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Vitória SC com prejuízo de 1,53 milhões nas atividades do clube

O Vitória SC concluiu a temporada 2025/26 com um prejuízo de 1,53 milhões de euros (ME) nas várias atividades, excluindo as da SAD, que tutela a equipa da I Liga portuguesa de futebol.

Após confirmarem um resultado líquido negativo de 11 ME nas operações da SAD em 2025/26, com a informação publicada em 15 de outubro, os vimaranenses publicaram hoje, no site oficial, o relatório e contas do clube, que vai ser discutido e votado pelos sócios na assembleia geral ordinária de 06 de novembro.

Os minhotos apresentaram resultado líquido negativo nas operações do clube pela terceira época seguida, após os prejuízos de 1,13 ME em 2023/24 e de 1,03 ME em 2024/25, após rendimentos de 5,5 ME e gastos de 5,64 ME.

Esse saldo operacional negativo de 147 mil euros converteu-se no resultado negativo de 1,53 ME devido aos gastos com amortizações, depreciações, juros e impostos.

A operação com as 15 modalidades que o clube disponibiliza, além do futebol, apresentou um défice operacional de 1,3 ME.

O Vitória confirmou também que amealhou uma receita de 2,9 ME com quotização, numa temporada que concluiu com 29.050 sócios.

Já o passivo cresceu de 6,1 para 9,2 ME, variação explicada no relatório e contas com o “efeito do reconhecimento de um passivo por impostos diferidos de 3,19 ME associado à revalorização da academia de futebol”.

Essa revalorização contribuiu para uma subida ainda mais elevada do ativo, de 29,7 ME para 48,3 ME, o que também motivou o aumento dos capitais próprios, de 24,3 ME para 39,8 ME.

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Conselho fiscal do Vitória dá parecer favorável à venda de 17% da SAD à V Sports

O conselho fiscal do Vitória SC emitiu um parecer favorável, publicado hoje no site oficial do emblema da I Liga portuguesa de futebol, à venda de 17% do capital social da SAD à empresa V Sports.

“O conselho fiscal emite parecer favorável à alienação à V Sports de ações representativas de 17% do capital social da Vitória Sport Clube – Futebol, SAD (…), desde que sejam integralmente asseguradas as salvaguardas identificadas no presente parecer, designadamente a proteção do património do clube e a manutenção da sua participação maioritária no capital social da SAD”, lê-se.

A votação da transmissão de 17% do capital da SAD, tendo em vista o restabelecimento da participação de 46% da empresa que detém o Aston Villa, da Premier League inglesa, previamente aprovada pelos sócios vitorianos em 03 de março de 2023, está marcada para sexta-feira, na assembleia geral extraordinária que vai decorrer no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, a partir das 20:00.

O órgão presidido por Rui Castro Dias salienta que a operação recupera um modelo já aprovado pelos sócios em 2023, quando 966 entre os cerca de 1.400 presentes na AG extraordinária votaram favoravelmente à venda de 46% das ações, antes de a participação da V Sports ser reduzida para 29% no final de junho de 2023, por imposição da UEFA, para se cumprir as regras de multipropriedade de clubes.

O conselho fiscal argumenta também que os 3,8 milhões de euros (ME) que a empresa pretende aplicar na operação – devolução de dois milhões prometidos em 2023 e 1,8 ME adicionais – enquadram-se num “referencial proporcional próximo do previsto no acordo inicial de 2023”, que contemplou o pagamento de 5,5 ME e o donativo de dois ME para infraestruturas.

Para o órgão, a manutenção desse “referencial de preço”, numa altura em que a situação financeira e patrimonial da SAD é pior do que a de há três anos, face aos 85 ME de passivo e aos capitais próprios negativos de quase 37 ME exibidos no relatório e contas de 2025/26, é “um elemento favorável à apreciação económica da proposta na perspetiva do clube”.

A manutenção da participação maioritária do clube na SAD, que irá diminuir de 67,84% para 50,84% caso os sócios aprovem a venda na sexta-feira, e “o compromisso de um plano de reestruturação da dívida” são outros elementos favoráveis à aprovação do acordo, acrescenta o conselho fiscal.

Na perspetiva desse órgão, a concretização da operação com a empresa detida pelo bilionário egípcio Nassef Sawiris (34%), pelo bilionário norte-americano Wes Edens (34%) e pelo fundo de investimento norte-americano Atairos (32%) pode garantir uma “maior previsibilidade de tesouraria” e permitir à SAD “negociar com menor pressão” no próximo mercado de transferências, em janeiro de 2027.

Os sócios do Vitória SC vão ainda votar a autorização para se introduzirem alterações no pacto social da SAD.

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