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Missão mexicana visita o Recife para conhecer experiências de financiamento urbano do Recentro

Uma missão do Centro para o Futuro das Cidades (CFC), de Monterrey, no México, desembarca no Recife na próxima semana para conhecer as ações do Gabinete do Centro do Recife (Recentro). Entre os dias 3 e 7 de novembro, os representantes mexicanos visitam a capital pernambucana e outras cidades brasileiras em busca de experiências de desenvolvimento urbano que possam ser aplicadas no México, com foco em novos instrumentos de financiamento para cidades mais competitivas, inclusivas e sustentáveis.

No Recife, a programação inclui painéis e debates com a participação da chefe do Recentro, Ana Paula Vilaça. A agenda local é coordenada pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da prefeitura, pelo Recentro e pela agência Aries, com participação da Secretaria de Cultura, do Gabinete de Inovação Urbana do Recife (Giurb) e da Secretaria da Mulher.

Parceria francesa

Um dos exemplos que serão apresentados à comitiva é a cooperação entre as prefeituras do Recife e de Nantes, na França. Iniciada em 2003, a parceria é considerada uma das relações institucionais mais longevas da capital pernambucana na área de política urbana e se aprofundou ao longo das últimas duas décadas.

Por meio dela, as duas cidades assinaram acordos da Facilidade de Financiamento das Coletividades Territoriais Francesas (Ficol), com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Os aportes somam € 2,2 milhões, o equivalente a R$ 13,9 milhões, destinados ao Centro do Recife.

O dinheiro está sendo aplicado na reabilitação urbana, na inclusão social e na transição ecológica da área do Pátio de São Pedro. As intervenções incluem requalificação de calçadas, melhorias de acessibilidade e valorização do espaço público.

O projeto atual dá sequência ao primeiro Ficol, que resultou na experiência urbana VUCO (Viver o Urbano Caminhando e Ocupando), nas proximidades da Praça do Diário. A iniciativa também teve como foco a mobilidade urbana, a segurança e a inclusão social.

Modelo brasileiro

O interesse mexicano tem a ver com a regeneração dos centros urbanos. No México, o CFC trabalha com governos, incorporadoras e instituições para criar mecanismos que fortaleçam a cooperação entre os setores público e privado nessa área.

O Brasil é referência internacional no uso de instrumentos de captura da valorização da terra, que permitem ao poder público recuperar parte da valorização imobiliária gerada por investimentos e regras urbanísticas para financiar infraestrutura e promover um crescimento urbano mais ordenado e sustentável.

A missão é realizada em parceria com o Insper, de São Paulo, uma das instituições acadêmicas mais reconhecidas da América Latina em economia, políticas públicas e desenvolvimento urbano. Além das visitas, a agenda inclui reuniões com especialistas internacionais, aulas com pesquisadores do Insper, encontros com autoridades responsáveis por formular e aplicar esses instrumentos, visitas técnicas a projetos financiados por esse modelo e troca de experiências para avaliar sua adaptação à realidade mexicana.

© JOãO CARLOS MAZELLA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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ISO 9001 em uma construtora: o que a certificação exige

Na Construção Civil, a garantia de que um empreendimento será entregue dentro dos padrões técnicos prometidos apoia-se na implementação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), regido pela norma internacional ISO 9001 (adotada no país como ABNT NBR ISO 9001). A busca pela casa própria exige que o comprador avalie não apenas o projeto arquitetônico ou a localização do imóvel, mas também a eficiência e a confiabilidade dos processos da construtora.

A certificação assegura que as operações ocorrem sob processos padronizados e auditados de forma contínua por organismos independentes. A concessão do selo é realizada por Organismos Certificadores de Produtos (OCP) acreditados pelo Inmetro e pelo International Accreditation Forum (IAF).

A MRV, maior construtora da América Latina, conta com a certificação ISO 9001 desde 2001. O documento tem validade de três anos e está condicionado a auditorias anuais de manutenção/ renovação, que comprovam a execução prática e a evolução das rotinas operacionais.

ISO 9001 e o canteiro de obras

Na construção civil, a aplicação da ISO 9001 evidencia-se no controle rigoroso da execução das etapas construtivas, desde a fase de projeto até o acabamento final. A norma estabelece diretrizes operacionais fundamentais para a rotina do canteiro:

  • Padronização de processos: criação de rotinas e instruções técnicas claras para cada serviço — como alvenaria, concretagem, instalações elétricas e hidráulicas —, o que assegura a qualidade em diferentes unidades.
  • Controle de documentos e versões: organização e atualização de desenhos técnicos, laudos e relatórios de engenharia, a fim de garantir que as equipes em campo trabalhem exclusivamente com as versões vigentes dos projetos.
  • Gestão de não conformidades: a não conformidade é um desvio entre o que foi planejado e o que realmente aconteceu. A empresa deve fazer o mapeamento, o registro e a análise de falhas de execução ou defeitos de insumos antes do avanço da obra, para identificar possíveis causas e evitar a repetição dos problemas.
  • Redução de desperdícios e retrabalhos: acompanhamento de indicadores de desempenho que otimizam o uso de materiais, diminuem custos operacionais e mantêm a conformidade com a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais (ABNT NBR 15575).

Como a gestão de qualidade se reflete no atendimento ao cliente?

O foco no cliente é um dos principais princípios e requisitos da norma ISO 9001. Para uma construtora, isso significa alinhar o produto entregue às expectativas contratadas e criar mecanismos estruturados para lidar com feedbacks e eventuais chamados técnicos.

A existência de um Sistema de Gestão da Qualidade reduz diretamente o volume de reclamações pós-entrega, uma vez que atua na causa dos problemas ainda durante a construção. Quando um vício ou defeito é identificado pelo proprietário, a norma exige que a construtora adote um protocolo previsível e auditável:

  1. Registro e classificação: o chamado é formalizado e categorizado nos canais oficiais da empresa.
  2. Tratamento da não conformidade: as equipes técnicas realizam a vistoria, determinam a origem da falha e executam o reparo necessário.
  3. Análise de causa e ação corretiva: a ocorrência gera um relatório que alimenta o processo de melhoria contínua, com o intuito de ajustar os métodos no canteiro para que a falha não volte a ocorrer em futuros lançamentos.

Dessa forma, o tratamento de reclamações deixa de ser apenas uma ação reativa de pós-venda para consolidar-se como uma ferramenta preventiva de aprimoramento operacional.

PBQP-H Nível A e o financiamento habitacional

No Brasil, a ISO 9001 conecta-se diretamente ao PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), instrumento do Ministério das Cidades operado pelo SiAC (Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil).

A certificação no Nível A do PBQP-H é a categoria máxima de qualificação técnica do setor, o que atesta que o sistema de gestão da construtora incorpora os requisitos globais da ISO 9001 adaptados às especificidades das obras habitacionais.

Essa certificação em nível máximo é uma exigência de instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal, para a concessão de financiamentos e para o desenvolvimento de empreendimentos vinculados a programas governamentais, a exemplo do Minha Casa, Minha Vida.

Governança Corporativa e Gestão Integrada na MRV

Pioneira no setor, a MRV tem a certificação ISO 9001 ativa há mais de duas décadas e mantém o nível máximo A do PBQP-H. A companhia atua sob um modelo de Gestão Integrada que vai além da qualidade construtiva, ao combinar certificações internacionais de Gestão Ambiental (ISO 14001) e de Saúde e Segurança Ocupacional (ISO 45001 / OHSAS 18001) para assegurar canteiros sustentáveis e seguros.

A conformidade operacional é reforçada por uma estrutura ampla de auditorias e de governança corporativa:

  • Auditoria independente: as demonstrações contábeis e financeiras da empresa passam por auditorias externas periódicas conduzidas por auditores independentes de grande porte, em estrito cumprimento às exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • Novo Mercado da B3: listada no segmento mais elevado de governança corporativa da Bolsa de Valores brasileira, a companhia atende a critérios rigorosos de transparência, de prestação de contas e de auditoria de controles internos.
  • Monitoramento e auditoria ESG: os processos fabris e construtivos são submetidos a verificações contínuas de indicadores socioambientais e metas de sustentabilidade, de modo a assegurar a responsabilidade em todas as etapas.

Na esfera do relacionamento com o consumidor, o compromisso com a qualidade traduz-se na comunicação e no atendimento. Para garantir que o comprador acompanhe todas as etapas do imóvel — do andamento da obra à solicitação de assistência técnica —, as interações são centralizadas em canais oficiais auditados, como o WhatsApp Oficial do Cliente (31) 99900-9000, o Telefone de Atendimento ao Cliente (31) 4005-1313 e a Plataforma Meu Apê MRV.

Ao integrar métodos industriais, auditorias financeiras, práticas socioambientais e uma gestão de qualidade certificada internacionalmente, a estrutura da construtora converte-se em segurança jurídica, em previsibilidade e na valorização do bem para o proprietário.

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