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Custo da derrota de Flávio Bolsonaro no mercado não se restringiu apenas às contribuições para a campanha eleitoral

Afinal, por que o chamado mercado financeiro e analistas de cenários políticos e econômicos desde a última terça-feira cobram com uma enorme contundência alguma sinalização do presidente Lula no sentido de que, em função dos compromissos de campanha que, segundo dados dos IFI, por exemplo, somam R$ 128,7 apenas para serem pagos este ano e outros R$ 56,7 bilhões em 2027, o que exigirá uma correção no texto do Orçamento 2027 hoje no Congresso?

Existe, de fato, uma enorme ansiedade para que o presidente sinalize nomes que poderão conduzir a área econômica, onde já existe uma lista que varia de acordo com as preferências pessoais. Mas por trás desse mau humor estão números muito preocupantes, não com as contas do governo, ou com a trajetória da dívida, mas com o que os gestores de investimentos disseram aos seus clientes.

Mau humor forte

As pessoas sempre ouvem, leem e conversam sobre os conselhos de especialistas em investimentos, mas poucos sabem que os bancos são clientes especiais de consultores altamente renomados e com grande reputação que emitem relatórios robustos de dados e análises políticas que norteiam o que os bancos dizem aos seus clientes. E rigorosamente todas essas empresas lideradas por pessoas de credibilidade quase irretocável erram nos cenários que descreveram para os seus clientes do setor financeiro e empresarial.

E, diferentemente do que a imprensa vem tratando sobre a necessidade de uma correção de rumo da economia, isso tem a ver com o que, a partir dos cenários criados, empresas em bancos formataram suas posições de investimento a partir de uma eventual (ou quase certa, como diziam os textos dessas consultorias) vitória de Flávio Bolsonaro. Já se sabe que muitos investidores perderam muito dinheiro, embora o tamanho desse prejuízo nas carteiras de investimentos leve um tempo para ser precificado.

 Reprodução/ Redes Sociais
Flávio Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca - Reprodução/ Redes Sociais

Perfil falso

Mas a principal queixa ou reclamação é em relação ao perfil que essas consultorias criaram do personagem Flávio Bolsonaro, a partir do qual foram dados comandos de investimento e apostas. O que se constatou após a fuga do senador para os estudos é que essas análises falavam de um personagem que simplesmente não existia.

Que Flávio Bolsonaro não era um político de carreira ilibada, todos no mercado e na política sabiam. Que ele tinha ainda menos compreensão do que o país, Jair Bolsonaro, dos assuntos de economia não era novidade. E que, do primeiro ao segundo turno, no esforço da campanha, ele praticamente assegurou os gastos prometidos por Lula, também era conhecido.

Sem prever fuga

Mas nenhum cenário traçava o gesto dele de sair do Brasil, pela forma como saiu, o que cristalizou a ideia de que ele foi escolhido e fez toda uma campanha apenas pensando em livrar Bolsonaro da prisão e trazer o irmão de volta enquanto sua família se locupletar do poder.

E a saída do Brasil desconstruiu todo o personagem criado pelas consultorias que apostavam que ele seria capaz de reunir uma base mínima de pessoas com apoio no mercado capaz de garantir um mínimo de credibilidade, inclusive, para pagar o custo da eleição que Lula bancou.

Joédson Alves/Agência Brasil
O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Joédson Alves/Agência Brasil

Flávio era fake

Então, a irritação do mercado agora é com o perfil que as consultorias desenharam: o personagem Flávio Bolsonaro como um upgrade do pai, capaz de ser mais palatável e que não estava tão vinculado ao segmento militar como Jair Bolsonaro e que foi validado no primeiro turno, o que fez as apostas no candidato do PL dispararem.

A vitória de Lula não estava no radar, nem os papers entregues pelos analistas reforçados pelas pesquisas e pela mudança da interpretação da imprensa que dava conta de que ele venceria. Ao revisar os textos entregues até a última sexta-feira, o Flávio Bolsonaro retratado era ruim, capaz de cometer molecagens, mas seria eleito. Da irritação dos contratantes do setor econômico de análises políticas.

Fomos enganados

O que, de certa forma, explica a pressão para que Lula dê um sinal de que, uma vez contratado o preço da reeleição, encontre nomes que ajudem a reduzir os danos do cenário previstos pelas consultorias econômicas que chegaram aos números de bilhões. O que explica a ansiedade pelos nomes na prateleira. O mercado já precificou o prejuízo, está fazendo as contas das perdas, mas está de olho no futuro porque é da sua natureza mirar no futuro e cheirar o amanhã.

Divulgação
Novas lojas da Renner em Pernambuco chegam para movimentar o Natal. - Divulgação

Renner no Costa Dourada

A Renner, maior varejista de moda e lifestyle do Brasil, inaugura duas novas unidades no estado de Pernambuco. A primeira abre no Shopping Costa Dourada, na Rodovia PE-60, km 11, nº 3200, no Cabo de Santo Agostinho, a partir de 7 de novembro, com área de vendas de quase 1,6 mil m² e investimento de mais de R$ 6,3 milhões.

A outra será em Petrolina; numa loja com mais de 2 mil m² de área na expansão do River Shopping, na Av. Monsenhor Ângelo Sampaio, nº 100, com um investimento de R$ 9,4 milhões, a unidade inaugurada na última quinta-feira(30). Com as inaugurações, a Renner consolida ainda mais a presença da marca no estado.

Crédito a negativados

Levantamento da plataforma IJBE (Índice de Juros Baixos de Empréstimo) a partir dos termos. Eles aparecem em patamares tão próximos que não é possível afirmar qual deles concentra mais pesquisas. A modalidade permite of“empréstimo negativado” e “empréstimo pessoal” e registra cerca de 750 mil buscas mensais cada.

Para receber o dinheiro, é preciso oferecer um bem, como veículo ou imóvel, como garantia da operação. Em algumas instituições, essa condição pode resultar em juros menores e também permitir a análise de propostas de pessoas negativadas. A contratação, porém, depende das regras de cada instituição, e o consumidor precisa considerar o risco de perder o bem caso não consiga pagar as parcelas.

Fórum Imobiliário 

O mercado imobiliário e a construção civil voltam a ser debatidos nesta quinta-feira (5), a partir das 8h, no Recife Expo Center, durante o Fórum Imobiliário Brasileiro, promovido pela Ademi-PE. O evento reúne líderes empresariais, autoridades públicas e especialistas para discutir o cenário econômico do setor, inovações tecnológicas, requalificação urbana e novos caminhos para a Habitação de Interesse Social (HIS).

FXPort chegando

A FXPort, empresa especializada em soluções de câmbio para pequenas e médias empresas que atuam no comércio exterior, iniciou uma ofensiva para ampliar sua presença em Pernambuco. A empresa abriu um escritório em Recife liderado por Walterbruno Leite, profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

O objetivo é atrair empresas exportadoras e importadoras baseadas no estado que gostariam de um atendimento diferenciado no câmbio, como se fosse uma extensão da sua tesouraria. Com cerca de 160 clientes atualmente, a FXPort deve movimentar R$ 1 bilhão neste ano, com perspectivas de crescimento de 50% ao ano durante os próximos cinco anos.

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Feira de Tapetes de Lagoa do Carro, Pernambuco. - Divulgação

Feira do Tapete

A cidade de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, recebe até este domingo (1) a 17ª edição da Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro - FETALC 2026. Realizada pela Associação das Tapeceiras de Lagoa do Carro em parceria com o Banco do Nordeste, a mostra reforça o compromisso com os profissionais que mantêm viva a tradição artesanal de Lagoa do Carro, contribuindo para a valorização da cultura, a geração de renda e o fortalecimento da economia local. Nesta edição, 130 estandes reúnem artesãos de diferentes estados nordestinos, incluindo Pernambuco, Piauí, Sergipe e Paraíba.

Solar Magnum Tires

A Magnum Tires, importadora e distribuidora de pneus com sede em Jaboatão dos Guararapes (PE), amplia o uso de energia solar em sua rede de filiais. A projeção é de economia de R$ 50,6 milhões em 30 anos, com mapeamento já concluído em 15 estados.

Pernambuco concentra a maior redução de custos projetada, com R$ 25 milhões, seguido por Mato Grosso (R$ 7 milhões) e Rondônia (R$ 3 milhões). O projeto-piloto começou em 2020 na matriz da empresa na Muribeca e, após a expansão de 2026, a capacidade instalada passou de 184,8 kWp para 354,755 kWp. A iniciativa complementa as ações de logística reversa, previstas em norma ambiental para garantir o descarte adequado de pneus inservíveis.

Surfix infraestrutura

A Surfix Cloud & Data Center será a quarta patrocinadora do Estudo de Infraestrutura Digital de Pernambuco, iniciativa que reúne Governo do Estado, LIDE e Deloitte. A empresa atende mais de 500 companhias e opera o único data center com certificação Tier III Facility em Pernambuco. A Surfix se junta ao Grupo Dislub, à Estratégica Engenharia e ao Grupo Cavalcanti Petribu no comitê empresarial de governança do estudo.

© Marta Lavandier/AP Photo/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro desembarca em Miami
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