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Trabalhou 46 anos e reformou-se com 1.060 euros, mas a CGA cortou-lhe 51 euros: “Se soubesse, não me tinha reformado”

Depois de mais de quatro décadas de trabalho, a reforma deveria representar o início de uma etapa de maior tranquilidade. No entanto, para milhares de antigos funcionários públicos, os últimos meses ficaram marcados pela incerteza, depois de terem sido informados de que os valores das suas pensões tinham sido calculados incorretamente.

A Caixa Geral de Aposentações (CGA) avançou com a revisão de cerca de três mil pensões atribuídas entre maio e agosto de 2026, na sequência de um erro no cálculo dos montantes. Segundo o Correio da Manhã, alguns reformados já receberam menos dinheiro e há quem admita regressar ao mercado de trabalho para compensar a redução dos rendimentos.

Reformado com 46 anos de trabalho perde 51 euros por mês

Um dos casos é o de António Monteiro, de 65 anos, que trabalhou durante mais de 46 anos como fiscal da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

O antigo funcionário público reformou-se a 1 de agosto de 2026, com uma pensão de 1.060 euros mensais, valor que correspondia ao apresentado no simulador disponibilizado pela Caixa Geral de Aposentações.

Segundo o relato publicado pelo Correio da Manhã, o montante foi posteriormente confirmado pela instituição, aceite pelo trabalhador e publicado em Diário da República, levando António Monteiro a avançar com a decisão de terminar a carreira profissional.

Contudo, a 29 de setembro, recebeu uma comunicação da CGA a informar que a pensão seria reduzida em 51 euros, devido a um erro associado ao cálculo da taxa de formação da reforma.

Com esta alteração, a pensão mensal passou dos 1.060 euros inicialmente atribuídos para 1.009 euros, uma redução que representa 612 euros ao longo de 12 mensalidades, sem contabilizar os subsídios de férias e de Natal.

“Se soubesse disso, não me tinha reformado”

A decisão provocou indignação no antigo funcionário público, que garante ter tomado a decisão de se reformar com base nas informações oficiais disponibilizadas pela CGA.

“Se soubesse disso, não me tinha reformado”, afirmou António Monteiro ao Correio da Manhã, admitindo regressar ao trabalho para recuperar o rendimento perdido.

O reformado explicou que os 51 euros fazem diferença no orçamento mensal, sobretudo numa altura em que o aumento do custo de vida continua a pressionar as despesas das famílias portuguesas.

O caso levanta também dúvidas sobre as consequências de erros administrativos para trabalhadores que tomaram decisões definitivas relativamente à sua vida profissional com base em valores previamente comunicados pelas entidades responsáveis.

Cerca de três mil pensões foram afetadas por erro da CGA

A situação de António Monteiro não é isolada. A Caixa Geral de Aposentações identificou erros no cálculo de pensões atribuídas entre maio e agosto deste ano, afetando aproximadamente três mil reformados da função pública.

De acordo com as informações divulgadas, o problema está relacionado com um lapso na determinação da taxa de formação da pensão, um dos elementos utilizados para calcular o valor da reforma.

A correção dos cálculos levou à revisão dos montantes inicialmente atribuídos, provocando reduções nas pensões de vários beneficiários.

A CGA admite a possibilidade de devolução de valores, mas não está prevista, segundo a informação divulgada, a manutenção generalizada dos montantes inicialmente comunicados aos reformados afetados.

Cortes nas pensões agravam dificuldades dos reformados

A redução dos rendimentos surge num contexto em que muitos pensionistas enfrentam dificuldades para suportar despesas essenciais, nomeadamente alimentação, habitação, medicamentos e energia.

Para quem depende exclusivamente da reforma, mesmo uma diminuição de algumas dezenas de euros pode representar uma alteração significativa no orçamento mensal.

No caso de António Monteiro, a perda de 51 euros equivale a aproximadamente 4,8% da pensão inicialmente atribuída, um valor que o antigo funcionário público considera suficientemente relevante para ponderar voltar ao ativo.

A situação torna-se particularmente delicada quando os beneficiários já tinham organizado as suas despesas e compromissos financeiros com base no montante inicialmente confirmado pela instituição.

O que podem fazer os reformados afetados?

Os pensionistas que tenham recebido uma comunicação da Caixa Geral de Aposentações sobre a revisão do valor da reforma devem analisar cuidadosamente a fundamentação apresentada.

É importante confirmar os elementos utilizados no cálculo, incluindo o tempo de serviço considerado, as remunerações relevantes e a taxa de formação da pensão.

Caso existam dúvidas ou discordância relativamente aos novos valores, os beneficiários podem solicitar esclarecimentos à CGA e avaliar os mecanismos administrativos ou legais disponíveis para contestar a decisão.

O caso dos cerca de três mil reformados evidencia as consequências que um erro no cálculo das pensões pode ter para quem terminou a carreira profissional, sobretudo quando a decisão de aposentação foi tomada com base em informações previamente confirmadas pela própria instituição.

Leia também: Idade da reforma vai aumentar em 2027: INE confirma os dados e portugueses terão de trabalhar mais dois meses

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E-Redes vai cortar a luz durante até 6 horas este domingo: estes são os 7 concelhos afetados

O primeiro domingo de novembro vai começar sem eletricidade em algumas zonas de Portugal. Estão previstas interrupções no fornecimento de energia elétrica que poderão prolongar-se durante várias horas, afetando habitações e estabelecimentos comerciais em diferentes localidades.

De acordo com o calendário de intervenções programadas da E-Redes, os trabalhos de manutenção da rede elétrica estão agendados para domingo, 1 de novembro de 2026, abrangendo sete concelhos do centro e sul do país. As interrupções terão uma duração prevista entre quatro e seis horas, dependendo da localização.

Cortes de eletricidade começam às 05h00 em algumas localidades

As primeiras interrupções estão previstas para as 05h00, afetando zonas dos concelhos de Cascais e Setúbal. Nestes locais, os trabalhos deverão prolongar-se até às 11h00, totalizando seis horas sem fornecimento de energia elétrica.

No concelho de Cascais, as intervenções abrangem a União das Freguesias de Cascais e Estoril, entre as 05h00 e as 11h00.

Os códigos postais identificados são: 2750-211, 2750-215, 2750-217, 2750-218, 2750-221, 2750-235, 2750-236, 2750-237, 2750-239, 2750-243, 2750-244, 2750-246, 2750-248, 2750-249, 2750-250, 2750-253, 2750-269 e 2750-757.

Já no concelho de Setúbal, os cortes estão previstos para a União das Freguesias de Azeitão, São Lourenço e São Simão, igualmente entre as 05h00 e as 11h00.

Neste caso, os códigos postais abrangidos são: 2925-114, 2925-150, 2925-237, 2925-348, 2925-349, 2925-353, 2925-559, 2925-567 e 2925-568.

Torres Vedras pode ficar seis horas sem eletricidade

O concelho de Torres Vedras também está incluído no calendário de intervenções, com interrupções previstas entre as 07h00 e as 13h00.

Na freguesia de São Pedro da Cadeira, os códigos postais identificados são: 2560-182, 2560-183, 2560-185, 2560-192, 2560-194, 2560-195, 2560-199, 2560-203, 2560-212, 2560-217, 2560-224, 2560-228, 2560-716, 2560-717, 2560-719, 2565-001 e 2565-008.

As intervenções abrangem ainda outras zonas do concelho, nomeadamente a freguesia da Silveira, com o código postal 2560-192, e a União das Freguesias de Miragaia e Marteleira, com o código postal 2565-058.

A informação divulgada inclui também o código postal 2560-179, cuja identificação da freguesia deverá ser confirmada junto da distribuidora antes da publicação.

Peniche e Grândola também estão na lista

Em Peniche, a interrupção está prevista para a freguesia de Peniche, entre as 07h00 e as 11h00, com uma duração estimada de quatro horas.

Os códigos postais abrangidos são: 2520-201, 2520-232, 2520-242, 2520-244, 2520-251, 2520-271, 2520-272, 2520-283, 2520-287, 2520-288, 2520-297, 2520-334, 2520-339, 2520-342, 2520-344, 2520-350, 2520-351, 2520-358, 2520-371, 2520-380, 2520-381, 2520-390, 2520-391, 2520-411, 2520-412, 2520-425, 2520-427, 2520-440, 2520-443, 2520-444, 2520-448, 2520-472, 2520-477, 2520-491, 2520-495, 2520-509, 2520-510, 2520-511, 2520-513, 2520-514, 2520-515 e 2520-616.

No Alentejo, o concelho de Grândola também terá intervenções programadas para o mesmo período, entre as 07h00 e as 11h00.

Na União das Freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra, os códigos postais identificados são: 7570-113, 7570-115, 7570-118, 7570-120, 7570-146, 7570-171, 7570-192, 7570-214, 7570-237, 7570-261 e 7570-315.

Montemor-o-Novo e Coimbra completam os sete concelhos

Também no distrito de Évora, o concelho de Montemor-o-Novo terá cortes programados para domingo, entre as 07h00 e as 11h00.

As interrupções estão previstas para a freguesia de Nossa Senhora da Vila, abrangendo os códigos postais 7050-011, 7050-078, 7050-099, 7050-175 e 7050-297.

Já em Coimbra, os trabalhos estão agendados para um horário ligeiramente diferente, entre as 08h00 e as 12h00.

A intervenção abrange a União das Freguesias de Coimbra, Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu, estando identificado o código postal 3000-176.

Eletricidade pode regressar antes da hora prevista

A E-Redes realiza periodicamente intervenções programadas na rede de distribuição para garantir a segurança das infraestruturas, melhorar a qualidade do serviço e prevenir avarias.

Apesar dos horários anunciados, a duração efetiva dos cortes pode ser inferior à prevista, caso os trabalhos sejam concluídos mais cedo.

A distribuidora alerta, por isso, que todas as instalações devem ser consideradas permanentemente sob tensão, uma vez que o fornecimento de eletricidade pode ser restabelecido a qualquer momento.

Os consumidores que residem nas zonas identificadas devem preparar-se para as interrupções, sobretudo quando utilizam equipamentos elétricos essenciais ou necessitam de manter determinados aparelhos em funcionamento contínuo.

Antes de domingo, é aconselhável confirmar os horários e as zonas abrangidas através dos canais oficiais da E-Redes, uma vez que o calendário de intervenções pode sofrer alterações.

Leia também: Burla das análises à água: empresa alerta para falsas visitas marcadas por telefone

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Binance sofre ciberataque massivo e congela mais de 2 mil milhões de euros: Empresa garante que dinheiro dos clientes está seguro

Um ataque informático de grandes dimensões está a provocar preocupação no mercado internacional das criptomoedas, depois de terem sido bloqueados milhares de milhões de euros em ativos digitais. O incidente levou à suspensão de determinadas operações e levantou dúvidas sobre a segurança de uma das maiores plataformas de negociação do setor.

A plataforma Binance confirmou, na quinta-feira, 29 de outubro, ter sido alvo de um ciberataque massivo, tendo anunciado o congelamento de mais de 2,5 mil milhões de dólares, equivalentes a aproximadamente 2,25 mil milhões de euros, para impedir a retirada indevida de fundos. A informação foi avançada pela agência Lusa, citada pelo Expresso, que refere que a empresa garante que os ativos dos seus clientes permanecem protegidos.

Binance garante que fundos dos clientes estão seguros

Apesar da dimensão do incidente, a Binance procurou tranquilizar os utilizadores, assegurando que os fundos depositados na plataforma estão totalmente seguros.

A empresa anunciou também a suspensão temporária das transações de determinados produtos, numa tentativa de limitar eventuais consequências do ataque e impedir movimentos não autorizados.

Contudo, vários especialistas em segurança informática e criptomoedas terão identificado movimentações suspeitas de montantes muito elevados, levantando preocupações sobre a verdadeira dimensão do incidente.

Até ao momento das informações divulgadas, não estava esclarecido o valor total dos eventuais ativos desviados, sendo importante distinguir os fundos congelados preventivamente dos montantes efetivamente roubados.

Mais de 2,5 mil milhões de dólares foram congelados

O bloqueio de ativos envolveu também duas das principais empresas responsáveis pela emissão de moedas digitais estáveis, conhecidas como stablecoins.

A Tether, responsável pela criptomoeda USDT, anunciou o congelamento de aproximadamente 1,6 mil milhões de dólares, equivalentes a cerca de 1,43 mil milhões de euros, devido à possível ligação dos fundos ao ataque à Binance.

Por sua vez, a Circle, empresa responsável pela emissão da USDC, confirmou o bloqueio de cerca de 800 milhões de dólares, aproximadamente 715,4 milhões de euros.

O presidente executivo da Circle, Jeremy Allaire, esclareceu que a decisão foi tomada em coordenação com as autoridades, procurando impedir a movimentação de ativos potencialmente associados ao incidente.

As duas criptomoedas estão ligadas ao valor do dólar norte-americano e são amplamente utilizadas nas transações realizadas através de plataformas de negociação de ativos digitais.

Antigo responsável da Binance reage ao ataque

Changpeng Zhao, antigo presidente executivo da Binance e atual acionista maioritário do grupo, também comentou o incidente através da rede social X.

O empresário admitiu que os acontecimentos apontavam para um possível ataque informático à plataforma, numa altura em que especialistas já alertavam para movimentações suspeitas.

Segundo a Lusa, os primeiros sinais de um possível ataque começaram a circular várias horas antes de a Binance confirmar oficialmente o incidente, por volta das 23h30 de quinta-feira.

A dimensão dos valores envolvidos levou alguns especialistas a considerar que este poderá ser um dos maiores ataques informáticos alguma vez registados no setor das criptomoedas.

Ataque pode superar roubo de 1,5 mil milhões de dólares à Bybit

O incidente surge depois de outro ataque de grandes dimensões que atingiu a plataforma Bybit, em fevereiro de 2025.

Na altura, foram subtraídos aproximadamente 1,5 mil milhões de dólares, equivalentes a cerca de 1,34 mil milhões de euros, numa operação atribuída a hackers ligados à Coreia do Norte.

O ataque à Binance poderá envolver montantes superiores, embora os valores congelados não correspondam necessariamente a perdas efetivas.

A comparação com o caso da Bybit dependerá, por isso, da confirmação dos fundos eventualmente desviados e dos resultados das investigações ao incidente.

Bitcoin cai mais de 3% após notícia do ciberataque

A divulgação das informações sobre o ataque coincidiu com uma descida acentuada da cotação da bitcoin, a principal criptomoeda do mercado.

De acordo com os valores citados pela Lusa, por volta das 23h35 de quinta-feira, a bitcoin registava uma desvalorização de 3,41%, sendo negociada a aproximadamente 78.492 dólares, equivalentes a cerca de 70.170 euros.

A queda ocorreu num contexto de preocupação com a segurança das plataformas de negociação e com as possíveis consequências do incidente para o mercado dos ativos digitais.

Apesar das garantias apresentadas pela Binance, a dimensão do ataque e o congelamento de milhares de milhões de euros deverão continuar a ser acompanhados pelos investidores e pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Para os utilizadores da plataforma, importa acompanhar as comunicações oficiais da empresa e verificar eventuais restrições temporárias às operações, uma vez que ainda não são conhecidos todos os efeitos do incidente.

Leia também: Dificuldades no acesso a sites em Portugal: o que se sabe após as falhas na NOS

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Nova taxa de 2 euros para compras fora da União Europeia entra em vigor já este domingo e acumula com outra de 3 euros

Os portugueses que costumam fazer compras em plataformas internacionais de comércio eletrónico vão enfrentar novos encargos a partir deste domingo, 1 de novembro. Uma alteração às regras aduaneiras da União Europeia (UE) introduz uma taxa adicional que poderá aumentar o custo final das encomendas, mesmo quando se trata de artigos de baixo valor.

A novidade foi anunciada pelos CTT – Correios de Portugal, que alertam para a entrada em vigor de uma nova Taxa de Manuseamento Aduaneiro, no valor de dois euros, acrescido de IVA, por tipo de artigo ou conteúdo. A medida aplica-se às compras provenientes de países fora da UE, incluindo encomendas realizadas em plataformas como a Temu e a Shein, quando expedidas de origens extracomunitárias.

Nova taxa de 2 euros entra em vigor a 1 de novembro

De acordo com os CTT, a nova Taxa de Manuseamento Aduaneiro, designada Union Handling Fee, resulta do Regulamento 2026/2108 e será aplicada a partir de domingo, independentemente do valor da compra.

O encargo é de dois euros, acrescido de IVA, por tipo de artigo ou conteúdo. Em Portugal continental, considerando a taxa normal de IVA de 23%, este valor corresponde a 2,46 euros por cada categoria de produto abrangida.

Importa esclarecer que a taxa não é necessariamente cobrada por cada unidade adquirida. O cálculo tem em consideração os diferentes tipos de artigos, identificados através dos respetivos códigos de classificação aduaneira.

Assim, uma encomenda com vários produtos pertencentes à mesma categoria poderá ter um tratamento diferente de outra que inclua artigos de categorias distintas.

Taxa de 2 euros acumula com direitos aduaneiros de 3 euros

A nova cobrança junta-se a uma alteração que entrou em vigor a 1 de julho de 2026, quando terminou a isenção de direitos aduaneiros para compras de baixo valor provenientes de países exteriores à União Europeia.

Desde essa data, as encomendas até 150 euros passaram a estar sujeitas a um regime simplificado de direitos aduaneiros, com um encargo de três euros, acrescido de IVA, por tipo de artigo ou conteúdo.

Com a entrada em vigor da nova taxa, os consumidores passam a enfrentar dois encargos distintos: os três euros associados aos direitos aduaneiros e os dois euros relativos ao manuseamento aduaneiro.

No total, os encargos anunciados ascendem a cinco euros por categoria de artigo, antes de IVA. Considerando a taxa normal de 23% aplicada no continente, o montante poderá atingir 6,15 euros, sem incluir outros custos associados ao processo de desalfandegamento.

Quanto poderá custar uma encomenda de 20 euros?

Para perceber o impacto das novas regras, basta considerar uma compra de 20 euros realizada numa plataforma de comércio eletrónico, com envio de um país exterior à UE.

Se a encomenda incluir apenas uma categoria de artigos, os encargos aduaneiros anunciados pelos CTT poderão representar um acréscimo de 6,15 euros, considerando a aplicação de IVA à taxa normal do continente.

Neste exemplo, o custo total poderá ultrapassar os 26 euros, mesmo antes de contabilizar eventuais despesas de desalfandegamento. O valor efetivamente pago dependerá também do tratamento do IVA da compra, dos encargos já cobrados no momento do pagamento e das condições de envio.

Por isso, os consumidores devem verificar cuidadosamente o preço final apresentado pelas plataformas antes de concluírem as encomendas.

Encomendas superiores a 150 euros também serão afetadas

A nova Taxa de Manuseamento Aduaneiro não se limita às compras de baixo valor. Segundo os CTT, o encargo de dois euros, acrescido de IVA, por tipo de artigo ou conteúdo também será aplicado às encomendas superiores a 150 euros.

Nestes casos, os direitos aduaneiros continuam a ser calculados através do regime geral, com taxas variáveis consoante a classificação e o valor dos produtos adquiridos.

A estes montantes podem ainda acrescer o IVA aplicável e os custos dos serviços de desalfandegamento, de acordo com o tarifário em vigor.

Encomendas podem ser devolvidas por falta de informação

Além dos novos encargos, o dia 1 de novembro marca a entrada em vigor de outra obrigação para os remetentes de encomendas provenientes de países exteriores à UE.

Nas compras online até 150 euros, passa a ser obrigatório fornecer os dados de identificação dos produtos nas declarações aduaneiras, permitindo às autoridades determinar corretamente a classificação dos artigos.

Os CTT alertam que as encomendas que chegarem a Portugal sem esta informação poderão ser devolvidas ao remetente, em conformidade com as novas regras europeias.

Desta forma, quem costuma comprar na Temu, Shein ou noutras plataformas internacionais deverá prestar especial atenção à origem do envio, aos encargos apresentados no momento da compra e à informação disponibilizada sobre os produtos, uma vez que as novas regras poderão tornar algumas encomendas mais caras a partir de domingo.

Leia também: Escócia estuda criação de serviço de exportação cultural inspirado nos modelos europeus | Por João Palmeiro

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Governo aprova descida do IRS: Portugueses vão descontar menos já em novembro e medida abrange seis escalões

Os trabalhadores e pensionistas portugueses vão sentir alterações nos rendimentos já no próximo mês. O Governo aprovou uma redução das taxas de IRS que abrange os primeiros seis escalões de rendimento, com efeitos retroativos ao início de 2026 e impacto direto nos valores descontados em novembro.

A decisão foi tomada esta quinta-feira, 29 de outubro, em Conselho de Ministros, através da aprovação de um decreto-lei que altera o Código do IRS. Segundo a agência Lusa, o objetivo é concretizar o desagravamento fiscal autorizado pelo Parlamento, permitindo que os contribuintes abrangidos beneficiem de uma redução do imposto.

IRS vai descer nos primeiros seis escalões de rendimento

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, confirmou que a alteração terá efeitos retroativos a janeiro de 2026, sendo refletida nas retenções na fonte de novembro.

A medida resulta da autorização concedida ao Governo através da Lei n.º 64-B/2026, de 22 de outubro, que permite alterar as taxas normais previstas no artigo 68.º do Código do IRS.

Com esta alteração, a taxa do primeiro escalão passa de 12,50% para 12,20%, enquanto a do segundo desce de 15,70% para 15,20%. No terceiro escalão, a taxa baixa de 21,20% para 20,70%.

Também o quarto escalão beneficia de uma redução, passando de 24,10% para 23,60%. No quinto, a taxa recua de 31,10% para 30,60%, enquanto no sexto passa de 34,90% para 34,60%.

Nos três escalões superiores, as taxas mantêm-se inalteradas, permanecendo nos 43,10%, 44,60% e 48%, respetivamente.

Trabalhadores e pensionistas vão descontar menos em novembro

Para garantir que o desagravamento fiscal se reflete ainda este ano nos rendimentos dos portugueses, o Governo decidiu aplicar uma redução extraordinária de 50% na retenção na fonte durante novembro.

A medida já tinha sido antecipada através de um despacho assinado pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, a 13 de outubro, estabelecendo que os rendimentos do trabalho dependente e as pensões pagos entre 1 e 30 de novembro ficam sujeitos a uma retenção correspondente a metade do valor normalmente calculado.

Na prática, um trabalhador que habitualmente desconta 200 euros de IRS por mês passará a descontar apenas 100 euros em novembro, ficando com mais 100 euros disponíveis no vencimento desse mês.

O mesmo mecanismo aplica-se ao subsídio de Natal, quando este seja pago em novembro, uma vez que a retenção sobre este rendimento é calculada autonomamente em relação ao salário ou à pensão mensal.

Nem todos os portugueses vão beneficiar do corte de 50%

Apesar de a redução extraordinária abranger a generalidade dos trabalhadores por conta de outrem e pensionistas sujeitos a retenção, existem exceções previstas no despacho do Ministério das Finanças.

Ficam excluídos do corte de 50% alguns contribuintes com rendimentos mais elevados, nomeadamente trabalhadores por conta de outrem com salários mensais superiores a 20 mil euros e pensionistas com pensões acima de aproximadamente 18 mil euros, de acordo com os limites aplicáveis nas respetivas tabelas.

Importa ainda esclarecer que os contribuintes que já não efetuam retenção na fonte por terem rendimentos mais baixos não terão um aumento do salário líquido decorrente deste mecanismo extraordinário, uma vez que não existe imposto mensal a reduzir.

Em dezembro, descontos de IRS voltam ao normal

O alívio nas retenções será aplicado apenas durante novembro. Em dezembro, voltam a vigorar as tabelas normais de retenção na fonte, sem a redução extraordinária de 50%.

Esta diferença não significa que a descida das taxas de IRS seja temporária. O desagravamento fiscal aplica-se aos rendimentos de 2026, enquanto o corte nas retenções de novembro constitui apenas o mecanismo escolhido pelo Governo para antecipar parte dos seus efeitos.

Também é importante distinguir as taxas de IRS aplicáveis aos diferentes escalões das taxas de retenção na fonte, utilizadas mensalmente para cobrar antecipadamente o imposto.

O valor definitivo do IRS relativo aos rendimentos de 2026 será apurado em 2027, quando os contribuintes entregarem a declaração anual e a Autoridade Tributária realizar o acerto de contas.

Nessa altura, será determinado se cada contribuinte tem direito a receber um reembolso, se necessita de pagar imposto adicional ou se não existe qualquer valor a regularizar.

Assim, embora muitos portugueses possam receber um salário ou uma pensão líquida superior em novembro, o benefício efetivo da descida das taxas dependerá da situação fiscal de cada contribuinte e do imposto apurado no final do ano.

Leia também: Análise aponta referência de 1.808 euros líquidos por mês para viver sozinho confortavelmente em Portugal: e se for em casal?

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Combustíveis voltam a mudar de preço na segunda-feira: Gasóleo sobe 3,5 cêntimos e gasolina fica mais barata

A próxima semana vai trazer novas alterações aos preços dos combustíveis em Portugal, com consequências diferentes para os automobilistas. Quem utiliza gasóleo deverá preparar-se para pagar mais, enquanto os condutores de veículos a gasolina poderão beneficiar de uma pequena descida.

De acordo com estimativas provisórias avançadas esta sexta-feira, 30 de outubro, por uma fonte do setor ao Notícias ao Minuto, o gasóleo deverá aumentar cerca de 3,5 cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá ficar 1,5 cêntimos mais barata. As alterações deverão entrar em vigor na próxima segunda-feira, 2 de novembro.

Gasóleo pode ficar ainda mais caro na próxima semana

Os preços médios divulgados esta sexta-feira pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) indicam que o gasóleo simples está a custar 2,190 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 apresenta um preço médio de 2,033 euros por litro.

Caso as previsões se confirmem e as alterações sejam integralmente refletidas nos preços médios, o gasóleo poderá passar a custar aproximadamente 2,225 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 poderá descer para 2,018 euros por litro.

Para os automobilistas que utilizam gasóleo, o aumento previsto representa um agravamento de 1,75 euros no abastecimento de um depósito de 50 litros. Já quem utiliza gasolina poderá poupar cerca de 75 cêntimos no mesmo abastecimento.

Importa, contudo, salientar que estas são estimativas provisórias e que os preços praticados podem variar entre postos de abastecimento, marcas e regiões do país.

Preços dos combustíveis deverão continuar elevados até dezembro

As alterações previstas surgem numa altura em que a Galp antecipa que os combustíveis poderão manter preços elevados até ao final de 2026, devido a vários fatores que continuam a pressionar o mercado energético.

Em declarações à agência Lusa, o co-presidente executivo da Galp, João Diogo Marques da Silva, explicou que a evolução dos preços não depende exclusivamente da cotação internacional do petróleo Brent.

Segundo o responsável, a capacidade de refinação na Europa, a disponibilidade de transporte de energia e produtos petrolíferos e a instabilidade dos mercados internacionais são alguns dos fatores que influenciam os valores pagos pelos consumidores.

A atual situação geopolítica também contribui para a volatilidade, embora a petrolífera considere que os preços elevados resultam de um conjunto mais alargado de circunstâncias.

Galp admite que preços elevados possam manter-se até ao final do ano

João Diogo Marques da Silva considera que os preços dos combustíveis deverão permanecer estruturalmente elevados nos próximos meses, embora reconheça que a volatilidade dos mercados dificulta previsões mais precisas.

Esta perspetiva significa que os automobilistas portugueses poderão continuar a enfrentar oscilações semanais nos preços, mesmo quando se registam descidas pontuais de alguns combustíveis.

A Galp revelou ainda que, até setembro, disponibilizou descontos superiores a 35 milhões de euros às famílias portuguesas, procurando atenuar o impacto dos custos energéticos.

Como consultar os preços mais baratos antes de abastecer?

Perante as oscilações previstas, comparar os preços praticados nos diferentes postos de abastecimento pode ajudar a reduzir os gastos com combustível.

A Direção-Geral de Energia e Geologia disponibiliza informação sobre os preços dos combustíveis comercializados em Portugal, permitindo aos consumidores consultar os valores praticados em diferentes localidades.

Os preços médios divulgados pela entidade têm em consideração os valores comunicados pelos postos de abastecimento, ponderados pelas quantidades vendidas no último período conhecido, incluindo descontos associados a cartões de frota e outras campanhas.

Assim, quem utiliza gasóleo poderá ponderar antecipar o abastecimento para antes de segunda-feira, caso as previsões de subida se confirmem. Já os condutores de veículos a gasolina poderão beneficiar de preços ligeiramente inferiores no início da próxima semana.

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Idade da reforma vai aumentar em 2027: INE confirma os dados e portugueses terão de trabalhar mais dois meses

Os portugueses que estão a aproximar-se da idade da reforma terão de contar com mais dois meses de trabalho em 2027. Os dados divulgados esta sexta-feira, 30 de outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam os valores da esperança de vida que servem de referência para determinar a idade legal de acesso à pensão de velhice.

De acordo com o INE, a esperança de vida aos 65 anos em Portugal, no período entre 2023 e 2025, foi estimada em 20,19 anos para o conjunto da população. Este indicador permite confirmar que a idade normal de acesso à reforma será de 66 anos e 11 meses em 2027, mais dois meses do que em 2026.

Portugueses vão reformar-se mais tarde em 2027

A idade legal da reforma tem vindo a aumentar nos últimos anos, acompanhando a evolução da esperança média de vida. Em 2025, estava fixada nos 66 anos e sete meses, passando para os 66 anos e nove meses em 2026.

Com os valores agora confirmados pelo INE, os trabalhadores que pretendam reformar-se em 2027, sem antecipação da pensão, terão de atingir os 66 anos e 11 meses, salvo nos casos abrangidos por regimes especiais.

Isto significa que, em apenas dois anos, a idade normal de acesso à pensão de velhice terá aumentado quatro meses. A evolução resulta do mecanismo legal que relaciona a idade da reforma com a esperança de vida aos 65 anos.

Esperança de vida continua a aumentar em Portugal

Segundo os dados divulgados pelo INE, os homens portugueses que atingem os 65 anos podem esperar viver, em média, mais 18,49 anos. No caso das mulheres, este valor sobe para 21,55 anos.

Em comparação com o período de 2022 a 2024, estes indicadores representam um aumento de 0,13 anos para os homens e de 0,19 anos para as mulheres, confirmando a tendência de recuperação da esperança de vida.

A esperança de vida à nascença também aumentou, atingindo os 81,85 anos no triénio 2023-2025. O valor é de 79,22 anos para os homens e de 84,26 anos para as mulheres.

Em termos regionais, o Norte apresenta a esperança de vida à nascença mais elevada entre as regiões NUTS II, com 82,31 anos. Já ao nível das sub-regiões NUTS III, o Cávado destaca-se com 83,06 anos.

Idade da reforma chegou a diminuir após a pandemia

Apesar da tendência de subida, a idade legal da reforma nem sempre aumentou. Em 2023, registou-se uma redução de três meses face a 2022, uma situação inédita desde que este indicador passou a estar associado à esperança média de vida.

Esta descida esteve relacionada com o aumento da mortalidade durante a pandemia de covid-19, particularmente entre a população mais idosa, que provocou uma redução temporária da esperança de vida.

Em 2024, a idade da reforma manteve-se nos 66 anos e quatro meses, antes de voltar a aumentar em 2025 e 2026.

É possível reformar-se antes dos 66 anos e 11 meses?

Embora a idade normal da reforma esteja fixada nos 66 anos e 11 meses para 2027, existem situações em que os trabalhadores podem aceder à pensão de velhice mais cedo.

É o caso de determinados trabalhadores com carreiras contributivas longas ou muito longas, bem como de pessoas abrangidas por regimes especiais de antecipação da reforma. As condições variam consoante a idade, os anos de descontos e o regime aplicável.

Importa ainda distinguir a idade normal da reforma da idade pessoal de acesso à pensão, que pode ser reduzida em função da carreira contributiva, nos termos previstos na legislação.

Os dados do INE são também utilizados para determinar o fator de sustentabilidade, um mecanismo que pode reduzir o valor das pensões antecipadas em determinadas situações.

Assim, quem esteja a planear deixar de trabalhar nos próximos anos deverá confirmar a sua idade pessoal de reforma e simular o valor da pensão através da Segurança Social Direta, uma vez que as condições podem variar de trabalhador para trabalhador.

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