Deadloch está na maneira como a série utiliza a investigação criminal para satirizar convenções do gênero policial. A diferença entre os métodos de Dulcie e Eddie rende situações cômicas, mas também ajuda a desenvolver uma parceria que depende justamente das perspectivas distintas das protagonistas.A trama ainda aproveita o mistério para abordar disputas por prestígio, dinheiro e pertencimento. Por trás da imagem acolhedora de uma pequena cidade, aparecem conflitos que ajudam a transformar suspeitos e testemunhas em personagens mais complexos.Mesmo com o humor, o crime não perde importância. As descobertas feitas ao longo dos episódios alteram a interpretação das pistas e dos depoimentos, mantendo o interesse pela investigação.Série conquistou aprovação máxima e prêmiosA primeira temporada de Deadloch alcançou 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, um dos destaques da recepção da produção. A série também conquistou reconhecimento na indústria australiana ao vencer cinco prêmios AACTA em 2024.Entre os reconhecimentos estão categorias ligadas ao roteiro de televisão, às criadoras da produção, e à atuação em comédia de Kate Box. O resultado reforça a combinação entre a construção do mistério, o desenvolvimento dos personagens e a abordagem cômica que diferencia a série de outras histórias policiais.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de suspense policial, investigações cheias de pistas e histórias que escondem segredos em pequenas comunidades, Deadloch é uma boa opção no catálogo do Prime Video.A mistura de humor ácido, mistério e personagens com personalidades marcantes dá à produção uma identidade própria, especialmente para quem procura uma alternativa aos suspenses mais tradicionais.Com 14 episódios e duas temporadas, a série também funciona para quem prefere distribuir a maratona ao longo da semana. A investigação pode começar com apenas um capítulo no tempo livre, mas a combinação de mistérios e reviravoltas torna difícil não querer descobrir o que acontece depois.
Em meio à rotina corrida, encontrar uma série que realmente prenda a atenção pode transformar algumas horas livres em uma experiência marcante. Para quem quer fugir do tédio e aproveitar o tempo disponível com uma história intensa, a Netflix tem uma minissérie que merece entrar na lista de próximas maratonas. Lançada em 2019, a produção acabou ficando escondida entre as novidades do catálogo, mas conquistou 98% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e 89% do público.Com oito episódios, de 43 a 58 minutos, Inacreditável é uma opção para quem procura suspense policial, investigações complexas e uma narrativa inspirada em acontecimentos reais.
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A produção acompanha um caso de violência sexual que ganha novos contornos quando duas detetives começam a investigar crimes semelhantes e encontram pistas que podem mudar o rumo da história.Uma denúncia desacreditada dá início à históriaA minissérie acompanha Marie Adler (Kaitlyn Dever), uma jovem de 18 anos que passou boa parte da vida em lares adotivos, afastada dos irmãos e submetida a constantes mudanças.Quando é vítima de estupro dentro do próprio apartamento, em Lynnwood, nos Estados Unidos, ela decide denunciar o crime à polícia. No entanto, em vez de receber acolhimento, a jovem precisa repetir seu relato diversas vezes durante os interrogatórios.Fragilizada pelo trauma e pela pressão psicológica, Marie apresenta divergências entre os depoimentos. As inconsistências levam os investigadores a desacreditar sua versão, com consequências devastadoras para a protagonista, que acaba acusada de fazer uma falsa denúncia.A situação se agrava quando até sua mãe adotiva passa a questionar o relato. A jovem enfrenta isolamento, vergonha e a sensação de impotência diante das instituições que deveriam ajudá-la.Duas detetives encontram pistas de um criminoso em sérieA narrativa muda de perspectiva quando a história avança três anos e apresenta as detetives Karen Duvall (Merritt Wever) e Grace Rasmussen (Toni Collette).Enquanto investigam casos de violência sexual em diferentes cidades, as policiais percebem semelhanças entre os ataques. O criminoso invade residências, ameaça as vítimas, comete os abusos e tenta eliminar vestígios que poderiam levar à sua identificação.Com métodos de investigação distintos, Karen e Grace começam a cruzar informações e ampliar as buscas. O trabalho minucioso revela que os crimes podem estar conectados a ocorrências registradas em outras localidades.A investigação se desenvolve entre pistas, obstáculos e novas descobertas, enquanto a produção acompanha também a vida pessoal das detetives e as diferentes maneiras pelas quais as vítimas lidam com o trauma.História real torna a minissérie ainda mais impactanteUm dos elementos mais marcantes de Inacreditável é sua inspiração em acontecimentos reais. A produção adapta a reportagem investigativa de T. Christian Miller e Ken Armstrong, publicada em 2015 e reconhecida com o Prêmio Pulitzer.A investigação jornalística abordou falhas policiais no tratamento de denúncias de estupro e o caso de uma jovem que teve seu relato desacreditado pelas autoridades.Entre 2008 e 2011, crimes semelhantes foram registrados nos estados de Washington e Colorado, nos Estados Unidos. As investigações apontaram que os ataques estavam ligados a um mesmo criminoso, responsável por uma série de estupros.A minissérie transforma esses acontecimentos em uma narrativa dramática que destaca não apenas a busca pelo responsável, mas também as consequências da violência e da falta de acolhimento às vítimas.Ao acompanhar as diferentes experiências das mulheres envolvidas, a história chama atenção para a importância de escutar denúncias, conduzir investigações cuidadosas e evitar julgamentos precipitados.Atuações e investigação são destaques da produçãoO desempenho do elenco é um dos pontos fortes da minissérie. Kaitlyn Dever constrói uma interpretação sensível de Marie, transmitindo o sofrimento e a vulnerabilidade de uma jovem que precisa enfrentar as consequências de não ter sido acreditada.Já Toni Collette e Merritt Wever estabelecem uma parceria convincente como as investigadoras. As diferenças entre as personagens ajudam a desenvolver a dinâmica da investigação e acrescentam profundidade à trama.A direção de Lisa Cholodenko, Susannah Grant e Michael Dinner contribui para uma narrativa que alterna acontecimentos de épocas e lugares diferentes, conectando gradualmente as duas linhas da história.Em vez de apostar apenas em cenas explícitas ou violência gráfica, a produção direciona o olhar para as vítimas, suas experiências e os caminhos percorridos pelas autoridades durante a investigação.Minissérie fez sucesso nas principais premiaçõesAlém da boa recepção da crítica, Inacreditável também conquistou reconhecimento em importantes premiações. A minissérie venceu o Critics' Choice Awards de melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para a TV, com Toni Collette, e recebeu o Prêmio Peabody, em 2020.A produção também acumulou quatro indicações ao Emmy 2020, nas categorias de melhor minissérie, melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme, melhor roteiro e melhor elenco. No Critics' Choice Awards, concorreu a melhor minissérie e melhor atriz em minissérie ou filme para a televisão, com Kaitlyn Dever e Merritt Wever. Já no Globo de Ouro, recebeu quatro indicações, incluindo melhor minissérie e reconhecimentos individuais para Kaitlyn Dever, Merritt Wever e Toni Collette.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas complexas, investigações criminais e histórias inspiradas em fatos reais, Inacreditável é uma escolha especialmente interessante no catálogo da Netflix.A minissérie combina suspense, personagens bem desenvolvidos e uma investigação que se constrói aos poucos, sem depender exclusivamente de reviravoltas para manter o interesse.Apesar de abordar um tema doloroso e apresentar momentos difíceis de acompanhar, a produção trata as consequências da violência sexual com seriedade e coloca a experiência das vítimas no centro da narrativa.Com oito episódios, a série também permite uma maratona dividida ao longo dos próximos dias, ideal para quem quer aproveitar o tempo livre sem precisar começar uma produção com várias temporadas.Veja o trailer!
A Netflix divulgou o trailer da nova adaptação de Orgulho e Preconceito, romance clássico de Jane Austen. A minissérie estreia em 3 de dezembro, com seis episódios, e traz Emma Corrin (The Crown) como Elizabeth Bennet e Jack Lowden (Slow Horses) no papel do Sr. Darcy.A produção tem roteiro de Dolly Alderton, autora de Tudo o Que Eu Sei Sobre o Amor, e direção de Euros Lyn, de Heartstopper.
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Na trama, as cinco irmãs Bennet enfrentam os desafios e as convenções sociais da época. Enquanto Jane (Freya Mavor) se apaixona pelo Sr. Bingley (Daryl McCormack), Elizabeth desenvolve uma relação conflituosa com Darcy, marcada por julgamentos precipitados, diferenças sociais e sentimentos inesperados.O elenco ainda reúne Olivia Colman (Fleabag), Rufus Sewell (A Diplomata) como Sr. Bennet, Louis Partridge (Enola Holmes) como Sr. Wickham e Fiona Shaw (Andor) como Lady Catherine de Bourgh.Publicado originalmente em 1813, Orgulho e Preconceito é um dos romances mais conhecidos da literatura inglesa e já ganhou diversas adaptações para o cinema e a televisão.Veja o trailer de Orgulho e Preconceito