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Furiosa AI fecha ronda de financiamento de 620 milhões e reforça equipas de em Portugal

A Furiosa AI, empresa sul-coreana que desenvolve aceleradores de inteligência artificial para inferência com elevada eficiência energética, anunciou o fecho de uma ronda de financiamento Series D de 620 milhões de dólares (547 mil milhões de euros), com uma avaliação pós-investimento de 2,9 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros). A ronda contou com a participação dos investidores internacionais Cisco Investments, Infinitum, Jericho Capital, NeoFort Holding, QUDA Capital e Worldline Capital. O Fundo Nacional de Crescimento da Coreia do Sul contribuiu com 280 milhões de dólares (247 milhões de euros). O Export-Import Bank of Korea, a UAMCO e a Hanwha Asset Management entraram como novos investidores.

Os três investidores iniciais da empresa, NAVER, DSC Investment e KDB Capital, voltaram a investir, tal como o KDB, a Nextrans, a Kakao Investment e vários outros investidores das primeiras rondas. O novo capital será aplicado em três frentes: aumentar a produção do acelerador de inferência RNGD, reforçar o ecossistema de software e acelerar o desenvolvimento do chip de terceira geração. A Furiosa AI prevê produzir 20 000 aceleradores RNGD em 2026 e mais do que duplicar esse volume em 2027, para mais de 40 000 unidades.

O chip de terceira geração, em desenvolvimento com a Broadcom e outros parceiros, terá um design multi-die em 2 nm com memória HBM4/4E. Destina-se a executar modelos de fronteira de IA baseados em agentes em grandes clusters.

Lisboa reforça o seu papel como sede europeia

Com este financiamento, a Furiosa AI vai reforçar as equipas de investigação e desenvolvimento (I&D) e comercial em Portugal. Lisboa é, a par de Seul, Silicon Valley e Singapura, um dos locais onde a empresa está a recrutar. A Furiosa AI abriu a sua sede europeia em Lisboa em abril de 2026. O escritório concentra as operações comerciais e o suporte técnico a clientes e parceiros em toda a Europa. Acolhe também uma equipa de I&D dedicada a compiladores e ao desenho de chips, uma combinação de funções que dá a Lisboa um papel na organização global da empresa. Em julho, a empresa deu o primeiro passo na disponibilização do RNGD na Europa, com a instalação de servidores no centro de dados LS2 da Equinix, em Lisboa. Estes servidores permitem às empresas europeias avaliar o desempenho da arquitetura da Furiosa nos modelos de IA mais avançados, com o apoio da equipa de Lisboa.

“Esta ronda confirma a aposta da Furiosa AI em Portugal. Seis meses depois de abrirmos a sede europeia em Lisboa, vamos reforçar tanto a equipa de I&D, em compiladores e desenho de chips, como a equipa comercial que acompanha os clientes europeus. Portugal tem o talento e a energia limpa de que a infraestrutura de IA precisa, e queremos que o país seja o centro de toda a atividade da Furiosa AI na Europa”, diz Nuno Lopes, vice-presidente para a Europa e África da Furiosa AI.

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