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Ancelotti convoca Seleção Brasileira com jovens e deixa Flamengo e Palmeiras fora

O técnico Carlo Ancelotti anunciou na tarde desta quinta-feira (29) a lista de 26 convocados da Seleção Brasileira para os dois últimos compromissos da equipe em 2026. O Brasil enfrentará o Japão no dia 14 de novembro e Singapura no dia 17, em partidas disputadas no Estádio Nacional de Singapura.

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A convocação tem como uma das principais características a presença de jogadores jovens. Segundo Ancelotti, o trabalho da comissão técnica está voltado à renovação do grupo e à formação de uma nova geração para os próximos desafios internacionais.

A relação também chamou atenção pela ausência de atletas de Flamengo e Palmeiras, clubes que disputam o título do Campeonato Brasileiro. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) adotou critérios para evitar interferência na disputa nacional, com restrições à convocação de jogadores de equipes envolvidas na briga pelo título e limite de representantes dos demais clubes brasileiros.

Entre os nomes chamados estão o atacante Endrick, do Real Madrid, Vinícius Júnior, também do clube espanhol, e Raphinha, do Barcelona. A lista ainda abre espaço para jovens como Arthur Dias, do Athletico-PR, Pedro Morisco, do Coritiba, Gabriel Bontempo, do Santos, e Rayan, do Bournemouth.

Ancelotti aposta na renovação

Após divulgar a lista, Ancelotti explicou que a convocação faz parte de um processo de observação e desenvolvimento de jogadores que poderão integrar a Seleção nos próximos anos.

O treinador destacou a presença de atletas em idade olímpica e de jogadores com menos de 23 anos. Para ele, os amistosos representam uma oportunidade de ampliar as alternativas da equipe, acompanhar o desenvolvimento dos jovens e avaliar novas opções para o elenco.

A renovação, segundo o técnico, precisa caminhar junto com a busca por resultados. A comissão técnica pretende aproveitar os jogos para testar alternativas e dar continuidade à construção do grupo para o próximo ciclo de competições.

Confira a lista de convocados

Goleiros

  • Bento, Al-Nassr
  • Lucas Perri, Torino
  • Pedro Morisco, Coritiba

Defensores

  • Arthur Dias, Athletico-PR
  • Carlos Augusto, Inter de Milão
  • Douglas Santos, Zenit
  • Gabriel Magalhães, Arsenal
  • Jair Cunha, Nottingham Forest
  • Jonathan Jesus, Cruzeiro
  • Vanderson, Monaco
  • Vitor Reis, Manchester City
  • Wesley, Roma

Meio-campistas

  • André Luiz, Corinthians
  • Andrey Santos, Manchester United
  • Bruno Guimarães, Arsenal
  • Danilo, Botafogo
  • Gabriel Bontempo, Santos
  • João Gomes, Aston Villa
  • Marlon Gomes, Shakhtar Donetsk

Atacantes

  • Alisson Santana, Shakhtar Donetsk
  • Allan, Manchester City
  • Endrick, Real Madrid
  • Estêvão, Chelsea
  • Raphinha, Barcelona
  • Rayan, Bournemouth
  • Vinícius Júnior, Real Madrid

Jogos serão os últimos do Brasil em 2026

A Seleção inicia a sequência de amistosos contra o Japão no dia 14 de novembro, às 7h15, pelo horário de Brasília. O confronto será uma nova oportunidade de medir forças com a equipe asiática, que enfrentou o Brasil na Copa do Mundo de 2026.

Três dias depois, em 17 de novembro, a equipe comandada por Ancelotti enfrenta Singapura, às 7h, também no horário de Brasília. As duas partidas serão realizadas no Estádio Nacional de Singapura e encerram o calendário da Seleção Brasileira neste ano.

Os compromissos fazem parte do planejamento para os próximos anos, com atenção à renovação do elenco e à preparação para a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030.

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PF investiga Paulo Guedes por suspeita de crimes contra sistema financeiro

O ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que comandou a equipe econômica durante o governo Jair Bolsonaro (PL), está na mira de uma investigação da Polícia Federal (PF) por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O empresário Fábio Lino de Almeida, proprietário da empresa OnilX, também figura entre os investigados.

A apuração tramita sob sigilo na 9ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná. O inquérito foi aberto em 10 de fevereiro de 2026 e envolve suspeitas relacionadas à legislação que trata dos crimes contra o sistema financeiro. As informações sobre o caso foram divulgadas pelo portal Metrópoles, a partir de documentos judiciais.

A investigação ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação da OnilX no mercado de ativos digitais. A empresa enfrenta processos movidos por investidores que afirmam ter dificuldades para recuperar os recursos aplicados em produtos ligados a criptomoedas e stablecoins.

Relação com a empresa entrou no foco da apuração

A ligação de Guedes com a OnilX envolve prestação de consultoria, participação em reuniões estratégicas e encontros com potenciais investidores. A empresa também utilizou a imagem do ex-ministro em materiais de divulgação.

Em uma publicação da própria companhia, Guedes aparece ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa em uma reunião apresentada como estratégica. O economista foi descrito pela empresa como alguém que contribuía com orientação e visão para os negócios.

O ex-ministro também participou de eventos voltados a investidores e assessores da companhia. Em uma dessas ocasiões, diante de uma plateia de aproximadamente 500 pessoas, elogiou a atuação da empresa e destacou sua importância no desenvolvimento do mercado digital.

A participação de Guedes na companhia passou a aparecer também em ações judiciais movidas por clientes. Em um dos processos, um casal cobra R$ 876,5 mil da OnilX e afirma ter mantido e ampliado os investimentos após participar de uma reunião com o ex-ministro na sede da empresa, em abril.

Segundo o relato apresentado à Justiça, os investidores tentaram recuperar os recursos quatro meses depois, mas não conseguiram concluir o resgate.

Em outro processo, uma assessora da empresa teria mencionado a presença de Guedes na estrutura do negócio ao tentar atrair um potencial investidor. Uma mensagem anexada aos autos indicava a possibilidade de marcar uma reunião com o economista para discutir estratégias financeiras, caso o interessado dispusesse de R$ 3 milhões a R$ 5 milhões para aplicar.

As alegações apresentadas pelos investidores fazem parte de processos judiciais e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal dos investigados.

CVM suspendeu ofertas de valores mobiliários

A OnilX também entrou no radar da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela fiscalização do mercado de valores mobiliários no Brasil.

Em janeiro de 2026, a autarquia determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários realizadas pelo grupo. Em abril, o colegiado manteve a determinação e esclareceu que a restrição não abrangia a simples intermediação de criptoativos, como Bitcoin, Ethereum e USDT, quando não houvesse promessa de rendimento ou contrato de investimento.

A empresa passou a enfrentar uma série de disputas judiciais. Entre 12 de junho e 10 de setembro, foram identificadas 108 ações contra o grupo, segundo o levantamento publicado pelo Metrópoles.

Nos processos, investidores relatam dificuldades para retirar valores aplicados em produtos relacionados a criptomoedas e stablecoins. Alguns também levantam suspeitas de funcionamento de um esquema de pirâmide financeira.

A OnilX nega as acusações e afirma atuar regularmente no mercado de ativos virtuais.

Processo segue sob sigilo

Os registros judiciais indicam que a investigação teve movimentações ao longo de 2026. Em 21 de setembro, houve despacho judicial e expedição de intimações relacionadas a Fábio Lino, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF).

Em outubro, o processo continuou a registrar petições e diligências policiais. Como o inquérito tramita sob sigilo, não há informações públicas suficientes para detalhar todas as medidas adotadas nem estabelecer a conduta atribuída individualmente a cada investigado.

Paulo Guedes é representado pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que também atuam na defesa de Fábio Lino. Segundo a reportagem original, a defesa não respondeu aos contatos feitos pela publicação até o fechamento do texto.

A investigação não equivale a uma condenação. A eventual responsabilidade dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.

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