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Cotado ao Oscar, “A Bola Preta” chega ao MixBrasil; veja obras selecionadas

O filme “A Bola Preta” (“La Bola Negra”), dirigido por Javier Calvo e Javier Ambrossi e cotado para disputar o Oscar 2027, está entre os destaques da programação do 34º Festival MixBrasil, que acontece de 11 a 22 de novembro, em São Paulo. Considerado o maior festival cultural LGBTQIA+ da América Latina, o evento reúne produções nacionais e internacionais que exploram diferentes identidades e formas de expressão.

“A Bola Preta” foi vencedora do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes 2026 e conquistou o Prêmio do Público no Festival de Toronto. No Brasil, o longa abriu a 28ª edição do Festival do Rio e tem estreia marcada para 14 de janeiro de 2027 nos cinemas.

A produção acompanha três homens cujas vidas estão conectadas pelo desejo, pela dor e pela herança ao longo de diferentes períodos históricos: 1932, 1937 e 2017.

No elenco, estão Penélope Cruz (“O Convite”), Glenn Close (“Atração Fatal”), Guitarricadelafuente e Miguel Bernardeau (“Elite”).

Além do longa espanhol, a programação internacional incluirá títulos como “A Greve”, “Adeus, Amor”, “Agroqueer”, “Barbara Forever” e “Este Corpo Meu”.

Entre as produções brasileiras, 84 obras foram selecionadas entre 614 inscrições, representando 16 estados e o Distrito Federal. A seleção contempla longas, médias e curtas-metragens, além de séries.

A programação completa, com dias e horários dos filmes, será lançada em breve no site oficial do Festival MixBrasil.

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“Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita” é aclamado na crítica; veja reações

“Jogos Vorazes: O Amanhecer da Colheita” só chega em 19 de novembro nos cinemas brasileiros, mas alguns críticos especializados já puderam conferir o mais novo filme da franquia distópica de sucesso e, até o momento, o destacam como uma “adaptação perfeita”.

As primeiras impressões começarão a sair nas redes sociais e “Jogos Vorazes: O Amanhecer da Colheita” já está sendo aclamado. A trama é ambientada 24 anos antes dos acontecimentos do primeiro livro da saga, quando Katniss (Jennifer Lawrence) e Peeta (Josh Hutcherson) participaram dos Jogos Vorazes pela primeira vez.

O novo período abordado no universo fictício é conhecido como “Massacre Quaternário“, quando 48 tributos dos 12 distritos foram convocados para os jogos, incluindo Haymitch Abernathy.

Griffin Schiller, do DiscussingFilm, chamou o longa de “Rogue One” e “Andor” da franquia “Jogos Vorazes”, fazendo referência a filmes renomados do universo de “Star Wars”.

“É uma história sóbria, porém poderosa, sobre perdas devastadoras e o preço necessário da rebelião por um amanhecer que talvez nunca vejamos. Como um grande fã da série e especialmente deste livro, não poderia ter pedido uma adaptação mais perfeita.”

“Ancorado por atuações incríveis (Zada é uma estrela), este thriller emocional aborda com maestria os temas do custo da revolução e de como todos precisamos fazer a nossa parte”, escreveu Gavin Spoors, do FilmCritics UK, por sua vez.

Há, ainda, outros destaques para a atuação de Joseph Zada.

“Um dos maiores destaques? Joseph Zada”, escreveu Perri Nemiroff, do Collider. “Eu tinha grandes expectativas para ele depois de assistir ‘Mentirosos’, mas ele me deixou de queixo caído várias vezes. Sua capacidade de capturar o calor e o charme de Haymitch e, em seguida, entrelaçá-los com a raiva e a dor que ‘Jogos Vorazes’ desperta é soberba. Grande parte deste filme está sobre seus ombros, e ele se sai brilhantemente em cada detalhe. Este é apenas o começo para Zada.”

O elenco principal do novo filme conta com Zada, na versão mais jovem de Abernathy, Mckenna Grace (Maysilee Donner) e Whitney Peak (Lenore Dove Baird).

Além dos atores principais da narrativa, o elenco também conta com Kieran Culkin e Maya Hawke como Caesar Flickerman e Wiress, respectivamente; Elle Fanning como Effie; Jesse Plemons como Plutarch Heavensbee; Kelvin Harrison como Beetee e Lili Taylor como Mags.

“Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita” estreia em 19 de novembro nos cinemas.

Assista ao trailer de “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”

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Morre Peter Medak, de “Breaking Bad” e “Hannibal”, aos 88 anos

O cineasta húngaro Peter Medak, que dirigiu episódios de séries renomadas como “Breaking Bad” e “Hannibal”, morreu aos 88 anos. O filho do artista, Christopher Medak, lamentou o falecimento do pai nas redes sociais.

“Tão profundamente triste pela perda do meu pai, que deu o seu último suspiro ontem”, escreveu ele em publicação feita na quarta-feira (28) no Instagram. A causa da morte não foi revelada.

Ao longo de seis décadas de carreira, ele ficou responsável pela direção de episódios em outras séries de sucesso, como “Arquivo Morto”, “Dr. House” e “The Wire”. O cineasta também dirigiu cerca de 27 filmes, dentre eles, “A Classe Governante”, “Intermediário do Diabo” e “Os Implacáveis Krays”. O primeiro ganhou destaque e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Peter Medak deixa quatro filhos, Christopher, Joshua, Karen e Cornela, e cinco netos.

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Tati Machado chora ao se despedir do “Saia Justa” na reta final da gravidez

Na reta final da gestação, a apresentadora Tati Machado, 35, se emocionou ao se despedir da apresentação do programa “Saia Justa”, do GNT, na noite de quarta-feira (28).

Tati Machado se afastará para se cuidar nas últimas semanas antes da chegada do filho Rafael, fruto da relação com o fotógrafo Bruno Monteiro. A carioca não conseguiu segurar as lágrimas ao receber homenagens das colegas de trabalho Eliana, Erika Januza, Bela Gil e Juliette. 

“No começo, quando voltei a aparecer aqui, era engraçado, porque não me reconhecia muito quando me assistia e agora me reconheço. Estou muito feliz, morrendo de medo, claro, e acho que só vou estar completamente realizada quando conseguir que ele [Rafael] esteja aqui comigo, no meu colo”, disse a apresentadora.

A apresentadora anunciou a gravidez em junho e, desde então, vem celebrando cada nova etapa dessa fase. Em maio de 2025, o casal sofreu um óbito fetal, quando o primeiro filho, Fael, morreu aos 8 meses de gestação.

“Vivi um mundo de expectativas e senti a maternidade, mesmo sem tê-la. O Rael teria hoje um ano e meio, um pouco mais que isso, e no meu imaginário, não é o bebê que eu vi, ele está crescendo também. Como isso é impactante”, comentou ela.

Dentre palavras de conforto, as colegas destacaram a força de Tati. “Eu vi sua força, energia, a beleza de ser humano que você é, porque nesses momentos que mostramos de fato quem somos e, no meio de uma rocha, você floresceu”, ressaltou Eliana.

Recentemente, ela compartilhou um vídeo cuidando das roupinhas do enxoval do bebê. “Por hoje, terminamos todos os cueiros e fraldinhas. Faltam as toalhas e lençóis, e foi! Uma delícia preparar tudo pra chegada do Rafael”, escreveu.

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*Publicada por Nicoly Bastos, da CNN Brasil. 

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Atriz indicada ao Oscar recorre à morte assistida aos 95 anos, diz site

A atriz Barbara Barrie, conhecida por sua trajetória no cinema, na televisão e no teatro, morreu na quarta-feira (28), aos 95 anos, em Nova York, Estados Unidos. Indicada ao Oscar, ao Emmy e ao Tony ao longo da carreira, a artista recorreu à morte medicamente assistida após receber um diagnóstico de câncer terminal. As informações são do jornal The New York Times.

Em 2014, a atriz revelou que havia sido diagnosticada com fibrose pulmonar idiopática, doença progressiva que provoca cicatrizes nos pulmões e compromete a respiração. Ela também foi diagnosticada com câncer retal no início da década de 1990.

No teatro, um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi a participação no elenco original de “Company”, musical de Stephen Sondheim, estreado em 1970. Pelo papel de Sarah, recebeu uma indicação ao Tony de melhor atriz coadjuvante em musical.

No cinema, estreou em “Assim Caminha a Humanidade” (1956) e ganhou reconhecimento internacional com “Uma Batata, Duas Batatas” (1964), trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

Em 1979, ela interpretou a mãe do protagonista do filme “O Vencedor”, longa que recebeu cinco indicações ao Oscar. Sua atuação lhe garantiu uma indicação à estatueta de melhor atriz coadjuvante.

Na televisão, acumulou participações em séries como “Além da Imaginação”, “The Defenders”, “Naked City”, “The Alfred Hitchcock Hour”, “Barney Miller” e “Suddenly Susan”. Também recebeu indicações ao Emmy por trabalhos em “Law & Order”, “Law & Order: SVU” e na adaptação televisiva de “Breaking Away”.

Barbara Barrie deixa dois filhos, Aaron Harnick e uma filha, além de três netas. Seu marido, Jay Harnick, morreu em 2007.

Como funciona a morte assistida

No Brasil, a morte assistida, quando a própria pessoa administra a dose letal, e a eutanásia, quando é o médico quem aplica a substância, são proibidas por lei, com pena de prisão.

Nas Américas, países como Colômbia e Canadá permitem a morte assistida. Nos Estados Unidos, cada estado pode definir as próprias regras para o procedimento. Oregon, Washington, Washington D.C., Montana, Vermont, Califórnia, Colorado, Havaí, Nova Jersey, Maine e Novo México também permitem a morte assistida.

Na Europa, além da Suíça, também é possível ter acesso ao procedimento na Áustria, Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Espanha.

A Austrália segue o mesmo padrão dos EUA, em que alguns estados do país aprovam a prática, como a Austrália Ocidental, Tasmânia, Austrália Meridional, Queensland, Nova Gales do Sul e o território da capital australiana.

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Animador sobre “O Bosque Selvagem”: “IA não é ameaça depois desse filme”

Em meio ao avanço da inteligência artificial na indústria cinematográfica, “O Bosque Selvagem” surge como uma celebração da arte feita por mãos humanas. O animador brasileiro Thiago Calçado, que integra a equipe da nova produção em stop-motion do estúdio Laika (“Coraline”, “Paranorman”), acredita que o filme representa uma defesa da arte feita por humanos. A obra estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros.

Em entrevista à CNN Brasil, o profissional, que também trabalhou em produções como “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016) e “Pinóquio” (2022), de Guillermo del Toro, destacou a importância do trabalho artesanal por trás da animação, que levou cerca de cinco anos para ser produzida.

“Eu acho que esse filme é uma bandeira do tipo pró-arte, feito pelas mãos de artistas, de humanos para humanos. Vai ser uma bandeira”, afirmou.

Calçado também criticou o uso crescente da inteligência artificial na criação artística e ressaltou que o cuidado dos profissionais envolvidos na produção é um dos principais diferenciais do longa.

“A IA está tomando conta de uma maneira muito vazia, e esse filme vem para mostrar como é possível fazer arte, dar alma para uma história, sendo feita por artistas que estão lá se dedicando há cinco anos. Não é algo vazio, efêmero. É para apreciar, ver os detalhes, o cuidado na atuação dos personagens, cenário, iluminação, ritmo da história”, declarou.

O resultado de “O Bosque Selvagem” evidencia características da criação humana que, em sua avaliação, ainda estão distantes das possibilidades oferecidas pela tecnologia.

“É uma coisa única que, por enquanto, a IA está muito longe de atingir. Eu não acho que a IA é uma ameaça depois de ver um filme como esse“, completou.

Dirigido por Travis Knight, o longa contou com mais de mil profissionais ao longo de seu desenvolvimento e exigiu a construção de 132 cenários físicos, 233 bonecos e mais de 142 mil rostos substituíveis, utilizados para reproduzir as expressões dos personagens quadro a quadro.

Ao todo, foram 231 semanas de produção para dar vida à história, que acompanha uma jovem em uma jornada por uma floresta misteriosa. O filme aborda temas como amor, luto e os limites das escolhas humanas.

Responsável por sucessos como “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), a Laika é conhecida pela aposta no stop-motion, técnica que utiliza bonecos e cenários físicos fotografados quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, combinando o trabalho artesanal com recursos tecnológicos.

“O Bosque Selvagem” chega aos cinemas com 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e já é apontado como um possível concorrente ao Oscar 2027 de Melhor Animação.

Assista ao trailer de “O Bosque Selvagem”

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