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Há um possível sexto planeta anão escondido para lá de Plutão. Foi descoberto por acaso

Um telescópio no Chile detetou um objeto gelado para lá de Plutão. Se for confirmado, 2026 ED138 torna-se o sexto planeta anão do sistema solar — e um dos maiores. Uma equipa de astrónomos encontrou um objeto gelado a orbitar para lá de Plutão que pode vir a ser o sexto planeta anão do sistema solar. O candidato chama-se 2026 ED138 e tem um diâmetro estimado entre 600 e 1.500 quilómetros. Orbita o Sol a uma distância cerca de 46 vezes maior do que a da Terra.  Plutão está a uma distância média de cerca de 40 vezes. Foi detetado

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Brincadeiras desafiadoras preparam crianças para situações de estresse

Um estudo apontou que crianças expostas a brincadeiras desafiadoras e empolgantes durante a infância tendem a ter um emocional e um físico mais preparados para lidar com questões mais estressantes durante a vida.  

Na análise, os médicos e enfermeiros acreditam ser importante intervir em brincadeiras que possam levar a lesões graves, mas que os adultos devem apoiar as crianças a testarem seus limites físicos e cognitivos durante o brincar arriscado sem interferência de adultos. 

O estudo “Jogo arriscado infantil e resiliência: Perspectivas de profissionais de atendimento de emergência” (Children’s Risky Play and Resilience: Perspectives of Emergency Care Practitioners, em inglês), foi publicado na Wiley, editora de conteúdo científico, técnico e médico.  

 

A psicopedagoga com especialização em Neurociência Cognitiva, Elaine Cristina da Silva, explica que as brincadeiras ao ar livre favorecem o desenvolvimento infantil porque colocam a criança diante de experiências que mobilizam simultaneamente o corpo, o pensamento e as emoções. 

Benefícios dessas atividades durante a infância 

A psicopedagoga aponta que os benefícios abrangem diferentes dimensões do desenvolvimento.  

“No aspecto físico, essas atividades proporcionam oportunidades para desenvolver equilíbrio, coordenação motora, força, consciência corporal e habilidades de movimento”, destaca Elaine Cristina da Silva.  

Já na dimensão emocional, a especialista ressalta que enfrentar desafios proporcionais às próprias capacidades pode contribuir para a autoconfiança e para a maneira como a criança lida com situações de incerteza.  

“Do ponto de vista cognitivo, brincar ao ar livre exige observar, antecipar consequências, planejar movimentos, resolver problemas e modificar estratégias quando algo não funciona. São experiências que mobilizam processos importantes para a aprendizagem”, afirma.  

Impactos quando não há a oportunidade de brincar ao ar livre 

Segundo a especialista em neurociência cognitiva, Elaine analisa que a redução das atividades ao ar livre pode limitar a diversidade de experiências motoras, sociais e cognitivas disponíveis na infância. 

“Quando essas experiências são escassas, também diminuem as oportunidades de explorar o ambiente, testar limites, negociar com outras crianças e tomar decisões com relativa independência”, ressalta.  

Para a situação urbana, ainda há possibilidades. 

“Parques, praças, pátios escolares e outros espaços públicos adequados podem oferecer oportunidades de exploração e movimento. Não é necessário transformar toda experiência em uma atividade estruturada. Muitas vezes, materiais simples, percursos com diferentes desafios e tempo disponível para brincar são suficientes para estimular a criatividade”, disse.  

As tecnologias e o tempo de tela podem ser benéficos de certa maneira, mas não substituem as brincadeiras.  

“As tecnologias digitais podem oferecer possibilidades de aprendizagem e entretenimento, mas não substituem integralmente as experiências corporais e sociais do brincar. Ao correr, equilibrar-se, manipular objetos, negociar regras e explorar espaços, a criança participa de situações que exigem respostas físicas, emocionais e cognitivas integradas”, afirma.  

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

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