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Aurora Coop anuncia aquisição de ativos da Mar & Terra em MS

A Aurora Coop anunciou nesta quinta-feira (29) a aquisição de ativos do complexo de produção e industrialização de pescados da Mar & Terra, localizado em Itaporã, em Mato Grosso do Sul. A operação foi formalizada com a Bello Alimentos, empresa com sede em Itaquiraí (MS), e faz parte da estratégia da cooperativa de ampliar sua atuação no segmento de pescados.

O negócio envolve ativos isolados da operação, incluindo a estrutura industrial de processamento de peixes, uma fábrica de rações e fazendas destinadas à produção própria. A aquisição amplia a estrutura da Aurora Coop no setor, embora as empresas não tenham divulgado valores ou outros detalhes financeiros da transação.

A conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do cumprimento das demais condições aplicáveis. Até que todas as etapas sejam concluídas, Aurora Coop e Bello Alimentos continuarão operando de forma independente.

Em comunicado conjunto, as empresas afirmaram que estão comprometidas com uma transição responsável e transparente, com atenção aos colaboradores, produtores, parceiros comerciais e demais públicos envolvidos no processo.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=626307

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Soja em Chicago tem 4ª queda seguida apesar de exportações fortes dos EUA

Os contratos futuros da soja encerraram a sessão em baixa na bolsa de Chicago, acumulando o quarto pregão consecutivo de perdas. O vencimento para entrega em janeiro recuou 0,26% e fechou cotado a US$ 12,34 por bushel, pressionado pelo avanço da colheita norte-americana e pela desvalorização do farelo de soja.

Segundo análise da Granar, o avanço dos trabalhos no campo nos Estados Unidos acelera a entrada de novos grãos no mercado, aumentando a disponibilidade do produto. Outro fator de pressão foi o desempenho do farelo de soja, cujo contrato para dezembro registrou queda de US$ 7,05 e encerrou o dia a US$ 362,99 por tonelada.

A desvalorização do derivado foi atribuída, em parte, ao forte desempenho das exportações argentinas e à maior competitividade da soja brasileira no mercado internacional, favorecida pela desvalorização do real frente ao dólar. Esse cenário ampliou a pressão sobre os preços, mesmo diante de indicadores positivos para a demanda externa norte-americana.

O relatório semanal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), referente ao período de 16 a 22 de outubro, apontou vendas de 2,576 milhões de toneladas de soja da safra 2026/27. O volume ficou abaixo das 2,841 milhões de toneladas registradas no levantamento anterior, mas superou as expectativas dos operadores, que variavam entre 400 mil e 2,2 milhões de toneladas.

De acordo com o USDA, as vendas líquidas recuaram 9% em relação à semana anterior, mas apresentaram crescimento expressivo na comparação com a média das quatro semanas anteriores.

Apesar do resultado acima das projeções do mercado, o avanço da oferta norte-americana e a concorrência internacional contribuíram para manter as cotações sob pressão em Chicago, prolongando a sequência de perdas da oleaginosa.

Milho

Os contratos futuros do milho encerraram a sessão majoritariamente em baixa na bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelos dados de vendas externas do país. O vencimento para entrega em dezembro recuou 0,11% e fechou cotado a US$ 4,51 por bushel.

Segundo análise da Granar, a entrada de novos grãos no mercado, impulsionada pelo andamento da segunda maior colheita já registrada nos Estados Unidos, continuou limitando o desempenho das cotações. O relatório semanal de exportações também não trouxe suporte significativo aos preços, diante da redução das vendas em relação à semana anterior.

De acordo com o USDA, as vendas de milho da safra 2026/27 totalizaram 1,303 milhão de toneladas na semana encerrada em 22 de outubro. O volume ficou abaixo das 1,527 milhão de toneladas registradas no relatório anterior e próximo do limite inferior das estimativas de analistas privados, que variavam entre 1,1 milhão e 2,6 milhões de toneladas.

O USDA informou que as vendas semanais recuaram 15% em relação à semana anterior, mas avançaram 32% na comparação com a média das últimas quatro semanas. Os destinos não especificados concentraram o maior volume de negociações no período.

Apesar do crescimento em relação à média recente, o desempenho acumulado das exportações segue inferior ao do ano passado. Até 22 de outubro, os Estados Unidos haviam comercializado 23,50 milhões de toneladas de milho, queda de 33,56% ante as 35,37 milhões de toneladas negociadas no mesmo período de 2025.

O avanço da colheita norte-americana e o ritmo das vendas externas permanecem no radar dos participantes do mercado, que avaliam a capacidade da demanda internacional de absorver a oferta disponível e oferecer sustentação às cotações em Chicago.

Trigo

Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão em alta na bolsa de Chicago, apoiados pelo avanço das vendas externas dos Estados Unidos e por operações de hedge realizadas por fundos de investimento. O vencimento para entrega em dezembro valorizou 0,79% e fechou cotado a US$ 6,03 por bushel.

Segundo análise da Granar, os fundos aproveitaram os níveis atuais de preços para realizar operações financeiras após uma liquidação expressiva de contratos nas sessões anteriores. O movimento ocorre em meio a uma sequência de oito semanas consecutivas de desvalorização do cereal, que ainda poderia se estender ao fim desta semana.

O mercado também encontrou suporte nos dados semanais de exportação divulgados pelo USDA. Na semana encerrada em 22 de outubro, as vendas líquidas de trigo para a safra 2026/27 totalizaram 849,8 mil toneladas, volume superior às 239,6 mil toneladas registradas no relatório anterior.

O resultado também ficou acima das estimativas dos operadores, que variavam entre 275 mil e 600 mil toneladas. De acordo com o USDA, as vendas líquidas alcançaram o maior volume do ano comercial e apresentaram crescimento expressivo em relação à média das quatro semanas anteriores. As Filipinas foram o principal destino das negociações, com compras de 226,3 mil toneladas.

Apesar do desempenho semanal positivo, a comercialização acumulada dos Estados Unidos permanece abaixo do registrado no ano passado. Até 22 de outubro, o país havia vendido 11,52 milhões de toneladas de trigo, uma redução de 29,33% em relação às 16,30 milhões de toneladas comercializadas na mesma data de 2025.

Produção de tomate bate recorde, mas clima desafia produção em 2026

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Açúcar sobe 0,67% em Nova York com queda na moagem de cana no Brasil

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (29) em alta na bolsa de Nova York. O vencimento para março avançou 0,67%, cotado a 19,47 centavos de dólar por libra-peso, impulsionado por dados que apontam redução na moagem de cana-de-açúcar e na produção brasileira.

Segundo informações compiladas pela Barchart, o Ministério da Agricultura informou, na noite de quarta-feira, que as usinas brasileiras processaram 32 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, volume 18% inferior às 39 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pelo ministério, a produção brasileira de açúcar também apresentou retração e foram produzidas 2,15 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, queda de 23% na comparação anual.

As chuvas persistentes associadas ao El Niño têm interrompido a colheita e atrasado a moagem da cana-de-açúcar no país, um dos principais fornecedores globais do produto. A continuidade das precipitações mantém a atenção do mercado sobre o ritmo das operações nas usinas e a disponibilidade de açúcar.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX apontou que as previsões de chuva para as regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil nos próximos sete dias indicam a continuidade das dificuldades nas operações de moagem. O cenário reforça as preocupações com o ritmo da produção brasileira e contribuiu para a valorização dos contratos futuros na sessão.

Cacau

Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão com resultados mistos na bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro terminou estável, cotado a US$ 5.456 por tonelada, enquanto o contrato para março recuou 0,22%, a US$ 5.563 por tonelada.

Os preços da commodity permaneceram sob pressão e se consolidaram pouco acima da mínima de um mês registrada na sessão anterior, mesmo diante de novas projeções de redução da oferta global para a próxima temporada.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX revisou suas estimativas para o mercado mundial de cacau em 2026/27 e passou a projetar um déficit de 64 mil toneladas, revertendo a previsão anterior de superávit de 25 mil toneladas. Segundo a consultoria, a ocorrência de um El Niño intenso deve prejudicar a produção em importantes países produtores.

A expectativa da StoneX é de que a produção mundial de cacau recue 9,6% na temporada 2026/27, para 4,74 milhões de toneladas. A queda deve ser influenciada principalmente pela redução da oferta na Indonésia, na Costa do Marfim e no Equador, em razão dos impactos climáticos associados ao fenômeno.

A nova estimativa contrasta com o cenário projetado para a safra 2025/26, quando a consultoria prevê um superávit global de 494 mil toneladas. Apesar da perspectiva de restrição na oferta na temporada seguinte, os contratos encerraram o dia sem recuperação significativa, mantendo o mercado próximo das mínimas recentes.

Café

A possibilidade de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica nesta sessão. Na bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,45% e encerrou o dia negociado a US$ 2,85 por libra-peso, atingindo uma nova mínima de um mês.

Segundo análise da Barchart, a queda ampliou as perdas acumuladas ao longo da semana, em meio às expectativas de que os exportadores brasileiros intensifiquem as vendas após a desvalorização do real. Embora o real tenha recuperado parte das perdas, a moeda ainda acumula desvalorização de 8% na semana, conforme os dados citados pela Barchart.

A queda do real tende a favorecer as exportações brasileiras, uma vez que os produtores e exportadores passam a receber mais reais pela receita obtida em dólares. Esse movimento pode estimular a comercialização do café no mercado internacional e ampliar a disponibilidade do produto, pressionando os preços futuros.

Com isso, o mercado acompanha o comportamento do câmbio e o ritmo das vendas brasileiras, diante da perspectiva de maior oferta no curto prazo.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 0,45%, fechando cotado a 78,50 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, o relatório semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou a comercialização de 216.488 fardos de algodão na semana encerrada em 22 de outubro. O volume representa um aumento de 8,45% em relação à semana anterior e um crescimento de 63,07% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas referentes à nova safra somaram 38.345 fardos no período. Porém, os embarques norte-americanos apresentaram retração semanal e anual.

De acordo com o levantamento, os embarques totalizaram 160.762 fardos, queda de 18,13% em relação à semana anterior e recuo de 8,02% na comparação com a mesma semana do ano passado.

O desempenho das vendas externas e o ritmo de entrega da fibra norte-americana seguem entre os indicadores acompanhados pelos participantes do mercado, que avaliam a demanda internacional e as perspectivas para o equilíbrio entre oferta e consumo.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja para janeiro finalizou o dia com desvalorização de 5,10% e precificado em US$ 1,36 por libra-peso. 

https://stories.cnnbrasil.com.br/agro/como-o-agronegocio-enfrenta-o-risco-climatico-que-muda-a-cada-safra/

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AGCO tem queda de 83% no lucro líquido do terceiro trimestre

A AGCO, fabricante de máquinas agrícolas dona das marcas Valtra, Fendt e Massey Ferguson, registrou lucro líquido de US$ 51,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 83,1% em relação aos US$ 305,7 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Nos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido somou US$ 183,9 milhões, recuo de 70,8% na comparação com os US$ 631 milhões registrados entre janeiro e setembro do ano passado.

A receita líquida de vendas da companhia totalizou US$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre, queda de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado do ano, a receita atingiu US$ 7,2 bilhões, alta de 0,7% na comparação anual.

Na América Latina, as vendas líquidas recuaram 19,1% no terceiro trimestre, desconsiderando os efeitos cambiais. Segundo a companhia, a redução refletiu a menor demanda por máquinas agrícolas na região. O resultado operacional também caiu, pressionado principalmente pela diminuição das vendas e dos volumes de produção.

No Brasil, as vendas de tratores no varejo recuaram 17% nos nove primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa atribuiu o movimento à menor demanda por máquinas de maior porte. As vendas de colheitadeiras caíram 38% na mesma base de comparação.

A AGCO apontou juros elevados, restrições ao crédito e condições econômicas desfavoráveis para os produtores rurais como fatores que pressionaram a rentabilidade no campo. A incerteza econômica e sobre as políticas públicas também reduziu a confiança dos agricultores e contribuiu para o adiamento das compras de equipamentos.

Em nota, o presidente e CEO da AGCO, Eric Hansotia, afirmou que a companhia opera em um cenário de demanda global por máquinas agrícolas no nível mais fraco em mais de uma década. Segundo ele, os custos elevados de insumos e as incertezas nos mercados de commodities e no comércio internacional contribuíram para a retração.

A empresa informou que ajustou a produção à demanda, administrou os estoques dos concessionários e manteve o controle de custos. Também destacou investimentos em agricultura de precisão, sistemas de pulverização direcionada com inteligência artificial e soluções autônomas, voltados à redução dos custos operacionais dos produtores.

A AGCO estima a receita líquida entre US$ 9,8 bilhões e US$ 10 bilhões em 2026. A margem operacional ajustada deve ficar em torno de 7%, enquanto o lucro por ação ajustado é estimado em aproximadamente US$ 5,50.

A fabricante também informou que pretende manter os volumes de produção alinhados à demanda do mercado, com foco no controle de custos e na disciplina de preços.

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Raízen fecha acordo tributário de R$ 22,4 bilhões e revisa projeções

A Raízen firmou nesta quarta-feira (28) um acordo tributário com a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e a Receita Federal do Brasil para regularizar débitos com a União que somam R$ 22,4 bilhões. A operação envolve a companhia e outras sociedades de seu grupo econômico e representa uma etapa importante para a implementação do Plano de Recuperação Extrajudicial.

Do total negociado, R$ 16,7 bilhões são de responsabilidade econômica da própria Raízen, enquanto os R$ 5,7 bilhões restantes são de responsabilidade econômica final dos acionistas controladores, conforme os instrumentos aplicáveis.

Para os débitos atribuídos à companhia, foram concedidos descontos de R$ 8,5 bilhões sobre multas e juros. Com isso, o saldo a ser liquidado pela Raízen caiu para R$ 8,2 bilhões. A quitação ocorrerá por meio da utilização de R$ 5,7 bilhões em prejuízos fiscais e do pagamento de R$ 2,5 bilhões à vista.

A transação tributária é uma das condições necessárias para a reestruturação financeira da empresa. A companhia informou que manterá os acionistas e o mercado atualizados sobre os próximos desdobramentos do processo.

Em comunicado, a empresa divulgou uma versão atualizada do material apresentado aos credores financeiros, com revisões de informações operacionais e financeiras referentes à safra 2026/27. A atualização ocorre no contexto do processo de reestruturação financeira da companhia e da implementação de seu Plano de Recuperação Extrajudicial.

Segundo comunicado ao mercado, o documento foi disponibilizado no site de Relações com Investidores da empresa. A companhia informou que a divulgação busca garantir aos acionistas e ao mercado acesso simultâneo e equitativo às principais informações sobre os termos e as condições do plano.

O material reúne dados sobre os negócios e o desempenho operacional e financeiro da Raízen, além de estimativas e projeções elaboradas com base nas informações disponíveis e nas premissas consideradas razoáveis pela administração.

A empresa ressalta, porém, que as projeções refletem as expectativas atuais da gestão e não representam garantia de resultados futuros. Segundo a companhia, fatores operacionais, comerciais, financeiros, macroeconômicos e setoriais podem provocar diferenças relevantes entre os resultados efetivamente apurados e as estimativas divulgadas.

A Raízen também informou que atualizará a seção 3, referente a projeções, de seu Formulário de Referência dentro do prazo regulamentar. O documento deverá refletir as estimativas revisadas e os motivos das alterações.

No comunicado, a companhia reiterou seu compromisso com a transparência, a governança corporativa e o cumprimento das normas aplicáveis. A empresa afirmou ainda que manterá os acionistas e o mercado informados sobre eventuais desdobramentos relevantes.

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Pilgrim’s Pride tem lucro líquido ajustado de US$ 117,7 milhões no 3º tri

A Pilgrim’s Pride registrou lucro líquido ajustado de US$ 117,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, encerrado em 27 de setembro. Pelo critério contábil GAAP, o lucro líquido foi de US$ 116,3 milhões. A companhia norte-americana de alimentos divulgou os resultados nesta quarta-feira (28), em meio à pressão sobre os preços da carne de frango nos Estados Unidos e à redução das margens operacionais.

As vendas líquida somou US$ 4,65 bilhões no período, queda de 2,2% em relação aos US$ 4,76 bilhões registrados no mesmo trimestre de 2025. O lucro operacional recuou 61,1%, para US$ 191,5 milhões, ante US$ 492,6 milhões um ano antes.

O EBITDA ajustado, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou US$ 316,3 milhões, redução de 50% na comparação anual, frente aos US$ 633,1 milhões registrados no terceiro trimestre do ano passado. A margem EBITDA ajustada caiu de 13,3% para 6,8%, uma retração de 6,5 pontos percentuais.

A companhia encerrou o trimestre com alavancagem líquida de 1,76 vez o EBITDA ajustado, abaixo da faixa de referência de duas a três vezes estabelecida pela empresa. Segundo a Pilgrim’s Pride, a posição de liquidez permanece sólida para sustentar futuras oportunidades de crescimento.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a receita líquida atingiu US$ 13,81 bilhões, queda de 1,2% ante os US$ 13,98 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O lucro operacional recuou 70,2%, para US$ 420 milhões, enquanto o EBITDA ajustado somou US$ 984,4 milhões, baixa de 46,9% em relação aos US$ 1,85 bilhão de um ano antes.

No mesmo intervalo, o lucro por ação pelo critério GAAP caiu 76,7%, de US$ 4,17 para US$ 0,97. No terceiro trimestre isolado, o indicador passou de US$ 1,44 para US$ 0,49, recuo de 66%.

Pressão sobre o mercado de frango

Nos Estados Unidos, a oferta de carne de frango aumentou acima do crescimento da demanda, pressionando os preços dos cortes. Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontaram expansão de 2,2% na oferta em relação ao ano anterior, movimento que contribuiu para reduzir os valores de mercado durante o trimestre.

A Pilgrim’s Pride informou que a diversificação do portfólio, os ganhos de eficiência operacional e as melhorias no rendimento da produção ajudaram a compensar parcialmente a pressão sobre os preços das commodities. Os volumes de frango fresco permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior, apoiados por ações promocionais e ampliação da distribuição.

O segmento de alimentos preparados nos Estados Unidos apresentou desempenho positivo, com crescimento superior a 15% nos volumes em relação ao terceiro trimestre de 2025. A marca Just Bare, de produtos de frango totalmente cozidos, também avançou no varejo, com aumento superior a 25% nas vendas em comparação anual.

Na Europa, as vendas e os volumes cresceram em relação ao ano anterior, impulsionados pela procura por proteínas e refeições com preços mais acessíveis. Apesar disso, as margens foram pressionadas pela situação do mercado de carne suína e pela elevação dos custos de produção. A empresa também informou que segue em andamento o processo de aprovação da aquisição da Walkers Deli & Sausage, com conclusão prevista para o início de 2027.

No México, a rentabilidade melhorou em relação ao trimestre anterior, acompanhando a recuperação das condições de mercado para o frango vivo. As vendas de produtos frescos de marca no varejo cresceram mais de 40% na comparação anual, enquanto os volumes junto a clientes estratégicos do varejo aumentaram mais de 8%.

“Continuamos focados em nossos investimentos e estratégias para impulsionar o crescimento rentável e adaptar nosso portfólio às mudanças nas condições de mercado”, afirmou Fabio Sandri, presidente e diretor-executivo da Pilgrim’s Pride, em comunicado.

Crédito rural empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/26

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