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Reforma Tributária - SIEG revela que já preparou todos os sistemas de retaguarda para rodar nova plataforma de impostos

No mês de outubro, enquanto o Brasil se voltava para as eleições gerais, tanto no dia 4, quando ocorreu o primeiro turno, quanto no dia 25, quando ocorreu o segundo, empresários, tributaristas, contadores e dezenas de empresas de suporte cuidavam de outra pauta.

Na segunda-feira após o primeiro turno (6), iniciou-se a contagem de prazos em meses relativos às etapas de adequação e às frentes operatórias da transição da Reforma Tributária, prevista para começar em janeiro de 2027. No dia 16, ocorreu o início dos testes de integração da plataforma pública, Split Payment, em ambiente controlado.

Nesta segunda-feira (26) começou o prazo para homologação das Notas Técnicas referentes aos ajustes de campos e validações de IBS e CBS em documentos fiscais e, finalmente, nesta próxima sexta-feira (30) terminou o prazo para empresas do Simples Nacional conferirem por CNPJ o resultado de solicitações e regularizarem pendências de enquadramento.

Existe um longo calendário a ser percorrido, mas empresários e tributaristas já sabem que o papel do contador terá uma elevação do seu nível de importância para a empresa, que alguns analistas do setor automobilístico comparam à sua presença na empresa como a da bateria num carro elétrico, muito longe da bateria nos carros movidos a combustão.

O papel do contador efetivamente mudará de patamar quando a reforma rodar os sistemas de captação de informações a partir da nota fiscal eletrônica, que passou a ser a principal porta de entrada de informações no relacionamento das empresas com seus clientes, fornecedores e o Fisco, tendo em vista que os documentos fiscais serão gerados a partir das informações que o emissor da e-NF inserir no seu preenchimento.

Tão definitivo que, com essas informações e usando o Split Payment, começa a interferir na rotina das empresas, seja porque já separa a “parte do leão” (se for usada a linguagem figurada), seja para os tributos a serem recolhidos em tempo real. E isso provoca um redesenho do próprio caixa da empresa, que, pelo atual sistema, recolhe os tributos em até 45 dias, o que acaba funcionando como capital de giro que agora desaparece.

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Carmellino Filho Sócio da SIEG - DIVULGAÇÃO

Contabilidade vira estratégia do negócio

Muda fundamentos do jogo na contabilidade e na própria visão estratégica do negócio, admite Henrique Carmelino Filho, CEO da SIEG, segundo maior empresário do Brasil no setor, com suporte em tempo real, 20 mil deles que, no conjunto, processam 480 milhões de documentos/mês, e que são usuários dos seus sistemas de gestão fiscal, imposto de renda, gestão de documentos fiscais e folha de pessoal.

O carro-chefe da casa fica com a gestão de documentos fiscais.
E ela está atrás apenas da multinacional Thomson Reuters, que atende outros 45 mil clientes. A SIEG é uma empresa de TI que orgulha-se em ser genuinamente pernambucana. E, surpreendentemente, não é nativa do Porto Digital.
A complexidade mudou de lugar e as empresas precisam se preocupar não apenas com a carga tributária, mas com o serviço que entregam. E isso fará do contador um conciliador dos encontros decorrentes do processamento dos novos documentos que a Reforma Tributária apresenta, diz Carmelino Filho.

Do ponto de vista da tecnologia de suporte, a empresa está tudo pronto e podendo rodar, garante o empresário, mas o modelo de negócio de contabilidade está sendo elevado a um nível porque o Fisco vai saber muito mais sobre a empresa desde que ela emite uma nota fiscal eletrônica.

E isso tem consequências. Sem o colchão do tributo no caixa por até 45 dias, não precificar com precisão pode colocar em risco a companhia. Se o empresário não se preparou e não preparou a empresa acompanhando os pássaros do fornecedor, o Fisco será um componente muito sério no processo.

O fato novo que decorre da operação prática da Reforma Tributária é que o processo nasce com a nota fiscal eletrônica que vai acompanhar toda a vida contábil e fiscal num processamento muito diferente.
O que, para Carmelino Filho, exige um olhar muito atento do empresário para o fiscal. Porque ele vira dinheiro.

O desafio é extraordinário e muitos analistas e contadores têm dúvidas se vai funcionar. Se ele vai rodar 100%. Até porque os prazos não estão sendo cumpridos.

Claro que o documento fiscal já existe. Os sistemas de contabilidade estão disponíveis. E as empresas já estão rodando em paralelo e, mais recentemente, rodando os processos. Mas não se pode avançar muito sem a definição da alíquota final que vai juntar os percentuais da CBS com o IBS.

Mas a verdade é que a maioria das empresas ainda não se preparou, talvez esperando um adiamento ou porque vê 2027 com o olhar de dezembro e não de janeiro.

E não é exagero que uma parte importante ainda não se deu conta da nova realidade em que o processamento dos documentos de forma correta é fator estratégico. Não é mais um problema do contador; é de toda empresa, a começar pelo dono.

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Escritório Recife SIEG - DIVULGAÇÃO

Proteger o caixa para formar preço

Isso, na opinião de Carmelino Filho, cria novos desafios. “Um erro no procedimento contábil é um problema que a retaguarda pode resolver e a nossa empresa tem isso projetado no que entregamos.

Porém, o desafio é maior e começa uma nova abordagem da própria formação do preço que terá de ser ajustada em função da concorrência, mas também pela importância que a proteção do caixa assume a partir de agora.

Proteger o caixa sempre foi a lição número um de toda empresa. Mas essa decisão ganha muito mais significado depois que o Fisco passa a ser um ator importante dentro do negócio.

E aí entra a questão do split payment que, desde o começo da operação, já começa a reter dinheiro em 2027. Os testes de integração entre prestadores de serviços de pagamento e a plataforma pública começaram no último dia 15, em ambiente controlado, e a Receita Federal garante que nenhuma transação é processada em caráter definitivo e não há penalidades nessa fase; a lei e o regulamento preveem implantação gradual do recolhimento na liquidação financeira. Será real.

Por isso, a projeção de caixa deve dizer em quais transações e a partir de qual data considerou o mecanismo. A data dos testes não autoriza retirar dinheiro dos recebimentos projetados. Veja o que são os testes do split payment de 15 de outubro.

E tem repercussão na hora em que a empresa busca capital de giro. Já se sabe que essa talvez seja a grande demanda quando a Reforma Tributária começar a se instalar de fato, porque uma parte dela que a empresa deixou no caixa até o dia do vencimento do Documento de Arrecadação vai deixar de existir. Mas como os bancos vão atender essa demanda?

Para Carmelino Filho, esse será um momento importante porque a demanda terá de ser ajustada em função do processamento dos documentos fiscais a partir da nota fiscal.

Claro que o empresário será sempre o estrategista, o visionário e empreendedor que faz a roda da economia girar com sua energia criativa. E com a Reforma Tributária ele não vai virar o contador da empresa e deixar de liderar. Mas, o que passou a ser fundamento no jogo, numa economia em que o modelo fiscal vai rodar em tempo real, é que ele vai precisar tomar mais cuidado, e aí a função do contador e o suporte a ele ganham importância.

 

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Escritório Recife SIEG
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Conselho do FGTS aprova quase R$ 150 bilhões para habitação e mantém Saque-Aniversário que não ajudou a fazer nenhuma casa nova

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira (29) o orçamento para habitação em 2027 no valor total de R$ 144,5 bilhões, o mesmo liberado este ano, dos quais R$ 125,5 bilhões serão destinados às famílias de baixa renda e R$ 15 bilhões para a classe média do programa Minha Casa, Minha Vida.

É um número importante porque alavanca o setor da construção civil que lidera a contratação de empregados cada vez mais especializados, mas na mesma reunião o Conselho Curador decidiu não aprovar uma restrição maior para a antecipação de saque-aniversário que estava prevista para entrar em vigor no próximo domingo.

Apoio no colegiado

Ano passado, o colegiado decidiu que, em 1º de novembro deste ano, o trabalhador só poderia antecipar, em operações de crédito, o equivalente a três anos, o que até agora permite o trabalhador receber nos próximos cinco anos nos seus resgates de saque-aniversário. Entretanto, a restrição foi adiada para 31 de março de 2027, quando o assunto voltará a ser discutido pelos conselheiros.

A manutenção do saque de até cinco anos é ruim para a melhoria da performance do FGTS porque o saque-aniversário criado no governo Jair Bolsonaro em 2020 retirou do patrimônio do fundo 255,34 bilhões, dos quais R$ 117 bilhões já foram transferidos, enquanto outros R$ 138 bilhões estão reservados para transferência nos próximos anos.

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Crédito do Trabalhador. - Divulgação

Desvio de função

Para se ter uma ideia do desvio que o saque-aniversário provocou nos ativos do FGTS, basta comparar com o que aconteceu com o setor da habitação ano passado.

Em 2025, os recursos destinados à habitação somaram R$ 133,22 bilhões e foram efetivamente aplicados em financiamentos habitacionais, o equivalente a 105% do orçamento originalmente previsto. Isso se deu porque mais R$ 15,53 bilhões foram aplicados, tanto por suplementação quanto por remanejamento de outras áreas de aplicação, somando-se ao orçamento de R$ 126,8 bilhões.

Unidades habitacionais

Esse dinheiro possibilitou a contratação de aproximadamente
633 mil unidades habitacionais em 2025, com destaque para
o programa Apoio à Produção (300,4 mil unidades) e para o Programa Carta de Crédito Individual (283,1 mil unidades).

Isso quer dizer que o dinheiro transferido através do saque-aniversário poderia financiar dois anos de financiamento para mais de um milhão de novas habitações.

Subsídios às famílias

No orçamento de 2027, o volume de subsídios às famílias de baixa renda do programa será de R$13 bilhões. A linha pró-cotista, com juros mais baixos no financiamento habitacional, receberá R$4 bilhões em 2027.

O colegiado também aprovou os orçamentos plurianuais do FGTS para habitação para o período de 2028 a 2030, mantendo o volume de R$125,5 bilhões/ano.

Classe média

Já os recursos destinados à classe média no programa Minha Casa, Minha Vida caem para R$10 bilhões por ano, a partir de 2028. Essa faixa é contemplada com as faixas 3 e 4 para recebimento de subsídios.

Os desvios sob novas modalidades de saques já provocaram um dano irreversível aos ativos do fundo. Ano que vem, o FGTS destinará ao todo R$169 bilhões às políticas públicas de habitação, saneamento básico, projetos de infraestrutura e saúde.

Dilvulgação
A liberação do saque-aniversário chegou a R$ 38,12 bilhões, que deixaram de financiar a habitação - Dilvulgação

Saques diversos

Mas haverá redução no orçamento dos próximos exercícios por força das autorizações de saques especiais, resíduos nas contas vinculadas para quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido, além de empréstimos para a área da saúde, o que vem erodindo o valor total do fundo.

Enquanto no governo Bolsonaro o saque-aniversário impediu que milhares de residências fossem financiadas, no governo Lula o governo atravessou o saldo do fundo com a criação do Crédito do Trabalhador que permite ao empregado do setor privado antecipar parte de seu saldo depositado pagando juros sobre o seu próprio dinheiro.

Menos habitações

O Crédito do Trabalhador também virou um recebível, como o saque-aniversário, transformando o trabalhador credor de um depositante num devedor ao banco que faz a antecipação. O Crédito do Trabalhador também não ajudou a construir nenhuma casa.
O programa Crédito do Trabalhador movimentou mais de R$120 bilhões em empréstimos concedidos pelos bancos.

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Parceria com a National Mango Board (NMB - entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) - Divulgação

Venda de manga

O XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que reuniu produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores os produtores de manga do Vale do São Francisco, vão ampliar em 20% as exportações de manga para os Estados Unidos. Isto significa um aumento de 38 para 46 mil toneladas da fruta na safra 2026.

No workshop, realizado pela Valexport em parceria com a National Mango Board (NMB - entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o público participou também de uma série de palestras sobre temas, a exemplo de produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga do Vale do São Francisco.

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Indústria mais otimista para 2027. - Divulgação

Índice de Confiança

O Índice de Confiança do Empresariado Industrial (ICEI) de outubro registrou que 27 dos 29 setores da indústria aumentaram. O índice varia de 0 a 100 pontos e sinaliza falta de confiança dos empresários quando está abaixo dos 50 pontos e confiança quando está acima desse patamar. Com o resultado, cinco segmentos cruzaram a linha divisória de 50 pontos e passaram a demonstrar otimismo.

O número de setores industriais confiantes passou de quatro, em setembro, para oito, em outubro. Em dois segmentos, o ICEI caiu: equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos; e calçados e suas partes.

Sustentabilidade

O Natal Musical Plaza abrirá espaço para a solidariedade. Em parceria com a Divertec, o shopping promoverá oficinas infantis para a confecção de enfeites natalinos com materiais reaproveitados, incorporando conceitos de tecnologia, robótica e eletrônica básica. A atividade terá taxa de R$25 por criança. Parte da arrecadação será destinada à campanha Alimente a Vida, promovida pela Apesce em parceria com os shoppings da cidade.

Sob demanda

Liderado por Sofia Holanda, Marcelo Cherpak e Amir Posternak inaugura em dezembro a Oxia Medical Spaces, no Pina, voltada para a locação de consultórios de alto padrão por turnos ou diárias, permitindo que profissionais de saúde atendam sem investir em uma estrutura própria. O empreendimento alia, ainda, o marketing médico em seus serviços, uma novidade no Polo Médico do Recife.

Imobiliários

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 13,62 bilhões em setembro de 2026, o sexto melhor resultado para o mês de setembro nos últimos 25 anos.

O volume ficou 19,7% abaixo do registrado em agosto e apresentou redução de 13,7% na comparação com setembro de 2025. No mês, foram financiadas a aquisição e a construção de 34,9 mil imóveis com recursos da poupança. A quantidade foi 25,3% inferior à registrada em agosto e recuou 24,4% na comparação com setembro do ano passado.

De janeiro a setembro, os financiamentos com recursos do SBPE alcançaram R$ 146,1 bilhões, crescimento de 30,3% em relação aos R$ 112,1 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As contratações viabilizaram a aquisição e a construção de 419,6 mil imóveis nos nove primeiros meses deste ano, número 27,4% superior ao observado no mesmo intervalo do ano passado.

Pet & Veterinário

De 8 a 10 de novembro, das 13h às 21h, no Recife Expo Center tem a Feira Petnor 2026 reunirá empresas de diferentes segmentos da cadeia pet e veterinária em três dias dedicados à geração de negócios, relacionamento comercial e apresentação de produtos e serviços. Em 2025, o evento contou com mais de 160 expositores e 280 marcas, além de visitantes de 25 estados brasileiros.

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Brasil tem déficit de profissionais de tecnologia e a IA - Divulgação

Desenvolvedores

O novo relatório Octoverse 2026 revelou que o Brasil alcançou 10,2 milhões de desenvolvedores no GitHub em setembro de 2026. Apenas no último ano, a comunidade brasileira ganhou 3,28 milhões de novos usuários, o terceiro maior volume de adições do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Com esse resultado, o Brasil consolida o quarto lugar global tanto em número de desenvolvedores quanto em contribuições (pushes) para repositórios públicos, reforçando sua relevância no ecossistema global de código aberto (open source). O relatório também destaca o setor brasileiro de fintechs, caracterizado por um mercado maduro e em rápido crescimento, como um dos grandes motores desse avanço.

Inclusão profissional

A psicóloga Frínea Andrade leva jovens autistas do Instituto Dimitri Andrade à 18ª MADE Pernambuco, em uma experiência de emprego apoiado. Até 9 de novembro, eles atuarão como vendedores e no atendimento ao público, no estande 10, no piso L3 do Shopping RioMar.

A iniciativa busca ampliar a inclusão profissional, a autonomia e a geração de renda para pessoas neurodivergentes. Segundo o Autism Speaks, cerca de 85% dos adultos autistas estão fora do mercado de trabalho.

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Se aprovada, medida permitirá que a Caixa Econômica Federal deposite automaticamente os valores nas contas
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