Enem 2026 permite cão de apoio emocional para candidatos com TEA


A ansiedade que uma prova pode causar em um estudante costuma prejudicar possíveis bons resultados. A proximidade do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2026, que acontecerá nos dias 8 e 15 de novembro, pode afetar a saúde mental de candidatos que buscam definir o futuro de suas carreiras.
Segundo um mapeamento realizado pelo Instituto Ayrton Senna, 79% de um grupo de 89 mil alunos do ensino médio relatou ter um ou mais sintomas de ansiedade, incluindo depressão em alto nível.
Diversos fatores podem contribuir para que esses sentimentos negativos apareçam, como o medo da frustração, do constrangimento próprio perante a família, além do receio do desconhecido que envolve a realização de um exame exaustivo.
À CNN Brasil, Daniel Reis, professor de biologia e coordenador pedagógico do Estratégia Vestibulares, explica que é importante encarar os estudos de forma séria, mas dentro das próprias limitações.
O profissional afirma que o tempo recomendado de estudo diário nas semanas que antecedem o Enem não pode ser muito superior àquilo que o candidato já está acostumado a fazer.
“Esse é o principal erro relacionado à sobrecarga de estudos. Quando o aluno acha que é possível recuperar 1 ano inteiro de estudo em 1 mês, as chances de um esgotamento mental crescem absurdamente”, avalia.
O preparador recomenda que o aluno faça acompanhamento profissional por meio de cursos pré-vestibulares ou invista em mentorias especializadas para ter um tempo de estudo de qualidade.
Outros pontos que podem contribuir para uma preparação saudável antes do exame envolvem o ambiente em que o estudo acontece. Apoio familiar e qualidade de sono são essenciais para reduzir o impacto na saúde mental de uma pessoa que já lida com um momento que, por si só, é conturbado.
Daniel Reis recomenda a diminuição do uso de redes sociais durante esse período.
O professor aponta que é comum que pessoas que demonstram desempenhos extraordinários não mostrem todo o esforço prévio que precisou ocorrer para isso nas redes, além de esconderem os maus resultados eventualmente obtidos.
“Afinal, ninguém quer mostrar derrota nas redes sociais”, opina. “Então, se o candidato não quiser se expor a esse tipo de conteúdo, o melhor é evitar o uso de redes sociais no período mais próximo aos vestibulares.”
O preparador Daniel Reis afirma que simular o próprio dia da prova pode aliviar algumas das angústias que podem aparecer no momento do exame.
“É importante simular tudo: a preparação do material que será levado para a prova, o horário de acordar, o trajeto que vai te levar até o local de prova, tudo”, afirma o professor.
Ele segue: “O medo do desconhecido tem potencial de aumentar a ansiedade. Assim, faz sentido minimizar todas as possíveis surpresas antes do dia da prova.”
Acompanhando a realização oficial do Enem 2026 (Exame Nacional do Ensino Médio), nos dias 8 e 16 de novembro, a CNN Brasil transmitirá duas lives especiais, a partir das 20h (horário de Brasília), para a correção das principais questões de ambas as provas.
Ao longo da programação, diversos professores convidados discutirão os temas de maior repercussão e outras questões da prova em tempo real, oferecendo um guia imediato para estudantes entenderem seu desempenho logo após o teste.
Com aproximadamente três horas de duração, a exibição também trará dinamismo ao permitir que os espectadores interajam com os profissionais por meio do chat do YouTube e do TikTok da CNN Brasil.
O Enem de 2026 tem 5.051.345 inscrições confirmadas, segundo dados do painel do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). As mulheres representam 63,98% dos inscritos, o equivalente a 3.232.013 participantes.
O levantamento também mostra que 13.821 candidatos têm mais de 60 anos, evidenciando a diversidade de perfis entre os participantes do exame.
Do total de inscritos, 3,4 milhões tiveram a taxa de inscrição gratuita, o que corresponde a 68% dos candidatos. De acordo com os dados do Ministério, o estado de São Paulo lidera o ranking do número de inscrições, com 851,8 mil estudantes inscritos, enquanto Roraima ficou em último lugar, com 15,3 mil.
*Publicada por Luiza Zequim, da CNN Brasil, com informações de Giovana Christ, da CNN Brasil. Sob supervisão de Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil